Ambiente promissor fará Ceará avançar na inovação, aponta estudo

Ambiente promissor fará Ceará avançar na inovação, aponta estudo

Segundo índice de inovação 2020, elaborado pela Federação das Indústrias do Ceará, o Estado apresenta uma capacidade para a inovação maior do que o seu real desempenho neste ano, o que sinaliza mais desenvolvimento futuro

Assim como em 2019, o Ceará ficou na 13ª posição no ranking nacional de inovação elaborado pela Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec) em 2020. No Nordeste, o Estado ficou na 3ª colocação, atrás de Pernambuco (11º) e da Paraíba (12º), segundo o Índice Fiec de inovação dos estados. No entanto, os demais indicadores sinalizam a formação de um ambiente promissor que deve fazer o Estado avançar nos próximos anos.

No ranking de “capacidades”, que avalia o ambiente para inovação dos estados, o Ceará ficou na 11ª posição, e no ranking de “resultados”, que avalia a inovação em si, o Estado ficou na 13ª colocação.

Apesar da melhora no ranking de capacidades, passando da 13ª colocação em 2019 para a 11ª posição neste ano, o Ceará manteve o 13º lugar tanto no ranking de resultados como no ranking geral. Para a Fiec, essa discrepância demonstra “uma aptidão ociosa do Ceará, uma capacidade maior que seu real desempenho, e que poderia estar sendo mais bem aproveitada para a efetividade de inovação”.

Embora o Ceará não tenha avançado em termos gerais, o economista Guilherme Muchale, gerente do Observatório da Indústria da Fiec, destaca a qualidade da pós-graduação, da participação de mestres e doutores na indústria e da produção científica. No entanto, ele diz que a indústria local não se beneficia completamente do potencial da produção acadêmica. “A qualidade das instituições tem evoluído muito nos últimos anos, mas a gente não consegue traduzir isso em resultado”, diz. “Os nossos mestres e doutores não têm conseguido aumentar o número de patentes no Estado, o que nos deixa na 19ª colocação no item ‘propriedade intelectual’. Além disso, estamos apenas na 23ª posição quanto à competitividade global dos setores tecnológicos, porque a nossa indústria ainda é muito concentrada em setores de baixa tecnologia”.

Produção científica

De acordo com o estudo, o Ceará ficou na 10ª posição tanto em “produção científica” como em “inserção de mestres e doutores na indústria”. No quesito “qualidade da pós-graduação”, ficou em 11º e em “qualidade da graduação”, em 16º. Para Muchale esses indicadores poderão ter reflexo no resultado geral dos próximos anos. “Como a capacidade de inovação do Estado está em uma melhor posição, é possível que haja um ganho no futuro. Fica mais fácil alavancar porque já há uma base de ciência e tecnologia no Estado. E isso nos deixa otimista”.

Ciência e tecnologia

Com relação aos investimentos públicos em ciência e tecnologia, o Ceará aparece na 14ª colocação no País e na 5ª posição no Nordeste. O indicador considera as despesas com ciência e tecnologia como porcentagem das despesas totais. “O investimento público em educação não tem trazido o mesmo ganho dos investimentos do setor privado”, diz Muchale.

Para o economista, a atração de mestres e doutores para a iniciativa privada tem sido um dos desafios para alavancar a inovação no Estado. “Essas capacidades seriam intensificadas com a inclusão dessas pessoas no setor privado, que apresenta uma maior capacidade para o desenvolvimento da inovação, transformando com mais velocidade conhecimento em riqueza. E o Ceará tem uma situação fiscal que favorece esses investimentos”, diz.

Para a Fiec, ao criar um ambiente propício por meio de investimentos, “o setor público pode ser altamente eficaz em mitigar” incertezas e estimular o setor privado a investir em inovação. “Parte fundamental desse apoio se dá por meio do investimento público em Ciência e Tecnologia (C&T), o qual funciona como catalizador do investimento privado, atraindo novos atores e compartilhando os riscos inerentes ao processo”.

Infraestrutura

Além dos investimentos diretos em ciência e tecnologia, Muchale diz que empreendimentos como a Zona de Processamento de Exportação (ZPE) é de extrema importância para o aumento da competitividade e desenvolvimento de áreas relacionadas à inovação, já que proporciona um intercâmbio e concorrência com mercados mundiais.

“A ZPE traz uma competitividade autêntica, sendo um vetor de desenvolvimento muito importante para o Estado. Mas, para isso, a gente precisa atrair indústrias intensivas em inovação e tecnologia. A gente já tem uma academia com robustez técnica, o que precisamos agora é de integração”.

No quesito “infraestrutura e inovação”, o Ceará ficou na 11ª colocação no Brasil e na 3ª posição do Nordeste, atrás de Pernambuco (8º) e Sergipe (9º). “O Ceará está bem na parte de infraestrutura de tecnologia, mas ainda está mal no que se refere a parques tecnológicos”, diz Muchale.

Fonte: Diário do Nordeste em 12.10.2020

Ceará recebe selo mundial de destino seguro

Ceará recebe selo mundial de destino seguro

O selo tem como objetivo garantir a saúde dos viajantes e impulsionar a retomada do turismo no mundo

O estado do Ceará recebeu, nesta quinta-feira (8), o selo de segurança global ‘Safe Travels’ do Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC, sigla em inglês). De acordo com a Secretaria de Turismo (Setur), a certificação foi concedida após a pasta apresentar ao órgão os protocolos estabelecidos pelo Governo do Estado do Ceará. O ‘Safe Travels’ visa garantir a saúde dos viajantes e impulsionar a retomada econômica do setor de turismo no mundo.

“Aguardamos ter todos os protocolos prontos e aprovados para dar entrada no processo junto à WTTC e agora podemos dizer que temos essa certificação mundial e o turista pode estar tranquilo no nosso destino. Esperamos que o visitante também cumpra o que foi estabelecido nos protocolos para mantermos juntos o Ceará como destino seguro”, aponta o secretário estadual do Turismo, Arialdo Pinho.

Promoção aos principais mercados

De acordo com a Setur, após a conquista do selo, a pasta dará início ao trabalho de promoção do estado do Ceará nos principais mercados, nacionais e internacionais, o que ajudará na retomada econômica do setor de turismo, segundo Arialdo Pinho, reconquistando os números aos poucos os números dos últimos anos. “A pandemia afetou o setor em todo o mundo, aqui nao seria diferente. Mas a partir de um planejamento, vamos conseguir essa recuperação”, completa o secretário.

O selo de segurança global ‘Safe Travels’ foi lançado pelo World Travel & Tourism Council (WTTC) para conceder a destinos e empresas do setor de turismo que adotassem e cumprissem os protocolos de higienização e distanciamento social. O ‘Safe Travels’ tem apoio da Organização Mundial do Turismo (OMT) e mais de 200 grandes empresas do turismo no mundo. A certificação segue as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC).

Fonte: Diário do Nordeste em 08.10.2020

‘Ceará se prepara para ser um grande hub logístico do NE’

‘Ceará se prepara para ser um grande hub logístico do NE’

Avaliação é do advogado especializado em infraestrutura logística e membro do comitê técnico da feira de logística Expolog, Matheus Miller. Neste ano, o evento abordará transformações digitais na integração de negócios

A pandemia do novo coronavírus transformou drasticamente o modus operandi de várias atividades e deixa legados importantes no setor logístico. Na avaliação de Matheus Miller, advogado especializado em infraestrutura logística e membro do comitê técnico da Expolog, maior feira de logística do Norte e Nordeste, o Ceará está bem inserido nesse contexto e conta com uma boa preparação para ser um grande hub do segmento.

“Sabemos que as mudanças têm sido muito dinâmicas, mas o que se pode afirmar é que o Ceará vem se preparando para ser um grande hub de logística no Nordeste”, pontua Miller, destacando equipamentos que alicerçam essa avaliação, como o Aeroporto de Fortaleza e os portos do Pecém e Mucuripe.

“Há ferrovias a serem concluídas. É possível encontrar no Ceará um Estado pronto para satisfazer as necessidades do comércio exterior”, ressalta. Ele frisa, porém, que o desenvolvimento logístico da região está intimamente relacionado ao próprio desenvolvimento econômico, passando pelo consumo e pela produtividade.

“É importante entender que a infraestrutura facilita, mas é preciso que o Estado tenha movimento econômico e que tenha consumo para que esses instrumentos e ferramentas se complementem com isso”, avalia o advogado Matheus Miller.

Um dos legados da pandemia é um olhar diferenciado para o setor logístico em decorrência da paralisação das atividades. O crescimento dos condomínios logísticos – espaços de armazenamento de insumos e produtos que permitem o rateio de custos -, por exemplo, é um desses reflexos.

“Ao paralisar o transporte mundial, a pandemia reacendeu o receio de desabastecimento em certas cadeias produtivas, o que fez com que empresas, que estão nessas cadeias, voltassem a formar estoques próximos de suas plantas produtivas”, explica. Ele afirma que esse é um movimento contrário ao que vinha sendo observado na década de 1990 e início dos anos 2000, quando as empresas foram deixando de formar estoque para evitar a imobilização de capital. Os condomínios logísticos apresentaram, no segundo trimestre de 2020, crescimento de 10,3% em área na comparação com igual período de 2019.

Evento

O impacto das transformações digitais na integração de negócios e as tendências da logística para os próximos anos é o tema da Expolog 2020, que será realizada pela primeira vez em formato digital nos dias 9 e 10 de dezembro. Esta é a 15ª edição da feira. De acordo com Enid Câmara, coordenadora geral da atividade, a expectativa é que o formato digital possibilite um maior alcance ao evento. “A gente está apostando em uma exposição das marcas e isso é um ponto positivo dessa plataforma”, pontua a coordenadora da Expolog.

O evento terá cerca de 100 expositores e mais de 100 palestras, que devem ser acompanhadas por pelo menos cinco mil espectadores. A Expolog conta com a promoção do Diário do Nordeste. É realizada pelo Instituto Future, Prática Eventos, Câmara de Comércio e Indústria Brasil Portugal Ceará e Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas e Logística no Estado do Ceará (Setcarce).

A feira tem também o patrocínio da Associação das Empresas do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Aecipp), da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), do Tecer Terminais Portuários e da Termaco Logística, em parceria com a Confederação Nacional do Transporte (CNT), a Federação das Empresas de Transporte de Cargas e Logística do Nordeste (Fetranslog), a Federação das Câmaras de Comércio Exterior (FCCE), a NTC&Logística e o Sindace.

Fonte: Diário do Nordeste em 07.10.2020

Estudo confirma estimativa do PIB do Ceará superando o do Brasil

Estudo confirma estimativa do PIB do Ceará superando o do Brasil

Levantamento do Núcleo de pesquisas Econômicas da Universidade de Fortaleza aponta que a atividade da economia cearense deverá superar a média do País em todos os cenários neste ano e em 2021

Com uma boa situação fiscal, na comparação com outros estados brasileiros, e com o retorno da maior parte das atividades econômicas suspensas durante o período de quarentena, o Ceará deverá apresentar um desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) melhor do que o do Brasil, tanto no fechamento de 2020 como no de 2021. De acordo com o Núcleo de Pesquisas Econômicas (Nupe) da Unifor, para este ano, o PIB estadual deverá apresentar uma retração entre 5,9% e 2,8%, com cenário mais provável de -4,4%. Para o País, o Nupe estima uma queda de 6,7% a 3,6%, com cenário mais provável de -5,1%.

O cenário confirma a previsão já apresentada pelo Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece) em junho deste ano de que o PIB estadual deverá encolher 4,92% em 2020, enquanto o nacional terá queda de 6,5%.

“O Ceará é o Estado da federação que tem as contas públicas mais ajustadas. Nos últimos anos, o Estado teve condições de fazer caixa para fazer investimentos em infraestrutura, como a ampliação do Porto do Pecém, o hub aéreo e outros projetos que estão em andamento. E esses investimentos atraem empresas para o Ceará”, destaca o professor Chico Alberto, coordenador de Ciências Econômicas da Unifor. “Então é natural que o Ceará, assim como em anos anteriores, tenha um desempenho econômico melhor do que o Brasil, o que se reflete nas estimativas do PIB para 2020 e para 2021”.

Para 2021, o Nupe estima um crescimento do PIB cearense de 2,8%, no cenário pessimista, a 5,6%, no cenário otimista, com resultado provável de 4,2%. Já para o Brasil, o núcleo de pesquisas prevê um crescimento de 2,1% até 4,9%, com cenário mais provável de 3,5%. “O desempenho da economia do Ceará em relação à do Brasil é resultado de uma tendência histórica. De 2014 para 2019, enquanto o PIB do Brasil caiu 2,5% o do Ceará apresentou um crescimento de 0,87%”, diz Alberto.

O professor e economista Ricardo Eleutério destaca ainda que o modelo de retomada das atividades adotado no Ceará vem se mostrando mais eficiente do que o de outras unidades da federação.

Resultados

“A gente vem tendo um comportamento do PIB melhor do que o nacional e isso se deve sobretudo ao programa de reabertura gradativa da economia do Ceará, que foi bastante planejado pelo setor público e contou com a participação de economistas e do setor privado”, afirma Eleutério.

No segundo trimestre de 2020, ante igual período de 2019, o PIB cearense apresentou uma retração de 14,55%. Já no primeiro semestre de 2020, a queda foi de 7,58%, enquanto no acumulado dos últimos quatro trimestres verifica-se um decréscimo de 2,72%, o que sinaliza um movimento de recuperação ao longo dos meses. Para 2021, o Nupe avalia que há uma previsão de retomada do crescimento da economia cearense, puxada pela execução de “grandes investimentos públicos estruturantes planejados”, que influenciará atividades ligadas à cadeia de produção da construção civil. A movimentação deve aumentar a produção e consequentemente a massa salarial, além da arrecadação de tributos no Estado.

Para o Brasil, as expectativas da variação do PIB setorial para 2021 mostram uma recuperação muito tímida. Para a indústria é esperado um crescimento de 4,7%; para o setor de serviços de 3,5%; e para o setor agropecuário de 2,5%.

Câmbio

Em relação ao comportamento da taxa de câmbio, o Nupe aponta que o Real está entre as moedas mais desvalorizadas do mundo em 2020, o que vem favorecendo as exportações. Mas que a perda de força não é exclusividade do real.

Fonte: Diário do Nordeste em 07.10.2020

Como acelerar 10 anos de avanços tecnológicos na sua empresa em poucos meses; Google ensina

Como acelerar 10 anos de avanços tecnológicos na sua empresa em poucos meses; Google ensina

Empresa criou programação especial para comemorar o Dia Nacional da da Micro e Pequena Empresa e auxiliar empreendedores

A restrição das atividades em decorrência da pandemia do novo coronavírus forçou e acelerou a digitalização de centenas de negócios, viabilizando a continuidade da operação no período. Para ajudar os empreendedores a fazer essa adaptação e potencializar os resultados de quem já deriu aos canais digitais, o Google inicia nesta segunda-feira (05) uma série de ações para auxiliar. Uma delas é como acelerar dez anos de avanços tecnológicos em poucos meses para acompanhar o crescimento do novo consumo à distância.

Apesar da crescente adesão das micro e pequenas empresas ao ecommerce, levantamento do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) revela que 12% dos que ainda não utilizam o ecommerce não sabem como aplicar ao seu negócio.

Recente pesquisa do Google em parceria com a IPSOS também demonstra que 54% dos participantes estão comprando mais em lojas online durante a pandemia e que 43% deles não veem mais razão para ir até a loja física quando têm a opção de comprar online.

Analisando os dados gerais do ecommerce no Brasil, como cada segmento se adaptou e as iniciativas individuais que mais geraram retorno, o Google elencou tendências e dicas de posicionamentos que deram certo durante a pandemia.

1- Uso do marketplace

Segundo a Associação Brasileira do Comércio Eletrônico (Abcomm), apenas em março, 107 mil novos estabelecimentos se registraram no ambiente online. A opção pode ser mais rápida e barata do que desenvolver uma plataforma própria em meio à crise.

2 – Lojistas físicos que apostaram no online

Empresas físicas que resolveram apostar nos canais digitais acabaram saindo na frente e com um aumento de tráfego superior. Enquanto lojas presentes on e offline avançaram 63% no tráfego em junho, aquelas exclusivamente virtuais apresentaram alta de 39%, segundo dados do SimilarWeb.

3- Crescente concorrência

Outra tendência capturada pelo Google é que, com o maior número de compras de produtos do dia a dia através da internet, as lojas iniciaram um corrida para disponibilizar em seus canais tais itens e capturar parte das vendas, aumentando a concorrência e com marcas diversificando seus segmentos de atuação.

Dessa forma, a plataforma enumerou três estratégias para vender em canais digitais:

– Acelerar os planos de vender no e-commerce, focando em produtos de higiene ou não perecíveis
– Prezar por entregas bem feitas e dentro dos prazos
– Tornar possível entregas mais robustas, como acontece nos deliveries de supermercado

Dia Nacional da Micro e Pequena Empresa

Aproveitando as comemorações do Dia Nacional da Micro e Pequena Empresa, o Google preparou uma programação para ajudar empreendedores. Uma das ações é um treinamento no Google Academy sobre o novo comportamento do consumidor e insights para ajudar o pequeno negócio a se reinventar.

Já para aqueles que precisam dar os primeiros passos nas vendas on-line, atrair clientes e ter sucesso nessa nova empreitada, o Google e a Loja Integrada lançam a Jornada Quero Vender Online, que será realizada entre os dias 6 e 8 de outubro, começando sempre às 12h.

Os empreendedores também poderão contar com mentorias, que acontecerão entre os dias 13 de outubro a 24 de novembro, e abordarão temas desde como tirar uma ideia do papel a gestão das emoções para empreender.

Além dos novos projetos, a plataforma continua com o programa Cresça Suas Vendas com o Google que, até o momento, já ajudou mais de 35 mil negócios a criarem suas lojas virtuais. Nele, os inscritos recebem ferramentas e cursos de graça.

Fonte: Diário do Nordeste em 05.10.2020

Luso-brasileiro projeta fábrica de aviões e criação de 1.200 empregos no Alentejo

Luso-brasileiro projeta fábrica de aviões e criação de 1.200 empregos no Alentejo

O português CEiiA e a brasileira Desaer vão esta sexta-feira(25/09) lançar, em Évora, na presença de dois ministros, o programa de desenvolvimento e industrialização do ATL-100, uma aeronave leve de transporte até 19 passageiros e 2,5 toneladas de carga.

O CEiiA, que tem mais de três centenas de engenheiros em Matosinhos a projetar produtos e sistemas de última geração por ar, terra e mar, e a Desaer, empresa brasileira especializada no desenvolvimento de aeronaves, lançam esta sexta-feira, 25 de setembro, em Évora, nas instalações do centro de engenharia no PACT (Parque do Alentejo de Ciência e Tecnologia), o Programa ATL-100.

Este programa resulta da “joint venture” entre o CEiiA e a Desaer e visa “o desenvolvimento e industrialização de uma aeronave ligeira de nova geração para um mercado de curtas distâncias, multi-configurável para maior flexibilidade na logística de passageiros e mercadorias, desenhada para menores custos operacionais e maior sustentabilidade, prevendo a evolução para plataforma neutra em carbono”, explica o centro de engenharia português, em comunicado.

O ATL-100 está configurado para o transporte de passageiros até 19 pessoas e para carga até 2,5 toneladas.

“Com este programa, queremos reforçar de forma definitiva aquele que é o polo aeronáutico nacional em Évora, com o desenvolvimento de um programa completo e inovador que nos permite criar um novo integrador a partir de Portugal, para a industrialização e operação de aeronaves de nova geração”, afirma Miguel Braga, da direção do CEiiA.

Já Roberto Figueiredo, acionista da Desaer, realça que “esta parceria, que agrega competências complementares do setor aeroespacial de Portugal e do Brasil, além de ser um importante projeto de inovação tecnológica e de criação de emprego em ambos os países, assume ainda mais relevância num contexto de crise do setor provocado pela pandemia Covid-19”.

Trata-se do primeiro programa aeronáutico completo que vai desde o desenvolvimento, industrialização e operação de aeronaves de nova geração a partir de Portugal. O lançamento oficial do programa contará com as presenças da ministra da Coesão Social e do ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.

Com um cronograma de desenvolvimento a cinco anos, este projeto aeronáutico “prevê o envolvimento de mais de 30 empresas e universidades nacionais e internacionais, nomeadamente ligadas aos programas como o MIT”, estimando que o programa ATL-100 “tenha um impacto direto de 1.200 empregos qualificados na região do Alentejo”.

A atração para Portugal deste programa resulta da capacidade criada em Portugal nos últimos anos em programas como o KC-390.

De entre as dezenas de projetos que o CEiiA tem em curso, refira-se, por exemplo, a sua participação precisamente no Programa KC-390, o maior avião até ao momento desenvolvido pela também brasileira Embraer, e ter ganho um contrato para a conceção e o desenvolvimento de algumas das principais aeroestruturas do primeiro modelo de avião a construir pela chinesa Guanyi.

A Desaer é uma empresa de desenvolvimento e fabrico de aeronaves, localizada em São José dos Campos, no Brasil.

Foi em 2017 que ex-quadros da Embraer e do ITA fundaram a Desaer para criar o ATL “como resposta à oportunidade de substituir o Embraer Bandeirante, projeto já apresentado e validado pela Força Aérea Brasileira”.

Fonte: Jornal de Negócios em 24.09.2020

Agricultura cearense deve crescer 20% e chegar a R$ 3,5 bi em vendas

Agricultura cearense deve crescer 20% e chegar a R$ 3,5 bi em vendas

Resultado de uma boa quadra chuvosa e do aumento da demanda interna e externa, a produção de frutas deve puxar o bom desempenho da agricultura local neste ano. Algodão e hortaliças também são destaque

Menos impactada pela pandemia e beneficiada por uma boa quadra chuvosa, a agricultura cearense deve encerrar o ano com um crescimento da ordem de 20% e chegar a R$ 3,5 bilhões em vendas, segundo estima o secretário executivo do Agronegócio da Secretaria do Desenvolvimento Econômico e Trabalho do Estado (Sedet), Sílvio Carlos Ribeiro.

Ele avalia que esse cenário, aliado a um crescimento das vendas ao mercado interno e externo, contribuirá para esse desempenho, maior que o notado em 2019. Se a projeção se confirmar, a expectativa dele é que o Produto Interno Bruto (PIB) da agricultura do Estado do Ceará suba mais de 6%. A projeção não leva em conta os produtos da pecuária, que, segundo o secretário, ainda estão sendo analisados.

A fruticultura, segundo Sílvio Carlos, é um dos segmentos que mais deve contribuir para o resultado do setor – ele prevê que um avanço também de 20% da produção das frutas neste ano, já que houve uma demanda mais alta tanto do mercado nacional como internacional. O número, porém, é contestado pela Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas (Abrafrutas), que prevê um crescimento um pouco mais modesto, mas também significativo, de 10% frente a 2019.

O secretário executivo do Agronegócio lembra que, durante os meses mais intensos de isolamento social, os exportadores de frutas estavam na dúvida se teriam ou não demanda vinda na Europa, especialmente de melão e melancia, o que os deixou apreensivos. Mas encomendas da Europa acabaram surpreendendo e superando a programação de cultivo.

“Além de mais pedidos, o câmbio ajudou bastante para eles exportarem. Nós temos muitos pedidos de melão e melancia. Até brincamos que faltariam nos supermercados. Com as parcerias firmadas com outros países, isso tende a aumentar”, diz.

Sílvio Carlos destaca que o Estado do Ceará é bem visto no exterior e tem um bom “cartão de visitas” quando se refere a frutas, o que gera interesse em outros países em comprar da região, especialmente as que são das áreas livres de plantação, localizadas em Aracati, Icapuí, Itaiçaba, Quixeré, Limoeiro do Norte e Jaguaruana.

“Estamos empolgados com essa parceria que será firmada com outros países. A gente vê representantes do setor indo atrás de mais áreas livres de plantação. Temos aqui 70 mil hectares irrigados, mas temos capacidade para irrigar 286 mil. Isso só não ocorre porque não temos reservas hídricas satisfatórias e ainda não temos uma infraestrutura adequada. Mas isso vai mudar. Todos estão empolgados com isso (aumento da procura pelas frutas)”, pontua Sílvio Carlos.

O presidente da Associação das Empresas Produtoras Exportadoras de Frutas e Derivados (Abrafrutas), Luiz Roberto Barcelos, endossa que a pandemia não impactou negativamente o setor. Ele avalia que o aumento das vendas do setor se deu porque as pessoas estavam mais preocupadas com uma alimentação mais saudável e demandaram, especialmente, as frutas cítricas e as que precisam ser descascadas, como banana, melão e manga.

O setor tem como expectativa que o Ministério da Agricultura firme mais parcerias para vendas de frutas<MC0>, aponta Barcelos, de forma que os produtores rurais tenham mais oportunidades de vendas. “Há conversas para exportarmos para a outros países, mas nada certo ainda. Nossa função é manter as área livres de pragas, porque ficaremos impedidos de exportar. Esperamos que ocorra até o próximo ano”.

Produção de caju
Outra cultura que deve apresentar um crescimento robusto neste ano é a do caju – o Ceará é líder nacional na exportação de castanha, tendo sido responsável por 81,58% das exportações brasileiras do produto no ano passado. Segundo o presidente da Câmara Setorial do Caju, Rodrigo Diógenes, a previsão é que 2020 tenha uma safra entre 5% e 10% maior que a do ano passado. No entanto, os fortes ventos e precipitações ocorridos entre junho e julho, especialmente no litoral, causaram um aumento na quantidade de doenças do cajueiro, o que está deixando a situação preocupante, com possibilidade de não concretizar esse aumento na safra 2020.

Por outro lado, ele pondera que a cadeia produtiva do setor tem avançado no beneficiamento dos produtos derivados do caju, o que valoriza os produtos comercializados. “O número de fábricas, pequenas fábricas de cajuína e beneficiamento da castanha, está aumentando. Hoje em dia, no Ceará, tudo o que se produz de caju é consumido internamente. Esperamos aumento significativo de produtores e empreendedores que não vendem mais o caju como matéria-prima, mas buscam transformá-lo na sua própria fazenda e já comercializar o produto acabado, agregando valor”, salienta Diógenes.

Ele explica que o setor já esperava uma elevação considerável do consumo de produtos oriundos do caju e da castanha, já que há uma demanda mais forte de consumo por produtos naturais.

“Temos a banana, que se aproveita in natura e em doces, por exemplo. Hoje em dia, com o caju também se faz isso. Existe, atualmente, uma tendência grande de se utilizar a fibra do caju para substituir a fibra animal. Então, apesar dessa preocupação, há uma elevação do aproveitamento integral da produção do caju, equilibrando as contas do produtor”, ressalta.

Algodão
Apesar de o carro-chefe do crescimento da agricultura local ser a fruticultura, Sílvio Carlos acrescenta que o desempenho do setor também será impulsionado pelas culturas de algodão e hortaliças, especialmente as de tomate e pimentão.

O Ceará já foi o segundo maior produtor de algodão do nos anos 70 e hoje está numa animada retomada, principalmente nas regiões do Centro-Sul e Cariri.

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Algodão de Campina Grande (PB), em parceria com a Secretaria do Desenvolvimento Econômico do Ceará (Adece) e as secretarias municipais de Agricultura, implantaram em 2016 o projeto Modernização do cultivo do algodão no Estado do Ceará, voltado para a produção de algodão de sequeiro.

Em 2018, foram cultivados 30 hectares no Cariri. No ano seguinte, a área expandiu para 700 hectares. Em 2020, a expectativa é mais que dobrar o cultivo do ano passado.<CF73>

Safra 2019
De acordo com a Pesquisa Agrícola Municipal de 2019 (PAM), divulgada na última quinta-feira (1) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a safra agrícola do Ceará teve uma elevação de 8,3% no ano passado e ocupa a 5º posição no ranking entre os estados do Nordeste. O valor das principais culturas do Estado alcançou o montante de R$ 2,91 bilhões.

A pesquisa do IBGE também informou que algumas culturas subiram fortemente. É o caso da banana (14,6%); tomate (14%); maracujá (11,2%); milho (10,4%); feijão (9%); castanha de caju (8.8%); e mandioca (6,6%).

Quanto aos municípios, Guaraciaba do Norte foi o que registrou maior valor da produção agrícola no ano passado. O município responde por cerca de 7% do valor total do Estado, com um montante de R$ 205 milhões, um avanço de 41% em relação a 2018.<MC0>

Fonte: Diário do Nordeste em 01.10.2020

Ceará atraiu mais de R$ 56 bilhões em investimentos no mês de setembro

Ceará atraiu mais de R$ 56 bilhões em investimentos no mês de setembro

Quem encabeça a lista são os projetos de geração de energia offshore (capaz de aproveitar a força dos ventos nos mares)

Mesmo com a retração do PIB e a economia local aos poucos se recuperando, o Ceará faz o dever de casa no que diz respeito à atração de investimentos. Em setembro foram aproximadamente R$ 56,8 bilhões na somatória de projetos captados. É o que revela o titular da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Trabalho (Sedet), Maia Júnior.

Quem encabeça a lista são os projetos de geração de energia offshore (capaz de aproveitar a força dos ventos nos mares). Com capacidade de produção estimada em 5,2 GW, são R$ 50 bilhões. “O Ceará está se posicionando na dianteira. Cada GW representa R$ 10 bilhões. Uma torre offshore é capaz de gerar 15 MW de energia. Já uma onshore (em terra) gera 4,2 MW. Conseguimos também uma fábrica de aerogeradores no valor de R$ 400 milhões”, pontua.

Maia também elenca a refinaria da Noix Energy, na Zona de Processamento de Exportação (ZPE), no Pecém. Os investimentos giram em R$ 4,2 bilhões. No rol entra a assinatura do memorando de entendimento da usina de Itataia, cujo investimento gira em R$ 2,2 bilhões.

“São segmentos econômicos estruturadores que só confirmam o pioneirismo do Estado”, reforça Maia.

Vulcabras em Horizonte
Após a Vulcabras fechar acordo com a Alpargatas para a aquisição da Mizuno do Brasil, Maia relata que o time da secretaria entrou em campo para atrair os investimentos para o Ceará.

“No mesmo dia do anúncio, entrei em contato com o Pedro (Grendene). Falei para o governador da situação e ele se prontificou a buscar o negócio”, destacou. Ainda relevou que a Vulcabras foi assediada por outros Estados.

“Eles ainda vão detalhar o projeto para poder formalizar o acesso às políticas de incentivo. Será praticamente uma nova fábrica, apesar de fazerem no mesmo complexo fabril”, complementou Maia sem destacar o montante a ser investido no novo empreendimento.

Fonte: Jornal Focus em 28.09.2020

Turismo: baixo índice de contaminação fortalece Ceará como destino

Turismo: baixo índice de contaminação fortalece Ceará como destino

Setor debate a articulação entre os agentes públicos e privados do trade para que gargalos surgidos na pandemia sejam superados. Aposta é de que índice de movimentação pré-pandemia seja atingido no 2º semestre de 2021

A redução dos índices de mortes e de contaminação por Covid-19 no Ceará deve formar a base de divulgação para que os turistas voltem ao Estado, segundo defendem alguns representantes do trade turístico local.

A ideia é que o desempenho do Ceará no combate à disseminação pelo novo coronavírus seja levado aos viajantes e ajude a atrair turistas nas próximas temporadas – as quais devem ter os brasileiros como principais clientes.

O fomento e a promoção do destino “Ceará” durante a retomada é uma forma de restabelecer esse patamar vivenciado pelo turismo no ano passado, acredita a presidente do Sindicato das Empresas Organizadoras de Eventos e Afins no Estado do Ceará (Sindieventos-CE), Circe Jane Teles. Ela avalia que, se esse processo for bem planejado e organizado, os resultados já serão aparentes em 2021.

A recuperação dos voos também é uma preocupação dela. Para solucionar esses desafios, a presidente do Sindieventos-CE aposta no trabalho conjunto entre a iniciativa pública e privada.

“Precisamos estar em sintonia, tanto o poder público quanto o privado, para entendermos quais são os pontos favoráveis, como a gente pode colocar Fortaleza e outros municípios, e o Estado como um todo, na prateleira do mercado de turismo e de eventos”, aponta.
O questionamento deve guiar os debates promovidos pelo Conselho Empresarial de Turismo e Hospitalidade do Sistema Fecomércio Ceará (Cetur), a partir de hoje (25), no canal do YouTube da Fecomércio.

Ampla divulgação

Para seduzir esse público nacional de turistas que vem avançando de forma tímida e atraí-lo a novos destinos, o presidente do Sindicato Estadual dos Guias de Turismo do Ceará (Sindegtur), Alberto Augusto, também aposta na ampla divulgação da situação de segurança sanitária vivenciada pelo Ceará nesta fase da pandemia.

“Se nós conseguirmos destacar isso diante do público do Brasil e até internacional, nós vamos ter consequências favoráveis de que o turismo volte a passos mais rápidos, mais largos. Por enquanto, ele está muito tímido, e o turismo local muito avançado”, afirma.
A alta temporada de férias não deve potencializar de forma significativa o setor agora, segundo Augusto. “O ‘boom’ só deve acontecer a partir da metade do ano que vem, se a pandemia estiver em estágio controlado”.

Outros potenciais

Mas, para tornar o Ceará uma referência no turismo para os cenários nacional e internacional, Circe Jane aponta ser necessário que as iniciativas pública e privada invistam também em destinos que não envolvam somente sol e mar.

“Acho que a gente tem que atrair novos equipamentos, resorts, além de também estabelecer um foco no turismo diferenciado, não só de sol e praia, mas tem colocar pontos no Ceará, como serra e sertão. Fazer o geoparque Araripe ter um fomento a mais de fluxo turístico, ou seja, essas regiões que ainda não são contempladas com um fluxo satisfatório. Precisamos divulgar nossas riquezas”, reforça.
Augusto cita o turismo direcionado à prática de esportes, além dos recursos naturais, como possibilidade que deve ser analisada pelo segmento.

Fonte: Diário do Nordeste em 24.09.2020

Governo Federal pretende atrair R$ 10 bilhões com venda de portos

Governo Federal pretende atrair R$ 10 bilhões com venda de portos

O presidente Jair Bolsonaro espera, até o fim de 2022, repassar 31 portos à iniciativa privada. Caso esta ação se concretize, a arrecadação total deve chegar a mais de R$ 10,7 bilhões.

Este valor foi estimado pelo secretário de Portos do Ministério da Infraestrutura, Diogo Piloni, em entrevista ao jornal Valor Econômico. Segundo Piloni, quatro terminais em portos têm licitação agendada para o dia 18 de dezembro: dois em Aratu (BA), para a movimentação de grãos e minérios, um de veículos em Paranaguá (PR) e um de granéis líquidos em Maceió (AL).

Piloni ainda afirma que a equipe econômica deu sinal verde para o valor pago pelos grupos vencedores nos leilões seja revertido diretamente a favor das autoridades portuárias (Companhias Docas).

Fonte: Terra Brasil em 21.09.2020