Movimento associativo português no estrangeiro cada vez mais renovado e qualificado

Movimento associativo português no estrangeiro cada vez mais renovado e qualificado

A secretária de Estado das Comunidades Portuguesas, Berta Nunes, declarou que o movimento associativo português está a ser renovado e com portugueses cada vez mais qualificados, que têm divulgado “um novo Portugal”.

No final de uma ronda com associações de portugueses graduados e pós-graduados no estrangeiro, Berta Nunes sublinhou a qualidade do trabalho que muitos jovens portugueses desenvolvem um pouco por todo o mundo, referindo que nem por isso deixam de manter uma importante ligação com Portugal.

Aliás, indicou que muitos destes jovens gostariam de trabalhar no seu país, embora nem sempre encontrem um tecido empresarial devidamente desenvolvido para os acolher.

A secretária de Estado disse que muitos destes jovens estão empenhados numa “diplomacia científica da política externa portuguesa” e que trabalham em rede para facilitar o conhecimento das várias alternativas em vários países.

Segundo Berta Nunes, muitos destes jovens não se reconhecem como emigrantes, mas sim “jovens em mobilidade”.

E são eles que estão a perpetuar o movimento associativo, embora muito diferente dos emigrantes portugueses que fundaram as mais antigas.

Por esta razão, a renovação está a acontecer com pessoas muito mais qualificadas, o que demonstra a qualidade da formação destes portugueses e lusodescendentes.

Berta Nunes enalteceu o papel que estas associações de portugueses graduados e pós-graduados no estrangeiro têm estado a fazer no sentido de “dar mais visibilidade a Portugal, dando a conhecer um novo Portugal, mais inovador e qualificado”.

Sul-América

Na reunião com o Conselho Regional da América Central e do Sul do Conselho das Comunidades Portuguesas, a Secretária de Estado das Comunidades afirmou que o Governo tem como objetivo que o registro de nascimento online, já disponível na França e no Reino Unido, se torne acessível a todos os cidadãos nacionais no estrangeiro.

Sobre o Centro de Atendimento Consular, atualmente disponível para Espanha, Reino Unido, Irlanda, Bélgica e Luxemburgo, espera que seja igualmente alargado aos países com comunidades portuguesas de maior dimensão também fora da Europa.

Berta Nunes, que fez saber que a entrega por via postal dos cartões de cidadão está atualmente a ser estudada, recordou ainda o reforço de recursos humanos que se tem verificado na rede consular e destacou a importância das reuniões de trabalho que tem mantido com o Conselho das Comunidades Portuguesas.

Na reunião, com conselheiros da Argentina, Brasil, Uruguai e Venezuela, participaram o Embaixador de Portugal no Brasil e os Cônsules-Gerais em Belo Horizonte, São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador, o Embaixador de Portugal na Venezuela e os Cônsules-Gerais em Caracas e em Valência, o Encarregado da Secção Consular da Embaixada de Portugal na Argentina, o Embaixador de Portugal no Uruguai e a primeira secretária da Embaixada.

Fonte: Mundo Lusíada

Federação das Câmaras Portuguesas de Comércio no Brasil, promoveu ontem 26/01, reunião com o Embaixador de Portugal no Brasil, Luis Faro Ramos

Federação das Câmaras Portuguesas de Comércio no Brasil, promoveu ontem 26/01, reunião com o Embaixador de Portugal no Brasil, Luis Faro Ramos

Em uma iniciativa de aproximação estratégica e com resultados extremamente positivos, a Federação das Câmaras Portuguesas de Comércio no Brasil promoveu, na manhã desta terça-feira, dia 26 de janeiro, uma reunião virtual de apresentação oficial do recém-empossado Embaixador de Portugal no Brasil, Luís Faro Ramos, aos presidentes e representantes das 17 Câmaras de Comércio Portuguesas atuantes no país.

O encontro foi conduzido pelo Presidente da Federação, Armando Abreu, que deu as boas-vindas ao Embaixador, reforçou a disposição da entidade em ser uma parceira firme da diplomacia portuguesa especialmente tendo em vista o fomento aos negócios e passou a palavra a cada um dos representantes regionais, que destacaram aspectos das suas realidades locais.

Em sua fala, o Embaixador Luís Faro agradeceu o empenho e o entusiasmo com os quais as Câmaras têm trabalhado em prol da causa portuguesa e destacou o desejo de atuar firmemente em prol do engajamento das comunidades portuguesas em causas importantes para as relações bilaterais entre os dois países e em temas como o da participação nos processos eleitorais de Portugal. Faro aproveitou para destacar a expressiva participação de cidadãos portugueses que moram no Brasil na votação do último domingo, dia 24.

O novo Embaixador comentou que fará questão de visitar durante sua permanência no cargo todas as Câmaras de Comércio participantes da Federação para conhecer mais de perto a forma de atuação e também para estreitar os laços de relacionamento com as autoridades de cada Estado. Fez questão ainda de confirmar sua presença em Fortaleza (CE) para participar da 9a Reunião Anual das Câmaras Portuguesas no Mundo, a ser realizada nos dias 29 e 30 de março, em formato híbrido (com um número reduzido no evento presencial e com transmissão completa online).

Fonte: Federação das Câmaras Portuguesas de Comércio no Brasil

M. Dias Branco emite R$ 960 milhões em debêntures

M. Dias Branco emite R$ 960 milhões em debêntures

A cearense M.Dias Branco emitiu a soma de R$ 970 em debêntures. A informação foi divulgada pela companhia em fato relevante no último sábado, 23.

“As debêntures da segunda série terão prazo de vencimento de dez anos, contados da data de emissão, vencendo-se, portanto, em 13 de março de 2031”, completa o texto.

A empresa também justifica o retorno das debêntures. “Os recursos obtidos no âmbito da Operação de Securitização serão destinados exclusivamente à produtores rurais, por meio da aquisição, pela companhia, de produtos agropecuários, que servirão de matéria-prima de atividades relacionadas ao agronegócio, dentre outras, a industrialização e comercialização de produtos alimentícios derivadas do trigo, gorduras hidrogenadas, margarinas e óleos vegetais”, pontua.

Na semana passada, a empresa entrou na carteira do Índice Carbono Eficiente da B3 (ICO2 B3). O modelo é composto por ações de empresas participantes do Índice Brasil 100 (IBrX 100 B3), que decidem assumir práticas transparentes em relação a emissões de gases do efeito estufa (GEE), demonstrando preocupação com o aquecimento global.

O objetivo do ICO2 B3 é ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança climática no Brasil.

Fonte: Focus

Portugal lança o Programa de Apoio à Produção Nacional

Portugal lança o Programa de Apoio à Produção Nacional

Foi lançado o Programa de Apoio à Produção Nacional, uma iniciativa da área governativa da Coesão Territorial, destinada ao apoio direto ao investimento empresarial produtivo e dirigida essencialmente ao setor industrial. O programa tem uma dotação de 100 milhões de euros, 50% dos quais afetos aos territórios do Interior. Este programa tem como objetivo estimular a produção nacional das micro e pequenas empresas e reduzir a dependência do país face ao exterior.

A medida apoia o investimento em máquinas, equipamentos, serviços tecnológicos/digitais, bem como sistemas de qualidade e de certificação que permitam alterar os processos produtivos das empresas. Será também um importante apoio à transição digital e energética, à introdução de processos de produção ambientalmente mais amigáveis servindo, simultaneamente, de estímulo à produção nacional. Garantirá também a melhoria da produtividade das empresas em contexto de novos modelos de negócios e apoiará a expansão e modernização da produção em projetos de base local.

São beneficiários deste programa as micro e pequenas empresas de todo o território nacional, criadas há pelo menos um ano, e que assumam o compromisso da não redução de postos de trabalho.

O investimento elegível máximo é de € 235.000,00 e a taxa de incentivo máxima a fundo perdido é de 60% para projetos situados nos territórios do Interior / territórios de baixa densidade. (Pode consultar os territórios definidos como Interior clicando aqui.

Os projetos submetidos por Investidores da Diáspora serão majorados. (O estatuto de Investidor da Diáspora pode ser requerido por qualquer cidadão português, lusodescendente ou nascido no estrangeiro, com direito à nacionalidade portuguesa ou a quem ela já tenha sido atribuída, que resida ou tenha residido por mais de 12 meses fora de Portugal nos últimos dois anos, e que pretenda realizar projeto(s) de investimento em Portugal. Para mais informação, pode consultar o Portal das Comunidades Portuguesas e a página do PNAID, clicando aqui.

Os avisos para candidaturas ao Programa de Apoio à Produção Nacional estão em https://www.portugal2020.pt/ e nos sites dos Programas Operacionais Regionais. Sugerimos que consulte as Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR), as Comunidades Intermunicipais ou, na região de Lisboa e Vale do Tejo, os Grupos de Ação Local (GAL ver listagem clicando aqui)

Fonte: Gabinete de Apoio ao Investidor da Diáspora

Porto do Pecém termina 2020 com quebra de recorde na movimentação de contêineres

Porto do Pecém termina 2020 com quebra de recorde na movimentação de contêineres

As mercadorias transportadas em contêineres foram o segundo maior volume de movimentação no Porto do Pecém em 2020. O resultado é um recorde nunca alcançado anteriormente no equipamento.

Foram 4.818.581 toneladas no ano passado, ficando atrás somente que movimentou do granel sólido
com 7.761.958 toneladas. O carga conteinerizada representou 30% do volume no decorrer do ano.

A movimentação acumulada foi de 377.726 TEU´s (228.362 unidades), representando 11% de crescimento em relação ao ano de 2019. Outubro registrou um pico de 46.002 TEU´s – o melhor resultado obtido num único mês.

As principais mercadorias transportadas no porto em 2020 foram Cereais; Sal; Enxofre; Terras e pedras; Gesso; Cal; Cimento; Frutas; Alumínio e Plásticos.

“O crescimento no segmento contêiner é animador para todo o nosso time. 2020 foi um ano muito difícil para o setor portuário no mundo inteiro. E mesmo assim conseguimos movimentar aqui no Pecém a maior quantidade de contêineres já registrada num único ano desde que o porto foi inaugurado em 2002. Um recorde que nos motiva a superar a barreira dos 400 mil TEU´s em 2021”, afirma Danilo Serpa – Presidente do Complexo do Pecém (CIPP S/A).

Fonte: O Otimista

Presidente da EDP Brasil assume nova posição global no grupo

Presidente da EDP Brasil assume nova posição global no grupo

Miguel Setas deixa liderança executiva no país para o português João Marques da Cruz e vai tocar plataforma de redes de Transmissão e Distribuição da companhia

A EDP Portugal confirmou que Miguel Setas, até então presidente da EDP Brasil, tocará a plataforma global de Distribuição e Transmissão da empresa, que conta com operações em Portugal, Espanha, no Brasil e em Macau. O anúncio foi feito na manhã desta terça-feira, 19 de janeiro, após a eleição dos membros que irão compor o Conselho de Administração Executivo (CAE) global para o mandato 2021-2023.

A nova composição inclui Miguel Stilwell de Andrade como Presidente do CAE, além de Miguel Setas, Rui Manoel Rodrigues Lopes Teixeira, Vera Pinto Pereira e Ana Paula Garrido Pina Marques. Setas também assumirá a presidência do Conselho da subsidiária brasileira, com nomeação a ser deliberada em Assembleia Geral de Acionistas da EDP Brasil prevista para 19 de fevereiro.

Na mesma ocasião, também será deliberada a nomeação do executivo português João Marques da Cruz para o cargo de CEO no país, profissional que acumula mais de 15 anos de trajetória como membro do Conselho de Administração Executivo da companhia.

Além disso, integrarão o Conselho, Rui Teixeira, Vera Pinto Pereira e Ana Paula Garrido. Caso as propostas sejam aprovadas, o conselho da EDP Brasil, que já conta com a participação de Juliana Rozenbaum, terá 33% de representação feminina, o triplo da média nacional, mantendo a meta de paridade entre gêneros.

Fonte: Canal Energia

Para especialistas, imprevisibilidade da pandemia deixa lições para o comércio exterior em 2021

Para especialistas, imprevisibilidade da pandemia deixa lições para o comércio exterior em 2021

A pandemia do novo coronavírus (Covid-19) provocou impactos na economia mundial, sobretudo pela imprevisibilidade de uma doença até então desconhecida. Não por outra razão que para o diretor da Solve Shipping Intelligence Specialists, Leandro Barreto, a imprevisibilidade e a volatilidade na demanda foram as duas palavras que melhor resumiram o comércio exterior em 2020. De acordo com ele, uma das principais lições deixadas pela pandemia está no entendimento de que o “efeito manada” no comércio foi ruim, independente dos resultados positivos ou negativos.

Barreto destaca que neste contexto, a pauta de exportação do Brasil se mostrou bastante . Segundo ele, todas as previsões de queda no segundo trimestre de 2020 foram equivocadas. “Ocorreu, mas menor do que a maioria estava esperando”, pontuou. Um dos fatores para o baixo impacto nas exportações está no bom desempenho em commodities, como produtos essenciais e alimentos.

Depois dessa leve queda no primeiro momento, houve uma retomada no terceiro trimestre do ano que, para Barreto, revela a grande volatilidade da demanda mundial. “A pandemia acabou dando um nó na logística em todo o mundo”, diz.

Já as importações brasileiras sofreram um forte impacto. Segundo ele, mais de 28 navios cancelaram viagens, com destaque para a rota da Ásia. No auge da pandemia, essa região vivenciou um lockdown que manteve todo o comércio fechado. Assim, no segundo trimestre do ano na importação o Brasil seguiu a mesma tendência mundial.

A partir do terceiro trimestre houve uma forte recuperação que se refletiu diretamente no custo dos fretes. Ele informou que em junho de 2020 os fretes ficaram abaixo de 300 dólares, subindo para dois mil dólares em setembro e fechando o ano em oito mil dólares.

Outro grande aprendizado deixado por 2020, para Barreto é a necessidade de diversificação de fornecedores e clientes. Ele ressaltou que o Brasil ainda é muito dependente da China em vários produtos. “Aliás, o mundo percebeu que está muito dependente”, frisou.

Para o presidente da Associação do Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, embora os novos acordos comerciais sejam importantes para o país, não surtirá o efeito esperado se o Brasil não abrir sua economia e reduzir o chamado ‘Custo Brasil’. “Não adianta fazer comércio com a Coréia, Indonésia, China ou Estados Unidos. É preciso antes fazer as reformas tributárias e administrativas, além de realizar investimentos em infraestrutura”, afirmou Castro.

Ele acredita que 2021 haverá crescimento na exportação de commodities, mas avalia que o ideal seria o país investir mais na exportação de manufaturados que, segundo ele, representa apenas 25% do comércio exterior atualmente.

A respeito dos efeitos da segunda onda da Covid-19 sobre o comércio exterior brasileiro, Barreto afirmou que ainda não é possível afirmar, porém, alguns navios de exportação já começaram a sair um pouco mais vazios. Porém, por outro lado, nesta época do ano é mais comum que isso aconteça.

Diante desse cenário, Barreto enfatizou também que cada vez mais os fluxos internacionais de cargas vêm se tornando um importante indicador econômico. Desse modo, segundo ele, observando as capacidades dos navios, por exemplo, é possível sentir a temperatura do comércio exterior.

Fonte: ABOL

VemTambém saber o por quê de escolher o Ceará em sua próxima viagem!

VemTambém saber o por quê de escolher o Ceará em sua próxima viagem!

O Ceará é um dos destinos brasileiros cheios de cultura, história, aventura e entretenimento para turistas do país e turistas estrangeiros. O estado reúne uma série de motivos para receber a sua visita!

A VemTambém reuniu diversos deles para conhecer em qualquer época do ano, levando em consideração sua segurança, conforto e diversão.

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O papel da liderança na saúde e bem-estar das equipes

Flow Desenvolvimento: “O papel da liderança na saúde e bem-estar das equipes”

Na prática, a liderança tem um papel fundamental na promoção da saúde e bem-estar das equipes cada vez que incentiva as pessoas a desenvolverem as suas potencialidades, promovendo um ambiente seguro para se expressarem sem medo do erro, da vulnerabilidade, estimulando formas criativas de resolverem problemas, por exemplo.

Quando os/as líderes trabalham a ampliação de mindset de suas equipes, promovendo maior participação das pessoas na cocriação de processos e melhorias, incentivando a colaboração ao invés da competição, fortalecendo as redes de apoio, reconhecendo e celebrando as conquistas, eles/elas estão promovendo saúde e bem-estar.

E lógico que tudo isso traz muito mais resultados para todas as partes: para o próprio líder que se realiza, para as equipes que se sentem felizes por participarem ativamente e para a empresa que alcança seus resultados de forma mais saudável para todos.

É isso que fazemos nos programas de desenvolvimento de líderes que facilitamos.

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Cabo submarino é “oportunidade única” para a Península Ibérica e América do Sul

Cabo submarino é “oportunidade única” para a Península Ibérica e América do Sul

O presidente executivo do consórcio EllaLink, que está a construir o cabo de telecomunicações submarino entre a América do Sul e a Europa, disse, em entrevista à Lusa, que esta ligação “é uma oportunidade única” para a Península Ibérica.

O cabo submarino, denominado também de EllaLink, começou a ser construído em janeiro de 2018 e vai iniciar atividade comercial em maio deste ano.

“É um cabo de telecomunicações submarino, uma peça de plástico, cobre e fibra ótica, com seis mil quilômetros de comprimento, que liga a Europa, pelo porto de Sines [Portugal], e a América do Sul, através do porto de Fortaleza [Brasil]”, afirmou o presidente executivo da EllaLink, Philippe Dumont.

Trata-se de “uma grande infraestrutura de 150 milhões de euros” que levou cerca de quase dois anos e meio a ser construída, referiu, apontando que “99% da comunicação internacional” é feita por cabos submarinos.

“Penso que é uma oportunidade única para as empresas portuguesas e espanholas, em geral, por causa da história entre a Península Ibérica e a América do Sul”, afirmou o responsável da EllaLink, apontando que existem muitas empresas com filiais no Brasil e vice-versa.

“Este cabo é realmente um elemento único para fomentar os negócios entre a Península Ibérica e a América do Sul: se quer um grande negócio precisa de uma infraestrutura digital forte e robusta e é isso que a EllaLink oferece”, salientou Philippe Dumont.

A ancoragem do cabo submarino em Sines acontece numa altura em que Portugal tem como aposta estratégica a transição digital, o que, para o presidente executivo da EllaLink, “é o casamento perfeito”.

“Recebemos um apoio significativo das autoridades portuguesas desde o ínicio”, sublinhou o gestor.

“Também temos um plano muito ambicioso para desenvolver o parque de Sines, a que chamamos de Sines Tech”, prosseguiu, salientando o facto de este porto ter um conjunto de atributos da localização.

“Temos muito apoio das autoridades portuguesas para desenvolver um `data center` [centro de dados]” em Sines, “é uma localização fantástica, tem imenso terreno, tem área industrial e muita energia”, incluindo unidades de painéis solares que irão surgir, e “não está longe de Lisboa e Madrid”.

As empresas “OTT (`Over-The-Top`) Google, Facebook, entre outras, estão a desenvolver os seus `data centers` na parte Norte da Europa e em breve irão desenvolver no Sul” do continente e “acredito que Sines é o melhor ativo que Portugal tem”, considerou Philippe Dumont.

Questionado sobre a construção de um `data center` em Sines, Philippe Dumont foi perentório: “Espero que mais do que um `data center`, mas não vai acontecer da noite para o dia. Poderá levar cinco a 10 anos, mas há espaço. [Sines] tem tudo o que é preciso para se construir um parque de `data centers` na parte Sul da Europa”.

Destacou ainda o facto de todo o tráfego vindo de África, da costa Oeste, vir a passar por aquela zona, com todos os cabos submarinos que surgirão nos próximos anos.

Existe um “crescimento significativo do tráfego de África, em particular”, continente que “é provavelmente um dos mais interessantes mercados” a dar resposta “nos próximos 10 anos”, salientou Philippe Dumont.

Sobre a razão da escolha de Sines, o presidente executivo da EllaLink destacou a sua localização.

“É provavelmente o porto de entrada no Atlântico mais a sudoeste da Europa. Se olhar para a geografia, Sines é um porto importante” e é “o ponto mais curto da costa em direção à América do Sul”, continuou o responsável.

“É também o ponto mais curto para chegar ao leste e sudeste dos Estados Unidos” e “nós queremos estar mais perto possível do outro ponto que queremos alcançar porque significa que a infraestrutura irá custar menos”, apontou.

Para a escolha de Sines contou também o facto de ser a localização mais segura.

“Queremos garantir que o cabo não seja cortado devido à atividade humana”, explicou.

Hoje, é anunciada a chegada do cabo submarino EllaLink em Sines, depois de há algumas semanas ter sido feito o `desembarque` em Fortaleza, Brasil.

“O cabo é feito de dois desembarques, há duas partes, mas não estamos ainda conectados, essa conexão será feita no meio do Atlântico”, que depois de conectado terá ainda muito trabalho à volta da rede”.

Já o lançamento comercial, “está programado para ser por volta do início de maio”, acrescentou.

Assim, comemora-se hoje “a ancoragem do cabo em Sines porque é um marco importante na construção da obra”, salientou Philippe Dumont.

Depois de Sines, proceder-se-á a ligação da Madeira ao cabo, seguida de Cabo Verde.

O investimento de 150 milhões é financiado em cerca de metade por “clientes âncora” e a outra parte pelo fundo de investimento pan-europeu Marguerite II.

Relativamente ao retorno deste investimento, o presidente executivo espera que tal aconteça em “mais ou menos cinco anos” depois do lançamento comercial do serviço, ou seja, “algures em 2026”.

Com este cabo submarino “não vamos abrir um canal de comunicação que não exista já”, disse, apontando que atualmente se uma pessoa pretender contactar alguém no Brasil, essa ligação provavelmente passará por Paris ou Londres primeiro, depois atravessará o Atlântico Norte até chegar algures na costa Leste e, só depois, chegará a São Paulo.

“É assim que a rede está estruturada” e “esse é um caminho muito longo. Isso é apenas história, é um facto da vida porque muita atividade dos conteúdos foi criada nos Estados Unidos, a rede é muito centrada nos Estados Unidos”, prosseguiu.

“O que este cabo faz é apenas reequilibrar o fluxo. Ou seja, agora você poderá colocar um núcleo diretamente entre a Europa e a América do Sul sem passar pelos Estados Unidos”, o que significa que “o tempo para a informação ir e voltar vai ser reduzido para metade”.

Com o cabo submarino EllaLink, quem estiver em indústrias como por exemplo a banca ou o `gaming` (jogos `online`) “irá ver benefícios significativos”, sendo que o primeiro é a “redução da latência” e o segundo “são os custos”.

Em suma, “irá custar menos e será mais rápido”, como também irá evitar “algumas dependências dos Estados Unidos”, rematou.

O projeto EllaLink consiste num cabo submarino com quatro pares de fibras no seu tronco, conectando Fortaleza e Sines e também a `data centers` em Madrid e Lisboa através de uma rede terrestre. Cada par de fibra pode transportar 18 terabits, resultando numa capacidade global do sistema de cerca de 80 terabits.

Fonte: Mundo Lusíada