Armazenamento abre novas oportunidades, por Carlos Alberto Nunes
As energias renováveis estão entrando em uma nova fase.
O desafio já não é apenas ampliar a geração solar e eólica, mas garantir energia disponível a qualquer hora do dia ou da noite. Com a redução dos custos das baterias, o armazenamento ganha espaço e pode acelerar essa transformação. Esse será um dos temas em debate na Brazil Windpower 2026, de 27 a 29 de outubro, em São Paulo. Para a Tecer Terminais, participar desse encontro é uma oportunidade de acompanhar as mudanças do setor e identificar novas possibilidades de negócios ligadas ao desenvolvimento energético e industrial do Ceará.
A lógica é simples: a energia solar é gerada principalmente durante o dia, enquanto a produção eólica depende dos ventos. Com baterias, parte dessa energia pode ser armazenada para uso posterior, permitindo aproveitar melhor a produção, ampliar a disponibilidade das fontes renováveis e oferecer mais segurança aos grandes consumidores industriais.
Essa evolução ganha importância com o crescimento dos data centers, impulsionado pela inteligência artificial, que demanda grandes volumes de eletricidade com fornecimento confiável 24 horas por dia. O armazenamento também pode contribuir para o avanço do hidrogênio verde, produzido com eletricidade renovável, ampliando as oportunidades para o Ceará, que reúne potencial de geração solar e eólica e uma infraestrutura estratégica no Complexo Industrial e Portuário do Pecém, onde estão em desenvolvimento inúmeros projetos de hidrogênio verde na Zona de Processamento de Exportação.
Nesse cenário, a logística tem papel fundamental. Há mais de duas décadas no Complexo do Pecém, a Tecer Terminais atua na movimentação de cargas e na conexão entre diferentes modais de transporte. Essa estrutura contribui para o fluxo de equipamentos e componentes necessários à implantação de projetos industriais e energéticos. O desenvolvimento das energias renováveis exige, portanto, integração entre geração, armazenamento e infraestrutura, além de capacidade logística para movimentar esses componentes, que têm apresentado dimensões e pesos cada vez maiores.
Por Carlos Alberto Nunes
Diretor comercial da Tecer Terminais e Diretor de Logística da CBPCE
