Diretor da CBPCE, Tadeu Dote Sá, participa do Plano Diretor de Fortaleza

Diretor da CBPCE, Tadeu Dote Sá, participa do Plano Diretor de Fortaleza

O Plano Diretor Participativo é um planejamento municipal que reúne estratégias, diretrizes e regras que norteiam a política de urbanização das cidades, ou seja, ele orienta o desenvolvimento urbano, organizando o crescimento e o funcionamento da cidade.

Como prevê o Estatuto da Cidade de 2001, todo município com mais de 20 mil habitantes precisa ter esse planejamento estratégico, que deve ser renovado a cada dez anos.

Para construir o novo Plano Diretor Participativo de Fortaleza, serão consultados o Governo Municipal, as empresas, os sindicatos, as ONGs, os movimentos sociais, as Universidades e a população em geral, através de debates, audiências e consultas públicas.

Sobre Tadeu Dote Sá
Graduado em Geologia pela Universidade de Fortaleza(UNIFOR), é mestre em geologia na área de concentração em geologia de aplicação pela Universidade Federal do Ceará(UFC), tem especialização em engenharia urbana pela Universidade de Fortaleza(UNIFOR) e Doutorado em Desenvolvimento e Segurança Humana com ênfase em desenvolvimento regional pela Universidad de Barcelona(UB/UMA) tem experiência na área de geociências, com ênfase em geologia, e é o atual diretor de Meio Ambiente e Energias Renováveis da Câmara Brasil Portugal no Ceará.

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Fonte: CBPCE em 01.07.20

Por que investir no Ceará?

Por que investir no Ceará?

Após uma longa preparação, com reforços em infraestrutura, inovação e capital humano, é hora de o Estado deixar de ser apenas um ‘lugar bonito num canto do globo’ para começar a ganhar pontos com novos vestidores

Já se vê ao longe, como uma pequena jangada perdida na imensidão do mar, o tempo em que o Ceará era identificado apenas com belas imagens praianas e o mito do “sertanejo forte”, além da receptividade e humor característicos de seus habitantes. Às portas da terceira década do Século XXI, o Estado prepara-se para mostrar ao mundo que é, sim, o lugar certo para se fazer negócios a partir de agora. E tal vocação se ampara não apenas nos atributos geográficos, mas também, e cada vez de forma mais significativa, nos avanços em infraestrutura. Trata-se de uma visão que vem ganhando aderência no setor produtivo cearense, pautada eminentemente na inovação e na preparação de talentos voltados ao empreendedorismo.

Tal tendência pode ser captada no desempenho do Estado no Produto Interno Bruto (PIB), que vem crescendo, em média, mais do que o nacional. Para se ter uma ideia, em 2019, o desempenho ficou em 2,11% contra 1,1% do País, com destaque para a indústria e seus 4,08% frente aos 0,5% da Federação como um todo.

Boa parte dessa pujança se deve aos investimentos públicos em infraestrutura realizados nos últimos anos, que abriram caminho para a chamada “Trinca de Hubs”, fazendo valer, enfim, a vantagem da posição geográfica que põe o território cearense numa espécie de “esquina” da América do Sul, mais próxima dos continentes europeu e africano e da América do Norte.

Um dos integrantes da trinca é o hub tecnológico. Nos últimos anos, o Governo do Estado tem investido pesadamente em Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC). Entre as ações, que incluem o processo de migração de todas as suas operações de TI para o ambiente de nuvem, barateando e agilizando processos, destaca-se a atração de empresas com base tecnológica, cujo marco importante, em abril de 2019, é a instalação do Data Center Angonap e a instalação dos dos cabos submarinos Sacs e Monet, num investimento de aproximadamente US$ 300 milhões da multinacional Angola Cables. Os dois cabos ligam, por meio da fibra óptica, as Américas e a África. uma nova rota de conectividade com os Estados Unidos e o continente asiático. Já o prédio de 3.000 m² é mais uma forma de atrair novos provedores de conteúdo e internet e mais investimentos em tecnologia e pesquisa. Tudo valendo-se da posição estratégica no mapa-mundi e da agilidade nas operações, facilitadas pelo conjunto de 14 cabos submarinos – em breve serão 18 – que já chegam à cidade de Fortaleza e faz da Capital um hub de comunicação de dados.

“A melhor localização para os data center ou se dá perto de grandes conglomerados de clientes, e aí o Estado de São Paulo é um grande polo de atração, ou por estarem próximos de hubs de comunicação, caso do Ceará. Porque nem todos os clientes estão concentrados (no mesmo lugar). Existe um grande número de clientes difusos. E a melhor experiência do usuário para esse tipo de serviço seria na utilização de data centers próximos de hubs de comunicação, porque oferece menores tempos de latência, uma melhor gestão de risco e uma maior disponibilidade do serviço. E, naturalmente, o preço cai na proximidade desses hubs. Então há um conjunto de fatores que fazem com que o Ceará possa ser esse polo de atração no Brasil, além de São Paulo, da indústria de data center, que tem como seu principal cliente a computação em nuvem”, explica o presidente da Empresa de Tecnologia da Informação do Ceará (Etice), Adalberto Pessoa.

Aliada à infraestrutura e com investimentos feitos na formação de capital humano em universidades e escolas profissionalizantes, há ainda a intenção, da parte do Executivo estadual, de aplicar a Ciência de Dados na gestão pública. Assim, apostam os gestores, abriria-se caminho para uma otimização na oferta de serviços, resolução de gargalos existentes e uma maior transparência na tomada de decisões do poder público.

Pelo ar
O segundo integrante do trio de hubs cearense é o aéreo, que apresenta como principal trunfo o centro de conexões em operação com o consórcio Air France-KLM/Gol. A localização no globo terrestre, o que faz com que um voo entre Fortaleza e Lisboa dure menos de sete horas, foi novamente um ótimo argumento para a definição da parceria.

Isso sem falar nas obras de requalificação do Aeroporto Internacional Pinto Martins, que agora está sob a gestão de suas operações a cargo da empresa alemã Fraport e deve ser concluída até 2021, num investimento de R$ 1 bilhão. Intervenção que oferece uma capacidade 50% maior para passageiros em um equipamento de 60 mil m².

A mudança de patamar do terminal vem em época oportuna, uma vez que, conforme dados do Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur), apenas no primeiro ano de funcionamento do centro de conexões, foi registrado um crescimento de 103,88% no número de passageiros internacionais. Outro levantamento, realizado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), aponta que Fortaleza passou a atrair um milhão a mais de passageiros com a chegada do novo hub. Se entre maio de 2017 e abril de 2018 passaram por lá 4,9 milhões de usuários, este número passou para 5,9 milhões de maio de 2018 a abril de 2019.

“Não tenho dúvida que vamos ter aqui o melhor aeroporto do Norte e Nordeste do Brasil. Estamos trabalhando, juntamente com a Prefeitura da cidade, para fazer de Fortaleza um grande centro de conexões aérea, conectar Fortaleza com o mundo”, revelou o governador Camilo Santana, quando da ocasião do lançamento da nova área de check-ins do equipamento, em abril de 2019.

Voos diretos internacionais disponíveis a partir de Fortaleza:

– Paris (França);
– Amsterdã (Holanda);
– Frankfurt (Alemanha);
– Lisboa (Portugal);
– Miami e Orlando (EUA);
– Buenos Aires (Argentina);
– Ilha do Sal (Cabo Verde);
– Cidade do Panamá (Panamá);
– Caiena (Guiana Francesa);
– Madri (Espanha).

Hub logístico – do mar à Transnordestina
No hub marítimo, alicerçado no Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP) e com expectativa de um grande salto em suas operações nos próximos anos após a parceria firmada com o Porto de Roterdã, em outubro de 2018, o grande diferencial, para muitos especialistas, é a Zona de Processamento de Exportação (ZPE) do Ceará.

Claro que a posição geográfica, novamente, acaba dando uma boa vantagem ao Estado, umas vez que o equipamento está próximo dos mercados consumidores da Ásia, Europa, África e América do Norte. Além disso, com uma área de 13.337 hectares, o complexo, que acaba por ser uma espécie de hub logístico, oferece infraestrutura rodoviária, ferroviária e portuária, completada pelo atrativo dos incentivos fiscais, a capacitação de pessoas e a segurança energética, entre outros chamarizes para investidores.

“O fato de possuir uma Zona de Processamento de Exportação garante ao CIPP um certo grau de segurança econômica. Isso porque as empresas que ali estão têm a produção voltada para o mercado internacional, como é o caso da siderurgia da CSP (Companhia Siderúrgica do Pecém, empresa baseada no complexo). Nesse contexto, também destacam-se as operações de pás eólicas, que, apesar de não estarem na ZPE, tem grande parte da produção escoada pelo Porto”, explica Igor Pontes, PhD em Logística e professor da Faculdade CDL.

Foram mais de 18 milhões de toneladas movimentadas no Pecém apenas em 2019, conforme dados do Observatório da Indústria da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), mas a expectativa é de que esses números se tornem ainda mais expressivos quando, enfim, forem concluídas as obras da ferrovia Transnordestina, que vai oferecer 30 mil toneladas/ano em capacidade de transporte. Há a expectativa de que as obras na via, que em seu trecho cearense, de 527Km de extensão, que vai ligar o porto à cidade de Missão Velha, na Região do Cariri, cheguem a 30% até o fim deste ano. A intervenção foi iniciada em 2006 e acabou paralisada em 2016, sendo retomada no segundo semestre de 2019.

Inovação como a “grande chance”

De olho no desenvolvimento econômico, o Estado do Ceará busca olhar para o futuro alicerçado em capital humano, que passa, inexoravelmente, pela educação. De acordo com dados da Secretaria de Educação do Estado (Seduc) e baseando-se em estudos sobre a qualidade do ensino, o Ceará possui 55 escolas de ensino médio entre as 100 mais bem avaliadas do Brasil.

Na transição dos jovens para o mercado de trabalho, a palavra inovação tem sido quase onipresente. Pelo Estado, surgem diversas iniciativas voltadas para o tema, caso do Projeto Clusters Econômicos de Inovação (link para a matéria dos clusters), que reúne setor produtivo, poder público e instituições acadêmicas com o objetivo de gerar mais e melhores oportunidades de emprego e empreendedorismo nas 14 regiões de planejamento do Ceará. Dessa maneira, por meio da inserção de ideias inovadoras, que podem vir ainda a incentivar a criação de novas startups nos respectivos clusters econômicos de maior potencial e cuja formação de ensino superior e profissionalizante tenha maior oferta na região, busca-se o tão almejado desenvolvimento.

A ação é conjunta das secretarias do Desenvolvimento Econômico e Trabalho (Sedet) e Ciência e Tecnologia e Educação Superior (Secitece) e a vinculada Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funcap).

Para gestores locais, a busca por alternativas que não mirem a evolução do PIB estadual apenas pelas lentes da execução massiva de obras de infraestrutura representa a oportunidade de fazer a economia do Ceará crescer de forma ainda mais rápida e segura, mesmo em tempos de economia nacional estagnada.

“É o grande momento que temos para poder fazer nesta crise um novo desenvolvimento diferenciado para o Estado, fugindo simplesmente da questão dos ativos físicos, que são as fábricas, os prédios, as máquinas, e usando algo que temos de muito rico, que são exatamente as cabeças que estão espalhadas pelo Interior”, ressalta Júlio Cavalcante, secretário Executivo de Comércio, Serviço e Inovação da Sedet, e responsável pelo Projeto Clusters Econômicos

Cavalcante acrescenta que essas jovens mentes podem ser encontradas em diversas instituições de ensino, “com uma vontade enorme de resolver problemas. Elas poderão contar com uma estrutura de Comunicação e Internet, num investimento complementado pela iniciativa privada que faz com que o Estado seja um dos mais conectados em banda larga do Brasil.

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Fonte: Trends CE em 30.06.20

Flow Desenvolvimento Integral, promove live com o tema “O que é ser lider de si mesmo?”

Flow Desenvolvimento Integral, promove live com o tema “O que é ser lider de si mesmo?”

Diante de tantas situações desafiadoras, temos ficado mais e mais com nossas emoções à flor da pele e isso tem afetado cada um de nós de maneiras diferentes.

O que podemos fazer para lidar com essas situações sem nos afetarmos negativamente?

Como podemos liderar nossas emoções, gerando bem-estar, foco e equilíbrio?

Para conversar sobre isso, a partir das suas próprias experiências, Adriana Bezerra e Keyla Monteiro, fundadoras da Flow Desenvolvimento Integral, estarão juntas nesta quarta feira dia 23/06 às 20h para uma live com o tema: O que é ser líder de Si Mesmo?

Serviço:
Onde: Instagram da @flowdesenvolvimento
Quando: hoje (24/06)
Hora: 20h

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Fonte: Flow Desenvolvimento em 24.06.20

“Conexões do Turismo: Uma Nova Era”, o evento discutirá estratégias para a retomada do setor

“Conexões do Turismo: Uma Nova Era”, o evento discutirá estratégias para a retomada do setor

Mesmo sendo considerado um dos setores mais promissores para a economia em 2020, o mercado do turismo e de eventos foram densamente impactados com a pandemia de Covid-19 e poderão ser os últimos segmentos a retornarem. Pensando nisso, o Visite Ceará/Fortaleza Convention & Visitors Bureau, entidade responsável pela captação e promoção de eventos para o Ceará, vai realizar nos próximos 30 de junho e 1 de julho, o Seminário On-line e Gratuito “Conexões do Turismo: Uma Nova Era” para discutir estratégias que visam a retomada do setor. O evento ocorrerá a partir das 8h no dia 30 de junho e a partir das 9h no dia 1 de julho, por meio do Canal do Youtube do Visite Ceará. As inscrições podem ser feitas por meio do site www.conexoesdoturismo.com.br.

Com faturamento de R$ 936 bilhões, o Mercado Mundial de Eventos e Turismo representa 12,93% do PIB do País e gera quase 25 milhões de empregos. No Ceará o impacto da pandemia é da ordem de R$ 188 milhões. A expectativa de crescimento até 2021 era de 15% no faturamento, segundo dados da Associação Brasileira de Empresas e Eventos (ABEOC).

De acordo com a presidente do Visite Ceará, Ivana Bezerra, os setores estavam com boas expectativas e com excelentes eventos sendo captados e planejados, mas a pandemia afetou mundialmente os dois setores que estão correlacionados. “Por isso a importância de se discutir, em parceria com as Entidades dos setores de Turismo e Eventos, as estratégias para uma retomada segura mesmo que não tenha data exata para ocorrer. É essencial envolvermos todos os elos da cadeia produtiva do turismo. Esse evento é uma oportunidade de capacitação do setor, levando informações importantes sobre como passar por esse momento de pandemia”, disse.

Na programação serão abordados temas relevantes que colocarão em pauta como atravessar esse momento único com discussão e simulação de como será a reconstrução do setor após essa crise global, disponibilização de conteúdos que auxilie no processo de recuperação, fortalecimento e desenvolvimento sustentável dos empreendimentos de micro e pequenas empresas. Os debatedores também irão estimular ações com foco no futuro sob a ótica do “Turismo Numa Nova Era”, bem como estimular a valorização da força do turismo regional, dos pequenos negócios e destinos.

Serviço:
Seminário On-line e Gratuito Conexões do Turismo: Uma Nova Era
Data: 30 de junho e 1 de julho
Horário: 8h30 às 17h30 (30 de junho); 9h às 17h30 (01 de julho)
Link: Canal do Youtube do Visite Ceará (https://bit.ly/2BpeQfN)
Inscrições: www.conexoesdoturismo.com.br.

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Fonte: Tribuna do Ceará em 08.06.20

História da M. Dias Branco é selecionada como estudo de caso de abertura de capital pela B3

História da M. Dias Branco é selecionada como estudo de caso de abertura de capital pela B3

Objetivo do case é municiar estudantes e inspirar empresários com potencial para captar recursos por meio da bolsa de valores

A M. Dias Branco foi escolhida como estudo de caso da B3 para o segundo e-book lançado pela bolsa de valores brasileira. Intitulado “Da família para o mundo: A abertura de capital da M. Dias Branco”, o case conta toda a história da Companhia e foca no período da abertura de capital e na evolução da empresa a partir do IPO (Initial Public Offering). Assinado pela pós-doutora em Administração de Empresas Marcelle Colares de Oliveira, o e-book já está disponível gratuitamente clicando aqui. 

“Receber esse reconhecimento da B3 é de suma importância para nossa Companhia e para todos os profissionais que contribuíram direta ou indiretamente para seu desenvolvimento ao longo de sua trajetória. A abertura de capital, realizada em 2006, constitui-se em um importante marco de nossa história. Impulsionou a Companhia a continuar implementando melhorias em sua governança e apoiou decisivamente seu crescimento orgânico e inorgânico, contribuindo, assim, para a perpetuação do negócio”, afirma Francisco Ivens de Sá Dias Branco Jr., presidente da M. Dias Branco. “Desde então, a Companhia continuou expandido sua atuação para novas categorias de produtos, realizou a aquisição de marcas importantes no cenário nacional, como Vitarella e Piraquê, bem como ampliou significativamente seu parque industrial. Se somos a maior empresa de massas e biscoitos do País, muito se deve, também, à confiança do mercado de capitais”, completa o empresário.

De acordo com Rogério Santana, diretor de Relacionamento com Empresas da B3, um dos objetivos da série de e-books é trazer visibilidade para histórias reais de captação de recursos por meio da emissão de ações, para inspirar outras empresas e mostrar que o mercado de capitais é uma opção que deve ser avaliada por elas. A ideia é que o estudo de caso da M. Dias Branco possa ser utilizado como referência para essas empresas e, também, por alunos de pós-graduação, graduação ou cursos executivos em Administração de Empresas ou Contabilidade, que hoje carecem de cases de companhias brasileiras. “Histórias de sucesso como a da M. Dias Branco nos ajudam a mostrar que o mercado de capitais está disponível para empresas de diferentes portes e segmentos de atuação e que seu acesso pode de fato contribuir para a longevidade dos negócios”, diz Santana.

Compartilhar a história de sucesso da M. Dias Branco, fundada em 1936, como Padaria Imperial, e transformada em Fábrica Fortaleza em 1953, tem como objetivo levar aos empresários e alunos uma reflexão sobre os motivos para uma empresa buscar recursos para investimento por meio da bolsa de valores e o que ajuda a tornar a operação bem-sucedida. O case traz informações também para que os leitores possam verificar as melhorias em gestão corporativa após o IPO e as ações que devem ser adotadas para a longevidade de uma companhia que nasceu como uma empresa familiar.

Conforme registrou o escritor Sérgio Vilas-Boas na biografia do fundador da M. Dias Branco, Francisco Ivens de Sá Dias Branco (Ivens Dias Branco: simples, criativo, prático): “a abertura de capital, sob a ótica da família, permitiu a aplicação dos recursos captados em novos empreendimentos e, dada a confortável situação patrimonial, financeira e econômica da empresa, pode-se afirmar que a motivação não foi financeira, mas baseada na vontade de perpetuação do negócio. A empresa estaria mais preparada para perdurar independentemente da presença da família. A abertura do capital foi uma estratégia avalizada por Ivens, presidente da M. Dias Branco S/A, com vistas à longevidade da empresa”.

O case publicado pela B3 lembra que, em 24 de junho de 2016, Sr. Ivens, então presidente do Conselho de Administração, faleceu, deixando preparada a sucessão na empresa. Ele sempre declarava que a abertura de capital havia contribuído extraordinariamente para o processo de sucessão, com a profissionalização da gestão e o fortalecimento da governança corporativa.

Entre as ações de governança implementadas por Sr. Ivens, o case cita: criação do Comitê de Auditoria, em março de 2007, para assessorar o Conselho de Administração; criação do Comitê de Estratégia e Desempenho Empresarial, em abril de 2010, para assessorar a Diretoria Estatutária; criação do Comitê Executivo, em 2010; criação do Comitê de Ética, em 2013; criação do Comitê de Saúde e Segurança do Trabalho, em 2014; e criação do Comitê de Sustentabilidade, em 2015, composto por membros das diretorias não estatutárias, para assessorar a Diretoria Estatutária.

Como a M. Dias Branco S/A passou a ter novos investidores, além dos acionistas da família fundadora, a empresa também estruturou sua Diretoria de Relações com Investidores para fazer a comunicação com seus novos acionistas. A empresa é listada no Novo Mercado da B3.

A segunda edição do e-book da B3 traz ainda os cases do Magazine Luiza, Totvs e Odontoprev.

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O advogado José Maria Zanocchi, sócio da CBPCE, lança o livro “A Proteção do Meio Ambiente no Comércio Internacional”

O advogado José Maria Zanocchi, sócio da CBPCE, lança o livro “A Proteção do Meio Ambiente no Comércio Internacional”

Publicado pela Lumens Juris, o livro tem objetivo de apresentar de maneira inédita no Brasil como o comércio internacional interage com políticas ambientais

A obra é produto de mais duas décadas de trabalho e pesquisa do autor nessas áreas que hoje se encontram no topo das preocupações globais. “A Proteção do Meio Ambiente no Comércio Internacional” é lançada para apresentar e discutir a interação complexa dessas relações nas suas dimensões políticas, econômicas e jurídicas, com projeção internacional.

O tema é analisado a partir de abordagem multidisciplinar, emoldurada sobre as raízes da histórica divisão entre países desenvolvidos e em desenvolvimento, relacionando-as com as mais recentes tendências na ordem mundial contemporânea.

O livro revela como a Ciência do Direito evoluiu para enfrentar novos paradigmas introduzidos pela consciência ecológica e seus reflexos no Direito internacional; e como a meta transversal do desenvolvimento sustentável pressiona pela conformação do comércio em bases mais justas e equitativas. O objetivo é demonstrar como impulsionar políticas de proteção do meio ambiente por meio das relações econômicas, promovendo desenvolvimento sem comprometer a qualidade do meio ambiente na Terra.

A publicação encontra-se já disponível no site da editora Lumens Juris, com valor inicial de lançamento promocional durante todo o mês de junho e julho.

SOBRE O AUTOR
José Maria Zanocchi é advogado e professor de Direito internacional. É sócio do escritório de advocacia Montenegro, Zanocchi e Gentile, com mais de 20 anos de atuação nos segmentos de direito ambiental, comércio exterior, arbitragem comercial e investimento estrangeiro. É Cônsul Honorário do Uruguai em Fortaleza desde 2011 e atualmente coordenador do Centro de Mediação e Arbitragem da Câmara Brasil Portugal no Ceará. Está vinculado ao Programa de Doutorado em Direito da Universidade do Ceará (UFC).

SERVIÇO:
Lançamento virtual do livro “A Proteção do Meio Ambiente no Comércio Internacional”
Editora Lumen Juris
Link direto: https://bityli.com/P6xCL
Informações e contatos: (85) 4006-5880 / (85) 98722-2848
jose.zanocchi@mzg.com.br

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Programa Lider de Si Mesmo abre inscrições para nova turma

Programa Lider de Si Mesmo abre inscrições para nova turma

Como você tem equilibrado a sua vida pessoal e seu trabalho nos tempos atuais?

Como estão o seu ânimo e a sua disposição para realizar seus projetos nesta retomada?

Você tem se sentido ansioso?

Tem tido dificuldades em manter o bem-estar e equilíbrio emocional?

Para trabalhar estes temas, a Flow Desenvolvimento Integral lançou uma nova turma do Líder de Si Mesmo, um grupo de aprofundamento criado com o objetivo de favorecer a jornada do autoconhecimento para transformação.

Nele, serão trabalhadas ferramentas para promoção do bem-estar, foco e equilíbrio, autocuidado, gestão das emoções e enfrentamento do estresse. Nossa metodologia baseia-se na psicologia, neurociência, práticas integrativas e foi desenvolvida para facilitar a criação de novos repertórios internos a partir do olhar para si mesmo, integrando melhor os pensamentos, sentimentos e atitudes.

O programa contempla psicoeducação, práticas e partilhas entre os participantes. Por isso, será feita uma turma com vagas limitadas para fortalecer a interação de todos. A novidade deste grupo é que os encontros serão online, por meio de plataforma virtual, e ao vivo.

Inscrições pelo link https://bit.ly/liderdesimesmo

Informações pelo WhatsApp (11) 99593.8637

A experiência de aprofundar-se na busca de si mesmo vai começar!

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O novo modelo nacional de estado social – Programa de Renda Básica Brasileira

O novo modelo nacional de estado social – Programa de Renda Básica Brasileira

Foi apresentado no Congresso Nacional, na última segunda-feira (01.06.2020), um projeto de Lei Complementar (PL-3023-202) para criação do Programa de Renda Básica Brasileira, pelo deputado federal Eduardo da Fonte (PP/PE) que, além de perenizar o esforço feito pela concessão do auxílio emergencial (Lei nº. 13.982/2020), propõe, também, unificar no programa ora proposto, o Bolsa Família, o Bolsa Verde e outros programas federais de redução de pobreza. Mas o principal objetivo é viabilizar a chamada Renda Básica Universal que, segundo autores progressistas, poderá criar no mundo um novo modelo de Estado Social, justamente diante da pandemia que assola o mundo, bem como pela crescente substituição de trabalhadores humanos por robôs. A proposta de uma remuneração mínima independente do emprego não é nova, mas ganha cada vez mais adeptos em vários países do mundo.

A ideia ganha popularidade crescente ligada à percepção de que os empregos se tornarão cada vez mais raros. Pela primeira vez na história, a tecnologia não aumenta os empregos, na verdade os substitui. A ideia da remuneração sem trabalho, que para alguns a princípio pode parecer estranha, não é nova. Os aluguéis, os dividendos, os juros, todos são formas já seculares e consagradas de remuneração sem trabalho.

Cada vez mais o capital substitui o trabalho. O sonho de Karl Marx da revolução pelos operários e pelos agricultores está a cada dia mais longe, porque cada vez mais na indústria e no campo se precisa mais de capital do que de trabalho humano, com aumento de produtividade e escala. O emprego formal está em decadência. Na verdade, só resta uma solução: estabelecer novos modelos de proteção social desvinculados do emprego.

Na verdade, vários países já despertaram para essa realidade, agora o Brasil com esse projeto, segue a Espanha e o Chile, que em plena quarentena, também apresentaram projetos de lei semelhantes, em que propõem programas idênticos de um “Ingresso Mínimo Garantizado” contra a pobreza.

Na trilha de vários outros países europeus, que já possuem programas semelhantes, como Portugal, Alemanha, França, Reino Unido, Itália, Áustria, Bélgica, Holanda e Luxemburgo.

Mesmo em países menos ricos, como a Grécia, Chipre e Eslovênia, vigora algum tipo de renda social solidária.

Como se vê vários países já garantem algum tipo de “renda básica universal” que está moldando no mundo um novo modelo de Estado Social.

Esperamos que esse programa de renda básica brasileira seja a vacina certa que a pandemia e a revolução tecnológica exigem para imunizar a falta de empregos formais.

Fonte: Diário de Pernambuco em 09.06.2020

Fiec elabora plano de retomada da indústria; resultado será levado a governos

Fiec elabora plano de retomada da indústria; resultado será levado a governos

Criado há 15 dias pelo presidente da Federação, o Grupo de Trabalho tem participação de industriais e economistas cearenses

O pós-pandemia começa a ser planejado pela indústria cearense, com o objetivo de estabelecer uma estratégia de atuação para quando a contaminação pelo novo coronavírus não mais impedir a atividade econômica no Estado, segundo indica a primeira reunião de um Grupo de Trabalho (GT) comandado pelo presidente da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), Ricardo Cavalcante. O objetivo é elaborar um plano de desenvolvimento da indústria cearense.

“Vamos levar o resultado desse trabalho aos governos para que eles entendam que temos caminhos a serem seguidos, porque o empresário é quem realmente gera emprego e renda”, afirmou Cavalcante.

Criado há 15 dias pelo presidente, o GT tem participação de industriais e economistas cearenses, com o objetivo de discutir estratégias para o desenvolvimento industrial e formular um documento com soluções para a retomada da atividade econômica, que será apresentado em 90 dias aos governos federal, estatual e municipais.

Indústrias de todos os portes e sindicatos industriais serão ouvidos para constatar as reais necessidades.

O Grupo será liderado pelo primeiro vice-presidente da Fiec, André Montenegro, com a coordenação do assessor econômico da Federação, Lauro Chaves Neto. Farão parte ainda o presidente do Centro Industrial do Ceará (CIC) Marcos Soares, e o superintendente de Relações Institucionais da Fiec, Sérgio Lopes.

Ainda participaram, como representantes da academia, os economistas Sérgio Melo, Alcântara Macedo, Firmo de Castro, Célio Fernando, Luiz Eduardo Barros e Guilherme Muchale, gerente do Observatório da Indústria da Fiec.

Com certeza, com todos unidos, faremos um excelente trabalho para que nossos industriais e governos tenham um norte nesse pós-pandemia, disse Cavalcante.

Fonte: Diário do Nordeste em 03.06.20

Construção civil no CE projeta lançar empreendimentos

Construção civil no CE projeta lançar empreendimentos

A Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec) e o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Ceará (Sinduscon-CE) realizaram, ontem, um webinar para apresentar e esclarecer os protocolos de retomada das atividades da indústria da construção civil no Ceará. O retorno às atividades foi liberado pelo governador Camilo Santana nesta fase de transição do plano de retomada das atividades econômicas do Ceará , que ocorre desde o dia 1º. O setor, que estava bem entusiasmado antes da pandemia, planeja lançamentos de empreendimentos para superar a crise.

Durante a teleconferência, o presidente do Sinduscon-CE, Patriolino Dias de Sousa, ressaltou que a volta está sendo de forma gradativa. Segundo ele, o processo de retomada foi construído desde o início em uma articulação conquistada com a total participação da instituição. “Foi uma luta árdua, complexa, realmente desgastante. E, agora, com total consciência, retornamos ao trabalho. Mas a luta não para aí, agora, deveremos trabalhar com 30% dos funcionários garantindo a segurança no retorno.

Afinal, a vida está em primeiro lugar. Porém, agora, poderemos voltar com bastante cautela. Lançando empreendimentos e retornando a vender. Fazer, de novo, a construção civil ser a mola propulsora da nossa economia”, afirma.

Nesta fase de transição do plano de retomada da economia cearense, o setor da construção civil foi permitido retornar com apenas 30% da cadeia, com a atuação de apenas 100 operários em cada construção. Portanto, houve um retorno de 8,9 mil operários aos canteiros de obras no Ceará. A expectativa, é que na fase 1 do plano de retomada, prevista para próxima segunda-feira (8), a cadeia da construção civil volte com 100% da mão de obra. O avanço do setor e demais cadeias produtivas do Ceará, no entanto, ainda está condicionado à estabilidade ou diminuição dos índices índices de contaminação, internação e óbitos provocados pelo novo coronavírus.

De acordo com Patriolino Dias de Sousa, a construção civil apresenta baixo risco de contaminação. “Nossos canteiros são abertos e arejados. Não temos aglomeração, não atendemos o público em geral, e vamos seguir um protocolo seguro na parte sanitária”, destacou. Na live, o Sinduscon-CE apresentou uma pesquisa realizada com 45 empresas e apontou que 71% dos trabalhadores se deslocam de casa para o trabalho em transporte próprio; e que 100% vão fornecer quentinhas para os colaboradores, além de adotar medidas como rodízio no refeitório, garantindo o distanciamento necessário.

O presidente da Fiec, Ricardo Cavalcante, reforçou a necessidade de todos seguirem o protocolo sanitário, colocando a saúde dos trabalhadores sempre em primeiro lugar. “A atenção e a consciência tem que ser fundamental, tentamos e conseguimos a abertura da construção na primeira fase, mas agora tem que partir de cada um. Se por alguma eventualidade acontecer algo, a responsabilidade vai ser exclusivamente da empresa”, disse.

O webinar também teve a participação da vice-presidente da área imobiliária do Sinduscon-CE, Carlos Gama; da gerente jurídica da Fiec, Natali Camarão; da superintendente do Serviço Social da Indústria (Sesi Ceará), Veridiana Grotti Soárez; e do gerente do Observatório da Indústria da Fiec, Guilherme Muchale.

Protocolo
O Sinduscon Ceará seguirá o protocolo de reabertura responsável elaborado pela Fiec, que possui quatro pilares norteadores: eficácia na prevenção, factibilidade na implementação, facilidade de fiscalização e legalidade. Além disso, inclui medidas de fiscalização, monitoramento e conscientização.

O protocolo prevê, em suas normas gerais, a criação de um comitê Interno multiprofissional de contingência responsável pela proposição de diretrizes para implementação de plano de ação para prevenção a Covid 19; e a contratação de uma consultoria clínica de saúde para analisar a rotina do negócio e orientar sobre modificações a serem feitas para garantir a segurança dos trabalhadores.

Todos os dias cada colaborador receberá um kit sanitário com álcool em gel, água sanitária, sabão líquido para uso pessoal e máscaras em quantidade e com proteção por todo o período do turno de trabalho. As condições de saúde física e mental dos colaboradores também serão checadas periodicamente. Não será permitida a entrada e nem a saída dos funcionários vestindo os uniformes da empresa. O devido fardamento deve ser colocado apenas no ambiente de trabalho. Em caso de febre ou qualquer sintoma respiratório, os trabalhadores deverão comunicar imediatamente aos responsáveis. Além disso, todos os dias a temperatura deve ser aferida utilizando termômetro digital infravermelho.

Fonte: O Estado do Ceará em 03.06.20