Exportações: Porto do Pecém retoma linha para Mediterrâneo

Exportações: Porto do Pecém retoma linha para Mediterrâneo

O Porto do Pecém retomou, ontem, a linha Mediterrâneo da MSC (Mediterranean Shipping Company), empresa especializada no transporte marítimo de contêineres. A rota atende, especialmente, a demanda crescente dos fruticultores que exportam parte da produção para países da Europa. De acordo com a MSC, esse é o único serviço com escala direta entre um porto do Nordeste brasileiro e a Itália.

A embarcação de bandeira panamenha, procedente do Porto do Rio de Janeiro, atracou no terminal portuário cearense no fim da madrugada de segunda-feira (21) para carregar contêineres de frutas da safra 2020/2021. Após seis horas de operação, no Pecém, o navio MSC Domitille zarpou em direção aos portos da Espanha e Itália.

“Esta nova escala da MSC tem por finalidade expandir a visibilidade e promover a exportação de nossas riquezas oferecendo um serviço dedicado aos principais portos do mediterrâneo no melhor tempo de trânsito do mercado, sendo o único serviço com escala na Itália. Inauguramos esta nova linha no ano passado e diante de uma aceitação positiva do nosso mercado estamos mantendo os investimentos no atendimento de mais uma safra através do porto do Pecém”, afirma Daniel Soares, gerente da MSC.

O navio MSC Domitille, responsável pelo reinício do serviço para o mediterrâneo, tem 299,18 metros de comprimento e capacidade de armazenar até 9.411 TEU´s (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés). Cada contêiner refrigerado pode conservar até 25 toneladas de frutas.

Recomeço
O presidente do Complexo do Pecém, Danilo Serpa, ressaltou que a continuidade dessa rota diante cenário atual na economia é motivo de satisfação. “Iniciamos esse serviço no ano passado e exatamente um ano depois estamos recomeçando a operação dessa segunda linha de conexão com a Europa. Assim, seguimos firmes com o objetivo de transformar o Pecém no portão de entrada e saída das cargas da região Nordeste”, pontua.

Rota
A linha faz parte do serviço WMED, operado desde o ano passado pela MSC. A rota conecta o Porto do Pecém a portos localizados no mar mediterrâneo através da seguinte rota: Espanha – Valência (9 dias) e Barcelona (11 dias). Itália – Genova (13 dias); Livorno (14 dias); e Gioia Tauro (16 dias).

Exportações
No ano passado, o Porto do Pecém transportou aproximadamente 11.578 TEU´s, o equivalente a 151.737 toneladas de frutas frescas a partir do Porto do Pecém. Além da linha para o mediterrâneo, seguem em operação regular duas linhas de navegação para norte da Europa e Estados Unidos. Entre os países que mais receberam frutas, em 2019, Estados Unidos lidera com 35%. Em seguida, Holanda (26%), Reino Unido (17%), Espanha (13%), Itália (5%), Alemanha (2%), e outros (2%).

Fonte: Jornal O Estado do Ceará em 22/09/2020

Área de condomínios logísticos salta 10% no CE e deve dobrar em dez anos

Área de condomínios logísticos salta 10% no CE e deve dobrar em dez anos

Com 204 mil m² no Estado, a área de empreendimentos de armazenagem para a indústria deve ganhar mais 360 mil m² nos próximos anos. Demanda tem crescido gradualmente com o fortalecimento do e-commerce

Utilizados para o armazenamento – seja da matéria prima ou do produto final – por vários segmentos do setor produtivo, os condomínios logísticos no Ceará estão ganhando mais espaço. Segundo maior da região Nordeste em área, esses empreendimentos somam 204 mil metros quadrados em todo o Estado, crescimento de 10,3% ou 21 mil metros quadrados (m²) ante os 183 mil metros observados no segundo trimestre de 2019, conforme levantamento da Colliers International, que presta serviço de inteligência imobiliária para a Associação Brasileira de Logística (Abralog). Em até dez anos, o número deve mais que dobrar, com o incremento de 360 mil m².

A avaliação é do diretor comercial da entidade, Abiner Oliveira. De acordo com ele, já nos próximos meses, a área de condomínios logísticos no Ceará deve receber um incremento de 20 mil metros quadrados. “O mercado do Ceará possui em projeto cerca de 360 mil m², que poderão ingressar no mercado ao longo dos próximos cinco a dez anos”, detalha Oliveira.

O avanço é impulsionado pela alta no consumo e tem uma participação importante do crescimento do e-commerce no primeiro semestre de 2020 com o isolamento social e consequente interrupção das atividades presenciais do varejo. “Quanto mais consumo, maior é a necessidade de armazenagem de produtos. Com a pandemia, o e-commerce está demandando muito espaço em galpões logísticos em todas as capitais, não é diferente em Fortaleza”, pontua o diretor comercial.

De acordo com a pesquisa da Colliers International, o mercado do Ceará apresenta uma taxa de vacância de 10% (relação entre a área disponível e a área total) e o preço pedido médio de R$ 14,95/m².

O levantamento mostra ainda que o Ceará ocupa a nona posição no ranking nacional quando se trata de condomínios logísticos. A liderança da lista é ocupada por São Paulo (9,72 milhões/m²); Rio de Janeiro (1,89 milhões/m²) e Pernambuco (1,02 milhões/m²) – este último líder do Nordeste e com uma área cinco vezes maior que a do Ceará.

Gargalos

Apesar do potencial para o fortalecimento do setor, o coordenador do Núcleo de Infraestrutura da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), Heitor Studart, destaca que o Ceará esbarra no gargalo da infraestrutura das rodovias, o que acaba deixando o Estado bem atrás do vizinho Pernambuco. “O Ceará ainda está iniciando, incipiente. O mercado é totalmente promissor e vem se desenvolvendo de forma agressiva. Não tenha dúvidas de que essa crise do coronavírus veio para acelerar esse crescimento”, diz.

“Ter uma malha rodoviária em bom estado é uma condição fundamental para o desenvolvimento da operação logística e nós infelizmente estamos em dívida com isso. Talvez a expansão em anos passados não tenha sido maior em função do estado do Anel Viário, que há 10 anos está sendo feito e tem atrasado esse crescimento”, lamenta Studart, lembrando ainda do atraso da ferrovia Transnordestina.

“Nós temos projetado oito polos intermodais ao longo da estrutura da Transnordestina, com entroncamento ligando às grandes rodovias. Esse entorno dos polos intermodais favorece grandemente o assentamento de condomínios logísticos, reforçando o desenvolvimento desses empreendimentos”, explica ainda Heitor Studart.

Atualmente, estão em operação no Estado quatro empresas desenvolvedoras de condomínios logísticos, com empreendimentos que se concentram em Fortaleza e Região Metropolitana. Studart avalia, porém, que há potencial para o desenvolvimento do setor em outras regiões, a exemplo do Chapada do Apodi, destacando o agronegócio nessa área, Cariri, Sobral e Quixadá.

Uma dessas empresas é a LOG, que opera no Ceará há quase cinco anos. A companhia opera na Capital com um condomínio logístico de aproximadamente 111 mil metros quadrados e se prepara para terminar a construção de mais 54 mil metros quadrados, investimento de R$ 80 milhões. O diretor comercial da empresa, Guilherme Trotta, avalia que o Ceará representa um importante mercado e que Fortaleza se destaca por figurar entre os grandes centros urbanos do País.

“Temos 100% de ocupação e muita procura por nossas áreas. Antes da pandemia, já tínhamos mapeado a necessidade do segundo empreendimento”, afirma Trotta. Com o crescimento do e-commerce, a certeza sobre o investimento se fortaleceu: durante a pandemia, houve alta de 40% nas locações dos galpões da LOG no Estado. Do total de clientes alocados nas instalações da LOG, 50% correspondem a empresas do e-commerce.

“O Ceará é um dos primeiros estados onde a gente começa a segunda leva de parques logísticos no País”, arremata o diretor comercial.

Fonte: Diário do Nordeste em 22/09/2020

Demanda por tecnologia: o crescimento de startups no Ceará em 2020

Demanda por tecnologia: o crescimento de startups no Ceará em 2020

Com o crescimento da demanda por serviços digitais, startups cearenses se desenvolveram durante o período de pandemia. Em um período no qual o acesso a tecnologias se expandiu com demandas tanto do público quanto de empresas, o segmento de startups, que por tradição já atua com o desenvolvimento de inovações, precisou se atualizar para dar conta de todas as solicitações.

No Ceará, estado que conta com 187 startups, de acordo com dados da Associação Brasileira de Startups (ABStartups), o contexto não foi diferente, com empresas ampliando e até surgindo em meio a pandemia do novo coronavírus. Sobre o ecossistema cearense do segmento, Delano Macêdo, conselheiro do Ninna Hub, equipamento para aceleração e incentivo de startups, define que o Estado está em processo de estruturação.

Em comparação com outros estados do Nordeste, como Bahia e Pernambuco, o Ceará demorou alguns anos para começar de fato a olhar o segmento com atenção, avalia Delano. Contudo, a presença de universidades e escolas técnicas no interior do Estado serão responsáveis por estimular ainda mais o surgimento de profissionais para o setor.

Entre as possibilidades de setores de atuação, o conselheiro destaca a saúde como um potencial, citando como exemplo a presença da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) no Distrito de Inovação em Saúde do Eusébio, além dos projetos para a região do Porangabussu, que também abrigará um Distrito. ”Há previsão de programas de startup em saúde para lá. Acho que logística é outra área (de destaque), considerando a posição equidistante do Estado no Nordeste.

Tem vários centros de distribuição de empresas grandes que estão se instalando no Ceará”.

Ainda sobre os principais setores no Ceará, Marília Diniz, analista do Sebrae-CE comenta que observa “muita força na área da educação, agronegócio, turismo e saúde. Iniciativas estão rodando bem em todos os setores, na área de energia solar está acontecendo, também tem o pessoal trabalhando com Inteligência Artificial (IA). Várias tecnologias de robotização, games”, elenca.

Em estudo intitulado “Mapeamento de Comunidades Emergentes Região Nordeste 2019”, a ABStartups informou que os segmentos de Educação (15%), Saúde e Bem estar (10,6%), Varejo/Atacado (10,6%), Comunicação e Marketing (6%) e Big Data (6%) são os líderes em atuação no Ceará.

O programa StartupCE, realizado pelo Sebrae-CE, é uma das estratégias para incentivar o ambiente no Estado, com a pré-aceleração de iniciativas selecionadas. Marília comenta que a expectativa para o quarto ciclo do projeto, que já beneficiou 70 startups, abra inscrições no mês de setembro. Ainda não há mais detalhes sobre a nova edição do programa. Marília também reforça que os padrões de averiguação de uma startup, com a hipótese, o problema, a validação da hipótese e teste, aproximam o setor do método científico.

Dessa forma, potenciais erros no desenvolvimento ou foco da empresa acabam sendo modificados mais rapidamente, evitando perdas expressivas de investimento.

Ninna Hub
Com foco em ser um espaço para incentivar startups de diferentes segmentos no Ceará, o Ninna Hub, lançado em dezembro de 2019, reúne seis empresas em sua sede. Por conta do período de pandemia, um novo edital para a chegada de novas startups foi adiado. “Íamos lançar edital antes da pandemia, mas veio o lockdown, não fazia sentido fazer se o prédio não estava vivo.

Agora, estamos reabrindo a ideia do edital”, conta Delano Macêdo, ainda sem definir a data oficial para a chegada de novas iniciativas. O espaço possui capacidade para até 20 startups. Atualmente, o Ninna conta com cinco mantenedores. Ou seja, empresas que pagam uma mensalidade fixa, com contrato de um ano, e têm acesso às startups inseridas dentro do hub para estudarem inovações que se apliquem a cada necessidade. De acordo com Delano Macêdo, três deles foram conquistados durante o período de pandemia. Para os próximos meses, o hub pretende angariar novos mantenedores, com o desenvolvimento de programas de inovação mais curtos, com duração de até dois meses.

Para além do contato com empresas privadas, o hub se aproxima da academia, com a presença de uma unidade Centro de Empreendedorismo (CEMP) da Universidade Federal do Ceará (UFC) nas instalações do Ninna.

Em contrapartida, o hub contará com um espaço dentro da sede do CEMP, localizado no Campus do Pici. A estratégia é uma forma de fazer com que os estudantes tenham mais facilidade de apresentarem seus projetos e incentivar o ambiente de inovação.

Chatbot Maker
A mudança de foco e escopo faz parte do processo de desenvolvimento de uma startup. No caso da Chatbot Maker, criada em 2017 pelos amigos Thiago Amarante, CEO e CTO da empresa, e Marlos Távora, COO, o objetivo se manteve o mesmo: auxiliar o atendimento e relacionamento de empresas com os clientes de forma automatizada. Com experiência adquirida em três startups anteriores, o aporte de um investidor anjo foi um dos primeiros passos para o surgimento da Chatbot Maker.

A tecnologia de chatbot permite, por meio de um aplicativo de mensagens, que as empresas tenham uma IA para responder às solicitações de forma automática, sem a necessidade de um operador humano no processo. “(Em 2017) Vendíamos um produto que as empresas ainda não entendiam o que podia fazer com ela. Whatsapp ainda engatinhava no Brasil a ponto das empresas entenderem que elas poderiam fazer atendimentos nesses canais”, conta Thiago. No último trimestre, a Chatbot Maker cresceu 500% em número de clientes, saindo de 23 para 150, com 1,5 milhão de usuários interagindo com os clientes.

Hoje, a empresa conta com 13 pessoas na equipe. “Nós começamos como um serviço de consultoria, depois fomos para um serviço de construção de chatbot, depois fomos para um modelo mais de serviço, com mistura de construção com consultoria e, por último, agora um produto mais caixinha”, detalha Thiago. O CEO se refere a Suri, uma IA já automatizada, disponível nos canais de atendimento dos clientes, como Whatsapp, Messenger (Facebook) e o próprio portal da empresa. Dessa forma, a implantação do sistema é mais rápida e menos onerosa para o cliente, que paga uma mensalidade pelo serviço. Para os próximos passos da empresa, Thiago explica que está sendo preparada a tese de investimento, pois uma rodada de investimentos é prevista para o próximo trimestre. Também há planos para o desenvolvimento de um ticket de valor mais baixo, voltado para empresas de menor porte, como forma de ampliar o escopo de atuação da startup.

Mercadapp
Durante o período da pandemia, com a necessidade da população de ficar em casa e reduzir aglomerações, o uso de aplicativos para realizar compras em supermercados foi um dos segmentos que se desenvolveu em 2020. Fundada em 2016, a startup Mercadapp já possuía expertise no setor, mas o crescimento da demanda de clientes representou um novo desafio para a empresa. Durante o mês de março, a média de crescimento de vendas pelo aplicativo foi de 400%. Somente neste ano, mais de 50 milhões de reais já foram movimentados na plataforma.

De acordo com o CEO Gabriel Gurgueira, a equipe cresceu durante o período de pandemia, passando de 16 para 41 pessoas. “Como a gente tem uma solução que ganha senso de urgência nesse momento, acabamos tendo um crescimento considerável, que ampliou as margens de crescimento que a gente vinha tendo a cada ano. Nosso desafio foi justamente crescer de forma saudável num escopo tão rápido e como conseguir atender toda a demanda que nos foi deslocada. E conseguimos fazer todos os movimentos adequados, crescer bem no período, estabelecer boas relações”, explica.

O CEO destaca que um dos diferenciais da Mercadapp é já possuir uma base com mais de 150 mil produtos pronta para os novos clientes, o que reduz a necessidade de realizar novos cadastros. “E a gente ‘pluga’ também a assessoria, que já está embutida na nossa solução completa. Além da tecnologia, tem um assessor que vai estudar o caso do lojista, os resultados, vai sentar com ele ao menos uma vez ao mês, traçar plano, metas, definir quais campanhas podem ser executadas, já entendendo quais campanhas trazem melhores resultados. Indica em um benchmarking como ele está performando em relação a supermercados que temos na nossa base de porte semelhante, isso sem ferir a confiabilidade de nada.

”Com presença em 150 supermercados em 20 estados brasileiros, a meta da empresa para o primeiro trimestre de 2021 é chegar a 200 clientes, com cobertura em todo o território nacional. “A gente observa que houve uma aceleração na maturidade da venda online no Brasil, que Covid infelizmente disparou. Nossa tarefa é ajudar isso da melhor forma, fazendo com que seja mais produtivo pro lojista”, comenta Gabriel.

Logaroo
Criada em maio de 2020, durante o período de pandemia, a startup Logaroo trabalha na perspectiva de ser uma nova atuante no segmento de delivery. Samuel Batista, diretor de tecnologia da empresa, explica que a experiência para entrar no setor veio com o segmento de dark kitchens (restaurantes com funcionamento exclusivo via delivery), no qual os desenvolvedores da Logaroo estavam inseridos desde 2018.“Nascemos dentro de uma operação de dark kitchens, o Delivery Mall. Então, nossa operação já era mais do que desejadas por estes primeiros clientes de nossa operação.

Como estes clientes também possuem outros negócios em outras localizações, nosso serviço acaba sendo bastante recomendado justamente por sanar uma dor que é bastante recorrente dentre os operadores de dark kitchens: a entrega dos pedidos”, comenta Samuel. Apesar do setor ter uma concorrência bem estabelecida, a startup já conseguiu resultados relevantes, com 60 mil entregas realizadas em 50 bairros de Fortaleza, movimentando mais de R$ 2,6 milhões.

“Nos diferenciamos dos grandes players que também oferecem a logística pelo fato de garantirmos a disponibilidade de agentes de entrega para atender a alta demanda nos mais diferentes horários, já que as operações de dark kitchens onde operamos já garantem aos entregadores uma grande oferta de entregas. Dessa forma, alcançamos uma eficiência logística que traz ótimas avaliações aos restaurantes atendidos.

”Nos próximos meses, a startup tem como foco ampliar a equipe operacional, além de viabilizar atuações em outros estados do nordeste.

Fonte: TrendsCE em 14/09/2020

Ceará registra saldo positivo de 38 mil novas empresas em 2020

Ceará registra saldo positivo de 38 mil novas empresas em 2020

O saldo de empresas registradas no Ceará, de janeiro a agosto deste ano, foi positivo segundo os dados da Junta Comercial do Estado do Ceará, Autarquia vinculada à Secretaria do Desenvolvimento Econômico e Trabalho (Sedet). Ao todo, foram 56.528 novos negócios abertos no estado, enquanto que os fechamentos totalizaram 18.124 registros, o que corresponde ao saldo de 38.404 empresas.

O cenário também apresenta dados positivos se compararmos os meses de agosto deste ano e o de 2019, com aumento de 16,30% na abertura de empresas. No mês passado, foram constituídos 8.965 novos negócios, contra 7.708 empresas abertas em agosto de 2019.

O setor de Serviços tem se destacado com o maior número de novas empresas, tendo em vista que, de janeiro a agosto, somou 30.149 registros. Já o comércio obteve 20.877 aberturas no período, além de 5.502 novas indústrias.

De acordo com o Secretário do Desenvolvimento Econômico e Trabalho, Maia Júnior, esse é mais um resultado do esforço da equipe do Governo em recuperar a economia cearense. “Fechamos a semana com mais esse resultado com saldo positivo na abertura de empresas no Ceará. Isso significa mais empregos gerados, que é o nosso principal desafio!”, ressaltou Maia Júnior.

Para a presidente da Jucec, Carolina Monteiro, os dados nos mostram a retomada da economia no estado. “Ao analisarmos os números de abertura de empresas desde o início do ano até hoje, percebemos o crescimento do quantitativo de novos negócios o que é fruto do trabalho que vem sendo conduzido pelo Governo do Estado do Ceará e da Sedet, alinhada às ações de simplificação implementadas pela Junta Comercial que possibilitou celeridade e a digitalização do processo de abertura de empresas no estado”.

Fonte: Jucec

Entenda o que é e como funciona a Lei Geral de Proteção de Dados

Entenda o que é e como funciona a Lei Geral de Proteção de Dados

Pela lei que agora entra em vigor, o cidadão passa a ser titular de seus dados

A LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados) foi sancionada e publicada nesta sexta-feira (18) no Diário Oficial da União. A sanção da proposta passa a ter aplicação imediata. O texto divulgado pela Secretaria-Geral no fim da noite de quinta-feira (17) não menciona a criação da ANPD (Autoridade Nacional de Proteção de Dados).

O marco da privacidade foi aprovado ainda em 2018, durante o governo de Michel Temer (MDB), mas a lei é debatida há mais de dez anos.

Pela lei que agora entra em vigor, o cidadão passa a ser titular de seus dados. Regras passam a ser impostas aos setores público e privado, que se tornam responsáveis pelo ciclo de um dado pessoal na organização: coleta, tratamento, armazenamento e exclusão. A lei vale tanto para meios online, como para os offline.

O que é a LGPD?
Debatida há mais de dez anos, a lei coloca o cidadão na figura de titular de seus dados. A norma impõe regras aos setores público e privado, que se tornam responsáveis por todo ciclo de um dado pessoal na organização: coleta, tratamento, armazenamento e exclusão. A lei vale para meios online e offline

O que muda para o cidadão?
Uma das principais transformações é a garantia legal de acesso e transparência sobre o uso de seus dados. O cidadão poderá exigir das empresas públicas e privadas informações claras sobre quais dados ela coletou, como os armazena e para quais finalidades os usa. Poderá pedir cópia dos mesmos, solicitar que sejam eliminados ou transferidos

Que dados são esses?
Qualquer dado que identifique uma pessoa (como nome completo ou CPF) ou que possa vir a identificar a partir do cruzamento com outros dados. Dados sensíveis (biométricos ou ligados à posições políticas e religiosas) têm proteção extra; não valem para a lei dados jornalísticos, artísticos e acadêmicos

O que é ANPD?
Autoridade Nacional de Proteção de Dados. Formada por um conselho e cinco diretores, a serem nomeados pelo Executivo. É o órgão responsável por zelar, implementar, fiscalizar e multar

Fonte: Diário do Nordeste 

InovaMundo e TDS formalizam aliança para Tranformação Digital no Ceará

InovaMundo e TDS formalizam aliança para Tranformação Digital no Ceará

Como será o mundo pós-pandemia? Como os negócios se estruturarão daqui para a frente? Como criar futuro através de estratégia digital? As mudanças que veremos no mundo virão muito rápido. Essa é uma lição essencial para os negócios: em um mundo exponencial não podemos pensar de forma linear.

Inovar vem sendo, há um bom tempo, palavra de ordem para muitos negócios e não se pode falar em inovação sem transformação digital. Com o objetivo de acelerar estratégias digitais e impulsionar negócios no Ceará, a InovaMundo, empresa ligada ao Grupo Abax e ao APSV Advogados Associados, tem uma grande novidade! Firmamos parceria com a TDS Company, do Porto Digital, fundada por Sílvio Meira e Sérgio Cavalcanti.

Com conhecimento de pelo menos duas décadas dos seus cientistas no cenário digital, a TDS Company habilita processos de adaptação, evolução e transformação nos negócios utilizando seu framework e sua plataforma própria.

“Impulsionamos organizações a perceberem as transições pelas quais mercados, empresas, times e pessoas estão passando e traçamos com essas organizações estratégias digitais para se adaptarem e evoluírem nesse cenário, o que tem total afinidade com a atuação do Inova Mundo”, afirma Silvio Meira, cientista-chefe e cofundador da TDS Company.

A parceria foi firmada em agosto e as duas empresas começam a atuar juntas ainda no segundo semestre deste ano para fortalecer o ecossistema de inovação no Ceará. A TDS Company entra como núcleo de estratégia, disponibilizando para a InovaMundo sua expertise, que tem como base o STRATEEGIA, um método inovador e inédito, desenvolvido pelos cientistas da TDS Company, Silvio Meira e André Neves.

“Estamos muito felizes em trazer para as organizações do Ceará as melhores práticas em transformação digital na certeza que estamos contribuindo para aumentar cada vez mais o nível de competitividade das organizações e a geração de riqueza para o nosso Estado”, afirma Mário Gurjão, CEO do Inova Mundo.

Fonte: Inova Mundo

Paradiplomacia e negócios internacionais no Ceará

Paradiplomacia e negócios internacionais no Ceará

Há cerca de 3 anos o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) realizou com o governo federal uma série de reuniões no Brasil para debater a atuação dos estados na promoção do comércio e atração de investimento estrangeiro. Tive a oportunidade de participar desse debate e tomar nota de alguns pontos que compartilho neste artigo.

É cada vez mais significativo o papel dos governos subnacionais na atração de investimentos e promoção do comércio exterior. É o que diz, por exemplo, um estudo da Universidade de Columbia. Existem cerca de 8 mil agências subnacionais de promoção de comércio e investimentos no mundo. Ou seja, 50 agências subnacionais para cada agência nacional. No Brasil, não é diferente. Estima-se que 22 Estados e 366 municípios possuem algum tipo de órgão que trata de relações internacionais.

Nada mais natural numa economia globalizada, onde algumas startups nascem para ter escala global, o turismo se tornou uma importante fonte de poupança externa e as metrópoles avançam na concentração das populações. Com pouco mais de 84% da população brasileira vivendo em áreas urbanas, os governos estaduais e regiões metropolitanas não podem ignorar essa tendência mundial nem subestimar as suas vantagens comparativas na promoção comercial e atração de investimentos.
Confira a análise completa do especialista Rômulo Alexandre Soares no site da TrendsCE

Fonte: TrendsCE

Produção Industrial no Ceará teve maior alta do Brasil

Produção Industrial no Ceará teve maior alta do Brasil
A produção industrial cearense teve a maior alta do Brasil no mês de julho. É o que aponta o resultado divulgado, ontem, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O crescimento foi de 34,5% na passagem de junho para julho. Em seguida, Espírito Santo teve a segunda maior alta, com 28,35%.

Para o IBGE, o bom desempenho reflete a ampliação do movimento de retorno à produção de unidades produtivas, após paralisações por conta dos efeitos causados pela pandemia do novo coronavírus. De acordo com o gerente da pesquisa, Bernardo Almeida, o resultado positivo no Ceará se dá, principalmente, pelas altas nas taxas do setor de couro, de artigos de viagens, de calçados e de vestuário. “É a terceira taxa consecutiva positiva para o estado, mas ainda abaixo 1% do patamar pré-pandemia”, avalia.

O secretário do Desenvolvimento Econômico e Trabalho (Sedet), Maia Júnior, destaca que é o segundo mês consecutivo que o Ceará desponta com excelentes resultados na recuperação econômica. “Parece que a fase mais difícil do ponto de vista econômico na pandemia começa a se dissipar. Nos meses de junho e julho, não só no comércio varejista, na agricultura e sobretudo na indústria, os resultados foram muito bons”, afirmou.

O Ceará, pelo segundo mês consecutivo, se destacou no crescimento econômico. “ No mês de junho foram destaque os segmentos da confecção, têxtil e calçados, e em julho, os serviços turísticos começaram a despontar, o que é natural com a volta do consumo no varejo, o que está ativando a recuperação do estoque da indústria. ”

O secretário ressaltou ainda que as expectativas para o fim de ano são boas já que normalmente os meses de setembro a dezembro são favoráveis à indústria que está produzindo mais para atender a demanda natalina. “Isso é importante para nós, proporcionar um ótimo final de ano para os cearenses, com lojas abastecidas, economia se recuperando e principalmente a taxa de emprego em crescimento. O emprego é o nosso maior desafio. E estamos trabalhando para recuperar os níveis pré-pandemia com a liderança do governador Camilo Santana e assim dar uma resposta para os problemas causados pela pandemia”, finalizou o secretário.

Ainda de acordo com o IBGE, mesmo Ceará e Espírito Santo com as altas mais intensas, São Paulo, que cresceu 8,6%, segue aparecendo como a principal influência por ser o maior parque industrial do país. A alta paulista pode ser explicada pelo bom desempenho dos setores de alimentos e de veículos automotores. “São setores influentes na indústria paulista. Também o de máquinas e equipamentos apresentou crescimento importante”, explica o gerente da pesquisa, Bernardo Almeida. Já o Espírito Santo soma avanço de 28,6% em dois meses seguidos de crescimento na produção.

Comparação
O resultado da produção industrial cearense também é positivo na comparação com o mês de junho do ano passado, representando uma alta de 2,7%. As maiores altas na variação mensal foram registradas nas atividades fabricação de produtos alimentícios (36,7%), metalurgia (26,7%) e fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis (24%). Já as maiores quedas ficaram na confecção de artigos do vestuário e acessórios (-30,3%) e fabricação de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos (-22,5%).

Em julho, a indústria acumula no ano -18,2% e nos últimos 12 meses uma variação -9,4%. A atividade com maior alta no acumulado no ano foi fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis (36,1%). Já as maiores quedas acumuladas foram na confecção de artigos do vestuário acessórios (-44%), fabricação de produtos têxteis (-42%) e preparação de couros e fabricação de artefatos de couro, artigos para viagem e calçados (-40,2%).

Fonte: Jornal O Estado do Ceará em 10/09/2020

Beirute, Mucuripe e Pecém, Artigo de Raimundo Viana

A década de 1990 no Ceará foi marcada pela execução de projetos estruturantes que colocaram o Estado em um novo patamar de desenvolvimento. Os cearenses que acompanharam uma crise crônica de gestão pública durante boa parte dos anos de 1980 vivenciaram naqueles dez anos seguintes o oposto, resultado do direto do novo modelo de gerenciamento da coisa pública, adotado a partir de 1087 com o primeiro governo de Tasso Jereissati.

Com o Estado reorganizado do ponto de vista das finanças e com a credibilidade restabelecida, foi possível projetar nova infraestrutura para o crescimento socioeconômico.
Diante desse desafio, na condição de secretário de desenvolvimento econômico projetamos a atração de novos investimentos e a construção do Complexo Portuário do Pecém – Diante do já limitado Porto do Mucuripe. A partir de um pré-projeto elaborado pelo ex-oficial da Marinha Mercante Brasileira, Victor Samuel; e pelo então subsecretário de desenvolvimento econômico Mário Lima, já tínhamos a definição de uma área de 350 hectares para armazenar combustíveis líquidos e gás.

Ao decidir construir o porto do Pecém, o governador Tasso Jereissati colocou o Ceará na rota de desenvolvimento e estabeleceu as bases para um novo complexo portuário no País.

Executado pelo então secretário de infraestrutura Maia Junior, o projeto foi modelar na gestão dos recursos públicos e na qualidade de serviços, contrariando a crítica de setores que, na época, não compreendiam a grandeza da obra.

Inaugurado em 2002, o porto do Pecém está próximo de completar 20 anos de funcionamento e muito contribuiu para a melhoria dos nossos indicadores econômicos, mas, é preciso avançar com a relação à instalação do parque de tancagem, que permanece funcionando lamentavelmente na área do porto do Mucuripe. Em recente artigo publicado no O Povo, o ex-presidente da FIEC, Roberto Macêdo, expôs a gravidade dessa situação, somando-se as diversas vozes que defendem a transferência imediata para o Pecém.

Trata-se de uma medida fundamental. Primeiro, para ampliar a lógica de funcionamento do Complexo Portuário do Pecém e, também, por uma questão de segurança. A recente tragédia de Beirute, no Líbano, deve servir de alerta para o perigo que é manter a tancagem no Mucuripe. Adiar esse projeto é expor a vida de milhares de cearenses a um problema de graves consequências.

*Artigo de Raimundo Viana, empresário, Ex-secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado do Ceará, Sócio e Ex-presidente da CBPCE

Fonte Jornal O Povo em 03/09/2020

UFC inaugura Condomínio de Empreendedorismo e Inovação

UFC inaugura Condomínio de Empreendedorismo e Inovação

A Universidade Federal do Ceará (UFC) inaugurou, ontem, o Condomínio de Empreendedorismo e Inovação.

O prédio reunirá vários setores que lidam com inovação e empreendedorismo fazendo ponte com o setor produtivo cearense. O condomínio ocupará um prédio de dois mil metros quadrados no Campus do Pici e será uma ferramenta importante para dinamizar as relações da universidade, democratizar o conhecimento e abrir oportunidades para estudantes, professores e a sociedade.

O reitor da UFC, Cândido Albuquerque, afirmou que o condomínio é um espaço destinado à inteligência cearense. “Precisávamos de um lugar onde a inteligência inovadora, empreendedora, pudesse se encontrar com a inteligência acadêmica, buscando soluções para os problemas do dia a dia e para a nossa capacidade de inovação, de criação. Destinamos esse espaço, portanto, a essa inteligência tão especial que pode produzir tantas maravilhas. Não havia, pelo menos no âmbito acadêmico, um espaço destinado exclusivamente para isso. Aqui, temos espaço para criar, para empreender, para fazer a conexão entre setor produtivo e a academia. Aqui nada mais será permanente aqui, a não ser a mudança”, afirmou.

O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), Ricardo Cavalcante, participou da cerimônia e destacou que o setor produtivo necessitava de um espaço como o condomínio. Segundo ele, a expectativa é de resultados em pouco tempo. “A gente precisa, nesse novo mundo criado pela pandemia, de mais tecnologia, de inovação e de um lugar que possa nos unir. Todas as instituições – Fiec, Fecomércio, Faec e Sebrae – estarão presentes nesse espaço com muita força. A gente precisa trazer o empresário para a universidade e levar o professor e o aluno para dentro das indústrias e das empresas para que o conhecimento seja acessado com mais rapidez, transformando ideias em novos negócios e produtos para a sociedade”, disse.

Estrutura
A iniciativa privada terá como porta de entrada na UFC o escritório de projetos, que recebe demandas do setor produtivo e encaminha para a respectiva área. O condomínio agrupará coordenadorias das pró-reitorias de Relações Internacionais e Desenvolvimento Institucional, de Pesquisa e Pós-Graduação; de Planejamento e Administração e de Extensão, que são responsáveis por dar encaminhamento a cada projeto, dependendo de suas características e demandas.

O condomínio também reúne o ecossistema de startups da UFC, estimulado por bolsas de inovação e por áreas de coworking, além da diretoria do Parque Tecnológico, responsável por incubar startups inovadoras. No mesmo prédio, também estarão presentes a Escola Integrada de Desenvolvimento e Inovação Acadêmica (EIDEIA) e espaços para instituições do setor produtivo, como Fiec, Sebrae e Fecomércio.
No último andar do prédio funcionará o futuro Centro de Referência à Inteligência Artificial da UFC, que reúne vários grupos de pesquisa desse campo de conhecimento e já tem seu primeiro convênio com a Universidade de Nankai.

Fonte: O Estado do Ceará em 28/08/20