Brasil confirma Marcos Troyjo para presidir banco do Brics

Representante brasileiro assumirá a presidência da instituição pelos próximos cinco anos, conforme o rodízio acertado pelos grandes emergentes

Confirmado para presidir o Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), o banco do Brics, o secretário Especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais do Ministério da Economia, Marcos Troyjo, vai agora ter encontros com os demais governadores do banco, que são ministros de finanças ou presidentes de bancos centrais, antes da eleição em 27 de maio.

O Brasil assume a presidência do banco pelos próximos cinco anos, conforme o rodízio acertado pelos grandes emergentes. Mas é preciso seguir um certo protocolo e ter o apoio formal dos outros países. Atualmente, a instituição é presidida pelo indiano K.V.Kamath.

Troyjo, em todo caso, já tem tido encontros regulares com os representantes dos outros países do Brics, como presidente do conselho de administração. Em seu período, os empréstimos do banco aumentaram substancialmente.

A confirmação do nome de Troyjo, feita hoje pelo ministro Paulo Guedes durante reunião virtual com os outros ministros de finanças do Brics, não surpreendeu. Troyjo tem experiência sobre o Brics inclusive na área acadêmica, tendo sido diretor do BricsLab, da Universidade de Columbia (EUA).

A aprovação formal do nome de Troyjo na presidência do banco deve ocorrer no dia 27 de maio, em reunião virtual dos países membros. Se não fosse o coronavirus, o evento ocorreria no Rio de Janeiro na reunião anual da instituição. A posse do novo presidente ocorrerá no dia 7 de julho.

Fonte: Valor Econômico em 20.04.2020

Resposta ousada de Bruxelas pode gerar crescimento sustentável, diz a S&P

“Se o plano de recuperação da União Europeia em discussão for ousado isso poderá ajudar as economias da Europa a tornarem-se mais sustentáveis, competitivas e coesas”, divulga o S&P Global Ratings.

Uma resposta ousada da União Europeia (UE) à pandemia de Covid-19 pode ajudar as economias da Europa a tornarem-se mais sustentáveis, competitivas e coesas, afirma Sylvain Broyer, economista-chefe da S&P Global Ratings, num relatório divulgado esta quarta-feira.

No relatório publicado no RatingsDirect, Broyer refere que “a resposta da UE à Covid-19 pode traçar um caminho para o crescimento sustentável”.

“O Covid-19, sem dúvida, deixará a sua marca nas economias dos Estados-membros. Não veremos novamente os níveis de PIB [Produto Interno Bruto] que tínhamos no final de 2019 por pelo menos dois anos”, disse Broyer.

“No entanto, se o plano de recuperação da UE em discussão for ousado, alinhado adequadamente a outras políticas favoráveis ao crescimento, incluindo o Acordo Verde Europeu, e focado no futuro, isso poderá ajudar as economias da Europa a tornarem-se mais sustentáveis, competitivas e coesas”, acrescenta.

No relatório é referido que a resposta política da UE ao Covid-19 foi muito mais rápida e generosa do que na crise financeira global de há uma década, sublinhando que o balanço do Banco Central Europeu (BCE) cresceu 500 biliões de euros – 4% do PIB – após apenas um mês de bloqueios.

Ao nível político, a UE aliviou rapidamente as regras e diretrizes orçamentais sobre ajudas estatais, permitindo que os Estados-membros apoiassem as suas economias e cidadãos.

Além disto, a UE está a pensar usar o Mecanismo Europeu de Estabilidade para financiar gastos nacionais em assistência médica, adianta o relatório.

“A resposta da UE já está muito à frente da sua reação em crises anteriores e, quando os chefes de Estado da UE se encontrarem esta semana, terão a oportunidade de fazer mais ao decidir sobre um fundo de recuperação da UE que possa ajudar a consolidar o futuro dos países europeus”, refere ainda Broyer.

Fonte: Jornal Sapo em 22.04.2020

Reflexões de uma quarentena, por Raul dos Santos Neto

“Para cada ciclo da história, temos sempre uma produção científica que poderia contribuir bastante. Na economia não é diferente, não se trata de discutir política ou retrucar sobre achismos”

A história da humanidade é marcada por guerras, desastres naturais, crises sanitárias, dentre tantas outras eventualidades que nos assolam repentinamente. A atual pandemia de coronavírus, disseminou-se rapidamente pelo mundo, sem que existam tratamentos específicos conhecidos, nem mesmo vacina.

Algo já temos de concreto que serve de referência para nortear governantes e líderes mundiais. As Teorias Econômicas já foram testadas por diversas vezes e poderiam reduzir bastante os riscos sistêmicos e impactos negativos ao redor do mundo.

Para cada ciclo da história, temos sempre uma produção científica que poderia contribuir bastante. Na economia não é diferente, não se trata de discutir política ou retrucar sobre achismos, neste contexto surgem novamente os pensamentos do economista inglês John Maynard Keynes, com seu perfil eclético, sendo uma opção para que o mundo reencontre seu rumo mais brevemente, acalmando corações e mentes de pessoas e organizações.

Keynes nos ensinou que cabe humanismo na economia, a gestão desta economia depende da região geográfica, nível de educação do povo, renda, necessidades básicas, disponibilidades, recursos naturais, dentre outros. O Estado tem que assumir o empreendedorismo e alavancar a retomada econômica, sendo assim um grande agente contra a recessão e consequente da criação de empregos. Neste momento, não podemos deixar nossa economia apenas sob a égide da teoria liberal, onde acredita-se que o mercado se recupere praticamente sozinho, ou se auto regule.

O mercado não conseguirá se reerguer diante de um estrago de tão grandes proporções, provocado pela crise do coronavírus. As despesas do governo devem ser encaradas como investimento humanitário, busca pela retomada do equilíbrio sócio econômico e bem estar. Quanto maior a capacidade de gastos do governo, menores os riscos de uma recessão prolongada, mesmo que para isto exista maior comprometimento das contas púbicas. Aos poucos, teremos que sair de nossas casas e nos expor para que os negócios se restabeleçam.

É fato que estaremos diante de desafios de grandes proporções, complexos e desconhecidos. O setor público deverá liderar este processo, tendo a inciativa privada e os cidadãos como forte aliados, em especial na fiscalização do uso adequado dos recursos, evitando o aumento da corrupção. Vamos repensar os ambientes de negócios de forma coletiva, cuidar uns dos outros, abrir espaço para os jovens, preservar a qualidade de vida dos idosos, fazer a tecnologia nos proporcionar bem estar, com reflexo direto na construção de um mundo melhor.

Fonte: Focus em 14/04/2020

Desafios do mar 2030

Alterações climáticas, combate à poluição marinha, aumento do conhecimento sobre os Oceanos e os seus recursos, promoção da economia circular, atração de investimento e governança dos Oceanos são alguns dos desafios transversais que se colocam às fileiras da economia do Mar no horizonte 2030.

A publicação “Desafios do Mar 2030” integra o resultado de um conjunto de trabalhos realizados pelo Cluster do Mar Português, em colaboração com a PwC, contando com a participação de stakeholders da economia do Mar – Empresas, Centros de I&D e Administração Pública Local.

Consulte o Documento aqui: https://lnkd.in/ebE_eij

Fonte: Fórum Oceano – Associação da Economia do Mar em 15.04.2020

PIB cearense cresce 2,11% em 2019 e tem desempenho melhor que o nacional

Dados divulgados pelo Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece) apontam que o Produto Interno Bruto (PIB) do Ceará teve desempenho melhor que o nacional em 2019. Enquanto o indicador teve crescimento de 2,11% no estado, Brasil cresceu apenas 1,1%. Setor com maior destaque foi a indústria, que teve retomada no ano passado após queda em 2018 ocasionada pela greve dos caminhoneiros.

Dos três setores que compõem o PIB – Indústria, Serviços e Agropecuária – o primeiro apresentou crescimento de 4,08% no Ceará, em 2019, bem acima do nacional: de 0,5%. Já o segmento de Serviços fechou o ano passado com elevação de 1,78%, também superando o índice no Brasil: de 1,3%. Já o setor agropecuário cearense evoluiu 1,33% em 2019, desempenho equivalente ao nacional, que foi de 1,3%.

O coordenador de contas regionais do Ipece, Nicolino Trompieri, explica que melhor desempenho do Ceará em comparação ao Brasil se dá em grande parte devido ao fato de o Ceará ter um setor de serviços mais abrangentes, principalmente no comércio e turismo. Ele também destaca o crescimento da produção de energia em cerca de 40% ligado à ativação das termelétricas, o que levou a um crescimento maior da indústria.

No setor industrial do Ceará, em 2019, o melhor resultado ficou com o segmento de Eletricidade, Gás e Água (SIUP), com 11,33%, seguido pela Construção Civil, com 3,88%, e Transformação, com 1,25%, enquanto a Extrativa Mineral amargou declínio de -7,21%. Já no setor de Serviços, o melhor resultado ficou com o Comércio, com 4,07%, seguido por Intermediação Financeira, com 2,18%; Transportes, com 1,98%; Alojamento e Alimentação, com 0,98%, e Administração Pública, com 0,26%. Outros Serviços decresceu -1,79%.

Nicolino pondera que, apesar dos números positivos referentes a 2019 não se pode ainda ter uma perspectiva otimista para esse ano. “O momento é de muita cautela para a previsão de 2020 por causa dos efeitos negativos muito grandes da pandemia, são efeitos que passam por várias atividades. É uma crise muito diferente de outras, que tem um problema sanitário, que tá afetando fortemente toda a economia. Por conta desses vários efeitos ainda é cedo para a gente poder dar um tamanho desse efeito negativo para a economia”, analisa.

Antes da pandemia, a projeção é que o PIB cearense crescesse 2,38% em 2020, enquanto o Brasil cresceria 2,25%. Conforme Trompieri, o Ipece está revendo as projeções e analisando os impactos da paralisação da economia para poder traçar novas perspectivas. “Daqui a um tempo a gente deve divulgar a primeira previsão mais apurada de acordo com os últimos fatos. Temos que aguardar o mês de junho, quando a gente marca o PIB do primeiro trimestre, assim como o Brasil”, diz.

Ipece também divulgou o Ipece Conjuntura – Boletim da Conjuntura Econômica Cearense, documento que traz uma análise mais completa do último trimestre. “Detalha bem mais os números retratados no PIB, analisa vários outros indicadores, comércio, indústria, de forma mais detalhada que o próprio número do PIB. É um complemento”, coloca Nicolino.

Fonte: O Otimista em 15.04.2020

Setor de Saúde cearense investe contra pandemia e gera oportunidades de emprego em cenário de crise

A crise econômica provocada pela pandemia do novo coronavírus tem levado muitas empresas a cortar gastos e, em muitos casos, a demitir. No entanto, alguns setores produtivos não sofreram cortes e estão até contratando mão de obra para dar conta do aumento da demanda. Em um mês, o segmento hospitalar já abriu mais de mil vagas no Estado – e juntamente com o farmacêutico e de supermercado, são os principais recrutadores.

O Sistema Hapvida, por exemplo, diz ter criado 800 postos de trabalho de março para abril. Do total, 500 foram de vagas temporárias para enfermeiros e técnicos de enfermagem, na rede própria, e o restante para suprir gestantes, pessoas com mais de 60 anos, com doenças crônicas, entre outros. Parte do corpo de trabalho do grupo está atuando de forma remota.

“Além disso, a empresa ampliou diversos serviços, como a teleconsulta, distribuição de insumos por todo o país e mantém uma programação diária nas redes sociais com informações da companhia no período”, informou em nota.

Já a Unimed Fortaleza, por sua vez, prevê que até o fim deste mês cerca de 250 vagas serão abertas para suprir a crescente procura por serviços de saúde.

Segundo a cooperativa, em março foram contratados 73 novos colaboradores, principalmente, na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), com 34 novos postos. Em abril, até o momento, 54 pessoas foram empregadas, com o setor de emergência liderando, com 16 postos. A Unimed acrescenta que ainda serão admitidos neste mês 253 pessoas, sendo a maior parte delas na UTI (118), emergência (57), clínica médica (42), fisioterapia (26) e centro de distribuição (7).

“Na área assistencial, de atendimento, estamos tendo que contratar a mão de obra porque a demanda está aumentando. E precisamos de um excedente porque há o risco de profissionais adoecerem e precisarem se afastar. Como não tem tanta gente disponível no mercado para contratarmos de uma vez, temos tido custos a mais com hora extra. Esse mês pagamos ou iremos pagar um grande volume. Temos tido aumento de custos e despesas mesmo sem aumento de receita”, explica o presidente da Unimed Fortaleza, Elias Leite.

Ele diz que houve aumento no quadro de profissionais na parte de hospital e clínicas, onde há pronto atendimento para pessoas com suspeita de covid-19.

“A quantidade de pessoas que ainda vão ser contratadas vai depender da curva de contaminação e da substituição de profissionais que venham a adoecer. Estamos contratando principalmente médicos, enfermeiros e técnicos em enfermagem, mas também incrementamos o quadro do serviços gerais, que é muito importante. Ainda aumentamos o número de assistentes sociais e psicólogos. Criamos uma área para acolhimento das famílias de pacientes internados com covid-19”, acrescenta.

Leite também afirma que praticamente 100% da parte administrativa da empresa está home office. “Mas não reduzimos jornadas nem suspendemos contratos de trabalho. O que fizemos foi dar férias para parte dos funcionários, mas não representa grupo significativo. Quanto aos nossos profissionais com idade acima de 60 anos ou alguma morbidade, estamos priorizando a concessão de férias ou realocando para outros departamentos que não a linha de frente”.

O presidente da Unimed Fortaleza ainda diz que o número de atendimentos totais diminuiu. “Felizmente, a população está entendendo que só deve ir ao pronto-atendimento com sinais de alerta. No entanto, a proporção de pessoas que chegam e são internadas tem aumentado”.

Contratação

Nesse movimento de contratações, algumas profissões têm visto a demanda aumentar. O enfermeiro Egberg Santos estava há um mês desempregado quando surgiu uma vaga na Unimed Fortaleza. Ele conta que, por conta da pandemia, o mercado para a profissão cresceu.

“Muitos hospitais abriram pontos de apoio e de emergências para triagem de pacientes com suspeita de covid-19. Também foram abertas UTIs para os pacientes com maior gravidade. O mercado abriu, mas infelizmente por uma situação ruim pela qual a gente está passando”, reforça.

De acordo com Santos, apesar do aumento da demanda, muitos trabalhadores da área estão receosos por causa do novo coronavírus. “Tem muitos funcionários que têm receio de trabalhar com esse perfil de paciente, mas as vagas estão conseguindo ser preenchidas em tempo hábil”.

Ele avalia que muitas empresas estão aumentando os salários como forma de atrair os profissionais. “Elas estão pagando melhor os plantões específicos para trabalhar com o coronavírus”.

O enfermeiro trabalha atualmente no setor de UTI atendendo pacientes diagnosticados ou com suspeita de covid-19 . “Quanto a questão da segurança, a minha empresa oferece todos os equipamentos para a proteção. Não temos este problema lá”.

Equipamentos

A gerente de Recursos Humanos da LocMed Hospitalar (aluguel e venda de equipamentos hospitalares), Cleane Teles, diz que antes da pandemia a empresa já tinha planos para aumentar o efetivo. “Demos seguimento à contratação mesmo com a crescente demanda. E nós estamos conseguindo segurar os empregos atuais”.

Teles afirma que o quadro atual, de cerca de 150 colaboradores, é suficiente para atender a demanda. No entanto, a empresa preferiu continuar com o processo seletivo para oito vagas. “A gente está sendo muito demandado e preferimos não congelar o processo de seleção. Quem estiver interessado pode acessar a nossa plataforma no link jobs.Solides.Com/locmed”.

Essenciais

Segundo o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos de Estado do Ceará (Sincofarma/CE), Antonio Félix, algumas farmácias aumentaram em até 10% o efetivo. Ele ressalta que esse volume de contratações foi direcionado para os entregadores. “Se tiver ocorrido um acréscimo, deve ter sido no delivery. Porque aumentou a entrega, mas isso estourando 10%”, diz.

Nos supermercados do Ceará também houve aumento da demanda e consequentemente crescimento no quadro de funcionários de algumas empresas. Segundo o vice-presidente da Associação Cearense de Supermercados (Acesu), Nidovando Pinheiro, muitos estabelecimentos estão contratando trabalhadores no formato intermitente.

“Muitos supermercados continuam contratando temporariamente, e as vagas podem se tornar efetivas por conta dessa demanda que teve.. A gente viu várias empresas contratando, mas eu não tenho esse número fechado. No meu supermercado, nós criamos 15 vagas de carteira assinada”.

De acordo com ele, no início da pandemia houve aumento de demanda, mas que vem se estabilizando. “Antes da Páscoa, a gente já vinha percebendo uma movimentação normal. Vamos aguardar agora esse dinheiro – o auxílio emergencial de R$ 600 – que o Governo Federal está disponibilizando para as pessoas. A gente vai esperar esse dinheiro entrar no mercado para ver como ficam as coisas”.

Restaurante muda rotina

O fechamento temporário de bares e restaurantes por conta da Covid-19 fez estabelecimentos mudarem a rotina de trabalho dos profissionais. É o caso, por exemplo, do restaurante Renascença, que mudou a função de recepcionistas e garçons para atendentes e entregadores. Segundo o proprietário, Eduardo Mello, não houve nenhuma demissão na casa. Ele conta que usou todas as disponibilidades permitidas por lei para preservar os empregados.

“Para alguns funcionários, eu dei férias. Para outros, eu fiz a suspensão do contrato de trabalho, outros tiveram a redução de jornada de trabalho e uma parte final eu mantive trabalhando por conta do delivery”, diz.

A mudança de funções envolveu alguns funcionários do restaurante. “No caso da entrega, eu mudei três funcionários. Nas formas de atendimento, eu modifiquei duas funcionárias do salão que passaram a fazer as vendas por telefone. A moça que trabalha na balança passou a trabalhar recebendo os pedidos e atendendo ao drive thru. E os funcionários da cozinha ficaram na linha de montagem”, explica o empreendedor.

Mello diz ainda que o movimento do delivery não alcança o movimento que a casa tinha antes da pandemia. “O delivery é muito aquém do presencial. O faturamento do delivery não representa nem 30% do nosso atendimento presencial. Em média, chega a 20% do que era antes da pandemia”.

Ele conta também que há desafios de adaptação, uma vez que o restaurante não disponibilizava de entrega antes da crise do novo coronavírus. “Nós estamos nos adaptando à nova realidade. A equipe já tinha uma forma de trabalhar e a gente está fazendo mudanças necessárias. Os clientes de delivery são mais exigentes por toda essa questão de higiene e qualidade do produto, mas nós estamos tentando manter a qualidade”, avalia.

Fonte: Diario do Nordeste em 14.04.2020

Plataforma recebe inscrições de ideias inovadoras para economia

A plataforma Somos Um recebe, até a próxima quinta-feira (16), inscrições gratuitas de ideias e soluções inovadoras para a economia pós-pandemia. Os inscritos concorrem à premiação nos valores de R$ 5 mil, R$ 3 mil e R$ 2 mil

A situação de paralisação das atividades econômicas durante a pandemia do coronavírus tem provocado novas perspectivas sobre a economia. Enquanto a crise de saúde pública bloqueia o modo habitual de produção das empresas e organizações, parte da sociedade já se inquieta para emplacar um novo paradigma de negócios no Ceará.

Atrás de encontrar essa inovação, o Desafio Retoma Ceará está com inscrições abertas para gestores públicos, empresários e executivos de empresas privadas, agentes do setor financeiro, professores e estudantes universitários, lideranças comunitárias e demais pessoas interessadas em colocar em prática ideias para uma “nova economia”.

Até a próxima quinta-feira (16), a plataforma online Somos Um, em parceria com o Ninna Hub e a Grow+, inscreve gratuitamente propostas inovadoras nesse sentido. As três melhores ideias concorrem às premiações de R$ 5 mil (primeiro colocado), R$ 3 mil (segundo), e R$ 2 mil (terceiro). As inscrições são individuais ou por equipe, de acordo com o regulamento exposto no site.

“O legal é juntar, por exemplo, um gestor público, com alguém que entende de finanças e parte tributária, com empresário, com o comerciante do bairro, pra ele dizer qual é a dificuldade dele e eles pensarem juntos numa solução”, observa a empresária Ticiana Rolim Queiroz, uma das idealizadoras da iniciativa.

O regulamento sugere uma série de temas para direcionar as ideias: aspectos tributários; economia informal, empreendedores informais e informalidade na economia; ampliação e complementação de renda; e desburocratização da economia. E as propostas devem beneficiar, sobretudo, trabalhadores informais, microempreendedores individuais, microempresários e profissionais liberais.

O objetivo é que as ideias beneficiem diretamente os informais (Artesãos, ambulantes, costureiras, diaristas flanelinhas e outros), Micro Empreendedores Individuais – MEI (Cabeleireiros, manicures, mestre de obras e outros), as Micro Empresas – ME (Mercadinhos, salões de beleza, lanchonetes, lojas de roupas e outros) e profissionais liberais, como advogados, consultores, psicólogos, professores / instrutores e outros.

Início

Ticiana Rolim recapitula que a ideia do Desafio surgiu após cinco dias de quarentena no Ceará. Ao lado de outros empreendedores, a empresária refletiu sobre a necessidade de criar uma oportunidade para as pessoas que tivessem dificuldades de inovar neste período de crise.

“É uma chance de elas colocarem o que criam em prática. Ao invés de só colocar a culpa no governo, é sair do jogo de acusação e ser protagonista, fazer a diferença. A pergunta é ‘como colocar meus dons e talentos a serviço dessa pandemia?'”, sugere ela.

Orientada por um pensamento de desenvolvimento sustentável, a empresária conta que, ainda no mês passado, chegou a dar palestras para outros empresários sobre o que seria a “nova economia”. Ela defende como a sociedade agora precisa encontrar, diante dos efeitos da pandemia, um meio termo entre o “capitalismo selvagem” e a paralisação atual, dois polos de um mesmo pêndulo.

“São dois extremos e nenhum é sustentável. Então é preciso ter calma, refletir e pensar numa forma equilibrada de como ganhar dinheiro e mudar o mundo”, vislumbra.

Até a próxima quinta (17), a plataforma online Somos Um, em parceria com o Ninna Hub e a Grow+, inscreve gratuitamente propostas inovadoras para os períodos de crise e pós-crise econômica

Inscreva-se: http://www.somosumce.com.br/

Fonte: Diário do Nordeste em 13.04.2020

Brasil equaciona linha marítima direta com países árabes

A ministra da agricultura, Tereza Cristina, sugeriu na quarta-feira (8), em reunião virtual com os membros da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, a criação de uma linha direta de comercialização para reduzir custos nas operações, com a ampliação de importações de produtos árabes que, juntos, são o segundo principal parceiro comercial agrícola brasileiro.

O presidente da câmara, Rubens Hannun, afirma que o objetivo principal da reunião é conseguir rentabilizar ao máximo esse comércio e, para isso, é necessário pensar na logística de transporte. “Um discurso muito importante é o custo de logística que se dá em função em se ter ou não transporte marítimo direto entre Brasil e países árabes”, diz ele.

A implantação de linhas marítimas diretas já está sendo estudado, mas, para isso ser rentável, é preciso aumentar comércio com os árabes. De acordo com Hannun, a Arábia tem grande interesse em proteína animal e frutos brasileiros, tendo esses um potencial grande como produto de troca.

Fonte: Aplop em 14.04.2020

M. Dias Branco destinará R$ 2,4 milhões para estimular doação de sangue e pesquisa contra Covid-19

A M. Dias Branco anuncia a doação de R$ 2,4 milhões para apoiar hemocentros, estimular a doação de sangue e ajudar nas pesquisas em hematologia para o tratamento de pacientes de Covid-19. Além de recursos financeiros, a empresa também doará alimentos.

Conforme a ação, para cada bolsa de sangue arrecadada, a M.Dias Branco destinará 500 produtos de suas marcas a entidades de apoio social. A empresa também mobilizará as plataformas de mídias sociais de suas principais marcas para engajar e conscientizar seus fãs sobre a importância das doações de sangue.

De acordo com informações da empresa, a primeira marca a formalizar a doação é a Fortaleza, que destinará recursos ao Centro de Hematologia e Hemoterapia do Ceará – Hemoce (Hemorrede do Ceará). Os recursos serão destinados também a hemocentros de Pernambuco, São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Bahia por meio das marcas Vitarella, Adria, Piraquê e Isabela, respectivamente.

Fonte: O Otimista em 07.04.2020

Governo aprova cinco novas indústrias no Ceará com investimentos de R$ 95,7 milhões

Conselho Estadual de Desenvolvimento Industrial (Cedin), que é presidido pelo governador Camilo Santana, aprovou 75 medidas pleiteadas pelo setor. Cinco novos protocolos de intenção chegaram ao Estado

O Governo anunciou, após reunião do Conselho Estadual e Desenvolvimento Industrial (Cedin), 75 pedidos do setor da indústria nesta terça-feira, 31. Dentre as solicitações, cinco novos empreendimentos, com investimentos de pelo menos R$ 95,7 milhões.

As empresas, três do ramo alimentício, uma calçadista e uma da metalurgia, devem gerar 1,2 mil empregos diretos. Neste ano, outras empresas já iniciaram a implantação de operação, a fase seguinte deve ser o de pedir benefícios fiscais para aumento de produção. São uma indústria química, uma de embalagens, duas de calçados e outra de confecção.

O presidente da Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece), Eduardo Neves, diz que a reunião foi uma sinalização de que a economia não parou com destaque às “muitas aprovações para recebimento de máquinas novas, importações”.

“É um trabalho que vinha sendo feito, com expectativa que havia de crescimento bem maior da economia brasileira. O coronavírus mudou o cenário, mas os investimentos foram feitos”, comenta ele sobre as aprovações de projetos e investimentos.

Neves ainda destaca que, por causa do coronavírus, os novos protocolos de intenção e investimentos devem ser protelados para o próximo ano. A Adece vai trabalhar para que esses acordos, com prazo de dois anos, não “caduquem”.

Outros anúncios
Ainda de acordo com o Governo, outras três indústrias já existentes no Ceará tiveram a prorrogação dos benefícios fiscais aceitos e mais 35 concessões de benefícios nas importações de matérias-primas e insumos para utilização de indústrias foram aprovadas pelo Cedin. E oito empresas tiveram seus benefícios fiscais revisados ou aditivados.

Reunião
Essa foi a primeira reunião do ano para a Cedin e, tendo em vista as recomendações de isolamento social em meio ao cenário de pandemia do coronavírus (covid-19), foi realizada por teleconferência.

“Essa reunião simboliza mais um esforço que o governador Camilo Santana tem feito no sentido de manter incentivos para o setor produtivo”, afirmou o titular Secretaria do Desenvolvimento Econômico do Estado do Ceará (Sedet), Maia Júnior, por meio de nota.

Fonte: Jornal O Povo em 31.03.2020