Layanna Pontes: O Governo brasileiro estende o prazo para regularizar a condição migratória de estrangeiros

Layanna Pontes: O Governo brasileiro estende o prazo para regularizar a condição migratória de estrangeiros

Foi prorrogado o prazo para regularização migratória de estrangeiros pela Polícia Federal do Brasil. As alterações foram descritas pela Portaria nº 28/2022 – DIREX/PF, no Diário Oficial da União, órgão que orienta os critérios para a prorrogação destes prazos.

O prazo para a obtenção ou registro de autorização de residência e para o registro de visto de caráter temporário fica prorrogado até o prazo máximo de 15 de setembro de 2022. É importante salientar que a nova data é válida somente para os estrangeiros que tiveram documentação migratória caducada a partir de 16 de março de 2020.

Layanna Pontes informa que o imigrante que regularizar sua situação no prazo estabelecido evitará penalidades por atraso no registro ou excesso de permanência ocorrido no período e que os protocolos de atendimento referentes às regulação migratória, à solicitação de reconhecimento da condição de refugiado, às carteiras de registro nacional migratório, além dos documentos provisórios de registro nacional migratório, expirados a partir de 16 de março de 2020, são considerados válidos e deverão ser aceitos em todo o território nacional até o dia 15 de setembro de 2022 – desde que atendidas as regras estabelecidas pela Portaria.

Para mais informações
Contato: 88 9 9807.6810

Fonte: Layanna Pontes

Porto do Pecém: 20 anos que mudaram a economia do Ceará

Porto do Pecém: 20 anos que mudaram a economia do Ceará

O Porto do Pecém completa nesta semana 20 anos de operação. São duas décadas de uma história que transformou a economia do Ceará, atraindo grandes investimentos, fomentando novos setores e dando origem a um novo polo industrial em seu entorno, que hoje responde por metade do PIB cearense. Desde o primeiro dia, a equipe da Tecer Terminais vem participando de todas as etapas dessa jornada, movimentando praticamente todos os tipos de cargas que já passaram pelo terminal até hoje.

De lá para cá, o porto não parou de crescer, batendo sucessivos recordes, de movimentação de cargas e navios, e tornando-se o mais importante equipamento logístico da região, servindo de porta de entrada e de saída para cargas não apenas do Ceará, mas de estados vizinhos.

Após várias expansões, o Porto do Pecém, conhecido como “a jóia do Ceará”, hoje se destaca tanto na cabotagem como na navegação de longo curso, seja pelas exportações e o embarque de placas de aço, pás eólicas, blocos de granito, minério de manganês e pelas importações e desembarque de fertilizantes, milho, carvão minério, bobinas de aço dentre outros produtos.

As primeiras movimentações de exportação, ainda em fase de testes, foram basicamente de produtos locais como castanha de caju, couros, calçados e granitos. Em 2021, o terminal bateu todos os recordes, superando pela primeira vez a marca de 20 milhões de toneladas em um mesmo ano, com a movimentação de 22,4 milhões de toneladas. Ao todo, 811 embarcações atracaram no porto, maior número da história.

Nesses vinte anos, a equipe da Tecer vem atuando como prestadora de serviço, investindo em novos equipamentos e viabilizando a movimentação de praticamente todos os tipos de cargas que passam pelo terminal. Ao longo desses anos, a empresa também desenvolveu soluções logísticas personalizadas para todos os modais que se conectam ao Pecém, marítimo, rodoviário, ferroviário ou dutoviário.

Para nós da Tecer, é motivo de orgulho fazer parte da história desse pólo indutor de investimentos para o Ceará. Acreditamos, no entanto, que esses primeiros 20 anos foram apenas o começo de uma grande avenida a ser explorada, com a chegada de novas matrizes energéticas e de novos setores industriais que deverão se instalar no Ceará atraídos, sobretudo, pelas vantagens competitivas proporcionadas pelo Complexo do Pecém.

Carlos Alberto Nunes é gerente comercial da Tecer Terminais, empresa que faz o braço operacional do Porto do Pecém

Fonte: Diário do Nordeste

Conheça as mudanças para a concessão de nacionalidade para descendentes de judeus sefarditas, por Martins Castro

Conheça as mudanças para a concessão de nacionalidade para descendentes de judeus sefarditas, por Martins Castro

O Governo de Portugal ampliou as exigências para a concessão de dupla cidadania para descendentes de judeus sefarditas com o novo regulamento da nacionalidade portuguesa, que foi publicado nesta sexta-feira, 18. O documento, que está disponível no Diário da República, traz ainda possibilidades para nascidos em ex-colônias e estrangeiros que tiveram filhos no país.

O decreto-lei n.º 26/2022 inseriu mais um requisito para sefarditas que é a comprovação de ligação efetiva duradoura ao país. Com a mudança, o advogado e sócio fundador da Martins Castro, Renato Martins, diz que será necessário comprovar a ligação efetiva e duradoura com a comunidade portuguesa. Segundo ele, isso pode ser feito através de propriedade de imóveis, participações societárias, cooperativas ou ainda por viagens regulares ao longo da vida a Portugal. Essas novas regras para os sefarditas passam a valer em 1º de setembro.

O advogado explica que quem já deu entrada no processo na conservatória ou quem o iniciar antes da entrada em vigor não será abrangido pelas exigências destas alterações. “Em períodos de transição legal é comum que ocorram muitas dúvidas quanto à interpretação e aplicabilidade da lei, por isso, é importante buscar orientação especializada de um advogado para bem instruir o processo e garantir o direito à nacionalidade.”

De acordo com Martins, outra alteração para as comunidades de descendentes sefarditas está nos processos de certificação pelas comunidades israelitas de Lisboa e do Porto. Agora, os certificados deverão ser padronizados e será indicado qual o meio de prova foi utilizado para fazer o vínculo entre o requerente a nacionalidade e o judeu de origem sefardita.

O regulamento prevê ainda que a decisão dos sefarditas seja delegada para os conservadores, eliminando assim a etapa de envio à Ministra da Justiça para decisão. “Essa medida teoricamente diminuiria o tempo de finalização dos processos. Há ainda a introdução de uma aplicação informática, sendo que o próprio Estado argumenta que isso irá diminuir o prazo de decisão,” diz o advogado.

A concessão da cidadania portuguesa em tempo recorde ao bilionário russo Roman Abramovich gerou investigações e polêmicas nos últimos meses e podem ter estimulado as alterações nas regras para os sefarditas. O oligarca, que alegou ser descendente de judeus sefarditas, que foram perseguidos pela Inquisição e expulsos da Península Ibérica no século XVI, recebeu a cidadania em apenas seis meses. Como o tempo médio dos processos varia de oito meses a três anos, a agilidade gerou suspeitas de favorecimento. O caso está em apuração.

Abramovich teria provado a sua descendência de judeus sefarditas por certificação emitida pela Comunidade Israelita do Porto. Na cidade, ele é um dos financiadores do Museu do Holocausto. As investigações culminaram na detenção do rabino Daniel Litvak, no último dia 14, quando tentava sair do país. Ele precisou entregar os dois passaportes, foi liberado e terá que esperar as conclusões do processo.

Nascidos em ex-colônias e estrangeiros com filhos

O novo regulamento beneficia estrangeiros que tiveram filhos em território português e nascidos em ex-colônias, como, por exemplo, Angola, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Moçambique, Cabo Verde e Brasil. Renato Martins diz que para este público não é exigido vínculo de efetiva ligação.

Já os estrangeiros que tiveram filhos em Portugal e ainda vivem no país também passam a ter direito de solicitar a dupla cidadania. O advogado afirma que as mudanças trazidas pelo regulamento vêm complementar as alterações ocorridas no âmbito da lei da nacionalidade, ocorridas em 2018 e 2020. “São diversas alterações e, com o crescente rigor das autoridades portuguesas na análise documental, é fundamental que os requerentes sejam assertivos em relação à apresentação dos documentos, evitando atrasos ou indeferimento”.

Em termos do procedimento, houve uma alteração que poderá beneficiar os grupos familiares, já que agora os parentes poderão tramitar o processo na conservatória ao mesmo tempo e serão analisados pelo mesmo conservador. “De forma geral, as mudanças vieram consolidar o acesso à nacionalidade portuguesa, seguindo uma tendência mais permissiva do que restritiva, como no caso de brasileiros filhos e netos de portugueses, os nascidos em território português e aqueles nascidos nas ex-colônias portuguesas, como Angola”, comenta Martins.

Essas novas regras vão produzir efeitos para os próximos processos. Quem já deu entrada no processo na conservatória ou quem o iniciar antes da entrada em vigor do regulamento, que será em 15 abril para os processos em geral e 1º de setembro para os judeus sefarditas, não será abrangido pelas exigências destas alterações.

Fonte: Martins Castro

O Ceará na transição energética

 

O Ceará na transição energética

A transição energética, que visa substituir os combustíveis fósseis por energias renováveis, impacta positivamente o estado do Ceará. No Brasil, na geração de eletricidade, predominam as energias renováveis que participam com 82,6%, valor muito superior à média mundial.

O mesmo não ocorre em outras atividades, na indústria e nos transportes, que demandam carvão e derivados do petróleo em maior proporção.

Para promover a substituição dos combustíveis fósseis em todas essas atividades, a principal opção escolhida foi o hidrogênio verde (H2V) que é produzido com o uso de energias renováveis.

O H2V pode substituir os combustíveis fósseis na maioria dos seus usos. Permite ser armazenado e transportado para países que detém potencial de energias renováveis suficiente para atender suas necessidades.

No cenário internacional, o Brasil é destaque, pois poderá produzir o H2V ao menor custo. A região Nordeste é privilegiada por deter gigantesco potencial de energia eólica (dos ventos) e solar, que são as fontes de energias mais competitivas. Diante desse cenário favorável, o Ceará partiu na frente com seu projeto de HUB de H2V no Pecém. Empreendedores internacionais do setor de energia estão desenvolvendo seus projetos de produzir H2V no Ceará.

Os investimentos previstos são bilionários. Em grande parte, serão realizados no Ceará, mas para maior benefício, o Ceará terá que atrair a cadeia produtiva, como já ocorre com a energia eólica em que temos fábrica de turbinas e pás eólicas.

Os últimos acontecimentos decorrentes do conflito na Ucrânia resultaram em aumento substancial do preço do petróleo e do gás natural. Esse fato contribui para acelerar a transição energética.

Países da União Europeia estudam a antecipação de suas metas de H2V para reduzir a dependência atual do gás russo.

Muitos são os desafios para que o Ceará alcance o êxito nesse projeto. Nós, cearenses, temos que apoiá-lo acreditando que seu sucesso posicionará nosso estado num patamar mais elevado de desenvolvimento social e econômico.

Por Jurandir Picanço, Consultor de energias da FIEC, Membro da Academia Cearense de Engenharia ACE.

 

Bem-vindo ao Brasil, Mostra de vinhos portugueses, Evento B2B

Bem-vindo ao Brasil, Mostra de vinhos portugueses, Evento B2B

O Brasil representa a 12ª maior economia do mundo e a 1ª da América Latina, de acordo com dados do Banco Mundial referentes a 2020. Com um produto interno bruto (PIB) nominal de 1444,7 mil milhões de USD.

O Brasil apresenta diversas vantagens para a atividade empresarial portuguesa, como o seu contacto com as restantes economias do MERCOSUL e importantes países associados como o Chile e o Perú, a crescente abertura ao investimento estrangeiro e as perspetivas de crescimento económico futuro, e ainda, o seu vasto mercado consumidor (quinta maior população à escala mundial).

No Brasil, o mercado vinícola está reconhecidamente em expansão, estando o país a viver um boom deste produto. Durante o ano de 2020, ao contrário do que aconteceu no resto do mundo, o consumo de vinhos aumentou em 28%.

A sofisticação da oferta tem-se vindo a sentir cada vez mais nos supermercados brasileiros, uma boa opção para quem não frequenta restaurantes habitualmente. O vinho produzido no Brasil não é reconhecido pela sua qualidade, sendo habitualmente “substituído” pelos de outros países internacionais.

Os vinhos estrangeiros nos supermercados são maioritariamente importados por distribuidores. Salvo raras exceções, os supermercados dão preferência ao serviço do importador/distribuidor.

No entanto, é possível (e recomendável) promover vinhos junto de departamentos de compras dos supermercados, pois caso estes demonstrem interesse, apontam para alguns distribuidores com os quais os produtores portugueses podem negociar.

Os vinhos portugueses já têm uma presença significativo no mercado, existindo um potencial de crescimento bastante interessante. É de salientar uma crescente procura por vinhos como o português, cujas exportações para o Brasil no primeiro semestre do ano de 2021 aumentaram em 42,3%, mesmo sendo os preços dos concorrentes sul-americanos mais baratos, o que revela uma preocupação com a qualidade.

Esta mostra de vinhos portugueses no Brasil é um evento exclusivamente B2B onde terá a oportunidade de estar frente-a-frente com os principais distribuidores, importadores e retalhistas ligados ao setor dos vinhos no Brasil.

PROGRAMA
27 JUNHO
Chegada a São Paulo
Apresentação do setor de vinhos no Brasil
Jantar com empresário português do setor dos vinhos presente no mercado

28 JUNHO
Visita à Associação Brasileira de Enologia e a lojas gourmet/supermercados

29 JUNHO
Mostra de Vinhos
Almoço no Hotel Renaissance
Mostra de Vinhos

30 JUNHO
Reuniões individuais de negócios
Jantar com Embaixador ou Cônsul Português, a confirmar

01 JULHO
Partida para Lisboa

Notas:

A realização desta Mostra de Vinhos poderá implicar um número mínimo de 7 empresas participantes.

Desistências comunicadas até dia 27 de maio serão alvo de reembolso no valor de 25% do custo da participação.

As datas dos voos estão sujeitos a confirmação mediante disponibilidade. Caso pretenda partir do Porto, por favor contacte-nos.

Programa sujeito a alterações para melhor adequação de contactos.

COMO FAZER A INSCRIÇÃO?
1. Fazer a pré-inscrição gratuita através do formulário até dia 13 de maio de 2022.
2. Envio de catálogo da empresa em português.
3. Contacto da CCIP para validação de interesse.
4. Pagamento do valor da inscrição.
5. Deslocação ao mercado.

O QUE ESTÁ INCLUÍDO?
Apresentação do mercado do setor dos vinhos no Brasil
Visita à Associação Brasileira de Enologia
Jantar com empresário Português do setor dos vinhos presente no mercado
Organização de momentos de degustação especiais (sala privada, copos, sommeliers)
Momentos de networking
Almoço no Hotel Renaissance
Acompanhamento de um membro da CCIP e de um parceiro local
Jantar de despedida com Embaixador ou Cônsul Português*
Contacto e apoio comercial aos expositores mesmo depois do evento e sem qualquer custo
*A confirmar

Nota:
É permitido o transporte individual de até 15 garrafas para a mostra, no transporte aéreo e entrada no Brasil. Se pretender levar mais garrafas por favor contacte-nos.

Inscreva-se aqui: https://survs.com/survey/43qkhdbl9b

Fonte: Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa – CCIP 

Ceará exportou US$ 387,597 Milhões entre Janeiro e Fevereiro de 2022

Ceará exportou US$ 387,597 Milhões entre Janeiro e Fevereiro de 2022

O Ceará exportou US$ 387,597 Milhões entre Janeiro e Fevereiro de 2022, um aumento de +38,39% em relação ao mesmo período do ano passado. O estado foi o 6º maior exportador e o 11º maior importador.

Os principais produtos exportados foram Ferro e Aço (US$ 196 Mi), Calçados (US$ 62 Mi), Frutas (US$ 27 Mi), Pescados (US$ 14,6 Mi) e Ceras Vegetais (US$ 6,2 Mi).

Na relação Brasil-Portugal, as exportações cearenses no período atingiram US$ 2,2 Milhões, um aumento de +44,50%. O estado foi o 6º maior exportador brasileiro para Portugal, com destaque para as vendas de Calçados (US$ 824 mil), Combustíveis (US$ 757 mil), Frutas (US$ 204 mil), Móveis (US$ 168 mil) Sucos e Extratos Vegetais (US$ 67 mil).

Por sua vez, as importações cearenses de produtos oriundos de Portugal chegaram ao US$ 1,002 Milhão, uma queda de -21,16%. O estado foi o 11º maior importador brasileiro de produtos portugueses, com destaque para as compras de Azeite de Oliva (US$ 423 mil), Plásticos (US$ 261 mil), Máquinas e Aparelhos Elétricos (US$ 244 mil), Instrumentos Mecânicos (US$ 50 mil) e Frutas (US$ 21 mil).

Conheça aqui (https://bit.ly/32c3rh6) BI produzido pela Federação das Câmaras Portuguesas de Comércio no Brasil em parceria com a Câmara Brasil Portugal no Ceará – CBPCE contendo detalhes das relações comerciais com Portugal, inclusive com dados do comércio exterior de todos os estados brasileiros onde há Câmaras luso-brasileiras.

O Observatório de Negócios Internacionais da Federação das Câmaras Portuguesas de Comércio no Brasil tem o apoio de APSV Advogados. Curta e compartilhe esta iniciativa com a sua rede no LinkedIn.

Fonte: Federação das Câmaras Portuguesas

Qair inicia energização de complexo eólico no Rio Grande do Norte

Qair inicia energização de complexo eólico no Rio Grande do Norte

A Qair Brasil iniciou processo de energização do complexo eólico Afonso Bezerra. As obras do complexo foram iniciadas em maio de 2020, mas teve seu ritmo afetado por conta da pandemia de covid-19.

As obras foram concluídas dando início para as operações SE Coleta AFB e do Bay de Conexão ACD na Chesf, efetivando a geração de energia na subestação.

A subestação se conecta com o Sistema Nacional Interligado (SIN) para escoamento de energia limpa. O próximo passo é a fase inicial de comercialização.

O novo complexo em atividade tem ao todo 38 aerogeradores modelo V150, com 125 metros de altura, da fabricante dinamarquesa Vestas. A capacidade total instalada do parque é de 159,6 MW, dos 38 aerogeradores, 14 já se encontram em plena operação, os demais seguem em testes finais.

A Qair Brasil é subsidiária da Qair Internacional, de origem francesa. Ela opera em 17 países há mais de 30 anos com foco em energias renováveis.

Fonte: O Otimista

Do Lixo ao Luxo II – A Lição Sabemos de Cor, por Cibele Gaspar

Do Lixo ao Luxo II – A Lição Sabemos de Cor, por Cibele Gaspar

Estamos vivenciando uma corrida desenfreada por soluções de transição energética. (…) Como olhar para essa tempestade perfeita e emergir com soluções que nos remetam a uma nova ordem mundial, pautada na economia circular?

Elaborado para esta coluna, o texto a seguir é de Cibele Gaspar, administradora, especialista em finanças, PPPs e financiamentos Internacionais e mestre em Gestão Estratégica . Sócia da Nexxi Consultoria Empresarial e Financeira. O tema é atualíssimo. Leia-o:

A cientista Margareth Wheatley, em seu livro “Liderança e a Nova Ciência”, nos ensina que o caos é um estranho atrator de significados. Quando refletimos sobre os períodos em que estamos mergulhados no caos, podemos perceber que, quando ele termina, emergimos transformados, mais fortes em alguns aspectos, renovados. Abrigamos em nós a dança da criação e aprendemos que evolução sempre requer a passagem pelos tenebrosos reinos da desintegração.

Para enxergar a ordem além do caos é preciso mudar o foco da visão. Num mundo não linear, coisas que a princípio parecem pequenas podem amplificar-se em resultados inesperados e por muitas vezes, positivos, que conduzem a uma nova ordem.

Essa introdução tem a ver com o momento crítico que atravessamos. Como afastar-se da visão do caos e tentar enxergar a nova ordem que vai tomando forma é importante para avançarmos como seres humanos e como corporaçõe. Quando as coisas ficam caóticas, essa clareza nos faz enxergar o sentido das coisas, mesmo que o mundo tenha ficado louco.

Estamos vivenciando uma corrida desenfreada por soluções de transição energética que nos permitam evitar o caos climático e, agora, com o conflito no Leste Europeu, o risco de suspensão de fornecimento de gás natural e fertilizantes, impactando a segurança física e alimentar de muitas regiões do mundo. Como olhar para essa tempestade perfeita e emergir com soluções que nos remetam a uma nova ordem mundial, pautada na economia circular?

A solução muitas vezes está diante de nossos olhos. O dia 21.03.2022 foi recheado de notícias alvissareiras para a indústria do Biogás e, particularmente, para a inserção do Brasil entre os países de destaque na implementação de soluções para a transição energética de combustíveis fósseis para energias limpas.

O governo federal anunciou um pacote de medidas de incentivo à produção do biometano no Brasil, que consolidam e promovem ações importantes para o setor, dentre as quais se destacam a equiparação do biogás ao gás natural, não somente intra-dutos, como até então, como também no tocante aos incentivos fiscais já existentes – desoneração de 9% de PIS/COFINS, suspensão da cobrança de PIS/COFINS na aquisição de máquinas, materiais de construção e equipamentos para novas usinas, inclusão dos investimentos em biometano no Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento da Infra Estrutura (REIDI).

Foi também instituído o Programa Metano Zero, que consiste na criação do mercado de créditos de metano, uma iniciativa inovadora, ainda a ser regulamentada, que pretende alinhar-se ao mercado de carbono existente. O programa representa enorme oportunidade econômica e estratégica, reduzindo emissões de gases de efeito estufa, custos de combustível e energia e transformando os produtores rurais e gestores de aterros sanitários em fornecedores de combustível e energias limpas e renováveis, além do importante subproduto, os biofertilizantes com alto valor para a agricultura. Falaremos mais dele nos próximos artigos.

O significado dessas ações, principalmente no cenário mundial atual, de extrema criticidade para o mercado de gás natural e derivados do petróleo, cujos preços saltaram de forma exponencial é de um caráter estruturante e estratégico e pode mudar o patamar da economia brasileira, tão infelizmente exposta aos decepcionantes voos de galinha em seu crescimento.

O Programa, na nossa visão uma política de Estado, e que como tal deve ser preservada, permitirá de forma rápida o desenvolvimento de novas plantas industriais que gerem biometano, que é obtido no refinamento e processamento do biogás e que, como biocombustível, pode ser utilizado em substituição aos combustíveis fósseis, uma vez que a tecnologia existente já é utilizada em várias partes do mundo e no Brasil, onde se registram 675 plantas de biogás, espalhadas por todo o País, com uma produção anual que chega a 2,22 bi (Nm3/ano).

Segundo Gabriel Kropsch, vice-presidente da Abiogas, o Brasil tem um potencial da ordem de 43 milhões de m3 por ano , o que seria suficiente para substituir quase 80% de todo o óleo diesel consumido no país ou um quarto da demanda nacional por energia, por uma fonte renovável e de custo competitivo.

Ainda segundo a Abiogas , o setor privado está preparado para investir cerca de R$ 60 bilhões em novos projetos até 2030, em plantas localizadas em aterros sanitários, usinas de cana de açúcar e fazendas de suínos, principalmente.

Dentre as medidas anunciadas ontem, serão implantadas 25 plantas demonstração da tecnologia nas regiões Sul, Sudeste e Centro Oeste do País. Contudo, não se sabe por que as regiões mais desiguais do Brasil – Norte e Nordeste – não foram contempladas. Imaginamos que isso não tenha nada a ver com o agronegócio, dada a fortaleza nordestina na produção de aves e ovos, na cultura de cana de açúcar, nas suas bacias leiteiras e na pujança verificada na produção de grãos no oeste baiano e no cerrado piauiense. Também não se aplica à questão dos aterros sanitários e lixões, espalhados por todos os rincões deste país.

O País do agronegócio é ao mesmo tempo o país dos lixões – segundo a Associação Brasileira de Empresas de Tratamento de Resíduos e Efluentes (Abetre), ainda existem no país 2.612 lixões a céu aberto em operação, que provocam desigualdade, miséria e doença. Em 2019, no Ceará existiam 301 lixões, somente 21 municípios tinham programas de coleta seletiva e apenas 10 municípios cearenses dispunham de aterros.

Ambas as atividades geram resíduos contaminantes, que impactam severamente o meio ambiente e as condições de vida das populações menos favorecidas. Contudo, devem ser olhadas pelo viés de solução e não de problema. Espera-se que a iniciativa quanto às plantas demonstração se espalhe por todo o Brasil. A utilização econômica e inteligente de resíduos proporciona melhor qualidade de vida para todos e por esta razão deve ser democratizada.

Os resíduos do agronegócio e o processamento e os resíduos sólidos urbanos, transformados em biofertilizantes e biometano, com o adequado processamento e tratamento, geram riqueza e empregos para o País. São, na realidade, matéria prima para o desenvolvimento.

Uma das maiores produtoras de ovos do Brasil investiu recentemente, segundo dados da Bloomberg, R$ 50 milhões para construir em Minas Gerais e no Tocantins duas fábricas de fertilizantes orgânicos enriquecidos com minerais fosfatados. Quatorze milhões de aves, produzindo 7,2 milhões de ovos todos os dias, fornecem a matéria prima para um dos ativos agrícolas mais valorizados nos últimos dias, em consequência da guerra no Leste Europeu – os fertilizantes.

Como já me referi em artigo anterior nesta coluna, “o reconhecimento do lixo e do esgoto não como um passivo ambiental, mas como um ativo energético, conjugado a ações de fortalecimento do marco regulatório do setor parecem sinalizar uma luz no fim do túnel. Sair do lixo para o luxo da geração de energia renovável e limpa, com redução de emissões de gases estufa, incorporação de novas tecnologias e geração de emprego e renda, pode ser a solução dessa equação complexa.”

O Nordeste e o Ceará inserem-se de forma soberana nesse processo, tanto por já utilizar com pioneirismo a tecnologia de valorização do gás em seus resíduos sólidos, quanto por possuir um agronegócio forte e um severo problema de lixões a resolver.

Com as regiões de saneamento definidas em marco legal estadual, com a possibilidade de transporte veicular do gás produzido em aterros e plantas mais distantes dos gasodutos atualmente instalados, com os gasodutos já existentes que ligam o Pecém ao mapa de gasodutos do Nordeste e Sudeste e todo o espírito empreendedor do Ceará, acredito que estamos prontos para embarcar nessa jornada rumo a um futuro mais promissor, de céu azul e ar respirável, energia limpa e segurança alimentar.

Essa é uma dívida que temos com nossas próximas gerações e da qual não podemos nos esquivar.

A lição sabemos de cor. Só nos resta aprender.

 

Por Cibele Gaspar
Administradora, Mestra em Gestão Estratégica, Especialista em Finanças, PPPs e Financiamentos Internacionais e Sócia da CBPCE.

Fonte: Cibele Gaspar

Empresárias discutem desafios femininos no mundo dos negócios

Empresárias discutem desafios femininos no mundo dos negócios

“Conecte-se 2022” reuniu empreendedoras de quatro continentes em Portugal para mesas-redondas e desenvolvimento de parcerias

Ao mesmo tempo em que apresenta resultados significativos nos últimos anos, a participação das mulheres no mercado de trabalho também aponta que ainda há muito a caminhar. Dados divulgados pelas Estatísticas de Gênero, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que, no Brasil, a presença feminina na força de trabalho aumentou pelo quinto ano seguido, porém, elas ainda recebem salários menores do que os homens.

Segundo os dados, divulgados no ano passado e referentes a 2019, a taxa de participação das mulheres no mercado de trabalho foi de 54,5% no período, 2,9 pontos percentuais maiores do que na comparação com 2012, o primeiro ano da medição. Os homens continuam sendo maioria (73,7%) e a remuneração feminina ainda é 22% menor que a masculina.

Os desafios das mulheres na conquista por equidade no trabalho, em relação a cargos e salários, foi tema do primeiro dia do evento “Conecte-se 2022”, realizado pelo Clube Mulheres de Negócios de Portugal, que reuniu empreendedoras de quatro continentes e oito países para uma programação de atividades nas cidades de Lisboa e Porto.

Unidas pelo empreendedorismo e pela língua portuguesa, as empresárias expuseram as experiências profissionais e discutiram obstáculos que as mulheres precisam transpor no mundo dos negócios, como o fato de serem subestimadas e terem que batalhar por uma validação de equipes formadas majoritariamente por homens.

A realidade da violência doméstica também foi debatida pelas empresárias, que frisaram a importância da independência financeira para a libertação dos ciclos de agressões.

“Não temos que pagar preços enormes e carregar pesos emocionais para termos aquilo que é nosso de fato e de direito. Essa é a ideia do Clube, criar esse espaço onde mulheres espetaculares encontram o caminho para serem muito prósperas e felizes. A primeira liberdade feminina é a financeira”, afirmou Rijarda Aristóteles, presidente do Clube.

Conecte-se 2022
Realizado entre os dias 7 e 9 de março, o “Conecte-se 2022” promoveu mesas-redondas; entrevistas; espaços para relacionamentos empresariais; lançamentos de livros; e discussões sobre temas como o futuro do trabalho e internacionalização de empresas. O foco do Clube Mulheres de Negócios de Portugal é o compartilhamento de experiências e o desenvolvimento de negócios e parcerias entre mulheres que falam a língua portuguesa.

Fonte: Clube Mulheres de Negócios em Portugal

Primeiro hub de hidrogênio verde do Ceará deve começar a operar este ano

Primeiro hub de hidrogênio verde do Ceará deve começar a operar este ano

Segundo o governador Camilo Santana e o secretário de Desenvolvimento Econômico, Maia Júnior, a EDP vai iniciar as operações com uma pequena fábrica para medir novos investimentos no futuro.

O Ceará pode ter a primeira estação de hidrogênio verde operando no território do Porto do Pecém ainda em 2022. A informação foi confirmada pelo governador Camilo Santana e pelo secretário estadual de Desenvolvimento Econômico e Trabalho, Maia Júnior, durante o evento de inauguração do novo terminal ancoradouro.

Segundo Camilo, a EDP, uma das empresas a assinar acordos de entendimento para investimento no novo polo de hidrogênio verde no Ceará deve iniciar as operações com uma pequena planta de produção ainda este ano, aproveitando para dimensionar os próximos passos do projeto.

A fábrica da EDP, no entanto, ainda não tem uma estimativa do nível de produtividade. Segundo o governador, a empresa ainda trabalha em estudos de viabilidade para mensurar os investimentos nos próximos anos.

“Assinamos 17 protocolos com empresas internacionais e há um olhar especial para as vantagens do Ceará, para a estrutura portuária, a ZPE e outras coisas, então acreditamos que o Ceará está na vanguarda, e fizemos uma parceria com a academia para pesquisa. Também temos a perspectiva da primeira instalação das usinas ainda em 2022, para que possamos dar seguimento a isso”, disse Camilo.

“É uma estação, mesmo muitas coisas ainda estão sendo feitas, com estudos para ver as melhores estratégias de produção e transporte”, acrescentou.

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Fonte: Ceará Global