Cidadania Portuguesa: guia completo para tirar em 2025, por Start! Be Global

Cidadania Portuguesa: guia completo para tirar em 2025, por Start! Be Global

Este guia completo, traz todas as informações para quem deseja tirar a Cidadania Portuguesa.

Você vai saber quem tem direito à dupla cidadania, as mudanças na Lei da Nacionalidade em 2020 e o passo a passo de todo o processo.

Vamos detalhar também quanto custa adquirir a cidadania portuguesa, o tempo de duração, as vantagens e os documentos exigidos.

Confira até o final do conteúdo para entender tudo sobre a maneira de conseguir a cidadania portuguesa, mas se preferir, temos um índice logo no começo do texto que pode facilitar a sua leitura. Você pode escolher o assunto do seu interesse. Espero que possamos lhe ajudar.

O que é a Cidadania Portuguesa?
A cidadania portuguesa é a relação de direitos e deveres do cidadão para com o Governo Português.

Para que um brasileiro obtenha a dupla nacionalidade, é preciso que sua situação se enquadre dentro das regras para a cidadania portuguesa.

Estas normas estão contidas na Lei da Nacionalidade Portuguesa, Lei n.º 37/81, de 3 de outubro.

Ou seja, é nas definições da lei que são definidos os cidadãos que tem direito a cidadania portuguesa, por exemplo, através da atribuição ou naturalização.

Certamente, milhares de brasileiros têm direito a tirar a Cidadania Portuguesa através da atribuição de nacionalidade.

Quem tem direito à Cidadania Portuguesa em 2025?
Para os brasileiros, são várias as possibilidades que indicam quem tem direito à cidadania portuguesa:

Filho de português;

Neto de português;

Bisneto de português;

Casado com cidadão português;

Em união estável com cidadão português;

Esposa de um cidadão português, porém o casamento deve ter ocorrido antes de 03 de Outubro de 1981;

Descendente de judeus sefarditas portugueses;

Filho menor nascido antes da aquisição da cidadania portuguesa pelos pais;

Nascido em ex-colônia portuguesa, mas quando esta ainda estava sob o controle de Portugal;

Residente legal em território português, porém o tempo de residência deve ser superior a 5 anos;

Filho estrangeiro adotado plenamente por cidadão português;

Nascido em Portugal, filho de estrangeiros, maior de idade ou emancipado, mas que tenha permanecido por 10 anos no país;

Filho menor de estrangeiros, nascido em território português, se o estrangeiro estiver de forma regular em Portugal ou irregular há pelo menos um ano;

Filho de português registrado na maioridade.

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Presidente de Portugal assina lei que favorece brasileiros e outros cidadãos da CPLP

Presidente de Portugal assina lei que favorece brasileiros e outros cidadãos da CPLP

Foto: Rui Gaudêncio

Brasileiros e timorenses poderão entrar como turistas em Portugal e, já no país, pedirem autorização de residência. Em outra frente, a troca de documentos da CPLP beneficiará mais de 150 mil pessoas.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, promulgou, nesta terça-feira (11/2), a lei que permite aos cidadãos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) entrarem em Portugal como turistas e pedirem no país o título de residência. A lei 23/XVI/1 vai facilitar, sobretudo, a vida dos brasileiros que querem emigrar para Portugal, fazendo com que não seja mais necessário pedir visto de busca de trabalho — bastará chegar em Portugal e, depois de conseguir o trabalho, fazer o pedido da autorização de residência. Mas isso só será possível depois da regulamentação pelo Governo.

A nova lei vai trazer mais duas modificações importantes. A primeira delas é que a autorização de residência CPLP deixa de ser em uma folha de papel A4 e passa a ser num cartão, como os outros títulos de residência, seguindo os padrões da União Europeia. Isso permitirá que os brasileiros e demais cidadãos da CPLP possam viajar para outros países europeus, uma vez que o documento em folha de papel não é aceito no Espaço Schengen. Outra mudança vai ser que a autorização deixa de ter a validade de apenas um ano e passa para dois anos. Deverão ser beneficiados, apenas com a troca de documentos, mais de 150 mil pessoas.

Uma vez promulgada a lei, o link para o pedido de autorização de residência de quem não tem visto na página dedicada à CPLP do portal da Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA) deverá ser aberto. Neste momento, o site não funciona e sobre o espaço dedicado aos pedidos de residência aparece sobre ele a imagem de um cadeado.

Para vários advogados consultados pelo PÚBLICO Brasil, entre eles, Catarina Zuccaro e Tatiana Kazan, ainda falta a regulamentação da lei. Ou seja, é necessário que sejam definidos quais os documentos exigidos para a obtenção dos títulos de residência, se são os mesmos pedidos na etapa passada, de que forma serão entregues — se apenas online ou se online e em papel — e quais os procedimentos e onde será a entrega dos documentos e a biometria, além dos prazos. Tudo indica que o processo de troca de documentação será realizado nos centros de missão da AIMA.

Anos de espera
A aprovação da lei representa o fim de um processo que durou mais de 22 anos. A primeira menção oficial a um acordo de mobilidade da CPLP ocorreu na reunião do organismo internacional realizada em Brasília, em 1º de agosto de 2002.

No entanto, o acordo só foi formalizado em 5 de novembro de 2021, sendo ratificado em março do ano seguinte. O acordo afirmava que “a mobilidade é um dos principais meios de fortalecimento dos vínculos entre pessoas que integram uma comunidade, e que, por isso, a mobilidade dos cidadãos nos territórios que a compõem deve ser tão livre quanto possível”.

Repercussão
Para Ana Paula Costa, a presidente da Casa do Brasil de Lisboa, a mais antiga associação de imigrantes em Portugal, a promulgação do decreto pelo Presidente de Portugal representa o reconhecimento de um direito. “Esperamos que as pessoas consigam fazer o pedido da autorização de residência, que é um direito no âmbito do acordo de mobilidade da CPLP, e que os documentos vencidos sejam substituídos com rapidez. É importante frisar que, com a nova lei, Portugal está cumprindo o acordo”, afirma.

Ela considera que a nova lei vem preencher uma lacuna na legislação. “Vai ser muito importante para os brasileiros que vivem em Portugal, porque, com o fim da manifestação de interesse, infelizmente acabou a possibilidade de regularização”, acrescenta.

Alexandra Gomide, presidente da associação de imigrantes UAI — União Apoio e Integração, de Braga, será necessário que o Governo português tenha estratégias de acolhimento para os imigrantes. “Num contexto já complicado com a imigração, entendo que essa facilidade pode sobrecarregar serviços públicos essenciais, como saúde, educação e habitação, se não houver um planejamento adequado. Também vejo que a integração dos imigrantes exige políticas eficazes para evitar tensões sociais e profissionais”, avalia.

Alexandra defende a existência de barreiras para a imigração. “Se Portugal precisa do imigrante brasileiro, que esclareça qual perfil e para quê e não somente libere a entrada”, argumenta.

Fonte: Público.pt em 11.02.2025

CBPCE realizará almoço-palestra para debater a judicialização na saúde com perspectivas Internacionais

CBPCE realizará almoço-palestra para debater a judicialização na saúde com perspectivas Internacionais

A Câmara Brasil Portugal no Ceará, em parceria com patrocinadores como Aveiro Consultoria, SGS Investimentos, Solis Investimentos, Ricarte Urbano Contabilidade e Criar Refrigeração, com apoio da Associação Cearense dos Magistrados, além do apoio dos sócios patrocinadores, APSV Advogados, Asa Lawyers, Dibra – Dias Branco Participações e QAIR Brasil e dos mantenedores, Asfaltos Nordeste, Campos Advocacia, Cenergias Participações, Criart Serviços, Diamantes, Global Pass, Grupo Viper, NML Tankers, Onnibank, Tecer Terminais e Termaco Logística. realizará um almoço-palestra para debater os desafios e impactos da judicialização no setor da saúde no Brasil, Portugal e em outros países.

O evento, que ocorrerá no dia 19 de fevereiro (quarta-feira) às 12h, na Cabana Del Primo Jardins, reunirá profissionais, juristas e demais interessados para discutir as implicações jurídicas na gestão e prestação de serviços de saúde. Durante o encontro, o presidente da Associação Cearense dos Magistrados, José Hercy Ponte de Alencar, conduzirá um debate aprofundado, trazendo uma perspectiva internacional que pode contribuir para o aprimoramento das políticas públicas nacionais.

Além de proporcionar uma análise crítica sobre o cenário atual, a iniciativa permitirá aos participantes conhecer experiências internacionais e refletir sobre possíveis estratégias de enfrentamento dos desafios decorrentes da judicialização na saúde.

Inscrições e Informações:

Valor para Sócios: R$ 150,00
Valor para Não Sócios: R$ 180,00
Pagamento via PIX: 04.549.837/0001-45
Os interessados podem garantir sua vaga e obter mais detalhes sobre o evento por meio do site: https://news.cbpce.org.br/evento-saude.
As vagas são limitadas.

Esta ação representa uma oportunidade ímpar para profissionais e entusiastas da área da saúde que buscam compreender melhor as intersecções entre o sistema judiciário e as políticas de saúde, num contexto de intensas transformações globais.

Fonte: CBPCE em 05.02.2025

Efeitos Trabalhistas e Tributário na contratação de pessoas jurídicas, por APSV Advogados

Efeitos Trabalhistas e Tributário na contratação de pessoas jurídicas, por APSV Advogados

O tema de contratação de pessoas jurídicas para prestação de serviços tem gerado uma hesitação e objeção de muitas empresas, por conta de todos os desdobramentos a respeito da sua legalidade e efetiva aplicabilidade dentro das normas fiscais e trabalhistas.

Nessa linha, recentemente o Ministro Alexandre de Moraes, em decisão monocrática por meio da Reclamação Constitucional nº 64.608/DF, entendeu pela legalidade de contração de pessoas jurídica para prestação de serviços, isto porque é legitima a escolha da empresa estabelecer outras organizações que prestem serviços sem vínculo empregatício.

Se faz necessário esclarecer a decisão do Ministro não tem o objetivo de legalizar toda e qualquer espécie de contratação no formato “PJ”, até mesmo porque anteriormente o Ministro Dias Toffoli (Reclamação 65.868) já havia concluído que é legal a contratação de diretores/gerentes via “PJ”. Assim, a decisão apenas reforça o entendimento mais recente do Superior Tribunal Federal de que é lícita a contratação de prestadores de serviço sem configurar vínculo empregatício, ou seja, a constituição de vínculos distintos da relação de emprego. (Tema 725, ADC 66, ADPF 324).

A celeuma em questão não tem repercussão apenas na esfera trabalhista, visto que a própria Receita Federal já lavrou autos de infração por entender que existia fraude na contratação de uma empresa como prestadora de serviço e que na realidade existia um vínculo de emprego e reclassificou os pagamentos feitos para a “PJ” como se empregado fosse e exigiu o pagamento dos impostos devidos.

Embora a decisão verse a respeito de contratações de prestadores de serviços, ainda não há decisões voltadas para contratação para exercício de funções estatutárias, existindo ainda diversas possibilidades a respeito do tema envolto.

Fonte: APSV Advogados em 31.01.2025

M. Dias Branco reforça posição de líder e foca na expansão e inovação

M. Dias Branco reforça posição de líder e foca na expansão e inovação

A M. Dias Branco, líder em massas no Brasil, está em crescimento, focando na inovação e na adaptação às mudanças do mercado. A empresa busca ampliar sua presença nacional e internacionalmente, destacando a importância de aquisições estratégicas e investimentos em tecnologia, como a inteligência artificial Manu. Descubra como a M. Dias Branco está moldando o futuro do setor alimentício.

A M. Dias Branco, maior grupo industrial do setor de massas e alimentos do Brasil, segue firme em sua trajetória de crescimento. A companhia enfrentou desafios globais sem perder o foco na eficiência e na manutenção de sua competitividade no setor. O Economic News Brasil conversou na terça-feira (28/01) com o vice-presidente de Investimentos e Controladoria (CFO) da M. Dias Branco, Gustavo Theodozio. O diretor de Novos Negócios e Relações com Investidores (RI), Fabio Cefaly, também participou da entrevista. A M. Dias Branco em expansão já traçou seus planos estratégicos.

M. Dias Branco em expansão na produção e desafios econômicos
Nos últimos anos, a empresa precisou se adaptar à alta do dólar e ao aumento dos custos de matérias-primas como trigo, óleo e cacau, desafios que afetaram indústrias em todo o mundo. Para manter sua competitividade, a M. Dias Branco reorganizou sua estrutura produtiva, otimizando operações sem comprometer sua presença no mercado nacional e internacional.

A estabilidade financeira da empresa se reflete em um caixa positivo de R$ 2,2 bilhões, superando sua dívida de R$ 2 bilhões. Esse equilíbrio garante à M. Dias Branco a classificação máxima AAA da Fitch Ratings, confirmando sua solidez no setor.

Expansão Nacional e Internacional: Oportunidades estratégicas
Mesmo com oportunidades no exterior, a M. Dias Branco vê no Brasil o maior potencial de crescimento imediato. A empresa tem ampliado sua presença no Sul e Sudeste por meio de crescimento orgânico e de possíveis aquisições. Algumas regiões, como Bahia e Rio de Janeiro, foram classificadas como estratégicas, seja para consolidar sua liderança ou para expandir sua atuação.

A companhia tem fortalecido sua presença no varejo, ajustando preços para se manter competitiva e ampliando seu portfólio com produtos inovadores. Essa iniciativa está alinhada com a visão de M. Dias Branco em sua expansão, que busca fortalecer sua atuação tanto no mercado nacional quanto no internacional. Além do Brasil, a M. Dias Branco avalia oportunidades na América Latina, destacando Peru e Colômbia como mercados estratégicos.

Sobre a Las Acacias, Gustavo Theodozio compartilhou uma inversão positiva na operação: “Sempre vimos a M. Dias contribuindo com a Las Acacias, seja produzindo o lame que antes era feito por outro fornecedor no Brasil ou enviando farinha de trigo para suas operações. E tudo isso aconteceu. No entanto, trazer os produtos da Las Acacias para o Brasil não estava no nosso radar no momento da aquisição. Agora, esses produtos já estão na gôndola de importados nos supermercados. Você pode encontrar, por exemplo, uma pasta de trigo duro com manjericão, tinta de lula e outros ingredientes diferenciados. São massas mais nobres, feitas com vegetais, algo que não tínhamos aqui. Isso nos permitiu oferecer um produto premium e vender a um valor mais alto nas gôndolas de importados. Esse foi um movimento que realmente não antecipamos quando adquirimos a empresa”.

Fábio Cefaly lembrou que 55% da receita da companhia vem de aquisições. Entre as marcas adquiridas estão a Piraquê, do Rio de Janeiro, a Vitarella, de Pernambuco, e a estrangeira Las Acacias, de Montevidéu, no Uruguai. Além dessas aquisições, a empresa expandiu sua presença com 22 plantas industriais distribuídas pelos estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul. Atualmente, a companhia emprega cerca de 16 mil colaboradores, mantém 29 Centros de Distribuição e está presente em 300 mil pontos de venda espalhados por 3.200 cidades brasileiras, consolidando sua capilaridade e presença no mercado nacional.

Aquisições Estratégicas e Crescimento do Portfólio da M. Dias Branco
Hoje, o grupo conta com mais de 20 marcas no portfólio, algumas delas superando R$ 1 bilhão de faturamento anual. Esse números refletem o compromisso com M. Dias Branco na sua expansão, fortalecendo sua presença no setor alimentício.

Concorrência e Desafios Regulatórios
Além disso, Theodozio destacou: “Em nossa estratégia, expandimos o portfólio com versões diferenciadas de produtos tradicionais, como leite maltado com chocolate, recheados com doce de leite e creme de avelã. Além disso, estruturamos uma nova vertical de salgados, incluindo parcerias e o desenvolvimento de batatas assadas nos fornos de biscoito, reduzindo o uso de óleo e oferecendo uma opção mais saudável.” Isso reforça nossa estratégia de diversificação e inovação dentro da companhia.”

A M. Dias Branco também avalia oportunidades no mercado internacional e possíveis aquisições dentro do Brasil. No entanto, há desafios regulatórios a serem considerados.

“Se fizermos mais uma grande aquisição de massa e mais uma grande aquisição de biscoito no Brasil, podemos realizar isso dentro do que a legislação permite. Mas, caso façamos uma segunda aquisição relevante em cada segmento, teremos problemas com o Cade (Conselho Administrativo de Defesa da Economia) pois o mercado ficaria muito concentrado“, explicou Theodozio.

Atualmente, a M. Dias Branco detém 32% de market share em biscoitos no Brasil, enquanto concorrentes como Marilan (8%), Bauducco (7%), Nestlé (6%) e Mondelez (5%) seguem atrás.

M. Dias Branco em expansão em tecnologia, produtos e transformação digital
A M. Dias Branco tem investido fortemente em inovação para reduzir custos e tornar a gestão mais eficiente. Em parceria com a ST-One, a empresa atingiu a marca de 10 bilhões de dados digitalizados, reforçando seu compromisso com a modernização e a eficiência operacional.

Confira no vídeo os principais fatores que contribuiram para o crescimento do Grupo M. Dias Branco:

Um dos destaques desse avanço tecnológico é a Manu, inteligência artificial batizada em homenagem ao fundador Manuel Dias Branco, avô do atual presidente Ivens Dias Branco Jr. A Manu é peça-chave na operação da empresa, funcionando 24 horas por dia para consolidar dados, gerar relatórios, apresentar indicadores e enviar alertas automatizados para os setores estratégicos.

Gustavo Theodozio explicou que, no dia 6 de cada mês, a Manu gera automaticamente todas as informações e análises detalhadas por SKU e as envia para cada regional da empresa, incluindo Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais. Para facilitar a comunicação, a inteligência artificial também envia áudios personalizados para os vendedores, como se fossem podcasts, informando margens, tendências de vendas e outros indicadores relevantes. Tipo:

“O vendedor que está no carro e não pode ver o relatório recebe um áudio da Manu, que diz: ‘A tua margem está assim, está assado, SKU tal, cliente tal’. Essa solução mudou a forma como operamos”, disse Theodozio.

“Esses avanços permitiram maior automação, controle preciso dos processos e redução de falhas, tornando nossa gestão mais eficiente e sustentável“, destacou Theodozio. Além de otimizar o desempenho, as melhorias também promovem sustentabilidade, um dos pilares estratégicos da companhia.

Encerramento da Planta em São Paulo
Sobre o encerramento de uma planta em São Paulo, Theodozio explicou: “Qual a empresa que não põe em prática estratégias para otimizar produção e logística, reduzir custos e aumentar eficiência? Isso é normal, não estamos parados. Não é normal é não ter estratégia de crescimento.”

A produção dessa unidade foi realocada para outras fábricas do grupo em São Paulo, Salvador e Bento Gonçalves (RS), garantindo a continuidade do atendimento ao mercado. Essa reorganização faz parte de um plano maior para otimizar a produção e melhorar o aproveitamento dos recursos.

Presença Internacional e Destaque Global da M. Dias Branco
O desempenho da M. Dias Branco tem ganhado reconhecimento global. Em setembro de 2024, em Nova York, o presidente da companhia, Ivens Dias Branco Jr., foi eleito o melhor CEO da América Latina pela Institutional Investor, um dos prêmios mais prestigiados do setor corporativo. Esse reconhecimento reforça a liderança da empresa no segmento de massas e biscoitos e sua credibilidade no cenário global.

A estratégia da M. Dias Branco para sua expansão tem sido determinante para impulsionar a companhia, garantindo sua evolução nos mercados nacional e internacional. Na Europa, a empresa vê oportunidades na Península Ibérica devido à conexão cultural e ao idioma.

“Portugal e Espanha são mercados estratégicos para a expansão, além de servirem como base para o abastecimento da África, uma região com crescente demanda”, explicou Theodozio.

Em contrapartida, mercados como Inglaterra, Itália e França apresentam barreiras estruturais que dificultam uma entrada competitiva.

Fonte: Economic News Brasil em 31.01.2025

Como construir confiança em um ambiente de desconfiança? por Josbertini Clementino

Como construir confiança em um ambiente de desconfiança? por Josbertini Clementino

Ao longo da minha carreira, ocupando posições estratégicas no Governo, Parlamento e Terceiro setor, enfrentei um grande desafio de construir confiança em cenários complexos.

Trabalhei em ambientes marcados pela polarização, interesses conflitantes e, muitas vezes, desconfiança generalizada. Em todos esses contextos, ficou evidente que confiança não é algo que simplesmente se tem; é construída com consistência, empatia e, acima de tudo, credibilidade.

Confiança é a moeda mais valiosa nas Relações Institucionais e Governamentais (RelGov) – e também a mais escassa.

Este artigo é para você, profissional de Relações Institucionais e Governamentais (RelGov), que já enfrentou dificuldades em estabelecer um diálogo aberto e produtivo com stakeholders ou em defender pautas em um ambiente onde o ceticismo prevalece.

Meu objetivo aqui é oferecer reflexões e estratégias práticas, fundamentadas em experiências reais, para ajudá-lo a superar essas barreiras e construir pontes sólidas de confiança.

Confiança, no entanto, não é apenas um objetivo abstrato: é uma ferramenta prática que pode transformar sua atuação e aumentar sua capacidade de influenciar decisões que impactam a sociedade.

1. Transparência: um alicerce insubstituível
No universo de RelGov, transparência não é uma escolha; é uma necessidade. Seja ao negociar com autoridades públicas, seja ao interagir com organizações da sociedade civil, deixar claros os objetivos e intenções de uma proposta é essencial para quebrar barreiras de desconfiança.

Durante minha atuação no Ministério do Trabalho, por exemplo, enfrentei resistência inicial ao propor ajustes em programas de qualificação profissional. Ao apresentar dados claros sobre os benefícios e limitações das mudanças sugeridas e prevê cenários com evidências consistentes, consegui não apenas reverter o ceticismo, mas também engajar os stakeholders como aliados no processo de implementação.

A transparência deve ir além do discurso, precisa estar presente em todas as etapas do processo, desde a coleta de informações até a prestação de contas sobre os resultados obtidos.

2. Empatia: a arte de enxergar pelo olhar do outro
Em minha trajetória, percebi que muitos conflitos e resistências poderiam ser evitados se houvesse mais empatia no campo de contrução das relações que não é percebido na superficialidade.

Isso significa entender os receios, interesses e prioridades das pessoas com quem está dialogando.
Uma experiência que me marcou foi em um projeto de desenvolvimento territorial, onde enfrentei resistência de lideranças comunitárias em relação a políticas públicas voltadas para a juventude e mulheres. Em vez de insistir no discurso técnico, priorizei ouvir suas preocupações e incorporar suas sugestões ao projeto. Esse processo de escuta ativa foi transformador, convertendo a desconfiança inicial em uma parceria sólida.

Empatia não é fraqueza; é uma estratégia de muito poder que fortalece relacionamentos e cria uma base sólida para negociações futuras.

3. Consistência: a base da reputação profissional
Confiança não sobrevive sem consistência. Cumprir compromissos, grandes ou pequenos, é o que diferencia um profissional confiável de um que gera dúvidas.

Em minha experiência, percebi que compromissos não cumpridos, mesmo que involuntários, criam barreiras que são difíceis de superar.

Em um dos projetos que coordenei para mobilização, estabelecemos um cronograma claro com prazos e entregas específicas. Ao garantir que cada compromisso fosse honrado, construímos uma reputação que facilitou a implementação de iniciativas mais complexas no futuro.

Seja pontual, cumpra prazos e evite prometer o que não pode entregar. A consistência é o que transforma palavras em ações e ações em confiança.

4. Relacionamentos antes da crise
A confiança mais duradoura é construída nos momentos de calmaria, não durante as crises. Em minha atuação como Secretário de Estado, adotei a prática de manter reuniões regulares com parceiros estratégicos, mesmo quando não havia demandas imediatas.

Esse esforço constante de relacionamento criou um ambiente de colaboração que foi essencial para resolver crises de forma rápida e eficiente.

Quando a confiança é construída com antecedência, funciona como um escudo em momentos de pressão.

Como profissional de RelGov, dedique tempo a criar relacionamentos sólidos antes que eles se tornem essenciais, pois não apenas facilitará a solução de problemas futuros, mas também posiciona você como um interlocutor confiável.

5. Comunicação clara e alinhada aos valores
A desconfiança muitas vezes surge de mensagens mal interpretadas ou desalinhadas com os valores dos stakeholders.

Em um ambiente de constante polarização, comunicar-se de forma clara e alinhada aos interesses coletivos é um diferencial competitivo.

Ao trabalhar em políticas públicas de impacto socioeconômico, sempre me preocupei em traduzir informações complexas em mensagens acessíveis, conectando-as aos valores e prioridades das pessoas envolvidas. Essa clareza não apenas reforçou a confiança, mas também aumentou a adesão às iniciativas propostas.

 

Confiança é um processo contínuo, que nunca deve deixar de ser semeada!
Construir confiança em um ambiente de desconfiança exige mais do que boas intenções; exige estratégia, consistência e empatia.

Para nós, profissionais de Relações Institucionais e Governamentais, dominar essa habilidade é essencial para alcançar resultados que vão além das expectativas.

Por: Josbertini Clementino
Sócio CBPCE, Especialista e Consultor em RelGov l Gestão de Projetos e Stakeholders l Políticas Públicas l Consultoria em Relações Institucionais e Governamentais l Conselheiro de Administração IBGC l Regulatório l Advocacy.

Fiocruz investe R$ 1 bi no Polo de Saúde do Eusébio

Fiocruz investe R$ 1 bi no Polo de Saúde do Eusébio

A Fundação Osvaldo Cruz já licitou por R$ 133 milhões a construção dos primeiros prédios do que será uma unidade industrial para a produção de vacinas e de medicamentos de alto custo.

Uma fonte muito bem-informada sobre o assunto disse à coluna hoje, quarta-feira, 5, que já foram licitadas as obras de construção dos primeiros prédios da unidade, no que serão investidos R$ 133 milhões.

Todos esses recursos são do próprio orçamento da Fiocruz.

Em seguida, de acordo com a mesma fonte, será procedida a licitação para as obras de construção da unidade fabril.

Ainda segundo a fonte, o projeto da Fiocruz tem o objetivo de fabricar insumos farmacêuticos ativos (IFA) para a produção de medicamentos biológicos de alto custo, dos quais o Brasil é hoje dependente.

Entre esses medicamentos, constam os de tratamento do câncer e de doenças inflamatórias e, também, hormônios de crescimento.

A mesma fonte revelou que o governador Elmano de Freitas está pessoalmente acompanhando a marcha desse projeto, tendo visitados, em duas ocasiões, a alta direção da Fiocruz, no Rio de Janeiro.

RELEMBRANDO

No dia 6 de agosto de 2021, o site da Fiocruz publicou a seguinte informação:

“A Fiocruz, o Governo do Estado do Ceará e a Universidade Estadual do Ceará (Uece) celebraram um acordo de cooperação para o desenvolvimento e produção da vacina HH-120-Defenser contra a Covid-19, e elaboração de projetos de pesquisa e desenvolvimento tecnológico. O acordo, assinado pela então presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, e pelo então governador Camilo Santana, ampliou a parceria da Fiocruz com o estado do Ceará nas áreas de pesquisa e ciência para a busca de soluções no campo da saúde.”

No último dia 3, o mesmo site da Fiocruz publicou o seguinte:

“Representantes da Fiocruz Ceará visitaram, no dia 29 de janeiro deste ano, a Secretaria do Desenvolvimento Econômico do Ceará (SDE). Na pauta, do encontro, projetos de saúde que visam impulsionar o desenvolvimento econômico da região.

“Domingos Filho, titular da pasta, recebeu a comitiva de pesquisadores que apresentou iniciativas da Fiocruz Ceará, que tem se consolidado como âncora científica e tecnológica do Distrito de Inovação e Saúde do Ceará, no município de Eusébio. Dentre as ações destacadas, destacam-se a qualificação de profissionais da atenção primária em saúde; a estruturação do Centro de Imunologia e Imunoterapia Pasteur Fiocruz; os processos de instalação da Biofábrica da Wolbachia, estratégia do Ministério da Saúde para controle de arboviroses; e ainda o Complexo Tecnológico de Insumos Estratégicos de Bio-Manguinhos, que produzirá matéria-prima farmacêutica/ativos de medicamentos biológicos no Ceará. Foram tratadas ainda as questões relacionadas ao estabelecimento da governança do Distrito e a cessão de terreno do governo do estado para a Fiocruz.

“Os projetos da Fiocruz evidenciam a disposição do governador Elmano de Freitas como um grande impulsionador da inovação e do desenvolvimento econômico no Brasil e no mundo, fatores que são prioritários na pauta do Governo do Estado. O alinhamento e acompanhamento desses projetos junto à secretaria é fundamental para que possamos promover a qualidade de vida das comunidades no entorno dos equipamentos, bem como os cearenses, beneficiando segmentos da saúde e da economia, com oportunidades de empregos e renda”, disse o titular da SDE, Domingos Filho.

“Carla Celedonio, coordenadora da Fiocruz Ceará, destacou a importância da parceria da fundação com a SDE para o alcance e a consolidação desses projetos.

“Agradecemos o apoio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico para a estruturação do Distrito de Inovação e Saúde, na certeza de que a iniciativa impactará de forma muito positiva o Complexo Econômico e Produtivo da Saúde (CEIS) do país, a economia do estado e a vida dos cearenses”, concluiu.”

Fonte: Coluna Egídio Serpa/Diário do Nordeste em 05.02.2025

Nova joint venture solidifica liderança da Travelex Confidence no mercado de câmbio

Nova joint venture solidifica liderança da Travelex Confidence no mercado de câmbio

Travelex Confidence anuncia Joint Venture para assumir a operação da corretora Europa Câmbio e Turismo no Brasil, solidificando sua posição de liderança e capilaridade.

O acordo envolve a operação de todas as lojas da Europa Câmbio, que passarão a oferecer todos os serviços e produtos de câmbio do portfólio da Travelex Confidence. A iniciativa amplia a presença física da companhia, especialmente em estados onde ainda não operava, como Alagoas, Paraíba, Pernambuco e Espírito Santo, solidificando sua posição de liderança e capilaridade.

Para Jorge Arbex, diretor do Grupo Travelex Confidence, a novidade reforça a estratégia de expansão física da Travelex Confidence, que tem como compromisso oferecer suporte omnichannel de alta qualidade aos clientes:

“Escolhemos a Europa Câmbio por se tratar de uma empresa séria, com credibilidade e renome no mercado. Além disso, esse modelo de negócio está muito ligado com os nossos planos de expansão física em locais que a Travelex Confidence ainda não possui lojas, lacuna que será suprida com a nova parceria “, explica o executivo.

Este é o quarto movimento de expansão da companhia nos últimos anos. Em 2015, o Grupo Travelex Confidence assumiu a operação da Renova Câmbio, em fevereiro de 2022 incorporou uma fatia da Frente Corretora, fintech especializada em câmbio, e, em março de 2024, adquiriu a Number One, corretora especialista em consultoria de câmbio.

Fonte: Travelex Câmbio em 04.02.2025

Brasil quer aproveitar contexto global para aumentar exportações de defesa para Portugal

Brasil quer aproveitar contexto global para aumentar exportações de defesa para Portugal

O Brasil ambiciona aumentar as exportações da indústria da defesa para Portugal, numa altura em que é discutido o aumento do investimento na OTAN / NATO e na União Europeia (UE), disse à Lusa fonte da diplomacia brasileira.

“Portugal, certamente vai, e precisa, como membro da NATO e da União Europeia, gastar mais em defesa”, disse à Lusa a mesma fonte.

Por essa razão, o Brasil antecipa “grandes oportunidades para a indústria de defesa”, sublinhou.

Este tema, de acordo com a fonte diplomática brasileira, poderá mesmo estar em discussão na XIV Cimeira luso-brasileira de 19 de fevereiro, que reunirá as figuras mais altas do Governo dos dois países, em Brasília.

De acordo com dados oficiais, o setor da defesa brasileiro atingiu um recorde nas autorizações de exportações de produtos e serviços em 2024, chegando a 9,17 mil milhões de euros.

A indústria de defesa comercializa para cerca de 100 países, sendo que 40% das exportações são de aeronaves, entre outros produtos como armamentos leves, munições, armamentos não letais e serviços de engenharia em produtos de defesa, segundo o Governo brasileiro.

A fabricante de aeronaves brasileira Embraer entregou 206 aviões no ano passado, número 14% acima das 181 aeronaves entregues em 2023.

Em Portugal, a Embraer é acionista maioritária da OGMA – Indústria Aeronáutica de Portugal, em Alverca, com 65% do capital.

As ambições do Brasil em comercializar mais produtos de defesa para Portugal surgem num momento em que o possível aumento da meta de investimento em defesa na NATO, atualmente fixada em 2% do Produto Interno Bruto (PIB), está a ganhar força entre os Estados-membros.

Em entrevista à RTP, o presidente do Conselho Europeu, António Costa, admitiu que os Estados-membros da NATO vão decidir aumentar a meta do investimento em defesa, atualmente nos 2% do PIB, que o Presidente norte-americano, Donald Trump, quer subir para 5%.

António Costa reconhece que há um consenso crescente para um reforço das despesas militares, embora o valor exato ainda esteja em discussão.

“A média do conjunto das despesa militar nos 23 Estados da União Europeia que são também aliados na NATO já atingiu os 2% e, sobretudo, desde 2022 para cá, nós tivemos um aumento muito significativo”, na ordem dos 30%, na sequência da invasão da Ucrânia pela Rússia, recordou o ex-primeiro-ministro português.

Ainda esta semana, o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, defendeu que canalizar 2% do PIB de cada Estado-membro já não é suficiente para a defesa da Europa.

“Temos de continuar a adaptar-nos, temos de aumentar os nossos esforços e as nossas despesas. O objetivo de 2% [do PIB] não vai ser suficiente”, afirmou Mark Rute, em declarações feitas em Lisboa, após um encontro com o primeiro-ministro e outros membros do Governo.

“A ameaça da Rússia pode parecer longínqua, mas asseguro-vos que não é”, alertou o líder da NATO [Organização do Tratado do Atlântico Norte], referindo que Moscovo tem armamento que consegue atingir a costa portuguesa.

Na mesma ocasião, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, afirmou que Portugal está disponível para antecipar “ainda mais” o prazo para que o país atinja um investimento de 2% do PIB no setor da defesa.

Portugal já se tinha comprometido a atingir a meta em 2029, mas o primeiro-ministro admitiu que Portugal poderá ter de antecipar o objetivo.

Fonte: Mundo Lusíada em 03.05.2025

CBPCE Inicia 2025 com reunião de diretoria e planejamento estratégico

CBPCE Inicia 2025 com reunião de diretoria e planejamento estratégico

Na última segunda-feira, 27 de janeiro a Câmara Brasil Portugal no Ceará (CBPCE) realizou a primeira reunião de diretoria de 2025, marcando o início de um ano promissor com muitas ideias e projetos em pauta. Liderada pelo presidente Raul Santos, a reunião contou com a presença de um time estratégico de diretores e conselheiros, demonstrando o compromisso da entidade em fomentar iniciativas que impulsionem o desenvolvimento econômico e social.

Estiveram presentes Adriana Bezerra (Diretora de Saúde e Desenvolvimento Humano), Anya Ribeiro (Diretora de Turismo), Benedito Simões (Diretor de Compliance), Carlos Maia (Vice-Presidente de Indústria e Comércio), Cibele Gaspar (Diretora de Projetos para Investimentos), Clivânia Teixeira (Diretora Executiva), Décio Simões (Diretor de Inovação e Tecnologia), Érica Arruda (Diretora de Investimentos), José Carlos Escobar (Conselheiro Tesoureiro), José Wahnon (Diretor de Eventos), Patrícia Campos (Conselheira Jurídica), Ricarte Urbano (Conselheira Fiscal) e Tadeu Dote Sá (Diretor de Energias).

Durante o encontro, foram discutidas ações estratégicas para fortalecer a atuação da CBPCE em setores prioritários, além de iniciativas voltadas à inovação, sustentabilidade e promoção de investimentos. A diversidade de áreas de atuação dos membros da diretoria reflete a abrangência das frentes que a Câmara pretende explorar ao longo deste ano.

Com uma equipe diversa e altamente qualificada, a CBPCE reforça seu papel como um importante elo entre Brasil e Portugal, promovendo o desenvolvimento econômico e social de suas comunidades. O ano de 2025 promete ser um marco na trajetória da entidade.

Fonte: CBPCE em 29.01.2025