Países lusófonos reforçam cooperação em educação
Encontro no MEC debateu políticas públicas, financiamento da educação básica, formação docente e sustentabilidade entre nações de língua portuguesa
Representantes de países lusófonos se reuniram em Brasília para discutir novas frentes de cooperação em educação, com foco no fortalecimento de políticas públicas, financiamento da educação básica, formação de professores e iniciativas voltadas à sustentabilidade. O encontro ocorreu no Ministério da Educação (MEC) e contou com a participação da Rede Lusófona de Direito à Educação (Relus).
De acordo com informações publicadas pelo Jornal Mundo Lusíada, a reunião foi realizada no dia 11 de junho e teve como objetivo ampliar o diálogo entre países de língua portuguesa sobre desafios comuns na área educacional.
A Relus reúne organizações da sociedade civil de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. A rede atua na defesa do direito à educação e no apoio à construção de estratégias e políticas públicas voltadas à garantia desse direito nos países participantes.
Durante o encontro, representantes do MEC destacaram a importância da cooperação internacional para enfrentar desigualdades educacionais e aprimorar iniciativas já desenvolvidas em diferentes contextos sociais, culturais e econômicos da comunidade lusófona.
Segundo comunicado, o assessor especial para Assuntos Internacionais do MEC, Felipe Dutra Heimburger, ressaltou a relevância das ações articuladas pela Relus e apontou a colaboração entre os países como um caminho estratégico para avançar em soluções conjuntas.
Financiamento da educação básica esteve entre os temas
Um dos pontos centrais da agenda foi o aperfeiçoamento do financiamento da educação básica. O MEC sinalizou disposição em ampliar a colaboração com países lusófonos nesse campo, considerando a experiência brasileira em políticas públicas educacionais.
Conforme informado, o modelo brasileiro de financiamento da educação básica tem sido observado por outros países como referência para a formulação de políticas. A presidente da Campanha Nacional pelo Direito à Educação Brasil, Andressa Pellanda, citou o caso de Moçambique como exemplo de cooperação com impacto positivo.
Também foram apresentadas iniciativas internacionais do MEC nas áreas de educação especial e educação de jovens e adultos (EJA). Entre as ações mencionadas está a previsão de um seminário internacional sobre o tema em novembro.
Alimentação escolar ganha destaque no debate
A reunião também abordou a importância da alimentação escolar para o desenvolvimento de crianças e adolescentes. O Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) foi citado como uma experiência brasileira consolidada, com reconhecimento internacional.
O programa combina segurança alimentar, nutrição estudantil e incentivo à agricultura familiar. Dessa forma, contribui tanto para a permanência e o desempenho dos estudantes quanto para o fortalecimento das economias locais.
Para representantes do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), os avanços nessa área são resultado da atuação integrada entre poder público e sociedade civil organizada.
Formação de professores e tecnologia educacional
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As delegações presentes foram convidadas a dialogar com seus respectivos governos para ampliar o engajamento na proposta e fortalecer sua consolidação entre os países lusófonos.
Fonte: Jornal Mundo Lusíada, 15 de junho de 2026.
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