Crise não inibe e número de cearenses na Bolsa de Valores salta 43%

Crise não inibe e número de cearenses na Bolsa de Valores salta 43%

Mesmo com circuit brakers sucessivos em março e a instabilidade trazida pelo novo coronavírus, o investidor do Estado bateu recorde de crescimento no número de participantes na B3 entre janeiro e abril deste ano

Contrariando a ideia de que, em momentos de crises, cresce o nível de aversão a ativos de risco, o investidor brasileiro, em geral, e o cearense, em particular, acabou aumentando de maneira significativa sua presença na bolsa de valores ao longo de 2020. Mesmo diante de uma das maiores crises econômicas já vistas, o número de investidores pessoa física cresceu de forma consistente desde janeiro, mês após mês.

No Ceará, a quantidade de investidores passou de 30.127, no último dia de 2019, para 43.823, no fim de abril, um incremento de 45% e um recorde histórico para o Estado. E se forem considerados os investidores de todo o País, o incremento foi de 42%.

Além dos motivos que, desde o ano passado, já vinham atraindo investidores para o mercado de capitais, como a queda da taxa básica de juros (Selic), que derrubou a rentabilidade dos títulos de renda fixa, o que se tem visto no decorrer deste ano é o pequeno investidor buscando aproveitar a queda dos preços para comprar ações, diferente do que ocorria em outros momentos de crise, quando a reação normal era buscar segurança em ativos com menor volatilidade. Em março, pior mês do ano para a bolsa, quando o Ibovespa despencou mais de 30% com a ocorrência de seis circuit breakers, a quantidade de investidores cearenses cresceu 10%, com a chegada de mais de 5 mil novas pessoas.

Informação

Para Raul dos Santos Neto, vice-presidente do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças do Ceará (Ibef-CE) e diretor da CBPCE, o movimento que tem sido observado agora se deve também ao maior grau de informação por parte do investidor, maior entendimento dos riscos envolvidos, e à facilidade em realizar as operações. “O nível de conhecimento sobre o mercado financeiro ampliou-se. Profissionais que não são da área, como médicos e advogados, têm participado mais do mercado. Além disso, há o auxílio das plataformas de negócios, de corretores independentes e dos grandes bancos, que ajudaram na conscientização sobre o mercado de ações”.

O vice-presidente do Ibef-CE destaca ainda a atratividade dos preços dos ativos, após as recentes quedas. “Mesmo diante da queda recente da bolsa, no início da pandemia, em março, as pessoas continuam sacando fortemente recursos de renda fixa e de produtos tradicionais e ampliando suas posições em bolsa”, diz Raul dos Santos. “A bolsa neste momento está extremamente descontada, com empresas subavaliadas, de modo que há muita oportunidade de ganho no mercado”.

Quando registrou seu ponto mais baixo de 2020, no dia 23 de março, aos 63 mil pontos, o Ibovespa amargava uma queda de 46% no ano. Mas, desde então, a bolsa já subiu 22%, reduzindo a queda do ano para 33%. Com o aumento de participação, o investidor pessoa física representa hoje cerca de 25% das negociações da B3 em maio, a maior participação desde agosto de 2010, quando eram 27%. Naquela época, a Bolsa chegou a 610 mil CPFs, recorde batido apenas sete anos depois. Hoje, no entanto, são 2,385 milhões de CPFs cadastrados.

Mesmo diante de oportunidades pontuais no mercado, é preciso ter cautela na escolha dos ativos. “Apesar desse cenário muito complexo a gente ainda vê pessoas físicas entrando na bolsa de valores. E isso é um pouco diferente de do que a gente via em outras crises”, diz o economista Gilberto Barbosa, do escritório Arêa Leão. “Mas a gente ainda está em um cenário de muita incerteza”, ele diz.

Para Raul dos Santos, no caso específico do Ceará, também contribui para a popularização dos investimentos em ações é a participação de empresas cearenses na bolsa. “Aqui nós temos empresas como a M. Dias Branco, a Hapvida, a Arco (plataforma de ensino), o que acaba despertando muito a curiosidade das pessoas”, ele diz. “Além disso, mais recentemente houve um fato muito importante que deve ser destacado, que é o aumento da tolerância a risco. O Brasileiro enxergava o mercado de ações como sendo de extremo risco, mas isso se dava muito mais por não conhecer esse mercado do que propriamente pelo risco em si. O que se vê hoje são pessoas mais tolerantes, buscando rentabilizar melhor os seus recursos”.


Investidor estrangeiro

Por outro lado, enquanto o investidor brasileiro vem ampliando suas posições, sustentando a recuperação da Bolsa, que saiu dos 63 mil pontos após os tombos de março para 80 mil pontos em maio, os investidores estrangeiros tiveram, em 2020, a maior saída já registrada, com a retirada de R$ 71 bilhões do mercado de capitais brasileiro desde janeiro. “Com o dólar alto e a taxa de juros muito baixa cria um ambiente que faz com que o investidor estrangeiro deixe o País”, diz Raul dos Santos.

No entanto, o vice-presidente do Ibef-CE espera que, tão logo essa crise passe, o mercado volte a receber novas empresas, como vinha ocorrendo até o início do ano, com abertura de capital de novas companhias. “Em breve, deverão entrar no mercado de bolsa novos players, ampliando o leque de opções para o investidor, como a própria Cagece, que já vinha preparando o IPO, e deu uma segurada por conta dessa crise. Mas assim que houver uma retomada as coisas deverão acontecer”.

Para Gilberto Barbosa, com a Selic no patamar mais baixo da história e com a expectativa de mais cortes, a tendência é que o investidor continue buscando oportunidades na bolsa de valores.

Fonte: Diário do Nordeste em 18.05.20

O novo normal, Por Joaquim Cartaxo

O novo normal, Por Joaquim Cartaxo

Artigo do superintendente do Sebrae/CE, Joaquim Cartaxo, publicado na edição de 18 de maio do Jornal O Povo

“Como viver em tempo de crise” é um livro publicado pela Bertrand Brasil em 2013, no qual há o texto “Entender o mundo que nos espera” de Edgar Morin.

Morin afirma que “as crises agravam as incertezas, favorecem os questionamentos; podem estimular a busca de novas soluções e também provocar reações patológicas, como a escolha de um bode expiatório. São, portanto, profundamente ambivalentes”.

A pandemia do Covid-19 acentuou o ambíguo, paradoxal, contraditório do ambiente mundial independentemente do cenário que apostemos. Vivenciamos na prática o aguçamento das incertezas sobre quando e como venceremos a pandemia; explicações para pôr fim ao coronavírus de especialistas e palpiteiros; conjecturas sobre quem seria o responsável pelo aparecimento do vírus.

Frases de efeito se consolidam no senso comum: não seremos os mesmos no pós-pandemia. Quem não será? Os ricos, os pobres? Para responder essas indagações, se lê, se ouve, se vê que existirá uma “nova normalidade”. Será nova por quê? A desigualdade entre pessoas e regiões haverá desaparecido? Racismo, machismo, preconceitos estarão banidos? A democracia será plena? As práticas que destroem o patrimônio ambiental da Terra estarão erradicadas?

“A nova normalidade” virá quando sairmos do surto de coronavírus, mas não será tão nova assim. Com certeza continuará ambivalente: de um lado, o admirável mundo novo da internet, aplicativos, inteligências artificial, robótica, democracia digital, home working, vídeo call; do outro lado, o velho mundo do apartheid social em fase assustadora de crescimento com a exclusão socioeconômica, cultural e digital, de milhões de brasileiras e brasileiros.

Estudo, mais recente, do IBGE sobre desigualdade é devastador. A massa real de rendimento, que soma as rendas mensais de todos brasileiros, foi de R$ 213,4 bilhões em 2019. Deste total, os 10% mais ricos embolsaram 43,1%. Já os 10% mais pobres ficaram com 0,8%.

Qualquer que seja o mundo pós-pandemia, precisaremos enfrentar essa perversa realidade, resultante do crescimento global concentrador de riqueza e destruidor da ecologia planetária.

Joaquim Cartaxo – arquiteto urbanista e superintendente do Sebrae/CE

Fonte: Sebrae-CE em 18.05.20

Porto de Fortaleza projeta expansão em 2020, sem competir com Pecém

Porto de Fortaleza projeta expansão em 2020, sem competir com Pecém

Para a diretora-presidente da Companhia Docas do Ceará, Porto de Fortaleza deve focar mais em granéis sólidos

A crise causada pelo novo coronavírus vem afetando a economia como um todo no País e no Estado, mas alguns setores vêm registrando impactos diferentes. Sem mencionar percentuais, a diretora-presidente da Companhia Docas do Ceará (CDC), Mayhara Chaves, diz que a expectativa para 2020 ainda é de crescimento no Porto do Mucuripe apesar da retração da atividade econômica. A perspectiva foi apresentada durante transmissão ao vivo organizada pelo Brasil Export – Forum Nacional de Logística e Infraestrutura Portuária na última sexta-feira (15).

De acordo com a representante da Companhia Docas, o Porto de Fortaleza foi, sim, afetado pela crise do coronavírus, registrando uma queda na movimentação de algumas cargas, como os combustíveis, que apresentaram redução na demanda em todo o mundo. Contudo, para outros tipos, o fluxo de mercadorias no terminal apresentou um crescimento exponencial, o que fez com que a administração da empresa revisse a previsão para ano, mas mantivesse uma projeção positiva. Entre as cargas que tiveram alta, segundo Mayhara, está o trigo, que é uma das principais mercadorias desembarcadas no Porto do Mucuripe. A executiva, no entanto, não deu mais dados sobre a perspectiva otimista.

“A movimentação de trigo foi bem maior. A de granel sólido também vem se sustentando, e crescemos 14% mesmo tendo queda na movimentação de combustível. Fizemos um levantamento com os nossos clientes e a expectativa era de que nos mantivéssemos no mesmo patamar do ano passado, mas o cenário agora é outro e esperamos um crescimento em 2020”, disse.

A diretora-presidente ainda comentou que a Docas está considerando elaborar um planejamento para focar em tipos específicos de cargas para impulsionar ainda mais a evolução de movimentação.

Características

Mayhara explicou que a competição entre dois terminais no Ceará (Porto do Pecém e Porto do Mucuripe) não seria um problema, já que há a constatação de perfis diferentes. Ela destacou que o Porto de Fortaleza possuiu um potencial grande para movimentar granéis sólidos, enquanto que o Pecém teria dificuldades logísticas neste ramo de atuação.

A principal característica seria a estrutura de ponte do Pecém contra a estrutura continental construída no Mucuripe. Ela afirmou que competir com o Pecém na movimentação de contêineres poderia ser complicado, considerando a maior estrutura física do porto offshore.

“A companhia docas vem muito focada em contêiner, mas a gente precisa começar a focar mais na movimentação de granéis sólidos. O Porto do Pecém é muito eficaz na movimentação de contêineres, mas temos que focar nas cargas que movimentamos bem e que são importantes, como trigo e combustível”, disse.

Ela reforçou que a existência de dois portos no Estado não seria um problema, contanto que os terminais tivessem perfis específicos. “A gente pode se especializar como porto butique, movimentando cargas específicas, como o manganês, e outros tipos, pois têm sustentado o nosso crescimento a cada ano”.

Fonte: Diário do Nordeste em 18.05.20

Plano de reabertura deve ser apresentado hoje ao governador

Plano de reabertura deve ser apresentado hoje ao governador

Proposta foi ‘refinada’ após ponderações de Camilo Santana, segundo secretário Maia Júnior. O governador afirmou, durante transmissão nas redes sociais, que o plano de reabertura da economia será finalizado nesta semana

O produto final da equipe que elabora o plano de retomada das atividades econômicas do Estado deve ser apresentado hoje ao governador Camilo Santana, segundo afirmou ontem (18) o secretário de Desenvolvimento Econômico e trabalho do Estado, Maia Júnior.

Segundo Maia Júnior, uma reunião para conclusão do projeto deverá ser realizada hoje. O projeto está sendo elaborado por um grupo de trabalho montado pelo Governo do Estado com especialistas da saúde e representantes do setor produtivo.

Maia afirmou que o grupo vem “refinando” o projeto desde a última sexta-feira (19) após algumas considerações feitas pelo governador. O plano deverá ser apresentado e validado pelo chefe do Executivo estadual.

Em transmissão ao vivo pelas redes sociais ontem, o governador informou que o plano de retomada da economia no Estado deverá ser finalizado até o fim desta semana.

Como o Diário do Nordeste informou na última quinta-feira (15), o plano de reabertura da atividade econômica não essencial no Estado deverá durar pelo menos 56 dias, segundo explicou o chefe da Casa Civil, Élcio Batista, ao grupo Líderes Empresariais do Ceará (Lide Ceará).

Mas o projeto de retomada só será aplicado pelo Estado quando os índices de contaminação, internações e óbitos causados pelo coronavírus apresentarem reduções. A perspectiva, segundo o governador, é observar e seguir as recomendações dos especialistas da área da saúde.

Capital

Camilo ainda disse que terá outra reunião com o prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, nesta terça, para discutir e avaliar a situação de Fortaleza durante a pandemia. As medidas de isolamento social também estarão na pauta da reunião acertada.

“Todas as minhas decisões têm sido pautadas pelos especialistas da saúde, liderados pelo secretário Dr. Cabeto (Saúde). E amanhã tenho uma reunião com o prefeito Roberto Cláudio para avaliarmos a situação de Fortaleza e possamos decidir os próximos passos de enfrentamento à pandemia”, disse Camilo.

Já na próxima quinta-feira (21), Camilo Santana deverá se reunir com os demais governadores do País e com o presidente Jair Bolsonaro para discutir as medidas de combate à pandemia implementadas e seus impactos econômicos.

Fonte: Diário do Nordeste em 18.05.20

Câmara de Comércio Exterior zera imposto de importação de 118 produtos contra coronavírus

Câmara de Comércio Exterior zera imposto de importação de 118 produtos contra coronavírus

Um total de 118 produtos usados no combate ao novo coronavírus teve o Imposto de Importação zerado. Desse total, cerca de 80 correspondem a medicamentos usados no tratamento de pacientes hospitalizados.

A decisão da Câmara de Comércio Exterior (Camex) foi publicada no último dia 18 no Diário Oficial da União.

Com a medida, sobe para 509 o número de produtos que tiveram a tarifa de importação zerada desde o início da pandemia de covid-19. Em nota, o Ministério da Economia informou que a ampliação da lista de itens importados atende à demanda do Conselho Nacional das Secretarias Municipais de Saúde e a parâmetros da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Um dos itens com imposto reduzido a zero é a prednisona, indicada para o tratamento de doenças endócrinas, osteomusculares, alérgicas e oftálmicas. Medicamentos antivirais e antirretrovirais também estão na lista.

A redução do Imposto de Importação soma-se a uma série de medidas do Ministério da Economia para facilitar a compra de produtos usados no enfrentamento da pandemia.

Além de diminuir o Imposto de Importação, o governo reduziu a zero o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de centenas de produtos essenciais no combate à doença.

Para evitar gargalos nos portos e aeroportos e acelerar a entrega das cargas, a Receita Federal simplificou o despacho aduaneiro de importação.

O governo também suspendeu tarifas antidumping (aplicadas quando há concorrência desleal de itens importados) sobre tubos de coleta de sangue e seringas descartáveis e eliminou licenciamento de importação de mercadorias essenciais no combate à doença.

Outra medida tomada nos últimos meses foi a autorização temporária para a importação de equipamentos de unidades de terapia intensiva usados. Desde que sejam indispensáveis ao tratamento, os equipamentos podem entrar no país sem exigências como a comprovação de inexistência de produtos nacionais semelhantes.

Mais cedo, o presidente Jair Bolsonaro comentou a medida no Twitter. “O Governo Federal zera impostos sobre medicamentos em teste para Covid-19. A isenção da alíquota do Imposto de Importação versa sobre mais de 100 medicamentos, como antirretrovirais e antivirais, afim de facilitar leques de estudos no combate ao vírus”, postou.

Fonte: Money Times em 18.05.20

Com nova estratégia comercial, M.Dias volta a devorar mercado em que é líder no Brasil

Com nova estratégia comercial, M.Dias volta a devorar mercado em que é líder no Brasil

Empresa vinha patinando no desempenho. Sob o comando de Ivens Jr, deu mais liberdade aos novos executivos e o resultado chegou a galope: “a ação subiu 2,3% num dia em que o Ibovespa caiu 1,5%”.

Há dois dias, Focus já havia mostrado que o lucro da cearense M.Dias Branco no primeiro trimestre de 2020 cresceu 140,8% – de R$ 56 milhões para R$ 137 milhões (Veja aqui). “Informações ao mercado divulgadas pela Companhia, mostrou que a receita líquida cresceu 24,3%, totalizando R$ 1,6 bilhão. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos e depreciação e amortização), bateu R$ 228,5 milhões, ante os R$ 112,1 milhões do 1º tri de 2019. A alta foi de 103,8%”. A liderança das mudanças se deu sob a égide do presidente da companhia, Ivens Jr.

Agora, baseado nos números, uma reportagem do Brazil Jornal, assinada pelos jornalistas Geraldo Samor e Pedro Arbex, mostra como a empresa “virou o jogo após patinar dois anos em seu desempenho”.

Para o Brazil Journal, o desempenho da companhia no primeiro trimestre de 2020 “foi um divisor de águas”. “A dona das marcas Adria, Piraquê e Vitarella cresceu volume dando menos descontos e aumentou suas vendas em todos os canais e todas regiões do País”.

Segundo a reportagem, “por trás dos resultados: um novo modelo de precificação desenvolvido ao longo de seis meses com a ajuda de uma consultoria externa e que dá à companhia uma visão granular do mercado: o menor e o maior preço que ela pode praticar, canal por canal, região por região, para cada um de seus mais de mil SKUs.

O novo painel de controle permite monitorar o estoque nos clientes, a relação entre o sell-in e o sell-out, bem como conceder descontos de forma mais inteligente e cirúrgica, relata. “Como parte da nova estratégia, a companhia dividiu seu esforço comercial em duas grandes áreas: a ‘defesa’ são as regiões Norte e Nordeste, onde a companhia tem 60% de market share. O ‘ataque’ é o resto do Brasil, onde a M Dias Branco tem apenas 25% do mercado e aumentou suas ambições depois da compra da Piraquê”.

O Brazil Journal ainda que para ampliar sua presença no Sul e Sudeste, a M.Dias Branco está explorando um novo canal — distribuidores — antes usados apenas na venda de farinha de trigo. “A companhia começou a trabalhar com 50 distribuidores, uma estratégia mais rápida e eficiente do que tentar criar uma força de vendas própria. A ação subiu 2,3% num dia em que o Ibovespa caiu 1,5%”.

Para a M Dias Branco, este provável ‘turning point’ vem três anos e meio depois da morte de seu fundador, Francisco Ivens de Sá Dias Branco, que transformou a padaria de seu pai numa companhia de R$ 11 bilhões em valor de mercado. “O seu Ivens tinha o talento e fazia as coisas na intuição; os filhos estão adotando tecnologia de gestão,” diz um gestor que acompanha a empresa. Nos últimos anos, a companhia contratou e deu mais liberdade a executivos de mercado.

O resultado de hoje vem sobre uma base de comparação deprimida. Em 2019, a M Dias Branco teve a pior margem e o pior EBITDA da sua história recente, enfrentando problemas no atacarejo e acumulação de estoques no cliente final. Seu valor de mercado hoje é igual ao que era na morte de seu fundador.

Como parte do reboot comercial, a companhia também afiou sua estratégia de marcas, definindo qual delas funciona melhor em cada canal e região. “A Piraquê é a nossa marca nacional: ela tem um preço médio alto, forte no Rio de Janeiro e com potencial de volume em todo o País,” o diretor de relações com investidores, Fabio Cefaly, disse ao Brazil Journal.

Com suas outras quatro grandes marcas — Fortaleza, Vitarella, Adria, e Isabela — além de um arsenal de marcas de combate, a M Dias Branco cobre 90% das possibilidades de preço de massas e biscoito. “Se o consumidor faz tradedown ou tradeup, nós conseguimos atingi-lo,” disse Cefaly.

Apesar do novo momentum, a M Dias Branco continua à mercê de nosso inimigo comum: a desvalorização cambial, que comprime as margens quando a empresa não consegue repassar o aumento de custo. Entre o final de 2019 e começo de 2020 a companhia conseguiu fazer compras boas na Argentina, em termos de quantidade, qualidade e preço, o que reduziu seu preço médio significativamente em relação ao mercado spot.

A companhia trabalha com quatro meses de estoque de trigo, um insumo comprado em dólar, “mas uma hora o câmbio chega,” disse Cefaly.

Fonte: Focus em 11.05.20

A2IT Tecnologia e o caso de sucesso da VdA em destaque na Exame de Maio

A2IT Tecnologia e o caso de sucesso da VdA em destaque na Exame de Maio

Fundada em 2006, a A2IT Tecnologia resultou na fusão da Additive Tecnologia e da ATWB Consultoria, duas empresas da área de tecnologias da informação do Grupo Additive, que tem negócios em setores de atividade que vão das tecnologias da informação (TI) ao media digital, gestão de investimentos e participações e eventos e turismo.

É atualmente uma empresa fornecedora de soluções informáticas empresariais, com competências em todas as áreas das TI, tem 500 certificações e ganhou mais de 50 prêmios nacionais e internacionais.

Portugal, Brasil e Espanha
A empresa tem 100 colaboradores e um corpo técnico em outsoursing e está presente em todo território português, com escritórios e centros de apoio em Lisboa, Porto, Portimão, Funchal e nas ilhas açorianas de S. Miguel, Santa Maria e Terceira.

Sua sede em território brasileiro fica em Fortaleza, onde conta com 25 pessoas nos seus quadros, tem mais um escritório em Belo Horizonte e centros de apoio em Natal, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre e conta também com um centro de apoio em Madrid, Espanha.

Leia o artigo completo neste link: https://bit.ly/artigo-a2it

Élcio Batista participará de debate do Lide Ceará sobre retomada da economia

Élcio Batista participará de debate do Lide Ceará sobre retomada da economia

O titular da Casa Civil vai abordar estratégias para unir interesses de empresários, governos e trabalhadores nos pós isolamento social

Completamente envolvido com as ações contra a pandemia de covid-19 no Ceará e, antes disso, uma das figuras centrais da agenda em comum que Governo do Ceará e Prefeitura de Fortaleza têm, o projeto Juntos por Fortaleza, Élcio Batista será um dos convidados da reunião do grupo de lideranças empresariais Lide Ceará. O secretário da Casa Civil do Estado será sabatinado por empresários no encontro virtual, que ocorre amanhã (14), às 12h30, e terá como tema “Planejando a Retomada das Atividades: Governo, Empresários e Sociedade Unidos”.

A reunião pode vir a ser uma prova de fogo para o sociólogo, recentemente filiado ao PSB e apontado como um dos prefeituráveis mais promissores para as próximas eleições. Élcio, defensor ferrenho de medidas de isolamento mais rígidas para conter o aumento de infecções pelo novo coronavírus, certamente será questionado sobre o plano de retomada que vem sendo discutido em Grupo de Trabalho formados por cientistas, Governo, Prefeitura e entidades de classe.

Além de Élcio Batista, participará da live do Lide Ceará a economista Ana Carla Abrão, atual sócia da empresa de consultoria em gestão Oliver Wyman Brasil e secretária da Fazenda de Goiás entre 2015 e 2016, durante a gestão Marconi Perillo (PSDB).

Setor de serviços recua 5,2%
A paralisação das atividades econômicas por conta da pandemia de covid-19 ocasionou, no mês de março, a maior redução no setor de serviços registrada no Ceará desde 2018, segundo aferição do IBGE. O recuo entre fevereiro e março foi de 5,2%. Como esperado, a maior redução foi no turismo: 31,7%. De acordo com o instituto, índices semelhantes foram registrados em todos os 12 estados onde o levantamento foi realizado. No mês anterior, já tinha sido registrada redução de 1,6% nas atividades. A queda é a maior desde fevereiro de 2018: 6,9%. Considerando todo o primeiro trimestre de 2020, a queda foi de 0,7%.

Fonte: O Otimista em 13.05.20

Ceará tem formalização de novas empresas mais rápida

Ceará tem formalização de novas empresas mais rápida

O tempo médio para formalização de novas empresas no Ceará, agora, é de três dias. Desde março deste ano o processo ficou entre os mais rápidos do Brasil. De acordo a Junta Comercial do Ceará (Jucec), autarquia vinculada à Secretaria do Desenvolvimento Econômico e Trabalho (Sedet), reduziu, o Estado está na segunda posição entre os participantes do ranking elaborado pelo Projeto Empreendedor Digital, uma parceria entre Sebrae Nacional e juntas comerciais para simplificar o registro empresarial.

Conforme aponta a classificação, o processo de abertura de empreendimentos leva 12 horas para a constituição automática na Jucec, dois dias para inscrição estadual emitida pela Secretaria da Fazenda do Ceará (Sefaz-CE) e sete minutos para a obtenção da inscrição municipal da Sefin.

Para a presidente da Jucec, Carolina Monteiro, “a redução do tempo de formalização é resultado de parcerias para implantação da Redesim no Estado, além do trabalho realizado pelo Projeto Empreendedor Digital que tem conseguido automatizar e, com isso, tornar mais ágil o processo de abertura de empresas”. A Junta Comercial é a executora de toda a parte tecnológica e de inovação do Projeto e, segundo Carolina, “a Empresa de Tecnologia e Informação do Ceará (Etice) será o hub tecnológico de todo registro mercantil no Brasil”, considerando que o projeto realizado nas dez juntas comerciais será, posteriormente, expandido para todo o País.

O desempenho obtido pela Jucec é resultado da implementação do registro automático na Autarquia e à melhoria do sistema de liberação de inscrição estadual da Sefaz-CE, um dos requisitos necessários para o início das atividades da nova empresa. Em agosto do ano passado, a Sefaz passou a integrar completamente à Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios (Redesim). Para isso, precisou virtualizar o processo para o ingresso dos empreendedores no Cadastro Geral da Fazenda (CGF).

Fonte: Jornal O Estado do Ceará em 11.05.20

Turismo precisa de R$ 50 mi para se recuperar da pandemia no CE

Turismo precisa de R$ 50 mi para se recuperar da pandemia no CE

Demanda foi apresentada por empresas cearenses a bancos

Um dos setores mais prejudicados pela pandemia do novo coronavírus, o segmento de turismo e evento no Ceará demanda pelo menos R$ 50 milhões em crédito para, pelo menos, amenizar os efeitos da crise.

A necessidade foi apresentada, ontem (12), durante encontro virtual promovido pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) entre 300 empresas representantes do Banco do Nordeste (BNB) e da Caixa.

O gestor de Acesso ao Crédito para os Pequenos Negócios do Sebrae Ceará, Sílvio Moreira, aponta que, através do acompanhamento da instituição a entidades representativas do setor, o próprio segmento solicitou um contato mais próximo com os bancos.

“A gente vem mantendo um alinhamento com as entidades representativas do turismo. Nós conversamos e apresentamos as principais opções de crédito. No último alinhamento, eles mesmos disseram que queriam se aproximar do BNB e da Caixa porque eles têm melhores condições. Então, criamos esse encontro virtual de crédito, para apresentar as linhas e intermediar o contato”, afirma.

Segundo ele, na inscrição, os empresários informaram dados e valores que pretendem solicitar. As informações serão repassadas aos bancos para formulação de propostas. “As linhas têm condições e algumas restrições, mas são as melhores disponíveis no mercado apontadas pelo próprio setor”, ressalta Moreira.

Opções de crédito
No caso da Caixa, o gestor do Sebrae aponta que a principal vantagem é a não apresentação de garantias. “É uma parceria da Caixa com o Sebrae. A própria instituição entra como avalista, não sendo preciso apresentar garantia real, como carro, imóvel. Já a principal condição é que os sócios da empresa e o negócio não possuam restrições, ou seja, não estejam negativados”.

No caso do BNB, a linha de crédito apresentada foi o FNE Emergencial, criada após o início da chegada da pandemia ao País. Moreira aponta que o diferencial dessa opção são os baixos juros, de apenas 2,5% ao ano, uma das mais baixas tarifa, segundo Moreira.