Volta do transbordo de combustíveis no Pecém deve elevar arrecadação

Volta do transbordo de combustíveis no Pecém deve elevar arrecadação

Em fevereiro, Petrobras vai retomar operação suspensa desde 2014 no Ceará. Combustível chegará em navios grandes e será distribuído a embarcações menores, que farão o transporte para estados do Norte e Nordeste

A retomada do transbordo de combustíveis no Porto do Pecém anunciada ontem (17) pelo governador Camilo Santana deve alavancar a arrecadação de impostos do Estado. A operação, que estava suspensa desde 2014 pela Petrobras, voltará a ocorrer em fevereiro do ano que vem e permitirá a distribuição de combustíveis de navios maiores para navios menores, que transportarão o combustível para outros estados do Norte e Nordeste.

A retomada foi anunciada após reunião entre o Governo do Ceará, Petrobras e o Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp). De acordo com o titular da Secretaria do Desenvolvimento Econômico e Trabalho (Sedet), Maia Júnior, o Estado buscava a estatal para retomar a operação no porto cearense. “O governador Camilo Santana havia notificado a Petrobras sobre a necessidade de continuar com suas obrigações contratuais e retomar essa movimentação de combustíveis, que são óleo diesel, gasolina, etanol, para retomar o projeto de transformar o Porto do Pecém em um grande hub de combustíveis”, aponta.

“Nós conseguimos licenciar essa operação junto ao Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais) e a partir de fevereiro que vem, a Petrobras volta a realizar essa operação conosco”, afirmou Danilo Serpa, presidente do Complexo do Pecém (Cipp S/A).

A operação será retomada inicialmente com três navios para transporte de 200 mil m³/mês, mas segundo Camilo, há perspectiva de ampliação.

O titular da Sedet-CE, Maia Júnior, pontua que o grande objetivo com a medida é fortalecer a arrecadação estadual proveniente de combustíveis, ampliando as receitas e a rentabilidade do Porto do Pecém. “Sabemos que o ano de 2021 será um ano difícil, então é preciso melhorar as receitas e a rentabilidade do porto”, explica o titular da Pasta.

Maia Júnior acrescentou que o presidente da Petrobras, Roberto Castello, disse que “o Pecém e o Estado do Ceará são estratégicos” e que a estatal “quer operar novamente em toda a plenitude dentro do Pecém”.

O consultor na área de Petróleo e Gás, Bruno Iughetti, explica que o transbordo estava suspenso desde 2014 porque o Porto de Itaqui, no Maranhão, havia oferecido, à época, melhores condições para que a Petrobras realizasse lá a operação.

Preço ao consumidor
Ele afirma que a operação de transbordo vai impactar a arrecadação do Estado, mas não deve influenciar no preço dos combustíveis ao consumidor no Ceará, porque a logística de transporte continua a mesma. “O produto destinado aos postos é, foi e será feito pelo Porto de Fortaleza. É importante que se diga: a logística de abastecimento continuará sendo da mesma forma que já vem ocorrendo. Esse combustível não será descarregado no Pecém”, explica Iughetti.

Fonte: Diário do Nordeste em 17.12.2020

EllaLink liga Europa e América Latina através do primeiro cabo submarino

EllaLink liga Europa e América Latina através do primeiro cabo submarino

A EllaLink anunciou hoje a chegada do seu sistema de cabos submarinos de baixa latência de última geração a Fortaleza, no Brasil. Este cabo chegará em breve a Portugal, ligando diretamente os dois continentes a partir de Sines e proporcionando um nível de conectividade internacional sem precedentes.

A rede EllaLink, que conecta diretamente a América Latina e a Europa, foi concebida para dar resposta às crescentes necessidades dos mercados europeu e latino-americano, fornecendo conectividade contínua de alta velocidade entre ambos os continentes. A chegada do cabo EllaLink resultará em melhorias para todas as plataformas de telecomunicações, bem como para os serviços na Cloud, todos os tipos de negócios digitais e ainda a indústria de gaming.

A rede EllaLink irá estender-se por todo o Brasil a partir da região do Ceará, conectando os pontos principais em São Paulo e Rio de Janeiro. Na Europa, a EllaLink oferece ligações seguras a Data Centers em Lisboa, Madrid e Marselha, em conjunto com os seus parceiros Equinix e Interxion. EllaLink ligará também a ilha da Madeira e Cabo Verde, tendo já em vista outros potenciais pontos de ligação com Mauritânia, Marrocos e nas Ilhas Canárias. O sistema Ellalink estará disponível no segundo trimestre de 2021.

A estação da EllaLink integra o Sines Tech – Innovation & Data Center Hub. A localização deste Hub combina, no mesmo espaço, acesso facilitado a terreno economicamente viável, redes de alta densidade de energia, rotas alternativas de fibra ótica de alta disponibilidade para Madrid e Lisboa, bem como um local robusto e seguro para a ligação de cabos submarinos e o desenvolvimento de Data Centers.

Fonte: EllaLink/AICEP

Expolog: logística e transformação digital em negócios são temas de evento; Feira começa amanhã, 9

Expolog: logística e transformação digital em negócios são temas de evento; Feira começa amanhã, 9

Evento será realizado em formato digital, reunindo os principais players da logística no Brasil e no mundo

Um dos principais eventos da área logística no Brasil, a Feira Internacional de Logística – Expolog 2020 ocorrerá em edição especial neste ano. Em formato digital, a feira começa nesta quarta-feira, 9, e segue até quinta-feira, 10. O tema deste ano será “A logística e a transformação digital integrando negócios”. Com 15 anos de trajetória, a Expolog trará representantes nacionais e internacionais de destaque do segmento. As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas no site do evento.

A programação começa a partir das 9h, com transmissão direta do Centro de Eventos do Ceará para a plataforma virtual da Expolog. A ocasião contará com a participação de 15 personalidades que marcaram a história da feira. Após a abertura, o escritor e empreendedor Maurício Benvenutti, uma das principais referências brasileiras na região do Vale do Silício, nos Estados Unidos, ministrará palestra virtual sobre “Transformação digital integrando negócios e pessoas”.

A programação da Expolog também contará com três seminários técnicos: Seminário Internacional de Logística; “Oportunidades para o Jovem Profissional na Logística” e “Logística no Agronegócio”. Dentro da plataforma do evento, os participantes terão acesso a um pavilhão de exposições digitais, com informações bilíngues, como forma de proporcionar o encontro e interação entre todos. O Seminário Internacional de Logística, inclusive, trará como foco a revolução digital na cadeia de suprimentos, o ecossistema de e-commerce e a geração de negócios.

“A expectativa é alcançarmos mais de três mil participantes, atraídos pela rica programação que está sendo cuidadosamente planejada e ultrapassarmos R$ 500 milhões em negócios realizados e prospectados, marca atingida no ano passado”, ressalta a organizadora do evento, Enid Câmara.

A Expolog é uma realização da Câmara Brasil Portugal no Ceará (CBP-CE), Instituto Future, Prática Eventos e Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas e Logística do Estado do Ceará (SETCARCE).

Serviço:

Expolog 2020

Quando: quarta-feira, 09, e quinta-feira, 10

Onde: https://app.virtualieventos.com.br/expolog2020

Programação e inscrições gratuitas no site do evento
Instagram: @expolog
Facebook: @expolog
Linkedin: @expolog

Fonte: Diário do Nordeste em 08.12.2020

Na ONU, Portugal insiste no alargamento do Conselho de Segurança ao Brasil, Índia e África

Na ONU, Portugal insiste no alargamento do Conselho de Segurança ao Brasil, Índia e África

Nesta sexta-feira, o primeiro-ministro defendeu, perante a Assembleia Geral das Nações Unidas, que o papel da ONU “é mais do que nunca indispensável” e insistiu no alargamento do Conselho de Segurança ao Brasil, Índia e continente da África.

Estas posições estiveram na intervenção de António Costa em representação de Portugal na Assembleia Geral das Nações Unidas, cujo debate geral se iniciou na terça-feira e que, por causa da pandemia da covid-19, acontece por videoconferência com discursos pré-gravados por parte dos chefes de Estado e de Governo dos diferentes países.

“A ONU é mais do que nunca indispensável para dar resposta aos desafios que não conhecem fronteiras nem se compadecem com abordagens egoístas”, declarou o líder do executivo português logo no início do seu discurso.

Na mensagem que enviou à Assembleia Geral das Nações Unidas, o primeiro-ministro considerou que o sistema multilateral se encontra “sob pressão”.

“Num quadro de regresso da competição pelo poder, à escala global, verificam-se crescentes limitações na cooperação em resposta a ameaças e desafios comuns. Depois, surgem novas áreas que requerem soluções multilaterais na definição de regimes normativos e de cooperação”, apontou, dando como exemplos a inteligência artificial e robotização, a criação de redes inteligentes e gestão de infraestruturas, os dados 5G e a restruturação de inteiros setores da economia.

Neste ponto, o primeiro-ministro português deixou uma crítica à manutenção da composição do Conselho de Segurança das Nações Unidas, considerando mesmo que é uma das organizações internacionais que revela “dificuldades em responder a desafios e ameaças”.

“O caso do Conselho de Segurança é paradigmático. Revela capacidade limitada de reação a crises e conflitos e a sua composição não espelha as realidades geopolíticas do século XXI. É por isso que Portugal defende o alargamento de membros permanentes e não-permanentes, designadamente ao continente africano e, pelo menos, ao Brasil e à Índia”, disse.

Na atual conjuntura mundial, António Costa defendeu que a ONU continua “imprescindível para a preservação da paz e segurança mundiais”, para “o desenvolvimento sustentável e a defesa e promoção dos Direitos Humanos”.

“E esta assembleia a que me dirijo continua a ser o parlamento da Humanidade. Não há outro. Portugal continuará, portanto, a apoiar convictamente o sistema das Nações Unidas, tanto ao nível político como financeiro”, frisou.

O líder do executivo especificou depois que Portugal manterá “uma agenda ambiciosa” de compromissos para fortalecer a capacidade da ONU “na resposta às principais áreas da agenda internacional, incluindo os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, as alterações climáticas, as migrações, o acolhimento dos refugiados, os assuntos do mar e a sustentabilidade dos oceanos”.

“A liderança e as reformas introduzidas pelo secretário-geral têm sido essenciais para tornar a ação da organização mais eficaz e flexível. Conta, por isso, com todo o nosso apoio”, disse, numa direta mensagem de elogio a António Guterres.

Ainda em relação à agenda diplomática portuguesa, António Costa defendeu a importância das parcerias internacionais, “em particular a cooperação tripartida entre as Nações Unidas, a União Africana e a União Europeia”.

“Portugal empenhar-se-á, durante a sua presidência da União Europeia em 2021, no aprofundamento da parceria entre a Europa e África. O papel da União Europeia como ator global, aberto ao mundo, defensor do multilateralismo e de trocas econômicas benéficas para todos, será uma prioridade da nossa presidência da União Europeia”, prometeu.

Plano Global

Costa transmitiu seu apoio ao “plano global” do secretário-geral das Nações Unidas contra a covid-19 e frisou que Portugal valoriza o papel de coordenação da Organização Mundial de Saúde (OMS).

O primeiro-ministro português defendeu a tese de que o atual “quadro de emergência global” reforça a necessidade de cooperação entre os Estados e as organizações internacionais na resposta ao desafio sanitário e às suas consequências socioeconômicas.

“A ONU é um elemento central desses esforços, incluindo através do Plano Global de Resposta Humanitária à Covid-19, promovido pelo secretário-geral, António Guterres. Apoiamos a sua implementação e valorizamos o papel de coordenação da OMS”, acentuou.

António Costa afirmou depois que uma das “prioridades essenciais” da presidência portuguesa do Conselho da União Europeia, a partir de 01 de janeiro de 2021, será a da recuperação do crescimento e do emprego “e incrementar a resiliência das economias, das sociedades e do Estado”.

“É necessário, também, reforçar a cooperação para o desenvolvimento e a capacidade do sistema das Nações Unidas de agir nesse domínio. Portugal reforçou as suas contribuições para as várias agências das Nações Unidas, com destaque para a OMS, a Organização Internacional das Migrações, o Alto-Comissariado para os Refugiados, o Programa Alimentar Mundial ou a UNICEF”, disse.

Neste ponto, o primeiro-ministro dramatizou mesmo a missão do combate às desigualdades econômicas e sociais no mundo.

“A segurança internacional não é compatível com uma distribuição de recursos tão desigual à escala global, sobretudo em conjugação com os desequilíbrios demográficos e os fenômenos de degradação ambiental que frequentemente lhe estão associados. Precisamos de um novo compromisso global baseado na dignidade humana, equilibrando o acesso concreto às oportunidades e à esperança”, sustentou António Costa neste seu segundo discurso de fundo perante a Assembleia Geral das Nações Unidas.

No domínio da agenda ambiental, António Costa advertiu que a crise provocada pela pandemia de covid-19 “não serve de desculpa para se interromperem as políticas contra a atual emergência climática, que constitui uma ameaça existencial para todos”.

“Pelo contrário, tem de ser aprofundada a coordenação entre a Agenda 2030 do Desenvolvimento Sustentável e o Acordo de Paris sobre o Clima, contribuindo para criar sociedades menos vulneráveis aos impactos de eventos climáticos extremos. Mas também é essencial aprofundar a relação entre oceanos e alterações climáticas, com especial atenção aos pequenos Estados insulares. Por isso mesmo, Portugal reafirma o seu compromisso em coorganizar, com o Quênia, a Conferência dos Oceanos das Nações Unidas, em 2021, e conta com a participação de todos os Estados-Membros da ONU, ao mais alto nível”, afirmou.

Na sua intervenção, António Costa saiu ainda em defesa das “sociedades livres, plurais e tolerantes, que rejeitam o racismo, a xenofobia, a homofobia e o populismo e que trabalham pela inclusão, pela igualdade de gênero e pela liberdade de expressão”.

“A pandemia colocou novas exigências à promoção e proteção dos direitos humanos. Portugal respondeu imediatamente a essas exigências, estendendo, designadamente, o acesso ao Serviço Nacional de Saúde a todos os migrantes e refugiados, independentemente do seu estatuto e situação legal, nas mesmas condições previstas para os cidadãos nacionais. Portugal tem desempenhado um papel ativo no acolhimento de migrantes e refugiados, numa expressão inequívoca de solidariedade”, referiu.

Neste contexto, o primeiro-ministro reafirmou o “total apoio” de Portugal ao Pacto Global para as Migrações Ordenadas, Seguras e Regulares.

“No quadro da Organização Internacional das Migrações, somos um dos países piloto na sua implementação. Portugal é um país pioneiro na abolição da pena de morte, opondo-se à sua aplicação em quaisquer circunstâncias. Nesse sentido, apelo à aprovação da resolução bienal sobre a moratória da pena de morte, que será apresentada durante esta sessão da Assembleia-Geral”, acrescentou.

Fonte: Jornal Mundo Lusiada em 25.09.2020

Etermar Engenharia, sócia da CBPCE, passa para a fase final da expansão de Porto na Grécia

Etermar Engenharia, sócia da CBPCE, passa para a fase final da expansão de Porto na Grécia

O consórcio entre Etermar, o grego AVAX GROUP e o BESIX belga, passou para a fase final para a expansão do Porto de Tessalônica na Grécia.

De acordo com o comunicado de imprensa da Autoridade Portuária de Thessaloniki S.A. – ThPA S.A, os seis grupos de construtoras finalistas, apresentarão ofertas financeiras e técnicas vinculantes nesta etapa final.

Este projeto permitirá que o Porto de Tessalônica se beneficie mais de sua vantagem comparativa, como o principal porta de entrada para os Balcãs e sudeste da Europa e se torne um centro de transporte combinado para a região mais ampla.

Fonte: Linkedin Etermar 14/09/2020

Siga a CBPCE nas redes sociais.

Escola de gastronomia recebe inscrições para cursos online gratuitos em Fortaleza

Escola de gastronomia recebe inscrições para cursos online gratuitos em Fortaleza

O prazo para requerer participação começa nesta quarta-feira (16) e se encerra na quinta (17). São ofertadas 240 vagas em quatro cursos.

A Escola de Gastronomia Social Ivens Dias Branco, da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult), abre inscrições para preencher 240 vagas em quatro cursos gratuitos online voltados para o empreendedorismo em gastronomia. O prazo para requerer participação é até a próxima quinta-feira (17).

Os candidatos serão selecionados pela ordem de inscrição e precisam, dependendo do curso escolhido, ter a partir de 17 anos. Também são pré-requisitos ter o ensino fundamental concluído e disponibilizar de celular, tablet ou computador com acesso à internet.

Para fazer a inscrição basta acessar o site da Secult https://www.secult.ce.gov.br/ ou a página da escola de gastronomia. http://www.gastronomiasocial.org.br/

As vagas estão distribuídas entre os cursos de Gestão de Pequenos Negócios em Gastronomia (60), Boas Práticas na Manipulação de Alimentos pós pandemia (60), Fichas Técnicas: Precificação e Custos e Postura Pessoal (60) e Orientação Profissional (60), totalizando 240.

De acordo com a superintendente da escola, Selene Penaforte, os conteúdos a serem abordados no curso são de grande importância, principalmente em um ano com tantas mudanças ocasionadas pela pandemia de Covid-19.

“Os cursos on-line oferecem aos alunos a possibilidade de ter acesso a formações na área de gastronomia, especialmente dentro do momento atual em que vivemos, com suas transformações e adequações necessárias”, ressaltou.

Confira lista de cursos e horários

Gestão de Pequenos Negócios em Gastronomia
Período: 21 a 30.09.2020 – Horário: Manhã – 9h às 11h15 | Modalidade: Formato on-line e Ensino Remoto.

Boas Práticas na Manipulação de Alimentos pós-pandemia
Período: 22 a 25.09.2020 – Horário: Noite – 19h às 21h30 | Modalidade: Formato on-line e ensino remoto.

Fichas Técnicas: Precificação e Custos
Período: 21 a 29.09.2020 – Horário: Noite – 19h às 21h30 | Modalidade: Formato on-line e ensino remoto .

Postura Pessoal e Orientação Profissional
Período: 23. a 30.09.2020 – Horário: Noite – 19h às 21h30 | Modalidade: Formato on-line e ensino remoto.

Fonte: Diário do Nordeste em 16/09/20

Siga a CBPCE nas redes sociais.

Maciço do Baturité ganhará Centro Internacional do Café de Sombra até 2021

Maciço do Baturité ganhará Centro Internacional do Café de Sombra até 2021

O termo de cooperação para formulação do projeto foi assinado nesta semana e viabiliza o início dos trabalhos

Um conjunto de instituições parceiras assinaram, nesta semana, o termo de cooperação para desenvolvimento conjunto de projetos com enfoque na produção, processamento, pesquisa e comercialização do café de sombra agroecológico, presente em 40 municípios do Maciço do Baturité. Historicamente, o café sombreado, rico em nutrientes, é cultivado na Serra, protegido dos raios solares, e contribui para a preservação ambiental na região.

O convênio para criação do Centro foi assinado por representantes da Prefeitura de Mulungu, do Instituto Federal do Ceará (IFCE) e de outras entidades educacionais. Além do espaço, o projeto visa realizar a instalação de uma torrefadora e criar o Memorial do Café, buscando fortalecer a gastronomia local. Com o processo de assinatura, será criado o projeto arquitetônico do espaço, que deve começar a funcionar até o primeiro semestre do próximo ano.

“A proposta visa promover a troca de conteúdos científicos, desenvolver programas de cooperação e valorizar a produção tendo”, ressalta Lourival Soares, Diretor-Geral do campus do IFCE Baturité. O Centro Internacional busca, ainda, a possibilidade de gerar novos negócios a partir da cadeia produtiva. “Com a criação nós teremos a reativação da fábrica de Mulungu e, com isso, os agricultores e produtores vão poder beneficiar o café na própria região”.

Entidades conveniadas:

  • Prefeitura de Mulungu;
  • Fundação Cultural Educacional Popular em Defesa do Meio Ambiente (Cepema);
  • Instituto Federal do Ceará (IFCE), Campus de Baturité;
  • Observatório Cearense da Cultura Alimentar (OCCA), da Uece.

O diretor aponta que a iniciativa terá, ainda, a disponibilidade de um centro pesquisador de café, podendo receber referências mundiais na área. “Temos a oportunidade de trazer estudiosos do café do mundo inteiro, novos conhecimentos, novas tecnologias para agregar. Será um ganho significativa na produção de novos processos produtivos, agregando mais valor ao café diferenciado que temos aqui”, destaca Soares.

“Vamos, agora, iniciar a elaboração do projeto arquitetônico. Esperamos que, até o primeiro semestre de 2021, possamos ter o Centro Internacional em Mulungu”.
Acesse o material que mostra a Rota Verde do Café no Ceará.

Impactos
Legalmente, o manejo do produto pode ser feito em Área de Proteção Ambiental (APA) de uso sustentável, onde não é permitida a queima e desmatamento. Hoje, 40 municípios cearenses praticam esta modalidade de cultivo, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o que viabiliza o Centro no Ceará. A produção deve mirar inicialmente o mercado interno de café orgânico e, em seguida, ao mercado exterior.

O produto deve receber certificação no Sistema Participativo de Garantia, da Rede EcoCeará de Agroecologia.

Processo histórico
O consultor Adalberto Alencar explica que a experiência da exportação do café florestal de sombra teve início ainda na década de 1990. O produto chegou a ser considerado um dos melhores do mundo. Somente nos últimos anos, porém, a produção começou a ser retomada, por meio de contato do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), com a criação da rota turística do café.

Em 2019, também houve a realização do Ceará Organic Food Festival, uma nova articulação de trabalho envolvendo as instituições tanto do governo, como acadêmicas, empresariais e dos próprios produtores da região. O objetivo da iniciativa é retomar a fábrica torrefadora, já implementada no Município, assim como legalizar seu funcionamento e criar investimentos em laboratório de análises.

Fonte: Diário do Nordeste em 11.09.2020

Chineses devem investir até R$ 400 mi em nova fábrica de geradores

Chineses devem investir até R$ 400 mi em nova fábrica de geradores

Projeto inicial da Mingyang ainda pode sofrer mudanças relacionadas a expansões. Segundo secretário desenvolvimento econômico do Estado, empreendimento focará a construção aerogeradores para parques offshore

O mercado de geração de energia eólica no Ceará terá um novo reforço operando nos próximos anos. Ontem (10), o Governo do Estado anunciou um acordo com a empresa chinesa Mingyang para a construção de uma fábrica de aerogeradores para utilização em parques eólicos offshore – instalados no mar. Segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico e Trabalho do Estado, Maia Junior, o investimento inicial da empresa deverá ficar entre R$ 300 milhões e R$ 400 milhões. Ele aponta que o projeto ainda depende da finalização do processo de dimensionamento para definição do valor.

Os representantes chineses ainda estão entrando em contato com agentes de mercado para firmar possíveis contratos de venda, levando em consideração que o Ceará possui quatro projetos de parques eólicos no mar em avaliação. Os investimentos ainda dependem de liberação ambiental do Ibama.

Outra questão importante para a conclusão do projeto da fábrica é a possibilidade de possíveis expansões para a produção de outros itens. A Mingyang, segundo Maia Júnior, ainda poderia investir na fabricação de painéis solares e outros componentes.

Contudo, já há a previsão de que o empreendimento chinês deverá gerar cerca de 2 mil empregos na fase inicial. A expectativa é que a fábrica de aerogeradores já esteja implantada entre 2022 e 2023.

Para o secretário, o interesse dos chineses em vir ao Ceará pode ajudar a consolidar essa nova linha do mercado de geração de energia eólica no mar. Maia Júnior ainda destacou que a capacidade tecnológica da empresa asiática também é um fator de impulsão do mercado local.

Cada gerador produzido teria potência entre 11 megawatts (MW) e 15 MW. O dado representa até três vezes o valor do gerador mais potente produzido no Estado pela dinamarquesa Vestas, que tem cerca de 4,2 MW.

“É uma tecnologia nova e que tem características diferentes do que a gente tem no Ceará até agora. A chegada dos chineses está associada ao fato do Ceará já ter atraído um projetos de geração de energia offshore. É uma nova cadeia que o Ceará vai montando”, disse Maia Júnior.

Articulação

Para buscar a inserção no mercado, a Mingyang já está em contato com representantes de projetos de parques offshore no Estado. Ainda hoje (11), os chineses deverão ter uma reunião com representantes da BI Energia para possíveis contratos de compra dos geradores.

Já na próxima semana, os chineses deverão ter um novo encontro, com outra empresa investidora no Ceará. As tratativas deverão acontecer na sede da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec).
Para Lúcio Bonfim, diretor executivo da BI Energia, a chegada dessa nova empresa é mais do que positiva. Ele ainda disse que a reunião com a Mingyang será focada em conhecer os produtos ofertados, tratando de preços, qualidade e capacidade de produção.

Fonte: Diário do Nordeste em 10.09.2020

José Maria Zanocchi, sócio da CBPCE publica artigo internacional

José Maria Zanocchi, sócio da CBPCE publica artigo internacional

O artigo intitulado “O novo modelo brasileiro de geração distribuída: um estudo de caso do desenvolvimento sustentável da matriz energética do país a partir de fontes renováveis” foi publicado no livro “Instrumentos Econômicos para um Futuro de Baixo Carbono”, uma publicação internacional da Edward Elgar Publishing em Londres.

O artigo foi apresentado no Chipre em 2019 na vigésima edição da Conferência Global de Tributação Ambiental e integra a coletânea resultante de uma seleção de dezesseis trabalhos destacados do evento. O livro analisa a implementação de instrumentos de mercado para o atingimento das metas de estabilização climática em todo o Mundo.

Em seu artigo, Zanocchi analisa recentes mudanças no marco regulatório no setor que contribuem para o atendimento da crescente demanda por energia elétrica no Brasil, a partir de fontes renováveis, especialmente a solar fotovoltaica. Com base em dados coletados na pesquisa e no estudo de caso, o autor defende a manutenção de algumas conquistas do setor que se encontram atualmente em revisão pela Agência Nacional de Energia Elétrica, destacando especialmente a necessidade do desenvolvimento sustentável da matriz energética brasileira e os imperativos ecológicos deste século.

Siga a CBPCE nas redes sociais.

Exportações por via aérea caem 43%; empresários buscam cabotagem

Exportações por via aérea caem 43%; empresários buscam cabotagem

Sem oferta de voos internacionais por quase cinco meses devido às restrições para conter a pandemia, exportadores apostam no transporte marítimo entre portos brasileiros para escoar produção por voos em outros estados

Com a ausência de voos internacionais a partir do Aeroporto Pinto Martins por quase cinco meses devido às restrições adotadas em resposta à pandemia, as exportações cearenses via modal aéreo despencaram 43% no acumulado de janeiro a agosto, em comparação com igual período de 2019. Ao todo, o Estado embarcou US$ 10,345 milhões em mercadorias, totalizando 517,1 mil toneladas, volume 57% inferior ao registrado nos oito primeiros meses do ano passado (US$ 17,9 milhões).

Se até março o Estado contava com frequências quase diárias para cidades da Europa e dos Estados Unidos, hoje apenas dois voos semanais para Lisboa (Portugal) foram retomados, o que tem levado os exportadores a buscarem o modal marítimo para escoar suas mercadorias.

Segundo Heitor Studart, presidente do Conselho Temático de Infraestrutura (Coinfra) da Federação das Indústrias do Ceará (Fiec), as empresas tanto têm embarcado em rotas de longo curso partindo diretamente do Ceará, como têm buscado a cabotagem (navegação entre portos brasileiros) para transportar as mercadorias cearenses a portos do Sudeste para, de lá, serem exportadas por avião.

“O setor aéreo foi o mais prejudicado nessa pandemia e nem todos os voos foram retomados aos níveis de antes. A queda de voos comerciais prejudica muito as exportações cearenses”, diz Studart, que destaca que os exportadores cearenses dependem dos voos comerciais de passageiros, que destinam cerca de 30% do porão das aeronaves ao transporte de cargas, para enviar seus produtos para os mercados europeu e americano. Em estados como São Paulo e Paraná, por exemplo, há oferta de voos fretados e cargueiros para fazer o envio.

Adaptação

É o caso dos exportadores de produtos perecíveis, como frutas e pescados que, segundo Studart, têm buscado a cabotagem para reduzir o tempo de viagem até o destino. “Alguns setores, como o de peixes, lagostas e de frutas, estão tendo que se adaptar a isso, fazendo o transporte intermodal, indo por cabotagem até Santos (SP) ou Paranaguá (PR) de onde podem pegar voos que não temos aqui. Por isso tem sido importantíssima a cabotagem para este momento de recuperação”, diz Studart.

O setor calçadista, principal exportador por via aérea do Estado, enviou neste ano apenas US$ 3,7 milhões em produtos ao exterior, valor 63% menor que o registrado entre janeiro e agosto de 2019. Já por modal marítimo, a queda foi menor, de 33,5%, no mesmo período.

O Ceará ainda exportou, por via aérea, US$ 1,4 milhão em “preparações alimentícias”, US$ 1,3 milhão em “peles e couros”, US$ 628 mil em “obras de pedra” e US$ 464 mil em “máquinas, aparelhos e materiais elétricos”, dentre outros produtos.

Recuperação

Apesar da forte retração no acumulado do ano, as exportações por via aérea vêm se recuperando mês a mês após maio, quando registrou o menor valor mensal exportado no ano pelo modal, US$ 379,7 mil. Em fevereiro, antes das restrições de voos, o Estado enviou US$ 2,641 milhões ao exterior, melhor resultado do ano. E em agosto, foram enviados US$ 1,096 milhão em produtos a partir do Ceará. O valor, no entanto, ainda é 15,2% inferior ao registrado em agosto de 2019 (US$ 1,293 milhão).

Já as exportações por modal marítimo apresentaram em agosto um crescimento de 7,14% em relação a igual mês do ano passado, com o envio de US$ 148,6 milhões. Entretanto, no acumulado do ano apresenta uma queda de 17,9% em relação aos oito primeiros meses de 2019, com o envio de US$ 1,2 bilhão.

“O modal marítimo foi o que mais cresceu no período de pandemia, também em função da crise de preço dos combustíveis”, diz Studart.

Balança comercial

Em agosto, a balança comercial do Ceará acumulou um déficit de US$ 3,5 milhões. As exportações somaram US$ 155,2 milhões no sétimo mês do ano, enquanto as importações somaram US$ 158,7 milhões no período.

Tanto as exportações como as importações caíram na passagem de julho para agosto. No mês passado, foram US$ 155,2 milhões em mercadorias exportadas, queda de 8,5% na comparação com julho, quando o envio de produtos ao exterior havia somado US$ 169,7 milhões.

A superintendente do Centro Internacional de Negócios (CIN) da Fiec, Ana Karina Frota, avalia que o mercado permanece extremamente vulnerável e que as exportações só devem apresentar uma recuperação a partir do ano que vem. Segundo Karina, a expectativa é de que o Ceará encerre 2020 com a soma de US$ 2 bilhões em exportações, mantendo as previsões feitas ainda em junho.

Caso a cifra se confirme, o Ceará fechará o ano com queda de 13%. Antes da crise, a expectativa era que o Estado exportasse cerca de US$ 2,5 bilhões. No ano, Estados Unidos e China são os principais parceiros comerciais do Estado.

Fonte: Diário do Nordeste em 07/09/2020

Siga a CBPCE nas redes sociais.