Do vermelho para o azul: administradora do Porto do Mucuripe aposta em parcerias e concessões

Do vermelho para o azul: administradora do Porto do Mucuripe aposta em parcerias e concessões

Presidida pela engenheira Mayhara Chaves, a Companhia Docas do Ceará apostou numa série de ações para fazer com que a empresa voltasse a ter caixa

Uma companhia pública deficitária que passou do vermelho para o azul. Essa é a nova realidade da Companhia Docas do Ceará (CDC), administradora do Porto do Mucuripe. Os números são mais que satisfatórios: 180% de crescimento do Ebitda* em 12 meses.

Presidida pela engenheira Mayhara Chaves, a CDC apostou numa série de ações para fazer com que a companhia voltasse a ter caixa. As parcerias com empresas, além do aumento constante da movimentação de cargas, deram frutos. Uma prévia foi o resultado financeiro em 2019: R$ 3,33 milhões.

No rol de produtos que alavancaram os números em 2020 estão granéis sólidos (cereais e não cereais), com destaque para o trigo, manganês, escória e clínquer. Nas cargas gerais, as partes de pás eólicas também vêm ganhando espaço, assim como os granéis líquidos. Mesmo com a pandemia, os processos de carga e descarga seguiram um rígido protocolo de medidas de biossegurança.

Para completar, a empresa ainda modelou o berço 106. Construído para receber navio de cruzeiros, quando não está no período da temporada, abriga operações de contêineres.

“Não há dúvida que temos muito trabalho a ser feito para tornar o Porto de Fortaleza cada vez mais competitivo, mas os acertos até aqui foram expressivos. É nessa linha de planejamento, comprometimento e transparência que pretendemos continuar crescendo na movimentação de cargas e na atração de novos clientes com bastante eficiência”, destacou Mayhara Chaves diretora-presidente da CDC.

Concessões
Enquanto as parcerias possibilitaram um aumento de receita para a CDC, as concessões são uma espécie de “cereja” do bolo. O Cais Pesqueiro e a retroárea do Porto do Mucuripe já foram concedidos à iniciativa privada. Quem aguarda para entrar na lista é o Terminal Marítimo de Passageiros, cuja licitação foi cancelada por conta da pandemia da COVID-19.

Também é esperado o arrendamento do Cais Pesqueiro de Camocim, assim como a licitação de uma área destinada à mistura de combustível (antiga Ferrovia Transnordestina Logística) por parte da Secretaria Nacional de Portos e da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

* A CDC informou ao Focus que posteriormente detalhará o Ebitda em milhões de reais

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Fonte: Focus.jor em 30.06.20

História da M. Dias Branco é selecionada como estudo de caso de abertura de capital pela B3

História da M. Dias Branco é selecionada como estudo de caso de abertura de capital pela B3

Objetivo do case é municiar estudantes e inspirar empresários com potencial para captar recursos por meio da bolsa de valores

A M. Dias Branco foi escolhida como estudo de caso da B3 para o segundo e-book lançado pela bolsa de valores brasileira. Intitulado “Da família para o mundo: A abertura de capital da M. Dias Branco”, o case conta toda a história da Companhia e foca no período da abertura de capital e na evolução da empresa a partir do IPO (Initial Public Offering). Assinado pela pós-doutora em Administração de Empresas Marcelle Colares de Oliveira, o e-book já está disponível gratuitamente clicando aqui. 

“Receber esse reconhecimento da B3 é de suma importância para nossa Companhia e para todos os profissionais que contribuíram direta ou indiretamente para seu desenvolvimento ao longo de sua trajetória. A abertura de capital, realizada em 2006, constitui-se em um importante marco de nossa história. Impulsionou a Companhia a continuar implementando melhorias em sua governança e apoiou decisivamente seu crescimento orgânico e inorgânico, contribuindo, assim, para a perpetuação do negócio”, afirma Francisco Ivens de Sá Dias Branco Jr., presidente da M. Dias Branco. “Desde então, a Companhia continuou expandido sua atuação para novas categorias de produtos, realizou a aquisição de marcas importantes no cenário nacional, como Vitarella e Piraquê, bem como ampliou significativamente seu parque industrial. Se somos a maior empresa de massas e biscoitos do País, muito se deve, também, à confiança do mercado de capitais”, completa o empresário.

De acordo com Rogério Santana, diretor de Relacionamento com Empresas da B3, um dos objetivos da série de e-books é trazer visibilidade para histórias reais de captação de recursos por meio da emissão de ações, para inspirar outras empresas e mostrar que o mercado de capitais é uma opção que deve ser avaliada por elas. A ideia é que o estudo de caso da M. Dias Branco possa ser utilizado como referência para essas empresas e, também, por alunos de pós-graduação, graduação ou cursos executivos em Administração de Empresas ou Contabilidade, que hoje carecem de cases de companhias brasileiras. “Histórias de sucesso como a da M. Dias Branco nos ajudam a mostrar que o mercado de capitais está disponível para empresas de diferentes portes e segmentos de atuação e que seu acesso pode de fato contribuir para a longevidade dos negócios”, diz Santana.

Compartilhar a história de sucesso da M. Dias Branco, fundada em 1936, como Padaria Imperial, e transformada em Fábrica Fortaleza em 1953, tem como objetivo levar aos empresários e alunos uma reflexão sobre os motivos para uma empresa buscar recursos para investimento por meio da bolsa de valores e o que ajuda a tornar a operação bem-sucedida. O case traz informações também para que os leitores possam verificar as melhorias em gestão corporativa após o IPO e as ações que devem ser adotadas para a longevidade de uma companhia que nasceu como uma empresa familiar.

Conforme registrou o escritor Sérgio Vilas-Boas na biografia do fundador da M. Dias Branco, Francisco Ivens de Sá Dias Branco (Ivens Dias Branco: simples, criativo, prático): “a abertura de capital, sob a ótica da família, permitiu a aplicação dos recursos captados em novos empreendimentos e, dada a confortável situação patrimonial, financeira e econômica da empresa, pode-se afirmar que a motivação não foi financeira, mas baseada na vontade de perpetuação do negócio. A empresa estaria mais preparada para perdurar independentemente da presença da família. A abertura do capital foi uma estratégia avalizada por Ivens, presidente da M. Dias Branco S/A, com vistas à longevidade da empresa”.

O case publicado pela B3 lembra que, em 24 de junho de 2016, Sr. Ivens, então presidente do Conselho de Administração, faleceu, deixando preparada a sucessão na empresa. Ele sempre declarava que a abertura de capital havia contribuído extraordinariamente para o processo de sucessão, com a profissionalização da gestão e o fortalecimento da governança corporativa.

Entre as ações de governança implementadas por Sr. Ivens, o case cita: criação do Comitê de Auditoria, em março de 2007, para assessorar o Conselho de Administração; criação do Comitê de Estratégia e Desempenho Empresarial, em abril de 2010, para assessorar a Diretoria Estatutária; criação do Comitê Executivo, em 2010; criação do Comitê de Ética, em 2013; criação do Comitê de Saúde e Segurança do Trabalho, em 2014; e criação do Comitê de Sustentabilidade, em 2015, composto por membros das diretorias não estatutárias, para assessorar a Diretoria Estatutária.

Como a M. Dias Branco S/A passou a ter novos investidores, além dos acionistas da família fundadora, a empresa também estruturou sua Diretoria de Relações com Investidores para fazer a comunicação com seus novos acionistas. A empresa é listada no Novo Mercado da B3.

A segunda edição do e-book da B3 traz ainda os cases do Magazine Luiza, Totvs e Odontoprev.

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O advogado José Maria Zanocchi, sócio da CBPCE, lança o livro “A Proteção do Meio Ambiente no Comércio Internacional”

O advogado José Maria Zanocchi, sócio da CBPCE, lança o livro “A Proteção do Meio Ambiente no Comércio Internacional”

Publicado pela Lumens Juris, o livro tem objetivo de apresentar de maneira inédita no Brasil como o comércio internacional interage com políticas ambientais

A obra é produto de mais duas décadas de trabalho e pesquisa do autor nessas áreas que hoje se encontram no topo das preocupações globais. “A Proteção do Meio Ambiente no Comércio Internacional” é lançada para apresentar e discutir a interação complexa dessas relações nas suas dimensões políticas, econômicas e jurídicas, com projeção internacional.

O tema é analisado a partir de abordagem multidisciplinar, emoldurada sobre as raízes da histórica divisão entre países desenvolvidos e em desenvolvimento, relacionando-as com as mais recentes tendências na ordem mundial contemporânea.

O livro revela como a Ciência do Direito evoluiu para enfrentar novos paradigmas introduzidos pela consciência ecológica e seus reflexos no Direito internacional; e como a meta transversal do desenvolvimento sustentável pressiona pela conformação do comércio em bases mais justas e equitativas. O objetivo é demonstrar como impulsionar políticas de proteção do meio ambiente por meio das relações econômicas, promovendo desenvolvimento sem comprometer a qualidade do meio ambiente na Terra.

A publicação encontra-se já disponível no site da editora Lumens Juris, com valor inicial de lançamento promocional durante todo o mês de junho e julho.

SOBRE O AUTOR
José Maria Zanocchi é advogado e professor de Direito internacional. É sócio do escritório de advocacia Montenegro, Zanocchi e Gentile, com mais de 20 anos de atuação nos segmentos de direito ambiental, comércio exterior, arbitragem comercial e investimento estrangeiro. É Cônsul Honorário do Uruguai em Fortaleza desde 2011 e atualmente coordenador do Centro de Mediação e Arbitragem da Câmara Brasil Portugal no Ceará. Está vinculado ao Programa de Doutorado em Direito da Universidade do Ceará (UFC).

SERVIÇO:
Lançamento virtual do livro “A Proteção do Meio Ambiente no Comércio Internacional”
Editora Lumen Juris
Link direto: https://bityli.com/P6xCL
Informações e contatos: (85) 4006-5880 / (85) 98722-2848
jose.zanocchi@mzg.com.br

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Tecnologia, desigualdade e incerteza

Tecnologia, desigualdade e incerteza

Bill Gates em 2015, no decorrer da palestra “A próxima epidemia? Não estamos preparados”, lembrava que a guerra nuclear era o desastre mais temido quando criança. Na oportunidade, alertou: “hoje, o maior risco de catástrofe global não se parece com uma bomba, mas sim com um vírus. Investimos muito em armas nucleares, mas bem pouco em um sistema para barrar uma epidemia. Não estamos preparados”.

O Ebola era a epidemia daquele período e o mundo mobilizava-se na tentativa de controlá-la. Gates estava correto ao profetizar o perigo de catástrofes globais provocadas por vírus. A pandemia do coronavírus é uma dessas catástrofes. A mesma agudizou a questão da incerteza na agenda mundial.

Edgar Morin, pensador francês, ao refletir sobre a catástrofe da Covid-19 observa que “não sabemos se devemos esperar o pior, o melhor, ou ambos misturados: caminhamos na direção a novas incertezas”, porque os efeitos políticos, econômicos, nacionais e planetários resultantes do isolamento social são ainda desconhecidos.

Assinale-se que cada crise guarda peculiaridades com as circunstâncias histórica, política, cultural, socioeconômica, tecnológica, científica em que se dá.

Prospectando tendências pós-pandemia Covid-19, algoritmos, padrões, protocolos hiperconectados povoam com intensidade o cotidiano das pessoas, empresas e governos. Nesse sentido, a transformação digital segue veloz substituindo o presencial e incrementando a denominada low touch economy, a qual pretende restringir contato físico entre as pessoas e objetos que possam disseminar o vírus.

Rotinas, negócios, trabalhos profissionais, costumes, hábitos estão mudando por conta dos algoritmos, padrões, protocolos mencionados. Independente das mazelas, a tecnologia continuará a avançar e a automatizar os modos de vida.

Combinar avanço tecnológico e erradicação das desigualdades entre regiões e pessoas é o desafio planetário. A pandemia da Covid-19 expôs dramaticamente essas desigualdades marcadas pela quantidade de contaminados, número inaceitável de óbitos e o pós de incertezas.

Joaquim Cartaxo – arquiteto urbanista e superintendente do Sebrae/CE

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Fonte: Sebrae-CE em 22.06.20

Governo do Estado está analisando dois programas de incentivo a micro e pequenas empresas no Ceará

Governo do Estado está analisando dois programas de incentivo a micro e pequenas empresas no Ceará

Segundo o secretário Maia Júnior (Desenvolvimento Econômico e Trabalho) mais de 2 mil negócios deverão ser envolvidos nos projetos que deverão estar focados em clusters econômicos e em inovação

A Secretaria de Desenvolvimento Econômico e do Trabalho do Estado apresentou dois programas de incentivo à micro e pequenas empresas cearenses ao governador Camilo Santana. Focado em clusters de inovação e na realidade apresentada para pós-pandemia, os projetos deverão envolver mais de 2 mil negócios.

A informação foi confirmada pelo titular da Sedet, Maia Junior, durante o Seminário de Gestores Públicos: Prefeitos do Ceará 2020.

Segundo Maia, os projetos estão sendo desenvolvidos em parceria com a Associação dos Municípios do Estado do Ceará (Aprece), o Sebrae e a Fecomércio-CE. Os projetos deverão focar na economia do conhecimento para explorar a realidade da economia após os impactos da crise do novo coronavírus e explorar potenciais tecnológicos.

“Estamos com dois programas já na mesa do governador Camilo Santana voltados para as micro e pequenas empresas, um em parceria com o Sebrae e outro com a Aprece e a Fecomércio, que vai envolver mais de 2 mil empresas e que vai testar essa nova realidade da economia do conhecimento e vai testar as oportunidades que o Ceará capitalizou, que são o capital humano e a inovação”, explicou Maia.

O secretário, no entanto, não deu mais detalhes sobre os projetos, que deverão ser anunciados pelo governador Camilo Santana caso sejam aprovados.

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Fonte: Diário do Nordeste em 24.06.20

Programa Lider de Si Mesmo abre inscrições para nova turma

Programa Lider de Si Mesmo abre inscrições para nova turma

Como você tem equilibrado a sua vida pessoal e seu trabalho nos tempos atuais?

Como estão o seu ânimo e a sua disposição para realizar seus projetos nesta retomada?

Você tem se sentido ansioso?

Tem tido dificuldades em manter o bem-estar e equilíbrio emocional?

Para trabalhar estes temas, a Flow Desenvolvimento Integral lançou uma nova turma do Líder de Si Mesmo, um grupo de aprofundamento criado com o objetivo de favorecer a jornada do autoconhecimento para transformação.

Nele, serão trabalhadas ferramentas para promoção do bem-estar, foco e equilíbrio, autocuidado, gestão das emoções e enfrentamento do estresse. Nossa metodologia baseia-se na psicologia, neurociência, práticas integrativas e foi desenvolvida para facilitar a criação de novos repertórios internos a partir do olhar para si mesmo, integrando melhor os pensamentos, sentimentos e atitudes.

O programa contempla psicoeducação, práticas e partilhas entre os participantes. Por isso, será feita uma turma com vagas limitadas para fortalecer a interação de todos. A novidade deste grupo é que os encontros serão online, por meio de plataforma virtual, e ao vivo.

Inscrições pelo link https://bit.ly/liderdesimesmo

Informações pelo WhatsApp (11) 99593.8637

A experiência de aprofundar-se na busca de si mesmo vai começar!

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Setcarce e Fetranslog focam trabalho na recuperação econômica das empresas

Setcarce e Fetranslog focam trabalho na recuperação econômica das empresas

O Setcarce e a Fetranslog têm trabalho com foco na recuperação econômica das empresas, pois elas passaram cerca de 90 dias com reduções significativas, e muitas delas estão enfrentando sérias dificuldades, pois a maioria delas não tinha um fluxo de caixa suficiente para um período tão prolongado.

As linhas de crédito disponibilizadas pelo Governo Federal para a folha de pagamento foram liberadas, as empresas estão tendo acesso, com bons prazos de carência e de quitação, com taxas acessíveis. Mas com relação a capital de giro, está mais complicado.

Na última segunda-feira (15) o presidente Clóvis Bezerra e diretores das duas entidades tiveram uma reunião virtual com o Banco do Nordeste, articulada pelo Sebrae, na qual apresentaram soluções econômicas para que as empresas possam romper os impactos gerados pela pandemia.

“Paralelamente a isso, as atividades econômicas vão retornando, de acordo com o decreto governamental, e esperamos uma redução da disseminação do vírus”, disse o diretor institucional do Setcarce e Fetranslog, Marcelo Maranhão, que preside a Câmara de Logística do Governo do Ceará (CSLog).

Na questão tributária, explicou que houve a prorrogação de alguns impostos federais (PIS e Confins). “Mas o nosso maior imposto é o ICMS, que é estadual e não nenhum tipo de negociação. Temos sofrido muito com isso, enfrentando sérias dificuldades para honrar com nossos compromissos fiscais”.

Na sua opinião, as pessoas precisam se conscientizar que esse é um problema que não vai passar tão cedo. É preciso manter os cuidados com a higiene pessoal, isolamento social, seguir os protocolos determinados pelas autoridades.
Marcelo Maranhão ressaltou que o setor de transporte e logística, nunca parou.

“Entretanto, como o varejo paralisou seu funcionamento, as empresas ficaram com seus depósitos lotados, sem conseguir entregar. Esse foi o maior problema que enfrentamos nesse período. Além de caminhões que chegavam com as mercadorias e, por esse motivo, não conseguíamos descarregar”.

Outros problemas que precisam ser solucionados são, principalmente, o Anel Viário, junto com o trecho da BR-222 e a CE-155, de acesso ao Porto do Pecém, que são grandes gargalos logísticos. No CIPP é produzida a maior pá eólica do Brasil, com 78 metros de comprimento, e as condições precárias da CE-155, geram transtornos. “Estamos transportando esse material para parques eólicos na Bahia. Com os buracos existentes na rodovia, gerando torções que podem danificar esse equipamento de alta tecnologia, talvez teremos de paralisar a operação”, lembrou.

Na sua opinião, a cereja do bolo é aquele terminal portuário do Pecém, mas ressalta que o Porto de Fortaleza está se superando. “A nova gestão da CDC, tem transformado o seu desempenho. A Mayhara Chaves está realizando um trabalho extraordinário, fazendo com que a CDC deixe de ser um órgão público, para se transformar numa empresa ágil e eficiente no que diz respeito à competitividade e produtividade”, destacou o executivo.

De acordo com um lentamente da CNT, houve uma redução de 40% na demanda e ela só não foi maior porque o agronegócio brasileiro está muito forte, com uma safra recorde. “Entretanto, aqui no Ceará, a retração foi ainda maior, pois a nossa agricultura não tem tanta força”, completou Marcelo Maranhão.

Fonte: Balada In em 12.06.20

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Cade aprova venda de siderúrgica em Caucaia para a Gerdau por US$ 110,8 milhões

Cade aprova venda de siderúrgica em Caucaia para a Gerdau por US$ 110,8 milhões

Negócio representa 96,3% das ações. A Adece, do Governo do Estado, detém parte das ações restantes (3,65%)

A compra da Siderúrgica Latino-Americana (Silat) pela Gerdau foi aprovada pela Superintendência do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). O negócio está avaliado em US$ 110,8 milhões e representa 96,3% das ações da empresa.

Os outros 3,65% continuam sob controle da Agência de Desenvolvimento Econômico do Estado do Ceará (Adece). A sede da Silat está localizada no município de Caucaia.

No fim do ano passado, o presidente da Adece, Eduardo Neves, afirmou que o Estado estava considerando se desfazer das ações da Silat e vendê-las à Gerdau.

Havia perspectiva de iniciar as conversas ainda em 2019, mas o Estado esperaria a confirmação dos valores da negociação, considerando a taxa de câmbio.

ADECE

Nesta terça-feira (16), Neves comentou que a Adece deverá buscar o diálogo com a Gerdau para tomar qualquer decisão sobre as ações da Silat. Ele, contudo, afirmou que a operação entre Gerdau e Silat é um “grande passo” para o desenvolvimento do mercado de metalurgia no Ceará.

“Recebemos com muito entusiasmo a notícia da aprovação pelo Cade da venda da Silat para a Gerdau. É um grande passo para o impulsionamento do setor metalmecânico cearense. Estávamos na espera da concretização da transição para então começar um diálogo com a nova societária da empresa. Queremos tomar conhecimento sobre as pretensões de investimento da Gerdau para então tomar qualquer decisão acerca dos próximos passos”, disse.

Fonte: Diário do Nordeste em 16.06.20

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O novo modelo nacional de estado social – Programa de Renda Básica Brasileira

O novo modelo nacional de estado social – Programa de Renda Básica Brasileira

Foi apresentado no Congresso Nacional, na última segunda-feira (01.06.2020), um projeto de Lei Complementar (PL-3023-202) para criação do Programa de Renda Básica Brasileira, pelo deputado federal Eduardo da Fonte (PP/PE) que, além de perenizar o esforço feito pela concessão do auxílio emergencial (Lei nº. 13.982/2020), propõe, também, unificar no programa ora proposto, o Bolsa Família, o Bolsa Verde e outros programas federais de redução de pobreza. Mas o principal objetivo é viabilizar a chamada Renda Básica Universal que, segundo autores progressistas, poderá criar no mundo um novo modelo de Estado Social, justamente diante da pandemia que assola o mundo, bem como pela crescente substituição de trabalhadores humanos por robôs. A proposta de uma remuneração mínima independente do emprego não é nova, mas ganha cada vez mais adeptos em vários países do mundo.

A ideia ganha popularidade crescente ligada à percepção de que os empregos se tornarão cada vez mais raros. Pela primeira vez na história, a tecnologia não aumenta os empregos, na verdade os substitui. A ideia da remuneração sem trabalho, que para alguns a princípio pode parecer estranha, não é nova. Os aluguéis, os dividendos, os juros, todos são formas já seculares e consagradas de remuneração sem trabalho.

Cada vez mais o capital substitui o trabalho. O sonho de Karl Marx da revolução pelos operários e pelos agricultores está a cada dia mais longe, porque cada vez mais na indústria e no campo se precisa mais de capital do que de trabalho humano, com aumento de produtividade e escala. O emprego formal está em decadência. Na verdade, só resta uma solução: estabelecer novos modelos de proteção social desvinculados do emprego.

Na verdade, vários países já despertaram para essa realidade, agora o Brasil com esse projeto, segue a Espanha e o Chile, que em plena quarentena, também apresentaram projetos de lei semelhantes, em que propõem programas idênticos de um “Ingresso Mínimo Garantizado” contra a pobreza.

Na trilha de vários outros países europeus, que já possuem programas semelhantes, como Portugal, Alemanha, França, Reino Unido, Itália, Áustria, Bélgica, Holanda e Luxemburgo.

Mesmo em países menos ricos, como a Grécia, Chipre e Eslovênia, vigora algum tipo de renda social solidária.

Como se vê vários países já garantem algum tipo de “renda básica universal” que está moldando no mundo um novo modelo de Estado Social.

Esperamos que esse programa de renda básica brasileira seja a vacina certa que a pandemia e a revolução tecnológica exigem para imunizar a falta de empregos formais.

Fonte: Diário de Pernambuco em 09.06.2020

Raul dos Santos, diretor da CBPCE, medeia bate papo sobre o tema: “Construindo resultados nos ambientes das companhias abertas e fechadas”

Raul dos Santos, diretor da CBPCE, medeia bate papo sobre o tema: “Construindo resultados nos ambientes das companhias abertas e fechadas”

O Ibef Ceará promove amanhã, 04 de junho, a partir das 18h, um bate-papo virtual com o tema “Construindo resultados nos ambientes das companhias abertas e fechadas”.

À frente das explanações estarão: Bruno Cals, CFO do Hapvida e diretor do Ibef Ceará e com Romulo Dias, Diretor Financeiro do Grupo Edson Queiroz.

Mediando o encontro virtual estará o vice-presidente do Ibef Ceará e diretor de Economia, Finanças e Tributação da CBPCE, Raul dos Santos. Para acompanhar acesse o link https://bit.ly/3cnRrIA.


Serviço: 

“Construindo resultados nos ambientes das companhias abertas e fechadas”
Data: 04 de junho de 2020 (quinta-feira)
Hora: 18H
Inscrições: https://bit.ly/3cnRrIA

Fonte: IBEF-CE em 03.06.20