Martins Castro estreita laços com a comunidade israelita da Argentina

Martins Castro estreita laços com a comunidade israelita da Argentina

Na Argentina existe uma importante comunidade de judaica e estima-se que 30% deles tenham origem sefardita, ou seja, cerca de 50 mil cidadãos argentinos podem obter a nacionalidade portuguesa, desde que cumpram uma série de requisitos.

Com o objetivo de informar sobre este direito e estreitar os laços com a comunidade local, Renato Martins, advogado especializado em direito internacional e sócio fundador de Martins Castro, viajou a Buenos Aires entre os dias 8 e 11 de dezembro. O advogado teve encontros com a Asociación Mutual Istraelita Argentina (AMIA) e a com a Asociación Israelita Sefaradí Argentina (A.I.S.A), entre outras instituições.

Até ao momento, os descendentes de judeus sefarditas não devem apresentar ligações atuais com Portugal ou saber português para conseguir o passaporte do português, conforme a Lei Orgânica n.º 1/2013 e o Decreto-Lei 30-A / 2015.

“A nacionalidade portuguesa abre um mundo de possibilidades, pois abre as portas a um bloco de 27 países onde se pode viver, trabalhar, estudar e ter várias experiências de vida. Mas, para além destes benefícios mais concretos, é também valioso ter acesso a um património cultural, ter a possibilidade de se ligar a um legado que pertence às famílias que podem usufruir deste benefício e passá-lo de geração em geração ”, explica Renato Martins.

A Etermar assina contrato com a APRAM, para a construção da gare marítima do cais 6, do porto do Funchal

A Etermar assina contrato com a APRAM, para a construção da gare marítima do cais 6, do porto do Funchal

O novo edifício contribuirá para uma melhor gestão na operação de mais de 50 navios de cruzeiro, que atracam anualmente no porto.

A Etermar acaba de assinar o contrato com a APRAM (Administração dos Portos da Região Autónoma da Madeira, S. A.), para a construção da gare marítima do cais 6 do porto do Funchal.

“Estamos felizes por ajudar os nossos parceiros, quer no mar ou em terra, a alcançar os seus objetivos.”

O novo edifício contribuirá para uma melhor gestão na operação de mais de 50 navios de cruzeiro, que atracam anualmente no porto de Funchal.

Fonte: Etermar Engenharia

Dom Pedro Hotéis: “Foi o corporate das empresas nacionais o primeiro segmento a responder em termos de procura”

Dom Pedro Hotéis: “Foi o corporate das empresas nacionais o primeiro segmento a responder em termos de procura”

Um dos convidados da GEA Web Conference 2020 para debater as “mudanças previsíveis na cadeia de valor na era pós-covid” foi Pedro Ribeiro, diretor de Marketing e Vendas do Dom Pedro Hotéis. O orador descreveu o cenário previsto para cada um dos destinos operados pelo Grupo em Portugal, nomeadamente, em relação aos seus principais segmentos: corporate, MICE e o golfe.

O profissional atenta que em Lisboa “foi o corporate das empresas nacionais o primeiro segmento que respondeu em termos de procura do nosso hotel”, durante a pandemia, e também “no Algarve é um segmento no qual temos estado a registar um crescimento até em relação aos números do ano passado”. Pedro Ribeiro justifica-o pelo facto da “oferta estar mais reduzida” – com mais de metade dos hotéis portugueses fechados -, o que resulta numa “concentração” e que “a procura esteja a crescer em alguns segmentos em alguns dos hotéis abertos”, como os Dom Pedro.

O caso do MICE é bastante diferente e o responsável considera que “antes do 2.º semestre de 2021 será muito difícil que consigamos operar grupos de incentivos e conferências” pois “a maior parte das empresas vai aguardar mais pelo desenrolar do controlo da pandemia” para o voltar a fazer. Ainda assim, Pedro Ribeiro dá conta de um recente inquérito feito a 400 event planners ingleses cujo um dos resultados foi que em 65% dos casos “a política da sua empresa é operar em grupos durante 2021” o que leva o diretor a colocar a hipótese de poder “haver uma forte concentração da procura a partir de setembro”, depois das férias de verão.

“O ALGARVE PODERÁ A PARTIR DA PÁSCOA TER UMA RECUPERAÇÃO SIGNIFICATIVA”
Nos destinos onde o Dom Pedro opera em Portugal, o responsável adianta que a capital lisboeta ver-se-á confrontada com um “período complicado” uma vez que “50% do negócio da cidade, de forma transversal, está ligado à área dos grupos de lazer e corporate” e “os grupos de lazer também antes de junho não irão recomeçar a ter uma procura significativa”, pelo que a “recuperação será muito lenta”.

Já o Algarve poderá beneficiar do segmento de golfe, “muito importante” para o Dom Pedro e para a região, que tem a sua época alta a partir de 15 de março: “O cliente golfista, existindo condições regulatórias em termos do governo inglês para viajar, viajará a partir de meados de março ou início de abril”, sustenta Pedro Ribeiro. Em suma, “o Algarve poderá a partir da Páscoa ter uma recuperação rápida e significativa” embora com “ocupações não ‘normais’ mas já bastante interessantes”.

No destino Madeira, o diretor prevê “alguns problemas na área dos voos” com a “falta de ligações aéreas de muitos mercados para o destino”. Mas o destino insular será, na sua opinião, de “forte aposta” do setor para o próximo ano junto do mercado nacional pelo seu “fácil acesso”.

“CRIEM PRODUTOS PARA VENDER PORTUGAL AOS PORTUGUESES”
Segundo Pedro Ribeiro, esta é uma boa altura para que “os canais de distribuição, as agências de viagens e os operadores nacionais criem produtos para vender Portugal aos portugueses”. Não nos podemos esquecer que “o mercado nacional é um dos maiores, senão o maior, em Lisboa e o segundo maior no Algarve” e “temos de fazer com que o cliente se lembre da agência quando quer marcar produtos nacionais”, defende.

O Dom Pedro Hotéis tem procurado “criar uma série de produtos com parcerias locais”, por exemplo, com a produtora Everything is New, que organizou o festival “Santa Casa Portugal ao Vivo”, no Campo Pequeno, no sentido de oferecer “preços mais competitivos para quem fora de Lisboa queira vir assistir a um concerto, ficasse alojado no Dom Pedro Lisboa”. O responsável comenta que “este género de produtos tem que ser inserido na distribuição normal e temos de criar condições de venda por parte das agências de viagens.”

Por fim, Pedro Ribeiro afirma que “a digitalização teve um crescimento muito acentuado nos últimos meses” com ferramentas, entre as quais o Zoom e o Microsoft Teams, que “irão ficar no relacionamento entre as pessoas no futuro” pelo que “importa que as agências as consigam implementar”. Em seu entender, “vai ser muito normal um cliente que queira falar com o seu agente de viagens via Zoom e queira ter a apresentação de um destino ou produto”. Também “os eventos híbridos vão continuar” apesar de ser “impensável que venham a substituir completamente um evento presencial”.

Fonte: Ambitur em 17/12/20

Receita Federal do Brasil estabelece novas regras para atuação no comércio exterior

Receita Federal do Brasil estabelece novas regras para atuação no comércio exterior

A Receita Federal do Brasil (RFB) emitiu em 29/10/2020 a Instrução Normativa (IN) nº 1.984/2020, com o objetivo de aperfeiçoar os controles aduaneiros e coibir a atuação fraudulenta de pessoas que buscam dificultar a identificação da origem dos recursos aplicados em operações de comércio exterior, bem como identificar os responsáveis por infrações contra a legislação aduaneira e tributária.

A IN em questão regulamenta a “habilitação de declarantes de mercadorias para atuarem no comércio exterior e de pessoas físicas responsáveis pela prática de atos nos sistemas de comércio exterior em seu nome, bem como o credenciamento de seus representantes para a prática de atividades relacionadas ao despacho aduaneiro de mercadorias perante a Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil (RFB) e dos demais usuários dos sistemas de comércio exterior que atuam em seu nome.”

A habilitação de que trata a instrução será concedida usualmente de forma automática, via de regra, por meio do sistema Habilita, diminuindo assim os trâmites burocráticos e facilitando o trânsito de mercadorias. O sistema Habilita pode ser acessado através do Portal Único do Comércio Exterior (SISCOMEX). A IN 1.984/2020 também modifica o prazo de desabilitação automática por inatividade, que passou de 6 para 12 meses, havendo ainda a possibilidade de reabilitação de forma automática pelo mesmo sistema Habilita.

Fonte: SM Consultoria

Ricardo Valente receberá uma das principais comendas da OAB Ceará

Ricardo Valente receberá uma das principais comendas da OAB Ceará

O advogado Ricardo Ferreira Valente foi o escolhido, por unanimidade, para receber a Medalha Advogado Padrão, uma das principais comendas concedidas pela Ordem dos Advogados do Brasil Secção Ceará (OAB/CE).

A honraria é entregue àqueles que possuem mais de 30 anos de carreira na advocacia, sem nenhuma mácula em seus registros profissionais e que prestaram valorosos serviços junto à sociedade.

Fundador do escritório Ricardo Valente Advogados Associados, tendo como fim exclusivo a assessoria para as pequenas, médias e grandes empresas, Ricardo aprofundou-se de maneira incansável nas áreas do Direito Portuário, Marítimo e Aduaneiro, sendo considerado nacionalmente uma das maiores autoridades no assunto.

Fonte: BaladaIn

VemTambém saber o por quê de escolher Fortaleza em sua próxima viagem!

VemTambém saber o por quê de escolher Fortaleza em sua próxima viagem!

Fortaleza, capital do Ceará, é um dos destinos nordestinos mais queridos por brasileiros e turistas estrangeiros. A cidade reúne uma série de motivos para receber a sua visita!

A VemTambém reuniu diversos deles para conhecer em qualquer época do ano, levando em consideração sua segurança, conforto e diversão.

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Hotel Sonata é o primeiro do Ceará a conquistar o Selo Lazer Seguro

Hotel Sonata é o primeiro do Ceará a conquistar o Selo Lazer Seguro

O Hotel Sonata de Iracema conquistou nesta quarta-feira (16) o selo Lazer Seguro, emitido pela Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa). Foi o primeiro hotel do Estado a ganhar o reconhecimento. O Sonata obteve o selo após a vigilância sanitária avaliar que o empreendimento se adequa aos novos protocolos do Governo do Estado estabelecidos em decreto especial.

Para que os hotéis funcionem no período de validade do decreto, que vai de 15 de dezembro de 2020 a 4 de janeiro de 2021, precisam receber o selo emitido pela Sesa. “Estamos muito felizes em ver a equipe toda empenhada em atender os protocolos e exigências necessárias para atuar durante esse período que exige tanto cuidado”, destaca a diretora do Sonata, Ivana Bezerra Rangel. 

 “É fundamental que os estabelecimentos respeitem às regras para que possamos ter uma alta estação com bons números, dentro do possível, e de forma segura”, ressalta o secretário do Turismo do Ceará, Arialdo Pinho. Dentre as exigências, está a limitação de ocupação dos quartos ao número de três adultos ou dois adultos com três crianças e de ocupação máxima em 80% da capacidade do hotel. 

A decisão tem como base a avaliação de todos os indicadores e relatórios sobre a Covid-19 no Ceará desenvolvidos pelos profissionais de Saúde, e que apontam para que a população não relaxe nos cuidados diários, principalmente quanto ao uso obrigatório de máscara e evitar aglomerações. 

Testagem na rede hoteleira
Visando o período da alta estação, que vai de dezembro a fevereiro, teve início nesta quarta (16) a testagem para Covid-19 na rede hoteleira vinculada à Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Ceará (ABIH). A iniciativa é fundamental para identificar o surgimento de novos casos da doença e, com isso, evitar a proliferação do vírus no território cearense.

“Nós queremos garantir que a alta estação no Ceará ocorra de forma segura. Testar os profissionais precocemente é, nesse momento, importante para que aqueles que estejam doentes sejam afastados e que não haja transmissão para hóspedes e funcionários”, explica Magda Almeida, secretária executiva de Vigilância e Regulação da Sesa.

A princípio, serão testados aproximadamente 2.400 trabalhadores da rede hoteleira cadastrados previamente pela ABIH na plataforma Saúde Digital. Os profissionais devem realizar os exames no Hotel Praia Centro, localizado na Avenida Monsenhor Tabosa, 740, na Praia de Iracema, em Fortaleza. O atendimento será das 8h às 12h e das 13h às 17h.

Quinto hotel cabo-verdiano do grupo Oásis abre em 2021

Quinto hotel cabo-verdiano do grupo Oásis abre em 2021

Investimento de 1,5 milhões de euros na reconversão do antigo edifício da Alfândega do Tarrafal na ilha de Santiago.

O grupo hoteleiro português Oásis vai investir 1,5 milhões de euros na reconversão do antigo edifício da Alfândega na localidade cabo-verdiana do Tarrafal, ilha de Santiago. Será o quinto empreendimento da empresa em Cabo Verde, e tem abertura prevista para 2021.
À agência Lusa, Alexandre Abade, diretor-executivo do grupo Oásis, explicou que a obra de reconversão do antigo edifício da Alfândega, para “fins hoteleiros”, já arrancou, com o futuro Tarrafal Alfândega Suite a disponibilizar 20 quartos, restaurante e bar.

“Espera-se o início da operação durante o primeiro semestre de 2021. É a primeira etapa do investimento do grupo no Tarrafal, onde projetamos também um ecoresort”, explicou.

O Governo cabo-verdiano atribuiu ao Tarrafal Alfândega Suite o estatuto de utilidade turística, segundo despacho conjunto dos ministros do Turismo e das Finanças, publicado em Boletim Oficial em Cabo Verde na quarta-feira.

De acordo com o despacho, trata-se de um investimento de 165.397.500 escudos (1,5 milhões de euros) do grupo privado português, que permitirá criar 30 postos de trabalho diretos.

O projeto “aposta na dinamização da oferta turística de qualidade e pretende impulsionar os números de quartos e serviço diferenciado no município de Tarrafal e em toda a ilha de Santiago”, que aposta na “economia local, valorizando as potencialidades existentes”.

Além disso, recorda o documento publicado em Boletim Oficial, trata-se de um empreendimento que é “parte integrante do projeto Oásis Ecoresort”, o qual terá um edifício ecologicamente sustentável, que “apostará na redução dos efeitos negativos no ambiente, aposta na valorização dos aspetos históricos da localidade do Tarrafal”.

“Um projeto que se preocupa com os aspetos da sustentabilidade ambiental capaz de proporcionar um equilibro entre o negócio, a sociedade e o ambiente envolvente com enfoque na redução dos impactos negativos sobre o ambiente e promover o crescimento económico, com coesão social e equilíbrio ambiental”, lê-se ainda no despacho conjunto.

O grupo hoteleiro português Oásis, um dos maiores a operar em Cabo Verde, reabriu na terça-feira o hotel Praiamar, o primeiro dos quatro que detém no arquipélago, cinco meses após o encerramento devido à pandemia de covid-19.

A retoma do funcionamento segue-se à reabertura dos hotéis da marca em Marrocos e no Ceará (Brasil), igualmente encerrados para travar a progressão da pandemia.

“A reabertura do hotel Praiamar, feita com todas as condições de segurança sanitária, marca a retoma da operação do grupo em Cabo Verde, no contexto de forte alteração da envolvente turística internacional”, explicou anteriormente à Lusa Alexandre Abade.

O arquipélago recebeu em 2019 um recorde histórico de quase 820 mil turistas, setor que garante 25% do Produto Interno Bruto (PIB), mas desde 19 de março que está encerrado a voos internacionais, ainda sem data oficial para reabertura.

Em Cabo Verde, o encerramento dos hotéis aconteceu na segunda quinzena de março e o primeiro a reabrir foi o Hotel Oásis Atlântico Praiamar, situado na Prainha, sobre a falésia, com 123 quartos, sendo um dos principais da capital.

“Pretendemos com esta reabertura transmitir a nossa confiança aos agentes económicos, nacionais e internacionais, permitindo um progressivo aumento da atividade turística, de pequenos eventos e de negócios na cidade da Praia e na ilha de Santiago”, acrescentou o diretor-executivo do grupo, que em Cabo Verde emprega cerca de 800 trabalhadores.

O grupo Oásis Atlântico opera com quatro hotéis em Cabo Verde, casos do Oásis Belorizonte e Oásis Salinas Sea (ilha do Sal), Oásis Porto Grande (São Vicente) e Praiamar (Santiago). Além destes, também detém os hotéis Oásis Fortaleza e Oásis Imperial, no Brasil, e o Oásis Saidia Palace e Oásis Blue Pearl, em Marrocos.

BR do mar: A mudança da logística brasileira para a rota marítima

BR do mar: A mudança da logística brasileira para a rota marítima

Cabotagem está em foco no projeto BR do Mar, que avança no Congresso e pode ser aprovado no início de 2021. Mercado espera que a nova legislação possa corrigir problemas e estimular rotas pelo mar

Aprovado na Câmara dos Deputados e em discussão no Senado, o projeto que estimula o transporte marítimo de cargas entre portos nacionais, o BR do Mar, significaria mudança de perspectivas na logística nacional. Há um grande potencial não desenvolvido no Brasil, que, devido à falta de segurança jurídica e estrutura de política portuária, desestimulava investimentos. A proposta do Governo projeta mudar isso.

E a iniciativa é para transformar a costa brasileira num verdadeiro ponto de transporte por cabotagem. De acordo com o Projeto de Lei (PL 4.199/2020), as empresas poderão alugar um navio vazio para navegação entre portos do País, a partir da liberação progressiva do uso de embarcações estrangeiras, o que dará um reforço à oferta nacional.

A partir de quatro anos de aprovação da PL, não haverá limites para o afretamento, desde que observadas as condições de segurança definidas. Outro progresso a ser implementado será o uso de bandeira do país de origem destes navios. Isso permitiria uma flexibilização, ao vincular obrigações legais, desde comerciais, fiscais e trabalhistas ao país da bandeira do navio, desde que os tripulantes tenham a garantia mínima de 13º salário, adicional de um terço de férias, Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e licença-maternidade. E mais, a tripulação dos navios deve ter 2/3 de brasileiros.

Dentre as metas do Ministério da Infraestrutura, está a ampliação da carga anual de contêineres transportados, de 1,2 milhão de TEUs (unidade de medida para cargas) obtidos no ano passado, para 2 milhões de TEUs, em 2022. Também prevê incrementar em 40% a capacidade da frota marítima dedicada à cabotagem nos próximos três anos.

Para o diretor do Centro de Estudos em Transporte da Fundação Getúlio Vargas (FGV Transportes), Marcus Quintella, os benefícios do incentivo ao transporte de cargas entre portos nacionais vão desde ao aumento de competitividade, desburocratização do setor portuário – que até então afastava usuários -, até a qualificação de empresas atuantes na operação e de novos negócios no setor.

“Na matriz de transporte nacional, a cabotagem representa 11%, e se restringe praticamente (aproximadamente 80%) à movimentação de líquidos e gasosos. Precisamos avançar muito ainda no transporte de contêineres, cargas gerais.”

O diretor do FGV Transportes ainda aponta que o projeto vai ajudar no desenvolvimento do conceito de multimodalidade logística, diminuindo custos aos empresários e reduzindo as emissões de gases. “Teoricamente, vai tirar os caminhões das rodovias. Logicamente, o BR do Mar vem mudar esse perfil do Brasil – que transporta 60% das suas cargas nas estradas – ao retirar as grandes distâncias dos caminhões”, completa Quintela.

Pedro Moreira, presidente da Associação Brasileira de Logística (Abralog), parceria da Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores (ABAD) no Comitê Logística, destaca que o BR do Mar proporcionará a entrada de mais empresas neste mercado, que tem atualmente três prestadoras de serviço.

Segundo dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), 160 milhões de toneladas de cargas foram transportadas por cabotagem de janeiro a outubro deste ano. Pedro afirma que ainda é pouco e há grande potencial de exploração. “Os custos elevados inibem a utilização da cabotagem. Esse é um dos motivos que o Agro e outros setores da economia, como o Atacadista-Distribuidor, ainda utilizam pouco esse modal”.

Carlos Alberto Nunes Filho, gerente comercial da Tecer Terminais Portuários Ceará e diretor da Câmara Brasil-Portugal na área de Logística, diz que a aprovação da PL estabeleceria uma política de longo prazo positiva para a logística nacional, com potencial positivo para os portos cearenses.

O projeto de cabotagem consolida o Estado como hub portuário, opina Carlos Alberto, servindo para entrada e saída de cargas do Ceará e de estados vizinhos. Ele cita o caso de percurso de mercadorias em longas distâncias, como automóveis, que saem em caminhões-cegonha desde São Paulo numa operação custosa e arriscada, vide o aumento do roubo de cargas. Lembra que um caminhão abasteceria uma concessionária, já o navio renderia todo o Estado.

“A operacionalização deve ser mais rápida do que esperamos. Existe uma expectativa de curto prazo por novas rotas – como a que foi confirmada no Porto do Pecém para o Espírito Santo na semana passada, de cargas que estão na rodovia indo para o (modal) marítimo”, analisa.

PROJETO BR DO MAR
A medida legislativa tem como objetivos:
– Aumentar a oferta da cabotagem, incentivar a concorrência.

– Criar novas rotas e reduzir custos.

– Entre outras metas, o Ministério da Infraestrutura pretende ampliar o volume de contêineres transportados, por ano, de 1,2 milhão de TEUs (unidade equivalente a 20 pés), em 2019, para 2 milhões de TEUs, em 2022.

– Além de ampliar em 40% a capacidade da frota marítima dedicada à cabotagem nos próximos três anos, excluindo as embarcações dedicadas ao transporte de petróleo e derivados.

+ Para a formulação do programa foram realizadas reuniões com autoridades do governo, usuários, armadores, representantes da construção naval e sindicatos de marítimos.

O QUE É CABOTAGEM?
A cabotagem é a navegação entre portos ou pontos do território brasileiro utilizando via marítima ou fluvial. É um modo de transporte seguro, eficiente e que tem crescido mais de 10% ao ano no Brasil, quando considerada a carga transportada em contêineres.

EIXOS DO PROGRAMA: foca em quatro eixos temáticos – frota, indústria naval, custos e porto.

FROTA – O programa estimula a frota em operação do País para que as Empresas Brasileiras de Navegação (EBNs) tenham maior controle e segurança na operação de suas linhas. Desta maneira, propõe que a empresa que detém frota nacional poderá se beneficiar de afretamentos a tempo (quando o navio é afretado com a bandeira estrangeira, o que permite que ela tenha menores custos operacionais).

EXPECTATIVAS
+ Empregos

O PL traz a obrigatoriedade de tripulação composta por, no mínimo, 2/3 de brasileiros, nos afretamentos a tempo, viabilizada com a estratégia da subsidiária estrangeira.

+ Segurança Jurídica

O regime de admissão temporária para embarcações afretadas, sem registro de declaração de importação, com suspensão total do pagamento dos tributos federais, já é previsto em Instrução Normativa da Receita Federal, e passa a constar em Lei.

+ Novos investidores

Criação da Empresa Brasileira de Investimento na Navegação (EBN-i), que irá constituir frota e fretar as embarcações para EBN’s operarem, dispensando a necessidade de estas investirem em frota própria.

– Burocracia

Determinação para que os processos realizados nos portos sejam mais simples para a cabotagem do que para o comércio exterior. Possibilidade de usar meio digital como comprovante de entrega e recebimento de mercadoria. Não será mais necessário guardar o “canhoto” da nota.

Fonte: Ministério da Infraestrutura

Revista VemTambém apresenta nova paisagem urbana de Fortaleza

Revista VemTambém apresenta nova paisagem urbana de Fortaleza

A Revista VemTambém já desembarcou sua 17ª edição e leva a nova Beira-Mar de Fortaleza para o Brasil e o Mundo. A edição segue 100% digital, interativa e acessível* para os mais diferentes públicos, levando em consideração a sustentabilidade e informação de qualidade.

Além da nova paisagem urbana da capital cearense, o periódico chega com dicas incríveis para quem não abre mão de esportes radicais e náuticos em meio no paraíso tropical do Ceará. Aproveitamos também e conversamos com o prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, que encerra sua gestão a frente do município e nos dá o parâmetro das melhorias culturais e turísticas para quem visita o destino.

Para conhecer a culinária brasileira, nós selecionamos alguns restaurantes de São Paulo (capital) que são perfeitos para levar toda a família e que a criançada aprova. Também neste eixo, falamos sobre Paris para crianças. Lembramos que todos os roteiros são para planejar a próxima viagem, a serem realizadas assim que houver segurança sanitária e uma vacina para a Covid-19.

Além disso, temos informações culturais sobre o Brasil que ganhou as telas de filmes e suas locações pelo território verde-amarelo. Por lá, listamos os destinos para visitar, principalmente a quem é apaixonado por conhecer os lugares que viraram obras de arte.

Nesta edição, nosso colunista Dudu Rodrigues conta que esteve a um passo de voar e realizou seu sonho de conhecer algumas aeronaves. Imperdível!

Todo o conteúdo segue traduzido para o inglês e o espanhol, com uma transversalidade midiática de linkagens com os anunciantes, encaixe de vídeos e redes sociais. A revista pode ser acessada pelo site www.vemtambem.com de forma gratuita pelo smartphone, tablet ou computador.

Preparados para esta nova viagem? VemTambém!

* A Revista VemTambém agora tem uma versão para pessoas cegas e/ou com deficiência visual. Todas as matérias são audiodescritivas.

Fonte: VemTambém