FIEC impulsiona Economia Azul no Ceará com Ocean Summit 2026
FIEC impulsiona Economia Azul no Ceará com Ocean Summit 2026
Evento reuniu cadeia produtiva da economia do mar para discutir inovação, sustentabilidade, pesca, energia, turismo e novos negócios ligados ao litoral cearense
A Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC) sediou, nesta semana, em Fortaleza, o Ocean Summit 2026, encontro voltado ao fortalecimento da Economia Azul no Ceará. Realizado na Casa da Indústria, o evento reuniu empresários, executivos, pesquisadores, professores, estudantes e representantes da cadeia produtiva do mar para debater oportunidades de desenvolvimento sustentável a partir dos recursos marinhos.
Promovido pelo Observatório da Indústria, braço tecnológico da FIEC, e pelo Instituto Euvaldo Lodi (IEL Ceará), integrante do Sistema FIEC, o encontro teve como objetivo ampliar a discussão sobre o potencial econômico do mar e aproximar empresas, investidores e instituições ligadas a setores como pesca, aquicultura, energia, turismo, logística, petróleo, gás e inovação tecnológica.
A Economia Azul, também conhecida como Economia do Mar, envolve atividades econômicas relacionadas ao uso sustentável dos oceanos e de seus recursos. No caso do Ceará, o tema ganha relevância estratégica em razão dos cerca de 600 quilômetros de litoral e das possibilidades de expansão em áreas como beneficiamento de pescados, produção de algas, energia eólica offshore, turismo costeiro e exportação.
De acordo com informações publicadas pelo Diário do Nordeste, na coluna de Egídio Serpa, a abertura do Ocean Summit 2026 contou com a participação do empresário e cientista belga Gunter Pauli, conhecido por ter criado a expressão Economia Azul. Pauli defende que o mar deve ocupar papel central na economia do futuro, especialmente em áreas como medicamentos, química, construção e novos modelos de produção sustentável.
Durante missão empresarial da FIEC a Portugal, realizada em novembro do ano passado, Pauli já havia destacado o potencial das algas marinhas como uma das grandes oportunidades econômicas para países com extensa faixa litorânea. Segundo ele, o Brasil reúne condições favoráveis para ampliar a produção e o beneficiamento industrial de algas, com potencial para gerar subprodutos de alto valor agregado dentro de uma lógica sustentável.
Além de palestras e debates, o Ocean Summit 2026 também incluiu reuniões de negócios, conectando investidores e empresas que atuam ou pretendem atuar em atividades ligadas à exploração responsável dos recursos marinhos. A proposta foi estimular parcerias, inovação e novos projetos voltados ao desenvolvimento da economia do mar no Ceará.
Segundo levantamento do Observatório da Indústria citado na publicação, a Economia Azul no Ceará emprega mais de 4 mil pessoas. O estudo também aponta que o setor ainda enfrenta desafios importantes, especialmente na cadeia pesqueira, como baixa inserção tecnológica, processos produtivos manuais, carência de capacitação, dificuldades de adequação sanitária e ausência de dados estruturados para planejamento estratégico.
Para enfrentar esses gargalos, a FIEC vem desenvolvendo, por meio do Observatório da Indústria, um programa de incentivo e apoio à Economia Azul. Entre os objetivos estão a incorporação de automação na cadeia pesqueira, a transformação digital em empresas de aquicultura, a organização de bases de dados sobre o setor, a promoção de eventos estratégicos, a adequação de embarcações à legislação vigente e o estímulo à certificação internacional da pesca no Ceará.
O avanço da Economia Azul também acompanha uma tendência global. Estudo da consultoria PwC, citado pelo Observatório da Indústria, indicou crescimento em diferentes atividades ligadas à economia do mar entre 2017 e 2018. Entre os destaques estiveram a movimentação anual de contêineres, a extração de gás natural, a produção de camarão, ostras, vieiras e mexilhões, a movimentação de navios e a produção aquícola.
No Ceará, a atividade pesqueira segue como uma das principais frentes de expansão, com possibilidades de atuação no mercado nacional e internacional. No entanto, a modernização dos processos produtivos, a adoção de tecnologias, a melhoria da gestão e a qualificação profissional são apontadas como caminhos fundamentais para ampliar a competitividade do setor.
Com a realização do Ocean Summit 2026, a FIEC reforça o posicionamento da Economia Azul como uma nova fronteira de desenvolvimento econômico para o Ceará, conectando sustentabilidade, inovação, indústria e aproveitamento estratégico dos recursos marinhos.
Leia a matéria completa no link: https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/opiniao/colunistas/egidio-serpa/fiec-abre-nova-fronteira-da-economia-do-ceara-o-mar-1.3769027
Fonte: Diário do Nordeste, coluna de Egídio Serpa 09.062026.
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