Petrobras: novo plano reforça concessões no Ceará

Petrobras: novo plano reforça concessões no Ceará

Estatal deverá focar investimentos no pré-sal a partir de 2021

O novo plano estratégico da Petrobras, anunciado nesta quinta-feira (26), deverá tornar a empresa ainda mais enxuta, já que a estatal indicou que deverá reduzir o patamar de investimentos em 30%, passando a focar na produção e exploração a partir do pré-sal. Além disso, segundo o consultor da área de petróleo e gás, Bruno Iughetti, o projeto reforça, além de possivelmente agilizar, as concessões dos campos e refinaria no Ceará.

Entre as metas sinalizadas pela Petrobras estão a indicação de investimentos no patamar de US$ 55 bilhões entre 2021 e 2025, direcionando 84% para o setor de exploração e produção de petróleo e gás. Dos cerca de US$ 46 bilhões destinados aos segmento, US$ 32 serão aplicados em ativos do pré-sal. Além disso, a empresa afirmou que planeja reduzir a própria dívida a um patamar de US$ 60 bilhões. Atualmente, a companhia informou que os débitos são de aproximadamente US$ 79 bilhões.

Segundo Iughetti, essas metas deverão tornar a Petrobras muito mais “enxuta”, já que a empresa deverá ter um foco específico de investimentos a partir do próximo ano. Ele também projetou que as decisões reforçam as perspectivas para a finalização dos processo de concessão no Ceará, que envolvem a Refinaria Lubrificantes e Derivados do Nordeste (Lubnor) e alguns campos de petróleo no mar.

Iughetti ainda afirmou que as decisões não deverão prejudicar a cadeia de abastecimento nacional. “A Petrobras está em um processo de investimentos seletivos, desativando ativos, e os recursos estão sendo usados para reduzir o nível de dívidas no exterior e investindo no pré-sal. Então isso não deve prejudicar o sistema de abastecimento nacional”, disse. “Temos um entendimento muito presente para a privatização dos poços de petróleo no Ceará, e ano que vem devemos ter a licitação da Lubnor”, completou.

Combustíveis
Contudo, o consultor afirmou que as perspectivas até o fim de 2020 é que a Petrobras reajuste o preço dos combustíveis em até 6%, por conta da não adequação do modelo econômico atual (baseado no mercado internacional) e a desvalorização do real ante o dólar. “Fechamos com barril vendido a 48 dólares, então devemos ter aumentos”.

Fonte: Diário do Nordeste em 26.11.2020

Ceará pode se destacar ainda mais com Marco das Startups, prevê Bruno Portela

Ceará pode se destacar ainda mais com Marco das Startups, prevê Bruno Portela

Segundo o secretário-adjunto da Secretaria Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia, Estado é referência de qualificação de capital humano para o setor

Enviado ao Congresso Nacional na última semana de outubro, o Projeto de Lei Complementar 249/2020, que representa o Marco Legal das Startups, deve catapultar o desenvolvimento desse tipo de negócio em todo o País, mas o Ceará deve ser especialmente beneficiado por já se destacar nesse mercado e possuir “um capital humano extremamente qualificado”. A avaliação é do cearense Bruno Portela, secretário-adjunto da Secretaria Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia.

A proposta do PL, de acordo com a explicação do secretário-adjunto, é desburocratizar a criação e desenvolvimento das sturtups. A aprovação, combinada ao potencial em capital humano qualificado do Estado, deve atrair investimentos para o Ceará.

“O Estado já se destaca nas áreas de ciência, engenharia, tecnologia, matemática, colocando muitos estudantes nas melhores universidades de tecnologia”, diz. “Acredito que o Ceará conseguirá se destacar a partir do Marco Legal, que traz essa flexibilização desejada”, pontua Portela.

A apresentação do Marco Legal das Startups ao setor produtivo cearense foi uma das razões que levou o secretário-adjunto à Federação dos Estados do Ceará (Fiec) na última sexta-feira (6). Na ocasião, Bruno Portela também tratou, entre outros temas, da parceria do Ministério da Economia com o Observatório da Indústria do Ceará na formulação de políticas públicas.

O que a aprovação do Marco Legal das Startups trará ao Ceará e ao País?

Nós agora vamos para o Parlamento tentar aprovar o Marco Legal das Startups, então nós já pedimos de início o apoio de todo o setor produtivo cearense na aprovação, que entendemos ser muito importante para o Estado e para o País. Ele se baseia principalmente nos eixos de melhoria do ambiente de negócios, flexibilização de gestão dessas empresas nascentes de base tecnológica e a facilitação de investimentos, que vai acontecer a partir de uma segurança jurídica para o investidor-anjo nessas startups, que precisam tanto desse recurso.

A segurança-jurídica para o investidor-anjo é uma das principais reivindicações de quem está nesse contexto?

Sim, principalmente na parte de desconsideração da personalidade jurídica. Eles (investidores-anjo) têm muito receio de aportar recursos. Isso dificulta o crescimento dessas empresas, então nós colocamos dispositivos legais que vão trazer essa segurança jurídica. Outro eixo do Marco Legal das Sturtups é a atuação do estado, principalmente na parte de contratação pública. Queremos a desburocra-tização na relação estado e startup, então a contratação pública de startups vai ficar mais fácil, mais célere e mais inovadora.

Trabalhando esses eixos, acredito que o estado do Ceará, com as suas startups, com a conhecida inteligência, disciplina e característica empreendedora, mesmo diante de tantas dificuldades, conseguirá inovar, produzir a níveis, proporcionalmente falando de Brasil, altos. Com um nível alto de produção, a gente entende que o Ceará pode se destacar, principalmente Fortaleza, que conta com um ambiente de inovação pujante, que pode melhorar ainda mais.

Temos um banco de fomento federal aqui, que é o BNB, que pode ajudar também nessa parte. Queremos ajudar também na parte de crédito, que é muito importante para esse tipo de empresa de base tecnológica. O objetivo do Marco é desburocratizar, melhorar o ambiente de negócios, promover uma atuação mais simples com o estado, menos burocrática, e uma facilitação de investimentos, mas a gente entende que o ecossistema de inovação do Ceará precisa ser coordenado.

Então é importante que o setor produtivo consiga visualizar como tornar mais robusto, aprimorar e qualificar esse ecossistema de inovação dentro do Estado.

Eu acredito que o Ceará pode ser, sim, destaque na criação, na manutenção e na implantação de empresas de base tecnológica nascente.

Pode-se dizer que o Marco Legal das Startups deve beneficiar cirurgicamente o Ceará no desenvolvimento desse tipo de negócio?

Sem dúvidas. Principalmente na relação entre os sócios ou entre os investidores da empresa. Tem a parte trabalhista, também, que nós vamos tentar aprimorar dentro do Congresso Nacional, então, sim, isso aumenta a oferta de empregos, atrai investimentos para o Estado. O Ceará é muito forte na parte de educação, então com certeza o Estado se organizando, como já vem fazendo, coordenando a inovação e com o seu capital humano qualificado pode crescer nessa área.

Em relação ao País, o Estado já se destaca em capital humano e desenvolvimento de startups?

Sim, nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática, principalmente. O Ceará coloca muitos cearenses nas principais universidades de tecnologia do País, então nós temos uma qualificação muito boa na parte de educação. Acredito que o Ceará conseguirá se destacar a partir de um Marco Legal que traz essa flexibilização desejada.

Sobre o Observatório da Indústria, qual é a importância dos dados coletados pelo dispositivo e como eles estão sendo trabalhados pelo Ministério da Economia?

É uma ferramenta única de inovação, com dados que podem ser utilizados no aprimoramento das políticas públicas no País, voltadas para o setor produtivo como um todo. Nós temos oito programas prioritários na Sepec, que são: concorrência para prosperidade, grande desregulamen-tação e redução do Custo Brasil. Temos programas regionais setoriais, Brasil 4.0, investimento em infraestrutura, o Prospera MPEs e Emprega Mais. O Observatório da Indústria vai ajudar o Ministério da Economia a avançar e alavancar esses programas.

Cabe até fazer aqui uma observação: dos 14 Projetos de Lei que o Ministério da Economia enviou para a presidência como os principais projetos estratégicos para o País, seis são da Sepec e vão ter a contribuição do Observatório.

A Sepec é um canal entre o setor produtivo e o governo. Quais tem sido as principais demandas do setor produtivo? Quais foram atendidas e quais estão no radar?

Nós passamos por um momento muito difícil de pandemia e a Sepec atuou fortemente. Entre as demandas, podemos destacar, primeiramente, a parte da indústria da guerra. O que é essa guerra? Uma guerra por ventiladores, álcool e outros utensílios necessários para combate ao coronavírus. E a indústria respondeu e não faltou nada no Brasil. Realmente, tivemos períodos de dificuldade, mas tudo foi fornecido.

Também atuamos no crédito de maneira muito forte e na parte trabalhista, com a redução de jornadas e salários e suspensão de contratos. Entendemos que, das demandas que foram colocadas, nós atendemos em um percentual muito alto, acima de 70% de todas as demandas feitas durante a pandemia.

Quais foram as principais medidas, na sua avaliação para atender à demanda por crédito?

Reforçamos com robustez o Pronampe (Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte), que realmente chegou na ponta. O Pronampe foi muito importante, a gente sabe que tem que ter mais. Mexemos no sistema de garantias nessa parte do crédito para micros e pequenas empresas, principalmente. É um setor que sofreu muito.

O crédito foi bem expandido e de maneira desburocratizada. Inclusive, já foi entregue um projeto de lei no Senado para que o programa de crédito continue, porque teve grande êxito.

Fonte: Diário do Nordeste em 07.11.2020

Ceará será um dos focos da Embratur em promoção interna de turismo

Ceará será um dos focos da Embratur em promoção interna de turismo

Estado deve receber press trip organizada pela Embratur para promover o turismo interno no Brasil

As belezas naturais, a possibilidade de aliar praia, serra e sertão em um só lugar e a fama de um povo hospitaleiro são alguns fatores que contribuem para que os viajantes mantenham o Ceará no topo da lista entre os destinos que querem visitar. O presidente da Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur), Gilson Machado Neto, diz que o Estado é essencial para o setor de turismo no País, já que tem um grande potencial atrativo, o que é importante para fortalecer mercado doméstico.

De acordo com o executivo, dados do Google demonstram que as procuras por “turismo de natureza”, especialidade do Ceará, saltaram de 10% para 54% durante a pandemia do novo coronavírus, o que leva a Organização Mundial do Turismo (OMT) a mencionar o Brasil como o País que tem o melhor potencial atrativo na retomada econômica do setor no pós-pandemia.

“Em 2019, o Ceará já vinha tendo destaque nos números para o turismo, apresentando crescimento maior do que estados vizinhos do Nordeste, inclusive. A região e o Ceará incluído são essenciais para o setor no Brasil”, afirmou.

Divulgação do trade

Um dos objetivos da Embratur atualmente, lembrou Gilson Machado Neto, é realizar campanhas publicitárias para ajudar a divulgar os locais que investem em “turismo de natureza”, um dos indutores da retomada econômica do setor.

A instituição, pontuou o executivo, continuará ajudando o trade nacional dentro do País até seis meses após o término da pandemia, quando voltará a divulgar o Brasil no exterior. No entanto, a conexão com o trade nacional, com os estados e com os municípios, permanecerá para mostrar aos demais que a segurança sanitária dos locais é garantida.

“Precisamos aproveitar esse momento de restrições de viagens ao exterior para fortalecer nossas qualidades entre os próprios brasileiros. Neste primeiro momento, o ticket médio e até o tempo de permanência serão alterados, principalmente por causa de promoções que serão importantes para a retomada econômica. Já vemos aumento de procura para viagens aéreas, maior taxa de ocupação hoteleira, números mais positivos no comércio em geral. Claro, tudo também decorre de novas notícias com relação a vacinas, medicamentos e o controle da pandemia em cada localidade”, destacou o presidente da Embratur.

Impulso

Para o titular da Secretaria de Turismo (Setur), Arialdo Pinho, o Ceará é um dos locais mais procurados como destino há, pelo menos, cinco anos, estando sempre no pódio dos mais visitados. A divulgação que será feita pela Embratur neste ano, acredita ele, se dá por esses resultados e impulsionará o turismo do Estado.

“Nós estamos bem situados nacionalmente, e as campanhas publicitárias sempre serão bem-vindas. Fizemos uma recentemente, inclusive, mas o comitê de saúde da retomada ainda não autorizou a divulgação, para evitar aglomerações. A expectativa é que voltemos no primeiro semestre de 2021”, afirmou.

Conforme o secretário, a volta dos voos, especialmente os internacionais, ao Aeroporto de Fortaleza deixa representantes do setor do turismo otimistas de um modo geral, embora o patamar de faturamento pré-pandemia deva ser registrado em apenas dois anos, avalia o titular da Setur.

“Teremos que aprender a conviver com esse vírus. Alguns meses serão bons, outros ruins, mas isso é no mundo inteiro, não só aqui. Se a sociedade tivesse a consciência de seguir os protocolos de segurança sanitária, nós estaríamos muito bem. O problema é que uma parte faz, mas outra não. Tem gente achando que o vírus não existe, que o isolamento social é pressão. Até que um familiar pegue a doença”, disse o secretário. Para ele, a taxa de ocupação hoteleira no fim do ano deverá atingir o patamar de 70% do total.

‘Segunda onda’

Segundo a presidente do Visite Ceará, Ivana Bezerra, se houver uma “segunda onda” de Covid-19 no Estado, como foi apontado pelo Consórcio Nordeste na última sexta-feira (23), o turismo será bastante afetado, uma vez que o setor, na opinião da empresária, é um dos mais “sensíveis” quando comparado aos demais.

“Não é uma ‘segunda onda’, mas sim a primeira, que nunca deixou de existir. Logo no início, as pessoas tiveram cuidado, se resguardaram, e agora ‘baixaram a guarda’. Houve um relaxamento da população, e os casos da doença aumentaram. O turismo será impactado negativamente porque é um setor sensível e que depende muito de como anda a economia, de como está a situação no local de destino quanto à segurança sanitária. Ninguém vai arriscar a vida em uma viagem se tiver o risco de contaminação”, salientou ela.

Arrecadação tributária

Ivana Bezerra chama atenção para os municípios que têm o turismo como principal fonte de recursos e que tiveram – e continuam tendo – queda na receita, o que contribui significativamente para uma redução da arrecadação tributária no mês e no ano.

Para tentar reduzir os prejuízos, explica a presidente do Visite Ceará, o setor tem realizado campanhas publicitárias para fomentar o turismo doméstico no próprio Estado. “Estamos mantendo o foco no local agora. Fomos os primeiros a receber o selo mundial de qualidade mundial na questão da segurança sanitária, o que é importante”, ressaltou.

Fonte: Diário do Nordeste em 24.10.2020

Empresa chinesa reforça interesse de exportar aerogeradores pelo Porto do Pecém

Empresa chinesa reforça interesse de exportar aerogeradores pelo Porto do Pecém

Em encontro com o secretário de desenvolvimento econômico do Ceará, representantes da Mingyang afirmaram que poderão fornecer equipamentos para usinas de energia eólica offshore para o Brasil e para o exterior

O Governo do Estado recebeu mais uma visita dos representantes da Mingyang Smart Energy. Em diálogo com o secretário de desenvolvimento econômico e trabalho do Ceará, Maia Júnior, o vice-presidente da empresa chinesa, Ben Gao, reforçou a intenção em transformar o Porto do Pecém em um hub de exportações de equipamentos para usinas de energia eólica offshore tanto para o Brasil e exterior.

Maia Júnior ainda destacou os esforços do Estado em garantir condições atrativas para que as empresas do setor de energias renováveis possam se instalar no Ceará.

“Nós, do Governo do Estado, estamos trabalhando de forma ágil e com o compromisso de criar condições para atrair empresas que produzem energias renováveis para o Ceará. Nos comprometemos em fornecer todo o apoio institucional para que o projeto da Mingyang seja consolidado. Estamos muito felizes e entusiasmados para estabelecer essa matriz de energia limpa no Ceará e no Brasil”, disse.

A Mingyang firmou um acordo com o Governo do Estado no último dia 9 de setembro para a instalação de um parque de fabricação de aerogeradores focados na produção de energia eólica em alto mar (offshore).

Projetos

Atualmente, no Ceará, há quatro projetos de geração de energia eólica offshore, que somados, deverão gerar cerca de 5 gigawatts (GW) de potência. A expectativa do Estado é que os projetos estejam operando nos próximos 5 anos.

Em Amontada, em uma área com 15 km de frente ao continente, o projeto do Complexo Eólico Marítimo Asa Branca deve produzir 400 MW.

A BI Energy trabalha com dois projetos: um em Caucaia e outro em Camocim. O primeiro deverá operar com 48 turbinas offshore e 11 semi-offshore, gerando um total de 598 MW de potência. Já o parque de Camocim deverá ter 100 aerogeradores e capacidade instalada de 1,2 GW.

Além disso, a Neoenergia está desenvolvendo estudos preliminares e iniciou o licenciamento junto ao Ibama de um parque em Amontada que deverá produzir 3 GW.

Fonte: Diário do Nordeste em 19.10.2020

Ceará está em fase final de negociação para abrigar mais dois data centers

Ceará está em fase final de negociação para abrigar mais dois data centers

Outros dois players internacionais de TI estão “em processo de certificação para homologação junto à Etice”, adianta Maia Júnior

O Ceará poderá abrigar, em breve, até seis data centers, consolidando-se como um dos principais hubs de tecnologia de dados no continente. Maia Júnior, secretário do Trabalho e Desenvolvimento Econômico do Estado, confirmou que duas grandes empresas do setor estão finalizando entendimentos com o Governo do Estado. “Temos duas negociações na reta final de negociação além dos que já captamos para o Ceará. Já temos quatro, sendo três prontos e um estágio de implantação”, completou. Maia ressaltou ainda que, além de já ter projetos em andamento na área de tecnologia de dados com companhias do porte de IBM, Google, Microsoft, Amazon e Oracle, “o Ceará tem mais dois grandes grupos mundiais em processo de certificação para homologação como providers de TI junto à Etice (Empresa de Tecnologia da Informação do Ceará)”. “Essa cadeia do HUB tecnológico está em um momento muito propício de atração de investimentos”, avaliou. O gestor também comemorou o anúncio oficial da B2W (Lojas Americanas, Submarino e Ponto Frio) sobre a instalação de um centro de distribuição no Estado. A estrutura vai permitir ao grupo efetuar entregas em até 24 horas em endereços em um raio de até 400 km de distância do centro de distribuição.

Pandemia e o apetite para investir
Maia Júnior contabiliza ainda entendimentos com duas indústrias calçadistas (além da recém anunciada unidade da Vulcabrás para produção da Mizuno) e “quase 100 processos de solicitações de incentivos de empresas diversas”. “A gente esperava esses resultados até um pouco mais para frente, mas parece que o período de pandemia fez mostrar aos investidores, tanto do Brasil quanto de fora, que o Ceará está muito bem posicionado para receber grandes investimentos, em logística, em e-commerce e indústria de forma geral”.

Plano Pecém
Outra novidade que a Sedet deve apresentar até dezembro é um business plan para orientar a ocupação do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP) e da ZPE. “É toda uma estratégia nova, finalizando o projeto com equipes do CIPP, da Sedet e do Porto de Roterdã. Queremos aprovar no conselho até o fim deste ano”, completa.

Fora da curva
Este plano de ocupação deve dar origem também a um guia sobre o CIPP e a ZPE “para que a gente possa ampliar a busca de grandes investimentos”. “O Pecém é um projeto bem fora da curva para o futuro do Ceará. É um projeto diferenciado, principalmente pela logística portuária de primeira linha”, prossegue Maia.

Mais 500 Pague Menos
Com valorização de 7,4% no valor da ação desde a sua estreia na B3, no mês passado, a Pague Menos projeta abrir 500 lojas no Brasil até 2025, chegando a cerca de 1,6 mil unidades. Segundo o CEO da companhia, Mário Queirós, filho do fundador Deusmar Queirós, dos R$ 713 milhões levantados com o IPO, quase 65% deve ir para a expansão da rede. A redução de endividamento vai consumir 20% do valor e 17% será direcionado para desenvolvimento de tecnologias e serviços. “Passamos a reforçar nosso discurso aos investidores de que somos uma rede nacional, com escala, e não regional”, afirmou o CEO, Mário Queirós, em entrevista ao Valor Econômico.

Produtos da Ceart ganham novo ponto de venda
Inaugurada ontem (15), no shopping Jardins Open Mall, a loja colaborativa BIRDS vai comercializar produtos de artesãos cearenses, via parceria com a Central de Artesanato do Ceará (CeArt). “É mais uma oportunidade para as pessoas terem acesso ao legítimo artesanato cearense. Convido a todos para que adquiram e valorizem o trabalho desses artistas”, afirma a primeira-dama do Ceará, Onélia Leite Santana, uma das articuladoras da parceria.

Fonte: O Otimista em 16.10.2020

Ceará tem maior alta no país em atividade turística, com 85,4%, segundo IBGE

Ceará tem maior alta no país em atividade turística, com 85,4%, segundo IBGE

De julho para agosto, atividades no setor cresceram 85,4% no Estado, que espera potencializar o resultado positivo por conta do selo de segurança global ‘Safe Travels’, que coloca o destino como espaço seguro para o viajante

Com índice de atividade turística mais de quatro vezes acima da média nacional, o Ceará foi o estado brasileiro que, de julho para agosto, apresentou maior aumento de movimentação em relação ao turismo. Enquanto no Brasil a atividade cresceu 19,3% no período, no Ceará o salto foi de 85,4%. Embora o índice não seja suficiente para indicar recuperação das perdas acumuladas ao longo do ano, mostra perspectivas positivas. Para o setor, é sinal de que o turista sente confiança na segurança sanitária local e que o cearense está viajando mais no próprio estado. A ideia é impulsionar esse momento com a conquista do selo de segurança global ‘Safe Travels’, que coloca o destino como espaço seguro para o viajante.

Os dados são da Pesquisa Mensal de Serviços do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O indicador nacional apresenta a quarta taxa positiva seguida neste ano, quando acumulou ganho de 63,4%. As 12 unidades da federação onde o indicador apresentou alta na última avaliação de 2020 são, além do Ceará, Bahia (48,4%), Goiás (47,1%), Paraná (28,8%), Minas Gerais (22,9%), São Paulo (15,8%) e Rio de Janeiro (15,0%). Porém, entre março e abril, período mais crítico da pandemia e para o setor de turismo, a perda nacional nas atividades chegou a 68%.

No Ceará, a expansão de 85,4 % em agosto ocorre após queda de 29,2% no mês anterior. O indicador de agosto ainda não recuperou as perdas ao longo deste ano, que somam queda de 44,2% entre janeiro e agosto. Além disso, comparando com agosto de 2019, o volume também é negativo. Somando seis taxas negativas seguidas antes de agosto, a queda é de 49,1%. Segundo o levantamento, os índices negativos (nos primeiros meses de pandemia e na comparação com 2019) se devem às medidas restritivas para evitar maior disseminação do novo coronavírus. O impacto foi motivado principalmente pela paralisação total ou parcial de equipamentos e serviços ligados ao transporte aéreo e rodoviário coletivo de passageiros, restaurantes, agências de viagens, locação de veículos, pousadas e hotéis.

No acumulado do ano, o agregado especial de atividades turísticas caiu 38,8% frente a igual período de 2019, pressionado, sobretudo, pelos ramos de restaurantes, transporte de passageiros, hotelaria, catering, serviços de comida preparada e agências de viagens. Nessa avaliação, o Ceará apresenta a segunda maior queda (44,2%), ficando atrás apenas do Rio Grande do Sul (45,5%), seguido da Bahia (41,8%), São Paulo (40,4%), Minas Gerais (37,6%), Paraná (37,5%) e Rio de Janeiro (32,1%).

De acordo com a empresária do ramo de hotelaria e presidente do Fortaleza Convention & Visitors Bureau (Visite Ceará), Ivana Bezerra, de março para abril praticamente todos os hotéis fecharam no Ceará. Em julho, 80% reabriram, mas com ocupação muito baixa. Isso porque, no setor, as vendas são programadas, não imediatas, como ocorre, por exemplo, quando uma loja reabre. “O corporativo ainda viaja de última hora, mas essas viagens estavam muito restritas. Em geral, as reservas estão sendo feitas com muita antecedência”, explica.

Dessa forma, como a ocupação em julho havia sido praticamente zero, em agosto as reservas aconteceram e fizeram o indicador crescer substancialmente. “Mas isso não quer dizer que agosto teve uma boa ocupação. A situação só começou a melhorar mesmo com o feriado de 7 de setembro”, diz. No caso do Hotel Sonata de Iracema, que abriu em primeiro de agosto, o crescimento de setembro em relação ao mês anterior foi de 75%. “É a mesma lógica do crescimento em agosto, para quem abriu em julho”, compara, acrescentando que a alta está longe dos índices de anos anteriores.

De todo modo, a presidente do Visite Ceará enxerga um cenário positivo para o setor, mas com cautela. Em anos anteriores, o segundo semestre já começava promissor, puxado pela boa ocupação hoteleira no final de julho, devido ao Fortal e ao Halleluya. Os meses seguintes eram os grandes eventos, como feiras e congressos. Em setembro, outubro e novembro, por exemplo, a ocupação era em torno de 72% até o ano passado. Nos períodos realização de congressos, o índice chegava a 95%. “O impacto desses eventos é muito grande. Mas nossa expectativa é positiva, desde que a pandemia não piore e a gente continue melhorando mês a mês. Vai depender muito do nosso comportamento como cidadão”, avalia.

Sobre o comportamento da atividade turística nas capitais nordestinas, Ivana Bezerra afirma que o destaque cearense se deve ao trabalho de segurança sanitária. Além disso, a conquista local do selo de segurança global ‘Safe Travels’ do Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC, sigla em inglês) deve fazer diferença na busca por hospedagem no Ceará já neste ano. A certificação foi concedida após a Secretaria do Turismo do Ceará (Setur) apresentar ao órgão os protocolos de biossegurança estabelecidos pelo Governo do Estado. O selo tem como objetivo garantir a saúde dos viajantes e impulsionar a retomada do turismo no mundo. “Agora podemos dizer que temos essa certificação mundial e que o turista pode estar tranquilo no nosso destino. Esperamos que o visitante também cumpra o que foi estabelecido nos protocolos para mantermos juntos o Ceará como destino seguro”, apontou, na ocasião, o secretário do Turismo do Ceará, Arialdo Pinho.

Como não está havendo campanha para divulgar o estado como destino turístico, Ivana Bezerra espera que o selo atraia com base em novos critérios dos viajantes. “No Nordeste, nossos maiores concorrentes são Porto Seguro (Bahia) e Porto de Galinhas (Pernambuco). Aqui, só com Fortaleza não agregaríamos resultado tão positivo. Jericoacoara, Flecheiras e Cumbuco puxam essa alta consideravelmente, principalmente nesse momento, em que o cearense passou a buscar refúgio fora de casa, mas dentro do estado”, diz.

Serviços no Ceará têm alta de 3,8%

Após variação negativa em julho (1,4%), agosto foi positivo para o volume de serviços em geral, no Ceará, com alta de 3,8% em relação ao mês anterior. O indicador local é maior do que o nacional, que aponta avanço de 2,9% no mesmo período. A variação cearense é a quinta maior entre os estados do Nordeste.

Na região, as maiores variações são da Paraíba e Piauí, cada estado com aumento no volume de serviços de 5,3%, seguidos do Maranhão (4,6%) e Rio Grande do Norte (3,9%). Quando a comparação ocorre com agosto de 2019, o indicador cearense é negativo, com recuo de 17,6%. Já no acumulado do ano, a queda corresponde a 15,5%, enquanto nos últimos 12 meses o decréscimo é de 9%.

De acordo com o supervisor da disseminação das pesquisas do IBGE no Ceará, Helder Rocha, comparando os meses de agosto de 2019 e de 2020, neste ano as quedas foram mais acentuadas foram nos serviços de atividades prestadas às famílias (45,5%) e em transportes, serviços auxiliares aos transportes e correios (27,1%). “As perdas são reflexo das medidas preventivas à pandemia. Quando houve o estímulo ao isolamento social, atingiu de forma intensa e imediata boa parte das empresas que interromperam as atividades devido à pandemia”, justifica.

Os serviços considerados na pesquisa do IBGE são de alojamento e alimentação; de informação e comunicação; de tecnologia da informação e comunicação; telecomunicações; audiovisuais, de edição e agências de notícias; serviços profissionais, administrativos e complementares; serviços técnico-profissionais; transportes, seus auxiliares e correio; transporte terrestre, aquaviário e aéreo; e armazenagem.

Em agosto de 2020, o volume de serviços no Brasil avançou 2,9% frente a julho, na série com ajuste sazonal. Foi a terceira taxa positiva seguida, acumulando alta de 11,2%, no período. Esse resultado sucedeu uma sequência de quatro taxas negativas, entre fevereiro e maio, com perda acumulada de 19,8%. O acumulado no ano caiu 9,0% frente ao mesmo período de 2019. A taxa dos últimos 12 meses recuou 5,3% em agosto de 2020, mantendo a trajetória descendente iniciada em janeiro de 2020 e chegando ao resultado negativo mais intenso da série deste indicador, iniciada em dezembro de 2012.

No país, a alta de 2,9% do volume de serviços, de julho para agosto de 2020, foi acompanhada por quatro das cinco atividades investigadas, com destaque para serviços prestados às famílias (33,3%) e transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (3,9%). O primeiro setor registrou a taxa positiva mais intensa da série histórica (iniciada em janeiro de 2011), mas ainda se encontra distante do patamar de fevereiro (-41,9%), mês que antecedeu o início da pandemia de Covid-19. Já a segunda atividade acumula ganho de 18,8% nos últimos quatro meses, após ter perdido 25,2% entre março e abril de 2020. Regionalmente, 21 das 27 unidades da federação tiveram expansão no volume de serviços em agosto, frente a julho. A maior alta foi em Minas Gerais (5,8%) e a maior retração, em Tocantins (5,5%).

Fonte: O Otimista em 15.10.2020

Ceará recebe selo mundial de destino seguro

Ceará recebe selo mundial de destino seguro

O selo tem como objetivo garantir a saúde dos viajantes e impulsionar a retomada do turismo no mundo

O estado do Ceará recebeu, nesta quinta-feira (8), o selo de segurança global ‘Safe Travels’ do Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC, sigla em inglês). De acordo com a Secretaria de Turismo (Setur), a certificação foi concedida após a pasta apresentar ao órgão os protocolos estabelecidos pelo Governo do Estado do Ceará. O ‘Safe Travels’ visa garantir a saúde dos viajantes e impulsionar a retomada econômica do setor de turismo no mundo.

“Aguardamos ter todos os protocolos prontos e aprovados para dar entrada no processo junto à WTTC e agora podemos dizer que temos essa certificação mundial e o turista pode estar tranquilo no nosso destino. Esperamos que o visitante também cumpra o que foi estabelecido nos protocolos para mantermos juntos o Ceará como destino seguro”, aponta o secretário estadual do Turismo, Arialdo Pinho.

Promoção aos principais mercados

De acordo com a Setur, após a conquista do selo, a pasta dará início ao trabalho de promoção do estado do Ceará nos principais mercados, nacionais e internacionais, o que ajudará na retomada econômica do setor de turismo, segundo Arialdo Pinho, reconquistando os números aos poucos os números dos últimos anos. “A pandemia afetou o setor em todo o mundo, aqui nao seria diferente. Mas a partir de um planejamento, vamos conseguir essa recuperação”, completa o secretário.

O selo de segurança global ‘Safe Travels’ foi lançado pelo World Travel & Tourism Council (WTTC) para conceder a destinos e empresas do setor de turismo que adotassem e cumprissem os protocolos de higienização e distanciamento social. O ‘Safe Travels’ tem apoio da Organização Mundial do Turismo (OMT) e mais de 200 grandes empresas do turismo no mundo. A certificação segue as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC).

Fonte: Diário do Nordeste em 08.10.2020

‘Ceará se prepara para ser um grande hub logístico do NE’

‘Ceará se prepara para ser um grande hub logístico do NE’

Avaliação é do advogado especializado em infraestrutura logística e membro do comitê técnico da feira de logística Expolog, Matheus Miller. Neste ano, o evento abordará transformações digitais na integração de negócios

A pandemia do novo coronavírus transformou drasticamente o modus operandi de várias atividades e deixa legados importantes no setor logístico. Na avaliação de Matheus Miller, advogado especializado em infraestrutura logística e membro do comitê técnico da Expolog, maior feira de logística do Norte e Nordeste, o Ceará está bem inserido nesse contexto e conta com uma boa preparação para ser um grande hub do segmento.

“Sabemos que as mudanças têm sido muito dinâmicas, mas o que se pode afirmar é que o Ceará vem se preparando para ser um grande hub de logística no Nordeste”, pontua Miller, destacando equipamentos que alicerçam essa avaliação, como o Aeroporto de Fortaleza e os portos do Pecém e Mucuripe.

“Há ferrovias a serem concluídas. É possível encontrar no Ceará um Estado pronto para satisfazer as necessidades do comércio exterior”, ressalta. Ele frisa, porém, que o desenvolvimento logístico da região está intimamente relacionado ao próprio desenvolvimento econômico, passando pelo consumo e pela produtividade.

“É importante entender que a infraestrutura facilita, mas é preciso que o Estado tenha movimento econômico e que tenha consumo para que esses instrumentos e ferramentas se complementem com isso”, avalia o advogado Matheus Miller.

Um dos legados da pandemia é um olhar diferenciado para o setor logístico em decorrência da paralisação das atividades. O crescimento dos condomínios logísticos – espaços de armazenamento de insumos e produtos que permitem o rateio de custos -, por exemplo, é um desses reflexos.

“Ao paralisar o transporte mundial, a pandemia reacendeu o receio de desabastecimento em certas cadeias produtivas, o que fez com que empresas, que estão nessas cadeias, voltassem a formar estoques próximos de suas plantas produtivas”, explica. Ele afirma que esse é um movimento contrário ao que vinha sendo observado na década de 1990 e início dos anos 2000, quando as empresas foram deixando de formar estoque para evitar a imobilização de capital. Os condomínios logísticos apresentaram, no segundo trimestre de 2020, crescimento de 10,3% em área na comparação com igual período de 2019.

Evento

O impacto das transformações digitais na integração de negócios e as tendências da logística para os próximos anos é o tema da Expolog 2020, que será realizada pela primeira vez em formato digital nos dias 9 e 10 de dezembro. Esta é a 15ª edição da feira. De acordo com Enid Câmara, coordenadora geral da atividade, a expectativa é que o formato digital possibilite um maior alcance ao evento. “A gente está apostando em uma exposição das marcas e isso é um ponto positivo dessa plataforma”, pontua a coordenadora da Expolog.

O evento terá cerca de 100 expositores e mais de 100 palestras, que devem ser acompanhadas por pelo menos cinco mil espectadores. A Expolog conta com a promoção do Diário do Nordeste. É realizada pelo Instituto Future, Prática Eventos, Câmara de Comércio e Indústria Brasil Portugal Ceará e Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas e Logística no Estado do Ceará (Setcarce).

A feira tem também o patrocínio da Associação das Empresas do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Aecipp), da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), do Tecer Terminais Portuários e da Termaco Logística, em parceria com a Confederação Nacional do Transporte (CNT), a Federação das Empresas de Transporte de Cargas e Logística do Nordeste (Fetranslog), a Federação das Câmaras de Comércio Exterior (FCCE), a NTC&Logística e o Sindace.

Fonte: Diário do Nordeste em 07.10.2020

Estudo confirma estimativa do PIB do Ceará superando o do Brasil

Estudo confirma estimativa do PIB do Ceará superando o do Brasil

Levantamento do Núcleo de pesquisas Econômicas da Universidade de Fortaleza aponta que a atividade da economia cearense deverá superar a média do País em todos os cenários neste ano e em 2021

Com uma boa situação fiscal, na comparação com outros estados brasileiros, e com o retorno da maior parte das atividades econômicas suspensas durante o período de quarentena, o Ceará deverá apresentar um desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) melhor do que o do Brasil, tanto no fechamento de 2020 como no de 2021. De acordo com o Núcleo de Pesquisas Econômicas (Nupe) da Unifor, para este ano, o PIB estadual deverá apresentar uma retração entre 5,9% e 2,8%, com cenário mais provável de -4,4%. Para o País, o Nupe estima uma queda de 6,7% a 3,6%, com cenário mais provável de -5,1%.

O cenário confirma a previsão já apresentada pelo Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece) em junho deste ano de que o PIB estadual deverá encolher 4,92% em 2020, enquanto o nacional terá queda de 6,5%.

“O Ceará é o Estado da federação que tem as contas públicas mais ajustadas. Nos últimos anos, o Estado teve condições de fazer caixa para fazer investimentos em infraestrutura, como a ampliação do Porto do Pecém, o hub aéreo e outros projetos que estão em andamento. E esses investimentos atraem empresas para o Ceará”, destaca o professor Chico Alberto, coordenador de Ciências Econômicas da Unifor. “Então é natural que o Ceará, assim como em anos anteriores, tenha um desempenho econômico melhor do que o Brasil, o que se reflete nas estimativas do PIB para 2020 e para 2021”.

Para 2021, o Nupe estima um crescimento do PIB cearense de 2,8%, no cenário pessimista, a 5,6%, no cenário otimista, com resultado provável de 4,2%. Já para o Brasil, o núcleo de pesquisas prevê um crescimento de 2,1% até 4,9%, com cenário mais provável de 3,5%. “O desempenho da economia do Ceará em relação à do Brasil é resultado de uma tendência histórica. De 2014 para 2019, enquanto o PIB do Brasil caiu 2,5% o do Ceará apresentou um crescimento de 0,87%”, diz Alberto.

O professor e economista Ricardo Eleutério destaca ainda que o modelo de retomada das atividades adotado no Ceará vem se mostrando mais eficiente do que o de outras unidades da federação.

Resultados

“A gente vem tendo um comportamento do PIB melhor do que o nacional e isso se deve sobretudo ao programa de reabertura gradativa da economia do Ceará, que foi bastante planejado pelo setor público e contou com a participação de economistas e do setor privado”, afirma Eleutério.

No segundo trimestre de 2020, ante igual período de 2019, o PIB cearense apresentou uma retração de 14,55%. Já no primeiro semestre de 2020, a queda foi de 7,58%, enquanto no acumulado dos últimos quatro trimestres verifica-se um decréscimo de 2,72%, o que sinaliza um movimento de recuperação ao longo dos meses. Para 2021, o Nupe avalia que há uma previsão de retomada do crescimento da economia cearense, puxada pela execução de “grandes investimentos públicos estruturantes planejados”, que influenciará atividades ligadas à cadeia de produção da construção civil. A movimentação deve aumentar a produção e consequentemente a massa salarial, além da arrecadação de tributos no Estado.

Para o Brasil, as expectativas da variação do PIB setorial para 2021 mostram uma recuperação muito tímida. Para a indústria é esperado um crescimento de 4,7%; para o setor de serviços de 3,5%; e para o setor agropecuário de 2,5%.

Câmbio

Em relação ao comportamento da taxa de câmbio, o Nupe aponta que o Real está entre as moedas mais desvalorizadas do mundo em 2020, o que vem favorecendo as exportações. Mas que a perda de força não é exclusividade do real.

Fonte: Diário do Nordeste em 07.10.2020

Agricultura cearense deve crescer 20% e chegar a R$ 3,5 bi em vendas

Agricultura cearense deve crescer 20% e chegar a R$ 3,5 bi em vendas

Resultado de uma boa quadra chuvosa e do aumento da demanda interna e externa, a produção de frutas deve puxar o bom desempenho da agricultura local neste ano. Algodão e hortaliças também são destaque

Menos impactada pela pandemia e beneficiada por uma boa quadra chuvosa, a agricultura cearense deve encerrar o ano com um crescimento da ordem de 20% e chegar a R$ 3,5 bilhões em vendas, segundo estima o secretário executivo do Agronegócio da Secretaria do Desenvolvimento Econômico e Trabalho do Estado (Sedet), Sílvio Carlos Ribeiro.

Ele avalia que esse cenário, aliado a um crescimento das vendas ao mercado interno e externo, contribuirá para esse desempenho, maior que o notado em 2019. Se a projeção se confirmar, a expectativa dele é que o Produto Interno Bruto (PIB) da agricultura do Estado do Ceará suba mais de 6%. A projeção não leva em conta os produtos da pecuária, que, segundo o secretário, ainda estão sendo analisados.

A fruticultura, segundo Sílvio Carlos, é um dos segmentos que mais deve contribuir para o resultado do setor – ele prevê que um avanço também de 20% da produção das frutas neste ano, já que houve uma demanda mais alta tanto do mercado nacional como internacional. O número, porém, é contestado pela Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas (Abrafrutas), que prevê um crescimento um pouco mais modesto, mas também significativo, de 10% frente a 2019.

O secretário executivo do Agronegócio lembra que, durante os meses mais intensos de isolamento social, os exportadores de frutas estavam na dúvida se teriam ou não demanda vinda na Europa, especialmente de melão e melancia, o que os deixou apreensivos. Mas encomendas da Europa acabaram surpreendendo e superando a programação de cultivo.

“Além de mais pedidos, o câmbio ajudou bastante para eles exportarem. Nós temos muitos pedidos de melão e melancia. Até brincamos que faltariam nos supermercados. Com as parcerias firmadas com outros países, isso tende a aumentar”, diz.

Sílvio Carlos destaca que o Estado do Ceará é bem visto no exterior e tem um bom “cartão de visitas” quando se refere a frutas, o que gera interesse em outros países em comprar da região, especialmente as que são das áreas livres de plantação, localizadas em Aracati, Icapuí, Itaiçaba, Quixeré, Limoeiro do Norte e Jaguaruana.

“Estamos empolgados com essa parceria que será firmada com outros países. A gente vê representantes do setor indo atrás de mais áreas livres de plantação. Temos aqui 70 mil hectares irrigados, mas temos capacidade para irrigar 286 mil. Isso só não ocorre porque não temos reservas hídricas satisfatórias e ainda não temos uma infraestrutura adequada. Mas isso vai mudar. Todos estão empolgados com isso (aumento da procura pelas frutas)”, pontua Sílvio Carlos.

O presidente da Associação das Empresas Produtoras Exportadoras de Frutas e Derivados (Abrafrutas), Luiz Roberto Barcelos, endossa que a pandemia não impactou negativamente o setor. Ele avalia que o aumento das vendas do setor se deu porque as pessoas estavam mais preocupadas com uma alimentação mais saudável e demandaram, especialmente, as frutas cítricas e as que precisam ser descascadas, como banana, melão e manga.

O setor tem como expectativa que o Ministério da Agricultura firme mais parcerias para vendas de frutas<MC0>, aponta Barcelos, de forma que os produtores rurais tenham mais oportunidades de vendas. “Há conversas para exportarmos para a outros países, mas nada certo ainda. Nossa função é manter as área livres de pragas, porque ficaremos impedidos de exportar. Esperamos que ocorra até o próximo ano”.

Produção de caju
Outra cultura que deve apresentar um crescimento robusto neste ano é a do caju – o Ceará é líder nacional na exportação de castanha, tendo sido responsável por 81,58% das exportações brasileiras do produto no ano passado. Segundo o presidente da Câmara Setorial do Caju, Rodrigo Diógenes, a previsão é que 2020 tenha uma safra entre 5% e 10% maior que a do ano passado. No entanto, os fortes ventos e precipitações ocorridos entre junho e julho, especialmente no litoral, causaram um aumento na quantidade de doenças do cajueiro, o que está deixando a situação preocupante, com possibilidade de não concretizar esse aumento na safra 2020.

Por outro lado, ele pondera que a cadeia produtiva do setor tem avançado no beneficiamento dos produtos derivados do caju, o que valoriza os produtos comercializados. “O número de fábricas, pequenas fábricas de cajuína e beneficiamento da castanha, está aumentando. Hoje em dia, no Ceará, tudo o que se produz de caju é consumido internamente. Esperamos aumento significativo de produtores e empreendedores que não vendem mais o caju como matéria-prima, mas buscam transformá-lo na sua própria fazenda e já comercializar o produto acabado, agregando valor”, salienta Diógenes.

Ele explica que o setor já esperava uma elevação considerável do consumo de produtos oriundos do caju e da castanha, já que há uma demanda mais forte de consumo por produtos naturais.

“Temos a banana, que se aproveita in natura e em doces, por exemplo. Hoje em dia, com o caju também se faz isso. Existe, atualmente, uma tendência grande de se utilizar a fibra do caju para substituir a fibra animal. Então, apesar dessa preocupação, há uma elevação do aproveitamento integral da produção do caju, equilibrando as contas do produtor”, ressalta.

Algodão
Apesar de o carro-chefe do crescimento da agricultura local ser a fruticultura, Sílvio Carlos acrescenta que o desempenho do setor também será impulsionado pelas culturas de algodão e hortaliças, especialmente as de tomate e pimentão.

O Ceará já foi o segundo maior produtor de algodão do nos anos 70 e hoje está numa animada retomada, principalmente nas regiões do Centro-Sul e Cariri.

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Algodão de Campina Grande (PB), em parceria com a Secretaria do Desenvolvimento Econômico do Ceará (Adece) e as secretarias municipais de Agricultura, implantaram em 2016 o projeto Modernização do cultivo do algodão no Estado do Ceará, voltado para a produção de algodão de sequeiro.

Em 2018, foram cultivados 30 hectares no Cariri. No ano seguinte, a área expandiu para 700 hectares. Em 2020, a expectativa é mais que dobrar o cultivo do ano passado.<CF73>

Safra 2019
De acordo com a Pesquisa Agrícola Municipal de 2019 (PAM), divulgada na última quinta-feira (1) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a safra agrícola do Ceará teve uma elevação de 8,3% no ano passado e ocupa a 5º posição no ranking entre os estados do Nordeste. O valor das principais culturas do Estado alcançou o montante de R$ 2,91 bilhões.

A pesquisa do IBGE também informou que algumas culturas subiram fortemente. É o caso da banana (14,6%); tomate (14%); maracujá (11,2%); milho (10,4%); feijão (9%); castanha de caju (8.8%); e mandioca (6,6%).

Quanto aos municípios, Guaraciaba do Norte foi o que registrou maior valor da produção agrícola no ano passado. O município responde por cerca de 7% do valor total do Estado, com um montante de R$ 205 milhões, um avanço de 41% em relação a 2018.<MC0>

Fonte: Diário do Nordeste em 01.10.2020