EllaLink liga Europa e América Latina através do primeiro cabo submarino

EllaLink liga Europa e América Latina através do primeiro cabo submarino

A EllaLink anunciou hoje a chegada do seu sistema de cabos submarinos de baixa latência de última geração a Fortaleza, no Brasil. Este cabo chegará em breve a Portugal, ligando diretamente os dois continentes a partir de Sines e proporcionando um nível de conectividade internacional sem precedentes.

A rede EllaLink, que conecta diretamente a América Latina e a Europa, foi concebida para dar resposta às crescentes necessidades dos mercados europeu e latino-americano, fornecendo conectividade contínua de alta velocidade entre ambos os continentes. A chegada do cabo EllaLink resultará em melhorias para todas as plataformas de telecomunicações, bem como para os serviços na Cloud, todos os tipos de negócios digitais e ainda a indústria de gaming.

A rede EllaLink irá estender-se por todo o Brasil a partir da região do Ceará, conectando os pontos principais em São Paulo e Rio de Janeiro. Na Europa, a EllaLink oferece ligações seguras a Data Centers em Lisboa, Madrid e Marselha, em conjunto com os seus parceiros Equinix e Interxion. EllaLink ligará também a ilha da Madeira e Cabo Verde, tendo já em vista outros potenciais pontos de ligação com Mauritânia, Marrocos e nas Ilhas Canárias. O sistema Ellalink estará disponível no segundo trimestre de 2021.

A estação da EllaLink integra o Sines Tech – Innovation & Data Center Hub. A localização deste Hub combina, no mesmo espaço, acesso facilitado a terreno economicamente viável, redes de alta densidade de energia, rotas alternativas de fibra ótica de alta disponibilidade para Madrid e Lisboa, bem como um local robusto e seguro para a ligação de cabos submarinos e o desenvolvimento de Data Centers.

Fonte: EllaLink/AICEP

O reconhecimento do direito de defesa à pessoa física nos processos tributários do contencioso administrativo

O reconhecimento do direito de defesa à pessoa física nos processos tributários do contencioso administrativo

A questão merece toda atenção, tendo em vista, que os envolvidos poderão ser cobrados judicialmente quando a empresa da qual são sócios for condenada administrativamente

São inúmeros os questionamentos quanto à necessidade de avanço em assuntos que envolvem pontos relacionados ao âmbito do contencioso administrativo tributário. Um dos mais importantes e que merece análise cuidadosa é o reconhecimento de recursos administrativos que pedem a exclusão do nome dos sócios de empresas a fim de que seja garantido o direito da ampla defesa à pessoa física que não foi intimada para apresentar defesa, mas que com o fim do trâmite administrativo responderá judicialmente pela dívida como corresponsável.

É sabido que a personalidade do contribuinte possui características diferentes, ou seja, a pessoa jurídica não se confunde com a pessoa física dos societários que dela participam. Portanto, as responsabilidades devem recair sobre a pessoa jurídica e não na figura de seus sócios. Mas o efeito prático disso é bem diferente, pois, após a conclusão do processo administrativo, a cobrança judicial chega tanto para empresa como para a figura dos sócios.

Esse tema já vem sendo objeto de estudo, discussão e decisão dos conselheiros do Contencioso Administrativo Tributário do Ceará (Conat) da Secretaria da Fazenda (Sefaz). Diante disso, há pontos que precisam ser levados em consideração. O primeiro deles é o de que os sócios devem, sim, serem excluídos da parte passiva da acusação fiscal ao não praticarem atos que caracterizem a responsabilidade pessoal. O segundo ponto é quanto às consequências de corresponsabilizar os sócios por débitos tributários, envolvendo estes, sem necessidade, em processos administrativos.

Importante destacar que nos casos em que os sócios sejam inseridos como parte, estes não podem, sob nenhuma hipótese serem privados de suas defesas, sob risco de desrespeitar a Constituição Federal, que prevê o devido processo legal, a ampla defesa e o contraditório.

A questão merece toda atenção, tendo em vista, que os envolvidos poderão ser cobrados judicialmente quando a empresa da qual são sócios for condenada administrativamente, as instâncias do CONAT se esgotarem e essa permanecer em débito com a Fazenda Pública, sendo executada na esfera Judicial pela Procuradoria, que poderá executar a dívida tributária.

Portanto, é fundamental que os conselhos dos órgãos onde há tramitação de procedimentos administrativos cujo objeto está relacionado aos créditos tributários analisem com rigor técnico essa questão a fim de que sejam respeitados os direitos previstos em nosso ordenamento.

Ricardo Valente Filho

Advogado e conselheiro titular do 2º grau e da Câmara Superior do Conat

advricardovalentefilho@gmail.com

Fonte: JUS Brasil em 14.12.2020

Instalação do primeiro cabo de fibra óptica entre Brasil e Europa começa na Praia do Futuro

Instalação do primeiro cabo de fibra óptica entre Brasil e Europa começa na Praia do Futuro

Cabo da empresa EllaLink chegou ao Ceará na manhã desta segunda (14) e deve ligar os dois continentes em 6 mil quilômetros de extensão

A instalação do cabo submarino de fibra óptica ligando Fortaleza e a cidade de Sines, em Portugal, teve o processo iniciado pela empresa EllaLink na manhã desta segunda-feira (14), na Praia do Futuro.

Com cerca de seis mil quilômetros, o cabo será o primeiro a conectar o Brasil à Europa e chega com a promessa de alta velocidade contínua de conectividade entre os dois continentes.

De acordo com o Diretor de Operações da companhia, o espanhol Diego Matas, a ligação será capaz de fornecer uma passagem de dados mais rápida e eficiente. Além disso, ele aponta, a passagem do cabo é apenas uma das partes de uma infraestrutura bastante complexa.

Como funciona
“Esse sistema implementado pela EllaLink é composto por esse cabo submarino, que é a principal, mas também possui cabos de fibra óptica terrestres para levar essa conectividade até os Data Centers aqui no Brasil e na Europa. Essa parte submarina tem esses 6 mil quilômetros de extensão, o que significa o caminho mais curto entre a Europa e a América do Sul. Hoje em dia, por exemplo, o tráfego de dados é levado da América do Sul até os Estados Unidos, em uma caminho que é o dobro com 12 mil quilômetros, e só após ele segue até o continente europeu, o que muda após essa instalação”, pontua ao citar o processo de instalação em conjunto com as mudanças.

Na prática, ele reitera, a passagem mais curta entre os dois continentes, mais precisamente entre Brasil e Portugal, pode ser crucial para a maior rapidez de dados entre negócios digitais, mídias de entretenimento, jogos, transações bancárias internacionais, etc.

“O atraso na passagem de informações é muito mais baixo entre essa distância. Com a grande capacidade desse sistema, estamos basicamente criando um corredor completamente novo de dados”, explica.

Além disso, os planos são de expandir os parceiros pelo país. “Chegamos aqui a Fortaleza com o cabo, onde já possuímos diversos parceiros para aproveitar essa nova conectividade, mas já temos planos em conjunto com locais como São Paulo e Argentina. Na Europa, mesmo com a conexão em Sines, já expandimos a operação até Lisboa, Madri e Marselha”, afirma.

Passagem do cabo
Na manhã desta segunda, mergulhadores e barcos estiveram a postos para a chegada do cabo até as areias da Praia do Futuro. Em solo, escavadeiras fizeram o processo de ancoragem do cabo, responsável por oferecer, inicialmente, 72Tbps de capacidade em quatro pares de fibras entre Europa e Brasil.

A expectativa, até o momento, é de que o processo de instalação do cabo esteja completa ao fim do primeiro semestre de 2021.

Fonte: Diário do Nordeste em 14.12.2020

Expolog: logística e transformação digital em negócios são temas de evento; Feira começa amanhã, 9

Expolog: logística e transformação digital em negócios são temas de evento; Feira começa amanhã, 9

Evento será realizado em formato digital, reunindo os principais players da logística no Brasil e no mundo

Um dos principais eventos da área logística no Brasil, a Feira Internacional de Logística – Expolog 2020 ocorrerá em edição especial neste ano. Em formato digital, a feira começa nesta quarta-feira, 9, e segue até quinta-feira, 10. O tema deste ano será “A logística e a transformação digital integrando negócios”. Com 15 anos de trajetória, a Expolog trará representantes nacionais e internacionais de destaque do segmento. As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas no site do evento.

A programação começa a partir das 9h, com transmissão direta do Centro de Eventos do Ceará para a plataforma virtual da Expolog. A ocasião contará com a participação de 15 personalidades que marcaram a história da feira. Após a abertura, o escritor e empreendedor Maurício Benvenutti, uma das principais referências brasileiras na região do Vale do Silício, nos Estados Unidos, ministrará palestra virtual sobre “Transformação digital integrando negócios e pessoas”.

A programação da Expolog também contará com três seminários técnicos: Seminário Internacional de Logística; “Oportunidades para o Jovem Profissional na Logística” e “Logística no Agronegócio”. Dentro da plataforma do evento, os participantes terão acesso a um pavilhão de exposições digitais, com informações bilíngues, como forma de proporcionar o encontro e interação entre todos. O Seminário Internacional de Logística, inclusive, trará como foco a revolução digital na cadeia de suprimentos, o ecossistema de e-commerce e a geração de negócios.

“A expectativa é alcançarmos mais de três mil participantes, atraídos pela rica programação que está sendo cuidadosamente planejada e ultrapassarmos R$ 500 milhões em negócios realizados e prospectados, marca atingida no ano passado”, ressalta a organizadora do evento, Enid Câmara.

A Expolog é uma realização da Câmara Brasil Portugal no Ceará (CBP-CE), Instituto Future, Prática Eventos e Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas e Logística do Estado do Ceará (SETCARCE).

Serviço:

Expolog 2020

Quando: quarta-feira, 09, e quinta-feira, 10

Onde: https://app.virtualieventos.com.br/expolog2020

Programação e inscrições gratuitas no site do evento
Instagram: @expolog
Facebook: @expolog
Linkedin: @expolog

Fonte: Diário do Nordeste em 08.12.2020

O dilema de taxar grandes fortunas no Brasil por Raul Santos, diretor CBPCE.

O dilema de taxar grandes fortunas no Brasil por Raul Santos, diretor CBPCE.

No mundo, a ideia de tributar grandes fortunas surgiu espontaneamente dentro de um contexto liberal, ao contrário do que pensa boa parte da opinião pública, que acha ter sido idealizado por socialistas convictos. Os liberais se fundamentaram no princípio da igualdade de oportunidades, permitindo uma contribuição maior dos mais afortunados com a finalidade de uma redistribuição ordenada de renda.

Ocorre que vários dos países que tentaram implementar esta ideia repentinamente vem se deparando com um forte êxodo de empresários bem sucedidos, que além de detentores de vasto patrimônio, também são responsáveis pela geração de empregos, da dinâmica econômica e de parte do desenvolvimento de suas nações. Na América do Sul, este assunto vem caminhando a passos largos na vizinha Argentina, que está próxima da aprovação definitiva no Congresso do que eles chamam de Lei da Contribuição Solidária e Extraordinária.

O povo argentino vem enfrentando uma sequência de crises econômicas e escândalos de corrupção, gerando um ambiente conturbado onde a economia amarga resultados ruins. O Brasil há tempos vem flertando com a ideia de criar uma tributação especifica que incidiria sobre grandes fortunas. Embora previsto desde 1998 na Constituição Federal Brasileira, o imposto sobre grandes fortunas (IGF) nunca foi regulamentado. O novo imposto incidiria, a princípio, com alíquota de 2,5% sobre o valor do patrimônio de indivíduos que possuem bens consolidados declarados acima de R$ 50 milhões de reais. O dilema não é apenas taxar grandes fortunas e sim gerar a credibilidade necessária para que os governos destinem os recursos arrecadados de fato para áreas estratégicas como educação, saúde e infraestrutura.

No Brasil, a sequência de eventos envolvendo elevado nível de corrupção nas esferas municipal, estadual e federal não tem gerado a ambiência necessária para implementação de tal iniciativa, sob pena de revolta junto aos mais abastados que ocupam o topo da elite privada do país. De forma objetiva, taxar grandes fortunas é interessante e poderá a qualquer tempo ajudar no progresso sustentável de uma nação, desde que venha na forma de diálogo, em um momento de estabilidade interna em que os entes governamentais gozem de boa credibilidade para gerir adequadamente estes recursos.

Raul Santos
Vice-presidente do IBEF- Ceará e diretor da Câmara Brasil Portugal – Ceará

Fonte: Publico A

Governo deve conceder transposição do São Francisco à iniciativa privada em 2021

Governo deve conceder transposição do São Francisco à iniciativa privada em 2021

A empresa vencedora cuidará da operação dos reservatórios, estações de bombeamento e 477 quilômetros de canais, que alcançam os estados do Ceará, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte

A transposição do rio São Francisco deve ser concedida à iniciativa privada no próximo ano. O governo planeja fazer o leilão de concessão em julho de 2021.

A empresa vencedora cuidará da operação dos reservatórios, estações de bombeamento e 477 quilômetros de canais, que alcançam quatro estados do Nordeste – Pernambuco, Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte.

O governo tem feito sondagens com investidores e busca empresas de grande porte que poderiam operar um sistema de complexidade alta. No radar da equipe econômica, estão companhias como a brasileira Weg, que já atua em sistemas de distribuição de água e irrigação em outros países.

Programa de Parcerias de Investimentos

“O nosso objetivo é garantir o suprimento hídrico. Nas secas que ocorreram no Nordeste de 2013 a 2016, os quatro estados e o governo federal gastaram de R$ 4 bilhões a R$ 5 bilhões em medidas emergenciais para garantir o acesso da população à água”, disse à reportagem o diretor de programa da secretaria do PPI (Programa de Parcerias de Investimentos), André Arantes.

A transposição do São Francisco é a maior intervenção hídrica do Brasil. As obras começaram em 2007, durante o governo Lula. O objetivo é interligar as águas do São Francisco a rios dos quatro estados beneficiados.

A obra está 97% concluída, segundo o governo. O eixo leste do empreendimento foi inaugurado em 2017 e está em fase de pré-operação. O eixo norte tem previsão para início das operações no primeiro semestre de 2021.

Entre as justificativas para a privatização, o governo argumenta que o empreendimento, de alto custo, é dependente do Orçamento da União, limitado por causa da crise fiscal.

O plano da concessão é uma parceria entre o PPI, do Ministério da Economia, e o Ministério do Desenvolvimento Regional. Membros do Executivo argumentam que o governo não deveria atuar diretamente na operação de sistemas desse tipo, mas sim se preocupar com a regulação da atividade, assim como faz no setor elétrico.

Os investimentos da União na obra já alcançam R$ 10,8 bilhões e o valor total para a conclusão é estimado em R$ 12 bilhões. Além disso, o custo anual de operação e manutenção do sistema gira em torno de R$ 280 milhões, valor integralmente bancado pelo Tesouro Nacional.

Concessão
Os contratos da concessão devem ter duração de 25 a 30 anos. Para fazer a modelagem, o governo contratou o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Ainda não há definição do modelo, e a conclusão dos estudos deve ser apresentada no primeiro trimestre do próximo ano.

Para atrair interessados, o governo permitirá que eventuais investidores gerem energia solar junto ao sistema da transposição, já que a região recebe alto nível de incidência do sol.

“Nós temos uma demanda bastante firme de energia, que é algo equivalente a 70% do custo de operação e manutenção do sistema. Então, tem um potencial atrativo para uma empresa interessada em prover a autoprodução para o projeto”, afirmou Arantes.

A ideia é que a empresa ou o consórcio vencedor possa usar a energia para alimentar a operação e eventualmente vender o excedente de energia produzida.

Além disso, o empreendimento vai gerar receita por meio da distribuição da água que flui pelos canais. Cada estado beneficiado pagará pelo volume que entrar em seu sistema. A forma de pagamento ainda está em discussão entre os entes e a União.

Os técnicos do governo afirmam que uma das premissas da concessão será a obrigação de que o operador preste o serviço cobrando valores baixos, possíveis de serem pagos pelos usuários.

“A gente tem buscado primordialmente a redução de custo. A ideia é perseguir a modicidade tarifária com a garantia da prestação do serviço pelo setor privado”, disse o diretor de programa do PPI.

A estimativa do governo é que a transposição beneficiará até 12 milhões de pessoas em 390 municípios quando a operação estiver em pleno funcionamento.

Fonte: Diário do Nordeste em 23.11.2020

Com matrizes renováveis, CE deve se tornar exportador de energia

Com matrizes renováveis, CE deve se tornar exportador de energia

Potencial de geração de energia por fontes renováveis faz do Estado um celeiro de investimentos na área. Desafios e oportunidades foram discutidos no segundo dia do evento Proenergia 2020, que se encerra hoje

Com enorme potencial eólico em terra (onshore) e no mar (offshore) e geração superior ao consumo interno, o Ceará tem plenas possibilidades de se tornar um exportador de energia, sobretudo com o aumento da participação das fontes renováveis na matriz do Estado. A avaliação é de Joaquim Rolim, coordenador do Núcleo de Energia da Fiec, que enfatizou as oportunidades cearenses neste setor, ontem, no segundo dia do Proenergia, realizado pelo Sindienergia-CE, em parceria com a Fiec e o Sebrae. O evento, que neste ano ocorre de forma híbrida (online e presencial), conta com apoio institucional do Sistema Verdes Mares.

“O Ceará é superavitário de energia. No ano passado, o Estado gerou 22% a mais do que a energia consumida, o que deverá aumentar nos próximos anos”, destaca Rolim.

Ele frisou também o fato de que 97% dos municípios cearenses já contam com sistemas fotovoltaicos para geração distribuída. “O empresariado cearense está muito à frente no segmento de geração distribuída”, ressaltou.

Ambiente de negócios
Participando de forma remota do evento, o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, enalteceu os múltiplos esforços no Ceará para promover um ambiente de negócios sólido para a cadeia de energias renováveis.

Rodrigo Limp, secretário de Energia Elétrica do Ministério de Minas e Energia (MME), destacou medidas em âmbito federal para ampliar a cobertura da rede de energia do País. “Buscamos ampliar a oferta de energia ao mercado. Para que isso aconteça, é necessário identificar os reais custos relacionados do Sistema Interligado Nacional (SIN), preservando a viabilidade dessa expansão, fornecendo ao setor elétrico uma maior abrangência sem comprometer a qualidade, unindo sustentabilidade e segurança”, disse.

Hidrogênio verde
O secretário do Desenvolvimento Econômico e Trabalho, Maia Júnior, palestrante do evento, disse ter recebido, ontem, a proposta de uma empresa australiana para a construção de uma usina de hidrogênio verde no Ceará. Ele reiterou que, até o fim do ano, o Governo do Estado deverá assinar o protocolo de intenções para a instalação do equipamento, o qual usará energias renováveis, conforme o Diário do Nordeste já havia informado.

“A empresa australiana está vindo para o Ceará. Recebi hoje o e-mail da empresa para assinar o protocolo de intenção, até o fim do ano, para produzir hidrogênio líquido”, disse o secretário. O combustível é considerado uma das principais alternativas às fontes de energia fósseis. A expectativa é que o empreendimento conte com o financiamento de fundos europeus.

Alguns especialistas projetam que, nos próximos 20 anos, o combustível gere uma revolução no setor energético semelhante à que aconteceu com o petróleo. “Teremos um Ceará antes e depois da produção do hidrogênio verde. Nunca tivemos reservas substantivas de combustível fóssil. Mas as reservas de vento podem fazer do Ceará um dos maiores produtores do Brasil ou da América do Sul de hidrogênio verde”, vaticinou.

Confira a programação
9h às 10h35: Cadeia Produtiva de Energias Renováveis
Moderador: Lauro Fiuza
Palestrantes: Carla Gaspar Primavera – Superintendente da área de Energia do BNDES ; Margaret Lins Teixeira Gomes – Gerente Executiva IEL ; Roseane de Oliveira Medeiros – Secretária Executiva da SEDET
Debatedores: Alceu Mourão Jr – Diretor Administrativo da Avanti ; Jonathan Colombo – Diretor Institucional da Vestas.

10h35 às 10h45: Break/Networking/Visitação ao espaço de exposição

10h45 às 12h15: Geração Distribuída de Energia
Moderador: Ricardo Correia – Diretor de Geração Distribuída do SINDIENERGIA
Palestrantes: Efrain Cruz – Diretor da ANEEL ; Carlos Evangelista – Presidente da ABGD ; Bárbara Rubin – Vice presidente de GD da ABSOLAR
Debatedores: Joaquim Rolim – Coordenador do Núcleo de Energia da FIEC ; Jonas Becker – CEO da Eco Soluções em Energias

12h15 às 14h: Networking/Almoço/Visitação ao espaço de exposição

14h às 15h50: Novas Oportunidades no Setor de Energia
Moderador: Filippo Alberganti – Diretor de Inovação da Enel Brasil
Palestrantes: Hugo Figueiredo – Presidente da Cegás ; Paulo Luciano de Carvalho – Superintendente de pesquisa e desenvolvimento de eficiência energética ; Markus Vlasit (Armazenamento de Energia) – CEO da NewCharge Energy ; Mauricio Moszkowicz (Mobilidade Elétrica) – Pesquisador Sênior da GESEL ; Marcos Aurélio Madureira (Novas Tecnologias aplicadas à Distribuição de Energia Elétrica ) – Presidente da ABRADEE
Debatedor: Paulo Siqueira – CEO da SOMA Energia

15h50 às 16h: Break/Networking/Visitação ao espaço de exposição

16h às 17h20: Programas de Energia nos Estados do Nordeste
Moderador: Adão Muniz
Palestrantes: José Carlos Medeiros – Especialista de Energia no Estado do Pernambuco ; Gustavo Fernandes Rosado Coelho – Secretaria de Infraestrutura do Rio Grande do Norte ; Howzembergson de Brito Lima – Secretário Adjunto de Mineração e Energias Renováveis do Piauí ; Simplício Araújo – Secretário de Indústria e Comércio do Maranhão

17h20 às 17h30: Encerramento com Benildo Aguiar – Presidente do SINDIENERGIA-CE

Fonte: Diário do Nordeste em 19.11.2020

Expolog 2020 acelera a fase final de organização da primeira edição online

Expolog 2020 acelera a fase final de organização da primeira edição online

O Setcarce, a Prática Eventos, a Câmara Brasil-Portugal no Ceará e o Instituto Future estão na reta final de organização e produção de conteúdo para a 15ª edição da Expolog – Feira Internacional e Seminário Internacional de Logística. Este ano a feira será em formato virtual e realizada nos dias 9 e 10 de dezembro.

O tema central desta edição de 15 anos será: “A logística e a transformação digital integrando negócios”, apresentado numa plataforma 100% virtual, bilíngue, proporcionando uma maior interação com os usuários, agendamento de reuniões de negócios e visitas aos estandes da feira.

“Estamos com muitos desafios, principalmente devido ser um evento tão grande, pela primeira vez em formato digital, com transmissões ao vivo, além de palestras gravadas, em dois idiomas. Cada painel tem cinco ou seis convidados de cada estado do Brasil, e é preciso gravar uma parte do material, realizar a tradução para o inglês e organizar dentro da plataforma”, disse Enid Câmara, da Prática Eventos.

Ela ressaltou que a expectativa é muito grande com relação a essa fase do trabalho, pois trata-se de uma operacionalização realizada em home office, com parceiros em vários estados do Brasil e até mesmo no exterior. Mas, até, o momento tudo está acontecendo de maneira positiva e com as equipes acelerando os processos.

“Vale salientar que não haverá transmissões pelas plataformas mais comuns, pois contratamos uma específica para o evento – a Virtuali -, que é muito completa, na qual estarão os estandes e os conteúdos dos três seminários da Expolog 2020. A inscrição é simples, bastando fazer o cadastro online no site https://www.feiraexpolog.com.br, que é gratuito, e no qual todo o conteúdo do seminário estará disponível por 60 dias, caso a pessoa queira rever alguma palestra ou conversar com expositores”, destacou Enid Câmara.

Fonte: Balada In em 09.11.20

M. Dias Branco: da padaria em Fortaleza à liderança nacional de massas e biscoitos

M. Dias Branco: da padaria em Fortaleza à liderança nacional de massas e biscoitos

A história da empresa – hoje comanda pela terceira geração da família Dias Branco – é tema do 64º episódio do podcast Do Zero ao Topo

Um cidadão português, Manuel, chega ao Brasil na década de 1920 e decide abrir uma padaria. O que teve início com um belo clichê se tornou um dos maiores grupos do país: a M. Dias Branco, líder nacional na produção de massas e biscoitos.

O Manuel em questão é Manuel Dias Branco — que abriu a Padaria Imperial em Fortaleza, em 1936. A empresa foi transformada em indústria quando a segunda geração, Francisco Ivens Dias Branco, assumiu os negócios, na década de 1950.

“Meu avô e meu pai conseguiram fazer uma dobradinha muito interessante. Meu avô tinha a capacidade comercial, de relacionamento, enquanto meu pai tinha uma visão industrial, mais futurista”, contou Francisco Ivens Dias Branco.

Hoje, com a terceira geração no comando, a M. Dias Branco reúne 19 marcas, totaliza mais de R$ 6 bilhões em faturamento e tem um valor de mercado que ultrapassa R$ 11 bilhões. Boa parte das marcas no portfólio da companhia são fruto de aquisições feitas desde os anos 2000. São marcas como Adria, Isabela, Estrela, Piraquê e Vitarella.

O amplo portfólio deu vantagem para a empresa durante a pandemia e as vendas da M. Dias Branco cresceram. Mas a alta do dólar vem pressionando despesas com importação de trigo e óleo vegetal. Enquanto faz ajustes pontuais por conta da Covid-19, a companhia foca na expansão de suas marcas e continua de olho em potenciais aquisições.

Fontes: Infomoney em 04.11.2020

Workshop de turismo discute a economia como transformadora do desenvolvimento

Workshop de turismo discute a economia como transformadora do desenvolvimento

União, integração e criatividade dão força e fazem o despertar das empresas e entidades que atuam no setor de turismo e eventos. O setor foi um dos mais afetados pela pandemia e continua lutando pela sobrevivência sem descumprir as determinações dos protocolos sanitários. O momento é de reflexão, visando a construção de um novo tempo da economia do turismo no Ceará.

Para não se acomodar diante dos obstáculos, dirigentes de três entidades – Associação Brasileira de Empresas de Eventos (Abeoc Brasil/CE), Câmara Setorial de Turismo e Eventos (CSTE) e Sindieventos-CE – respectivamente, Enid Câmara, Anya Ribeiro e Circe Jane Teles da Ponte, foram à luta e a cada dia elas promovem ações para novas descobertas. São o tripé de sustentação do setor, que apesar de afetado, está descobrindo novos valores.

No cumprimento de mais uma oportunidade de adquirir conhecimento, foi realizado na tarde de hoje (10) o Workshop Turismo Economia Transformadora do Desenvolvimento. O evento, online e gratuito, foi programado para dois dias: 10 e 17 de novembro, com temas abrangentes e palestrantes qualificados.
Participaram da abertura, Enid Câmara e Anya Ribeiro, que saudaram os convidados Arialdo Pinho, secretário de Turismo do Estado do Ceará; Alexandre Pereira, secretário de Turismo de Fortaleza; Eduardo Neves, presidente da Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece); Roseane Oliveira de Medeiros, vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec); Joaquim Cartaxo, diretor superintendente do Sebrae/CE; e Sérgio Junqueira Arantes, presidente da Academia Brasileira de Eventos e Turismo. O workshop foi realizado pela Abeoc Brasil/CE, CSTE, com parceria do Sindieventos-CE, organização da E+Assessoria em Eventos e patrocínio do Sebrae, Fiec e G3, com consultoria estratégica da Result.

TEMÁRIO

O painel 1 teve como tema Políticas Públicas e a Economia do Turismo e Eventos. Com mediação de Anya Ribeiro, foram palestrantes Mariana Aldrigui, presidente do Conselho Empresarial de Turismo de São Paulo (Cetur SP); Adriano Sarquis, diretor de Políticas Econômicas do Instituto de Pesquisa e Estratégias Econômicas do Ceará (Ipece), Rodrigo Bourbon, superintendente estadual do Banco do Nordeste no Ceará.

Depois do painel houve Sessão Debate sobre o tema: Um novo cenário para o Turismo (Foco: CNAES). Foram mediadores Alexsandre Lira Cavalcante e Anya Ribeiro.

O painel 2 abordou o tema Impacto da Informalidade das Atividades Econômicas do Turismo. Mediador: Kennedy Montenegro Vasconcelos, secretário executivo de Trabalho e Empreendedorismo da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Trabalho (Sedet). Participaram Fernanda Pacobayba, secretária da Secretaria da Fazenda do Ceará (Sefaz); Alexsandre Lira Cavalcante, analista de Políticas Econômicas do Instituto de Pesquisas e Estratégias Econômicas do Ceará (Ipece); Joaquim Cartaxo, superintendes do Sebrae/CE.

A segunda Sessão Debate abordou o tema: Transformando o Setor (Foco: Informalidade. Foram mediadores, Kennedy Montenegro e Circe Jane Teles da Ponte, presidente do Sindieventos-CE.

Na sua participação de abertura, o secretário Arialdo Pinho disse que se o turismo voltasse ao patamar de dois anos atrás seria uma vitória. “Vivemos muitas incertezas”, disse o secretário, lembrando o confinamento de cidades da Europa, o que prejudica o turismo. Arialdo disse que o turismo do Ceará sofreu muito com a pandemia, mas ele acredita que temos capacidade de voltar ao que era antes e espera que a vacina se torne realidade.

O secretário Alexandre Pereira falou da importância do turismo para a economia, citou preferências dos turistas por Fortaleza, que está entre as 10 mais procuradas para o Carnaval 2021, lembrou que a economia informal prejudica e crédito e procurou sustentação nas obras que estão em fase final de conclusão: Avenida Beira-Mar, Polo Gastronômico da Varjota e Rua Desembargador Moreira. Como trabalho promocional, Alexandre disse que participaram de 14 feiras nacionais e internacionais no ano passado. Numa perspectiva de futuro, Alexandre revela interesse no turismo de eventos e negócios.

Enquanto fez algumas abordagens, Anya Ribeiro falou do trabalho de CSTE, que está atraindo novos parceiros e citou o Banco do Nordeste e a Fiec.

Fonte: Edgony Online em 10/11/20