Governo vai oferecer garantia em acesso à crédito para PMEs

Governo vai oferecer garantia em acesso à crédito para PMEs

O Ministério da Economia e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) oferecerão garantia emergencial para reduzir risco de pequenas e médias empresas na concessão de crédito. Medida provisória publicada, ontem, no Diário Oficial da União cria o Programa Emergencial de Acesso ao Crédito, com o objetivo de facilitar, durante o período de calamidade, o acesso de pequenas e médias empresas (PMEs) a novos empréstimos.

Segundo o Ministério da Economia, o modelo de estímulo ao crédito por meio da concessão de garantias foi usado por muitos países como medida para mitigar os efeitos da covid-19 no setor produtivo. O ministério acrescenta que no Brasil, durante este período, a carteira de crédito das instituições financeiras referente às grandes empresas aumentou de forma mais acelerada em comparação às pequenas e médias, tendo em vista o ambiente de incerteza e a expectativa de maior inadimplência desse segmento.

Com a publicação da Medida Provisória nº 975, o Ministério da Economia fica autorizado de imediato a aportar R$ 5 bilhões no Programa Emergencial de Acesso ao Crédito. O programa será operado pelo BNDES, nos moldes do Fundo Garantidor para Investimentos (FGI). Novos aportes do Tesouro poderão ser realizados até o final do ano de 2020, no valor total de até R$ 20 bilhões, por decisão do Ministério da Economia, conforme a performance do programa e necessidade de concessão de garantias.

O BNDES ficará responsável pela administração dos recursos e outorga das garantias aos agentes financeiros que emprestarem recursos no âmbito do Programa Emergencial do Acesso ao Crédito. A prestação de garantia será de até 80% do valor de cada operação da empresa com o agente financeiro.

De acordo com o ministério, os bancos terão que zelar por uma inadimplência controlada de sua carteira, incluindo todo o processo de recuperação de crédito. Para cada R$ 1 real destinado ao fundo, o ministério estima que possa garantir e destravar até R$ 5 reais em financiamentos às pequenas e médias.

Recursos
O Programa Emergencial de Acesso ao Crédito vai oferecer garantias para os empréstimos realizados até dezembro de 2020 às empresas com faturamento anual entre R$ 360 mil e R$ 300 milhões (apurado em 2019). Ainda segundo o ministério, a utilização dos recursos será livre, portanto, as empresas beneficiadas poderão reforçar o seu capital de giro. O programa deverá estar regulamentado e operacional ao final do mês de junho.

Segundo cálculos da equipe técnica do Governo Federal, a constituição do programa tem relação positiva entre o custo fiscal do aporte e a efetividade da aplicação. “Esses estudos prévios estimam que, para cada R$ 100 do Tesouro Nacional aplicados no programa, há potencial de impacto de R$ 100 em salários de empregados nas firmas apoiadas, sem contar os benefícios indiretos da preservação dos negócios”, conclui o ministério.

Fonte: Agência Brasil em 03.06.20

TAP anuncia planos de voo e amplia ligações para o Brasil

TAP anuncia planos de voo e amplia ligações para o Brasil

A TAP publicou nesta segunda-feira o seu plano de voo para os próximos dois meses que implica 27 ligações semanais em junho e 247 em julho, sendo a maioria de Lisboa, de acordo com dados divulgados pela companhia aérea.

Ao longo deste mês e à medida que foram levantadas algumas das restrições impostas às companhias aéreas, a TAP foi adicionando voos, nomeadamente para Londres e Paris, entre Porto e Lisboa, dois voos por semana para S. Paulo e um voo semanal para o Rio de Janeiro, sendo que, com isso, a operação da TAP no final do mês de maio será de 18 voos por semana.

Em junho, de acordo com o mesmo plano, a companhia aérea planeia voltar a operar mais voos intercontinentais, incluindo dois por semana para Nova Iorque (Newark), um para Luanda, a partir de dia 15, e outro para Maputo. Em Portugal, as ligações entre Lisboa e a Madeira passarão a ser diárias, sendo que no final de junho a TAP contará com 27 voos semanais.

Em julho, a transportadora conta aumentar significativamente as ligações, ainda que em valores muito distantes dos três mil semanais que registava antes da pandemia.

Assim, nesse mês o plano da companhia aérea aponta para 247 voos por semana, com um reforço das redes europeia e intercontinental, um valor de perto de 19% da sua operação normal, contabiliza a TAP.

Haverá assim uma reposição de voos na Europa, que passam dos atuais dois destinos (Londres e Paris), para um total de 21, sendo que na parte intercontinental há um aumento da operação para o Brasil, com o retorno de voos para Recife e Fortaleza.

Serão ainda reforçadas as rotas para a América do Norte, onde será retomada a operação para Boston e Miami, bem como para Toronto, sendo que para África serão recuperadas as ligações para Praia, São Vicente e Dakar.

Serão também repostas ligações diretas do Porto a Paris, Luxemburgo e à Madeira, sendo que neste último caso a Região Autónoma contará, assim, com duas ligações por dia para Lisboa e dois voos por semana para o Porto, sendo ainda reiniciadas as ligações ao Porto Santo (de Lisboa), com dois voos semanais.

Para os Açores, a TAP passará a ter voos diários entre Ponta Delgada e Lisboa e haverá um crescimento para três voos semanais à partida da Terceira. Por sua vez, Faro contará com a reposição de dois voos por dia para Lisboa, indicou a TAP.

A companhia aérea já tem a informação disponível no seu ‘site’, avisando que estas rotas podem vir a ser alteradas caso as circunstâncias o exijam.

A TAP tem a sua operação praticamente parada desde o início da pandemia, à imagem do que aconteceu com as restantes companhias aéreas, prejudicadas pelo confinamento e pelo encerramento de fronteiras apara conter a covid-19.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou quase 345 mil mortos e infetou mais de 5,4 milhões de pessoas em 196 países e territórios.

Mais de 2,1 milhões de doentes foram considerados curados.

Em Portugal, morreram 1.330 pessoas das 30.788 confirmadas como infetadas, e há 17.822 casos recuperados, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.

No Brasil, são 363 mil diagnosticados com COVID-19, quase 150 mil recuperados, e 22.666 óbitos, segundo dados deste domingo do Ministério da Saúde.

Fonte: Mundo Lusíada em 25/05/20

UE lança plano de apoio à economia de 750 bilhões de euros

UE lança plano de apoio à economia de 750 bilhões de euros

O “Próxima geração” ainda precisa de aprovação por todos os Estados-membros para entrar em vigor; seriam 11,5 bilhões já neste ano

A Comissão Europeia, órgão executivo da União Europeia (UE), lançou nesta quarta-feira (27) um novo plano de apoio à economia do bloco, o “Próxima geração”. O programa deve disponibilizar 750 bilhões de euros ao mercado e aos Estados-membros do bloco, através de repasses e empréstimos.

Entre os valores, 11,5 bilhões de euros devem ser ofertados em 2020 e os empréstimos deverão ser pagos entre 2028 e 2058. Outros 310 bilhões de euros devem ser direcionados em forma de subsídios ou doações.

O “Próxima geração” ainda precisa ser aprovado por todos os Estados-membros para entrar em vigor. Mas o mercado espera resistência de alguns países.

O temor é de um estímulo dessa magnitude promova a elevação insustentável da dívida de seus agentes financeiros.

Por volta das 9h50, pelo horário de Brasília, o Stoxx-600 – índice que reúne empresas capitalizadas em 18 países da Europa – subia 0,75%. O otimismo também é sustentado pela reabertura econômica de alguns países.

Fonte: O Estadão em 27/05/20

Sessão de Apresentação da edição online da Feira de Cantão será realizada dia 08 de junho

Sessão de Apresentação da edição online da Feira de Cantão será realizada dia 08 de junho

A 127ª Feira de Cantão será realizada online, entre os dias 15 e 21 de Junho de 2020, em virtude das contingências impostas pela pandemia do Covid-19

A AJEPC (Associação de Jovens Empresários Portugal-China), em conjunto com a CCILC (Câmara de Comércio e Indústria Luso-Chinesa) e a organização da feira, vão promover no dia 8 de Junho às 10h15 (hora de Lisboa) 06:15 (Horário de Brasília) uma Sessão de Apresentação sobre este modelo de participação que exclui todas as despesas inerentes à ida à China, mas promove muitas oportunidades de negócios.

Inscreva-se já, através deste link a participação é gratuita, mas de registo obrigatório uma vez que o número de participantes é limitado.

O Programa provisório da sessão com oradores convidados está disponível aqui.

O Guia de participação na feira aqui

Não perca esta oportunidade única de visitar em segurança uma das maiores feiras multissetoriais do mundo e estabelecer contactos e parcerias de negócio “sem sair de casa”, sem prejudicar as dinâmicas da sua empresa e sem os habituais custos que uma deslocação exigiria.

Não perca esta oportunidade, inscreva-se já, a plataforma onde o evento terá lugar, tem um número limitado de participantes!

Serviço:
Sessão de Apresentação da edição online da Feira de Cantão
Data: 08 de junho de 2020
Online
Inscrições AQUI

 

Consciência coletiva para a retomada do turismo no CE

Consciência coletiva para a retomada do turismo no CE

À frente da Câmara Setorial de Turismo e Eventos, abrigada no âmbito da Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará – ADECE, Anya Ribeiro conta que, durante a pandemia, o papel da Câmara tem sido de reunir as dificuldades das instituições que são parceiras para ajudá-las a enfrentar o momento de crise.

A presidente, que já foi secretária de turismo do Ceará, reforça, no entanto, não sabe quando será possível a retomada do turismo. “Pelo plano do Governador Camilo Santana, as atividades de turismo, eventos e futebol só deverão retomar 56 dias após o pico da pandemia, quando voltar, a tendência é fazermos turismo dentro do estado”. Anya explica que isso acontecerá porque as pessoas saberão como está o controle da pandemia onde residem, o que trará segurança na hora de viajar. “Nesse sentido também estamos conversando com outras regiões para que elas possam, juntos com Fortaleza, estarem se organizando para receber essa retomada, acolher o cearense dentro do Ceará”.

A presidente ainda frisa que o trabalho que tem feito à frente da Câmara Setorial de Turismo e Eventos é de conscientização para que todos trabalhem unidos. “Esse momento é de muita cooperação, de aglutinar as empresas. O turismo não se faz só na hora da hospedagem, precisa de avião, de eventos, de alimentação… A cadeia precisa estar muito mais unida nessa retomada, recriar a sociedade para um novo turismo”, ressalta.

Fonte: Márcia Travessoni / Diário do Nordeste em 21.05.20

Crise não inibe e número de cearenses na Bolsa de Valores salta 43%

Crise não inibe e número de cearenses na Bolsa de Valores salta 43%

Mesmo com circuit brakers sucessivos em março e a instabilidade trazida pelo novo coronavírus, o investidor do Estado bateu recorde de crescimento no número de participantes na B3 entre janeiro e abril deste ano

Contrariando a ideia de que, em momentos de crises, cresce o nível de aversão a ativos de risco, o investidor brasileiro, em geral, e o cearense, em particular, acabou aumentando de maneira significativa sua presença na bolsa de valores ao longo de 2020. Mesmo diante de uma das maiores crises econômicas já vistas, o número de investidores pessoa física cresceu de forma consistente desde janeiro, mês após mês.

No Ceará, a quantidade de investidores passou de 30.127, no último dia de 2019, para 43.823, no fim de abril, um incremento de 45% e um recorde histórico para o Estado. E se forem considerados os investidores de todo o País, o incremento foi de 42%.

Além dos motivos que, desde o ano passado, já vinham atraindo investidores para o mercado de capitais, como a queda da taxa básica de juros (Selic), que derrubou a rentabilidade dos títulos de renda fixa, o que se tem visto no decorrer deste ano é o pequeno investidor buscando aproveitar a queda dos preços para comprar ações, diferente do que ocorria em outros momentos de crise, quando a reação normal era buscar segurança em ativos com menor volatilidade. Em março, pior mês do ano para a bolsa, quando o Ibovespa despencou mais de 30% com a ocorrência de seis circuit breakers, a quantidade de investidores cearenses cresceu 10%, com a chegada de mais de 5 mil novas pessoas.

Informação

Para Raul dos Santos Neto, vice-presidente do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças do Ceará (Ibef-CE) e diretor da CBPCE, o movimento que tem sido observado agora se deve também ao maior grau de informação por parte do investidor, maior entendimento dos riscos envolvidos, e à facilidade em realizar as operações. “O nível de conhecimento sobre o mercado financeiro ampliou-se. Profissionais que não são da área, como médicos e advogados, têm participado mais do mercado. Além disso, há o auxílio das plataformas de negócios, de corretores independentes e dos grandes bancos, que ajudaram na conscientização sobre o mercado de ações”.

O vice-presidente do Ibef-CE destaca ainda a atratividade dos preços dos ativos, após as recentes quedas. “Mesmo diante da queda recente da bolsa, no início da pandemia, em março, as pessoas continuam sacando fortemente recursos de renda fixa e de produtos tradicionais e ampliando suas posições em bolsa”, diz Raul dos Santos. “A bolsa neste momento está extremamente descontada, com empresas subavaliadas, de modo que há muita oportunidade de ganho no mercado”.

Quando registrou seu ponto mais baixo de 2020, no dia 23 de março, aos 63 mil pontos, o Ibovespa amargava uma queda de 46% no ano. Mas, desde então, a bolsa já subiu 22%, reduzindo a queda do ano para 33%. Com o aumento de participação, o investidor pessoa física representa hoje cerca de 25% das negociações da B3 em maio, a maior participação desde agosto de 2010, quando eram 27%. Naquela época, a Bolsa chegou a 610 mil CPFs, recorde batido apenas sete anos depois. Hoje, no entanto, são 2,385 milhões de CPFs cadastrados.

Mesmo diante de oportunidades pontuais no mercado, é preciso ter cautela na escolha dos ativos. “Apesar desse cenário muito complexo a gente ainda vê pessoas físicas entrando na bolsa de valores. E isso é um pouco diferente de do que a gente via em outras crises”, diz o economista Gilberto Barbosa, do escritório Arêa Leão. “Mas a gente ainda está em um cenário de muita incerteza”, ele diz.

Para Raul dos Santos, no caso específico do Ceará, também contribui para a popularização dos investimentos em ações é a participação de empresas cearenses na bolsa. “Aqui nós temos empresas como a M. Dias Branco, a Hapvida, a Arco (plataforma de ensino), o que acaba despertando muito a curiosidade das pessoas”, ele diz. “Além disso, mais recentemente houve um fato muito importante que deve ser destacado, que é o aumento da tolerância a risco. O Brasileiro enxergava o mercado de ações como sendo de extremo risco, mas isso se dava muito mais por não conhecer esse mercado do que propriamente pelo risco em si. O que se vê hoje são pessoas mais tolerantes, buscando rentabilizar melhor os seus recursos”.


Investidor estrangeiro

Por outro lado, enquanto o investidor brasileiro vem ampliando suas posições, sustentando a recuperação da Bolsa, que saiu dos 63 mil pontos após os tombos de março para 80 mil pontos em maio, os investidores estrangeiros tiveram, em 2020, a maior saída já registrada, com a retirada de R$ 71 bilhões do mercado de capitais brasileiro desde janeiro. “Com o dólar alto e a taxa de juros muito baixa cria um ambiente que faz com que o investidor estrangeiro deixe o País”, diz Raul dos Santos.

No entanto, o vice-presidente do Ibef-CE espera que, tão logo essa crise passe, o mercado volte a receber novas empresas, como vinha ocorrendo até o início do ano, com abertura de capital de novas companhias. “Em breve, deverão entrar no mercado de bolsa novos players, ampliando o leque de opções para o investidor, como a própria Cagece, que já vinha preparando o IPO, e deu uma segurada por conta dessa crise. Mas assim que houver uma retomada as coisas deverão acontecer”.

Para Gilberto Barbosa, com a Selic no patamar mais baixo da história e com a expectativa de mais cortes, a tendência é que o investidor continue buscando oportunidades na bolsa de valores.

Fonte: Diário do Nordeste em 18.05.20

O novo normal, Por Joaquim Cartaxo

O novo normal, Por Joaquim Cartaxo

Artigo do superintendente do Sebrae/CE, Joaquim Cartaxo, publicado na edição de 18 de maio do Jornal O Povo

“Como viver em tempo de crise” é um livro publicado pela Bertrand Brasil em 2013, no qual há o texto “Entender o mundo que nos espera” de Edgar Morin.

Morin afirma que “as crises agravam as incertezas, favorecem os questionamentos; podem estimular a busca de novas soluções e também provocar reações patológicas, como a escolha de um bode expiatório. São, portanto, profundamente ambivalentes”.

A pandemia do Covid-19 acentuou o ambíguo, paradoxal, contraditório do ambiente mundial independentemente do cenário que apostemos. Vivenciamos na prática o aguçamento das incertezas sobre quando e como venceremos a pandemia; explicações para pôr fim ao coronavírus de especialistas e palpiteiros; conjecturas sobre quem seria o responsável pelo aparecimento do vírus.

Frases de efeito se consolidam no senso comum: não seremos os mesmos no pós-pandemia. Quem não será? Os ricos, os pobres? Para responder essas indagações, se lê, se ouve, se vê que existirá uma “nova normalidade”. Será nova por quê? A desigualdade entre pessoas e regiões haverá desaparecido? Racismo, machismo, preconceitos estarão banidos? A democracia será plena? As práticas que destroem o patrimônio ambiental da Terra estarão erradicadas?

“A nova normalidade” virá quando sairmos do surto de coronavírus, mas não será tão nova assim. Com certeza continuará ambivalente: de um lado, o admirável mundo novo da internet, aplicativos, inteligências artificial, robótica, democracia digital, home working, vídeo call; do outro lado, o velho mundo do apartheid social em fase assustadora de crescimento com a exclusão socioeconômica, cultural e digital, de milhões de brasileiras e brasileiros.

Estudo, mais recente, do IBGE sobre desigualdade é devastador. A massa real de rendimento, que soma as rendas mensais de todos brasileiros, foi de R$ 213,4 bilhões em 2019. Deste total, os 10% mais ricos embolsaram 43,1%. Já os 10% mais pobres ficaram com 0,8%.

Qualquer que seja o mundo pós-pandemia, precisaremos enfrentar essa perversa realidade, resultante do crescimento global concentrador de riqueza e destruidor da ecologia planetária.

Joaquim Cartaxo – arquiteto urbanista e superintendente do Sebrae/CE

Fonte: Sebrae-CE em 18.05.20

Élcio Batista participará de debate do Lide Ceará sobre retomada da economia

Élcio Batista participará de debate do Lide Ceará sobre retomada da economia

O titular da Casa Civil vai abordar estratégias para unir interesses de empresários, governos e trabalhadores nos pós isolamento social

Completamente envolvido com as ações contra a pandemia de covid-19 no Ceará e, antes disso, uma das figuras centrais da agenda em comum que Governo do Ceará e Prefeitura de Fortaleza têm, o projeto Juntos por Fortaleza, Élcio Batista será um dos convidados da reunião do grupo de lideranças empresariais Lide Ceará. O secretário da Casa Civil do Estado será sabatinado por empresários no encontro virtual, que ocorre amanhã (14), às 12h30, e terá como tema “Planejando a Retomada das Atividades: Governo, Empresários e Sociedade Unidos”.

A reunião pode vir a ser uma prova de fogo para o sociólogo, recentemente filiado ao PSB e apontado como um dos prefeituráveis mais promissores para as próximas eleições. Élcio, defensor ferrenho de medidas de isolamento mais rígidas para conter o aumento de infecções pelo novo coronavírus, certamente será questionado sobre o plano de retomada que vem sendo discutido em Grupo de Trabalho formados por cientistas, Governo, Prefeitura e entidades de classe.

Além de Élcio Batista, participará da live do Lide Ceará a economista Ana Carla Abrão, atual sócia da empresa de consultoria em gestão Oliver Wyman Brasil e secretária da Fazenda de Goiás entre 2015 e 2016, durante a gestão Marconi Perillo (PSDB).

Setor de serviços recua 5,2%
A paralisação das atividades econômicas por conta da pandemia de covid-19 ocasionou, no mês de março, a maior redução no setor de serviços registrada no Ceará desde 2018, segundo aferição do IBGE. O recuo entre fevereiro e março foi de 5,2%. Como esperado, a maior redução foi no turismo: 31,7%. De acordo com o instituto, índices semelhantes foram registrados em todos os 12 estados onde o levantamento foi realizado. No mês anterior, já tinha sido registrada redução de 1,6% nas atividades. A queda é a maior desde fevereiro de 2018: 6,9%. Considerando todo o primeiro trimestre de 2020, a queda foi de 0,7%.

Fonte: O Otimista em 13.05.20

Ceará exportou R$ 434 milhões em calçados nos primeiros quatro meses do ano

Ceará exportou R$ 434 milhões em calçados nos primeiros quatro meses do ano

A pandemia de COVID-19 derrubou as exportações de calçados no Ceará em 20,5% no quadrimestre (janeiro a abril). As informações são da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados).

O Estado enviou 13,46 milhões de pares para o exterior, número inferior aos 16,9 milhões registrados no primeiro quadrimestre de 2019. Ao todo, foram R$ 434 milhões contra R$ 563 milhões em comparação com mesmo período do ano passado, queda de 22,9%.

O Rio Grande do Sul, maior exportador do Brasil, perdeu 17,5% de volume e 24,8% em faturamento no comparativo com o mesmo período do ano passado.

A Abicalçados informa que as perdas ocorreram pelo fato de os maiores compradores internacionais ,(Estados Unidos, Argentina e França) brecaram as importações. “Entre janeiro e abril, os norte-americanos importaram 3,1 milhões de pares por R$ 298 milhões, quedas de 35,4% em volume e de 26,7% em faturamento na relação com o mesmo período do ano passado”, destaca a entidade.

Fonte: Focus em 13.05.20

Há notícia boa com a pandemia? Sim, a telemedicina como tendência transformadora

Há notícia boa com a pandemia? Sim, a telemedicina como tendência transformadora

Em artigo do New York Times, a colunista de saúde pessoal do jornal mostra que “a prática médica pela Internet pode resultar em diagnósticos e tratamentos mais rápidos, aumentar a eficiência do atendimento e reduzir o estresse do paciente”.

“Um benefício pandêmico: a expansão da telemedicina”. É este o título de um argo publicado no prestigiado The New York Times mostrando como a telemedicina, que acabou ganhando grande expansão com os isolamentos sociais impostos pelo coronavírus, tende a se tornar transformadora nas relações entre médicos, hospitais e cidadãos. “A prática médica pela Internet pode resultar em diagnósticos e tratamentos mais rápidos, aumentar a eficiência do atendimento e reduzir o estresse do paciente”, diz o texto

O artigo, é assinado por Jane E. Brody, colunista de Saúde Pessoal do NYT que, de tão respeitada no setor científico, é chamada de “A Sacerdotisa da Saúde” pela revista Time. “Mesmo que nenhum outro bem para os cuidados de saúde surja da crise do coronavírus, um desenvolvimento – a incorporação da telemedicina nos cuidados médicos de rotina – promete ser transformador”.

Para ela, “usando a tecnologia que já existe e os dispositivos que a maioria das pessoas tem em casa, a prática médica pela Internet pode resultar em diagnósticos e tratamentos mais rápidos, aumentar a eficiência dos cuidados e reduzir o estresse do paciente”.

Vejam esse trecho em que Jane fala em primeira pessoa: “Sem precisar ir ao consultório ou clínica de um médico, os pacientes podem ter muitas doenças ‘vistas’ em um computador, tablet ou smartphone por um profissional de saúde e receber tratamento prescrito conforme necessário. Para pacientes como eu, que não retornam aos consultórios médicos que me aguardam muito além do horário marcado para a consulta, poder ‘consultar’ o médico em minha casa com mais frequência no horário combinado será mais do que suficiente para incentivar uma visita à telemedicina”.

Parece óbvio que a telemedicina será tendência irrefreável a ser largamente usada pelos planos de saúde. Sem dúvidas que a resultante é tanto baixar os custos dos planos, assim como melhorar o controle da saúde de seus clientes e retirar os cidadãos de intermináveis e, muitas vezes, desnecessárias esperas em antessalas dos hospitais e clínicas. Porém, é fundamental o rigor na avaliação por vídeo dos pacientes para a tomada de decisão quando necessário.

É como ter uma videoconferência com o médico, com a tecnologia melhorando os cuidados de saúde, mesmo de maneiras que ninguém ainda pensou, disse-me a Dra. Angela Fusaro, fundadora da Physician 360, uma empresa de telemedicina.

“A telemedicina definitivamente fará parte do futuro da medicina”, disse Emil Baccash, geriatra do Brooklyn, Nova York, que estabeleceu o acesso remoto para seus pacientes quando o Covid-19 atingiu a cidade. O Dr. Baccash é meu médico pessoal e, durante uma recente visita de telemedicina, enquanto eu estava sentado no meu computador doméstico, ele diagnosticou uma provável lesão no manguito rotador, fazendo-me mover meu doloroso braço direito para diferentes posições. Embora seja provável que seja necessária uma ressonância magnética para confirmar meu problema exato, até que a ameaça do coronavírus diminua e eu possa realizar a varredura com segurança, exercícios de fisioterapia, também disponíveis via telemedicina, podem aliviá-la.

Há quase dois meses, como o coronavírus devastou muitas comunidades grandes e pequenas em todo o país, a maioria dos pacientes não conseguiu ou não quis acessar os cuidados pessoais dos profissionais de saúde. Mesmo que alguém possa ir ao consultório ou clínica de um médico com segurança, quem quer sentar em uma sala de espera onde você ou outro paciente possa transmitir a infecção? Mas, com uma conexão à Internet por meio de um computador, tablet ou até mesmo um smartphone, os pacientes podem mostrar com segurança várias partes do corpo a um examinador, que pode recomendar o tratamento ou solicitar um teste ou prescrição que pode ser entregue na casa do paciente pela farmácia mais próxima.

“A telemedicina não substitui a visão e o exame físico de um paciente”, disse Baccash, que ainda faz ligações quando necessário. “Mas existem alguns pacientes, principalmente idosos, que não conseguem sair de casa. Posso conversar com eles e analisar o problema deles no meu computador, tirar uma foto, digamos, de uma infecção na perna e inseri-la diretamente no prontuário médico. Se for necessário fazer um exame de sangue, posso pedir a um técnico de laboratório em sua casa. Até os raios X podem ser feitos em casa com uma máquina portátil que pode manipular as imagens digitalmente, disse ele.

“Na escola de medicina, somos ensinados que fazer um histórico médico fornece 90% das informações necessárias, e os 10% restantes são provenientes do exame físico”, disse Baccash. “Se você conversar com os pacientes por tempo suficiente, eles dirão o que há de errado com eles, e é por isso que a telemedicina pode ser tão útil – obtemos a maioria das informações de que precisamos ao conversar e ouvir os pacientes. E os pacientes estão mais relaxados e se sentem menos apressados ​​em suas próprias casas. ”

Ele acrescentou que, com uma visita à telessaúde, o médico poderá avaliar as condições de vida de um paciente e determinar como ele ajuda ou dificulta o problema de saúde do paciente. Por exemplo, para aqueles que acordam durante a noite, talvez várias vezes, existe uma pista de obstáculos entre o quarto e o banheiro que é um acidente esperando para acontecer? Quão seguro é o banheiro para pacientes com problemas físicos?

A telemedicina também pode fornecer acesso médico fácil a pacientes que vivem em comunidades rurais a muitos quilômetros de um bom atendimento de saúde. Para muitos problemas de saúde comuns ou cuidados de acompanhamento, pode não ser necessária uma visita médica em consultório. Os pacientes podem ser vistos durante a televisão por uma enfermeira ou um médico assistente.

Mesmo em áreas onde as pessoas não têm boas conexões de banda larga, poderiam ser estabelecidos cibercafés locais que permitam que os pacientes se conectem a especialistas apropriados, talvez a milhares de quilômetros de distância.
“Antes da Covid”, disse Fusaro, “a telemedicina parecia um luxo, mas agora as pessoas pensam que uma experiência de assistência médica baseada em tecnologia se tornará o novo normal”. Mesmo com uma empresa de prestação de serviços como a dela, obter assistência por telemedicina pode apelar para alguém com seguro médico que prefere evitar o tempo e as despesas envolvidos em chegar a um consultório médico ou clínica de urgência e pagar uma franquia, sugeriu ela.

Para muitos milhões de pacientes com condições crônicas de saúde, um recurso inestimável da telemedicina pode resultar do uso de sensores corporais, através dos quais mudanças potencialmente graves no estado de saúde de um paciente podem ser monitoradas remotamente. E como um grupo de especialistas em desordens neurológicas crônicas recentemente observado na JAMA Neurology, “as opções de monitoramento remoto, oferecendo informações confiáveis ​​sobre os problemas que mais importam para os pacientes, capacitarão os médicos a oferecer aconselhamento personalizado aos pacientes por videoconferência”.

Em estudos de pacientes infectados pelo vírus da hepatite C, que causam danos ao fígado, por exemplo, as respostas ao tratamento fornecidas por videoconferência foram tão boas ou melhores quanto entre os pacientes que recebem tratamento em pessoa, relataram pesquisadores que estudam doenças hepáticas crônicas.

Por enquanto, pelo menos, a crise do Covid-19 tornou a prestação de assistência por telemedicina reembolsável por qualquer condição através do Medicare e pela maioria das seguradoras complementares. Também diminuiu os requisitos anteriores de que o paciente e o profissional de saúde estejam no mesmo estado, permitindo que um especialista, por exemplo, em Nova York seja reembolsado por consultar um paciente em Vermont por telemedicina. Para o benefício de todos nós, médicos e pacientes, esperamos que essas novas regras durem muito mais que a pandemia.

Baccash disse que suspeita fortemente que “quando o vírus desaparecer, alguns pacientes que usaram telemedicina preferirão televisores a comparecer ao consultório médico”. No entanto, não importa quão detalhadas sejam essas visitas, ele enfatizou: “Não há substituto para ver um paciente e examiná-lo fisicamente. Caso contrário, você pode perder muito. Exemplos que ele deu incluem um nódulo na mama, um sopro cardíaco ou uma massa no abdômen.

“Cedo ou tarde, temos que examinar os pacientes pessoalmente”, disse ele. “A maioria de nós quer ver os pacientes pelo menos uma vez por ano, com mais frequência – a cada quatro meses, mais ou menos – se eles tiverem uma doença crônica.”

Fonte: Focus em 13.05.20