M. Dias Branco reforça posição de líder e foca na expansão e inovação

M. Dias Branco reforça posição de líder e foca na expansão e inovação

A M. Dias Branco, líder em massas no Brasil, está em crescimento, focando na inovação e na adaptação às mudanças do mercado. A empresa busca ampliar sua presença nacional e internacionalmente, destacando a importância de aquisições estratégicas e investimentos em tecnologia, como a inteligência artificial Manu. Descubra como a M. Dias Branco está moldando o futuro do setor alimentício.

A M. Dias Branco, maior grupo industrial do setor de massas e alimentos do Brasil, segue firme em sua trajetória de crescimento. A companhia enfrentou desafios globais sem perder o foco na eficiência e na manutenção de sua competitividade no setor. O Economic News Brasil conversou na terça-feira (28/01) com o vice-presidente de Investimentos e Controladoria (CFO) da M. Dias Branco, Gustavo Theodozio. O diretor de Novos Negócios e Relações com Investidores (RI), Fabio Cefaly, também participou da entrevista. A M. Dias Branco em expansão já traçou seus planos estratégicos.

M. Dias Branco em expansão na produção e desafios econômicos
Nos últimos anos, a empresa precisou se adaptar à alta do dólar e ao aumento dos custos de matérias-primas como trigo, óleo e cacau, desafios que afetaram indústrias em todo o mundo. Para manter sua competitividade, a M. Dias Branco reorganizou sua estrutura produtiva, otimizando operações sem comprometer sua presença no mercado nacional e internacional.

A estabilidade financeira da empresa se reflete em um caixa positivo de R$ 2,2 bilhões, superando sua dívida de R$ 2 bilhões. Esse equilíbrio garante à M. Dias Branco a classificação máxima AAA da Fitch Ratings, confirmando sua solidez no setor.

Expansão Nacional e Internacional: Oportunidades estratégicas
Mesmo com oportunidades no exterior, a M. Dias Branco vê no Brasil o maior potencial de crescimento imediato. A empresa tem ampliado sua presença no Sul e Sudeste por meio de crescimento orgânico e de possíveis aquisições. Algumas regiões, como Bahia e Rio de Janeiro, foram classificadas como estratégicas, seja para consolidar sua liderança ou para expandir sua atuação.

A companhia tem fortalecido sua presença no varejo, ajustando preços para se manter competitiva e ampliando seu portfólio com produtos inovadores. Essa iniciativa está alinhada com a visão de M. Dias Branco em sua expansão, que busca fortalecer sua atuação tanto no mercado nacional quanto no internacional. Além do Brasil, a M. Dias Branco avalia oportunidades na América Latina, destacando Peru e Colômbia como mercados estratégicos.

Sobre a Las Acacias, Gustavo Theodozio compartilhou uma inversão positiva na operação: “Sempre vimos a M. Dias contribuindo com a Las Acacias, seja produzindo o lame que antes era feito por outro fornecedor no Brasil ou enviando farinha de trigo para suas operações. E tudo isso aconteceu. No entanto, trazer os produtos da Las Acacias para o Brasil não estava no nosso radar no momento da aquisição. Agora, esses produtos já estão na gôndola de importados nos supermercados. Você pode encontrar, por exemplo, uma pasta de trigo duro com manjericão, tinta de lula e outros ingredientes diferenciados. São massas mais nobres, feitas com vegetais, algo que não tínhamos aqui. Isso nos permitiu oferecer um produto premium e vender a um valor mais alto nas gôndolas de importados. Esse foi um movimento que realmente não antecipamos quando adquirimos a empresa”.

Fábio Cefaly lembrou que 55% da receita da companhia vem de aquisições. Entre as marcas adquiridas estão a Piraquê, do Rio de Janeiro, a Vitarella, de Pernambuco, e a estrangeira Las Acacias, de Montevidéu, no Uruguai. Além dessas aquisições, a empresa expandiu sua presença com 22 plantas industriais distribuídas pelos estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul. Atualmente, a companhia emprega cerca de 16 mil colaboradores, mantém 29 Centros de Distribuição e está presente em 300 mil pontos de venda espalhados por 3.200 cidades brasileiras, consolidando sua capilaridade e presença no mercado nacional.

Aquisições Estratégicas e Crescimento do Portfólio da M. Dias Branco
Hoje, o grupo conta com mais de 20 marcas no portfólio, algumas delas superando R$ 1 bilhão de faturamento anual. Esse números refletem o compromisso com M. Dias Branco na sua expansão, fortalecendo sua presença no setor alimentício.

Concorrência e Desafios Regulatórios
Além disso, Theodozio destacou: “Em nossa estratégia, expandimos o portfólio com versões diferenciadas de produtos tradicionais, como leite maltado com chocolate, recheados com doce de leite e creme de avelã. Além disso, estruturamos uma nova vertical de salgados, incluindo parcerias e o desenvolvimento de batatas assadas nos fornos de biscoito, reduzindo o uso de óleo e oferecendo uma opção mais saudável.” Isso reforça nossa estratégia de diversificação e inovação dentro da companhia.”

A M. Dias Branco também avalia oportunidades no mercado internacional e possíveis aquisições dentro do Brasil. No entanto, há desafios regulatórios a serem considerados.

“Se fizermos mais uma grande aquisição de massa e mais uma grande aquisição de biscoito no Brasil, podemos realizar isso dentro do que a legislação permite. Mas, caso façamos uma segunda aquisição relevante em cada segmento, teremos problemas com o Cade (Conselho Administrativo de Defesa da Economia) pois o mercado ficaria muito concentrado“, explicou Theodozio.

Atualmente, a M. Dias Branco detém 32% de market share em biscoitos no Brasil, enquanto concorrentes como Marilan (8%), Bauducco (7%), Nestlé (6%) e Mondelez (5%) seguem atrás.

M. Dias Branco em expansão em tecnologia, produtos e transformação digital
A M. Dias Branco tem investido fortemente em inovação para reduzir custos e tornar a gestão mais eficiente. Em parceria com a ST-One, a empresa atingiu a marca de 10 bilhões de dados digitalizados, reforçando seu compromisso com a modernização e a eficiência operacional.

Confira no vídeo os principais fatores que contribuiram para o crescimento do Grupo M. Dias Branco:

Um dos destaques desse avanço tecnológico é a Manu, inteligência artificial batizada em homenagem ao fundador Manuel Dias Branco, avô do atual presidente Ivens Dias Branco Jr. A Manu é peça-chave na operação da empresa, funcionando 24 horas por dia para consolidar dados, gerar relatórios, apresentar indicadores e enviar alertas automatizados para os setores estratégicos.

Gustavo Theodozio explicou que, no dia 6 de cada mês, a Manu gera automaticamente todas as informações e análises detalhadas por SKU e as envia para cada regional da empresa, incluindo Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais. Para facilitar a comunicação, a inteligência artificial também envia áudios personalizados para os vendedores, como se fossem podcasts, informando margens, tendências de vendas e outros indicadores relevantes. Tipo:

“O vendedor que está no carro e não pode ver o relatório recebe um áudio da Manu, que diz: ‘A tua margem está assim, está assado, SKU tal, cliente tal’. Essa solução mudou a forma como operamos”, disse Theodozio.

“Esses avanços permitiram maior automação, controle preciso dos processos e redução de falhas, tornando nossa gestão mais eficiente e sustentável“, destacou Theodozio. Além de otimizar o desempenho, as melhorias também promovem sustentabilidade, um dos pilares estratégicos da companhia.

Encerramento da Planta em São Paulo
Sobre o encerramento de uma planta em São Paulo, Theodozio explicou: “Qual a empresa que não põe em prática estratégias para otimizar produção e logística, reduzir custos e aumentar eficiência? Isso é normal, não estamos parados. Não é normal é não ter estratégia de crescimento.”

A produção dessa unidade foi realocada para outras fábricas do grupo em São Paulo, Salvador e Bento Gonçalves (RS), garantindo a continuidade do atendimento ao mercado. Essa reorganização faz parte de um plano maior para otimizar a produção e melhorar o aproveitamento dos recursos.

Presença Internacional e Destaque Global da M. Dias Branco
O desempenho da M. Dias Branco tem ganhado reconhecimento global. Em setembro de 2024, em Nova York, o presidente da companhia, Ivens Dias Branco Jr., foi eleito o melhor CEO da América Latina pela Institutional Investor, um dos prêmios mais prestigiados do setor corporativo. Esse reconhecimento reforça a liderança da empresa no segmento de massas e biscoitos e sua credibilidade no cenário global.

A estratégia da M. Dias Branco para sua expansão tem sido determinante para impulsionar a companhia, garantindo sua evolução nos mercados nacional e internacional. Na Europa, a empresa vê oportunidades na Península Ibérica devido à conexão cultural e ao idioma.

“Portugal e Espanha são mercados estratégicos para a expansão, além de servirem como base para o abastecimento da África, uma região com crescente demanda”, explicou Theodozio.

Em contrapartida, mercados como Inglaterra, Itália e França apresentam barreiras estruturais que dificultam uma entrada competitiva.

Fonte: Economic News Brasil em 31.01.2025

Como construir confiança em um ambiente de desconfiança? por Josbertini Clementino

Como construir confiança em um ambiente de desconfiança? por Josbertini Clementino

Ao longo da minha carreira, ocupando posições estratégicas no Governo, Parlamento e Terceiro setor, enfrentei um grande desafio de construir confiança em cenários complexos.

Trabalhei em ambientes marcados pela polarização, interesses conflitantes e, muitas vezes, desconfiança generalizada. Em todos esses contextos, ficou evidente que confiança não é algo que simplesmente se tem; é construída com consistência, empatia e, acima de tudo, credibilidade.

Confiança é a moeda mais valiosa nas Relações Institucionais e Governamentais (RelGov) – e também a mais escassa.

Este artigo é para você, profissional de Relações Institucionais e Governamentais (RelGov), que já enfrentou dificuldades em estabelecer um diálogo aberto e produtivo com stakeholders ou em defender pautas em um ambiente onde o ceticismo prevalece.

Meu objetivo aqui é oferecer reflexões e estratégias práticas, fundamentadas em experiências reais, para ajudá-lo a superar essas barreiras e construir pontes sólidas de confiança.

Confiança, no entanto, não é apenas um objetivo abstrato: é uma ferramenta prática que pode transformar sua atuação e aumentar sua capacidade de influenciar decisões que impactam a sociedade.

1. Transparência: um alicerce insubstituível
No universo de RelGov, transparência não é uma escolha; é uma necessidade. Seja ao negociar com autoridades públicas, seja ao interagir com organizações da sociedade civil, deixar claros os objetivos e intenções de uma proposta é essencial para quebrar barreiras de desconfiança.

Durante minha atuação no Ministério do Trabalho, por exemplo, enfrentei resistência inicial ao propor ajustes em programas de qualificação profissional. Ao apresentar dados claros sobre os benefícios e limitações das mudanças sugeridas e prevê cenários com evidências consistentes, consegui não apenas reverter o ceticismo, mas também engajar os stakeholders como aliados no processo de implementação.

A transparência deve ir além do discurso, precisa estar presente em todas as etapas do processo, desde a coleta de informações até a prestação de contas sobre os resultados obtidos.

2. Empatia: a arte de enxergar pelo olhar do outro
Em minha trajetória, percebi que muitos conflitos e resistências poderiam ser evitados se houvesse mais empatia no campo de contrução das relações que não é percebido na superficialidade.

Isso significa entender os receios, interesses e prioridades das pessoas com quem está dialogando.
Uma experiência que me marcou foi em um projeto de desenvolvimento territorial, onde enfrentei resistência de lideranças comunitárias em relação a políticas públicas voltadas para a juventude e mulheres. Em vez de insistir no discurso técnico, priorizei ouvir suas preocupações e incorporar suas sugestões ao projeto. Esse processo de escuta ativa foi transformador, convertendo a desconfiança inicial em uma parceria sólida.

Empatia não é fraqueza; é uma estratégia de muito poder que fortalece relacionamentos e cria uma base sólida para negociações futuras.

3. Consistência: a base da reputação profissional
Confiança não sobrevive sem consistência. Cumprir compromissos, grandes ou pequenos, é o que diferencia um profissional confiável de um que gera dúvidas.

Em minha experiência, percebi que compromissos não cumpridos, mesmo que involuntários, criam barreiras que são difíceis de superar.

Em um dos projetos que coordenei para mobilização, estabelecemos um cronograma claro com prazos e entregas específicas. Ao garantir que cada compromisso fosse honrado, construímos uma reputação que facilitou a implementação de iniciativas mais complexas no futuro.

Seja pontual, cumpra prazos e evite prometer o que não pode entregar. A consistência é o que transforma palavras em ações e ações em confiança.

4. Relacionamentos antes da crise
A confiança mais duradoura é construída nos momentos de calmaria, não durante as crises. Em minha atuação como Secretário de Estado, adotei a prática de manter reuniões regulares com parceiros estratégicos, mesmo quando não havia demandas imediatas.

Esse esforço constante de relacionamento criou um ambiente de colaboração que foi essencial para resolver crises de forma rápida e eficiente.

Quando a confiança é construída com antecedência, funciona como um escudo em momentos de pressão.

Como profissional de RelGov, dedique tempo a criar relacionamentos sólidos antes que eles se tornem essenciais, pois não apenas facilitará a solução de problemas futuros, mas também posiciona você como um interlocutor confiável.

5. Comunicação clara e alinhada aos valores
A desconfiança muitas vezes surge de mensagens mal interpretadas ou desalinhadas com os valores dos stakeholders.

Em um ambiente de constante polarização, comunicar-se de forma clara e alinhada aos interesses coletivos é um diferencial competitivo.

Ao trabalhar em políticas públicas de impacto socioeconômico, sempre me preocupei em traduzir informações complexas em mensagens acessíveis, conectando-as aos valores e prioridades das pessoas envolvidas. Essa clareza não apenas reforçou a confiança, mas também aumentou a adesão às iniciativas propostas.

 

Confiança é um processo contínuo, que nunca deve deixar de ser semeada!
Construir confiança em um ambiente de desconfiança exige mais do que boas intenções; exige estratégia, consistência e empatia.

Para nós, profissionais de Relações Institucionais e Governamentais, dominar essa habilidade é essencial para alcançar resultados que vão além das expectativas.

Por: Josbertini Clementino
Sócio CBPCE, Especialista e Consultor em RelGov l Gestão de Projetos e Stakeholders l Políticas Públicas l Consultoria em Relações Institucionais e Governamentais l Conselheiro de Administração IBGC l Regulatório l Advocacy.

Fiocruz investe R$ 1 bi no Polo de Saúde do Eusébio

Fiocruz investe R$ 1 bi no Polo de Saúde do Eusébio

A Fundação Osvaldo Cruz já licitou por R$ 133 milhões a construção dos primeiros prédios do que será uma unidade industrial para a produção de vacinas e de medicamentos de alto custo.

Uma fonte muito bem-informada sobre o assunto disse à coluna hoje, quarta-feira, 5, que já foram licitadas as obras de construção dos primeiros prédios da unidade, no que serão investidos R$ 133 milhões.

Todos esses recursos são do próprio orçamento da Fiocruz.

Em seguida, de acordo com a mesma fonte, será procedida a licitação para as obras de construção da unidade fabril.

Ainda segundo a fonte, o projeto da Fiocruz tem o objetivo de fabricar insumos farmacêuticos ativos (IFA) para a produção de medicamentos biológicos de alto custo, dos quais o Brasil é hoje dependente.

Entre esses medicamentos, constam os de tratamento do câncer e de doenças inflamatórias e, também, hormônios de crescimento.

A mesma fonte revelou que o governador Elmano de Freitas está pessoalmente acompanhando a marcha desse projeto, tendo visitados, em duas ocasiões, a alta direção da Fiocruz, no Rio de Janeiro.

RELEMBRANDO

No dia 6 de agosto de 2021, o site da Fiocruz publicou a seguinte informação:

“A Fiocruz, o Governo do Estado do Ceará e a Universidade Estadual do Ceará (Uece) celebraram um acordo de cooperação para o desenvolvimento e produção da vacina HH-120-Defenser contra a Covid-19, e elaboração de projetos de pesquisa e desenvolvimento tecnológico. O acordo, assinado pela então presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, e pelo então governador Camilo Santana, ampliou a parceria da Fiocruz com o estado do Ceará nas áreas de pesquisa e ciência para a busca de soluções no campo da saúde.”

No último dia 3, o mesmo site da Fiocruz publicou o seguinte:

“Representantes da Fiocruz Ceará visitaram, no dia 29 de janeiro deste ano, a Secretaria do Desenvolvimento Econômico do Ceará (SDE). Na pauta, do encontro, projetos de saúde que visam impulsionar o desenvolvimento econômico da região.

“Domingos Filho, titular da pasta, recebeu a comitiva de pesquisadores que apresentou iniciativas da Fiocruz Ceará, que tem se consolidado como âncora científica e tecnológica do Distrito de Inovação e Saúde do Ceará, no município de Eusébio. Dentre as ações destacadas, destacam-se a qualificação de profissionais da atenção primária em saúde; a estruturação do Centro de Imunologia e Imunoterapia Pasteur Fiocruz; os processos de instalação da Biofábrica da Wolbachia, estratégia do Ministério da Saúde para controle de arboviroses; e ainda o Complexo Tecnológico de Insumos Estratégicos de Bio-Manguinhos, que produzirá matéria-prima farmacêutica/ativos de medicamentos biológicos no Ceará. Foram tratadas ainda as questões relacionadas ao estabelecimento da governança do Distrito e a cessão de terreno do governo do estado para a Fiocruz.

“Os projetos da Fiocruz evidenciam a disposição do governador Elmano de Freitas como um grande impulsionador da inovação e do desenvolvimento econômico no Brasil e no mundo, fatores que são prioritários na pauta do Governo do Estado. O alinhamento e acompanhamento desses projetos junto à secretaria é fundamental para que possamos promover a qualidade de vida das comunidades no entorno dos equipamentos, bem como os cearenses, beneficiando segmentos da saúde e da economia, com oportunidades de empregos e renda”, disse o titular da SDE, Domingos Filho.

“Carla Celedonio, coordenadora da Fiocruz Ceará, destacou a importância da parceria da fundação com a SDE para o alcance e a consolidação desses projetos.

“Agradecemos o apoio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico para a estruturação do Distrito de Inovação e Saúde, na certeza de que a iniciativa impactará de forma muito positiva o Complexo Econômico e Produtivo da Saúde (CEIS) do país, a economia do estado e a vida dos cearenses”, concluiu.”

Fonte: Coluna Egídio Serpa/Diário do Nordeste em 05.02.2025

Nova joint venture solidifica liderança da Travelex Confidence no mercado de câmbio

Nova joint venture solidifica liderança da Travelex Confidence no mercado de câmbio

Travelex Confidence anuncia Joint Venture para assumir a operação da corretora Europa Câmbio e Turismo no Brasil, solidificando sua posição de liderança e capilaridade.

O acordo envolve a operação de todas as lojas da Europa Câmbio, que passarão a oferecer todos os serviços e produtos de câmbio do portfólio da Travelex Confidence. A iniciativa amplia a presença física da companhia, especialmente em estados onde ainda não operava, como Alagoas, Paraíba, Pernambuco e Espírito Santo, solidificando sua posição de liderança e capilaridade.

Para Jorge Arbex, diretor do Grupo Travelex Confidence, a novidade reforça a estratégia de expansão física da Travelex Confidence, que tem como compromisso oferecer suporte omnichannel de alta qualidade aos clientes:

“Escolhemos a Europa Câmbio por se tratar de uma empresa séria, com credibilidade e renome no mercado. Além disso, esse modelo de negócio está muito ligado com os nossos planos de expansão física em locais que a Travelex Confidence ainda não possui lojas, lacuna que será suprida com a nova parceria “, explica o executivo.

Este é o quarto movimento de expansão da companhia nos últimos anos. Em 2015, o Grupo Travelex Confidence assumiu a operação da Renova Câmbio, em fevereiro de 2022 incorporou uma fatia da Frente Corretora, fintech especializada em câmbio, e, em março de 2024, adquiriu a Number One, corretora especialista em consultoria de câmbio.

Fonte: Travelex Câmbio em 04.02.2025

Brasil quer aproveitar contexto global para aumentar exportações de defesa para Portugal

Brasil quer aproveitar contexto global para aumentar exportações de defesa para Portugal

O Brasil ambiciona aumentar as exportações da indústria da defesa para Portugal, numa altura em que é discutido o aumento do investimento na OTAN / NATO e na União Europeia (UE), disse à Lusa fonte da diplomacia brasileira.

“Portugal, certamente vai, e precisa, como membro da NATO e da União Europeia, gastar mais em defesa”, disse à Lusa a mesma fonte.

Por essa razão, o Brasil antecipa “grandes oportunidades para a indústria de defesa”, sublinhou.

Este tema, de acordo com a fonte diplomática brasileira, poderá mesmo estar em discussão na XIV Cimeira luso-brasileira de 19 de fevereiro, que reunirá as figuras mais altas do Governo dos dois países, em Brasília.

De acordo com dados oficiais, o setor da defesa brasileiro atingiu um recorde nas autorizações de exportações de produtos e serviços em 2024, chegando a 9,17 mil milhões de euros.

A indústria de defesa comercializa para cerca de 100 países, sendo que 40% das exportações são de aeronaves, entre outros produtos como armamentos leves, munições, armamentos não letais e serviços de engenharia em produtos de defesa, segundo o Governo brasileiro.

A fabricante de aeronaves brasileira Embraer entregou 206 aviões no ano passado, número 14% acima das 181 aeronaves entregues em 2023.

Em Portugal, a Embraer é acionista maioritária da OGMA – Indústria Aeronáutica de Portugal, em Alverca, com 65% do capital.

As ambições do Brasil em comercializar mais produtos de defesa para Portugal surgem num momento em que o possível aumento da meta de investimento em defesa na NATO, atualmente fixada em 2% do Produto Interno Bruto (PIB), está a ganhar força entre os Estados-membros.

Em entrevista à RTP, o presidente do Conselho Europeu, António Costa, admitiu que os Estados-membros da NATO vão decidir aumentar a meta do investimento em defesa, atualmente nos 2% do PIB, que o Presidente norte-americano, Donald Trump, quer subir para 5%.

António Costa reconhece que há um consenso crescente para um reforço das despesas militares, embora o valor exato ainda esteja em discussão.

“A média do conjunto das despesa militar nos 23 Estados da União Europeia que são também aliados na NATO já atingiu os 2% e, sobretudo, desde 2022 para cá, nós tivemos um aumento muito significativo”, na ordem dos 30%, na sequência da invasão da Ucrânia pela Rússia, recordou o ex-primeiro-ministro português.

Ainda esta semana, o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, defendeu que canalizar 2% do PIB de cada Estado-membro já não é suficiente para a defesa da Europa.

“Temos de continuar a adaptar-nos, temos de aumentar os nossos esforços e as nossas despesas. O objetivo de 2% [do PIB] não vai ser suficiente”, afirmou Mark Rute, em declarações feitas em Lisboa, após um encontro com o primeiro-ministro e outros membros do Governo.

“A ameaça da Rússia pode parecer longínqua, mas asseguro-vos que não é”, alertou o líder da NATO [Organização do Tratado do Atlântico Norte], referindo que Moscovo tem armamento que consegue atingir a costa portuguesa.

Na mesma ocasião, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, afirmou que Portugal está disponível para antecipar “ainda mais” o prazo para que o país atinja um investimento de 2% do PIB no setor da defesa.

Portugal já se tinha comprometido a atingir a meta em 2029, mas o primeiro-ministro admitiu que Portugal poderá ter de antecipar o objetivo.

Fonte: Mundo Lusíada em 03.05.2025

CBPCE Inicia 2025 com reunião de diretoria e planejamento estratégico

CBPCE Inicia 2025 com reunião de diretoria e planejamento estratégico

Na última segunda-feira, 27 de janeiro a Câmara Brasil Portugal no Ceará (CBPCE) realizou a primeira reunião de diretoria de 2025, marcando o início de um ano promissor com muitas ideias e projetos em pauta. Liderada pelo presidente Raul Santos, a reunião contou com a presença de um time estratégico de diretores e conselheiros, demonstrando o compromisso da entidade em fomentar iniciativas que impulsionem o desenvolvimento econômico e social.

Estiveram presentes Adriana Bezerra (Diretora de Saúde e Desenvolvimento Humano), Anya Ribeiro (Diretora de Turismo), Benedito Simões (Diretor de Compliance), Carlos Maia (Vice-Presidente de Indústria e Comércio), Cibele Gaspar (Diretora de Projetos para Investimentos), Clivânia Teixeira (Diretora Executiva), Décio Simões (Diretor de Inovação e Tecnologia), Érica Arruda (Diretora de Investimentos), José Carlos Escobar (Conselheiro Tesoureiro), José Wahnon (Diretor de Eventos), Patrícia Campos (Conselheira Jurídica), Ricarte Urbano (Conselheira Fiscal) e Tadeu Dote Sá (Diretor de Energias).

Durante o encontro, foram discutidas ações estratégicas para fortalecer a atuação da CBPCE em setores prioritários, além de iniciativas voltadas à inovação, sustentabilidade e promoção de investimentos. A diversidade de áreas de atuação dos membros da diretoria reflete a abrangência das frentes que a Câmara pretende explorar ao longo deste ano.

Com uma equipe diversa e altamente qualificada, a CBPCE reforça seu papel como um importante elo entre Brasil e Portugal, promovendo o desenvolvimento econômico e social de suas comunidades. O ano de 2025 promete ser um marco na trajetória da entidade.

Fonte: CBPCE em 29.01.2025

Imigrantes no Ceará: ‘impérios’ construídos e sonho com o futuro

Imigrantes no Ceará: ‘impérios’ construídos e sonho com o futuro

Foto: Aurélio Alves

Histórias de sucesso de famílias que vieram de outros países para o Estado contrariam discursos xenofóbicos e inspiram cearenses e estrangeiros recém-chegados a empreender

Tendo a espécie humana, origem africana, todas as pessoas de outros continentes têm em sua história familiar um imigrante. Nas Américas e, por tabela, no Ceará, esses primeiros desbravadores vinham do extremo nordeste asiático, atravessando o Estreito de Bering há cerca de 15 mil anos.

Há cerca de 500 anos foi a vez de portugueses e em menor escala, espanhóis, franceses e holandeses. Quase na mesma época, milhares de pessoas foram trazidas à força da África escravizadas por colonizadores europeus. No fim do século XIX e início do século XX, porém a imigração para o Brasil começou a ganhar contornos mais modernos.

Sobrenomes como Jereissati, Romcy, Ary, Otoch, Dias Branco, Gradvohl, Boris, Fujita e Dummar, entre outros, viraram sinônimo de verdadeiros impérios empresariais. Muitos deles vieram fugidos de crises econômicas ou mesmo perseguição política e religiosa e contrariaram um discurso que têm voltado à tona na atualidade de que imigrantes prejudicam a economia dos locais para os quais se deslocam.

Henrique Marinho, que lançou na última terça-feira, 21, o livro “A saga dos empresários imigrantes na economia cearense”, é um dos principais estudiosos do impacto que essas famílias trouxeram ao modo de fazer negócios no Estado. “Antes da chegada desses imigrantes, as atividades econômicas no Ceará se concentravam nos portos de Aracati e Camocim, e Fortaleza praticamente não tinha expressão. Foram esses imigrantes que deram esse impulso econômico à Capital”, pontuou.

Para além do comércio, outras vocações econômicas hoje estabelecidas no Ceará, de um modo particular, também vieram de iniciativas de imigrantes ou seus descendentes. “Os Otoch, por exemplo, criaram toda uma rede que incluiu os grandes hotéis da avenida Beira Mar. Já os Lazar criaram o São Pedro Hotel, que foi um dos melhores hotéis de Fortaleza”, citou.

“Os Dias Branco fundaram um grande império na área de alimentação, o maior em seu segmento na América Latina. Os Jereissati trouxeram o primeiro shopping center de Fortaleza e depois construíram uma das maiores redes de shoppings do País. Temos também os franceses, como os Gradvhol, que dominaram a indústria pesqueira por muito tempo”, exemplificou.

Para o historiador Ruben Maciel Franklin, um exemplo marcante de novas formas de fazer negócio trazido por imigrantes, especialmente libaneses, foi o dos popularmente chamados “galegos”. “Essa configuração organizava uma economia que levava produtos e utensílios básicos para as áreas mais remotas, onde a população não teria acesso de outra maneira”, ressaltou.

“Quando eles começaram a abrir suas primeiras lojas, tinham um centro em Fortaleza, mas distribuíam mercadorias para pequenas famílias que também tinham pequenas lojas em várias cidades como Quixadá, Quixeramobim e áreas litorâneas. Isso acontecia também com outras etnias, mas que focavam em áreas mais específicas”, explicou o historiador.

Por sua vez, o presidente da Câmara Brasil-Portugal no Ceará, Raul dos Santos, enfatiza a importância da imigração lusitana para o Estado. “Ela definiu muitos dos nossos costumes aqui. Um símbolo muito grande é a Praça Portugal, em um dos bairros mais nobres de Fortaleza. Muitas coisas que temos aqui hoje, a gente não percebe, como o modelo das casas”, citou.

“Além disso, outra coisa importante é que não só o português, mas geralmente quem vem de fora vem com uma sede muito grande de vencer. É como se não tivesse outra alternativa. A pessoa atravessa o Atlântico e precisa dar certo. Então, muitas vezes esse impulso é o que gera um empreendedorismo maior”, observou.

Já o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), Ricardo Cavalcante, exalta que “os imigrantes que vieram para cá foram todos pessoas extremamente trabalhadoras, corretas, sérias, e, em dado momento, tiveram de sair de seus países por motivos alheios à vontade deles ou por necessidade”.

“Ao chegar ao Ceará, quase todos tiveram muito sucesso pela abnegação, pela capacidade de se reinventar e, ao mesmo tempo, pela condição de, ao chegar em um novo País, ver as oportunidades que, às vezes, nós que moramos aqui não vemos”, concluiu o presidente da Fiec.

Nos últimos 15 anos, o perfil de imigração no Brasil, de um modo geral, tem sido marcado por um fluxo grande de imigrantes venezuelanos e haitianos. Muitos deles também estão empreendendo aqui, após deixar um cenário de dificuldade em suas respectivas terras natais.

Outros, como os franceses, os italianos e os chineses, por exemplo, têm escolhido o País de olho em oportunidades de negócio que vão do comércio de variedades, passando pelo turismo e pela indústria de energias renováveis.

Fonte: Jornal O Povo em 25.01.2025

Dia do Trabalhador Portuário: Uma reflexão sobre o futuro do setor, por Carlos Alberto

Dia do Trabalhador Portuário: Uma reflexão sobre o futuro do setor, por Carlos Alberto

Neste dia 28 de janeiro, celebramos o Dia do Trabalhador Portuário, uma data de suma importância para reconhecermos o papel essencial desses profissionais na economia brasileira e no comércio internacional. Nosso País, com sua vasta costa e estratégica posição geográfica, depende diretamente da eficiência e dedicação de cada trabalhador portuário que atua nos portos brasileiros em inúmeras modalidades de negócios diferentes que existem atualmente no Brasil. Eles são os protagonistas do setor portuário brasileiro que é verdadeiro alicerce do desenvolvimento econômico nacional.

Os trabalhadores portuários exercem uma função essencial no fluxo de mercadorias que abastecem diariamente o mercado interno e levam o nome e os produtos brasileiros para o mundo. Em um cenário onde a logística e a eficiência operacional são diferenças competitivas, esses profissionais enfrentam desafios diários, mas cumprem suas tarefas com competência, comprometimento e resiliência para absorver novas tecnologias visando aumento das produtividades.

Os avanços tecnológicos e as constantes transformações do setor exigem uma força de trabalho cada vez mais qualificada. Por isso, como empresas que fazem parte desse ecossistema, temos a responsabilidade de promover capacitação, assegurar condições dignas de trabalho e valorizar aqueles que são a base de nossas operações portuárias. Na Tecer Terminais e na visão dos seus acionistas, nos esforçamos para criar um ambiente que priorize a segurança operacional e o bem-estar dos trabalhadores, investindo em tecnologia, infraestrutura e formação profissional constantemente.

Além disso, o Dia do Trabalhador Portuário também nos convida a refletir sobre o futuro do setor. Com o crescimento do comércio exterior, a integração logística e a busca por sustentabilidade nas operações portuárias, a profissão enfrenta novos desafios e oportunidades. A modernização de equipamentos, a digitalização de processos e a adoção de práticas mais sustentáveis só serão bem-sucedidas com a participação ativa e a valorização desses trabalhadores portuários, que são o coração do setor portuário.

Neste 28 de janeiro, queremos expressar nossa profunda gratidão a cada trabalhador portuário que contribui para manter o Brasil conectado ao mundo. Que possamos, juntos, construir um setor portuário mais forte, eficiente e justo, onde o reconhecimento e a dignidade caminhem lado a lado com a inovação e o progresso do País.

Parabéns a todos os trabalhadores portuários pelo seu dia e pelo exemplo que dão de dedicação e trabalho duro. Vocês são a força que move nossos portos e o orgulho de nossa nação.

Carlos Alberto Nunes é diretor comercial da Tecer Terminais

NML Tankers destaca importância do transporte multimodal na logística

NML Tankers destaca importância do transporte multimodal na logística

A NML Tankers, empresa sócia mantenedora da CBPCE e referência no setor marítimo e portuário, divulgou um importante comunicado ressaltando a relevância do transporte multimodal para a logística eficiente e integrada. A empresa destacou como a combinação de diferentes modais – rodoviário, ferroviário e marítimo – pode transformar desafios logísticos em oportunidades.

Segundo a NML Tankers, essa integração não apenas reduz custos, mas também otimiza o tempo de entrega e amplia o alcance das operações, conectando os portos ao interior do país e aos mercados internacionais. A empresa enfatizou que o transporte multimodal é uma solução estratégica para atender às demandas crescentes do mercado global.

“Acreditamos que o transporte multimodal é essencial para transformar desafios logísticos em oportunidades, fortalecendo o comércio global. Para atender o potencial brasileiro e a demanda de nossas exportações, é de fundamental importância investimentos em infraestrutura portuária, ferroviária, rodoviária e aeroportuária” afirmou Jamiro Dias diretor da NML Tankers.

Com essa visão, a NML Tankers reafirma seu compromisso em promover soluções logísticas sustentáveis e eficientes, contribuindo para o fortalecimento das cadeias de suprimento e o desenvolvimento do setor logístico.

Fonte: CBPCE em 27.01.2025

Vila Galé faturou 290 milhões de euros e abre em 2025 quatro hotéis, mantendo a “ousadia de apostar no interior”

Vila Galé faturou 290 milhões de euros e abre em 2025 quatro hotéis, mantendo a “ousadia de apostar no interior”

Dois novos hotéis em Portugal (Elvas e Ponte de Lima) e outros dois no Brasil (Ouro Preto e Belém) irão aumentar o portefólio da Vila Galé, que diz continar a ter este ano “perpetivas positivas para o crescimento do turismo”

Os hotéis Vila Galé em Portugal atingiram em 2024 um volume de negócios de €172 milhões, com um crescimento de 9% face ao ano anterior, a que se somam €6,6 milhões com o hotel que o grupo abriu em Espanha (o Vila Galé Isla Canela), além de €110 milhões com a operação dos hotéis no Brasil, o que totaliza receitas de cerca de €290 milhões.

“Estamos otimistas em relação a 2025, as reservas que temos em carteira apontam para crescimento e resultados superiores a 2024, em taxas de ocupação e receitas, embora já não tão expressivos”, adiantou Gonçalo Rebelo de Almeida, administrador da Vila Galé, na apresentação de resultados do grupo que decorreu esta terça-feira, sem deixar de frisar que “vivemos num mundo inundado com notícias de guerras e de problemas, que parecem não afetar o consumo de turismo, razão por que nos mantemos otimistas a apostar em investimentos em Portugal e no Brasil”.

Os resultados líquidos ainda não foram apresentados, porque segundo o grupo estes dados só ficarão consolidados mais tarde, em março ou em abril. Mas mesmo tendo em conta um previsível aumento de custos, em particular com a massa salarial, Gonçalo Rebelo de Almeida antecipa que “devemos estar a falar entre €105 milhões e €106 milhões”.

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Fonte: Expresso.pt em 28.01.2025