CTI Fracht: O que esperar do comércio internacional 2025

CTI Fracht: O que esperar do comércio internacional 2025

Para além das previsões convencionais sobre juros e inflação, o cenário do comércio internacional em 2025 tende a ser marcado por novas nuances que merecem sua atenção.

Levantamento exclusivo do Grupo Fracht realizado junto a organizações internacionais revela tendências que já movimentam investimentos expressivos:

De acordo com relatório da McKinsey, a resiliência é um tema central nas discussões sobre o futuro das cadeias de suprimentos, inclusive para mitigar riscos geopolíticos e de desastres naturais. Uma das novidades nesse sentido é hiperautomação combinada com RPA (automação robótica de processos), IA (inteligência artificial) e aprendizado de máquina.

A sustentabilidade e a dedicação a tópicos como ESG não serão apenas uma obrigação regulatória, mas um fator decisivo na escolha do consumidor. No NRF Retail’s Big Show, constatou-se que a geração Z se importa mais com os valores e posicionamentos das marcas do que com os preços baixos.

A produção se aproximará do consumidor final com o crescimento do micromanufacturing e da impressão 3D, reduzindo custos de transporte e prazos de entrega, conforme artigo da Forbes.

A complexidade crescente das cadeias de suprimentos exigirá profissionais com habilidades em áreas como análise de dados, IA e automação, segundo relatório do Fórum Econômico Mundial.

Empresas terceirizarão cada vez mais a gestão de suas cadeias de suprimentos para provedores especializados em Supply Chain as a Service (SCaaS), permitindo que se concentrem em suas atividades principais.

Fonte: CTI Fracht em 21.01.2025

Confira dicas para planejar sua viagem internacional nesta alta temporada com a Travelex Confidence Câmbio

Confira dicas para planejar sua viagem internacional nesta alta temporada, com a Travelex Confidence Câmbio

O início do ano marcado pelo alto verão no hemisfério sul e o período de férias escolares, é marcado pela na maior procura por viagens internacionais.

A Travelex Confidence, maior especialista em câmbio do mundo, preparou dicas essenciais para que os brasileiros possam planejar suas viagens internacionais, economizando na conversão de moedas, para que aproveitem da melhor forma a alta temporada.

Planejamento financeiro é o ponto de partida

Antes de realizar uma viagem internacional, é fundamental realizar uma análise detalhada para estimar os custos envolvidos em uma viagem internacional. Isso inclui passagem, hospedagem, alimentação, transporte, lazer, conectividade, seguro viagem, além de uma reserva para despesas imprevistas. Dessa forma, será mais fácil de compreender de maneira precisa o orçamento necessário e o quanto será necessário adquirir da divisa oficial do país de destino para cobrir esses gastos.

O planejamento financeiro é parte primordial na organização de uma viagem. Se a compra não é urgente, o recomendado é que os viajantes façam a compra gradual de moeda estrangeira. Isso pode ser feito adquirindo pequenas quantias ao longo do tempo, evitando grandes oscilações de uma só vez.

Diversifique as formas de pagamento

Para evitar gastos imprevistos ou desnecessários, é essencial diversificar os meios de pagamentos. Especialistas em câmbio da Travelex Confidence recomendam que uma parte da quantia seja adquirida em papel-moeda, para despesas como táxi, alimentação e compras em estabelecimentos que podem não aceitar cartões. E a outra parte do montante pode estar carregado na conta global, disponível no app Confidence Câmbio, diversificando assim os meios de pagamento, além de garantir segurança e flexibilidade nas transações.

A Conta Global na Travelex Confidence em parceria com a Wise Platform, por exemplo, não tem taxa de abertura ou manutenção, pode ser abastecida com até 6 tipos de moedas (dólar americano, euro, libra, dólar australiano, dólar canadense e iene) e com apenas 1,1% de IOF, mesma taxa da compra do papel moeda. Permite fazer pagamentos e saques (ATMs com opção de contactless) por aproximação.

O cartão digital atrelado à conta é aceito em mais de 200 países e territórios. Esta é uma ferramenta funcional, especialmente para aqueles que exploram múltiplos países em uma única viagem, ou destinos com diferentes cotações oficiais, seja em uma viagem a turismo ou a trabalho, permitindo a inclusão, manutenção e movimentação de saldos. Outro diferencial desse recurso é o suporte omnichannel da empresa, que combina atendimento presencial com especialistas, em mais de 120 lojas em todo o Brasil e atendimento digital, pela central telefônica de relacionamento e Whatsapp.

Evite conversões no local de destino

Uma dúvida frequente de muitos turistas que têm viagem marcada para destinos em que a moeda oficial não é o dólar, é em relação a qual divisa levar. Ainda que existam países em que a moeda local está mais desvalorizada em relação ao dólar, recomendamos que o cliente leve a moeda local e evite converter grandes quantias no aeroporto ou no destino, pois as taxas costumam ser desfavoráveis. E dessa forma também é possível evitar a cobrança da dupla conversão (real para dólar e dólar para a moeda local), o que pode aumentar seus gastos.

Considere contratar planos de conectividade e seguro de viagem

Ter um chip internacional durante a estadia no exterior também é um detalhe muito importante. A conectividade garante acesso aos serviços bancários e meios de pagamentos online a qualquer momento, sem depender de redes Wi-Fi públicas, que podem ser insuficientes e inseguras, por exemplo. Além disso, aplicativos como Google Maps e Waze são indispensáveis para explorar as cidades, ajudando o turista a chegar aos destinos com eficiência.

A tecnologia eSIM é uma ótima opção, ativado digitalmente e sem a necessidade de adquirir uma versão física, em que o usuário pode selecionar o plano de dados mais adequado para o período em que vai passar no exterior e, dessa forma, assegurar uma comunicação estável e sem interrupções, de acordo com suas necessidades de dados.

Considere também contratar um seguro de viagem para cobrir emergências médicas e outros imprevistos. Em muitos países, estrangeiros não têm acesso à rede pública de saúde, e os custos com atendimento médico particular podem ser bastante elevados. A Travelex Confidence oferece uma opção de Seguro-Viagem Internacional, que pode ser contratado online, por telefone e nas lojas. A cobertura é completa, com assistência médica, odontológica, telemedicina, além de garantia em casos de perda de bagagem.

Conte com o Grupo Travelex Confidence em sua próxima viagem e garanta a sua conta global, moeda em espécie, seguro viagem, eSIM e muito mais!

Fonte: Travelex Confidence Câmbio em 10.01.2025

Governo espera concluir reforço consular por causa de migrantes até final do trimestre

Governo espera concluir reforço consular por causa de migrantes até final do trimestre

O ministro da Presidência, António Leitão Amaro, disse hoje esperar que o reforço consular previsto pelo Plano de Ação para as Migrações, anunciado em junho, deverá ficar concluído até ao final do trimestre.

Numa conferência para assinalar os 160 anos do Diário de Notícias, com o tema “O Portugal que temos e o que queremos ter”, Leitão Amaro afirmou aos jornalistas que o processo está em curso mas ainda não está concluído, porque “os procedimentos de contratação no Estado podem demorar anos” e este está a “demorar meses”.

“Foi lançado o processo de recrutamento público, foram publicadas as listas, as pessoas estão prestes a serem chamadas para o início da sua formação (…), esperamos que este trimestre possam ser colocadas ao serviço, se não existirem contratempos burocráticos”, disse o ministro.

Segundo Leitão Amaro, as novas contratações “reforçam a capacidade de apoio a partir de Lisboa e pontualmente os postos consulares considerados mais chave porque estão mais sob pressão (…) os postos consulares na CPLP são os que mais vão beneficiar destes técnicos”.

Sobre a reabertura do canal de acesso dentro da Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA) para cidadãos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), que permanece fechado apesar dos pedidos feitos pelos imigrantes e associações, Leitão Amaro recusou “abrir portas para um nada”, já que é necessário reforçar os meios da própria organização, que tem previsto um aumento de 33% dos recursos humanos.

“É algo que vai ser ativado com responsabilidade quando tivermos a certeza que temos capacidade de resposta rápida às pessoas que o procuram”, prometeu o governante, admitindo que existem também atrasos em outros processos, entre os quais as renovações das autorizações CPLP.

“Vamos ver como é que conseguimos aproveitar a rede da estrutura de missão que vai conseguir fazer os atendimentos dos 417 mil antes do prazo que tínhamos prometido de um ano”, afirmou Leitão Amaro.

Segundo o ministro, já foram atendidos 200 mil processos, há 108 mil pedidos de regularização rejeitados.

“Seguramente neste semestre a chamada aos dados biométricos será feita”, disse, numa referência aos cidadãos da CPLP.

Para Leitão Amaro, a imigração “é um dos temas mais quentes, mais apaixonantes e também dos mais polarizantes das sociedades atuais” e o governo “quer mostrar, a partir de Portugal para o mundo, que é possível ter uma política de migração moderada e com firmeza”.

O ministro disse que Portugal foi o país europeu que teve o “aumento maior e mais rápido” de imigrantes no seu território nos últimos cinco anos, que não tem comparação com a história recente, mesmo recordando a vinda de pessoas das ex-colónias, na década de 1970.

“Portugal não teve nas nossas vidas nenhum momento de transformação demográfica como aquela que estamos a viver”, disse Leitão Amaro

Criticando aquilo que classificou como “santa aliança” entre o Chega e o PS no chumbo da Unidade de Estrangeiros e Fronteira dentro da PSP, Leitão Amaro reafirmou a vontade de reforçar o controlo das fronteiras.

“Não desistimos e queremos pôr o retorno a funcionar”, afirmou.

Fonte: Mundo Lusíada em 17.01.2025

Economista Henrique Marinho lançará seu livro sobre os Empresários Imigrantes no Ceará no próximo dia 21 na FIEC

Economista Henrique Marinho lançará seu livro sobre os Empresários Imigrantes no Ceará no próximo dia 21 na FIEC

A Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC) será palco, no próximo dia 21 de janeiro, do lançamento do livro “A Saga dos Empresários Imigrantes na Economia Cearense”, escrito pelo economista e escritor Henrique Marinho. A obra apresenta um resgate histórico sobre a contribuição de diversas comunidades imigrantes para o desenvolvimento econômico do estado.

O presidente da FIEC, Ricardo Cavalcante, é o anfitrião do evento e reforça a importância do livro para o entendimento do papel dos imigrantes na construção do cenário empresarial cearense. A publicação destaca as trajetórias de portugueses, italianos, sírios, libaneses, japoneses, entre outros, que ajudaram a moldar o ambiente econômico local.

Henrique Marinho ressalta que seu livro é uma homenagem aos imigrantes que escolheram o Ceará como lar e deixaram um legado de inovação e empreendedorismo. Segundo o autor, a obra oferece uma perspectiva valiosa para empresários, estudantes e historiadores que buscam compreender a evolução das dinâmicas culturais e de negócios no estado.

O evento de lançamento será uma oportunidade para o público conhecer detalhes sobre o processo de pesquisa e as histórias contadas na publicação. O livro promete ser uma referência importante para aqueles interessados na história econômica do Ceará e nas influências multiculturais que moldaram o setor empresarial local.

Serviço:
Lançamento do Livro: “A Saga dos Empresários Imigrantes na Economia Cearense”
Data: 21 de janeiro de 2025
Horário: 18h30
Local: Casa da Indústria – FIEC

Libercard realiza encontro anual de resultados e projeções para 2025

Libercard realiza encontro anual de resultados e projeções para 2025

Na última sexta-feira, 10 de janeiro, a Libercard, sócia da Câmara Brasil-Portugal no Ceará (CBPCE), realizou seu tradicional Encontro Anual de Resultados e Planejamento estrategico. O evento reuniu a equipe da empresa para analisar os principais indicadores de 2024 e projetar as metas e estratégias para o ano de 2025.

O ano de 2024 foi um marco nos 16 anos de história da Libercard. A inauguração de sua nova marca trouxe um legado do qual a empresa muito se orgulha, além de iniciar um próspero e promissor caminho com novos produtos e o compromisso reafirmado de oferecer atendimento de excelência. Essa renovação simboliza a união entre tradição e inovação, fortalecendo a posição da Libercard como referência no mercado.

A sócia e diretora de Saúde e Desenvolvimento da CBPCE, Adriana do Carmo, também participou do evento, contribuindo com insights relevantes para a reafirmação do proposito da Libercard, possibilitando toda a equipe sentir-se parte dessa construção.

A Libercard reafirma seu compromisso em continuar inovando e entregando soluções de excelência para seus clientes e parceiros, consolidando-se como uma referência no mercado em que atua. O evento reforçou a importância do planejamento estratégico e da sinergia da equipe para alcançar os objetivos traçados para 2025.

Fonte: CBPCE em 15.01.2025

Chef Lorena Machado: “Não consigo pensar em uma forma mais genuína de trabalhar”

Chef Lorena Machado: “Não consigo pensar em uma forma mais genuína de trabalhar”

Na cena gastronômica de Fortaleza, o restaurante Gingado, sócio da CBPCE, se destaca, não apenas pela sua cozinha e as combinações que saem dela, mas também devido à trajetória da chef Lorena Machado. O estabelecimento completa dois anos em 2025, marcado pelo carinho do público, verificado pelas indicações na premiação Melhores Sabores da Cidade, em 2023 e 2024.

O restaurante combina os conceitos de bistrô com gastronomia, conhecido como “Bistronomia”. Lorena esclarece que é “um conceito sobre comida de alta qualidade, bons ingredientes e técnicas, mas com um formato mais despojado e informal”.

A chef decidiu investir na gastronomia quando percebeu que gostaria de trabalhar com algo em que pudesse experimentar a criatividade. Essa característica a motiva, mas não a prende.

“Sobre a criatividade e a sua manutenção, mudei muito a minha forma de lidar com a pressão de ser sempre criativa (…) Eu prefiro não me colocar nessa posição de me tornar obsessiva com o trabalho para que ele continue sendo algo querido por mim”, explicou.

Em conversa com a redação do Sabores da Cidade, a chef Lorena compartilhou os desafios e os seus aprendizados, ao longo da vida profissional e, especialmente, nestes quase dois anos de Gingado, além de partilhar quem é Lorena Machado quando não está na cozinha.

Sabores da Cidade: Lorena, como a gastronomia entrou na sua vida? Você sempre soube que queria seguir essa carreira ou foi algo que surgiu ao longo do tempo?
Lorena: Para ser sincera, a intimidade com o ato de se alimentar sempre foi algo muito presente na minha vida. Então, eu não sei dizer com exatidão quando comecei o hábito de cozinhar, porque lembro disso fazer parte da minha infância inteira, mas, de fato, comecei a enxergar como profissão quando entendi que gostaria de trabalhar com algo que eu pudesse me exprimir de forma criativa.

Com isso, aos 17 anos prestei vestibular e o curso de gastronomia já fazia parte da Universidade Federal do Ceará (UFC). Como também sempre tive desejo em estudar na UFC, juntei dois sonhos em um só e, enfim, deu tudo certo, me formei e segui carreira de cozinheira profissional.

Quais foram os maiores desafios que você enfrentou ao longo da sua jornada na cozinha?
Acredito que os relacionamentos interpessoais dentro de restaurantes é algo importante a se pontuar, já que naturalmente por ser, em grande parte, um ambiente insalubre e hostil, as questões sociais se tornam muito mais intensas e vívidas. Esse sempre foi o desafio que me fez repensar inúmeras vezes se, de fato, eu gostaria de dar continuidade a carreira.

Hoje, por ter a oportunidade de fazer diferente, sinto que construo, cada vez mais, um ambiente seguro emocionalmente para quem trabalha conosco. Então, os desafios se tornam outros, como empreender equilibrando todas as balanças.

“Eu prefiro não me colocar nessa posição de me tornar obsessiva com o trabalho para que ele continue sendo algo querido por mim. Dessa forma, vou desenhando novos pratos e novas mordidas, respeitando o tempo.”

Muitos consideram a cozinha um ambiente de alta pressão. Como você lida com essa tensão e como consegue manter a criatividade no auge durante os períodos mais intensos?
A cozinha é um ambiente de alta pressão, porque estamos sempre trabalhando contra o tempo. E, convenhamos, o tempo está sempre passando. Então, não consigo imaginar uma cozinha sem pressão. Acredito que para lidar com isso, você precisa encontrar conforto e diversão nesse lugar. Sem romantizar, a adrenalina da cozinha te faz esquecer tudo e, no fim, você tem acesso a algo como a endorfina. Talvez seja isso que nos faz querer lidar com essa pressão. Esse ‘pós’ é quase como o prazer de correr uma maratona e atravessar a linha de chegada, acredito eu.

Sobre a criatividade e a sua manutenção, mudei muito a minha forma de lidar com a pressão de ser sempre criativa. Penso que para eu tirar um prato do menu, preciso, obrigatoriamente, fazer algo melhor. E compreendo que sou um ser humano cheio de limitações. Então, nesse lugar, eu prefiro não me colocar nessa posição de me tornar obsessiva com o trabalho para que ele continue sendo algo querido por mim. Dessa forma, vou desenhando novos pratos e novas mordidas respeitando o tempo.

Você tem alguma influência ou inspiração de chefs ou de culinárias específicas? Como essas referências aparecem no seu trabalho?
Não sou uma pessoa muito apegada a cozinhas específicas ou personalidades. Me coloco mais na posição de poder aprender tudo o que me interessa e, de forma geral, me interesso por comida. Eu sempre cozinhei, porque sempre gostei de comer. Então, minhas referências são os sabores, as texturas, as cores, os cheiros, enfim. Sei que é uma resposta vaga, mas quando busco aquilo que me inspira, encontro muitas culturas diferentes entre si e não sou capaz de escolher uma única.

Em sua opinião, o que caracteriza um prato realmente inesquecível? Quais elementos você acredita que tornam a comida especial para quem a experimenta?
A construção da mordida é algo que pra mim sempre me impressiona mais do que qualquer outra coisa. E, para isso, é necessário saber comer. Sempre digo que o melhor cozinheiro é aquele que sente um imenso prazer em comer.

É sobre compreender a necessidade que a mordida tem. Quanto aos sabores, temos acidez, amargor, dulçor, salinidade e umami (termo originário do Japão que significa “saboroso”). Todos esses elementos podem ser usados ou não, depende do que o prato pede.

Simultaneamente, temos as texturas. Essas, confesso que não consigo listar, já que podemos fazer milhares de produtos diferentes com um único ingrediente, usando técnicas diversas. Por fim, acredito que a mordida inesquecível é aquela que foi exprimida por alguém que compreendeu o ato de comer e ousou cozinhar.

Clique aqui e leia a entrevista completa no portal Sabores da Cidade

Fonte: Portal Sabores da Cidade em 13.01.2025

Fundamentos da Governança Corporativa: Princípios e Estruturas Essenciais, por Décio Simões Pereira

Fundamentos da Governança Corporativa: Princípios e Estruturas Essenciais, por Décio Simões Pereira

A governança corporativa, tema amplamente discutido em ambientes empresariais e institucionais, desempenha um papel crucial no fortalecimento da confiança dos investidores, na melhoria do desempenho organizacional e na geração de valor sustentável. Este artigo busca explorar os principais fundamentos da governança corporativa, abordando desde o conceito básico até a prática de conselhos e o papel dos conselheiros independentes.

Definição e Princípios da Governança Corporativa
De acordo com a definição do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), governança corporativa é um sistema que engloba princípios, regras, estruturas e processos que orientam e monitoram as organizações com o objetivo de gerar valor sustentável. Esse sistema visa garantir que os interesses de todas as partes interessadas – acionistas, diretores, empregados e sociedade – sejam equilibrados e respeitados. Os princípios que sustentam a governança corporativa incluem a transparência, que assegura a disponibilização de informações relevantes e confiáveis para todas as partes interessadas; a equidade, que promove o tratamento justo e igualitário a todos os stakeholders; a responsabilidade corporativa, que implica na prestação de contas de forma clara e tempestiva; e a sustentabilidade, que reflete o compromisso com a continuidade dos negócios de forma ética e responsável.

Importância da Governança Corporativa
A adoção de boas práticas de governança corporativa melhora a qualidade do processo decisório, aumenta a confiabilidade das informações prestadas e reduz riscos corporativos. Além disso, promove a antecipação de desafios, permitindo identificar riscos e oportunidades antes que se tornem críticos; fortalece a resiliência organizacional, aumentando a capacidade de adaptação em ambientes de mudança; e eleva a confiança do mercado, atraindo investidores ao garantir maior segurança e previsibilidade.

Estrutura e Agentes da Governança Corporativa
A governança corporativa é composta por diferentes agentes que exercem papéis complementares. Os sócios e acionistas são responsáveis por eleger o conselho de administração e tomar decisões cruciais em assembleias. O conselho de administração, por sua vez, é um órgão colegiado que define a estratégia, supervisiona a gestão executiva e garante a geração de valor. Já a diretoria executiva se encarrega da gestão operacional e da execução das estratégias definidas pelo conselho. Outros órgãos importantes são o conselho fiscal, que fiscaliza os atos da administração e a integridade das demonstrações financeiras, e os comitês de assessoramento, que apoiam o conselho de administração em temas específicos, como auditoria, riscos e remuneração.

O Papel dos Conselhos de Administração
Os conselhos de administração são o coração da governança corporativa. Seu funcionamento eficaz depende de uma composição diversificada, que enriquece as deliberações ao incorporar diferentes experiências, gêneros e idades. A tomada de decisão deve ser colegiada, garantindo maior imparcialidade. Além disso, os conselheiros devem observar deveres fiduciários, como agir com diligência, lealdade e sempre no melhor interesse da organização.

Conselho Consultivo: Características e Benefícios
O conselho consultivo é uma alternativa utilizada por empresas que ainda não possuem um conselho de administração formal. Ele tem função puramente opinativa e sua composição pode ser flexível, com membros internos e externos. Entre os benefícios do conselho consultivo estão o papel de catalisador para a inovação, a oferta de experiências externas e imparciais e o auxílio na preparação para a transição a um conselho de administração formal.

Conselheiros Independentes: Papel e Relevância
Conselheiros independentes são aqueles que não possuem vínculos significativos com a organização, o que lhes permite atuar de forma imparcial e objetiva. A presença de conselheiros independentes traz vantagens como a mitigação de conflitos de interesse, garantindo maior neutralidade nas decisões; o reforço à credibilidade da empresa perante investidores; e o melhor desempenho, promovendo uma visão externa que enriquece o debate estratégico.

Lições Aprendidas com Casos Reais
A análise de casos reais é uma ferramenta poderosa para compreender os desafios e as melhores práticas de governança corporativa. Exemplos como os escândalos da Enron e da Petrobras mostram a importância de mecanismos robustos de supervisão e transparência. Por outro lado, empresas centenárias como Johnson & Johnson e Unilever evidenciam como a adoção de boas práticas contribui para a longevidade e sustentabilidade.

Conclusão
A governança corporativa é fundamental para a perenidade das organizações em um ambiente de negócios cada vez mais complexo e desafiador. A adoção de princípios claros, a presença de conselhos atuantes e a inclusão de conselheiros independentes são elementos que elevam o padrão de governança e geram valor não apenas para os acionistas, mas para toda a sociedade. Em um cenário de incertezas e mudanças constantes, as organizações que investem em governança estão melhor posicionadas para prosperar a longo prazo.

Por Décio Simões Pereira
Sócio e Diretor de Inovação e Tecnologia da CBPCE
Co-founder e C-level no Grupo Simões Pereira | Mentor de negócios | Soluções de negócios fazendo uso de IA

Qual Visto Escolher? Diferenças entre o D1 e o E0 para Trabalhar em Portugal

Qual Visto Escolher? Diferenças entre o D1 e o E0 para Trabalhar em Portugal

Se você está planejando trabalhar em Portugal, é crucial entender os tipos de vistos disponíveis e qual se ajusta melhor às suas necessidades. Os vistos D1 e E0 estão entre os mais comuns para estrangeiros que desejam exercer atividades profissionais no país. Apesar de ambos estarem relacionados ao trabalho, eles possuem características específicas que os diferenciam. Aqui, exploramos detalhadamente as particularidades de cada visto, requisitos, vantagens e qual é o mais adequado para sua situação.

O Que São os Vistos D1 e E0?
Os vistos D1 e E0 fazem parte do regime de vistos nacionais portugueses. São voltados para estrangeiros que desejam ingressar no país para trabalhar, mas atendem a situações específicas.

Visto D1: Permite o trabalho subordinado em Portugal, ou seja, aquele em que existe um vínculo empregatício com uma empresa local e o trabalho será realizado por um período superior a um ano.Visto E0: É um visto temporário para busca de trabalho no país. Após o estrangeiro obter o contrato de trabalho, poderá aplicar para a autorização de residência.
Ambos têm requisitos específicos e implicações diferentes para quem deseja trabalhar em Portugal. Vamos explorar cada um em detalhes.

Visto D1: Trabalho Subordinado
O Visto D1 é direcionado a profissionais que já possuem uma oferta de trabalho formal em Portugal. Ele é ideal para quem busca estabilidade e está disposto a estabelecer residência no país a longo prazo.

Requisitos para Obter o Visto D1
Para solicitar o Visto D1, é necessário cumprir os seguintes requisitos:

Contrato de Trabalho ou Promessa de Contrato:
O empregador português deve apresentar um contrato formal ou uma promessa de contrato com informações claras sobre o cargo, salário e duração do vínculo (mínimo de um ano).

Declaração do IEFP (Instituto de Emprego e Formação Profissional):
Documento que atesta que a vaga não foi preenchida por cidadãos portugueses, da União Europeia ou estrangeiros já residentes no país.

Qualificações Profissionais:
Dependendo da área de atuação, pode ser necessário validar suas qualificações ou diplomas, especialmente em profissões regulamentadas, como medicina, engenharia e direito.

Documentos Pessoais:
Passaporte válido;Certificado de antecedentes criminais;Seguro viagem ou PB4 válido até que seja integrado ao sistema de saúde português;Prova de residência, como contrato de aluguel ou carta de acolhimento.

Benefícios do Visto D1
Residência Permanente: Pode ser renovado até atingir os requisitos para residência permanente ou cidadania portuguesa (após cinco anos).

Estabilidade Profissional: O titular pode trabalhar em condições semelhantes às de um cidadão português.Integração Familiar: Permite o reagrupamento familiar, facilitando a solicitação de vistos para cônjuges e dependentes.

O Visto E0 é uma excelente alternativa para quem busca oportunidades de trabalho ou outras atividades profissionais em Portugal. Ele é a opção para quem ainda está a procura de um emprego no país.

Requisitos para Obter o Visto E0
Os documentos exigidos para o Visto E0 variam de acordo com a finalidade da estada, mas geralmente incluem:

Comprovação de Alojamento:
Carta de convite ou outro documento que comprove que você tem onde ficar durante o período.

Recursos Financeiros:
Comprovantes de que você possui dinheiro suficiente para se manter durante o período de permanência.

Documentação Pessoal:
Passaporte válido;
Certificado de antecedentes criminais;
Seguro viagem ou PB4 que cubra o período da estada.

Garantia de Retorno ao País de Origem:
O solicitante deve demonstrar que não pretende permanecer em Portugal após o término do visto, caso não consiga um emprego. Apresentando passagem de volta ao país de origem.

Benefícios do Visto E0
Processo Mais Rápido: Geralmente, o tempo de processamento do Visto E0 é menor em comparação ao D1.

Flexibilidade: Você não precisa ter um contrato com empresa em Portugal para obter o visto.

Fonte: Start! Be Global em 14.01.2025

Quando um Mapeamento de Stakeholders bem-executado e consistente muda tudo! Por Josbertini Clementino

Quando um Mapeamento de Stakeholders bem-executado e consistente muda tudo! Por Josbertini Clementino

O mapeamento de stakeholders é uma ferramenta imprescindível para quem busca atuar de maneira estratégica e assertiva em Relações Institucionais e Governamentais (RelGov). Essa prática, que vai muito além de simplesmente identificar os atores envolvidos, proporciona uma compreensão aprofundada sobre quem são os stakeholders, suas motivações, níveis de influência e como suas agendas se conectam aos objetivos da organização.

Em cenários desafiadores, muitas vezes caracterizados por múltiplos interesses, legislações complexas, transformações sociais e a necessidade de articulação constante entre os setores público e privado, o mapeamento de stakeholders se destaca como um alicerce indispensável.

Entender o “quem”, “como” e “por que” das partes interessadas pode determinar o sucesso ou o fracasso de uma iniciativa.
A importância do mapeamento se amplia ainda mais quando consideramos o impacto de fatores externos, como a aceleração tecnológica, o fortalecimento das exigências ESG (ambiental, social e governança), e o aumento da pressão social por transparência e ética. Nesses contextos, as organizações precisam ser proativas, antecipando demandas, identificando oportunidades de colaboração e mitigando riscos que possam comprometer seus objetivos.

Além disso, o mapeamento de stakeholders permite que empresas e instituições criem relações mais sólidas e estratégicas, fundamentadas em confiança e diálogo genuíno, reforçando sua legitimidade e relevância no cenário em que atuam.

Por que mapear stakeholders é essencial?
Stakeholders são todas as pessoas, grupos ou organizações que podem influenciar ou ser influenciados por uma decisão, projeto ou política. Em RelGov, isso inclui desde autoridades governamentais, parlamentares e órgãos reguladores até associações de classe, sociedade civil e a própria opinião pública.

O mapeamento de stakeholders permite:

Identificar influenciadores-chave: Saber quem tem o poder de decisão ou influência em temas relevantes à organização.
Priorizar esforços: Nem todos os stakeholders possuem o mesmo grau de importância ou impacto e o mapeamento ajuda a direcionar recursos e tempo para os mais estratégicos.
Personalizar abordagens: Cada grupo tem interesses e necessidades específicas e compreender essas diferenças possibilita uma comunicação mais eficaz.
Antecipar riscos e oportunidades: Ao conhecer as posições e expectativas dos stakeholders, é possível evitar conflitos e aproveitar melhor as oportunidades de colaboração.

Como realizar um mapeamento eficiente?
O processo de mapeamento de stakeholders pode ser dividido em etapas:

1. Análise e classificação

Liste todas as partes interessadas no projeto ou tema em questão. Este é o momento de ampliar o espectro e considerar não apenas os stakeholders óbvios, mas também aqueles que possam estar nos bastidores.

2. Análise e classificação

Após a identificação, avalie cada stakeholder com base em dois critérios principais:

Poder de influência: Qual o grau de decisão ou impacto que o stakeholder possui?
Nível de interesse: Quanto o tema afeta direta ou indiretamente o stakeholder?

Utilize ferramentas como a “Matriz de Poder e Interesse” para categorizar e visualizar essas informações.

3. Estratégia de engajamento

Desenvolva planos de comunicação e interação específicos para cada grupo de stakeholders, segmentando deste forma, por exemplo:

Alta influência e alto interesse: Relacionamento próximo e constante.
Alta influência, mas baixo interesse: Engajamento pontual e informativo.
Baixa influência, mas alto interesse: Comunicação de conscientização.

4. Monitoramento e atualização

O mapeamento é dinâmico! Mudanças no cenário político, econômico ou social podem alterar o poder e os interesses dos stakeholders. É fundamental revisar e ajustar o mapeamento periodicamente.

Exemplo prático de aplicação em RelGov
Imagine uma empresa do setor energético que busca aprovar um projeto de energia renovável. O mapeamento de stakeholders revelaria não apenas os legisladores relevantes, mas também comunidades locais, ONGs ambientais e agências reguladoras que têm interesse ou influência sobre o tema. Essa visão abrangente permite à empresa alinhar estratégias de comunicação, apresentar contrapartidas sociais e se antecipar a possíveis resistências.

Em minha atuação como consultor em Relações Institucionais e Governamentais (RelGov), tenho vivenciado, na prática, como um mapeamento de stakeholders consistente pode transformar desafios em oportunidades. Já apoiei empresas de setores diversos a desenhar estratégias que combinam articulação institucional, responsabilidade social e diálogo transparente com stakeholders estratégicos.

Por exemplo, ao trabalhar com uma empresa interessada em expandir suas operações no Nordeste, iniciei o processo com um mapeamento detalhado dos atores que poderiam influenciar a iniciativa: órgãos reguladores, lideranças comunitárias, governos locais e associações de classe. O resultado foi um plano de ação que conseguiu não apenas minimizar resistências, mas também criar parcerias que geraram benefícios mútuos e sustentáveis.

A base para o sucesso em RelGov é um bom mapeamento de stakeholders!
Por tudo isso, o mapeamento de stakeholders é a pedra angular para uma atuação bem-sucedida em RelGov. Quando bem executado e consistente, não apenas organiza as relações, mas também transforma a maneira como as ações estratégicas são planejadas e implementadas.

Um mapa bem-feito realmente muda tudo, proporcionando a base sólida que diferencia ações pontuais de estratégias duradouras e bem-sucedidas.

Seja para aprovar um projeto, criar parcerias estratégicas ou fortalecer a imagem institucional, o mapeamento de stakeholders é mais do que uma ferramenta técnica, mas um compromisso com a estratégia e a transparência que o RelGov exige no mundo contemporâneo.

Por Joesbertini Clementino
Sócio CBPCE e Especialista e Consultor em RelGov l Gestão de Projetos e Stakeholders l Políticas Públicas l Consultoria em Relações Institucionais e Governamentais l Conselheiro de Administração IBGC l Regulatório l Advocacy

Portugal inicia roteiro da Agenda Nacional de Inteligência Artificial

Portugal inicia roteiro da Agenda Nacional de Inteligência Artificial

Foto: Unsplash/Steve Johnson. Inteligência artificial

O Governo português vai iniciar nesta próxima semana um roteiro para auscultar diferentes entidades e recolher contributos para a Agenda Nacional de Inteligência Artificial, anunciou a ministra da Juventude e Modernização.

Margarida Balseiro Lopes disse que o digital é um desafio não apenas do Governo ou do Estado, mas do país: “Temos de ter a capacidade de envolver a administração pública, as empresas, a academia e, sobretudo, as pessoas, porque é para elas que as ações e a tecnologia servem”.

A governante revelou que vai iniciar na semana que agora começa um roteiro para ouvir o país, “na construção daquela que virá a ser a Agenda Nacional de Inteligência Artificial”.

“Vamos começar ouvindo um grupo de peritos que convidámos para aquilo que é o comité de acompanhamento da Agenda Nacional de Inteligência Artificial, presidida pelo professor Arlindo Oliveira, que dispensa apresentações, e que integrará mais pessoas no caso, a Daniela Braga, o Paulo Dimas e a Gorete Marreiros, presidente na Associação Portuguesa para a Inteligência Artificial”, apontou.

O roteiro vai iniciar-se com sessões presenciais – “porque o presencial também é relevante” – e públicas em Lisboa, Évora e Porto.

“Vamos ouvir quem se quiser inscrever e contribuir na construção desta agenda. Vamos, obviamente, correr o país presencialmente e permitir ainda que, durante este mês, as pessoas iniciem o envio dos seus contributos para aquilo que deve ser o posicionamento do Estado português em matéria de inteligência artificial”, reforçou.

Margarida Balseiro Lopes, que falava durante a inauguração da loja inteligente Bom Dia São Romão, em Leiria, sublinhou que o Governo fará este caminho enquanto líder “na adoção da tecnologia” e utilizando-a para o país ser “mais competitivo, produtivo e conseguir criar soluções que melhorem, simplifiquem e facilitem a vida das pessoas”.

“Para fazermos isto, temos de ter a capacidade de ouvir os especialistas, as empresas, a academia e as pessoas, e trabalhar em parceria”, insistiu.

A governante acrescentou que outra das preocupações do Governo é a “necessidade que o país tem em vários domínios em utilizar de forma inteligente os dados que recolhe”.

“Esta é uma grande preocupação do Governo que, na Estratégia Nacional de Territórios Inteligentes, tinha como objetivo envolver 75 municípios. Fomos tão bem-sucedidos que envolvemos quase 300 municípios, o que obviamente vai obrigar o Governo a reforçar [o programa] financeiramente, mas pelas melhores razões, porque significa que vamos chegar a todo o país, como era o objetivo do Governo”.

O grande modelo de linguagem (LLM) português Amália, que tem por trás a mesma tecnologia do ChatGPT, tem “previsto um investimento de 5,5 milhões de euros”, anunciou o Ministério da Juventude e Modernização, em 29 de novembro de 2024.

“É uma prioridade do Governo português o desenvolvimento e lançamento do primeiro LLM de língua portuguesa de Portugal, o Amália, ‘Assistente Multimodal Automático de Linguagem com Inteligência Artificial’”, uma iniciativa que “é a primeira divulgada no âmbito da Agenda Nacional de Inteligência Artificial que será apresentada de forma consolidada no primeiro trimestre de 2025”, referia o Governo, em comunicado, naquela ocasião.

Fonte: Mundo Lusíada em 12.01.2025