O turista vai voltar

O turista vai voltar

Acho que todo mundo já ouviu alguém falar, pelo menos uma vez, que dessa vida só levamos as nossas experiências. Quando morremos, de nada adianta ter aquele carro ou aquela roupa caríssima. Experimentamos um pouco disso nesses dias de quarentena. Carros parados na garagem, roupas e joias guardadas no armário, e nós em casa, esperando que tudo passe.

Por que falo de uma máxima tão conhecida e quase clichê? Porque é aí que o turismo entra. Em dias como esses, de confinamento, lembramos das nossas viagens e tentamos, na medida do possível, planejar a próxima. Conhecer lugares novos, comer bem, estar ao ar livre, viver. Acumular experiências, ampliar nossa visão do mundo.

Hoje, estamos todos preocupados com o futuro. É mesmo difícil fazer previsões. Mas acredito que assim como o setor está ansioso para voltar a funcionar, as pessoas estão ansiosas para voltar a viver. E a viver de uma forma diferente, dando ainda mais valor às experiências do que aos bens materiais. E acredito que é aí que começaremos nossa retomada.

Conforme a Organização Mundial do Turismo, no documento Recommendations for Action, o setor de turismo está entre os mais afetados nessa crise causada pela pandemia da Covid-19, com milhões de empregos em risco. Mas também é um dos que mais tem condições de impulsionar a recuperação da economia global. O documento reforça também que o turismo gera oportunidades de desenvolvimento e permite uma coesão dentro das nações. Por isso é importante que o seja apoiado não somente agora nesse tempo de crise, mas também durante o processo de recuperação.

Por essa razão, precisamos primeiro lutar, juntos, contra esse vírus. Uma vez livre do vírus, o Ceará pode voltar a ser promovido com força total pelo Brasil e pelo mundo. O turista vai voltar. Enquanto isso não acontece, trabalhamos para dar apoio ao setor com diversas ações já anunciadas pelo Governo do Ceará. Por enquanto, pensar com calma e agir com cautela é a melhor opção. Buscar a melhor linha de crédito que se adequa a sua realidade e tentar se manter para voltar à ativa com toda a força.

O turismo do Ceará é forte. Assim como os cearenses. Juntos vamos conseguir retomar nossas atividades e voltar a ser o destino que mais cresce no Brasil.

Por Arialdo Pinho, Secretário do Turismo do Ceará

Fonte: Revista Vemtambém em 04.05.20

Sócio da CBPCE, Hermes Monteiro, apresenta a partir de hoje o programa O Poder da Ação

Sócio da CBPCE, Hermes Monteiro, apresenta a partir de hoje o programa O Poder da Ação

Você que quer conquistar uma vida muito mais feliz, abundante e plena em todas as áreas, aproveite essa oportunidade e vem aprender a AGIR certo, na hora certa, e na velocidade certa para transformar os seus dias!!!
De 6 a 10 de Maio, totalmente ONLINE.

O programa O PODER DA AÇÃO verdadeiramente TRANSFORMA seus relacionamentos pessoais, familiares e profissionais.

Essa situação que estamos vivendo tem te desafiado?
Como você está passando por isso tudo?
Como você vai estar quando tudo passar?

A verdade é que uma coisa essa pandemia serviu para nos ensinar: todos nós precisamos nos preparar muito mais para os desafios da vida!

Se preparar para ser um empresário mais dinâmico , um profissional muito mais focado e excelente, ser um pai mais amoroso e paciente, um marido mais carinhoso, um filho mais dedicado, um amigo mais presente.

Não sei qual é a área da sua vida que precisa de mais atenção neste momento, mas sei que todos nós podemos ser muito melhores, e ter uma vida muito mais abundante que já foi prometida pra mim e pra você!

O treinamento irá acontecer nos dias 06 a 10 de Maio das 20h às 22h, on line via App Zoom.

Condições especiais para os associados da Câmara Brasil Portugal, entre em contato para mais informações

Fonte: CBPCE em 06.05.20

CBPCE apoia o evento Negócios em Portugal com o tema: Empreender em Portugal

Portugal se tornou um dos melhores países para empreender na Europa, atraindo diversos empreendedores brasileiros graças a diversos incentivos e benefícios do Governo Português.

Hoje empreender em Portugal é uma realidade de diversos brasileiros, porém muitos não tiveram sucesso pois não estavam preparados para entender a dinâmica de abrir uma empresa em Portugal, pensando nisso o evento mensal Negócios em Portugal aborda o tema Como Empreender em Portugal, trazendo:
-Cases práticos;
-Metodologias;
-Entendimento do mercado Português;
-Questões jurídicas e insights para consolidar e ter sucesso em empreender em Portugal.

Conheça o Negócios em Portugal
Negócios em Portugal é um evento mensal onde sempre abordarmos as melhores oportunidades em investimento, as melhores praticas para empreender e ainda como tudo isso deve acontecer dentro das dinâmicas de vistos e questões legais e jurídicas.

Nestes encontros as empresas que compõem o grupo, Atlantic Hub, Nacionalidade Portuguesa, Brasil Salomão e Global Trust trazem a partir da experiência pratica em Portugal insights, cases e a dinâmica do dia a dia para quem quer consolidar seu projeto de vida em Portugal.

Inscreva-se: https://bit.ly/2Vo4rbP

Fonte: CBPCE em 21.04.2020

Presidente do Banco Central diz que economia começará a melhorar a partir do 4º trimestre

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou que a economia brasileira vai começar a melhorar a partir do 4º trimestre de 2020, e que apenas nos próximos 3 meses é que será possível avaliar a extensão do estrago da crise do coronavírus no país, segundo o site Poder360 neste sábado.

Segundo o site, a entrevista completa em parceria com o Poder em Foco, no SBT, será transmitida no domingo.

“Eu acho que o último trimestre vai mostrar melhoras. Obviamente de uma base muito baixa. Agora a dúvida é o 3º trimestre, o quanto vai ser impactado”, disse o presidente do BC, na entrevista.

Campos Neto também afirmou que o Banco Central apresentará sua estimativa para a economia em comunicado oficial em breve, e que ela dependerá dos efeitos do isolamento social por conta do novo vírus.

“Eu acho que as pessoas que hoje fazem conta de quanto vai ser o crescimento brasileiro estão estimando quanto tempo vai ficar parado e como vai ser essa parada. Eu acho que nunca esteve tão difícil fazer previsão de crescimento, porque é um fenômeno muito diferente, muito novo, a gente não viu”, disse. (Reuters)

Fonte: Jornal do Brasil em 18.04.2020

Brasil confirma Marcos Troyjo para presidir banco do Brics

Representante brasileiro assumirá a presidência da instituição pelos próximos cinco anos, conforme o rodízio acertado pelos grandes emergentes

Confirmado para presidir o Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), o banco do Brics, o secretário Especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais do Ministério da Economia, Marcos Troyjo, vai agora ter encontros com os demais governadores do banco, que são ministros de finanças ou presidentes de bancos centrais, antes da eleição em 27 de maio.

O Brasil assume a presidência do banco pelos próximos cinco anos, conforme o rodízio acertado pelos grandes emergentes. Mas é preciso seguir um certo protocolo e ter o apoio formal dos outros países. Atualmente, a instituição é presidida pelo indiano K.V.Kamath.

Troyjo, em todo caso, já tem tido encontros regulares com os representantes dos outros países do Brics, como presidente do conselho de administração. Em seu período, os empréstimos do banco aumentaram substancialmente.

A confirmação do nome de Troyjo, feita hoje pelo ministro Paulo Guedes durante reunião virtual com os outros ministros de finanças do Brics, não surpreendeu. Troyjo tem experiência sobre o Brics inclusive na área acadêmica, tendo sido diretor do BricsLab, da Universidade de Columbia (EUA).

A aprovação formal do nome de Troyjo na presidência do banco deve ocorrer no dia 27 de maio, em reunião virtual dos países membros. Se não fosse o coronavirus, o evento ocorreria no Rio de Janeiro na reunião anual da instituição. A posse do novo presidente ocorrerá no dia 7 de julho.

Fonte: Valor Econômico em 20.04.2020

Reflexões de uma quarentena, por Raul dos Santos Neto

“Para cada ciclo da história, temos sempre uma produção científica que poderia contribuir bastante. Na economia não é diferente, não se trata de discutir política ou retrucar sobre achismos”

A história da humanidade é marcada por guerras, desastres naturais, crises sanitárias, dentre tantas outras eventualidades que nos assolam repentinamente. A atual pandemia de coronavírus, disseminou-se rapidamente pelo mundo, sem que existam tratamentos específicos conhecidos, nem mesmo vacina.

Algo já temos de concreto que serve de referência para nortear governantes e líderes mundiais. As Teorias Econômicas já foram testadas por diversas vezes e poderiam reduzir bastante os riscos sistêmicos e impactos negativos ao redor do mundo.

Para cada ciclo da história, temos sempre uma produção científica que poderia contribuir bastante. Na economia não é diferente, não se trata de discutir política ou retrucar sobre achismos, neste contexto surgem novamente os pensamentos do economista inglês John Maynard Keynes, com seu perfil eclético, sendo uma opção para que o mundo reencontre seu rumo mais brevemente, acalmando corações e mentes de pessoas e organizações.

Keynes nos ensinou que cabe humanismo na economia, a gestão desta economia depende da região geográfica, nível de educação do povo, renda, necessidades básicas, disponibilidades, recursos naturais, dentre outros. O Estado tem que assumir o empreendedorismo e alavancar a retomada econômica, sendo assim um grande agente contra a recessão e consequente da criação de empregos. Neste momento, não podemos deixar nossa economia apenas sob a égide da teoria liberal, onde acredita-se que o mercado se recupere praticamente sozinho, ou se auto regule.

O mercado não conseguirá se reerguer diante de um estrago de tão grandes proporções, provocado pela crise do coronavírus. As despesas do governo devem ser encaradas como investimento humanitário, busca pela retomada do equilíbrio sócio econômico e bem estar. Quanto maior a capacidade de gastos do governo, menores os riscos de uma recessão prolongada, mesmo que para isto exista maior comprometimento das contas púbicas. Aos poucos, teremos que sair de nossas casas e nos expor para que os negócios se restabeleçam.

É fato que estaremos diante de desafios de grandes proporções, complexos e desconhecidos. O setor público deverá liderar este processo, tendo a inciativa privada e os cidadãos como forte aliados, em especial na fiscalização do uso adequado dos recursos, evitando o aumento da corrupção. Vamos repensar os ambientes de negócios de forma coletiva, cuidar uns dos outros, abrir espaço para os jovens, preservar a qualidade de vida dos idosos, fazer a tecnologia nos proporcionar bem estar, com reflexo direto na construção de um mundo melhor.

Fonte: Focus em 14/04/2020

Olivetto, Agora não é hora de vender; agora é hora de prestar serviço

Washington Olivetto é um dos maiores nomes da publicidade brasileira. Criador de campanhas de sucesso como o “Primeiro Sutiã”, de Valisere, o “Garoto Bombril” e o cachorrinho da Cofap, foi um dos principais empreendedores da propaganda nacional, ao fundar, em 1986, a W/GGK —que, mais tarde, se transformaria na icônica W/Brasil.

Desde 2017, Olivetto mora em Londres, na Inglaterra, com a mulher, Patrícia, e os filhos, Antônia e Theo. Ainda ligado no dia a dia da propaganda mundial, o criativo falou com exclusividade à reportagem do UOL.

No papo, Washington aborda a mudança radical que a publicidade deve encarar nos próximos meses, além das lições que o mundo pode tirar para a vida pós-pandemia. Confira.

A publicidade está em um “momento de transformação”. Com a pandemia, essa transformação será acelerada? Qual o cenário?

Já fazia um bom tempo que a publicidade, tanto no mundo quanto no Brasil, não caminhava bem sob os pontos de vista criativo e negocial, precisando se reinventar. Agora com a pandemia, esse problema cresce e a necessidade de reinvenção se transforma em obrigatoriedade de re-reinvenção. As agências “gordas”, com estruturas inchadas, que já estavam faz algum bom tempo precisando ir para um spa emagrecer por uma questão estética, agora vão ter que emagrecer por uma questão ética e de sobrevivência.

O mais importante na comunicação é saber encantar e seduzir

A tese defendida particularmente por consultorias, de que o mais importante no negócio da comunicação é saber mensurar os resultados, vai perder seu breve reinado. Já se voltou a perceber que, seja qual for a mídia, analógica ou digital, tradicional ou recente, o mais importante na comunicação é saber encantar e seduzir.

Dados, então, não substituirão boas ideias?

As grandes ideias vão voltar a reinar, porque só elas são capazes de encantar e seduzir, gerando, por consequência, os resultados que provocam satisfação e orgulho quando mensurados. Sem grandes ideias não acontece nada. Não tem resultado para mensurar. Essa é a verdade.

Sobre a existência das agências num futuro próximo, o cenário também é claro: só sobreviverão as agências dos grandes grupos e, mesmo assim, lutando com enormes dificuldades. Também sobreviverão as agências independentes extremamente talentosas, porque essas sempre serão as exceções que sobrevivem a qualquer regra. Quem não for de um grande grupo nem independente brilhante deixará de existir.

Um estudo da Kantar diz que as marcas que anunciam em momentos de crise crescem cinco vezes mais do que as outras. Mas a crise de hoje é, digamos, “diferente”. É hora de investir em comunicação?

Sempre é hora de investir em comunicação, mas de acordo com as necessidades e prioridades do momento. Analisando os dias de hoje, agora não é hora de vender, é hora de informar. Agora não é hora de persuadir, é hora de prestar serviço. As empresas que fizerem isso sairão mais fortes desse momento.

Consumidores preferem comprar de empresas bem-humoradas

Empatia e bom humor podem ser um caminho que as marcas podem seguir neste momento de pandemia? Quais são bons exemplos que têm surgido pelo mundo?

Assim como as pessoas preferem conviver com pessoas bem-humoradas, ao invés de pessoas mal-humoradas, os consumidores preferem comprar de empresas bem-humoradas, ao invés de empresas mal-humoradas.

Bom humor passa simpatia e autoconfiança, características típicas dos grandes vencedores. Mesmo num momento dramático como o que vivemos, o humor (quando pertinente) pode ser uma poderosa arma de vendas e construção de imagem.

Nos últimos anos, uma campanha bem humorada tratando de problemas sérios se destacou: Dumb Ways to Die (Maneiras Estúpidas de Morrer) foi uma campanha australiana sobre os acidentes sofridos por pessoas que prestavam maior atenção nos seus telefones celulares do que na vida que estavam vivendo.

Os grandes eventos de inovação e criatividade, como SxSw e Cannes Lions, foram cancelados. Pode ser o momento de uma quebra de paradigma para o mercado de premiações e eventos globais? O investimento pode tomar outros rumos?

O festival de publicidade de Cannes, que administrou mal sua ambição nos últimos anos, exagerando na sua busca obsessiva por ganhar dinheiro, já vinha em decadência. Perdeu sua importância como documentador da atividade e como premiação, por ter passado a distribuir prêmios em quantidades industriais.

Comentários entre os profissionais de primeiro nível do negócio da publicidade mundial diziam que qualquer um que visitasse Cannes na semana do Festival podia ser atingido por um prêmio.

Por outro lado, também na busca de ganhar dinheiro, o Cannes Lions tentou invadir a área de eventos e palestras nos últimos anos, características de acontecimentos como o SxSw. Inicialmente, ganhou em termos de frequência e faturamento, mas, evidentemente, perdeu em prestígio.

Enquanto isso, o SxSw, em Austin, foi ganhando o seu espaço, até por ser mais variado e custar menos do que Cannes. É provável que, daqui para frente, os dois tenham dificuldades de sobrevivência. Até porque eventos que aglomeram muitas pessoas terão uma tendência a serem repensados. Acredito que o Cannes Lions terá ainda mais dificuldades, porque já vinha na curva descendente.

Espero que, quando a pandemia acabar, tenhamos um mundo menos poluído e poluente

Quais são as boas lições que o mercado publicitário pode tirar deste momento?

A vida e o mercado publicitário podem tirar lições disso tudo. Espero que, quando a pandemia acabar, tenhamos um mundo menos poluído e poluente. E uma publicidade menos poluída e poluente.

Acredito que conseguindo se re-reinventar, a publicidade pode voltar a ter momentos de prosperidade criativa e de negócios. Menores do que os vividos no seu auge mundial, entre 1980 e 2000, mas dignos de serem saudavelmente aproveitados.

Fonte: Uol Noticias em 14.04.2020

Movimento #CompredoBairro é lançado para ajudar pequenos negócios

Com o objetivo de profissionalizar o pequeno varejo nacional por meio de capacitação técnica gratuita e incentivar o consumo de comércios de bairro o movimento #CompredoBairro foi lançado hoje (6), em todo o país, por líderes de oito grandes empresas, apoiados pelo Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e Pequenas Empresas (Sebrae nacional), pela organização Endeavor e pela consultoria LHH.

Em entrevista à Agência Brasil, o idealizador do movimento #CompredoBairro, o empresário Guilherme Weege, disse que o momento que o país está atravessando, com a paralisação de inúmeros comércios e serviços devido à pandemia do novo coronavírus, levou o grupo de empresários a decidir que o projeto deveria ser lançado o quanto antes para atender os pequenos negócios das cidades, os mais afetados pela crise.

Na prática, Guilherme Weege explicou que o movimento tem dois grandes objetivos. O primeiro engloba capacitação e informação para gestão financeira de caixa. “Muitas vezes, a informação não chega a esse pequeno negócio e, quando chega, ele não sabe por onde começar. Então, primeiro a gente vai concentrar conteúdos de muitas fontes diferentes e ajudar a distribuir. A gente vai colocar na nossa plataforma tudo que for surgindo de novo, de maneira muito mais rápida e com informações consistentes”.

Ainda dentro da capacitação, o movimento pretende ajudar o pequeno lojista a fazer marketing digital, ensiná-lo a usar o WhatsApp e outras ferramentas modernas para que ele consiga fazer relacionamento de venda por canais que ele hoje não dispõe. “Ajudando esse pequeno a se capacitar e se digitalizar. A ter algum tipo de receita neste momento e estar mais forte para uma retomada”.

Fluxo para loja

O segundo grande objetivo, que o pequeno lojista não começará agora, mas daqui a algumas semanas, consiste em levar fluxo para essa loja, na medida em que mais pessoas comprarem das lojas do seu próprio bairro. Cartazes com esse objetivo serão espalhados em outdoors pelo país, conscientizando a população da diferença que faz o dinheiro gasto em um pequeno empreendimento do bairro, mesmo que seja de pequeno valor, para os milhões de pessoas que dependem da renda desses pequenos varejos.

“Comprar nesse momento produtos nacionais e localmente no bairro faz uma diferença enorme para a economia dessas dezenas de milhões de pessoas”, exclamou o idealizador do movimento. Guilherme Weege informou que a média de tempo por acesso à plataforma hoje pela manhã era de 12 minutos. Isso significa que as pessoas estão vasculhando os conteúdos em busca daquilo que mais lhes interessa, acrescentou.

Weege diz esperar que depois, já com as vendas totalmente restabelecidas, o movimento poderá medir os resultados alcançados pelo engajamento do público.

Conteúdos

A parceria com o Sebrae vai disponibilizar inicialmente conteúdos relacionados à gestão financeira e contábil, crédito, digitalização e marketing digital na plataforma.

De acordo com dados oficiais do Sebrae relativos a 2019, 6,3 milhões de pequenos negócios compõem o pequeno varejo brasileiro, setor que responde pelo sustento direto de cerca de 13 milhões de pessoas no país. Para Guilherme Weege, esses números retratam a força e a importância socioeconômica do pequeno varejo nacional.

O analista de inteligência de mercado do Sebrae nacional, Renato Perling, explicou à Agência Brasil que, na prática, será muito fácil para os pequenos comerciantes entrarem na plataforma. “Nós fizemos da forma mais fácil possível para que o pequeno negociante possa entrar rapidamente. Lá ele vai encontrar uma página específica do Sebrae, com dicas sobre as medidas que o governo está tomando, dicas de segurança para o negócio dele neste período, e também conteúdos digitais para este momento de crise, como crédito, finanças, marketing digital etc. Uma série de conteúdos adaptados para este momento de crise”, revelou Perling.

Cursos online

Na plataforma, o pequeno empresário encontrará cursos e capacitações online e, também, acesso a conteúdos digitais da temática que ele quiser, tudo gratuito. Ali, ele terá informações sobre o mercado de trabalho. “Ele terá acesso a lives (transmissão em tempo real), webinars (conferências online). São conteúdos mais rápidos, de pequena duração e ele interage com quem está ali dando aquelas dicas”, disse Perling. Os cursos são feitos no horário que o pequeno lojista quiser e puder, esclareceu Perling.

“É bem facilitado para a gente poder ser parceiro neste momento. E vai ser um grande atalho para o portal do Sebrae”, destacou o analista. O pequeno negociante terá na plataforma #CompredoBairro acesso aos conteúdos do Sebrae nacional. “Vai ser um ambiente ajudando o outro”. Segundo Perling, a preocupação do Sebrae é ajudar o máximo de pessoas possível.

Renato Perling salientou ainda que a ideia do movimento é que ele não morra no período pós-crise do novo coronavírus, mas que possam ser feitos também atendimentos presenciais aos empresários pelo Sebrae, para levar consultorias e outras ações para fomentar o negócio local. “A gente está de olho nesse segundo momento; que ele aconteça na hora certa para a gente botar o bloco na rua”, pontuou o analista.

A iniciativa socioeconômica é projeto pessoal dos empresários Guilherme Weege (Grupo Malwee), Fred Trajano (Magazine Luiza), Artur Grynbaum (Grupo Boticário), Jean Jereissati Neto (Ambev), Marcel Szajubok (Embelleze), André Street (Stone), Alcione Albanesi (FLC) e Ana Fontes (Rede Mulher Empreendedora), com o apoio do Sebrae. As empresas não fazem parte da iniciativa, que é projeto pessoal das lideranças envolvidas.

Fonte: Diário do Nordeste em 06.04.2020

Difíceis escolhas, por Luiz Antônio Miranda

“A responsabilidade na escolha entre saúde, bem-estar e sobrevivência de sua população, desafia os gestores públicos, globalmente, a fazerem difíceis escolhas. Deve-se ressaltar, porém, que as consequências e repercussões futuras, independente do caminho trilhado, serão profundas”

“Não será pela consolidação ou concentração de poderes, mas por sua distribuição, que bons governos serão realizados”. A frase, escrita por Thomas Jefferson em sua autobiografia em 1821, nunca foi tão assertiva como nos dias atuais.

Enquanto o mundo soma quase 1.5 milhão de pessoas infectadas, com milhares de vítimas fatais, o debate sobre o chamado isolamento vertical versus isolamento horizontal ainda permeia o debate nacional, levando governadores a adotarem medidas descentralizadas, cada qual baseando-se em modelos epidemiológicos próprios, e em função de suas limitações estruturais.

A responsabilidade na escolha entre saúde, bem-estar e sobrevivência de sua população, desafia os gestores públicos, globalmente, a fazerem difíceis escolhas. Deve-se ressaltar, porém, que as consequências e repercussões futuras, independente do caminho trilhado, serão profundas. Além de uma longa estagnação econômica global, costumes e práticas sociais seculares serão drasticamente alteradas, gerações futuras serão mais distantes e reservadas, teremos hábitos naturalmente mais virtuais.

Países adotarão práticas protecionistas e nacionalistas, afetando drasticamente a geopolítica global da forma que conhecemos. Empresas multinacionais terão suas posições questionadas não pelo mercado, mas pelos governantes, em nome de uma nova e necessária soberania nacional. A busca por uma independência global, alinhada com vantagens comparativas locais permeará estratégias econômicas futuras.

Estamos vivenciando o início de uma nova era. Novos negócios surgirão, talvez não na mesma velocidade com que antigos negócios se extinguirão. Líderes terão desafios nunca antes enfrentados. Deveremos todos ser geniais, afinal, parafraseando Winston Churchill: “O verdadeiro gênio reside na capacidade de avaliar informações incertas, perigosas e conflitantes”.

Fonte: Focus em 07.04.2020

Governo aprova cinco novas indústrias no Ceará com investimentos de R$ 95,7 milhões

Conselho Estadual de Desenvolvimento Industrial (Cedin), que é presidido pelo governador Camilo Santana, aprovou 75 medidas pleiteadas pelo setor. Cinco novos protocolos de intenção chegaram ao Estado

O Governo anunciou, após reunião do Conselho Estadual e Desenvolvimento Industrial (Cedin), 75 pedidos do setor da indústria nesta terça-feira, 31. Dentre as solicitações, cinco novos empreendimentos, com investimentos de pelo menos R$ 95,7 milhões.

As empresas, três do ramo alimentício, uma calçadista e uma da metalurgia, devem gerar 1,2 mil empregos diretos. Neste ano, outras empresas já iniciaram a implantação de operação, a fase seguinte deve ser o de pedir benefícios fiscais para aumento de produção. São uma indústria química, uma de embalagens, duas de calçados e outra de confecção.

O presidente da Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece), Eduardo Neves, diz que a reunião foi uma sinalização de que a economia não parou com destaque às “muitas aprovações para recebimento de máquinas novas, importações”.

“É um trabalho que vinha sendo feito, com expectativa que havia de crescimento bem maior da economia brasileira. O coronavírus mudou o cenário, mas os investimentos foram feitos”, comenta ele sobre as aprovações de projetos e investimentos.

Neves ainda destaca que, por causa do coronavírus, os novos protocolos de intenção e investimentos devem ser protelados para o próximo ano. A Adece vai trabalhar para que esses acordos, com prazo de dois anos, não “caduquem”.

Outros anúncios
Ainda de acordo com o Governo, outras três indústrias já existentes no Ceará tiveram a prorrogação dos benefícios fiscais aceitos e mais 35 concessões de benefícios nas importações de matérias-primas e insumos para utilização de indústrias foram aprovadas pelo Cedin. E oito empresas tiveram seus benefícios fiscais revisados ou aditivados.

Reunião
Essa foi a primeira reunião do ano para a Cedin e, tendo em vista as recomendações de isolamento social em meio ao cenário de pandemia do coronavírus (covid-19), foi realizada por teleconferência.

“Essa reunião simboliza mais um esforço que o governador Camilo Santana tem feito no sentido de manter incentivos para o setor produtivo”, afirmou o titular Secretaria do Desenvolvimento Econômico do Estado do Ceará (Sedet), Maia Júnior, por meio de nota.

Fonte: Jornal O Povo em 31.03.2020