CBPCE debate desafios da reforma tributária para empresas e investidores
A Câmara Brasil-Portugal no Ceará realizou, nesta terça-feira (26), a roda de conversa “Reforma Tributária em Foco”, reunindo empresários, contadores, advogados e representantes do setor produtivo para debater os impactos da reforma tributária brasileira no ambiente de negócios. O evento contou com a participação do tributarista Sérgio Melo, fundador do Grupo SM e presidente da Academia Cearense de Economia, e de Ricarte Urbano, CEO & Founder da Ricarte Urbano Serviços Contábeis e Tributários.
Durante o debate, os especialistas abordaram os desafios práticos da implementação do novo modelo tributário e os impactos diretos para empresas de diferentes portes e segmentos. Em sua fala, Sérgio Melo destacou a complexidade da reforma tributária, ressaltando que o novo sistema exigirá uma análise individualizada por parte das empresas. Segundo ele, embora a dimensão da reforma gere apreensão inicial, a avaliação específica de cada negócio permite compreender de forma mais objetiva os impactos relacionados ao IBS, CBS e IES.
O especialista também alertou para os efeitos do mecanismo de split payment, que deverá impactar o fluxo de caixa das empresas, além do aumento previsto no contencioso tributário no país durante o período de transição entre os sistemas. “Até 2032, teremos a convivência do modelo atual com os novos tributos, o que tende a ampliar a complexidade e os litígios tributários”, explicou.
Para Ricarte Urbano, estamos diante de um sistema mais complexo, que exigirá análise técnica constante, adaptação de processos e uma gestão muito mais rigorosa das informações fiscais e financeiras. Mecanismos como o split payment e o longo período de transição até 2032 ampliam os desafios e aumentam significativamente os riscos para quem não se preparar.
Do ponto de vista contábil, não há mais espaço para postura reativa. As empresas precisam iniciar imediatamente a revisão de cadastros, classificação fiscal, parametrização de sistemas e integração entre áreas. A reforma exige tecnologia, governança de dados e equipes capacitadas, não como diferencial, mas como condição de sobrevivência.
Outro ponto de alerta é o impacto no Simples Nacional. Muitas empresas precisarão reavaliar sua permanência no regime, com base em diagnósticos tributários precisos e estratégicos.
A mensagem é direta: quem começar antes terá mais segurança, competitividade e oportunidades. Quem adiar, enfrentará custos maiores e riscos desnecessários. Mais do que entender a nova legislação, é hora de transformar a operação.
A Câmara Brasil-Portugal no Ceará agradece o apoio das empresas patrocinadoras SM Consultoria, TECER Terminais Portuários Ceará, Termaco e Aveiro Consultoria, além dos apoiadores Academia Cearense de Economia e Ricarte Urbano Serviços Contábeis e Tributários, que contribuíram para a realização do encontro e fortalecimento do debate sobre os desafios da reforma tributária no ambiente empresarial.
Confira as fotos do evento: https://news.cbpce.org.br/fts-reforma-tributaria
Fonte: Cenários Comunicação em 27.05.2026
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