Pesca cearense leva ao Governo Federal pautas estratégicas para o setor
Encontro em Fortaleza discutiu retomada das exportações para a União Europeia, crédito, frota pesqueira, lagosta e abertura de novos mercados
A pesca cearense levou ao Governo Federal uma agenda estratégica voltada ao fortalecimento do setor, reunindo temas como exportações, financiamento, regularização da frota, pesca da lagosta, pesquisa e abertura de novos mercados. As discussões ocorreram durante visita do ministro da Pesca e Aquicultura, Rivetla Edipo Araujo Cruz, a Fortaleza, no dia 29 de setembro.
A programação reuniu representantes da pesca artesanal, da pesquisa, da indústria e de instituições ligadas ao desenvolvimento do setor, evidenciando a importância da integração entre produção, ciência, regulação e mercado para o avanço da atividade pesqueira no Ceará.
Pela manhã, foi apresentado o Pronaf Azul, com três linhas de crédito destinadas à pesca e à aquicultura. A agenda também contou com a entrega de certificados do PROPESC, iniciativa voltada ao segmento pesqueiro.
Na Universidade Federal do Ceará (UFC), o ministro conheceu quatro projetos apoiados pelo Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), reforçando a participação da pesquisa científica e da inovação no desenvolvimento sustentável da atividade.
Exportações para a União Europeia entram no centro da discussão
Na reunião realizada com a Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC) e o Sindfrios, um dos principais temas foi a possibilidade de retomada das exportações brasileiras de pescado para a União Europeia.
O debate também envolveu questões relacionadas à certificação sanitária, à situação da frota pesqueira, às regras aplicáveis à pesca da lagosta e à busca por novos mercados para os produtos brasileiros.
Segundo as informações divulgadas, o Ministério da Pesca e Aquicultura aguarda o relatório definitivo da avaliação europeia. O documento deverá indicar se o mercado poderá ser reaberto diretamente ou se será necessária a elaboração de um novo plano de ação antes da retomada das exportações.
A questão possui relevância especial para o Ceará, que mantém forte tradição na produção e comercialização de pescados e tem na lagosta um dos produtos de maior importância para a cadeia pesqueira.
Além do mercado europeu, a discussão sobre a abertura de novos destinos comerciais reforça a necessidade de diversificar mercados e ampliar as possibilidades de internacionalização da produção.
Agenda estratégica para a Economia Azul
Sob a perspectiva da Economia Azul, a agenda reúne diferentes dimensões de uma mesma cadeia produtiva. Produção, crédito, ciência, regulamentação, infraestrutura, certificação sanitária e comércio exterior precisam avançar de maneira integrada para ampliar a competitividade e a sustentabilidade do setor.
A aproximação entre Governo Federal, setor produtivo, universidades e entidades empresariais também cria condições para identificar entraves e estruturar soluções capazes de gerar impactos econômicos e sociais nos territórios ligados à atividade pesqueira.
Nesse contexto, o fortalecimento da pesca e da aquicultura representa não apenas uma agenda produtiva, mas também uma oportunidade para ampliar empregos, renda, inovação e inserção internacional do Ceará a partir dos recursos e atividades relacionadas ao mar.
Plataforma Blue Ceará
Dilálogos Estratégicos – Economia Azul
Fonte: Blue Ceará, com informações sobre a agenda do Ministério da Pesca e Aquicultura em Fortaleza, setembro de 2026.
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