Europa prevê “recuperação forte” da economia portuguesa a partir de julho

Europa prevê “recuperação forte” da economia portuguesa a partir de julho

O vice-presidente executivo da Comissão Europeia Valdis Dombrovskis prevê uma “recuperação bastante forte” da economia portuguesa no segundo semestre deste ano, numa altura em que as restrições são levantadas e a vacinação avança, permitindo também retoma do turismo.

“A economia portuguesa tem seguido, em termos gerais, o padrão a que assistimos em toda a Europa no ano passado, com uma recessão substancial, principalmente devido a medidas restritivas que foram postas em prática para conter a pandemia”, contextualiza Valdis Dombrovskis em entrevista à agência Lusa, em Bruxelas.

Ainda assim, “à medida que a campanha de vacinação avança e uma vez que é possível aliviar e levantar gradualmente as medidas restritivas, podemos esperar uma recuperação bastante forte da economia [portuguesa] no segundo semestre do ano”, acrescenta o responsável pela pasta de “Uma economia ao serviço das pessoas”.

“E, de fato, sabemos que em Portugal já existem algumas medidas que estão a ser levantadas”, reforça.

A uma semana de o executivo comunitário divulgar as previsões macroeconômicas da primavera – que permitirão dar uma ideia mais clara da evolução da situação econômica da União Europeia (UE) e da zona euro neste ano e no próximo após a recessão gerada pela pandemia –, Valdis Dombrovskis não avança dados, mas admite esperar um cenário mais otimista, nomeadamente para o setor do turismo.

E para tal contribui, de acordo com o responsável, a proposta legislativa apresentada pelo executivo comunitário em meados de março para a criação de um certificado digital para comprovar a vacinação, testagem ou recuperação da covid-19, um documento bilingue e com um código QR que deve entrar em vigor até junho para permitir a retoma da livre circulação na UE no verão.

“É claro que sabemos que no caso de Portugal, como no caso de um número considerável de países, o turismo é um setor essencial e, por isso, o lançamento do certificado verde digital […] é muito importante, de modo a ter em conta diferentes situações”, elenca Valdis Dombrovskis.

E numa altura em que a presidência portuguesa do Conselho da UE negocia esta proposta legislativa com o Parlamento Europeu, o vice-presidente executivo da Comissão Europeia destaca que Portugal está a “trabalhar bastante intensamente” para conseguir avanços neste dossiê.

Nas previsões macroeconômicas mais recentes, divulgadas em fevereiro passado, a Comissão Europeia voltou a rever em baixa o ritmo da recuperação econômica este ano na Europa, devido à pandemia, estimando que a zona euro cresça 3,8% e a UE 3,7%.

Esta previsão de subida do Produto Interno Bruto (PIB) compara com uma projeção anterior, de novembro passado, que projetava um crescimento de 4,2% na zona euro e de 4,1% no conjunto da UE em 2021.

Ainda nas previsões intercalares de inverno divulgadas em fevereiro, o executivo comunitário previu um crescimento do PIB português de 4,1% este ano, uma revisão em baixa da previsão anterior de 5,4% feita em novembro.

Fonte: Mundo Lusíada

Mark Contábil: Qual a diferença entre lucratividade e rentabilidade?

Mark Contábil: Qual a diferença entre lucratividade e rentabilidade?

Para acompanhar o desenvolvimento de uma empresa, alguns fatores precisam ser sempre analisados com mais atenção e cuidado, como a rentabilidade e lucratividade, a fim de identificar se há bons retornos ou grandes prejuízos em suas atividades.

Quem trabalha com gestão de negócios, já sabe o quão importante é manter o capital sempre em alta para impulsionar o funcionamento de um negócio, alavancando o seu desempenho frente aos concorrentes. Afinal, você saberia dizer como está o andamento das finanças da sua organização?

Por mais que o empreendedor precise lidar com muitas demandas e diversas tarefas burocráticas, diariamente, fazer um planejamento financeiro e gerenciar as contas do seu negócio é um dos passos mais importantes para quem deseja obter mais sucesso a longo prazo.

Então, é importante conhecer determinados termos e atentar para a saúde financeira da sua organização, a fim de ter mais segurança e credibilidade no mercado.

Ao longo desse post, reunimos as principais diferenças entre lucro e renda financeira, como calcular esses indicadores e o porquê de acompanhá-los para melhorar a gestão da sua empresa.

Prossiga na leitura desse texto para saber qual é a diferença entre lucratividade e rentabilidade, que são dois conceitos fundamentais para melhorar o desempenho de sua empresa. Vamos lá!

O que é lucratividade?
A lucratividade indica, em forma de porcentagem, qual é o ganho da empresa em relação às vendas efetuadas, associando o lucro líquido à receita total. Ou seja, esse indicador mostra o resultado das vendas, se estas são suficientes para gerar lucros acima dos custos e das despesas da organização.

O cálculo da lucratividade deve multiplicar o lucro líquido por 100 e dividir o resultado pelo valor da receita total, que se refere ao valor total que entra no caixa.

Lucratividade = (lucro líquido / receita total) x 100

Por meio do cálculo da lucratividade, é possível tomar algumas medidas, como:

  • analisar o quanto de lucro sua empresa gera após a dedução de impostos e despesas;
  • saber se o seu empreendimento está lucrando acima das vendas;
  • entender os valores necessários para obter margens maiores e manter a empresa em períodos de menos vendas;
  • comparar os seus resultados com os dos concorrentes do mesmo segmento do mercado;
  • pensar em estratégias mais assertivas nos próximos planejamentos e nas futuras tomadas de decisão.

O que é rentabilidade?
Agora você já entendeu o que é lucratividade, mas e rentabilidade? Apresentada em percentual, a rentabilidade também se baseia no lucro líquido, mas serve para mensurar o retorno que um investimento pode gerar à empresa. Nesse sentido, o cálculo da rentabilidade se dá pelo lucro líquido dividido pelo investimento e multiplicado por 100.

Rentabilidade = (lucro líquido / investimento total) x 100

Por meio do cálculo de rentabilidade, você pode:

  • comparar os resultados do empreendimento com os de outros investimentos, como o de ações ou o de fundos imobiliários, por exemplo;
  • saber por quanto tempo a sua empresa pode se sustentar;
  • analisar se vale a pena manter o funcionamento da empresa;
  • identificar se é o momento de lançar novos produtos ou serviços.

Lucratividade e rentabilidade: entenda as diferenças e semelhanças dos conceitos
Apesar de serem confundidos como sinônimos por algumas pessoas, lucratividade e rentabilidade são dois indicadores que possuem diferenças e devem andar sempre juntos, pois a análise destes influencia diretamente na manutenção financeira de um empreendimento.

É importante ressaltar que uma empresa rentável não pode se manter no mercado, a longo prazo, caso não seja lucrativa, e pode ser lucrativa sem apresentar retornos positivos com os seus valores investidos.

Basicamente, a principal diferença entre lucro e renda é que lucro se refere ao que foi recebido por meio de uma comercialização ou um ato econômico, enquanto a renda é um valor a ser recebido regularmente como consequência de investimentos realizados.

Porém, como foi falado anteriormente, tanto a lucratividade quanto a rentabilidade servem para avaliar diversos fatores em uma empresa, mas devem ser avaliadas em conjunto: é fundamental fazer essa análise constantemente, e não ignorar os detalhes de nenhum indicador, para aprimorar as atividades e o crescimento da sua organização.

Dessa forma, é necessário analisar a lucratividade e rentabilidade para acompanhar os resultados de negócios, de quaisquer portes ou segmentos, para otimizar os seus processos.

Por que é importante entender e acompanhar esses indicadores?
Ao entender mais sobre os conceitos de lucratividade e rentabilidade, você garante diversos benefícios essenciais, como:

  • saber se a sua empresa consegue resistir a possíveis crises ou situações imprevistas;
  • verificar se as vendas estão gerando os resultados almejados;
  • melhorar o controle de estoque para reduzir prejuízos na rentabilidade;
  • aprimorar os planejamentos financeiros;
  • manter a saúde financeira em dia;
  • melhorar os processos com os gestores e os colaboradores;
  • avaliar quais são os objetivos e as metas que precisam ser transformados, de acordo com as atuais necessidades do empreendimento;
  • identificar possíveis estratégias para aumentar os retornos positivos do seu negócio;
  • reduzir custos e aumentar o lucro líquido;
  • fazer um plano de ação para impulsionar suas vendas.

Além de identificar as semelhanças e diferenças de lucro e renda, é importante acompanhar estes indicadores para avaliar o cenário de finanças da sua empresa e, assim, ter um embasamento mais efetivo sobre o que precisa ser feito para alavancar os seus resultados.

Como é possível observar, rentabilidade e lucratividade são indicadores importantes para monitorar, principalmente, em casos de crescimento do empreendimento ou de crises financeiras no mercado: conhecer os conceitos, acompanhá-los e ter um maior controle dos números da sua empresa, a fim de aprimorar os seus processos a longo prazo.

Como está o andamento desses dois indicadores em sua empresa? Esperamos que esse texto tenha ajudado você a entender mais sobre lucratividade e rentabilidade, e que você consiga desenvolver as ações necessárias para melhorar o panorama financeiro do seu empreendimento, alavancando suas vendas e seus resultados. Aproveite para compartilhar esse texto e ajudar outros empreendedores que você conhece!

Fonte: Mark Contábil

Complexo do Pecém e White Martins assinam memorando para implantar HUB de Hidrogênio Verde no Ceará

Complexo do Pecém e White Martins assinam memorando para implantar HUB de Hidrogênio Verde no Ceará

Projeto ambicioso quer tornar o Ceará um destaque na redução dos índices de dióxido de carbono

A White Martins assinou um Memorando de Entendimento (MoU, na sigla em inglês) com o Complexo do Pecém este mês para oficializar seu interesse em participar do HUB de Hidrogênio Verde. Ela se junta a Federação das Indústrias do Estado (Fiec) e Universidade Federal do Ceará (UFC) para implantar o empreendimento inédito em terras cearenses.

O principal objetivo da sociedade é conseguir viabilizar rotina de produção e exportação para o mercado europeu. “Este projeto está em linha com a estratégia global da Linde de crescimento no mercado de hidrogênio verde. Além disso, levando em consideração as características da região que dispõe de um parque industrial de ponta e capacidade de produção de energia renovável, temos a expectativa positiva de viabilizar um empreendimento que poderá ser um grande diferencial para nosso país”, afirma o diretor de Hidrogênio e Gás Natural Liquefeito da White Martins, Guilherme Ricci.

Por outro lado, é esperado que a White Martins possa dar um diferencial ao projeto com sua expertise em energia, principalmente em eletrolisadores, produção de amônia, liquefação de H2, tecnologia para uso de H2 em mobilidade e experiência com injeção de H2 em redes de gás natural.

Com esses pilares, o Governo do Ceará será capaz de produzir Hidrogênio, a partir de fontes de energias renováveis. Também se espera transformar o Ceará num produtor mundial de H2V, tornando-o protagonista na luta pela redução dos níveis globais de Dióxido de Carbono (CO2).

Fonte: O Otimista

Fortaleza é a melhor cidade do Nordeste e a quinta do Brasil para negócios imobiliários

Fortaleza é a melhor cidade do Nordeste e a quinta do Brasil para negócios imobiliários

Dados são do estudo “Melhores cidades para fazer negócios 2.0”, da Urban Systems, empresa de inteligência de mercado. Levantamento contempla comércio, serviços, mercado imobiliário, educação, indústria e agropecuária de 326 municípios

Comércio varejista, serviços, mercado imobiliário, educação, indústria e agropecuária. Setores fundamentais para a economia e nos quais Fortaleza e diversas cidades do Ceará há muito tempo são referências. Agora, esse mérito ficou mais claro, com a elaboração do estudo “Melhores cidades para fazer negócios 2.0”, feito pela Urban Systems, empresa de inteligência de mercado. O levantamento, que contemplou 326 municípios brasileiros com mais de 100 mil habitantes, deu origem a diversos rankings das 100 primeiras colocadas, considerando os indicadores citados. O resultado evidenciou diversos municípios cearenses, como Fortaleza, primeiro lugar no Nordeste e 5º do Brasil no mercado imobiliário, atrás de São Paulo, Belo Horizonte, Curitiba e Manaus. No mesmo quesito, Maracanaú ficou na 76 posição.

Clique aqui e conheça mais detalhes sobre o estudo da Urban Systems e os rankings completos.

“No Ceará, a engenharia e a arquitetura são vanguardistas. É comum as pessoas virem de outros estados para conhecerem o método construtivo e a arquitetura cearense. O setor da construção da civil é um dos principais termômetros da nossa economia. A cadeia produtiva do segmento corresponde a aproximadamente 5% do PIB do Ceará”, avalia Patriolino Dias de Sousa, presidente do Sindicato das Construtoras do Ceará (Sinduscon-CE). “O setor da construção civil cearense encontra-se numa curva de crescimento, com cenário favorável para venda e geração de emprego e renda. Em 2021, o mercado imobiliário do Ceará deverá viver a melhor fase dos últimos tempos”, projeta.

“Conforme a revista Forbes, Fortaleza é a terceira entre as melhores compras de propriedades à beira-mar do mundo em 2021. A localização geográfica, a quantidade de voos internacionais, as características naturais e socioculturais foram apontados como predicados importantes para esta colocação”, acrescenta a economista Patrícia Barros Braga, mestre em economia aplicada. “Dentro do círculo virtuoso da construção civil, o setor imobiliário é uma ramificação importante na geração emprego e renda. A expansão destes setores tem ligação direta: na medida em que o mercado imobiliário aquece, há um incremento no setor de construção civil e vice-versa”, observa.

Outros segmentos

No estudo da Urban Systems, a capital cearense também aparece entre as 100 melhores nos quesitos Educação (16º lugar) e Serviços (31º lugar). No ranking educacional, liderado por São Paulo, também ficaram bem colocados: Juazeiro do Norte (35º), Sobral (64º), Maracanaú (82º) e Crato (92º). Já na categoria Serviços, figuraram entre as melhores as cidades, do Ceará Sobral (25º), Juazeiro do Norte (63º), Itapipoca (64º) e Maracanaú (85º).

“O setor de serviços, em que podemos incluir o turismo e o Hub de dados, são dois grandes eixos norteadores do desenvolvimento do Ceará, porque têm um potencial gigantesco para alavancar nossa economia, e com o detalhe de melhorarmos a capacitação, gerando ocupações qualificadas no mercado de trabalho”, observa o economista Lauro Chaves Neto, professor da Universidade Estadual do Ceará (Uece) e conselheiro federal de economia.

“Na educação, tivemos grandes avanços no setor público, principalmente no Ensino Fundamental, mas eles precisam ocorrer na mesma intensidade nas outras instâncias, do Ensino Médio ao Superior. Temos várias instituições de nível superior, sem contar a excelência no ensino privado, nos melhores concursos do Brasil, com uma aprovação de 20 a 30% de vagas oriundas de escolas cearenses. O grande desafio é transformar toda essa qualidade em inovação, e melhoria da produtividade da nossa economia cearense”, diz.

Fonte: O Otimista

Primeiro encontro “Portugal – Negócios & Investimentos” apresenta oportunidades no Distrito de Aveiro

Primeiro encontro “Portugal – Negócios & Investimentos” apresenta oportunidades no Distrito de Aveiro

Evento online foi realizado pela Federação das Câmaras Portuguesas de Comércio no Brasil

Na última terça-feira, 13, aconteceu a primeira edição do “Portugal – Negócios & Investimentos”, um projeto da Federação das Câmaras Portuguesas de Comércio no Brasil (FCPCB), que contempla um ciclo de eventos online a serem realizados neste ano de 2021.

O intuito é apresentar associações industriais e comerciais portuguesas para associados e convidados da Federação, explorando as potencialidades de conexões e negócios com o Brasil.

A região da vez foi o distrito português de Aveiro, apresentada por Elisabete Rita, Vice-Presidente Executiva da Câmara de Comércio e Indústria do Distrito de Aveiro, AIDA CCI. Com excelente infraestrutura, que contempla dois importantes portos e linha ferroviária com distribuição de mercadorias para dentro da Europa, principalmente para Espanha, França, Alemanha e Itália.

Entre os dados apresentados sobre Aveiro no encontro, estão que Aveiro abriga atualmente 6% das empresas existentes em Portugal e que Indústria e Comércio são responsáveis por cerca de 81% do volume de negócios gerados no distrito. Trata-se de uma região exportadora, principalmente, de máquinas e aparelhos, madeira e cortiça, metais comuns e plásticos e borrachas.

O evento contou com a participação do Embaixador de Portugal no Brasil, Luís Faro Ramos, que pontuou a importância das parcerias para estreitar as relações entre os dois países. “Brasil e Portugal são dois países irmãos, mas que podem dar mais as mãos. Há sempre potencial e margem para nos unirmos mais e essa área de comércio e indústria é muito importante”, declarou o Embaixador.

O presidente da FCPCB, Armando Abreu, falou sobre o objetivo do projeto: “Queremos apresentar as câmaras para que empresários portugueses e brasileiros, que quiserem investir nos dois países, saibam que podem e devem usá-las”. O próximo evento, que apresentará outra região portuguesa, ainda não tem data definida.

Sobre Aveiro
O distrito de Aveiro tem apresentado, ao longo das últimas décadas, um dinamismo empresarial ímpar no contexto de Portugal, caracterizando-se por uma forte densidade empresarial e pela predominância de indústrias, muitas delas exportadoras de produtos, aproveitando-se da localização geográfica privilegiada, no litoral central do país, rodeado pelos Distritos do Porto, Viseu e Coimbra, e próximo à região metropolitana de Lisboa.

Com mais de 80 mil empresas, o distrito de Aveiro é o terceiro de Portugal com maior representatividade em termos de empresas com a classificação PME Excelência (selo de reputação que reconhece as empresas por sua solidez e idoneidade e que possui grande relevância para empresas exportadoras e com ambição internacional), sendo caracterizado por uma grande diversidade de tipos de negócios, que vão da indústria transformadora ao comércio, serviços e turismo.

Mais informações:
secretariace@cbpce.org.br

Fonte: AD2M Engenharia de Comunicação

Governo digital e linguagem simples, por Rômulo Alexandre Soares

Governo digital e linguagem simples, por Rômulo Alexandre Soares

A pandemia que se instalou em março do ano passado digitalizou boa parte do nosso dia-a-dia, trazendo uma série de transformações na forma que nos comunicamos, que empresas fazem negócios e o poder público interage com cidadãos.

O uso do certificado digital e videoconferências nos deram, por exemplo, uma nova forma de interagir e passamos a assinar procurações, contratos e outros documentos à distância, em nossas casas e protegidos do vírus. A Covid-19 acelerou uma transformação necessária e, para além da grave crise sanitária, mostrou que podemos comunicar melhor e de forma mais inclusiva. Quem lembra, por exemplo, dos quase 46 milhões de trabalhadores informais cadastrados para receber o auxílio emergencial? Ditos invisíveis, estavam fora do radar do governo, sem conta em banco, acesso regular à internet, nem CPF ativo.

No mesmo ritmo, a pandemia exigiu que governo e sociedade passassem a ter um diálogo direto e frequente, especialmente no período de isolamento social rígido, com diversas atividades econômicas suspensas e, agora, também na formação da fila de vacinação. Falhar nesse processo de comunicação com o cidadão pode trazer transtornos enormes para todos. Por sua vez, o acerto tem benefícios visíveis para mitigar dores e perdas.

No Ceará, o cidadão passou a acompanhar não somente os pronunciamentos do governador sobre as medidas adotadas, como a ficar atento às leis que no dia seguinte detalharam essas medidas. E o poder público precisou simplificar sua linguagem para chegar a todos os atingidos pela pandemia. Não se fazer entender teria um preço pago com vidas.

É nesse contexto que progrediu uma acelerada transformação na administração pública e é bem-vindo o Governo Digital. Apesar de se ter tornado oficial agora no final do mês de março com a publicação da lei federal nº 14.129, a digitalização da administração pública e aumento da eficiência, já vinha em curso, gestando a mudança.

No Ceará, ressalto dois bons exemplos. O primeiro, a instituição do Íris, o Laboratório de Inovação e Dados do Governo do Ceará, criado para acelerar os projetos de Governo Digital e estimular a cultura de inovação na administração pública. O segundo, a aprovação pelo Conselho Estadual do Meio Ambiente do Ceará – COEMA de uma Resolução que passou a permitir a realização de audiências públicas semipresenciais. Elas não somente garantiram o acesso remoto às reuniões de apresentação de projetos de significativo impacto ambiental, como tornaram mais eficiente o processo de comunicação e divulgação dos estudos. Decisão acertada, assegurando acesso a documentos, antes, durante e após as audiências públicas e permitindo uma maior participação e fiscalização da sociedade no uso de recursos ambientais.

O Governo Digital veio para ficar, desburocratizando, fortalecendo e simplificando a relação do poder público com a sociedade. Além disso, é inclusivo, possibilita o tratamento adequado a idosos e pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida. Essa mudança incentiva a participação social no controle e na fiscalização da administração pública. Mais do que isso, atinge um valor estratégico: participar gera senso de pertencimento no cidadão.

(artigo publicado no Jornal OPovo em 09/04/2021. Ver aqui.)

Por Rômulo Alexandre Soares

Martins Castro Consultoria lança eBook sobre como obter a cidadania portuguesa por meio dos sefarditas

Martins Castro Consultoria lança eBook sobre como obter a cidadania portuguesa por meio dos sefarditas

Os judeus sefarditas são os descendentes das antigas e tradicionais comunidades judaicas da Península Ibérica (Portugal e Espanha), também conhecida como Terra de Sefarad. A partir de finais do século XV, os sefarditas passaram a ser perseguidos pelo Estado e pela Inquisição portuguesa e espanhola, sendo forçados a se converterem ao catolicismo, sob pena de serem expulsos do seu território, fato que ocasionou a fuga de milhares de judeus para vários países, como o Brasil.

Nacionalidade portuguesa para descendentes judeus
Como forma de reparação histórica, Portugal, por meio do Decreto-Lei 30-A/2015, passou a conceder a nacionalidade portuguesa, por naturalização,aos descendentes de judeus sefarditas, hipótese no art.6º, num. 7 da Lei da Nacionalidade Portuguesa, Lei nº37/81

LEI NÚMERO 37/81 DE 3 DE OUTUBRO / Secção III Aquisição da nacionalidade por naturalização

Artigo 6: Requisitos

7 – O Governo pode conceder a nacionalidade por naturalização, com dispensa dos requisitos previstos nas alíneas b) e c) do nº1, aos descendentes de judeus sefarditas portugueses através da demonstração da tradição de pertença a comunidade sefardita de origem portuguesa, com base em requisitos objetivos comprovados de ligação a Portugal, designadamente apelidos, idioma familiar, descendência direta ou colateral.

Como descobrir se possui ascendência sefardita
Para descobrir se tem ascendência sefardita é indispensável um estudo genealógico que confirme seu vínculo com um ancestral sefardita. É importante destacar, porém, que esse judeu tenha sofrido alguns dos processos de expulsão, conversão forçada ou perseguição que ocorreram na Península Ibérica por volta dos anos 1490.

O estudo começa com os nomes completos dos antepassados (pai, mãe, avós e bisavós), bem como as cidades de nascimento e/ou casamento. A partir disso, é possível identificar se há, ou não, linhagem sefardita.

A Martins Castro tem uma equipe de genealogistas que já identificaram e pesquisam diversas linhagens judaicas no Brasil com notoriedade perante as comunidades israelitas de Lisboa e do Porto, em Portugal.

IMPORTANTE: Teste de DNA não tem nenhum valor para a cidadania portuguesa pela via sefardita.

As etapas do processo
1. Estudo genealógico
O estudo genealógico é a base de tudo para requerer a nacionalidade portuguesa pela via dos judeus sefarditas. Esta etapa consiste em uma pesquisa detalhada e elaborada da sua árvore genealógica a partir de documentos e livros notariais. Se for comprovado a possibilidade do vínculo, é possível seguir com o processo.

2. Certificado israelita
Depois de concluído, o estudo genealógico deve ser ser enviado para a Comunidade Israelita de Lisboa (CIL) ou para a Comunidade Israelita do Porto (CIP), junto com documentos pessoais e e requerimento. Após análise e comprovação do vínculo, a entidade emite um certificado
que atesta a descendência sefarditas. Esta etapa leva até seis meses.

Para que não aconteça atrasos nesta etapa, é importante enviar todos os documentos exigidos e cumprir os prazos estabelecidos pelas comunidades israelitas.

3. A cidadania portuguesa
De posse do certificado emitido pela Comunidade Israelita, são solicitados outros documentos para dar entrada no processo denacionalidade portuguesa por meio de naturalização.

Para baixar o ebook clique aqui

Sobre a Martins Castro
A Martins Castro é um escritório de advogados e consultores que atua na área da mobilidade internacional e presta assessoria para pessoas e empresas que queiram se instalar na Europa.

O escritório presta serviços especialmente relacionados a processos de nacionalidade portuguesa e espanhola, vistos e autorizações de residência, abertura de negócios e assessoria empresarial, além de revalidação de diplomas de cursos superiores.

Consolidada a partir da experiência profissional e pessoal da sua equipe, o escritório oferece suporte integral, confiável e personalizado. Somos guiados pelo propósito de unir famílias, desvendar histórias e fazer do mundo um lugar maior para os nossos clientes.

Fonte: Martins Castro

Ceará negocia segunda usina para Hub de Hidrogênio Verde e fará anúncio da empresa em breve

Ceará negocia segunda usina para Hub de Hidrogênio Verde e fará anúncio da empresa em breve

Maia Júnior, titular da Secretaria do Desenvolvimento Econômico e Trabalho (Sedet), confirmou que estão em andamento negociações com grandes investidores internacionais

O Governo do Estado do Ceará segue em negociações com empresas internacionais para ampliar os investimentos na produção do Hidrogênio Verde no Complexo do Porto do Pecém. Depois de ter anunciado, no último mês de março, o acordo com a australiana Energix Energy para a construção da primeira usina na localidade, o governo cearense pode anunciar, nas próximas semanas, o projeto de mais uma planta industrial.

“Temos grandes investidores conversando conosco, porque o Ceará pode, pelas condições que tem e estruturou, ser um dos grandes produtores de Hidrogênio Verde do mundo”, disse o secretário do Desenvolvimento Econômico e Trabalho do Ceará (Sedet), Maia Júnior. “Ainda não temos uma data para apresentar o segundo projeto, estamos primeiro negociando com a empresa e, tendo tudo fechado, conforme a agenda do Governador, iremos anunciar”, completou.

O contrato já assinado entre Energix Energy e o Governo do Ceará prevê investimentos do montante de US$ 5,4 bilhões, para dar início ao Hub de Hidrogênio Verde no Estado. De acordo com Maia Júnior, para o governo estadual, a cada dia aumenta a certeza de que se trata de um investimento acertado. “Este projeto é uma nova economia que surge no mundo e o Ceará partiu na frente, entre todos os países da América Latina”, projetou o titular da Sedet.

Regulamentação
Maia Júnior explicou que por se tratar de um projeto bastante complexo, o Hub de Hidrogênio Verde pode levar alguns anos para estar em pleno funcionamento. “É um projeto de longo tempo. Projetos com este, para estarem maturados, levam, no mínimo 20 anos”, projetou. “A planta física e a obra criada, quando as condições para o investimento e quando o investidor quer e é rentável, se fazem em, no máximo, 5 anos. O maior desafio é regulamentar o Hidrogênio Verde no Brasil e o próprio país adotar as políticas públicas que já existem em países asiáticos e europeus, por exemplo”, observou o secretário do Desenvolvimento Econômico e Trabalho do Estado do Ceará.

O titular da Sedet afirma que, para operacionalizar o Hub de Hidrogênio Verde, os recursos técnicos não faltam ao Estado do Ceará. “Engenharia e tecnologia não é problema, os insumos – água e energia –, temos em abundância. As questões fiscais, também, porque só o Ceará possui uma Zona de Processamento de Exportação (ZPE) implantada e única no Brasil, além de um bom e competitivo porto, como é o Pecém, com capacidade para receber navios apropriados para transportar o gás, e também existem gasodutos aqui, interligando o Estado ao Nordeste e ao Sudeste”, apontou.

Apesar do desafio da regulamentação desse novo tipo de energia, Maia Júnior confia na demanda crescente em todo o mundo pela energia renovável, o que deve trazer uma vantagem competitiva ao Estado do Ceará. “Em breve, mesmo com a reação dos empresários americanos ligados ao petróleo, o governo Biden, que apoia as energias renováveis e o gás de xisto no governo Obama, vai entrar nesta política do Hidrigênio Verde. Ou seja, o mundo vai demandar políticas públicas voltadas para esta substituição das energias fósseis para gerar energia limpa, para a indústria e para os transportes. Consolidar e regulamentar todas essas políticas é o grande desafio, o que leva muito tempo”, completou Maia Júnior.

Maia Júnior informou que uma empresa de destaque do setor de energia eólica e solar está em negociações com o Governo do Estado, pois tem interesse em também participar do Hub de Hidrogênio Verde – neste caso, para a construção de uma usina dentro do mar (offshore), com potência de 1,2 GW.

Fonte: O Otimista

Vistos ‘gold’: Investimento captado no 1º trimestre cresce 4,5% para 125 ME

Vistos ‘gold’: Investimento captado no 1º trimestre cresce 4,5% para 125 ME

O investimento captado através dos vistos ‘gold’ cresceu 4,5% no primeiro trimestre, face a igual período de 2020, para 125 milhões de euros, de acordo com contas feitas pela Lusa com base nas estatísticas do SEF.

No primeiro trimestre do ano passado, o investimento resultante do programa de Autorização de Residência para Investimento (ARI) totalizou 119,6 milhões de euros.

Em março deste ano, o investimento totalizou 39.632.569,30 euros, uma subida de 41,9% face a igual mês de 2020 (27,9 milhões de euros), mas uma redução de 24% face a fevereiro (52,3 milhões de euros).

De acordo com os dados do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), no mês passado foram concedidos 81 vistos ‘gold’, dos quais 72 por via do critério da compra de bens imóveis (25 para reabilitação urbana) e oito por transferência de capitais.

Pela primeira vez, desde há algum tempo, foi também atribuído um visto pelo critério de criação de postos de trabalho.

A compra de bens imóveis somou um investimento de 35,3 milhões de euros, dos quais 8,8 milhões de euros em aquisição para reabilitação urbana, enquanto a transferência de capital foi responsável por 4,3 milhões de euros.

Quanto ao visto atribuído mediante o critério de criação de postos de trabalho não é referido o investimento.

Por países, foram concedidos 31 vistos ‘dourados’ à China, seis ao Brasil, seis aos Estados Unidos, cinco à Turquia e quatro à Rússia.

Nos primeiros três meses do ano foram atribuídos 236 vistos ‘dourados’, dos quais 55 em janeiro e 100 em fevereiro.

O programa de concessão de ARI, lançado em outubro de 2012, registou até março último – em termos acumulados – um investimento 5.764.058.842,33 euros. Deste montante, a maior parte corresponde à compra de bens imóveis, que ao fim de oito anos de programa soma 5.212.789.593,69 euros, sendo que a compra para reabilitação urbana totaliza 297.686.140,99 euros.

O investimento resultante da transferência de capitais é de 551.269.248,64 euros.

Desde a criação deste instrumento, que visa a captação de investimento estrangeiro, foram atribuídos 9.625 ARI: dois em 2012, 494 em 2013, 1.526 em 2014, 766 em 2015, 1.414 em 2016, 1.351 em 2017, 1.409 em 2018, 1.245 em 2019, 1.182 em 2020 e 236 em 2021.

Até março último foram atribuídos 9.042 vistos por via de compra de imóveis, dos quais 826 tendo em vista a reabilitação urbana.

Por requisito da transferência de capital, os vistos concedidos totalizam 565 e sobe para 18 a ARI obtida por criação de postos de trabalho.

Por nacionalidades, a China lidera a atribuição de vistos (4.868), seguida do Brasil (1.007), Turquia (461), África do Sul (397) e Rússia (370).

Desde o início do programa foram atribuídas 16.382 autorizações de residência a familiares reagrupados, das quais 332 este ano.

Fonte: Mundo Lusíada

Federação das Câmaras Portuguesas apresenta potencialidades de negócios do Distrito do Aveiro em evento virtual no dia 13 de abril

Federação das Câmaras Portuguesas apresenta potencialidades de negócios do Distrito do Aveiro em evento virtual no dia 13 de abril

“Portugal – Negócios & Investimentos” será realizado ao longo do ano de 2021 com a participação de associações industriais e comerciais portuguesas

Com a participação do Embaixador de Portugal no Brasil, Luís Faro Ramos, a Federação das Câmaras Portuguesas de Comércio no Brasil realiza no dia 13 de abril, às 11 horas (16 horas em Portugal) a primeira edição do projeto “Portugal – Negócios & Investimentos”, a ser promovido durante o ano de 2021 de maneira virtual com apresentações de associações industriais e comerciais portuguesas e seus potenciais de conexões e geração de negócios com o Brasil. O projeto conta com apoio da AICEP – Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

A primeira apresentação do “Portugal – Negócios & Investimentos” será feita pela Vice-Presidente Executiva da AIDA – Câmara de Comércio e Indústria do Distrito de Aveiro, Elisabete Rita, que mostrará os potenciais da região, as possibilidades de incentivos ao investimento e o papel da AIDA CCI no apoio às empresas, bem como destacará as relações comerciais já mantidas entre empresas do Aveiro com empresas e investidores brasileiros.

Os eventos do projeto “Portugal – Negócios & Investimentos” serão exclusivos para os associados das Câmaras ligadas à Federação das Câmaras Portuguesas de Comércio no Brasil, convidados e a imprensa em cobertura.

Sobre o Aveiro
O Distrito de Aveiro tem apresentado, ao longo das últimas décadas, um dinamismo empresarial ímpar no contexto de Portugal, caracterizando-se por uma forte densidade empresarial e pela predominância de indústrias, muitas delas exportadoras de produtos, aproveitando-se da localização geográfica privilegiada, no litoral central do país, rodeado pelos Distritos do Porto, Viseu e Coimbra, e próximo à região metropolitana de Lisboa.

Com mais de 80 mil empresas, o Distrito de Aveiro é o terceiro de Portugal com maior representatividade em termos de empresas com a classificação PME Excelência (selo de reputação que reconhece as empresas por sua solidez e idoneidade e que de grande relevância para empresas exportadoras e com ambição internacional), sendo caracterizado por uma grande diversidade de tipos de negócios, que vão da indústria transformadora ao comércio, serviços e turismo.

“Portugal – Negócios & Investimentos” – Evento Virtual
Promoção: Federação das Câmaras Portuguesas de Comércio do Brasil
Data: 13 de abril (terça-feira)
Horário: 11 horas (de Brasília); 16 horas (de Portugal)
Apresentação da AIDA – Câmara de Comércio e Indústria do Distrito de Aveiro
Com: Elisabete Rita (Vice-Presidente Executiva da AINDA CCI)
Participações: Luís Faro Ramos (Embaixador de Portugal no Brasil) e Armando Abreu (presidente da Federação das Câmaras Portuguesas de Comércio do Brasil)
Evento para convidados, associados das Câmaras Brasil-Portugal e imprensa
Contato: secretariace@cbpce.org.br

Fonte: AD2M Engenharia de Comunicação

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