CBPCE inaugura Galeria de Ex-Presidentes na FIEC

CBPCE inaugura Galeria de Ex-Presidentes na FIEC

Almoço reuniu ex-presidentes, lideranças institucionais e a atual gestão da Câmara Brasil Portugal no Ceará

Foto: Robyson Alves

A Câmara Brasil Portugal no Ceará (CBPCE) realizou, nesta quinta-feira, 9 de julho, um almoço especial na sede da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC) para marcar a inauguração oficial de sua Galeria de Ex-Presidentes. O encontro reuniu lideranças que contribuíram para a trajetória da instituição, além de integrantes da atual gestão.

A iniciativa reforça a valorização da memória institucional da CBPCE e reconhece o papel desempenhado pelos ex-presidentes na construção da história da entidade, que há 25 anos atua no fortalecimento das relações comerciais, institucionais e culturais entre Brasil e Portugal.

Durante a cerimônia, a presidente da CBPCE, Patrícia Campos, destacou a importância de preservar a história da Câmara como parte essencial do seu desenvolvimento e da continuidade do trabalho realizado por diferentes gestões.

“Eu acredito profundamente que nenhuma gestão começa do zero. Nós recebemos um legado. Recebemos relações, aprendizados, conquistas e também desafios. E temos o dever de cuidar desse patrimônio institucional, fortalecê-lo e entregá-lo às próximas gerações ainda mais sólido”, afirmou.

Segundo Patrícia Campos, a Galeria de Ex-Presidentes representa não apenas uma homenagem formal, mas um gesto de reconhecimento àqueles que ajudaram a consolidar a atuação da CBPCE ao longo dos anos.

“Por isso, esta Galeria nasce como um gesto de memória, mas também como um gesto de carinho e de gratidão. Não como uma homenagem distante ou meramente protocolar, mas como uma afirmação muito clara de que conhecemos e respeitamos a história sobre a qual continuamos construindo”, destacou.

A inauguração da galeria simboliza um novo marco para a instituição, ao reunir em um mesmo espaço o registro de lideranças que participaram diretamente da consolidação da Câmara Brasil Portugal no Ceará.

Com a cerimônia, a CBPCE reforça seu compromisso com a preservação da sua história, a valorização de seus ex-presidentes e a continuidade de sua missão institucional de aproximar o Ceará de Portugal por meio de ações empresariais, culturais e institucionais.

Confira as fotos aqui: https://news.cbpce.org.br/almoco-09.07

Fonte: CBPCE em 09.07.2026

NML, sócia mantenedora da CBPCE, celebra dois anos no Itaqui

NML, sócia mantenedora da CBPCE, celebra dois anos no Itaqui

NML Operações Portuárias consolida atuação no Porto do Itaqui com expansão em carga geral, carga de projeto e novas operações

Imagem gerada por IA

A NML Operações Portuárias, sócia mantenedora da Câmara Brasil Portugal no Ceará (CBPCE), completa neste mês de julho dois anos de atuação no Porto do Itaqui, no Maranhão. Ao longo desse período, a empresa consolidou sua presença como uma das principais operadoras portuárias de carga geral e carga de projeto no terminal.

Segundo comunicado da empresa, os dois anos de operação foram marcados pela ampliação da carteira de clientes e pela diversificação das atividades realizadas no Porto do Itaqui. Entre as novas operações incorporadas estão a descarga de fertilizantes em big bags e o embarque de ferro-gusa.

A atuação da NML no terminal reforça a importância do Porto do Itaqui como estrutura estratégica para a movimentação de cargas no Brasil, especialmente em operações ligadas à logística portuária, ao comércio exterior e à cadeia produtiva nacional.

Como sócia mantenedora da CBPCE, a NML Operações Portuárias também fortalece sua presença institucional em uma rede voltada à aproximação empresarial, comercial e estratégica entre Brasil e Portugal, contribuindo para o diálogo entre setores ligados à logística, infraestrutura e negócios internacionais.

Ao celebrar a data, a empresa agradeceu aos clientes, à Empresa Maranhense de Administração Portuária (EMAP) pelo apoio e, especialmente, aos colaboradores, destacados como fundamentais para a construção dos resultados alcançados nesses dois anos.

A comemoração marca uma etapa de consolidação para a NML Operações Portuárias, que segue ampliando sua participação no setor e reforçando seu compromisso com eficiência operacional, crescimento sustentável e excelência na movimentação de cargas.

Fonte: NML Operações Portuárias, julho de 2026.

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Atlantic Hub, sócia da CBPCE, realiza 10ª edição do Atlantic Connection em São Paulo

Atlantic Hub, sócia da CBPCE, realiza 10ª edição do Atlantic Connection em São Paulo

Faltam 25 dias. E as oportunidades não esperam.

Foto: divulgação

A Atlantic Hub, empresa sócia da Câmara Brasil-Portugal no Ceará (CBPCE), realizará, no dia 7 de agosto de 2026, em São Paulo, a 10ª edição do Atlantic Connection, um dos principais eventos dedicados à internacionalização de empresas brasileiras para Portugal e outros mercados europeus.

Expandir um negócio para a Europa exige muito mais do que abrir uma empresa em Portugal. É necessário planejamento, estratégia, conexões qualificadas e acesso a profissionais que já conhecem os desafios e as oportunidades desse processo.

O Atlantic Connection reunirá empresários, CEOs, investidores, especialistas e lideranças do ecossistema de inovação para compartilhar experiências e discutir caminhos mais seguros para a expansão internacional.

Durante o evento, os participantes terão acesso a conteúdos estratégicos sobre:

Internacionalização de empresas brasileiras para Portugal e Europa;
Tendências do mercado europeu e oportunidades de negócios em 2026;
Estratégias para uma expansão internacional mais segura;
Networking qualificado com empresários, executivos e especialistas;
Casos reais de empresas que transformaram Portugal em uma porta de entrada para o mercado europeu.

Mais do que um evento, o Atlantic Connection será um ambiente voltado à construção de conexões capazes de acelerar decisões, abrir novos mercados e impulsionar o crescimento dos negócios.

Faltam apenas 25 dias. Os ingressos são limitados e, tradicionalmente, as vagas se esgotam antes da realização do encontro.

Para as empresas que têm a internacionalização em seus planos, este é o momento de garantir presença nas conversas que estão ajudando a construir o futuro das relações empresariais entre Brasil e Europa.

Local: São Paulo
Data: 7 de agosto de 2026
Realização: Atlantic Hub

Fonte: Atlantic Hub em 14.07.2026

APSV Advogados, sócio da CBPCE alerta sobre benefícios fiscais

APSV Advogados, sócio da CBPCE alerta sobre benefícios fiscais

Igor Frota Moreira destaca que empresas precisarão acompanhar continuamente os requisitos exigidos pela Receita Federal

Foto: divulgação

A APSV Advogados, escritório sócio da Câmara Brasil Portugal no Ceará (CBPCE), alerta empresas sobre mudanças nas regras de manutenção de benefícios fiscais federais. A partir de setembro, a nova regulamentação da Receita Federal exigirá que as empresas comprovem, de forma contínua, o cumprimento das condições necessárias para manter os incentivos em vigor.

Segundo comunicado da APSV Advogados, a mudança torna indispensável uma gestão permanente dos requisitos exigidos pelo Fisco. Entre os pontos que deverão ser acompanhados estão regularidade fiscal, situação regular no Cadin, FGTS em dia, cadastro atualizado no CNPJ, adesão ao Domicílio Tributário Eletrônico e atendimento às exigências específicas de cada benefício fiscal utilizado pela empresa.

Com a nova regra, a manutenção dos benefícios fiscais deixa de depender apenas do momento de concessão ou habilitação. As empresas passarão a ter de demonstrar, de maneira recorrente, que continuam aptas a usufruir dos incentivos.

O descumprimento das condições poderá resultar na perda do benefício fiscal. Em determinadas situações, também poderá haver cobrança retroativa dos tributos, acrescida de juros e multa, gerando impacto direto no planejamento financeiro e tributário das empresas.

Para Igor Frota Moreira, advogado tributarista da APSV Advogados, a gestão dos benefícios fiscais deve fazer parte de uma estratégia mais ampla de conformidade tributária.

“A gestão de benefícios fiscais em uma estratégia mais ampla de compliance tributário, que esteja alinhada aos programas de conformidade da Receita Federal, pode fazer toda a diferença na rotina fiscal das empresas”, destacou.

A orientação reforça a importância de revisar processos internos, manter cadastros atualizados e acompanhar periodicamente a situação fiscal da empresa. Sistemas de controle, rotinas de auditoria e integração entre áreas fiscal, contábil, jurídica e financeira passam a ser ainda mais relevantes diante da nova regulamentação.

A APSV Advogados chama atenção para a necessidade de preparação antecipada das empresas, especialmente aquelas que utilizam incentivos fiscais como parte de sua estratégia de competitividade, expansão ou estruturação tributária.

A mudança reforça um movimento de maior exigência de conformidade por parte da Receita Federal e amplia a responsabilidade das empresas na gestão contínua dos benefícios fiscais em fruição.

Fonte: APSV Advogados

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Solis Investimentos, sócia da CBPCE, participa da Expert XP 2026

Solis Investimentos, sócia da CBPCE, participa da Expert XP 2026

Delano Macêdo, sócio-diretor da Solis Investimentos, debaterá o futuro do financiamento das empresas e o avanço do mercado de crédito

Foto: divulgação

A Solis Investimentos, sócia da Câmara Brasil Portugal no Ceará (CBPCE), participará da Expert XP 2026, evento promovido pela XP Inc., com presença no painel “Desintermediação bancária: o futuro do financiamento das empresas”. A programação será realizada no dia 24 de julho, às 14h, e contará com a participação de Delano Macêdo, sócio-diretor da Solis Investimentos.

O debate abordará temas ligados ao crescimento das empresas na próxima década, ao papel de empresários e investidores no desenvolvimento do mercado de capitais e à relevância crescente do crédito para o futuro da economia.

Além de Delano Macêdo, o painel contará com a participação de Bruno Spilberg, da SPX Capital; Gustavo Cortes, da Vinci Compass; e Luiz Felippo, da XP Inc. A proposta é discutir como a desintermediação bancária pode transformar as alternativas de financiamento empresarial nos próximos anos.

Durante a Expert XP 2026, a Solis Investimentos também terá um espaço dedicado para apresentar sua visão sobre o mercado de crédito estruturado. No estande, a gestora compartilhará perspectivas sobre FIDCs, alocação estratégica, estruturação de fundos para diferentes lastros, gestão de riscos e tendências que vêm impulsionando esse segmento.

Como sócia da CBPCE, a Solis Investimentos reforça sua atuação em ambientes de debate estratégico sobre mercado financeiro, investimentos e desenvolvimento empresarial. A presença da empresa no evento também evidencia a importância do crédito estruturado como alternativa para empresas que buscam novas formas de financiamento e crescimento.

O estande da Solis Investimentos estará localizado em frente à praça de alimentação da Expert XP 2026. A empresa também orienta o público a acompanhar suas redes sociais para obter mais detalhes sobre a participação no evento.

Fonte: Solis Investimentos

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CPLP pode ampliar influência global, diz Ministro português

CPLP pode ampliar influência global, diz Ministro português

O Ministro português, Paulo Rangel avalia que comunidade lusófona ainda tem espaço para crescer em projeção internacional, mobilidade e valorização da língua portuguesa

Imagem gerada por IA

A CPLP ainda tem um amplo caminho para ampliar sua influência internacional, segundo avaliação do ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Paulo Rangel. Em entrevista no contexto dos 30 anos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, o chefe da diplomacia portuguesa afirmou que a organização reúne um potencial expressivo, especialmente pelo alcance global da língua portuguesa e pela relevância econômica dos países que integram o bloco.

De acordo com informações publicadas pelo ECO, com conteúdo da agência Lusa, Rangel defendeu que a CPLP tem sido um instrumento importante da política externa dos Estados-membros, mas ainda pode avançar em sua capacidade de atuação conjunta. Para o ministro, a comunidade lusófona tem condições de alcançar maior visibilidade e influência ao longo deste século.

Um dos pontos destacados por Paulo Rangel é o crescimento projetado do número de falantes de língua portuguesa. Segundo ele, a língua poderá chegar ao fim do século com cerca de 600 milhões de falantes, reforçando o papel estratégico da CPLP como espaço de articulação política, cultural, econômica e diplomática.

O ministro também ressaltou que a presença dos países da CPLP em diferentes blocos regionais, como União Europeia, União Africana, CEDEAO e ASEAN, contribui para ampliar a projeção da comunidade. Na avaliação dele, essa participação múltipla fortalece a capacidade de diálogo da organização em diferentes regiões do mundo.

Apesar do otimismo, Rangel ponderou que a CPLP não substitui outras organizações internacionais ou regionais, mas ocupa um espaço próprio de cooperação entre países unidos pela língua portuguesa. Para ele, a comunidade pode avançar mais, especialmente em áreas como mobilidade, valorização da língua e iniciativas comuns entre os Estados-membros.

Entre os progressos citados pelo ministro estão os avanços relacionados à mobilidade dentro da organização e projetos voltados à educação e à saúde. Rangel mencionou, ainda, uma iniciativa de formação comum em saúde pública nos países da CPLP, anunciada na cimeira de Bissau de 2025, que estaria em desenvolvimento.

A CPLP celebra 30 anos em 17 de julho. A organização é formada por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

Com três décadas de existência, a comunidade lusófona segue como um espaço estratégico de cooperação entre países de diferentes continentes. O desafio, segundo a avaliação apresentada por Paulo Rangel, é transformar o peso demográfico, cultural e econômico da língua portuguesa em maior capacidade de ação conjunta no cenário internacional.

Fonte: ECO / Lusa, 12 de julho de 2026.

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Portugal entrará em fase de testes do euro digital

Portugal entrará em fase de testes do euro digital

Banco de Portugal e três instituições nacionais participarão dos testes da futura moeda digital europeia

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O euro digital avançará para uma nova fase de testes com a participação de Portugal. De acordo com comunicado do Banco de Portugal, a instituição e três prestadores de serviços de pagamento estabelecidos no país integrarão o piloto coordenado pelo Banco Central Europeu (BCE) e pelos bancos centrais nacionais do Eurosistema.

A iniciativa tem como objetivo testar a futura moeda digital europeia do ponto de vista técnico, operacional e da experiência dos utilizadores. O piloto deverá ser lançado no segundo semestre de 2027 e terá duração prevista de 12 meses.

Segundo o Banco de Portugal, o BCE selecionou mais de 35 prestadores de serviços de pagamento para participar da fase piloto do euro digital. Entre eles, estão três instituições estabelecidas em Portugal: Banco Comercial Português, S.A., Caixa Geral de Depósitos, S.A. e UNICRE – Instituição Financeira de Crédito, S.A.

O Banco de Portugal será um dos 19 bancos centrais nacionais do Eurosistema envolvidos no projeto. A fase piloto também contará com colaboradores do BCE e dos bancos centrais participantes, além de comerciantes de comércio eletrônico e estabelecimentos que prestam serviços cotidianos nas instalações das instituições, como cafetarias e cantinas.

Durante os testes, será utilizada uma versão beta do euro digital, com características funcionais e técnicas semelhantes às previstas na proposta legislativa em discussão na Europa. Essa versão, no entanto, não terá estatuto de moeda com curso legal.

No caso português, o Banco Comercial Português e a Caixa Geral de Depósitos participarão como prestadores distribuidores e adquirentes. Isso significa que poderão dar acesso aos utilizadores a serviços do euro digital beta e também prestar serviços a comerciantes selecionados, permitindo o recebimento de pagamentos nesse formato. A UNICRE atuará como prestadora adquirente.

Os acordos de participação foram assinados no dia 7 de julho de 2026, em Lisboa, na sede do Banco de Portugal. Representaram as entidades Luís Morais Sarmento, administrador do Banco de Portugal; Maria José Campos, administradora do Banco Comercial Português; Luís Pereira Coutinho, administrador da Caixa Geral de Depósitos; e João Baptista Leite e Fernando Nobre de Carvalho, respectivamente CEO e administrador da UNICRE.

O comunicado informa ainda que o Eurosistema recebeu mais de 50 candidaturas após o pedido de manifestação de interesse lançado em março de 2026. A seleção considerou critérios voltados à diversidade de modelos de negócio, dimensão das instituições, cobertura geográfica e criação de um ambiente de teste representativo para o desenvolvimento do euro digital.

Com o piloto, os participantes poderão testar pagamentos entre particulares, tanto online quanto offline, além de pagamentos de particulares para empresas em pontos de venda físicos e no comércio eletrônico. A iniciativa representa uma etapa importante nos trabalhos preparatórios para uma possível emissão do euro digital no futuro.

Fonte: Banco de Portugal, 14 de julho de 2026.

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Dois erros opostos, o mesmo custo: o fundador que resiste à IA e o herdeiro que a adota sem critério, por Décio Simões

Dois erros opostos, o mesmo custo: o fundador que resiste à IA e o herdeiro que a adota sem critério, por Décio Simões

A empresa familiar que falha na transição com inteligência artificial raramente falha por um único motivo. Falha pela tensão não resolvida entre dois impulsos legítimos e pela ausência de um espaço formal para que essa tensão produza algo útil.

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O fundador e a IA: quando a desconfiança tem razão e quando ela tem custo
Existe uma lógica interna na resistência do fundador à inteligência artificial que raramente é reconhecida com a honestidade que merece: ela não é irracional. É a mesma intuição que o fez sobreviver a décadas de mercado, atravessar crises e construir uma empresa em condições que nenhum algoritmo foi treinado para enfrentar.

O fundador desenvolveu, ao longo de anos, um filtro de risco calibrado pela experiência real. Aprendeu que toda tecnologia nova chega com promessas que excedem sua entrega inicial. Que fornecedores de solução raramente entendem as particularidades do negócio que dizem estar transformando. Que mudanças apressadas custam mais do que a inércia calculada. Esse repertório não é conservadorismo, é memória institucional funcionando como proteção.

O problema é quando esse filtro, construído para tecnologias de ciclo longo, onde o risco de adotar cedo supera o custo de esperar, encontra uma tecnologia de ciclo curto. A inteligência artificial não funciona como o ERP de 2003 ou o sistema de gestão de 2010, que podiam esperar até que o mercado consolidasse padrões. Ela avança em meses, não em anos. E o intervalo entre ‘esperar para ver’ e ‘chegou tarde demais’ encurtou de forma que a experiência anterior do fundador não consegue calibrar adequadamente.

O custo da resistência prolongada não aparece no balanço do próximo trimestre. Aparece na equipe que saiu porque sentia que a empresa não avançava. No cliente que foi atendido com mais rapidez pelo concorrente que automatizou o processo. Na decisão que demorou três semanas porque dependia de dados que ninguém tinha consolidado. São custos difusos, distribuídos no tempo, que só ficam visíveis quando já se acumularam além do ponto de reversão simples.

A desconfiança do fundador protegeu a empresa durante décadas. O momento em que ela passa de filtro para barreira é sutil e raramente é percebido por quem está dentro dela.
O herdeiro e a IA: quando o entusiasmo antecede a estrutura
O erro do herdeiro é o espelho do erro do fundador e por isso igualmente difícil de perceber de dentro. Onde o fundador vê risco em excesso, o herdeiro frequentemente não vê risco suficiente. E essa assimetria de percepção, quando não é mediada por nenhuma estrutura de governança, produz decisões que parecem certas no curto prazo e se revelam problemáticas no médio.

A segunda geração que chega com formação atualizada, exposição a referências internacionais e familiaridade nativa com ferramentas digitais tem um ativo genuíno: consegue enxergar o que a IA pode fazer antes que o fundador consiga formular a pergunta certa. Mas esse mesmo ativo carrega um risco que raramente é nomeado: a velocidade de adoção frequentemente supera a velocidade de compreensão das dependências que a adoção cria.

Na prática, isso se manifesta de formas reconhecíveis. A ferramenta de IA generativa adotada pela equipe comercial sem política de uso de dados e que passou a processar informações de clientes em servidores externos sem que ninguém tivesse avaliado as implicações da LGPD. O processo automatizado que gerou eficiência em uma ponta e eliminou uma verificação manual que existia por uma razão que ninguém documentou. A decisão de implementar que foi tomada porque ‘o mercado está usando’, sem que alguém tivesse perguntado se o processo que seria automatizado era o processo certo.

O resultado não é catástrofe imediata. É uma acumulação silenciosa de riscos que os resultados de curto prazo mascaram. A eficiência gerada pela automação valida a decisão aos olhos de quem a tomou, até que o risco que ninguém mapeou se materializa numa situação que custa mais do que o ganho que a justificou.

O herdeiro que adota IA sem critério não está sendo imprudente. Está sendo rápido demais para uma organização que ainda não desenvolveu a capacidade de absolver a velocidade que ele propõe.
O que cada um vê que o outro não consegue ver
A tensão entre fundador e herdeiro diante da IA não é sobre quem está certo. É sobre o fato de que ambos estão certos e incompletos. Cada perspectiva captura uma parte real da situação que a outra sistematicamente ignora.

O que a tabela revela não é oposição, mas complementaridade. O fundador e o herdeiro, juntos, têm o quadro completo. Separados, cada um agindo unilateralmente, cada um age com metade das informações relevantes.

E metade das informações relevantes, em decisões de alto impacto, é suficiente para errar bem intencionadamente.

O espaço entre os dois: onde a governança de IA precisa existir
A maioria das empresas familiares brasileiras não tem um espaço formal onde fundador e herdeiro discutem juntos o que a empresa pode e não pode fazer com inteligência artificial. As decisões de adoção acontecem por iniciativa do herdeiro, frequentemente sem comunicação prévia ao fundador. As decisões de resistência acontecem por veto do fundador, frequentemente sem que o herdeiro tenha a oportunidade de apresentar o argumento completo.

O resultado é uma dinâmica onde cada lado otimiza contra o outro em vez de com o outro. E onde a empresa, no meio, oscila entre paralisia e imprudência, dependendo de quem tem mais influência no momento da decisão.

A política de uso de IA numa empresa familiar não é, essencialmente, um documento técnico. É um acordo entre gerações sobre o que a empresa valoriza, o que ela teme e como ela decide quando não há consenso espontâneo. Define quais processos podem ser automatizados sem aprovação adicional, quais exigem deliberação do conselho ou da família, quais dados podem ser processados por sistemas externos e quais decisões nunca podem ser delegadas a um algoritmo, independentemente da eficiência que isso geraria.

Esse documento só funciona se foi construído com a participação de ambos os lados. Uma política imposta pelo herdeiro será resistida pelo fundador até que um incidente a torne relevante. Uma política ditada pelo fundador será contornada pelo herdeiro até que alguém perceba. A única versão que tem chance de funcionar é aquela em que os dois lados reconhecem sua própria perspectiva e concordam que a do outro também é necessária.

O modelo que funciona: a IA como primeiro teste de governança intergeracional
Existe uma forma de reenquadrar essa tensão que transforma um problema em oportunidade: tratar a discussão sobre adoção de IA como o primeiro exercício formal de tomada de decisão compartilhada entre gerações.

Empresas familiares que navegam bem a transição com IA não são as que têm o fundador mais aberto à tecnologia ou o herdeiro mais cauteloso na adoção. São as que usaram essa tensão inevitável, legítima e produtiva quando bem mediada, como ocasião para construir o primeiro mecanismo formal de decisão intergeracional que a família nunca havia precisado criar antes.

O processo de construir uma política de IA em conjunto faz algo que nenhuma consultoria consegue fazer por fora: obriga fundador e herdeiro a articular, em linguagem concreta, o que cada um valoriza, o que cada um teme e onde cada um está disposto a ceder. Esse exercício tem um subproduto que vale mais do que a política em si: a criação de um hábito de deliberação conjunta que a empresa vai precisar para todas as decisões difíceis que vierem depois.

A IA, nesse sentido, não é apenas uma questão tecnológica para a empresa familiar. É um espelho. Revela o quanto a família tem, ou não tem, mecanismos de decisão capazes de absorver discordâncias sem ruptura. E oferece um contexto de urgência real o suficiente para motivar a construção desses mecanismos sem precisar esperar por uma crise que os torne inevitáveis.

A família empresária que constrói sua governança de IA constrói, ao mesmo tempo, sua governança intergeracional. São o mesmo processo com nomes diferentes.
A pergunta que a empresa familiar precisa responder antes da próxima ferramenta
Antes de avaliar qual ferramenta de IA adotar, qual processo automatizar ou qual fornecedor contratar, a empresa familiar tem uma pergunta anterior que determina o sucesso de qualquer resposta que vier depois:

Como decidimos, juntos, o que a IA pode e não pode fazer aqui?

Não ‘quem decide’, porque em muitas empresas familiares já há um histórico de resposta a essa pergunta que é parte do problema. Mas ‘como decidimos juntos’, porque a resposta precisa incluir o fundador que carrega a memória do risco e o herdeiro que carrega a visão da oportunidade.

Sem essa resposta, a empresa vai continuar oscilando entre os dois erros opostos descritos ao longo deste artigo. Adotará quando o herdeiro tiver mais influência e resistirá quando o fundador tiver. E em nenhum dos dois casos estará realmente governando a tecnologia, estará apenas reagindo à dinâmica de poder interno que, no fundo, nunca foi formalizada.

A inteligência artificial chegou às empresas familiares. Não como escolha, mas como dado, presente nos processos, nas ferramentas, nos fornecedores e nos concorrentes, queira a família ou não. A única escolha que ainda está em aberto é se ela vai ser governada de dentro ou gerenciada de improviso.

E essa escolha, como quase tudo que importa numa empresa familiar, começa com uma conversa entre gerações que ninguém ainda pediu para acontecer.

Por Décio Simões Pereira
Conselheiro | Advisor Startups | CEO as a Service | Transformação Digital, Governança, Estratégia e IA
Sócio e VP de Tecnologia, Inovação e Educação da CBPCE

SM Consultoria alerta sobre CNPJ alfanumérico

SM Consultoria alerta sobre CNPJ alfanumérico

Sócia da CBPCE orienta empresas sobre novo formato que passa a valer para novas inscrições a partir de julho de 2026

Imagem gerada por IA

A SM Consultoria, sócia da Câmara Brasil Portugal no Ceará (CBPCE), alerta empresas sobre a implantação do CNPJ alfanumérico, novo formato de identificação que será adotado pela Receita Federal a partir de julho de 2026. A mudança ocorrerá exclusivamente para novas inscrições no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica e não afetará os CNPJs já existentes.

A medida foi definida diante do crescimento contínuo no número de empresas no país e do risco de esgotamento das combinações numéricas disponíveis no modelo atual. Segundo a Receita Federal, os CNPJs já emitidos permanecerão válidos e não sofrerão qualquer alteração.

O novo CNPJ continuará tendo 14 posições, assim como o formato atual. A diferença estará na composição dos caracteres. As oito primeiras posições, que identificam a raiz do cadastro, poderão ser formadas por letras e números. As quatro posições seguintes, referentes à ordem do estabelecimento, também serão alfanuméricas. Já os dois últimos dígitos, usados como verificadores, seguirão exclusivamente numéricos.

Um exemplo da nova configuração é: 12.ABC.345/01DE-35.

De acordo com as informações divulgadas, o procedimento de inscrição no CNPJ não será alterado. As empresas continuarão seguindo os mesmos passos e requisitos para obter o cadastro. A mudança será aplicada apenas à estrutura do número de identificação.

A Receita Federal também informou que os sistemas responsáveis pela obtenção do CNPJ estarão adaptados e integrados à Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios (Redesim).

Embora o formato mude, a rotina de cálculo do dígito verificador seguirá utilizando a fórmula pelo módulo 11. A diferença estará na conversão dos caracteres alfanuméricos para valores decimais correspondentes à tabela ASCII, com subtração do valor 48. Dessa forma, por exemplo, a letra A corresponderá ao valor 17, a letra B ao valor 18 e a letra C ao valor 19.

As instruções para o cálculo do dígito verificador constam no Anexo XV da Instrução Normativa RFB nº 2.119, de 6 de dezembro de 2022, incluído pela Instrução Normativa RFB nº 2.229, de 15 de outubro de 2024.

O fornecimento dos novos números no formato alfanumérico ocorrerá de forma progressiva. A Receita Federal deverá divulgar um calendário com os tipos de empresas ou atividades econômicas que passarão a receber a identificação no novo modelo.

Para a SM Consultoria, a principal atenção das empresas deve estar na adaptação dos sistemas internos. ERPs, sistemas fiscais, financeiros, bancários e de recursos humanos precisarão estar preparados para ler tanto o CNPJ numérico atual quanto o novo CNPJ alfanumérico.

A falta de adequação pode gerar atrasos em processos administrativos, fiscais, financeiros e operacionais, impactando a rotina das empresas. Por isso, a orientação é que as organizações iniciem a revisão de seus sistemas e integrações com antecedência.

Fonte: SM Consultoria em 08.07.2026

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Alice Dote Sá, sócia da CBPCE, participa da Mostra Absurda

Alice Dote Sá, sócia da CBPCE, participa da Mostra Absurda

Artista integra exposição coletiva na Casa Absurda, que reúne 19 nomes da arte contemporânea cearense

Foto: divulgação

A artista Alice Dote Sá, sócia da Câmara Brasil Portugal no Ceará (CBPCE), está entre os 19 artistas cearenses participantes da II Mostra Absurda de Artes Visuais, que será aberta no dia 10 de julho, às 18h, na Galeria Absurda, localizada na Casa Absurda, em Fortaleza.

A exposição coletiva destaca a diversidade de poéticas, gerações e pesquisas presentes na produção contemporânea de artes visuais no Ceará. Realizada pela Casa Absurda, a mostra chega à sua segunda edição como um espaço de encontro, circulação e valorização da arte produzida no Estado.

Neste ano, a iniciativa marca um avanço importante ao ser contemplada pelo 14º Edital Ceará das Artes, da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult Ceará), com recursos do Ministério da Cultura por meio da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB).

O apoio fortalece a continuidade de um espaço independente dedicado às artes visuais, ampliando as possibilidades de difusão, acesso e diálogo entre artistas, público e cena cultural local.

Com curadoria de Dan Pelegrin, a II Mostra Absurda de Artes Visuais seguirá em cartaz até o dia 25 de setembro. A visitação acontecerá às sextas-feiras, das 18h às 21h, mediante agendamento ou durante as programações realizadas pela Casa Absurda.

A exposição será realizada na Galeria Absurda | Casa Absurda, localizada na Rua Isac Meyer, 108, em Fortaleza.

Além de Alice Dote Sá, participam da mostra os artistas Amanda Nunes, Bia Mourão, Cardoso Júnior, Dan Pelegrin, Dinha Ribeiro, Felipe Iése, Gabi Motta, Hécida Mayunne, Herbert Rolin, Hirlan Moura, Iza Daltro, Júlia Gondim, Júlio Jardim, Lana Guerra, Lucas Esmeraldo, Mell, Nick Pereira e Wesley Rocha.

A participação de Alice Dote Sá, sócia da CBPCE, reforça a presença de integrantes da entidade em iniciativas ligadas à cultura, à arte contemporânea e à valorização da produção criativa cearense.

Fonte: Casa Absurda em 08.07.2026

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