Ceará Global debate movimentação de cargas

Ceará Global debate movimentação de cargas

A contribuição das cargas movimentadas no Porto de Fortaleza para a internacionalização do Ceará foi destaque no painel “Os Novos Destinos dos Negócios Internacionais do Ceará” promovido pelo Ceará Global: o futuro em 360º, que neste ano realizou edição inédita online. Minério de manganês, escória, óxido de magnésio, clínquer, coque de petróleo, pescados, couros, cera de carnaúba e castanha de caju que embarcam no Porto de Fortaleza para países como França, Bélgica, Índia, China, Estados Unidos, Reino Unido, Holanda, e Espanha, são algumas das cargas que contribuem com a internacionalização do Ceará.

Desde o último mês de janeiro, o equipamento movimentou 685.122 toneladas de granéis sólidos não cereais e 266.656 toneladas de carga geral. A diretora-presidente da Companhia Docas do Ceará (CDC), engenheira Mayhara Chaves, falou na última terça-feira (25) sobre a contribuição do Porto de Fortaleza no cenário de internacionalização do Estado.
A exportação, no Mucuripe, conta também com um item sazonal, no caso, as frutas. A safra neste ano terá início no dia 18 de setembro e deve se estender até o dia 26 de janeiro de 2021, com destaque para o melão, melancia, manga e uva.

Logística
A questão da logística também foi tratada nesse painel, que contou com a participação de Rebeca Oliveira (Complexo do Pecém) e Andreea Pal (Fraport Brasil). De acordo com Mayhara Chaves, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, vem incentivando a logística para melhorar a movimentação de cargas marítimas, aeroportuárias e terrestres no país, além de reduzir o custo do transporte e impulsionar o desenvolvimento socioeconômico.

“A intenção do Governo Federal, por meio do Minfra, é fazer com que a cabotagem cresça além dos 10% registrado nos últimos anos com este incentivo”, pontua a diretora-presidente da CDC.

Fonte: O Estado CE em 28.08.2020

Retomada de turismo no Ceará: evento Tourism Connection marca retorno do setor

Retomada de turismo no Ceará: evento Tourism Connection marca retorno do setor

O evento será gratuito e totalmente virtual, onde serão apresentados protocolos e uma discussão sobre o recomeço seguro e sustentável do setor

Como será o recomeço do turismo no Ceará após a pandemia? Quais os investimentos e protocolos garantirão a segurança dos visitantes? Como a rede hoteleira e as companhias aéreas estão se preparando para a recuperação? Os temas dessas perguntas e a busca pelas respostas protagonizarão o Tourism Connection Ceará, um ciclo de painéis e entrevistas totalmente virtual que acontecerá no dia 01 de setembro, a partir das 10 horas, aqui neste site. Idealizado pela Secretaria do Turismo do Governo do Estado e organizado pela Unicom Promo, com o apoio de comunicação da VemTambém, o evento marcará o reinício dessa indústria vital para a economia e para a imagem do Ceará.

No ano de 2019, o estado se firmou como a principal porta de entrada de turistas de outros países no Nordeste. O Aeroporto de Fortaleza subiu de 9º para 5º colocado em número de passageiros internacionais, conforme dados da Agência Nacional da Aviação Civil (Anac). A instalação do hub da Air France-KLM-GOL, o da Latam e a conquista de novos voos internacionais na capital, com a empresa de aviação espanhola Air Europa, permitiram 40 ligações semanais com 10 cidades da América, África e Europa. Mas veio a crise da pandemia do Coronavírus, impactando diretamente toda a cadeia do setor.

A inspiração nas boas práticas que estão sendo implantadas e a troca de experiências com especialistas que influenciaram no planejamento de retomada do turismo local serão compartilhadas no Tourism Connection Ceará. O evento também servirá de tela para a apresentação dos protocolos sanitários dos hotéis, aeroportos, rodoviárias, parques temáticos, transportes turísticos, agências de viagem, comércio alimentício e barracas de praia em todo o Ceará.

O secretário do Turismo do Ceará, Arialdo Pinho, introduzirá as estratégias idealizadas para o reaquecimento do setor turístico. O ex-governador Ciro Gomes refletirá sobre o panorama econômico pós pandemia e situará o turismo como um agente de transformação nesse contexto. Direto do Vale
do Silício, o pensador Maurício Benvenutti apresentará as soluções criadas para o cotidiano do novo normal. A presidente do Fortaleza Convention e Visitors Bureau, Ivana Bezerra, contará as expectativas da rede hoteleira para a retomada. Sobre os investimentos nos hotéis para adaptação à nova realidade falará Jean-Marc Janod, vice presidente da InterContinental Hotéis Group para América Latina e Caribe. Da Holanda, o diretor geral na América do Sul da Air France-KLM, Jean-Marc Pouchol, apresentará os planos de reestruturação da malha aérea internacional.

Além disso, será possível ouvir os aprendizados de quem já retomou o turismo em todos os cantos do planeta. Um painel conectará o Ceará com autoridades de órgãos turísticos de países dos demais continentes que já reabriram seus negócios.

Fonte: Revista Vemtambém em 25/08/2020

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Porto do Pecém como um hub alternativo para a cabotagem brasileira

Porto do Pecém como um hub alternativo para a cabotagem brasileira

O Ceará de destaca com a estrutura moderna do Porto do Pecém, um enorme parque industrial e uma Zona de Processamento e Exportação

O Brasil criou, em 1990, o Programa Nacional de Desestatização (PND), por meio da Lei 8.031, a qual sofreu diversas alterações que vieram a originar a Lei 9.491/1997, e a Lei 8.630/1993, denominada de Lei de Modernização dos Portos. Este arcabouço jurídico atribuiu à União o direito de explorar o porto organizado, diretamente ou mediante concessão, bem como a quem interessar o direito de construir, reformar, ampliar, melhorar, arrendar e explorar instalação portuária, mediante: (a) contrato de arrendamento; e (b) autorização, cada qual para casos específicos descritos em Lei.

Complementarmente, o Decreto 6.620/2008 firmou políticas e diretrizes para o desenvolvimento e o fomento do setor de portos e terminais portuários de competência da Secretaria Especial de Portos da Presidência da República (SEP/PR) e disciplinou a concessão de portos, o arrendamento e a autorização de instalações portuárias marítimas.

Na primeira quinzena de agosto de 2020, o Projeto de Lei 4199/2020, que institui o Programa de Estímulo ao Transporte por Cabotagem – BR do Mar e altera a Lei nº 5.474, de 18 de julho de 1968, a Lei nº 9.432, de 8 de janeiro de 1997, a Lei nº 10.233, de 5 de junho de 2001, e a Lei nº 10.893, de 13 de julho de 2004, foi notícia nas manchetes.

São aproximadamente 30 anos de ajustes jurídicos que aumentaram eficiência no setor, conforme salientando no estudo de “Análise exploratória da eficiência produtiva dos portos brasileiros” e na possibilidade de entrada de investidores privados no setor no Brasil com a abertura dos portos.

Além disso, o culminar com a navegação de cabotagem pelo PL 4199/2020 abre um mar de possibilidades para operadores privados, pois há uma costa enorme com a maioria das capitais acessível e uma população urbana de aproximadamente 80% nos grandes centros urbanos garantindo um mercado de consumo de bens que tem necessidade de transporte de qualidade e seguro, o que o transporte marítimo de cabotagem pode garantir.

Neste contexto, encontra-se o Ceará e, em destaque, o Porto do Pecém com vinte anos de história e com uma estrutura moderna, um enorme parque industrial e uma Zona de Processamento e Exportação em funcionamento. Trata-se de uma infraestrutura conectada ao mundo com parcerias na China, Coreia, EUA e Europa, caracterizando um Hub Portuário de potencial enorme para o recebimento e distribuição, com a PL 4199/2020, de produtos no Brasil.

É saudável a qualquer investidor antecipar-se no jogo e pós pandemia, com a PL 4199/2020 aprovada, ter uma posição privilegiada no Porto do Pecém pode ser um grande diferencial para a aceleração que pode ocorrer no consumo reprimido durante os últimos anos.

* Pesquisador em Economia dos Transportes e professor da Universidade Federal do Ceará (UFC)

Fonte: Trends CE em 26/08/2020

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Ceará Global 2020 promove imersão sobre internacionalização dos negócios e premia participantes

Ceará Global 2020 promove imersão sobre internacionalização dos negócios e premia participantes

Evento deste ano acontece em formato especial, pela internet, nos dias 25, 26 e 27 de agosto, com direito a passagem para qualquer lugar do mundo* e R$ 10 mil em premiação para maratona online

O Ceará Global, principal evento voltado para a internacionalização da economia do estado, chega à quarta edição entre os dias 25 e 27 de agosto, com o tema: O Futuro em 360º. Este ano, o evento ganha edição especial e, pela primeira vez, ocorre de forma totalmente online, por meio de plataformas de streaming. As inscrições gratuitas estão abertas. Acesse o link pelo QR-Code.

Através de transmissões virtuais, os participantes terão acesso a mais de 50 palestras, cases e workshops, conduzidos por mais de 150 profissionais localizados em diversos países, discutindo os principais temas que envolvem o comércio exterior e o investimento estrangeiro no Ceará.

A presidente da Câmara Setorial de Comércio Exterior da ADECE e coordenadora do Núcleo de Práticas em Comércio Exterior (Nupex) da Unifor, Mônica Luz, explica que o Ceará Global surgiu para dar visibilidade aos esforços do estado na elaboração de sua política de internacionalização. “Neste momento complexo e sem precedentes, o Ceará expõe a resiliência de sua sociedade empreendedora. O Ceará Global é o lugar para mostrar toda a nossa centralidade Atlântica e vital conexão com o mundo”, reforça Mônica.

INTERATIVIDADE

O Ceará Global 2020 acontecerá em uma plataforma exclusiva, onde foi recriado um mapa interativo da região metropolitana de Fortaleza contendo os principais hubs de negócios internacionais, como o Porto do Mucuripe, o Complexo do Pecém, a FIEC, a Fecomércio, o Sebrae, o Centro de Eventos do Ceará, entre outros. Essas entidades serão representadas graficamente por prédios que irão sediar os painéis virtuais. Ao longo dos três dias de evento online, serão quase 20 horas de programação para empreendedores que atuam em negócios e cooperação internacional.

Outro destaque da edição deste ano do Ceará Global será a gamificação para envolver o público. Serão atribuídas milhas aos participantes por assistirem aos painéis, visitarem as salas de discussão online e stands de expositores. Os participantes mais engajados serão recompensados com milhas. Ao final do evento, aquele que somar mais milhas, ganhará uma passagem de ida e volta para *qualquer lugar do mundo que tenha relação de negócios com o Ceará.

LET’S HACK CE

Entre os dias 21 e 23 de agosto, acontecerá o Let’s Hack CE, uma maratona de 48 horas para criação e desenvolvimento ágil de soluções para internacionalização da economia cearense, com premiação de R$ 10 mil reais para as três melhores equipes. As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas até o dia 24 de agosto pelo site: www.sympla.com.br/lets-hack-ce-2020__924277.

São quatro categorias: negócios/administração; programadores e desenvolvedores; designers e profissionais da área; e profissionais/estudantes da área de comércio exterior.

EXPERIÊNCIAS DE REALIDADE VIRTUAL

Os participantes do Ceará Global 2020 terão a opção de adquirir o Google Card Box no ato da inscrição. Com ele, é possível acoplar qualquer modelo de smartphone e visualizar todas as experiências de realidade virtual disponíveis no evento, como na Tenda 360º, onde será apresentado o Corredor do Desenvolvimento, obra que ligará o Porto do Mucuripe ao Complexo do Pecém, passando pelos principais equipamentos que impulsionam a economia, além de uma experiência imersiva com um velejo na praia do Cumbuco.

CEARÁ GLOBAL

O Ceará Global é uma iniciativa articulada pela Câmara Setorial de Comércio Exterior e Investimento Estrangeiro (CS COMEX & IE), com a co-realização do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado do Ceará (SEBRAE/CE), Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Ceará (FECOMÉRCIO/CE), Câmara Brasil Portugal, Universidade de Fortaleza (UNIFOR), organização da Prática Eventos e Muvon.

SERVIÇO:
Ceará Global 2020: o futuro 360º
Dias 25, 26 e 27 de agosto de 2020
Inscrições gratuitas Ceará Global: https://bit.ly/cearaglobal360
Inscrições gratuitas Hackaton: www.sympla.com.br/lets-hack-ce-2020__924277.

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Diretor da CBPCE, Raul Santos, mediará bate-papo com o tema: Ambiente de Negócios no Pós-pandemia, hoje a partir das 19 horas

Diretor da CBPCE, Raul Santos, mediará bate-papo com o tema:
Ambiente de Negócios no Pós-pandemia, hoje a partir das 19 horas

O Ibef Ceará recebe, para um bate-papo virtual, no dia 19 de agosto, às 14h30, o Senador da República Eduardo Girão.

Girão fará uma abordagem sobre “Ambiente de negócios no pós-pandemia: riscos e oportunidades”.

O vice-presidente do Ibef Ceará, Raul Santos, sócio CBPCE, fará a mediação.

Assista a transmissão pelas plataformas Zoom ou YouTube
Zoom: https://bit.ly/3iVu7p6
Youtube: https://bit.ly/3iVu9xe

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Especialista analisa impactos do Programa “BR do Mar” que incentiva mudanças no transporte marítimo

Especialista analisa impactos do Programa “BR do Mar” que incentiva mudanças no transporte marítimo

Chamado de “BR do Mar”, o projeto de lei nº 4.199/20 já está no Congresso Nacional para ser analisado, em caráter de urgência. O programa tem como objetivos incentivar o tráfego marítimo entre portos da mesma costa de um país (cabotagem), estimular o transporte de mercadorias internamente e ampliar a competitividade industrial do país.

Segundo Ricardo Valente, advogado especialista em Direito Marítimo e Portuário, o novo projeto possibilitará a criação de novas rotas marítimas, reduzindo custos de transportes nas rotas já existentes.

“Esse será um importante incentivo para a economia de todo o país, tendo em vista que irá reduzir os custos no segmento, aumentar a frota, desburocratizar o tráfego de embarcações, reduzir taxas e regulamentações e ainda ampliar o conhecimento em manutenção e comercialização de peças para os navios”, destaca Ricardo Valente.

O programa “BR do Mar” ainda prevê a celeridade da entrada em operação de terminais dedicados à cabotagem e a continuidade em iniciativas de modernização que já vinham sendo realizadas em portos brasileiros.

Fonte: InvesteCE em 17/08/20

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‘Transformação tecnológica na indústria é obrigatória’, avalia empresário

‘Transformação tecnológica na indústria é obrigatória’, avalia empresário

As contribuições da Tecnologia da Informação para o setor industrial no Estado foram discutidas ontem (18) em evento promovido pela Fiec

A pandemia do coronavírus mostrou para vários setores da economia a importância de agregar a tecnologia em seus processos. Na indústria, a crise evidencia que a transformação digital no setor não se trata de uma mudança opcional, mas obrigatória para a sobrevivência e sucesso do negócio, conforme avaliam empresários do setor.

A reflexão é do diretor de operações da cearense de tecnologia Ivia, Márcio Braga. “Mesmo empresas que ainda estavam avaliando a necessidade de mudarem e dinamizarem, através da transformação digital, seus processos, produtos e serviços, viram, com a pandemia, que esta mudança passou a ser obrigatória para a sua sobrevivência”, pontua. “Não há como imaginarmos um retorno para algo que já está em mudança”, frisa.

O gerente executivo de manufatura da Totvs, Jefferson Martins, aponta que as empresas devem pensar a digitalização como uma jornada: um passo de cada vez. Além disso, destaca que cada negócio deve ajustar a transformação tecnológica às suas necessidades.

“Muitas vezes, grandes projetos de automação não se viabilizam, pois o empresário se ressente com o valor do investimento e o tamanho do projeto. É preciso ajustar a tecnologia ao negócio, ao que faz sentido para a operação da empresa, com o cuidado de não reinventar a roda. É importante pensar a digitalização como uma jornada, um passo de cada vez, porém avançando sempre”, frisa.

O gerente avalia que a pandemia, ao “tirar muita gente da inércia”, demonstrou que é possível se adaptar rapidamente às tecnologias. “(Isso) tem gerado uma expectativa positiva de que o Brasil pode avançar na digitalização e/ou automação dos processos industriais. Entendemos que é fundamental que os projetos sejam estratégicos e focados em alinhar as pessoas e os processos”, aponta Martins.

Oportunidade

O executive partner da multinacional Gardner, Nei Silvério, destaca que os negócios que fizeram cortes de maneira discricionária, ou seja, de cima para baixo, perderam uma oportunidade. “Quem viu como oportunidade de não cortar orçamento de tecnologia, de investir em inovação, teve ação efetiva tanto na continuidade do negócio, como sobreviveu ao isolamento mantendo ou mesmo aumentando a receita”.

Os executivos participaram na noite de ontem (18) de painel do I Fórum de Transformação Digital: Desafios e Oportunidades para a Indústria Cearense no período pós-Covid-19, promovido pela Federação das Indústrias do Ceará (Fiec).

Fonte: Diário do Nordeste em 19/08/20

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CSP e Sebrae assinam convênio para novo ciclo do Território Empreendedor

CSP e Sebrae assinam convênio para novo ciclo do Território Empreendedor

O programa objetiva estimular a criação de novos negócios locais e fortalecer pequenos negócios existentes na região de São Gonçalo do Amarante e Caucaia
A Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP) assinou convênio com o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado do Ceará (Sebrae/CE) para a realização do 3º Ciclo do programa Território Empreendedor, criado pela siderúrgica cearense. Desde 2014, já foram investidos, nos dois ciclos iniciais, cerca de R$ 2,8 milhões, impactando positivamente milhares de empreendedores, com atendimentos especializados, formalizações, cooperações e capacitações. Para este ciclo, o valor a ser investido será de cerca de R$ 1,1 milhão, divididos igualmente entre CSP e Sebrae/CE.

A renovação da parceria foi formalizada em solenidade online, nesta terça-feira, com a participação do presidente da CSP, Cláudio Bastos; do diretor superintendente do Sebrae/CE, Joaquim Cartaxo; do prefeito de São Gonçalo do Amarante, Cláudio Pinho; do presidente da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC) e do Conselho Deliberativo do Sebrae/CE, Ricardo Cavalcante; e do diretor de Administração e Finanças do Sebrae Nacional, Eduardo Diogo, entre outros gestores.

O programa Território Empreendedor, que vai contribuir no combate à crise financeira provocada pela pandemia de Covid-19, objetiva criar novos negócios locais, fortalecer os pequenos negócios existentes, estruturar a cadeia de fornecedores para a CSP e seus terceiros, além de promover o desenvolvimento sustentável em São Gonçalo do Amarante, Caucaia e municípios vizinhos.

São públicos-alvo os estudantes, os empreendedores formais e informais e os produtores rurais. Os participantes recebem capacitações, consultorias e certificações.

“Só iremos concretizar a nossa visão de sermos referência mundial em segurança, qualidade, custos e desenvolvimento tecnológico e sustentável na produção de aço, se as comunidades das quais estamos próximos também fizerem parte desse desenvolvimento. Dessa forma, o Território Empreendedor tem função primordial na nossa contribuição do crescimento e desenvolvimento dos negócios nas comunidades”, destacou Cláudio Bastos.

“A assinatura deste convênio marca a renovação de uma parceria exitosa entre Sebrae e CSP, cujos resultados já podem ser percebidos a partir do surgimento de novos negócios na região e na melhoria das condições de vida e trabalho dos participantes de etapas anteriores do programa. Ele também é uma prova do compromisso da CSP com o desenvolvimento do território onde está inserida e o Sebrae tem orgulho de estar junto desta iniciativa, podendo contribuir para fomentar o empreendedorismo e fortalecer os pequenos negócios da região”, afirmou o superintendente do Sebrae-CE, Joaquim Cartaxo.

Eixos estratégicos

Dentre as potencialidades trabalhadas estão o empreendedorismo feminino, produção rural, artesanato e gastronomia. Os eixos estratégicos são a educação empreendedora, para desenvolver competências e habilidades; o desenvolvimento de fornecedores e do encadeamento produtivo, estimulando avanços nos indicadores de desempenho; a consolidação de uma Rede de Cooperação, com mentoria e suporte nas ações de mercado; e o fomento a uma cultura empreendedora e de inovação.

R$ 400 milhões em fornecedores locais

A CSP tem como diretriz garantir o papel social da empresa na comunidade, atuando como um dos agentes catalisadores do desenvolvimento regional. Entre os objetivos da CSP com o Território Empreendedor, estão aumentar a geração de emprego e renda local, desenvolver novos fornecedores para região e aumentar a participação de fornecedores locais nas compras de equipamentos, materiais e serviços da CSP.

Somente neste primeiro semestre de 2020, a CSP já comprou R$ 400 milhões em produtos e serviços de 231 fornecedores cearenses. O valor representa 40% de todas as compras realizadas no período pela usina, contemplando empresas locais que atuam em 33 segmentos, como informática, limpeza, locação de equipamentos, materiais administrativos, obra civil, tintas, transporte, logística e outros.

Fonte: TrendsCE em 19/08/20

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Com enorme mercado potencial, rota da África se revela para o Ceará

Com enorme mercado potencial, rota da África se revela para o Ceará

Comércio com o continente ainda é tímido, mas crescimento demográfico, países em ritmo de desenvolvimento e incentivos oferecidos podem gerar boas oportunidades.
Quando o assunto é comércio internacional, muitas pessoas acabam se rendendo ao senso comum e a números absolutos, sem contexto. Para investidores, entretanto, a análise deve ser mais apurada, o que faz com que os olhares não raro se voltem para mercados com largo potencial em detrimento daqueles que já possam estar, de certa forma, saturados. É o que o Ceará deveria fazer em relação às nações africanas.

De fato, a pauta do Estado em relação ao continente ainda é pouco diversificada, com exportações e importações igualmente baseadas em itens de baixo valor agregado, poucos produtos manufaturados e um número incipiente de empresas atentas àquele lado do planeta. “Existe um potencial gigantesco de comércio não explorado”, exclama o presidente do Instituto Brasil África (Ibraf), João Bosco Monte.

O dirigente está se referindo a um mercado com mais de 1,2 bilhão de habitantes, grande crescimento demográfico e países em intenso ritmo de desenvolvimento como fatores favoráveis, entre outros.

“É importante ainda mencionar que a África está estruturando sua Área de Livre Comércio, que será uma das maiores do mundo. O continente africano tem grande potencial e alguns de seus países apresentam algumas das maiores taxas de crescimento. Desta forma, fazer negócios com um país africano significa ter abertura para um continente inteiro, com grandes oportunidades. Com esse tratado, é importante fortalecer os laços e expandir os negócios com a África”

João Bosco Monte, presidente do Ibraf
Com recorte apenas no ano de 2019, o Ceará realizou trocas com mais de 20 países africanos e exportou mais de 14 US$ milhões. Destaque para as transações envolvendo África do Sul, Angola e Cabo Verde. As importações, por sua vez, estiveram bem mais em alta, como já costumava acontecer em anos anteriores, superando os US$ 112 milhões. Deixou um déficit de US$ 97 milhões na balança comercial, é verdade, mas nada que não possa começar a ser alterado nos próximos anos, segundo Fábio Fraines, diretor regional para o Nordeste da Câmara de Comércio Afro-Brasileira (AfroChamber).

“Quando falamos de África, estamos nos referindo a 55 países, dos quais cinco falam português (no mundo, são oito nações que usam o idioma), e há diversas oportunidades”. Entre elas, ressalta Fraines, está a competitividade das mercadorias brasileiras, proporcionada pelo câmbio desvalorizado em relação ao dólar: “Nossos produtos estão muito mais competitivos lá fora. Nosso maior concorrente seriam produtos da China e estamos trabalhando praticamente em pé de igualdade com ele em termos de preço, mas com uma qualidade muito superior”, compara.

Outra grande oportunidade que se apresenta é que a grande maioria desses países africanos possui um parque industrial muito escasso, avisa Fraines. O diretor da AfroChamber enumera ainda outras vantagens nessa relação intercontinental “Existem incentivos, bons projetos nesses países para que empresas de fora se instalem neles, com os governos locais cedendo terrenos, propriedades, facilitando crédito e oferecendo isenções de muitas tarifas por muitos anos, além de farta mão de obra. É um bom momento, uma ótima oportunidade”, sentencia.

Construir novas relações entre as duas representações é questão apenas de favorecer a criação dessas “pontes”, conforme os ouvidos pela reportagem. “É preciso um maior conhecimento, tanto do lado cearense quanto do africano, das oportunidades de negócios. Acredito que os empresários do Ceará precisam conhecer a África, entender o potencial econômico da região, assim as parcerias serão muito benéficas para ambos os lados”, avalia ele.

Setores

Dois setores têm se destacado mais nas trocas comerciais entre Ceará e países africanos: o alimentício e o de calçados. Para que se tenha ideia, com a África do Sul, país que mais se destacou nessas relações com o Estado nos últimos anos, foram mais de US$ 1,9 milhão negociados no segmento de calçados polainas e artefatos semelhantes no ano passado, conforme dados do Observatório da Indústria da Federação das Indústrias do Estado (Fiec). Em segundo lugar na relação com aquele país, com bem menos representatividade, ficaram os produtos gorduras e óleos animais ou vegetais, com US$ 323,3 mil. O “vice-campeão” em exportações para o Ceará é Cabo Verde, que de seus US$ 2,7 milhões gastos no total, deixou US$ 1,1 milhão em combustíveis e óleos minerais e US$ 729,4 mil com obras de ferro fundido, ferro ou aço.

Outro setor que possui boa representatividade é o do agronegócio. “No Brasil, é o que está mais avançado em termos de exportação para a África, mas no Ceará praticamente não há exportações, há mais importações, e elas ocorrem para castanha de caju, e ainda em épocas sazonais. Algumas empresas do Estado, para as quais até já liderei alguns projetos, fizeram exportações de materiais de construção civil, o que tem sido uma boa oportunidade, por conta da desvalorização cambial que tem ocorrido. E lá tudo é negociado em dólar”, relaciona Fraines.

Se nas exportações os setores alimentício e calçadista, que são especiais por conta do know-how existente, segundo o professor João Bosco Monte, do ponto de vista das importações, o setor de insumos, com destaque para produtos derivados de petróleo e carvão mineral, possui boa aceitação. Entre as nações africanas que mais obtiveram receita advinda do Ceará em 2019 estão África do Sul (US$ 32,8 milhões) – em grande parte com minérios escórias e cinzas -, Nigéria (US$ 32,6 milhões) e Moçambique (US$ 31,9 milhões) – ambas em sua quase totalidade enviando para cá combustíveis, óleos minerais e produtos de sua destilação.

Pandemia

Com a chegada do novo coronavírus e a pandemia que se instalou, sacudindo os mercados pelo mundo todo, cada país ou bloco econômico teve de se apressar para estabelecer suas estratégias de modo a sobreviver à crise que se assomava.

No caso dos africanos, a busca por reforço no comércio interno foi um das opções, o que naturalmente fez com que o volume de exportações caísse acentuadamente. “Essa tendência de protecionismo é uma pauta que já vinha crescente nos últimos anos. Além disso, a pandemia mostrou que os países que são dependentes de exportações podem, de fato, ser afetados com uma crise mais aguda. Entretanto, acredito que, neste momento de instabilidade, é ainda mais fundamental o estabelecimento de acordos e fortalecimento da cooperação internacional, em especial no âmbito da transferência técnica e científica”, explica Monte.

Já Fábio Raines projeta quem pode se sair melhor nos negócios com africanos no pós-pandemia. “Muitos países por lá estão começando a chegar ao pico só agora, que é o que já temos passado, mas, ao reabrir, devem retomar seus negócios normalmente. Os setores que podem ser beneficiados serão o de calçados, de malhas e vidros. Inclusive no ano passado, uma empresa cearense que trabalha com beneficiamento de vidros fez boas exportações. O problema é que o cearense tem mais a cultura de importar”.

Levantamento ‘no forno’

De olho na expansão dos acordos e novas oportunidades de negócios envolvendo o Estado e o continente onde a humanidade deu seus primeiros passos, o Instituto Brasil África realizou uma pesquisa em parceria com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal). O documento, que logo deverá estar disponível para acesso no site do Ibraf, tratará sobre o histórico das relações entre a Região Nordeste e o continente africano. O estudo contará com um mapeamento das rotas marítimas do Brasil com a África.

Fonte: TrendsCE em 19/08/20

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Balança comercial tem superávit de US$ 1,395 bi na 2ª semana de agosto

Balança comercial tem superávit de US$ 1,395 bi na 2ª semana de agosto

Com a redução contínua nas importações, a balança comercial brasileira registrou superávit comercial de US$ 1,395 bilhões na segunda semana de agosto (de 10 a 16). De acordo com dados divulgados nesta segunda-feira, 17, pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia, o valor foi alcançado com exportações de US$ 4,145 bilhões e importações de US$ 2,750 bilhões.

Em agosto, a balança comercial acumula superávit de US$ 3,388 bilhões até o dia 16. No mês, houve ligeira queda de 0,6% na média diária das exportações na comparação com o mesmo mês do ano passado, com aumento de 31,2% em agropecuária, queda de 17,4% na indústria extrativa e de 3,6% em produtos da indústria de transformação.

Já as importações registraram queda de 22,3%, com recuo de 19,7 % em produtos da indústria de transformação, de 77,8% em indústria extrativa e de 3,3% em agropecuária.

No acumulado do ano, o saldo comercial é superavitário em US$ 33,374 bilhões, 16% a mais do que no mesmo período do ano passado.
O valor é resultado de exportações de US$ 129,781 bilhões (-6,3%) e importações de US$ 107,008 bilhões (-11,6%).

Fonte: O Povo em 17.08.2020