Como a Propriedade Intelectual aumenta o valuation da sua startup, por Beatriz Carvalho do APSV Advogados
Em conversas com investidores, uma pergunta costuma aparecer cedo ou tarde: o que realmente diferencia essa empresa das demais e quem é dono disso?
Propriedade intelectual é o que protege exatamente esse diferencial. Marca, tecnologia, patentes, desenho industrial, software, identidade visual e conhecimento técnico são ativos que sustentam o valor do negócio. Quando não estão organizados, o crescimento vira risco. Quando estão bem estruturados, viram vantagem competitiva.
Na prática, investidores avaliam se a marca está protegida, se a tecnologia pertence à empresa, se há patentes ou registros que reforcem a inovação e se o design dos produtos está resguardado. Também analisam contratos, cessões de direitos e a consistência da titularidade desses ativos. Não se trata apenas de formalidade, mas de segurança para investir.
É comum encontrar empresas com soluções sólidas e mercado validado, mas com lacunas na proteção dos seus ativos intangíveis. Essas lacunas costumam aparecer na due diligence e, muitas vezes, atrasam negociações, reduzem valuation ou exigem ajustes antes da entrada do capital.
Estruturar a propriedade intelectual de forma estratégica é parte do preparo para crescer. Isso envolve entender quais ativos precisam de proteção, escolher o tipo de registro adequado e alinhar contratos e governança à realidade do negócio.
A propriedade intelectual não é um tema isolado no mercado. Ela se conecta diretamente à estratégia, à expansão e à capacidade de atrair investimento de forma segura.
Por Beatriz Carvalho, Advogada na área de Inovação Jurídica do APSV, especializada em assessoria jurídica para startups, investidores e hubs de inovação.