Indústria de polpa de frutas cearense é otimista com crescimento

Indústria de polpa de frutas cearense é otimista com crescimento

Quando a saúde entra em pauta, existe um setor que começa a ganhar destaque: o da alimentação saudável.

E é justamente nesse segmento que a indústria de polpa de frutas do Ceará vem encontrando espaço nos últimos meses dentro e, até mesmo, fora do Estado.

“O segmento de polpa de fruta vem crescendo até mais do que os produtos convencionais de sucos de frutas. E, hoje, a gente exporta mais de 50% da nossa produção. O restante fica mais no mercado nacional, atendemos mais às Regiões Norte e Nordeste do Brasil.

Em linhas gerais, o mercado de polpa de frutas está se desenvolvendo bem mais que o mercado de suco de fruta, por isso a gente aposta mais nesse produto”, comenta Paulo Wagner, diretor executivo da Indústria Marasuco.

De acordo com Paulo Wagner, o Ceará vende polpas de frutas para mais da metade dos estados do Nordeste, pois o Estado tem em torno de 140 empresas no ramo de conservas, fabricação de sucos e concentrados também. “Dessas empresas, 48% estão na Região Metropolitana e 52% estão no restante do estado. Aqui, nós temos seis polos de produção”, comenta.

O impacto econômico positivo dessa indústria pode ser sentido através da geração de empregos e rendas.

“A empresa Nossa Fruta, por exemplo, gera um impacto social para mais de 600 famílias em vários estados do Nordeste. Estamos hoje com, aproximadamente, 400 colaboradores, sendo que praticamente cerca de 250 estão dentro do Ceará”, conta João Nogueira, diretor de logística e marketing comercial da empresa Nossa Fruta.

“Hoje, somos aproximadamente 30 indústrias sindicalizadas junto ao Sindicato das Indústrias da Alimentação e Rações Balanceadas do Estado do Ceará (Sindialimentos). São cerca de 80 colaboradores, entre internos e externos. Se juntarmos isso com a produção de campo, vai para quase 100 colaboradores”, completa Benício Júnior, sócio-diretor da Frutã. “Há benefícios desde o setor primário, com a compra das frutas, ajudando os produtores”, destaca.

Perspectivas para o setor

Benício Júnior, sócio-diretor da Frutã, comenta que a perspectiva de exportação para 2021 já começou bem positiva e deve superar as expectativas. Ele acredita que, mesmo com o mercado interno desafiador, a perspectiva é de crescimento nos próximos meses para o segmento.

“Exportamos hoje para Porto Rico, Estados Unidos, Emirados Árabes, Alemanha e outros países. Já estamos acima da meta projetada para exportação. O mercado interno, por sua vez, está um pouco abaixo da meta projetada, mas é um pouco mesmo. Não é tão significante e, com a perspectiva de abertura de novos canais, é muito provável que a gente até supere a meta projetada no decorrer do ano
Benício Júnior, sócio-diretor da Frutã

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Joaquim Cartaxo: A Força da Mulher Empreendedora

Joaquim Cartaxo: A Força da Mulher Empreendedora

Empreender é uma iniciativa que requer determinação e força de vontade. Nada melhor para exemplificar isso que a luta diária de milhões de mulheres, em todo o País, à frente das empresas, superando obstáculos que na grande maioria são superiores aos encarados pelos empreendedores.

Conforme o estudo Empreendedorismo Feminino no Brasil, elaborado pelo Sebrae com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC) do IBGE, o País possuía 8,6 milhões de mulheres donas de negócio no terceiro trimestre de 2020. Quantidade que corresponde a 33,6% do total de negócios brasileiros.

Cerca de 400 mil mulheres possuem e estão à frente de empresas no Ceará, gerando trabalho e renda. Deste total de negócios liderados por mulheres no estado, 39% estão no setor de serviços, 37% no comércio, 20% na indústria e 3% nas atividades agropecuárias.

O referido estudo apresenta informações socioeconômicas sobre as empreendedoras cearenses: 21% delas cursaram ensino superior; 69% são negras; 54% têm até 44 anos e 47% chefiam domicílios, ou seja, são a principal provedora da casa.

Informa ainda o estudo que, alusivo aos empreendimentos comandados por mulheres em números absolutos, o Ceará ocupa o sétimo lugar do país e o segundo do Nordeste.

Proporcionalmente, o Estado posiciona-se em segundo lugar no plano nacional (38%), depois de Sergipe (39%). Outro dado: 40% das empreendedoras do Ceará trabalham mais de 40 horas por semana para dar conta das atividades empresariais.

Ainda recaem sobre elas tarefas decorrentes do sistema patriarcal que teimam em persistir: atividades domésticas, cuidados com as crianças e os enfermos, dentre outras. Assim elas realizam a jornada de trabalho tripla e extenuante: tomar conta do negócio, da casa e cuidar da família.

Ajudar a mudar este sistema de base patriarcal e apoiar estas mulheres é um passo significativo visando fortalecer e valorizar o empreendedorismo feminino. Seja no âmbito das políticas públicas, quanto na organização e mobilização da sociedade, este é um rumo estratégico para construção da sociedade igualitária.

Fonte: Artigo de Joaquim Cartaxo

Geração distribuída de energia: vantagens para economia e sustentabilidade

Geração distribuída de energia: vantagens para economia e sustentabilidade

A conta de energia pode ter um custo menor para empresas e residências. Tudo por conta da chamada Geração Distribuída (GD), que é quando a energia elétrica é gerada no próprio local de consumo ou próximo a ele.

De acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), essa distribuição pode ocorrer por diversas fontes renováveis, como a hidrelétrica, a eólica, a fotovoltaica e a termelétrica. Joaquim Rolim, coordenador de Energia da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), diretor técnico e conselheiro deliberativo da Associação Brasileira de Geração Distribuída (ABGD), conta que a GD é uma nova modalidade para consumidores de energia elétrica em geral.

“Temos cerca de 80 milhões de consumidores de energia elétrica no Brasil e a grande maioria é consumidor residencial, industrial e comercial de pequeno porte. Então, esses consumidores têm uma potência instalada de até cinco megawatts, e agora podem optar por instalar sua própria usina, gerando sua própria energia”
Joaquim Rolim, diretor técnico e conselheiro deliberativo da ABGD

Segundo ele, em 2004, já existia uma lei que previa a autorização para uso de Geração Distribuída, mas a modalidade só começou realmente a ser praticada a partir de 2012, sendo mais efetivamente utilizada a partir de 2015.

“São três aspectos principais que fizeram a GD deslanchar no Brasil. Uma revisão nas regras, em 2015, pela Aneel; uma renovação brusca da tarifa em 2015; e também a redução, em termo de preços, dos painéis solares. Além desses três fatores, no Brasil, existe uma irradiação solar muito acessível.

Costumamos dizer que o sol aqui é muito democrático. E mais de 90% da Geração Distribuída vem da energia solar”, pontua.

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EDP obtém o melhor resultado de sua história pelo terceiro ano consecutivo

EDP obtém o melhor resultado de sua história pelo terceiro ano consecutivo

A EDP, empresa que atua em todos os segmentos do setor elétrico brasileiro, registrou o melhor resultado de sua história pelo terceiro ano seguido. A Companhia alcançou Lucro Líquido de R$ 1,5 bilhão em 2020, um aumento de 12,7% em comparação com 2019.

O EBITDA (lucro antes de taxas, impostos, depreciação e amortização) somou R$ 3,4 bilhões, uma alta de 16% em relação ao exercício anterior. Considerando-se apenas o quarto trimestre, o lucro líquido foi de R$ 700 milhões, um crescimento de 40,2% em relação ao mesmo intervalo de 2019, e o EBITDA chegou a R$ 1,4 bilhão, uma elevação de 60%.

O desempenho, que marca o fim do mandato de Miguel Setas como CEO da EDP no Brasil e o início de suas atividades como presidente do Conselho da Companhia e membro do Conselho global do Grupo EDP, reflete o sucesso da estratégia adotada em 2020 para mitigar os efeitos econômicos decorrentes da pandemia – o chamado Plano 3R (Reagir, Recuperar e Reformular).

Este trabalho envolveu, numa primeira fase, uma agenda de proteção aos colaboradores, continuidade da operação e ajudas à sociedade; a subsequente adoção de mais de 50 medidas de recuperação de receitas; e, finalmente, a busca por novas oportunidades e alternativas de negócios diante do novo cenário. Em 2020, a Companhia investiu R$ 1,9 bilhão no País, com destaque para o segmento de Distribuição, que recebeu R$ 752 milhões para melhorias e expansão da rede – um aumento de 16,2% frente a 2019.

Foi o terceiro ano consecutivo em que o Capex da Empresa no Brasil superou a marca de R$ 1 bilhão, ou cerca do dobro da média histórica da EDP em anos anteriores.

“É motivo de muito orgulho para nós encerrar este ciclo de sete anos dedicados à presidência da EDP no Brasil com um resultado histórico. E o fazemos após um ano marcante, que exigiu da Companhia enorme capacidade de planejamento, reação e adaptação.

Deixo aqui o meu profundo agradecimento a toda a equipe e parceiros de negócio que contribuíram para que este desempenho fosse possível”, afirma Miguel Setas, presidente do Conselho de Administração da EDP no Brasil.

Crescimento em Transmissão
Apesar das restrições à circulação de pessoas e da suspensão temporária de algumas atividades laborais em 2020, a EDP concluiu as obras do seu Lote 11 de linhas de transmissão de energia, localizado no estado do Maranhão e 203 quilômetros de extensão. Com isso, antecipou em 12 meses o início da operação do empreendimento.

O primeiro trecho, a LT SE Coelho Neto/SE Chapadinha II, já estava em operação comercial desde janeiro, com 19 meses de antecipação em relação ao calendário da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

E a Companhia segue aumentando sua participação no segmento. Na última semana, a EDP comunicou a assinatura de contrato para adquirir no mercado secundário a Mata Grande Transmissora de Energia LTDA, do grupo IG e, por conseguinte, o contrato de concessão do Lote 18, localizado no Maranhão. O investimento é de R$ 88,5 milhões, valor que inclui todos os custos de execução da obra. O projeto já possui licença de instalação e está pronto para construir.

Com esta operação, a EDP Brasil passa a ter sete lotes, totalizando 1.554 quilômetros de linhas de transmissão em seu portfólio.

A EDP já investiu R$ 3,3 bilhões em obras e projetos de Transmissão desde 2016, representando 80% de execução do CAPEX total.

Serão R$ 4,1 bilhões até o final de 2021 para a construção de mais de 1,5 mil quilômetros de linhas e de seis subestações nos estados de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais, Maranhão e Espírito Santo.

Novos negócios
Em 2020, a EDP concluiu nove iniciativas de Soluções em Energia e encerrou o ano com 65,3 MWp de energia solar em seu portfólio – 34,5 MWp em projetos já entregues a clientes como Banco do Brasil, TIM, Claro, e Johnson & Johnson, e 30,8 MWp em projetos em desenvolvimento.

Em dezembro, a Companhia assinou um acordo de investimento na Blue Sol Participações S.A., com o objetivo de adquirir participação de até 40% na empresa, que opera no segmento de geração solar fotovoltaica B2C, com um modelo que inclui soluções completas desde a concepção do projeto, fornecimento de equipamentos, instalação e trâmites documentais para viabilizar a conexão com a concessionária de energia local.

A Blue Sol conta com uma rede de 34 franquias distribuídas por 16 estados. Com a concretização do negócio, a EDP busca obter maior capilaridade de vendas no segmento de energia solar B2C.

A postura pioneira da Companhia – refletida em ações como a parceria com a Embraer na pesquisa do avião elétrico, e a inauguração do primeiro posto de carregamento de veículos elétricos do Brasil – fez com que a EDP fosse reconhecida no ano passado como a empresa mais inovadora do setor com o prêmio Valor Inovação Brasil.

Alavancagem
Por fim, a EDP encerrou o ano com alavancagem consolidada, excluindo os efeitos não caixa, em 2,4 vezes Dívida Líquida/EBITDA, em linha com o ajuste de sua Política de Dividendos e Estrutura de Capital anunciado no último trimestre, que prevê pagamento mínimo de R$ 1,00 por ação e alavancagem entre 2,5 e 3 vezes, com um limite mínimo de 2 de vezes. Além disso, a Companhia propôs o pagamento de R$ 598,6 milhões em Dividendos e JCP (Juros sobre Capital Próprio).

Enfrentamento da pandemia
Antes mesmo da confirmação do primeiro caso de Covid-19 no Brasil, a EDP e colocou em marcha um plano de contingência cujas prioridades eram: proteger os colaboradores, assegurar a continuidade da operação e ajudar a sociedade.

Na primeira e na segunda frentes, como presta um serviço essencial, a Empresa implantou o home office para todo o quadro administrativo, mas precisou manter em campo profissionais como eletricistas e leituristas das suas distribuidoras de energia.

Para garantir sua segurança, esses colaboradores foram descentralizados em diversas bases operacionais ao longo da área de concessão, com as demandas sendo enviadas por smartphone e rádio.

Nas usinas de geração de energia, foram adotadas medidas extraordinárias, com o chamado isolamento operacional, em que os times foram divididos e passaram a se revezar entre 15 dias trabalho em confinamento em alojamentos nas usinas ou em pousadas próximas, e 15 dias de descanso em casa.

Na frente de ajudas à sociedade, a EDP destinou mais de R$ 10 milhões à compra de respiradores e EPIs para a rede pública de saúde, à realização de obras elétricas de hospitais de campanha e à doação de 350 toneladas de alimentos e kits de higiene pessoal a comunidades carentes, idosos e povos indígenas por meio do edital EDP Solidária Covid-19, beneficiando mais de 400 mil pessoas em nove estados brasileiros.

Após essa etapa de reação, a EDP iniciou o Plano de Recuperação de Resultados, composto por 57 iniciativas destinadas à neutralização dos efeitos da crise do coronavírus em sua operação. Essas medidas permitiram recuperar um total de R$ 745 milhões.

Agenda ESG
Ao longo de 2020, a EDP intensificou sua agenda de compromissos de ESG. Em junho, tornou-se uma das 13 empresas brasileiras adeptas do pacto Business Ambition for 1,5ºC – Our Only Future, da ONU, pelo qual se comprometeu a garantir que, até 2020, 100% energia que gera sejam provenientes de fontes renováveis, dando sua contribuição para o controle do Aquecimento Global.

A Empresa também foi a primeira do setor de energia na América Latina e de grande porte no Brasil a ter a sua meta de redução de emissões de CO₂ aprovada pela Science Based Targets (SBTi), iniciativa composta por composta pelas entidades internacionais Carbon Disclosure Project (CDP), Pacto Global das Nações Unidas, World Resources Institute (WRI) e World Wildlife Fund (WWF). Miguel Setas, por sua vez, tornou-se porta-voz da Rede Brasil do Pacto Global para o ODS 11 – Cidades e Comunidades Sustentáveis.

Além disso, por meio de seu Programa de Inclusão e Diversidade, a Empresa firmou uma série de compromissos. O Programa de Estágio passou a contar com uma meta de equidade racial, com reserva de 50% das vagas para estudantes negros e a Companhia se comprometeu a garantir que, até 2022, 50% de todas as novas contratações venham de grupos sub-representados no quadro geral de colaboradores, haja 20% de mulheres na liderança, e ao menos 30% de mulheres no quadro geral de colaboradores.

Nesse sentido, a EDP dá um novo e importante passo com a criação de uma vice-presidência de ESG, focada em reforçar a integração das pautas de sustentabilidade, responsabilidade social e governança ao negócio, aumentando sua representatividade nos processos de tomada de decisão.

“A criação desta cadeira sinaliza a relevância que dedicamos a esta agenda e demonstra nosso comprometimento com a construção de uma companhia cada vez mais sustentável”, afirma Miguel Setas.

Sobre a EDP no Brasil
Com mais de 20 anos de atuação, a EDP é uma das maiores empresas privadas do setor elétrico a operar em toda a cadeia de valor.

A Companhia, que tem mais de 10 mil colaboradores diretos e terceirizados, possui seis unidades de geração hidrelétrica e uma termelétrica, além de atuar em Transmissão, Comercialização e Serviços de Energia.

Em Distribuição, atende cerca de 3,5 milhões de clientes em São Paulo e no Espírito Santo, além de ser a principal acionista da Celesc, em Santa Catarina.

Foi eleita em 2020 a empresa mais inovadora do setor elétrico pelo ranking Valor Inovação, do jornal Valor Econômico, e é referência em Governança e Sustentabilidade, estando há 15 anos consecutivos no Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da B3.

Fonte: EDP

Movimentação de cargas no Pecém é a maior para o 1º bimestre em quatro anos

Movimentação de cargas no Pecém é a maior para o 1º bimestre em quatro anos

No acumulado de 2021, o terminal já movimentou mais de 3 milhões de toneladas, o maior volume para os meses de janeiro e fevereiro desde pelo menos 2018

Puxada transporte de cargas entre portos nacionais (cabotagem), a movimentação de mercadorias no Porto do Pecém avançou 7% nos primeiros dois meses deste ano e atingiu um novo marco – o terminal movimentou mais de 3 milhões de toneladas em 2021, o maior volume para o período em pelo menos quatro anos.

Na passagem de janeiro a fevereiro, a movimentação cresceu 21,7%, conforme dados do Complexo do Pecém.

O volume de cargas transportadas passou de 1,36 milhão de toneladas (t) em janeiro a 1,66 milhão de toneladas no mês passado. Mais da metade (53%) foi de granéis sólidos e 25% por contêineres.

Movimentação no 1º bimestre dos últimos quatro anos
2021 – 3.093.868 toneladas
2020 – 2.879.626 toneladas
2019 – 2.584.235 toneladas
2018 – 2.564.097 toneladas

O fluxo observado pelo terminal cearense neste ano também já é levemente superior à média mensal de 2019, de 1,50 milhão de toneladas por mês, ano de maior movimentação na história do Porto do Pecém. Nos primeiros dois meses de 2021, a média chegou a 1,54 milhão de toneladas.

Cabotagem em alta
Mais da metade das cargas transportadas no período foi por cabotagem – 1,69 milhão de toneladas no primeiro bimestre de 2021, um salto de 27% a mais que no do ano passado.

De acordo com Raul Viana, gerente de Negócios Portuários do Complexo do Pecém (CIPP S/A), o aumento reflete o crescimento da busca de empresas nacionais pelo transporte marítimo e à desburocratização desses processos.

“Destaque para as movimentações que vem sendo feitas para desburocratizar ainda mais esse trabalho, esse segmento da navegação e os constantes investimentos que vem sendo feitos na estrutura do terminal portuário ao longo dos anos.

Isso certamente se reflete na colheita desses bons resultados que a gente vem tendo agora nesses últimos meses”, apontou.

Na cabotagem, destacaram-se entre as cargas transportadas o minério de ferro, placas de aço, cereais e sal, além do segmento dos contêineres, que cresceu 19% em comparação ao primeiro bimestre de 2020.

Principais desembarques de cabotagem:
Minérios (722.678 t),
Ferro fundido (76.269 t),
Cereais (59.643 t)
Plásticos (25.371 t).
Principais embarques de cabotagem:
Ferro fundido (269.846 t),
Sal (72.001 t),
Produtos da indústria de moagem (27.803 t),
Alumínio (21.217 t),
Plásticos (16.706 t)
Cereais (11.830 t).

Comércio exterior
Outro fator que explica o incremento da movimentação é o aumento da importação de insumos para a construção civil, acrescenta Carlos Alberto Alves, gerente da Tecer Terminais Portuários, braço operacional do Porto do Pecém.

Ele explica que esse mercado cresceu em meio à pandemia e, após o fechamento ou redução da produção de algumas indústrias no lockdown do ano passado, insumos passaram a ser insuficientes para atender a demanda.

“(A importação) foi para atender essa demanda que não conseguiu ser atendida pela siderúrgicas locais. Algumas empresas locais, há um ano, tomaram decisões de desativar, sendo muito pessimista. Mas o mercado deu uma recuperada nos últimos no final do ano. Então, esse pessoal não conseguiu comprar no mercado interno e f oi obrigado aí nesses primeiros seis meses a imprimir um ritmo intenso de importação”, aponta.

Considerando toda a movimentação do Porto, as operações de desembarque tiveram um aumento de 21% no primeiro bimestre de 2021 comparado ao do ano passado. Entre as cargas que chegaram ao porto cearense de operações de longo curso, ou seja, com escalas em mais de um país, os principais produtos foram combustíveis minerais (1,082.724 t), ferro fundido (97.419 t), adubos (6.373 t) e plásticos (1.855 t).

Já em relação aos embarques de longo curso, os destaques foram para as movimentações de ferro fundido (98.782 t), frutas (51.300 t), sal (7.902 t) e preparações de produtos hortícolas (6.401 t).

“Os números mostram que o Porto do Pecém vem sinalizando um crescimento mesmo em plena pandemia. Esses dois primeiros meses de 2021 foram também positivamente impactados pela excelente safra de frutas que tivemos ao longo de 2020 e que foi encerrada nesse mês de março. Frutas frescas, principalmente melão, que foram embarcadas em contêineres refrigerados para a Europa. Dessa maneira, as nossas expectativas para 2021 são as melhores possíveis”, destaca Viana

Fonte: Diário do Nordeste

Qair Brasil: Eólica inicia ano liderando expansão do setor elétrico

Qair Brasil: Eólica inicia ano liderando expansão do setor elétrico

A geração de energia por meio dos ventos soma 155 MW de um total de 191 MW no acumulado dos primeiros 45 dias de 2021, segundo o Canal Energia.

Isso significa que o setor eólico começou o ano liderando e a Qair, sócia da CBPCE, faz parte desse marco!

Os primeiros 45 dias do ano registraram a entrada em operação comercial de 191,41 MW em nova potência instalada. Segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica, nesse período foram autorizadas 15 novas usinas, a maior parte delas da fonte eólica, com 155,20 MW espalhados em 9 parques. Os demais 36,21 MW estão divididos em três PCHs com 27,60 MW e outras três térmicas com 8,61 MW restantes.

Somente em janeiro o Sistema Interligado Nacional registrou o incremento de 135 MW em potência instalada. Na primeira metade de fevereiro são mais 57 MW. Em termos de potência, a maior parte, ou 134,18 MW no âmbito do mercado regulado e outros 57,23 MW fora do ACR.

Segundo a agência reguladora, ainda são esperados mais 4.977 MW de potência instalada a entrarem em operação no país este ano. A maior parte da fonte eólica com 1.738 MW, seguido pela térmica com 1.693 MW e a solar com 1.101 MW, biomassa aparece com 395 MW. Da fonte hídrica há apenas 48,88 MW.

É em 2022 que o país poderá ver o maior volume histórico em termos de expansão desde 1997, quando começa a série. Atualmente a Aneel projeta pouco mais de 14 mil MW em novas usinas, volume mais elevado que toda a UHE Itaipu. A fonte solar será a responsável por mais da metade, com 7.544 MW e a eólica por 4.842 MW.

Sobre a Qair
A Qair é um Produtor Independente de Energia (IPP), operando 220 MW de ativos de geração de energia exclusivamente a partir de fontes renováveis. O grupo está na fase de construção e financiamento de 780 MW e também está desenvolvendo 3 GW de ativos para implantação futura no coração dos 12 territórios em que opera.

Há mais de 30 anos, a empresa conta com o know-how histórico de seus especialistas e a visão de seu acionista de referência, Jean-Marc Bouchet. Essa longa experiência baseia-se no desenvolvimento e operação de mais de 600 MW de capacidades renováveis na França, representando mais de um bilhão de euros em investimentos.

Graças à sua rede internacional de proximidade na África, Sudeste Asiático, América do Sul e Europa, a Qair continua seu desenvolvimento global, fundamentado e “multi-local”. Essa abordagem flexível permite apontar para o comissionamento de 1 GW de ativos até 2022.

“É possível ter resultados nos negócios em meio a adversidade?” Abordaremos este tema no dia 24, próxima quarta-feira

“É possível ter resultados nos negócios em meio a adversidade?” Abordaremos este tema no dia 24, próxima quarta-feira

Neste momento globalmente desafiador para a sociedade e economia, o que mais as empresas querem é Sobreviver e Crescer!

Para isso, as elas precisam aumentar a produtividade, fortalecer a sua imagem e melhorar os seus resultados, sendo competitivas no mercado.

Mas, como fazer? Como é possível engajar toda a empresa diante de cenários tão adversos?

Reunimos empresários, especialistas em finanças, gestão e pessoas para conversarmos sobre esse tema tão instigante e desafiador. E você é nosso convidado para participar deste bate papo!

Dia 24/02
Das 17:30 às 18:30
Via Zoom
Inscrições obrigatórias através do link: http://bit.ly/evento-cbpce

Ins Portugal, sócia da CBPCE, recebeu o prêmio de melhor agência imobiliária em Portugal

Ins Portugal, sócia da CBPCE, recebeu o prêmio de melhor agência imobiliária em Portugal

A Ins Portugal, sócia da CBPCE, recebeu o prêmio de melhor agência imobiliária com 5-20 escritórios em Portugal pelos International Property Awards Commity.

“Agradecemos esta honra e o reconhecimento do nosso compromisso para com a excelência. Este é um selo de distinção que reconhece a qualidade do nosso portfólio de imóveis e do serviço personalizado que prestamos aos nossos clientes. Estamos muito orgulhosos da nossa equipa.” disse Francisco Próspero, CEO na Ins Portugal.

Sobre a Ins Portugal
A INS Portugal desenvolveu uma grande propensão internacional, expandindo a sua presença nos principais mercados, que investem em Portugal, através da colaboração com um vasto leque de empresas e profissionais de competência reconhecida no cenário internacional e com a associação ao grupo de empresas que fazem parte da Leading Real Estate Companies of the World® (www.leadingre.com) e Luxury Portfólio® (www.luxuryportfolio.com).

Contatos:
Telefone: + 351 214 659 600
Email: ins@ins.pt
Site: www.ins.pt

Fonte: Ins Portugal

Em recuperação acelerada, indústria do Ceará cresce acima de cinco vezes a alta registrada no Brasil

Em recuperação acelerada, indústria do Ceará cresce acima de cinco vezes a alta registrada no Brasil

O resultado cearense representa uma expansão de 8 meses seguidos de saldo positivo e demonstra uma retomada efetiva do setor de produção industrial após paralisação devido a pandemia de Covid-19

O Ceará encontra-se em retomada da produção industrial após as perdas acumuladas em decorrência da necessidade de se interromper parte das atividades econômicas na pandemia do novo coronavírus. Nos últimos oito meses de 2020, o Estado acumulou uma alta de 120,7% da indústria após queda histórica. Já na passagem de novembro para dezembro, o Ceará cresceu 4,7%, acima de cinco vezes o resultado do Brasil (0,9%).

Já na comparação com dezembro de 2019, na série sem ajuste sazonal, a indústria cearense saltou 17,7%, estando entre 13 dos 15 locais pesquisados com resultados positivos em dezembro.
As informações foram consolidadas pela última Pesquisa Industrial Mensal Regional (PIM-REG) feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e divulgada nesta terça-feira, 9. Os dados expressam um alento para o setor que no segundo trimestre do ano passado apresentou queda de 42% na produção, maior redução do País no período.

Após o recuo expressivo, o retorno ao ritmo produtivo no Ceará se mostrou eficiente e o Estado acumulou, em dezembro, o segundo melhor rendimento do Brasil, com alta de 4,7%, ficando atrás apenas do Espírito Santo, com 5,4%. Para o último mês de dezembro, a média nacional ficou em 0,9%.

Mas mesmo em recuperação, ainda há impactos do fechamento temporário de parte do setor durante as medidas mais restritivas que buscaram desacelerar a disseminação do novo coronavírus. No comparativo entre o acumulado da produção industrial cearense em 2020 e em 2019, o Estado teve uma redução de 6,3%, a segunda maior do País. Queda influenciada principalmente pela diminuição da produção de artefatos de couro, artigos para viagem e calçados e também da confecção.

Os prejuízos, porém, podem ser revertidos ainda neste ano, já que a tendência positiva, segundo estimativas do IBGE, pode se manter pelos próximos meses. A pesquisa classifica o Ceará entre os doze estados brasileiros que apresentaram mais rápida resposta de reversão da série de queda registrada em decorrência da pandemia de Covid-19.

Dentre os setores da indústria que mais influenciaram na retomada estão a fabricação de bens de capital (em especial aqueles voltados para o setor de transporte); de bens intermediários (siderurgia e indústria da construção civil); de bens de consumo duráveis (automóveis e eletrodomésticos); e de bens de consumo semi e não-duráveis (calçados, vestuário, produtos têxteis).

Fonte: Jornal O Povo

Ceará tem potencial para ampliar produção de energia renovável com hidrogênio verde

Ceará tem potencial para ampliar produção de energia renovável com hidrogênio verde

De acordo com especialistas, o Estado tem potencial para se transformar no maior exportador de hidrogênio verde do Brasil. A geração de energias renováveis em terra e mar, como também o potencial fotovoltaico são fatores que tornam isso possível

A diminuição dos impactos ambientais causados pela emissão de carbono tem sido pauta importante para a União Europeia, que já se comprometeu, no final do ano passado, a reduzir as emissões de gases do efeito estufa em, pelo menos, 55% até 2030.

O atual queridinho das fontes renováveis é o hidrogênio verde, considerado como a “nova energia do futuro”. Segundo informações do Complexo do Pecém, esse tipo de hidrogênio pode ser obtido ao se utilizar uma corrente elétrica para separá-lo do oxigênio existente na água.

Quando o processo é realizado com energias renováveis, como a eólica e a solar fotovoltaica, deixa de emitir dióxido de carbono (CO2) na atmosfera.

De acordo com Jurandir Picanço Júnior, consultor de Energia da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec) e presidente da Câmara Setorial de Energias Renováveis da Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece), “o hidrogênio que é usado hoje em processos industriais é produzido a partir do gás natural, emitindo gás carbônico para a atmosfera.

É o chamado hidrogênio cinza. Quando produzido a partir de fontes renováveis, é chamado hidrogênio verde. O hidrogênio é o mesmo, apenas muda a forma de produção”, ele explica.

Leia a matéria completa no site do TRENDSCE