Por que investir no Ceará?

Por que investir no Ceará?

Após uma longa preparação, com reforços em infraestrutura, inovação e capital humano, é hora de o Estado deixar de ser apenas um ‘lugar bonito num canto do globo’ para começar a ganhar pontos com novos vestidores

Já se vê ao longe, como uma pequena jangada perdida na imensidão do mar, o tempo em que o Ceará era identificado apenas com belas imagens praianas e o mito do “sertanejo forte”, além da receptividade e humor característicos de seus habitantes. Às portas da terceira década do Século XXI, o Estado prepara-se para mostrar ao mundo que é, sim, o lugar certo para se fazer negócios a partir de agora. E tal vocação se ampara não apenas nos atributos geográficos, mas também, e cada vez de forma mais significativa, nos avanços em infraestrutura. Trata-se de uma visão que vem ganhando aderência no setor produtivo cearense, pautada eminentemente na inovação e na preparação de talentos voltados ao empreendedorismo.

Tal tendência pode ser captada no desempenho do Estado no Produto Interno Bruto (PIB), que vem crescendo, em média, mais do que o nacional. Para se ter uma ideia, em 2019, o desempenho ficou em 2,11% contra 1,1% do País, com destaque para a indústria e seus 4,08% frente aos 0,5% da Federação como um todo.

Boa parte dessa pujança se deve aos investimentos públicos em infraestrutura realizados nos últimos anos, que abriram caminho para a chamada “Trinca de Hubs”, fazendo valer, enfim, a vantagem da posição geográfica que põe o território cearense numa espécie de “esquina” da América do Sul, mais próxima dos continentes europeu e africano e da América do Norte.

Um dos integrantes da trinca é o hub tecnológico. Nos últimos anos, o Governo do Estado tem investido pesadamente em Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC). Entre as ações, que incluem o processo de migração de todas as suas operações de TI para o ambiente de nuvem, barateando e agilizando processos, destaca-se a atração de empresas com base tecnológica, cujo marco importante, em abril de 2019, é a instalação do Data Center Angonap e a instalação dos dos cabos submarinos Sacs e Monet, num investimento de aproximadamente US$ 300 milhões da multinacional Angola Cables. Os dois cabos ligam, por meio da fibra óptica, as Américas e a África. uma nova rota de conectividade com os Estados Unidos e o continente asiático. Já o prédio de 3.000 m² é mais uma forma de atrair novos provedores de conteúdo e internet e mais investimentos em tecnologia e pesquisa. Tudo valendo-se da posição estratégica no mapa-mundi e da agilidade nas operações, facilitadas pelo conjunto de 14 cabos submarinos – em breve serão 18 – que já chegam à cidade de Fortaleza e faz da Capital um hub de comunicação de dados.

“A melhor localização para os data center ou se dá perto de grandes conglomerados de clientes, e aí o Estado de São Paulo é um grande polo de atração, ou por estarem próximos de hubs de comunicação, caso do Ceará. Porque nem todos os clientes estão concentrados (no mesmo lugar). Existe um grande número de clientes difusos. E a melhor experiência do usuário para esse tipo de serviço seria na utilização de data centers próximos de hubs de comunicação, porque oferece menores tempos de latência, uma melhor gestão de risco e uma maior disponibilidade do serviço. E, naturalmente, o preço cai na proximidade desses hubs. Então há um conjunto de fatores que fazem com que o Ceará possa ser esse polo de atração no Brasil, além de São Paulo, da indústria de data center, que tem como seu principal cliente a computação em nuvem”, explica o presidente da Empresa de Tecnologia da Informação do Ceará (Etice), Adalberto Pessoa.

Aliada à infraestrutura e com investimentos feitos na formação de capital humano em universidades e escolas profissionalizantes, há ainda a intenção, da parte do Executivo estadual, de aplicar a Ciência de Dados na gestão pública. Assim, apostam os gestores, abriria-se caminho para uma otimização na oferta de serviços, resolução de gargalos existentes e uma maior transparência na tomada de decisões do poder público.

Pelo ar
O segundo integrante do trio de hubs cearense é o aéreo, que apresenta como principal trunfo o centro de conexões em operação com o consórcio Air France-KLM/Gol. A localização no globo terrestre, o que faz com que um voo entre Fortaleza e Lisboa dure menos de sete horas, foi novamente um ótimo argumento para a definição da parceria.

Isso sem falar nas obras de requalificação do Aeroporto Internacional Pinto Martins, que agora está sob a gestão de suas operações a cargo da empresa alemã Fraport e deve ser concluída até 2021, num investimento de R$ 1 bilhão. Intervenção que oferece uma capacidade 50% maior para passageiros em um equipamento de 60 mil m².

A mudança de patamar do terminal vem em época oportuna, uma vez que, conforme dados do Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur), apenas no primeiro ano de funcionamento do centro de conexões, foi registrado um crescimento de 103,88% no número de passageiros internacionais. Outro levantamento, realizado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), aponta que Fortaleza passou a atrair um milhão a mais de passageiros com a chegada do novo hub. Se entre maio de 2017 e abril de 2018 passaram por lá 4,9 milhões de usuários, este número passou para 5,9 milhões de maio de 2018 a abril de 2019.

“Não tenho dúvida que vamos ter aqui o melhor aeroporto do Norte e Nordeste do Brasil. Estamos trabalhando, juntamente com a Prefeitura da cidade, para fazer de Fortaleza um grande centro de conexões aérea, conectar Fortaleza com o mundo”, revelou o governador Camilo Santana, quando da ocasião do lançamento da nova área de check-ins do equipamento, em abril de 2019.

Voos diretos internacionais disponíveis a partir de Fortaleza:

– Paris (França);
– Amsterdã (Holanda);
– Frankfurt (Alemanha);
– Lisboa (Portugal);
– Miami e Orlando (EUA);
– Buenos Aires (Argentina);
– Ilha do Sal (Cabo Verde);
– Cidade do Panamá (Panamá);
– Caiena (Guiana Francesa);
– Madri (Espanha).

Hub logístico – do mar à Transnordestina
No hub marítimo, alicerçado no Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP) e com expectativa de um grande salto em suas operações nos próximos anos após a parceria firmada com o Porto de Roterdã, em outubro de 2018, o grande diferencial, para muitos especialistas, é a Zona de Processamento de Exportação (ZPE) do Ceará.

Claro que a posição geográfica, novamente, acaba dando uma boa vantagem ao Estado, umas vez que o equipamento está próximo dos mercados consumidores da Ásia, Europa, África e América do Norte. Além disso, com uma área de 13.337 hectares, o complexo, que acaba por ser uma espécie de hub logístico, oferece infraestrutura rodoviária, ferroviária e portuária, completada pelo atrativo dos incentivos fiscais, a capacitação de pessoas e a segurança energética, entre outros chamarizes para investidores.

“O fato de possuir uma Zona de Processamento de Exportação garante ao CIPP um certo grau de segurança econômica. Isso porque as empresas que ali estão têm a produção voltada para o mercado internacional, como é o caso da siderurgia da CSP (Companhia Siderúrgica do Pecém, empresa baseada no complexo). Nesse contexto, também destacam-se as operações de pás eólicas, que, apesar de não estarem na ZPE, tem grande parte da produção escoada pelo Porto”, explica Igor Pontes, PhD em Logística e professor da Faculdade CDL.

Foram mais de 18 milhões de toneladas movimentadas no Pecém apenas em 2019, conforme dados do Observatório da Indústria da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), mas a expectativa é de que esses números se tornem ainda mais expressivos quando, enfim, forem concluídas as obras da ferrovia Transnordestina, que vai oferecer 30 mil toneladas/ano em capacidade de transporte. Há a expectativa de que as obras na via, que em seu trecho cearense, de 527Km de extensão, que vai ligar o porto à cidade de Missão Velha, na Região do Cariri, cheguem a 30% até o fim deste ano. A intervenção foi iniciada em 2006 e acabou paralisada em 2016, sendo retomada no segundo semestre de 2019.

Inovação como a “grande chance”

De olho no desenvolvimento econômico, o Estado do Ceará busca olhar para o futuro alicerçado em capital humano, que passa, inexoravelmente, pela educação. De acordo com dados da Secretaria de Educação do Estado (Seduc) e baseando-se em estudos sobre a qualidade do ensino, o Ceará possui 55 escolas de ensino médio entre as 100 mais bem avaliadas do Brasil.

Na transição dos jovens para o mercado de trabalho, a palavra inovação tem sido quase onipresente. Pelo Estado, surgem diversas iniciativas voltadas para o tema, caso do Projeto Clusters Econômicos de Inovação (link para a matéria dos clusters), que reúne setor produtivo, poder público e instituições acadêmicas com o objetivo de gerar mais e melhores oportunidades de emprego e empreendedorismo nas 14 regiões de planejamento do Ceará. Dessa maneira, por meio da inserção de ideias inovadoras, que podem vir ainda a incentivar a criação de novas startups nos respectivos clusters econômicos de maior potencial e cuja formação de ensino superior e profissionalizante tenha maior oferta na região, busca-se o tão almejado desenvolvimento.

A ação é conjunta das secretarias do Desenvolvimento Econômico e Trabalho (Sedet) e Ciência e Tecnologia e Educação Superior (Secitece) e a vinculada Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funcap).

Para gestores locais, a busca por alternativas que não mirem a evolução do PIB estadual apenas pelas lentes da execução massiva de obras de infraestrutura representa a oportunidade de fazer a economia do Ceará crescer de forma ainda mais rápida e segura, mesmo em tempos de economia nacional estagnada.

“É o grande momento que temos para poder fazer nesta crise um novo desenvolvimento diferenciado para o Estado, fugindo simplesmente da questão dos ativos físicos, que são as fábricas, os prédios, as máquinas, e usando algo que temos de muito rico, que são exatamente as cabeças que estão espalhadas pelo Interior”, ressalta Júlio Cavalcante, secretário Executivo de Comércio, Serviço e Inovação da Sedet, e responsável pelo Projeto Clusters Econômicos

Cavalcante acrescenta que essas jovens mentes podem ser encontradas em diversas instituições de ensino, “com uma vontade enorme de resolver problemas. Elas poderão contar com uma estrutura de Comunicação e Internet, num investimento complementado pela iniciativa privada que faz com que o Estado seja um dos mais conectados em banda larga do Brasil.

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Fonte: Trends CE em 30.06.20

Do vermelho para o azul: administradora do Porto do Mucuripe aposta em parcerias e concessões

Do vermelho para o azul: administradora do Porto do Mucuripe aposta em parcerias e concessões

Presidida pela engenheira Mayhara Chaves, a Companhia Docas do Ceará apostou numa série de ações para fazer com que a empresa voltasse a ter caixa

Uma companhia pública deficitária que passou do vermelho para o azul. Essa é a nova realidade da Companhia Docas do Ceará (CDC), administradora do Porto do Mucuripe. Os números são mais que satisfatórios: 180% de crescimento do Ebitda* em 12 meses.

Presidida pela engenheira Mayhara Chaves, a CDC apostou numa série de ações para fazer com que a companhia voltasse a ter caixa. As parcerias com empresas, além do aumento constante da movimentação de cargas, deram frutos. Uma prévia foi o resultado financeiro em 2019: R$ 3,33 milhões.

No rol de produtos que alavancaram os números em 2020 estão granéis sólidos (cereais e não cereais), com destaque para o trigo, manganês, escória e clínquer. Nas cargas gerais, as partes de pás eólicas também vêm ganhando espaço, assim como os granéis líquidos. Mesmo com a pandemia, os processos de carga e descarga seguiram um rígido protocolo de medidas de biossegurança.

Para completar, a empresa ainda modelou o berço 106. Construído para receber navio de cruzeiros, quando não está no período da temporada, abriga operações de contêineres.

“Não há dúvida que temos muito trabalho a ser feito para tornar o Porto de Fortaleza cada vez mais competitivo, mas os acertos até aqui foram expressivos. É nessa linha de planejamento, comprometimento e transparência que pretendemos continuar crescendo na movimentação de cargas e na atração de novos clientes com bastante eficiência”, destacou Mayhara Chaves diretora-presidente da CDC.

Concessões
Enquanto as parcerias possibilitaram um aumento de receita para a CDC, as concessões são uma espécie de “cereja” do bolo. O Cais Pesqueiro e a retroárea do Porto do Mucuripe já foram concedidos à iniciativa privada. Quem aguarda para entrar na lista é o Terminal Marítimo de Passageiros, cuja licitação foi cancelada por conta da pandemia da COVID-19.

Também é esperado o arrendamento do Cais Pesqueiro de Camocim, assim como a licitação de uma área destinada à mistura de combustível (antiga Ferrovia Transnordestina Logística) por parte da Secretaria Nacional de Portos e da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

* A CDC informou ao Focus que posteriormente detalhará o Ebitda em milhões de reais

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Fonte: Focus.jor em 30.06.20

“Conexões do Turismo: Uma Nova Era”, o evento discutirá estratégias para a retomada do setor

“Conexões do Turismo: Uma Nova Era”, o evento discutirá estratégias para a retomada do setor

Mesmo sendo considerado um dos setores mais promissores para a economia em 2020, o mercado do turismo e de eventos foram densamente impactados com a pandemia de Covid-19 e poderão ser os últimos segmentos a retornarem. Pensando nisso, o Visite Ceará/Fortaleza Convention & Visitors Bureau, entidade responsável pela captação e promoção de eventos para o Ceará, vai realizar nos próximos 30 de junho e 1 de julho, o Seminário On-line e Gratuito “Conexões do Turismo: Uma Nova Era” para discutir estratégias que visam a retomada do setor. O evento ocorrerá a partir das 8h no dia 30 de junho e a partir das 9h no dia 1 de julho, por meio do Canal do Youtube do Visite Ceará. As inscrições podem ser feitas por meio do site www.conexoesdoturismo.com.br.

Com faturamento de R$ 936 bilhões, o Mercado Mundial de Eventos e Turismo representa 12,93% do PIB do País e gera quase 25 milhões de empregos. No Ceará o impacto da pandemia é da ordem de R$ 188 milhões. A expectativa de crescimento até 2021 era de 15% no faturamento, segundo dados da Associação Brasileira de Empresas e Eventos (ABEOC).

De acordo com a presidente do Visite Ceará, Ivana Bezerra, os setores estavam com boas expectativas e com excelentes eventos sendo captados e planejados, mas a pandemia afetou mundialmente os dois setores que estão correlacionados. “Por isso a importância de se discutir, em parceria com as Entidades dos setores de Turismo e Eventos, as estratégias para uma retomada segura mesmo que não tenha data exata para ocorrer. É essencial envolvermos todos os elos da cadeia produtiva do turismo. Esse evento é uma oportunidade de capacitação do setor, levando informações importantes sobre como passar por esse momento de pandemia”, disse.

Na programação serão abordados temas relevantes que colocarão em pauta como atravessar esse momento único com discussão e simulação de como será a reconstrução do setor após essa crise global, disponibilização de conteúdos que auxilie no processo de recuperação, fortalecimento e desenvolvimento sustentável dos empreendimentos de micro e pequenas empresas. Os debatedores também irão estimular ações com foco no futuro sob a ótica do “Turismo Numa Nova Era”, bem como estimular a valorização da força do turismo regional, dos pequenos negócios e destinos.

Serviço:
Seminário On-line e Gratuito Conexões do Turismo: Uma Nova Era
Data: 30 de junho e 1 de julho
Horário: 8h30 às 17h30 (30 de junho); 9h às 17h30 (01 de julho)
Link: Canal do Youtube do Visite Ceará (https://bit.ly/2BpeQfN)
Inscrições: www.conexoesdoturismo.com.br.

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Fonte: Tribuna do Ceará em 08.06.20

Tecnologia, desigualdade e incerteza

Tecnologia, desigualdade e incerteza

Bill Gates em 2015, no decorrer da palestra “A próxima epidemia? Não estamos preparados”, lembrava que a guerra nuclear era o desastre mais temido quando criança. Na oportunidade, alertou: “hoje, o maior risco de catástrofe global não se parece com uma bomba, mas sim com um vírus. Investimos muito em armas nucleares, mas bem pouco em um sistema para barrar uma epidemia. Não estamos preparados”.

O Ebola era a epidemia daquele período e o mundo mobilizava-se na tentativa de controlá-la. Gates estava correto ao profetizar o perigo de catástrofes globais provocadas por vírus. A pandemia do coronavírus é uma dessas catástrofes. A mesma agudizou a questão da incerteza na agenda mundial.

Edgar Morin, pensador francês, ao refletir sobre a catástrofe da Covid-19 observa que “não sabemos se devemos esperar o pior, o melhor, ou ambos misturados: caminhamos na direção a novas incertezas”, porque os efeitos políticos, econômicos, nacionais e planetários resultantes do isolamento social são ainda desconhecidos.

Assinale-se que cada crise guarda peculiaridades com as circunstâncias histórica, política, cultural, socioeconômica, tecnológica, científica em que se dá.

Prospectando tendências pós-pandemia Covid-19, algoritmos, padrões, protocolos hiperconectados povoam com intensidade o cotidiano das pessoas, empresas e governos. Nesse sentido, a transformação digital segue veloz substituindo o presencial e incrementando a denominada low touch economy, a qual pretende restringir contato físico entre as pessoas e objetos que possam disseminar o vírus.

Rotinas, negócios, trabalhos profissionais, costumes, hábitos estão mudando por conta dos algoritmos, padrões, protocolos mencionados. Independente das mazelas, a tecnologia continuará a avançar e a automatizar os modos de vida.

Combinar avanço tecnológico e erradicação das desigualdades entre regiões e pessoas é o desafio planetário. A pandemia da Covid-19 expôs dramaticamente essas desigualdades marcadas pela quantidade de contaminados, número inaceitável de óbitos e o pós de incertezas.

Joaquim Cartaxo – arquiteto urbanista e superintendente do Sebrae/CE

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Fonte: Sebrae-CE em 22.06.20

Governo do Estado está analisando dois programas de incentivo a micro e pequenas empresas no Ceará

Governo do Estado está analisando dois programas de incentivo a micro e pequenas empresas no Ceará

Segundo o secretário Maia Júnior (Desenvolvimento Econômico e Trabalho) mais de 2 mil negócios deverão ser envolvidos nos projetos que deverão estar focados em clusters econômicos e em inovação

A Secretaria de Desenvolvimento Econômico e do Trabalho do Estado apresentou dois programas de incentivo à micro e pequenas empresas cearenses ao governador Camilo Santana. Focado em clusters de inovação e na realidade apresentada para pós-pandemia, os projetos deverão envolver mais de 2 mil negócios.

A informação foi confirmada pelo titular da Sedet, Maia Junior, durante o Seminário de Gestores Públicos: Prefeitos do Ceará 2020.

Segundo Maia, os projetos estão sendo desenvolvidos em parceria com a Associação dos Municípios do Estado do Ceará (Aprece), o Sebrae e a Fecomércio-CE. Os projetos deverão focar na economia do conhecimento para explorar a realidade da economia após os impactos da crise do novo coronavírus e explorar potenciais tecnológicos.

“Estamos com dois programas já na mesa do governador Camilo Santana voltados para as micro e pequenas empresas, um em parceria com o Sebrae e outro com a Aprece e a Fecomércio, que vai envolver mais de 2 mil empresas e que vai testar essa nova realidade da economia do conhecimento e vai testar as oportunidades que o Ceará capitalizou, que são o capital humano e a inovação”, explicou Maia.

O secretário, no entanto, não deu mais detalhes sobre os projetos, que deverão ser anunciados pelo governador Camilo Santana caso sejam aprovados.

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Fonte: Diário do Nordeste em 24.06.20

Setcarce e Fetranslog focam trabalho na recuperação econômica das empresas

Setcarce e Fetranslog focam trabalho na recuperação econômica das empresas

O Setcarce e a Fetranslog têm trabalho com foco na recuperação econômica das empresas, pois elas passaram cerca de 90 dias com reduções significativas, e muitas delas estão enfrentando sérias dificuldades, pois a maioria delas não tinha um fluxo de caixa suficiente para um período tão prolongado.

As linhas de crédito disponibilizadas pelo Governo Federal para a folha de pagamento foram liberadas, as empresas estão tendo acesso, com bons prazos de carência e de quitação, com taxas acessíveis. Mas com relação a capital de giro, está mais complicado.

Na última segunda-feira (15) o presidente Clóvis Bezerra e diretores das duas entidades tiveram uma reunião virtual com o Banco do Nordeste, articulada pelo Sebrae, na qual apresentaram soluções econômicas para que as empresas possam romper os impactos gerados pela pandemia.

“Paralelamente a isso, as atividades econômicas vão retornando, de acordo com o decreto governamental, e esperamos uma redução da disseminação do vírus”, disse o diretor institucional do Setcarce e Fetranslog, Marcelo Maranhão, que preside a Câmara de Logística do Governo do Ceará (CSLog).

Na questão tributária, explicou que houve a prorrogação de alguns impostos federais (PIS e Confins). “Mas o nosso maior imposto é o ICMS, que é estadual e não nenhum tipo de negociação. Temos sofrido muito com isso, enfrentando sérias dificuldades para honrar com nossos compromissos fiscais”.

Na sua opinião, as pessoas precisam se conscientizar que esse é um problema que não vai passar tão cedo. É preciso manter os cuidados com a higiene pessoal, isolamento social, seguir os protocolos determinados pelas autoridades.
Marcelo Maranhão ressaltou que o setor de transporte e logística, nunca parou.

“Entretanto, como o varejo paralisou seu funcionamento, as empresas ficaram com seus depósitos lotados, sem conseguir entregar. Esse foi o maior problema que enfrentamos nesse período. Além de caminhões que chegavam com as mercadorias e, por esse motivo, não conseguíamos descarregar”.

Outros problemas que precisam ser solucionados são, principalmente, o Anel Viário, junto com o trecho da BR-222 e a CE-155, de acesso ao Porto do Pecém, que são grandes gargalos logísticos. No CIPP é produzida a maior pá eólica do Brasil, com 78 metros de comprimento, e as condições precárias da CE-155, geram transtornos. “Estamos transportando esse material para parques eólicos na Bahia. Com os buracos existentes na rodovia, gerando torções que podem danificar esse equipamento de alta tecnologia, talvez teremos de paralisar a operação”, lembrou.

Na sua opinião, a cereja do bolo é aquele terminal portuário do Pecém, mas ressalta que o Porto de Fortaleza está se superando. “A nova gestão da CDC, tem transformado o seu desempenho. A Mayhara Chaves está realizando um trabalho extraordinário, fazendo com que a CDC deixe de ser um órgão público, para se transformar numa empresa ágil e eficiente no que diz respeito à competitividade e produtividade”, destacou o executivo.

De acordo com um lentamente da CNT, houve uma redução de 40% na demanda e ela só não foi maior porque o agronegócio brasileiro está muito forte, com uma safra recorde. “Entretanto, aqui no Ceará, a retração foi ainda maior, pois a nossa agricultura não tem tanta força”, completou Marcelo Maranhão.

Fonte: Balada In em 12.06.20

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Cade aprova venda de siderúrgica em Caucaia para a Gerdau por US$ 110,8 milhões

Cade aprova venda de siderúrgica em Caucaia para a Gerdau por US$ 110,8 milhões

Negócio representa 96,3% das ações. A Adece, do Governo do Estado, detém parte das ações restantes (3,65%)

A compra da Siderúrgica Latino-Americana (Silat) pela Gerdau foi aprovada pela Superintendência do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). O negócio está avaliado em US$ 110,8 milhões e representa 96,3% das ações da empresa.

Os outros 3,65% continuam sob controle da Agência de Desenvolvimento Econômico do Estado do Ceará (Adece). A sede da Silat está localizada no município de Caucaia.

No fim do ano passado, o presidente da Adece, Eduardo Neves, afirmou que o Estado estava considerando se desfazer das ações da Silat e vendê-las à Gerdau.

Havia perspectiva de iniciar as conversas ainda em 2019, mas o Estado esperaria a confirmação dos valores da negociação, considerando a taxa de câmbio.

ADECE

Nesta terça-feira (16), Neves comentou que a Adece deverá buscar o diálogo com a Gerdau para tomar qualquer decisão sobre as ações da Silat. Ele, contudo, afirmou que a operação entre Gerdau e Silat é um “grande passo” para o desenvolvimento do mercado de metalurgia no Ceará.

“Recebemos com muito entusiasmo a notícia da aprovação pelo Cade da venda da Silat para a Gerdau. É um grande passo para o impulsionamento do setor metalmecânico cearense. Estávamos na espera da concretização da transição para então começar um diálogo com a nova societária da empresa. Queremos tomar conhecimento sobre as pretensões de investimento da Gerdau para então tomar qualquer decisão acerca dos próximos passos”, disse.

Fonte: Diário do Nordeste em 16.06.20

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Caixa inicia crédito para micro e pequenas empresas

Caixa inicia crédito para micro e pequenas empresas

A Caixa Econômica Federal começou a operar, ontem, o programa de crédito para micro e pequenas empresas que conta com garantia da União e taxas de juros mais baixas do que as de mercado. O Pronampe (Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte) foi aprovado pelo Congresso para facilitar o acesso ao crédito de pequenos negócios que sofrem com a pandemia do novo coronavírus.

A gestão do presidente Jair Bolsonaro foi criticada pela demora na implementação e regulamentação de um sistema de crédito emergencial para esse segmento. O início das operações se dá aproximadamente três meses após as primeiras medidas de restrição e isolamento social nos estados, com fechamento de empresas nas cidades.

O governo disponibilizou R$ 15,9 bilhões, que serão usados como garantia dos empréstimos. Todos os bancos podem aderir ao programa. A Caixa informou ter disponibilizado R$ 3 bilhões para essas operações. Empresas com faturamento de até R$ 4,8 milhões ao ano podem participar. Desse total, 80% dos financiamentos serão direcionados a companhias com faturamento de até R$ 360 mil ao ano.

O valor máximo liberado por CNPJ será de 30% da receita bruta anual observada em 2019. Os recursos poderão ser usados em capital de giro ou uma combinação de investimento associado a capital de giro. Empreendimentos que aderirem terão oito meses de carência para pagar a primeira parcela. O montante deverá ser quitado nos 28 meses seguintes.

Juros
A taxa de juros corresponde à Selic (hoje em 3% ao ano) acrescida de 1,25% ao ano. Inicialmente, o governo propôs uma garantia do Tesouro correspondente a 85% do valor das operações. Os 15% restantes das eventuais perdas deveriam ser honradas pelos bancos.
Diante da resistência de instituições financeiras e de parlamentares, Bolsonaro editou uma MP (medida provisória) que ampliou esse percentual para 100% de cada operação, limitado a 85% da carteira total oferecida pelo banco. “Com esse volume de garantias, nós conseguimos ofertar o crédito a uma base muito maior de empresas. Dada essa garantia, o risco de crédito é menor. Como consequência, poderemos emprestar para um número maior de empresas”, disse o presidente da Caixa, Pedro Guimarães.

De acordo com o executivo, a disposição do governo em assumir perdas faz com que os bancos criem disposição para emprestar a empresas com classificação de risco pior. “O rating de crédito da empresa poderá ser inferior ao que normalmente a Caixa realizaria em termos de operação”, afirmou.
Para captar o empréstimo, a empresa assumirá contratualmente a obrigação de não reduzir o número de empregados até 60 dias após o recebimento da última parcela da linha de crédito.

Solicitações
As operações devem ser solicitadas pelo site da Caixa (caixa.gov.br/pronampe). Uma ordem para as liberações deverá ser respeitada. Desde ontem, estão autorizadas empresas optantes do Simples. A partir do dia 23, micro e pequenas empresas não participantes do Simples. Em seguida, a partir de 30 de junho, MEIs (microempreendedores individuais).

Fonte: O Estado do Ceará em 17.06.20

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Raul dos Santos, diretor da CBPCE, medeia bate papo sobre o tema: “Construindo resultados nos ambientes das companhias abertas e fechadas”

Raul dos Santos, diretor da CBPCE, medeia bate papo sobre o tema: “Construindo resultados nos ambientes das companhias abertas e fechadas”

O Ibef Ceará promove amanhã, 04 de junho, a partir das 18h, um bate-papo virtual com o tema “Construindo resultados nos ambientes das companhias abertas e fechadas”.

À frente das explanações estarão: Bruno Cals, CFO do Hapvida e diretor do Ibef Ceará e com Romulo Dias, Diretor Financeiro do Grupo Edson Queiroz.

Mediando o encontro virtual estará o vice-presidente do Ibef Ceará e diretor de Economia, Finanças e Tributação da CBPCE, Raul dos Santos. Para acompanhar acesse o link https://bit.ly/3cnRrIA.


Serviço: 

“Construindo resultados nos ambientes das companhias abertas e fechadas”
Data: 04 de junho de 2020 (quinta-feira)
Hora: 18H
Inscrições: https://bit.ly/3cnRrIA

Fonte: IBEF-CE em 03.06.20

Fiec elabora plano de retomada da indústria; resultado será levado a governos

Fiec elabora plano de retomada da indústria; resultado será levado a governos

Criado há 15 dias pelo presidente da Federação, o Grupo de Trabalho tem participação de industriais e economistas cearenses

O pós-pandemia começa a ser planejado pela indústria cearense, com o objetivo de estabelecer uma estratégia de atuação para quando a contaminação pelo novo coronavírus não mais impedir a atividade econômica no Estado, segundo indica a primeira reunião de um Grupo de Trabalho (GT) comandado pelo presidente da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), Ricardo Cavalcante. O objetivo é elaborar um plano de desenvolvimento da indústria cearense.

“Vamos levar o resultado desse trabalho aos governos para que eles entendam que temos caminhos a serem seguidos, porque o empresário é quem realmente gera emprego e renda”, afirmou Cavalcante.

Criado há 15 dias pelo presidente, o GT tem participação de industriais e economistas cearenses, com o objetivo de discutir estratégias para o desenvolvimento industrial e formular um documento com soluções para a retomada da atividade econômica, que será apresentado em 90 dias aos governos federal, estatual e municipais.

Indústrias de todos os portes e sindicatos industriais serão ouvidos para constatar as reais necessidades.

O Grupo será liderado pelo primeiro vice-presidente da Fiec, André Montenegro, com a coordenação do assessor econômico da Federação, Lauro Chaves Neto. Farão parte ainda o presidente do Centro Industrial do Ceará (CIC) Marcos Soares, e o superintendente de Relações Institucionais da Fiec, Sérgio Lopes.

Ainda participaram, como representantes da academia, os economistas Sérgio Melo, Alcântara Macedo, Firmo de Castro, Célio Fernando, Luiz Eduardo Barros e Guilherme Muchale, gerente do Observatório da Indústria da Fiec.

Com certeza, com todos unidos, faremos um excelente trabalho para que nossos industriais e governos tenham um norte nesse pós-pandemia, disse Cavalcante.

Fonte: Diário do Nordeste em 03.06.20