CPLP pode ampliar influência global, diz Ministro português

CPLP pode ampliar influência global, diz Ministro português

O Ministro português, Paulo Rangel avalia que comunidade lusófona ainda tem espaço para crescer em projeção internacional, mobilidade e valorização da língua portuguesa

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A CPLP ainda tem um amplo caminho para ampliar sua influência internacional, segundo avaliação do ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Paulo Rangel. Em entrevista no contexto dos 30 anos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, o chefe da diplomacia portuguesa afirmou que a organização reúne um potencial expressivo, especialmente pelo alcance global da língua portuguesa e pela relevância econômica dos países que integram o bloco.

De acordo com informações publicadas pelo ECO, com conteúdo da agência Lusa, Rangel defendeu que a CPLP tem sido um instrumento importante da política externa dos Estados-membros, mas ainda pode avançar em sua capacidade de atuação conjunta. Para o ministro, a comunidade lusófona tem condições de alcançar maior visibilidade e influência ao longo deste século.

Um dos pontos destacados por Paulo Rangel é o crescimento projetado do número de falantes de língua portuguesa. Segundo ele, a língua poderá chegar ao fim do século com cerca de 600 milhões de falantes, reforçando o papel estratégico da CPLP como espaço de articulação política, cultural, econômica e diplomática.

O ministro também ressaltou que a presença dos países da CPLP em diferentes blocos regionais, como União Europeia, União Africana, CEDEAO e ASEAN, contribui para ampliar a projeção da comunidade. Na avaliação dele, essa participação múltipla fortalece a capacidade de diálogo da organização em diferentes regiões do mundo.

Apesar do otimismo, Rangel ponderou que a CPLP não substitui outras organizações internacionais ou regionais, mas ocupa um espaço próprio de cooperação entre países unidos pela língua portuguesa. Para ele, a comunidade pode avançar mais, especialmente em áreas como mobilidade, valorização da língua e iniciativas comuns entre os Estados-membros.

Entre os progressos citados pelo ministro estão os avanços relacionados à mobilidade dentro da organização e projetos voltados à educação e à saúde. Rangel mencionou, ainda, uma iniciativa de formação comum em saúde pública nos países da CPLP, anunciada na cimeira de Bissau de 2025, que estaria em desenvolvimento.

A CPLP celebra 30 anos em 17 de julho. A organização é formada por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

Com três décadas de existência, a comunidade lusófona segue como um espaço estratégico de cooperação entre países de diferentes continentes. O desafio, segundo a avaliação apresentada por Paulo Rangel, é transformar o peso demográfico, cultural e econômico da língua portuguesa em maior capacidade de ação conjunta no cenário internacional.

Fonte: ECO / Lusa, 12 de julho de 2026.

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Portugal entrará em fase de testes do euro digital

Portugal entrará em fase de testes do euro digital

Banco de Portugal e três instituições nacionais participarão dos testes da futura moeda digital europeia

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O euro digital avançará para uma nova fase de testes com a participação de Portugal. De acordo com comunicado do Banco de Portugal, a instituição e três prestadores de serviços de pagamento estabelecidos no país integrarão o piloto coordenado pelo Banco Central Europeu (BCE) e pelos bancos centrais nacionais do Eurosistema.

A iniciativa tem como objetivo testar a futura moeda digital europeia do ponto de vista técnico, operacional e da experiência dos utilizadores. O piloto deverá ser lançado no segundo semestre de 2027 e terá duração prevista de 12 meses.

Segundo o Banco de Portugal, o BCE selecionou mais de 35 prestadores de serviços de pagamento para participar da fase piloto do euro digital. Entre eles, estão três instituições estabelecidas em Portugal: Banco Comercial Português, S.A., Caixa Geral de Depósitos, S.A. e UNICRE – Instituição Financeira de Crédito, S.A.

O Banco de Portugal será um dos 19 bancos centrais nacionais do Eurosistema envolvidos no projeto. A fase piloto também contará com colaboradores do BCE e dos bancos centrais participantes, além de comerciantes de comércio eletrônico e estabelecimentos que prestam serviços cotidianos nas instalações das instituições, como cafetarias e cantinas.

Durante os testes, será utilizada uma versão beta do euro digital, com características funcionais e técnicas semelhantes às previstas na proposta legislativa em discussão na Europa. Essa versão, no entanto, não terá estatuto de moeda com curso legal.

No caso português, o Banco Comercial Português e a Caixa Geral de Depósitos participarão como prestadores distribuidores e adquirentes. Isso significa que poderão dar acesso aos utilizadores a serviços do euro digital beta e também prestar serviços a comerciantes selecionados, permitindo o recebimento de pagamentos nesse formato. A UNICRE atuará como prestadora adquirente.

Os acordos de participação foram assinados no dia 7 de julho de 2026, em Lisboa, na sede do Banco de Portugal. Representaram as entidades Luís Morais Sarmento, administrador do Banco de Portugal; Maria José Campos, administradora do Banco Comercial Português; Luís Pereira Coutinho, administrador da Caixa Geral de Depósitos; e João Baptista Leite e Fernando Nobre de Carvalho, respectivamente CEO e administrador da UNICRE.

O comunicado informa ainda que o Eurosistema recebeu mais de 50 candidaturas após o pedido de manifestação de interesse lançado em março de 2026. A seleção considerou critérios voltados à diversidade de modelos de negócio, dimensão das instituições, cobertura geográfica e criação de um ambiente de teste representativo para o desenvolvimento do euro digital.

Com o piloto, os participantes poderão testar pagamentos entre particulares, tanto online quanto offline, além de pagamentos de particulares para empresas em pontos de venda físicos e no comércio eletrônico. A iniciativa representa uma etapa importante nos trabalhos preparatórios para uma possível emissão do euro digital no futuro.

Fonte: Banco de Portugal, 14 de julho de 2026.

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Dois erros opostos, o mesmo custo: o fundador que resiste à IA e o herdeiro que a adota sem critério, por Décio Simões

Dois erros opostos, o mesmo custo: o fundador que resiste à IA e o herdeiro que a adota sem critério, por Décio Simões

A empresa familiar que falha na transição com inteligência artificial raramente falha por um único motivo. Falha pela tensão não resolvida entre dois impulsos legítimos e pela ausência de um espaço formal para que essa tensão produza algo útil.

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O fundador e a IA: quando a desconfiança tem razão e quando ela tem custo
Existe uma lógica interna na resistência do fundador à inteligência artificial que raramente é reconhecida com a honestidade que merece: ela não é irracional. É a mesma intuição que o fez sobreviver a décadas de mercado, atravessar crises e construir uma empresa em condições que nenhum algoritmo foi treinado para enfrentar.

O fundador desenvolveu, ao longo de anos, um filtro de risco calibrado pela experiência real. Aprendeu que toda tecnologia nova chega com promessas que excedem sua entrega inicial. Que fornecedores de solução raramente entendem as particularidades do negócio que dizem estar transformando. Que mudanças apressadas custam mais do que a inércia calculada. Esse repertório não é conservadorismo, é memória institucional funcionando como proteção.

O problema é quando esse filtro, construído para tecnologias de ciclo longo, onde o risco de adotar cedo supera o custo de esperar, encontra uma tecnologia de ciclo curto. A inteligência artificial não funciona como o ERP de 2003 ou o sistema de gestão de 2010, que podiam esperar até que o mercado consolidasse padrões. Ela avança em meses, não em anos. E o intervalo entre ‘esperar para ver’ e ‘chegou tarde demais’ encurtou de forma que a experiência anterior do fundador não consegue calibrar adequadamente.

O custo da resistência prolongada não aparece no balanço do próximo trimestre. Aparece na equipe que saiu porque sentia que a empresa não avançava. No cliente que foi atendido com mais rapidez pelo concorrente que automatizou o processo. Na decisão que demorou três semanas porque dependia de dados que ninguém tinha consolidado. São custos difusos, distribuídos no tempo, que só ficam visíveis quando já se acumularam além do ponto de reversão simples.

A desconfiança do fundador protegeu a empresa durante décadas. O momento em que ela passa de filtro para barreira é sutil e raramente é percebido por quem está dentro dela.
O herdeiro e a IA: quando o entusiasmo antecede a estrutura
O erro do herdeiro é o espelho do erro do fundador e por isso igualmente difícil de perceber de dentro. Onde o fundador vê risco em excesso, o herdeiro frequentemente não vê risco suficiente. E essa assimetria de percepção, quando não é mediada por nenhuma estrutura de governança, produz decisões que parecem certas no curto prazo e se revelam problemáticas no médio.

A segunda geração que chega com formação atualizada, exposição a referências internacionais e familiaridade nativa com ferramentas digitais tem um ativo genuíno: consegue enxergar o que a IA pode fazer antes que o fundador consiga formular a pergunta certa. Mas esse mesmo ativo carrega um risco que raramente é nomeado: a velocidade de adoção frequentemente supera a velocidade de compreensão das dependências que a adoção cria.

Na prática, isso se manifesta de formas reconhecíveis. A ferramenta de IA generativa adotada pela equipe comercial sem política de uso de dados e que passou a processar informações de clientes em servidores externos sem que ninguém tivesse avaliado as implicações da LGPD. O processo automatizado que gerou eficiência em uma ponta e eliminou uma verificação manual que existia por uma razão que ninguém documentou. A decisão de implementar que foi tomada porque ‘o mercado está usando’, sem que alguém tivesse perguntado se o processo que seria automatizado era o processo certo.

O resultado não é catástrofe imediata. É uma acumulação silenciosa de riscos que os resultados de curto prazo mascaram. A eficiência gerada pela automação valida a decisão aos olhos de quem a tomou, até que o risco que ninguém mapeou se materializa numa situação que custa mais do que o ganho que a justificou.

O herdeiro que adota IA sem critério não está sendo imprudente. Está sendo rápido demais para uma organização que ainda não desenvolveu a capacidade de absolver a velocidade que ele propõe.
O que cada um vê que o outro não consegue ver
A tensão entre fundador e herdeiro diante da IA não é sobre quem está certo. É sobre o fato de que ambos estão certos e incompletos. Cada perspectiva captura uma parte real da situação que a outra sistematicamente ignora.

O que a tabela revela não é oposição, mas complementaridade. O fundador e o herdeiro, juntos, têm o quadro completo. Separados, cada um agindo unilateralmente, cada um age com metade das informações relevantes.

E metade das informações relevantes, em decisões de alto impacto, é suficiente para errar bem intencionadamente.

O espaço entre os dois: onde a governança de IA precisa existir
A maioria das empresas familiares brasileiras não tem um espaço formal onde fundador e herdeiro discutem juntos o que a empresa pode e não pode fazer com inteligência artificial. As decisões de adoção acontecem por iniciativa do herdeiro, frequentemente sem comunicação prévia ao fundador. As decisões de resistência acontecem por veto do fundador, frequentemente sem que o herdeiro tenha a oportunidade de apresentar o argumento completo.

O resultado é uma dinâmica onde cada lado otimiza contra o outro em vez de com o outro. E onde a empresa, no meio, oscila entre paralisia e imprudência, dependendo de quem tem mais influência no momento da decisão.

A política de uso de IA numa empresa familiar não é, essencialmente, um documento técnico. É um acordo entre gerações sobre o que a empresa valoriza, o que ela teme e como ela decide quando não há consenso espontâneo. Define quais processos podem ser automatizados sem aprovação adicional, quais exigem deliberação do conselho ou da família, quais dados podem ser processados por sistemas externos e quais decisões nunca podem ser delegadas a um algoritmo, independentemente da eficiência que isso geraria.

Esse documento só funciona se foi construído com a participação de ambos os lados. Uma política imposta pelo herdeiro será resistida pelo fundador até que um incidente a torne relevante. Uma política ditada pelo fundador será contornada pelo herdeiro até que alguém perceba. A única versão que tem chance de funcionar é aquela em que os dois lados reconhecem sua própria perspectiva e concordam que a do outro também é necessária.

O modelo que funciona: a IA como primeiro teste de governança intergeracional
Existe uma forma de reenquadrar essa tensão que transforma um problema em oportunidade: tratar a discussão sobre adoção de IA como o primeiro exercício formal de tomada de decisão compartilhada entre gerações.

Empresas familiares que navegam bem a transição com IA não são as que têm o fundador mais aberto à tecnologia ou o herdeiro mais cauteloso na adoção. São as que usaram essa tensão inevitável, legítima e produtiva quando bem mediada, como ocasião para construir o primeiro mecanismo formal de decisão intergeracional que a família nunca havia precisado criar antes.

O processo de construir uma política de IA em conjunto faz algo que nenhuma consultoria consegue fazer por fora: obriga fundador e herdeiro a articular, em linguagem concreta, o que cada um valoriza, o que cada um teme e onde cada um está disposto a ceder. Esse exercício tem um subproduto que vale mais do que a política em si: a criação de um hábito de deliberação conjunta que a empresa vai precisar para todas as decisões difíceis que vierem depois.

A IA, nesse sentido, não é apenas uma questão tecnológica para a empresa familiar. É um espelho. Revela o quanto a família tem, ou não tem, mecanismos de decisão capazes de absorver discordâncias sem ruptura. E oferece um contexto de urgência real o suficiente para motivar a construção desses mecanismos sem precisar esperar por uma crise que os torne inevitáveis.

A família empresária que constrói sua governança de IA constrói, ao mesmo tempo, sua governança intergeracional. São o mesmo processo com nomes diferentes.
A pergunta que a empresa familiar precisa responder antes da próxima ferramenta
Antes de avaliar qual ferramenta de IA adotar, qual processo automatizar ou qual fornecedor contratar, a empresa familiar tem uma pergunta anterior que determina o sucesso de qualquer resposta que vier depois:

Como decidimos, juntos, o que a IA pode e não pode fazer aqui?

Não ‘quem decide’, porque em muitas empresas familiares já há um histórico de resposta a essa pergunta que é parte do problema. Mas ‘como decidimos juntos’, porque a resposta precisa incluir o fundador que carrega a memória do risco e o herdeiro que carrega a visão da oportunidade.

Sem essa resposta, a empresa vai continuar oscilando entre os dois erros opostos descritos ao longo deste artigo. Adotará quando o herdeiro tiver mais influência e resistirá quando o fundador tiver. E em nenhum dos dois casos estará realmente governando a tecnologia, estará apenas reagindo à dinâmica de poder interno que, no fundo, nunca foi formalizada.

A inteligência artificial chegou às empresas familiares. Não como escolha, mas como dado, presente nos processos, nas ferramentas, nos fornecedores e nos concorrentes, queira a família ou não. A única escolha que ainda está em aberto é se ela vai ser governada de dentro ou gerenciada de improviso.

E essa escolha, como quase tudo que importa numa empresa familiar, começa com uma conversa entre gerações que ninguém ainda pediu para acontecer.

Por Décio Simões Pereira
Conselheiro | Advisor Startups | CEO as a Service | Transformação Digital, Governança, Estratégia e IA
Sócio e VP de Tecnologia, Inovação e Educação da CBPCE

SM Consultoria alerta sobre CNPJ alfanumérico

SM Consultoria alerta sobre CNPJ alfanumérico

Sócia da CBPCE orienta empresas sobre novo formato que passa a valer para novas inscrições a partir de julho de 2026

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A SM Consultoria, sócia da Câmara Brasil Portugal no Ceará (CBPCE), alerta empresas sobre a implantação do CNPJ alfanumérico, novo formato de identificação que será adotado pela Receita Federal a partir de julho de 2026. A mudança ocorrerá exclusivamente para novas inscrições no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica e não afetará os CNPJs já existentes.

A medida foi definida diante do crescimento contínuo no número de empresas no país e do risco de esgotamento das combinações numéricas disponíveis no modelo atual. Segundo a Receita Federal, os CNPJs já emitidos permanecerão válidos e não sofrerão qualquer alteração.

O novo CNPJ continuará tendo 14 posições, assim como o formato atual. A diferença estará na composição dos caracteres. As oito primeiras posições, que identificam a raiz do cadastro, poderão ser formadas por letras e números. As quatro posições seguintes, referentes à ordem do estabelecimento, também serão alfanuméricas. Já os dois últimos dígitos, usados como verificadores, seguirão exclusivamente numéricos.

Um exemplo da nova configuração é: 12.ABC.345/01DE-35.

De acordo com as informações divulgadas, o procedimento de inscrição no CNPJ não será alterado. As empresas continuarão seguindo os mesmos passos e requisitos para obter o cadastro. A mudança será aplicada apenas à estrutura do número de identificação.

A Receita Federal também informou que os sistemas responsáveis pela obtenção do CNPJ estarão adaptados e integrados à Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios (Redesim).

Embora o formato mude, a rotina de cálculo do dígito verificador seguirá utilizando a fórmula pelo módulo 11. A diferença estará na conversão dos caracteres alfanuméricos para valores decimais correspondentes à tabela ASCII, com subtração do valor 48. Dessa forma, por exemplo, a letra A corresponderá ao valor 17, a letra B ao valor 18 e a letra C ao valor 19.

As instruções para o cálculo do dígito verificador constam no Anexo XV da Instrução Normativa RFB nº 2.119, de 6 de dezembro de 2022, incluído pela Instrução Normativa RFB nº 2.229, de 15 de outubro de 2024.

O fornecimento dos novos números no formato alfanumérico ocorrerá de forma progressiva. A Receita Federal deverá divulgar um calendário com os tipos de empresas ou atividades econômicas que passarão a receber a identificação no novo modelo.

Para a SM Consultoria, a principal atenção das empresas deve estar na adaptação dos sistemas internos. ERPs, sistemas fiscais, financeiros, bancários e de recursos humanos precisarão estar preparados para ler tanto o CNPJ numérico atual quanto o novo CNPJ alfanumérico.

A falta de adequação pode gerar atrasos em processos administrativos, fiscais, financeiros e operacionais, impactando a rotina das empresas. Por isso, a orientação é que as organizações iniciem a revisão de seus sistemas e integrações com antecedência.

Fonte: SM Consultoria em 08.07.2026

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Alice Dote Sá, sócia da CBPCE, participa da Mostra Absurda

Alice Dote Sá, sócia da CBPCE, participa da Mostra Absurda

Artista integra exposição coletiva na Casa Absurda, que reúne 19 nomes da arte contemporânea cearense

Foto: divulgação

A artista Alice Dote Sá, sócia da Câmara Brasil Portugal no Ceará (CBPCE), está entre os 19 artistas cearenses participantes da II Mostra Absurda de Artes Visuais, que será aberta no dia 10 de julho, às 18h, na Galeria Absurda, localizada na Casa Absurda, em Fortaleza.

A exposição coletiva destaca a diversidade de poéticas, gerações e pesquisas presentes na produção contemporânea de artes visuais no Ceará. Realizada pela Casa Absurda, a mostra chega à sua segunda edição como um espaço de encontro, circulação e valorização da arte produzida no Estado.

Neste ano, a iniciativa marca um avanço importante ao ser contemplada pelo 14º Edital Ceará das Artes, da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult Ceará), com recursos do Ministério da Cultura por meio da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB).

O apoio fortalece a continuidade de um espaço independente dedicado às artes visuais, ampliando as possibilidades de difusão, acesso e diálogo entre artistas, público e cena cultural local.

Com curadoria de Dan Pelegrin, a II Mostra Absurda de Artes Visuais seguirá em cartaz até o dia 25 de setembro. A visitação acontecerá às sextas-feiras, das 18h às 21h, mediante agendamento ou durante as programações realizadas pela Casa Absurda.

A exposição será realizada na Galeria Absurda | Casa Absurda, localizada na Rua Isac Meyer, 108, em Fortaleza.

Além de Alice Dote Sá, participam da mostra os artistas Amanda Nunes, Bia Mourão, Cardoso Júnior, Dan Pelegrin, Dinha Ribeiro, Felipe Iése, Gabi Motta, Hécida Mayunne, Herbert Rolin, Hirlan Moura, Iza Daltro, Júlia Gondim, Júlio Jardim, Lana Guerra, Lucas Esmeraldo, Mell, Nick Pereira e Wesley Rocha.

A participação de Alice Dote Sá, sócia da CBPCE, reforça a presença de integrantes da entidade em iniciativas ligadas à cultura, à arte contemporânea e à valorização da produção criativa cearense.

Fonte: Casa Absurda em 08.07.2026

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Seu mapa de stakeholders pode está mentindo para você, por Josbertini Clementino

Seu mapa de stakeholders pode está mentindo para você, por Josbertini Clementino

Uma das primeiras ferramentas que aprendemos em Relações Institucionais e Governamentais (RIG) é o mapa de stakeholders.

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Ele chega até nós como um arcabouço metodológico que identificamos os atores, classificamos por poder e interesse, desenhamos matrizes, atribuímos prioridades e, ao final, temos a agradável sensação de que compreendemos o ambiente decisório. Aplanamos o caos em uma grade colorida e penduramos nossa estratégia nela.

Mas há um problema incômodo que trago neste artigo, pois em muitos casos, esse mapa pode está mentindo para você.
E não porque a metodologia em si seja errada. Claro que matrizes de poder e interesse, análises de influência e modelos de saliência têm seu valor didático. O problema é que eles frequentemente retratam apenas a estrutura formal de poder, enquanto as decisões reais são forjadas em uma teia muito mais fluida, opaca e humana, composta por relações de confiança, acesso à informação, reputação, conhecimento tácito e legitimidade social.

Quem assina uma decisão nem sempre é quem a constrói. Quem ocupa o cargo mais elevado nem sempre exerce a maior influência.
E quem sequer aparece no organograma, seja um assessor técnico, um consultor externo, um líder setorial ou um ex-servidor que mantém canais informais ativos, pode ser o vetor decisivo para o desfecho de uma pauta.

O “subsolo da decisão”
É comum encontrar mapas que destacam ministros, parlamentares, presidentes de agências reguladoras, secretários ou CEOs. Todos são, sem dúvida, stakeholders relevantes. O erro começa quando acreditamos que a influência termina neles.

Na prática, as decisões são configuradas nos bastidores:

Assessores diretos que redigem as minutas;
Consultores setoriais que fornecem os dados técnicos cruciais;
Entidades empresariais que sinalizam riscos econômicos;
Organizações da sociedade civil que pautam a opinião pública;
Investidores e clientes estratégicos que pressionam por resultados.

É nesse espaço invisível, que aqui titulo de “subsolo da decisão”, que grande parte da influência realmente acontece. Ignorá-lo não é apenas um erro de mapeamento, mas uma miopia estratégica que custa caro em momentos de votação, regulamentação ou gestão de crise.

A ilusão da fotografia estática
Outro equívoco recorrente é imaginar o mapa de stakeholders como um documento estático, uma fotografia para ser arquivada e consultada esporadicamente. Ledo engano….

Uma eleição, uma mudança regulatória, uma crise reputacional, uma fusão empresarial ou uma simples alteração na equipe de gabinete pode redesenhar completamente o ecossistema de influência em poucos dias. O ator principal de hoje pode se tornar irrelevante amanhã. Da mesma forma, aquele ator periférico, ignorado por todos, pode assumir o protagonismo em poucas semanas, seja por um acaso político, seja por sua habilidade pessoal de conectar redes que antes não se falavam.

O que realmente importa não é apenas quem possui autoridade formal, mas quem influencia percepções, reduz incertezas, produz conhecimento técnico, mobiliza coalizões e constrói pontes de confiança. O profissional de RIG precisa mapear não apenas o poder institucional, mas também o capital relacional, o capital cognitivo e o capital simbólico existentes ao redor desse poder.

A nova geração de inteligência contextual
Estamos entrando em um novo momento do mapeamento de stakeholders, que exige menos rigidez cartesiana e mais inteligência contextual. Não basta perguntar “quem decide?”. É preciso investigar, com humildade e curiosidade algumas questões:

Quem influencia quem decide?
Quem é ouvido antes da decisão, mesmo sem ter voto ou assinatura?
Quem produz as informações e análises que sustentam o argumento do decisor?
Quem possui legitimidade para alterar a percepção dos demais atores, mesmo sem cargo formal?
Quem conecta redes que aparentemente não se relacionam, atuando como o “nó estrutural” do sistema?
Em quem os decisores confiam pessoalmente quando precisam de um conselho não oficial?

Essas respostas raramente aparecem em um organograma ou em uma planilha de Excel. Surgem da observação contínua, da inteligência institucional bem calibrada, da análise de redes sociais, da escuta ativa e, sobretudo, da capacidade de compreender que a influência é um fenômeno social sofisticado e profundamente humano.

O verdadeiro diferencial em RIG
O melhor mapa de stakeholders não é aquele que identifica mais nomes ou preenche mais quadrantes. É aquele que revela como o poder realmente circula nos momentos críticos: quem ganha acesso, quem perde espaço, quem media conflitos, quem silencia e quem fala mais alto na intimidade institucional.

O mercado, a política e a sociedade mudam rápido demais para que nosso conhecimento seja definitivo. O que nos salva não é o mapa em si, mas a disposição de redesenhá-lo toda semana, de duvidar dele e de perguntar, incansavelmente: o que eu ainda não estou vendo?

Você está mapeando quem realmente influencia ou apenas quem assina o papel?

Por Josbertini Clementino
Especialista em Relações Institucionais e Governamentais
Sócio CBPCE

Carlos Augusto, diretor da CC3 Brazil, sócio da CBPCE recebe homenagem da FUCE

Carlos Augusto, diretor da CC3 Brazil, sócio da CBPCE recebe homenagem da FUCE

Carlos foi reconhecido por sua trajetória no esporte universitário e no voleibol cearense

Foto: divulgação

O empresário Carlos Augusto, sócio da Câmara Brasil Portugal no Ceará (CBPCE) e diretor da CC3 Brazil, recebeu uma homenagem da Federação Universitária Cearense (FUCE) em reconhecimento à sua trajetória no esporte universitário e à contribuição para o voleibol cearense.

A homenagem celebra profissionais e atletas que ajudaram a levar o nome do Ceará para além das fronteiras do Estado, fortalecendo a presença cearense em competições e iniciativas esportivas de alcance nacional e internacional.

Ao comentar o reconhecimento, Carlos Augusto destacou a emoção de ver sua história no esporte universitário ser lembrada em seu próprio estado.

“Ver nossa trajetória no esporte universitário ser reconhecida pelo meu estado é uma emoção serena e agradável”, afirmou.

Em sua trajetória, Carlos Augusto atuou como auxiliar técnico da Seleção Brasileira de Voleibol em Palma de Maiorca, experiência que marcou sua carreira e reforçou sua ligação com o esporte de alto rendimento.

Segundo ele, recordar esse período é também lembrar dos treinos intensos, dos desafios enfrentados dentro e fora das quadras e do compromisso de representar o Ceará e o Brasil em um evento internacional de grande relevância.

“Vestir a camisa do Brasil e levar a força do Ceará para o mundo foi uma das grandes experiências da minha vida”, declarou.

Carlos Augusto também agradeceu à FUCE pelo reconhecimento e ressaltou que a conquista representa todos aqueles que contribuíram para o desenvolvimento do esporte universitário e do voleibol cearense ao longo dos anos.

A homenagem reforça a importância de valorizar trajetórias que unem dedicação esportiva, representação institucional e contribuição para a projeção do Ceará em diferentes cenários.

Fonte: CC3 Brazil

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Elisabeth Ramos, sócia CBPCE, apresenta iniciativa cultural que levará jovens violoncelistas cearenses à França

Elisabeth Ramos, sócia CBPCE, apresenta iniciativa cultural que levará jovens violoncelistas cearenses à França

A advogada internacional Elisabeth Ramos participou de uma reunião no Consulado Honorário da França, em Fortaleza, fazendo a apresentação do Instituto de Música Jacques Klein.

Foto: divulgação

A comitiva foi gentilmente recebida pela cônsul honorária Fernanda Jansen, que manifestou apoio institucional à iniciativa.

O encontro teve como destaque a trajetória das jovens violoncelistas Sara e Rute, bolsistas que representarão o Ceará no prestigiado Festival Violoncelles en Folie, realizado em Briançon, França.

A iniciativa também evidencia a atuação internacional dos membros da Câmara de Comércio Brasil–Portugal no Ceará, que seguem promovendo conexões estratégicas e apoiando projetos de elevado impacto social e cultural no âmbito do terceiro setor.

Por Elizabeth Ramos

Cientista afirma que planejamento espacial marinho é chave para países lusófonos

Cientista afirma que planejamento espacial marinho é chave para países lusófonos

O desconhecimento sobre o fundo do mar é um dos entraves para criar mecanismos de exploração sustentável. Esta é a opinião do pesquisador marinho Ronaldo Christofoletti, da Universidade federal de São Paulo, Unifesp.

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Ele coordenou um dos capítulos da Terceira Avaliação Global dos Oceanos, WOA-3, divulgada pelas Nações Unidas no 8 de junho, Dia Mundial dos Oceanos. O esforço de pesquisa por trás do relatório envolveu 580 pesquisadores do mundo inteiro.

Nesta entrevista à ONU News, Christofoletti conta que a humanidade só conhece aproximadamente 25% do fundo do mar. Para ele, é preciso mais investimento em pesquisas no oceano profundo, destacando que elas podem contribuir em muitas áreas.

“O relatório traz um outro dado positivo importante, que é a quantidade de produtos biotecnológicos ou de novos remédios que podem vir do oceano e o que está sendo descoberto de novos fármacos que podem ser cura para muitas das doenças que nós temos e não sabemos a cura ainda. Mas nós podemos explorar isso de forma sustentável. Quando a gente vai mais profundo no oceano, todo mundo tem ouvido falar muito da questão dos minerais raros ali, aqueles minerais que são necessários para muitas das questões tecnológicas. O fundo do oceano pode ser uma fonte desses minerais, mas nós temos que conhecer e explorar de forma sustentável desde o início, para que a gente não faça o que a gente já errou em outros ecossistemas, principalmente terrestres, das florestas, que é retirar tudo e depois sofrer um impacto maior”.

Oportunidade para nações de língua portuguesa
O cientista Ronaldo Christofoletti ressalta que os países de língua portuguesa têm muito a se beneficiar de investimentos em planejamento espacial marinho, devido a suas imensas áreas costeiras e marítimas. Todas as nações lusófonas têm saída para o mar.

“Vamos pegar nossos irmãos, todos os países que falam Língua portuguesa. Cabo Verde aqui do outro lado, ali na África, é uma ilha onde a maior parte é mar, a parte que a gente chama da Zona Econômica Exclusiva, que é aquilo que o país pode explorar e que é responsabilidade do país. Portugal tem, proporcionalmente, a maior área de Zona Econômica Exclusiva dentro da Europa. A gente tem Angola, Moçambique, a gente tem muitos das nossas regiões e o Brasil, com a nossa imensa costa, a gente tem que conhecer, planejar. É o planejamento espacial marinho, que está agora andando em muitas regiões, inclusive no Brasil. O relatório destaca essa importância de planejar o uso desse fundo do mar”.

Para Christofoletti, a ciência deve ser considerada uma grande aliada na criação de modelos sustentáveis de exploração, que possam beneficiar a todos.

Falando a bordo de uma embarcação no meio do Atlântico, onde participa de pesquisas em ambientes com mais 4 mil metros de profundidade, ele disse que essas áreas abrigam uma biodiversidade que ninguém conhece, mas ainda assim não atraem tanto interesse da sociedade.

“A gente conhece mais da superfície da Lua do que a gente conhece do fundo do mar. Nesse momento a gente vive um exemplo disso. Olha que passo importante nós tivemos há um mês, quando nós tivemos uma tripulação que foi até a lua e descobriu um lado novo da lua. E como aquilo foi importante para a humanidade, nós temos que continuar investindo nisso. Gente, olha que curioso a comoção e atenção que a sociedade deu para descobrir o lado novo da Lua não é a mesma que ocorre para descobrir o fundo do mar”.

A Terceira Avaliação Global dos Oceanos revelou tendências preocupantes sobre a saúde dos mares, como aumento de 50% na taxa de elevação do nível das águas salgadas, aquecimento elevado, níveis recordes de derretimento do gelo e piora da poluição.

Fonte: Mundo Lusíada em 29.06.2026

Anya Ribeiro destaca os 40 anos do Grupo Vila Galé

Anya Ribeiro destaca os 40 anos do Grupo Vila Galé

Vice-presidente de Turismo e Serviços da CBPCE participou da celebração em Sintra, Portugal, e relembrou sua ligação com a chegada da marca ao Brasil

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Anya Ribeiro, sócia e vice-presidente de Turismo e Serviços da Câmara Brasil-Portugal no Ceará (CBPCE), esteve entre os convidados da celebração pelos 40 anos do Grupo Vila Galé, realizada no último dia 27 de junho, no Vila Galé Sintra, em Portugal. O evento reuniu mais de 500 convidados e marcou a trajetória de expansão internacional do grupo hoteleiro, atualmente presente em Portugal, Brasil, Cuba e Espanha.

A comemoração celebrou as quatro décadas de atuação da rede portuguesa, fundada em 1986, no Algarve. Hoje, o Grupo Vila Galé conta com 52 hotéis, resultado de uma estratégia de crescimento sustentado baseada, segundo informações divulgadas pela empresa, no reinvestimento prudente.

A escolha de Sintra para sediar a festa teve valor simbólico para a rede. A cidade abriga o hotel Vila Galé Collection Sintra, considerado uma das unidades mais emblemáticas da marca e representativo da aposta do grupo nos segmentos de bem-estar, saúde e turismo de qualidade.

Durante a celebração, Anya Ribeiro destacou a importância do momento e relembrou sua relação com a expansão da marca em território brasileiro. “Bela e prestigiada festa de celebração dos quarenta anos do Grupo Vila Galé, do qual tive a honra e o prestígio de trazer o primeiro hotel no Brasil, o VG Praia do Futuro!!”, declarou.

A celebração dos 40 anos também foi marcada pelo reconhecimento aos profissionais que contribuíram para a consolidação da empresa. O presidente do Grupo Vila Galé agradeceu aos mais de cinco mil colaboradores que atuam em Portugal, Brasil, Cuba e Espanha, além daqueles que passaram pela organização ao longo dessas quatro décadas.

“As pessoas são e serão sempre fundamentais na vida das empresas e devem ser a nossa prioridade absoluta. As ideias e a vontade de criar e agir são tão ou mais importantes do que o capital”, afirmou.

Com presença internacional consolidada, o Grupo Vila Galé reforça, ao completar 40 anos, sua posição no setor hoteleiro e sua aposta em experiências associadas à cultura, ao lazer, ao bem-estar e ao turismo de qualidade. A participação de Anya Ribeiro na celebração também evidencia a conexão institucional entre Brasil e Portugal no setor de turismo e serviços.

Fonte: CBPCE em 01.07.2026

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