TikTok planeja guardar equipamentos a 10ºC em câmara fria no Pecém
Representantes da ByteDance e da Ominia já estiveram no terminal refrigerado da Fracht Log avaliando a estrutura e disseram iniciar os envios das cargas em 2026.
O data center do TikTok no Pecém já começa a movimentar os negócios na região do complexo industrial e portuário. O investimento previsto de R$ 200 bilhões deve ser aplicado antes mesmo do início das obras do empreendimento. Isso porque os executivos planejam trazer os equipamentos e abrigá-los a uma temperatura de 10 graus celsius em uma câmara refrigerada até que sejam instalados na Zona de Processamento de Exportação (ZPE) do Ceará. Para isso, negociam com a Fracht Log, segundo revelou a esta coluna o diretor Thiago Abreu.
Ele recebeu representantes da Ominia – braço do Pátria Investimentos no negócio de data center – há cerca de dois meses e, há duas semanas, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também estava no Ceará, dois representantes da ByteDance – proprietária do TikTok – estiveram visitando as instalações da companhia às margens da rodovia estadual CE-155.
A Fracht Log, destaca Abreu, é a única empresa em operação em todo o Nordeste brasileiro capaz de atender a demanda deles. Os investimentos de R$ 105 milhões pelo grupo suíço Fracht AG construíram o maior terminal de cargas frias da Região. “São produtos de alta tecnologia que precisam ficar armazenados a 10ºC. Eles precisam de uma temperatura diferente da negativa e devem optar por um módulo inteiro de mil posições porque não há outra carga de temperatura compatível”, detalha.
Hoje, três meses após a inauguração, a Fracht Log possui três espaços de mil posições nos quais movimenta cargas de pescado, sorvete e polpas, além de outros espaços para cargas secas, como painéis solares, folhas de metal e veículos de carga.
“Eles nos disseram que gostaram muito da estrutura e devem começar a enviar os equipamentos em 2026”, contou. Mas o material não vem de navio e a logística de transporte tem o Pecém como destino final, sem passar pelo porto. Thiago Abreu contou que os planos são de trazer as cargas refrigeradas de avião até Fortaleza – provavelmente vindas da China – e levá-las ao Pecém em caminhões ou contêineres refrigerados.
O negócio ainda não foi fechado, mas é dado como certo, dado o custo baixo para o armazenamento – quando comparado ao custo total do empreendimento -, às condições exclusivas ofertadas pelo terminal refrigerado do Pecém e ainda o andamento adiantado da instalação do data center no Pecém.
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Fonte: Jornal O Povo em 17.12.2025
