Diretores e sócios da CBPCE apresentam três perspectivas sobre crescimento empresarial e cooperação Brasil-Portugal
Três artigos publicados no jornal O Povo por representantes da Câmara Brasil Portugal no Ceará (CBPCE) trazem reflexões estratégicas sobre temas atuais que impactam as relações entre Brasil e Portugal.
Patricia Campos, presidente da CBPCE destaca Portugal como destino seguro para sucessão empresarial e proteção patrimonial. Cavour Caldas, Diretor de Esportes e Mobilidade da CBPCE, compartilha como impulsionar o intercâmbio esportivo e cultural. Já Edouard Georges Carvalho Cachoux analisa os efeitos da tarifa de 50% imposta pelos EUA às exportações brasileiras e as alternativas para os setores estratégicos.
Confira os artigos na integra:
Portugal é oportunidade para sucessão empresarial
A sucessão empresarial e a proteção patrimonial são questões essenciais para a continuidade e crescimento das empresas, especialmente aquelas de caráter familiar. Em um cenário cada vez mais globalizado, muitos empresários buscam alternativas estratégicas para planejar essa transição de forma segura e eficiente. Portugal surge como uma solução viável, oferecendo um ambiente jurídico e econômico estável e incentivos fiscais que tornam o país uma escolha atraente para aqueles que desejam realizar a sucessão de seus negócios.
Nesse contexto, empresas de diferentes portes podem beneficiar-se da criação de estruturas jurídicas em Portugal, onde a legislação oferece um conjunto de ferramentas para otimização tributária e proteção patrimonial. O país, além de contar com uma política fiscal favorável, possui acordos de não dupla tributação com diversas nações, o que facilita o processo de internacionalização.
Muitos empresários, especialmente os de pequeno e médio porte, evitam se planejar para a sucessão por acreditarem que os custos envolvidos são altos demais. No entanto, é importante desmistificar essa percepção. O investimento necessário para garantir uma aterrisagem suave e segura é proporcional ao tamanho da empresa e pode ser acessível, dependendo das estratégias adotadas.
Os associados da CBPCE, em suas várias áreas de expertise, podem apoiar as empresas no desenvolvimento desse planejamento, dando suporte para a criação de estratégias jurídicas e fiscais, facilitando o acesso aos recursos e benefícios que Portugal pode oferecer. A CBPCE estreita os laços entre empresários cearenses e portugueses, promovendo um intercâmbio de experiências que enriquece o processo de sucessão empresarial.
Este é um momento propício para as empresas que desejam assegurar a continuidade de seus negócios e a proteção de seu patrimônio. A sucessão empresarial, quando planejada com antecedência e de forma estratégica, garante que os desafios da transição sejam superados de maneira eficiente e segura. Aproveitar essa oportunidade é um passo importante para o futuro da sua empresa.
Artigo escrito por Patricia Campos, Presidente da CBPCE e publicado no Jornal O Povo
Esporte e Mobilidade Global
O esporte, em sua essência, é um fenômeno cultural e social que transcende fronteiras, unindo nações e povos em torno da paixão e da competição. Nesse cenário, o futebol se destaca como o mais popular
A criação da Diretoria de Esportes e Mobilidade Global da Câmara Brasil Portugal no Ceará representa um passo significativo para o fortalecimento das relações entre os dois países, promovendo o intercâmbio comercial e as relações culturais, além do desenvolvimento humano e social. Esta iniciativa destaca a importância do esporte como meio de inclusão social e colaborativa, além de ser um propulsor do crescimento econômico sustentável.
Voltada para o estímulo aos esportes e mobilidade global, a diretoria não apenas fomenta a prática esportiva e a criação de oportunidades de negócios, mas também abre portas para a realização de eventos internacionais, como competições e intercâmbios esportivos, que atraem investimentos, impulsionam o turismo e promovem a identidade cultural local.
Por meio de programas de intercâmbios, capacitação e troca de conhecimentos entre instituições de ensino e organizações esportivas, a nova diretoria vai contribuir para a formação de profissionais qualificados, sobretudo nas áreas de gestão esportiva, turismo, tecnologia e inovação. As ações planejadas têm potencial para promover inclusão social, ampliar o acesso a oportunidades e fortalecer o desenvolvimento sustentável de comunidades em diferentes regiões.
O esporte, em sua essência, é um fenômeno cultural e social que transcende fronteiras, unindo nações e povos em torno da paixão e da competição. Nesse cenário, o futebol se destaca como o mais popular, criando um elo efetivo capaz de mobilizar multidões e criar laços profundos. Neste contexto, a relação entre Brasil e Portugal é particularmente rica e histórica.
A troca de jogadores, técnicos e filosofias de jogo tem promovido um intercâmbio cultural significativo. Inúmeros jogadores brasileiros brilharam em clubes portugueses, enquanto técnicos portugueses deixam suas marcas no futebol brasileiro. Essa conexão é um testemunho da influência mútua que ambos os países exercem um sobre o outro.
A diretoria nasce com a consciência de seu papel como geradora de oportunidades sociais, culturais e econômicas e vai trabalhar todo o ecossistema do esporte e do atleta.
Artigo escrito por Cavour Caldas Diretor de Esportes e Mobilidade da CBPCE e publicado no Jornal O Povo
Guerra tarifária EUA-Brasil e os setores estratégicos em alerta
Observa-se uma movimentação intensa das empresas brasileiras para mitigar riscos diante do tarifaço dos Estados Unidos. Há uma corrida por diversificação, focando mercados como China, Índia, União Europeia e blocos do sul global
A decisão dos Estados Unidos de aplicar uma tarifa de 50% sobre todas as exportações brasileiras a partir de 1º de agosto de 2025 representa um desafio significativo para o comércio exterior do Brasil. Essa medida pressiona setores estratégicos da nossa economia e exige reflexão sobre os próximos passos da política comercial nacional.
Segundo dados do Comexbase da Einship, no primeiro semestre de 2025, o Brasil importou dos EUA cerca de US$ 21,7 bilhões, um crescimento de 11,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. Foram registrados 67 mil embarques marítimos e 167 mil TEUs movimentados, mostrando a intensidade da relação comercial.
Se o Brasil optar por medidas de reciprocidade, os fluxos comerciais poderão ser diretamente afetados. A região Sudeste, responsável por mais de 70% das exportações brasileiras para os EUA, será a mais impactada. São Paulo, sozinho, representa 31,9% desse total, enquanto portos como Santos, Rio de Janeiro e Vitória são os mais expostos. Setores como siderurgia, aviação, petróleo e manufatura já revisam suas projeções com apreensão.
Apesar da recente regulamentação da Lei da Reciprocidade permitir resposta proporcional, o governo brasileiro tem privilegiado o diálogo diplomático, evitando retaliações automáticas. Contudo, observa-se uma movimentação intensa das empresas para mitigar riscos. Há uma corrida por diversificação, focando mercados como China, Índia, União Europeia e blocos do sul global.
Diante desse cenário, é fundamental que as empresas revisem estoques, consolidem cargas, invistam em inteligência comercial e avaliem rotas logísticas alternativas. Além disso, estratégias tributárias inteligentes são essenciais para aumentar a competitividade diante das barreiras tarifárias.
A guerra comercial impõe desafios, mas também estimula transformação estratégica que amplia autonomia e resiliência dos exportadores brasileiros. Com planejamento e inovação, nossas empresas estarão preparadas para enfrentar esse novo cenário e aproveitar as oportunidades.
Artigo escrito por Edouard Georges Carvalho Cachoux e publicado no Jornal O Povo