Expolog 2020 terá como tema “Logística integrando negócios”

Expolog 2020 terá como tema “Logística integrando negócios”

Durante a reunião dos organizadores da Expolog 2020 – Feira Internacional de Logística e Seminário Internacional de Logística, foi definido que o tema central deste ano será: “Logística integrando negócios”.

Sob a batuta de Enid Câmara, CEO da Prática Eventos, o encontro aconteceu nesta segunda-feira (2), no Hotel Sonata de Iracema, contando com a presença de importantes parceiros como Setcarce, Fetranslog, CBP-CE, AECIPP, FIEC, Tecer, Termaco, entre outras empresas e entidades envolvidas com o transporte de cargas e logística no Brasil e exterior.

Durante a reunião, além da escolha do tema central, foram elencadas temáticas para as palestras e painéis, além de sugestões de nomes de palestrantes em evidência no cenário logístico para compor o quadro da programação deste ano, buscando trazer ainda um novo olhar para o evento que, este ano, completa 15 anos ininterruptos de grande sucesso e acontecerá nos dias 25 e 26 de novembro, no Centro de Eventos do Ceará (CEC).

Promovido pela Prática Eventos, a Expolog é considerada um espaço ideal para conhecer as tendências, inovações e investimentos que estão mudando o setor.

Na edição do ano passado, a Expolog contou com mais de 4.000 mil participantes, 75 palestrantes, debatedores e mediadores, além de 100 empresas e instituições. Foram realizados 96 agendamentos na rodada de negócios e R$ 500 milhões efetuados e em prospecção.

Fonte: Balada In em 04.03.20

Economia do Mar no Ceará deve dobrar nos próximos dez anos

Economia do Mar no Ceará deve dobrar nos próximos dez anos

De movimentação de cargas nos portos à realização de esportes no mar, atividades realizadas no oceano avançam no Estado, mostra estudo da PwC em parceria com a Fiec. Estado caminha para liderança nacional

A localização e as condições naturais do Ceará favorecem o desenvolvimento de todo o leque de atividades ligadas à Economia do Mar no Estado. O segmento, que inclui desde o setor logístico (com os portos) ao entretenimento e turismo, deve ter atuação dobrada no Estado nos próximos dez anos.

A projeção é feita pelo sócio e líder do Centro de Excelência Global da PricewaterhouseCoopers (PwC) para o Mar, Miguel Marques. Ele revela que o Ceará está tomando a liderança nacional das indústrias do mar. “Acompanhamos o Estado há três anos e o diferencial é que aqui temos todas as atividades relacionadas à economia azul”, destaca.

Marques ressalta que outros estados, por suas dimensões, estão à frente do Ceará em um ou outro aspecto, mas que “no seu conjunto, em todas as atividades, o Ceará é líder” no País.

Estudo
Os resultados de cada segmento estão detalhados na terceira edição do Leme Barômetro PwC de Economia do Mar – Ceará, lançado esta semana pela Federação das Indústrias do Estado Ceará (Fiec) em parceria com a PwC.

Na passagem de 2017 para 2018, quase todas as atividades relacionadas à economia do mar analisadas apresentaram crescimento no Estado. De acordo com o levantamento, a movimentação anual de contêineres foi a que mais se destacou no período, avançando 26,77% no índice utilizado pela PwC, passando de 106,8 para 135,4 pontos.

Ainda apresentaram variações significativas a extração anual de gás natural (17,65%), a produção de camarão, ostras, vieiras e mexilhões (10,14%), a movimentação anual de navios (9,29%) e a produção anual de aquacultura de peixes (8,86%).
Além das atividades tradicionais, também são levadas em consideração as relacionadas a entretenimento, desporto, turismo e cultura. Entre 2017 e 2018, o número de passageiros em trânsito no Porto do Mucuripe cresceu 0,59%.

Ainda sem dados de 2019 fechados, o levantamento estima o avanço dos três indicadores relacionados a transportes marítimos, portos, logística e expedição: movimentação de mercadorias (em toneladas), de contêineres e de navios.

Marques afirma que, principalmente na fileira alimentar do mar e na área de tecnologias, que inclui os cabos de dados submarinos, o Ceará é líder no País.

“O Brasil aparece no Top 10 com mais ligações de cabos submarinos e o Ceará representa muito. Fortaleza é a segunda cidade do mundo com mais cabos submarinos. O Ceará tem tudo para ter ainda mais sucesso na economia do mar”.
Ainda dentro do leque de tecnologias, o representante da PwC lembra da energia eólica renovável offshore – em que as torres eólicas ficam instaladas dentro do mar. “Gostaríamos de incluir as energias renováveis offshore no estudo, dado que o Estado, em terra, já é bastante forte em relação a energias renováveis. Tenho ouvido sobre alguns projetos e estamos na expectativa de os ver na água funcionando. Isso significaria entrar para um clube de vanguarda em energias renováveis offshore e pioneiro a nível nacional”.

Investimentos
Marques lembra que um dos objetivos do Leme Barômetro é auxiliar na tomada de decisões de investidores, além de dar mais oportunidades às classes menos privilegiadas.

“Nós acreditamos que sem conhecer bem a realidade é impossível planejar o futuro. Achamos que este é um forte documento para ajudar a tomar decisões de investimento, financiamento, educação, perceber quais indústrias terão maior valor acrescentado no futuro, quais provavelmente irão perder e terão que se transformar”.

Ele acrescenta que a partir do desenvolvimento das atividades em conjunto haverá mais oportunidades de empregos com mais formação.

“Isso é o que há de novo, porque o mar, pesca, transporte sempre existiram. O que temos é nova maneira de pensar colocando na mesa todos esses planos. Um porto é importante para as embarcações de pesca, de logística, para cruzeiros, para ligações de cabos submarinos. Ou seja, se a gente pensasse como antigamente, cada indústria de forma isolada, algo se perderia”.

O diretor de inovação e tecnologia da Fiec e presidente do Observatório da Indústria, Sampaio Filho, comemora os resultados evidenciados no levantamento e ressalta a importância da iniciativa.

“Existem setores que são da economia do mar, mas não sabem. Para a gente disseminar isso, temos que levar resultados e é exatamente o que esse estudo vem fazer: mostrar para os setores como eles estão inseridos, trabalhar a educação desde os pescadores, dar maior assistência, começar a envolver vários setores mostrando a praticidade”, diz.

10º ENLP
Economia do Mar é um dos setores que será contemplado no 10º Encontro de Negócios em Língua Portuguesa que acontece na FIEC-Federação das Indústrias do Estado do Ceará, nos dias 29 e 30 de abril de 2020.
Para mais informações e inscrições acesse www.cbpce.org.br/10enlp

Fonte: Diário do Nordeste em 03.03.20

Setor logístico foca debate em demandas do agronegócio

Setor logístico foca debate em demandas do agronegócio

Maior evento do setor logístico do Norte e Nordeste e um dos principais do País, a Expolog – Feira Internacional de Logística 2020, irá tratar da importância do tema para o agronegócio, do papel dos jovens no setor logístico, dos desafios dos modais ferroviário, rodoviário e portuário, dentre outros. A temática da edição deste ano foi definida na tarde de ontem (2) durante o encontro de Planejamento da Expolog 2020. A feira será realizada nos dias 25 e 26 de novembro, no Centro de Eventos do Ceará (CEC).

Segundo Enid Câmara, diretora da Prática Eventos, organizadora da feira, os debates e seminários irão abordar ainda a relação entre a conectividade e o setor.

“Além da feira, a Expolog irá contar com 23 eventos paralelos, onde serão discutidos desde a empregabilidade dos jovens do setor logístico até as demandas do agronegócio”, aponta a diretora.

Para o economista e consultor internacional Alcântara Macêdo, a Expolog deverá contribuir com a melhoria da infraestrutura logística do Estado como um todo, principalmente a rodoviária e ferroviária.

“O Pecém hoje é um dos principais portos da América Latina e a tendência é que ele se torne cada vez mais importante, atendendo o mercado da China e dos Estados Unidos. Mas vejo que a gente precisa melhorar as nossas rodovias e aumentar a malha de ferrovias. Então, essa é uma discussão muito proveitosa para o Estado”.

Potencial
Macedo destaca ainda que, pela posição geográfica, o Porto do Pecém, principal equipamento logístico do Estado, ainda apresenta um grande potencial para escoar a produção de estados como Piauí e Rio Grande do Norte. “Esses são estados muito fortes no agronegócio. Mas o nosso porto também pode atender o Maranhão e o norte de Goiás. Mas tudo isso depende de uma melhoria do modal ferroviário e rodoviário, que pode ocorrer investimentos do setor privado”, conta.

Fonte: Diário do Nordeste em 03.03.20

Rota Cariri é lançada e será divulgada no mercado nacional

Rota Cariri é lançada e será divulgada no mercado nacional

Um roteiro para impulsionar o fluxo turístico na região, incluindo mais de 50 pontos turísticos em Juazeiro do Norte, Crato, Barbalha, Nova Olinda, Santana do Cariri e Assaré. Lançada nesta terça-feira, a Rota Cariri começará a ser divulgada no mercado nacional este mês. O projeto é da Secretaria do Turismo do Ceará (Setur), em parceria com a Secretaria da Cultura do Estado (Secult) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

“O Cariri é uma região muito rica, com destaque para a cultura e para o artesanato. O que fizemos foi organizar o roteiro, melhorar alguns pontos turísticos e entregar o produto pronto para operadoras de turismo”, destaca o secretário do Turismo, Arialdo Pinho. Com o material finalizado, a Setur já começará a divulgar a Rota Cariri nos principais mercados nacionais.

Para Manoel de Oliveira, guia de turismo da região do Cariri, a rota terá um impacto bem positivo para os municípios envolvidos. “A cadeia bem organizada e estruturada traz benefícios para nosso setor. Vamos poder desenvolver mais o nosso trabalho, receber mais turistas e ofertar o que há de melhor na nossa região”.

A região do Cariri recebe anualmente 2,5 milhões de visitantes por ano, a maioria em busca do turismo religioso. “O Cariri tem um potencial muito grande, vamos aproveitar tudo que essa região tem a oferecer e permitir que o turismo, especialmente o turismo cultural, mude a vida e a economia dessas cidades”, completa Fabiano Piúba.

Para o superintendente do Sebrae/CE, Joaquim Cartaxo, o novo roteiro conseguiu reunir uma série de iniciativas individuais em uma grande parceria. “O Sebrae/CE já tem uma expertise na estruturação de roteiros turísticos e sabe dos impactos gerados por este trabalho no fortalecimento dos pequenos negócios. No Cariri, não deve ser diferente, pois já temos um bom número de empreendedores ligados ao turismo”.

Rota
O roteiro turístico vai incluir 55 pontos de seis municípios da região. Na lista, estão atrativos como a Estátua de Padre Cícero e o Centro Cultural Popular Mestre Noza, em Juazeiro do Norte; o Geopark Araripe e o Museu de História do Crato, no Crato; a Igreja de Nossa Senhora do Rosário e a Festa de Santo Antônio, em Barbalha; a Fundação Casa Grande e a oficina do Mestre Espedito Seleiro, em Nova Olinda; e a Fundação Memorial Patativa do Assaré e o Café da Mestre da Cultura Zenilda Ferreira, em Assaré.

O lançamento da Rota Cariri contou também com a presença de Anya Ribeiro, presidente da Câmara Setorial de Turismo e Eventos; o mestre Espedito Seleiro; Alemberg Quindins, diretor da Fundação Casa Grande; Nivaldo Soares, diretor do Geopark; o Prefeito do Crato, Zé Ailton Brasil; entre outras autoridades.

Fonte: Governo do Estado do Ceará em 03.03.20

CPLP assina acordo com OCDE para reforçar cooperação

CPLP assina acordo com OCDE para reforçar cooperação

A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) assinaram esta segunda-feira um memorando de entendimento para o reforço da cooperação em áreas que contribuam para a melhoria da governação.

“A colaboração entre a CPLP e a OCDE vai focar-se num conjunto de áreas incluindo, entre outras, o Governo Digital, a promoção dos Direitos da Mulher, o Emprego Público e Gestão, a inovação e a integridade no Setor Público”, divulgou a comunidade dos países de língua portuguesa, num texto que anuncia a assinatura do acordo.

Mas também nas áreas da “governação para os objetivos de desenvolvimento sustentáveis, as políticas de juventude, as dimensões da educação, ensino superior e ciência e tecnologia, o financiamento ao desenvolvimento, a agenda 2030 para o desenvolvimento sustentável, a cooperação humanitária e a capacitação para a cooperação para o desenvolvimento”, refere a mesma nota.

O memorando foi assinado, em Lisboa, pelo secretário-executivo da CPLP, o embaixador Francisco Ribeiro Telles, e pelo secretário-geral adjunto da OCDE, Jeffrey Schlagenhauf, em nome secretário-geral daquela organização.

Para o diplomata Francisco Ribeiro Telles a assinatura deste memorando de entendimento é “a formalização de uma parceria que vinha sendo estudada conjuntamente como forma de promover o estreitamento da cooperação entre ambas as organizações”.

E “remete-nos para assuntos da maior relevância no âmbito dos processos de desenvolvimento” dos estados-membros da organização como “a melhoria da governação pública, a consolidação das capacidades institucionais e o desenvolvimento social e econômico sustentável”, afirmou nas declarações proferidas na altura da assinatura do memorando e reproduzidas em vídeo no site da CPLP.

“Perspetivamos, assim que, com a assinatura deste memorando, possamos avançar para o desenvolvimento de ações num conjunto de áreas substantivas e altamente pertinentes para os modelos de governação pública à escala global”, concluiu Ribeiro Telles.

Para o secretário-geral adjunto da OCDE, Jeffrey Schlagenhauf, “o potencial de cooperação entre a OCDE e a CPLP é enorme”. E algumas das ações de cooperação já desenvolvidas em alguns dos estados-membros da organização demonstram que esta tem benefícios para os países e para o seu desenvolvimento.

Jeffrey Schlagenhauf considerou que o memorando é um primeiro paço de muito trabalho que as duas organizações têm pela frente.

Fonte: Mundo Lusíada em 02.03.20

Geração de energia limpa avança no Ceará; fotovoltaica cresce 1.362%

Geração de energia limpa avança no Ceará; fotovoltaica cresce 1.362%

Dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) apontam alta de 7% na geração de energia eólica

O potencial do Ceará na produção de energia limpa mostra seus resultados com os dados divulgados pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), que apontam crescimentos de 1.362% na geração de energia fotovoltaica e 7% na eólica. Em 2019, foram produzidos 825,29 Megawatts (MW) na matriz baseada nos ventos e 44,87 MW na solar.

De acordo com o presidente da Câmara Setorial de Energias Renováveis do Ceará e consultor da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), Jurandir Picanço, o amplo crescimento da produção de energia solar é esperado pelo desenvolvimento da geração fotovoltaica que aconteceu durante o ano passado. Ele lembra que, na maior parte de 2018, a base de comparação é bem pequena.

Além disso, o Ceará tem se destacado nos leilões de energia realizados pelo Governo Federal, principalmente em geração fotovoltaica. No Estado já existem projetos em desenvolvimento para matrizes renováveis a serem lançados nos próximos anos. Entre esses o de usina eólica offshore (no mar), que no próximo mês terá uma audiência pública promovida pelo (Ibama) e é o planejamento mais adiantado do País.

Mas o que preocupa o setor, tanto no caso do produção eólica offshore, quanto na geração distribuída (gerada pelo consumidor), é insegurança causada pela falta de legislação específica. “Essa é a garantia de que teremos”, ressalta Picanço.

O doutor em Engenharia Elétrica pela Universidade de Paderborn, na Alemanha, e professor do Departamento de Engenharia Elétrica da Universidade Federal do Ceará (UFC), Paulo Cesar Marques de Carvalho, analisa o resultado como positivo para o mercado de energia do Estado e ressalta que o aspecto principal para o crescimento fotovoltaico é porque está em evolução inicial. “No eólico o crescimento é menor por causa da operação”.

Ele explica que o mercado cearense é observado pelos investidores e pesquisadores por possuir grande potencial. O desenvolvimento de projetos deve começar a aparecer como novidade nos próximos anos. “Vemos os parques eólicos em terra indo para as chapadas, como na Ibiapaba, Araripe. E no fotovoltaico o crescimento do residencial.”

Para o gerente executivo Sindicato das Indústrias de Energia e de Serviços do Setor Elétrico do Estado do Ceará (Sindienergia-CE), Ribamar Carneiro, o mercado de energia tem se desenvolvido bem por, entre outros fatores, ter infraestrutura de escoamento. “O Estado tem feito um grande trabalho e há um conjunto de ações que tem atraído investimentos ao Ceará”.

“A partir do Atlas Eólico e Solar do Estado, a Fiec e o sindicato têm trabalhado na divulgação do mercado cearense e o potencial de geração de energia que o Ceará tem, não só nacional, mas internacionalmente”, afirma.

Porém, ante dados positivos, o mercado de energia no Ceará passou também por momento de insegurança com a notícia de que a Wobben desinstalará sua principal unidade de pás eólicas. A informação foi publicada na coluna da jornalista Neila Fontenele, no último dia 19. A empresa é uma das três do setor que estão ativas no Estado. Titular da Secretaria do Desenvolvimento Econômico e do Trabalho (Sedet), Maia Jr. tranquiliza quanto aos prejuízos na arrecadação e geração de emprego. “Temos que aguardar a definição final, porém, há um fluxo: saem umas (empresas) entram outras. O espaço, havendo mercado, não fica vazio”.

Fonte: Jornal O Povo em 22.02.20

Fetranslog é a nova sócia da CBPCE

Fetranslog é a nova sócia da CBPCE

A Federação das Empresas de Transporte de Cargas e Logística do Nordeste – FETRANSLOG, é uma entidade sindical de grau superior.

Suas principais atividades são representar e defender os interesses coletivos da categoria, que inclui questões judiciais e administrativas, impetrar mandado de segurança coletivo em defesa dos interesses dos seus membros, colaborar com o poder público, com o órgão técnico e consultivo, no estudo e solução de problemas que se relacionam com as atividades da categoria, criar serviços de consultoria técnica para seus filiados especialmente nas áreas de legislação estadual e federal além de assessorar os sindicatos filiados quanto a suas convenções e acordos coletivos de trabalho, organizar e coordenar eventos culturais, artísticos, recreativos, esportivos e outros que tratem dos interesses do transporte rodoviário de carga, instituir e participar de fundações ou entidades de serviço social e formação profissional dos trabalhadores em transportes.

Contatos:
85 3274-0101 | 85 9 9749-4118
www.fetranslog.org.br

Fonte: CBPCE em 27.02.20

Grupo português planeja construir complexo hoteleiro com três prédios na Praia de Iracema/Centro

Grupo português planeja construir complexo hoteleiro com três prédios na Praia de Iracema/Centro

Na esquina perpendicular ao inacabado Acquario, o conjunto com um hotel e dois apart-hotéis com mais de 20 andares está defronte ao mar, a poucos metros do Dragão do Mar e da Caixa Cultural Fortaleza (prédio histórico da antiga Alfândega).

Tramita na Prefeitura de Fortaleza um projeto para a construção de um grande complexo turístico do grupo português Dom Pedro Hotels & Golf Collection, proprietária do Eco-Resort Aquiraz Riviera. Batizado de Iracema, o complexo é composto de três prédios, sendo um hotel e dois apartamentos turísticos (apart-hotéis).

O empreendimento será localizado no terreno de 6.120 m2 onde funcionou a boate Alfândega, na esquina perpendicular à área do Acquario, cujas obras estão há anos paradas. Situado no lado esquerdo da avenida Almirante Tamandaré, tecnicamente a faixa de terreno não está localizada na Praia de Iracema, mas sim no Centro. Os fundos da área dão para a comunidade Poço da Draga e a frente para o Pavilhão Atlântico Fortaleza. O conjunto ficará a poucos metros do Dragão do Mar e da Caixa Cultural Fortaleza (prédio histórico da antiga Alfândega).

O empreendimento foi oficialmente anunciado no último dia 12 de fevereiro, em Lisboa, durante o evento de comemoração do aniversário de 50 anos do grupo Dom Pedro. O anúncio foi feito por Stefano Saviotti, o proprietário do grupo. Por se tratar de projeto especial, “o processo de licenciamento do complexo está na Comissão de Avaliação da Prefeitura de Fortaleza que vai calcular o valor da outorga da alteração de uso do solo”, disse ao Focus a secretária Águeda Muniz (Seuma).

Ou seja, os empreendedores terão que pagar ao município para uso do que os técnicos chamam de “solo criado”. Para se ter uma ideia, a outorga de construção do prédio residencial no terreno que abrigou o hotel Esplanada custou R$ 26 milhões de reais. O dinheiro foi usado em projetos de drenagem e urbanização de bairros da Regional 5.

Após feitos os cálculos, caso a empresa aceite a avaliação, o processo é encaminhado à Comissão de Avaliação do Plano Diretor, que aprecia o projeto em reunião pública do conselho composto por representantes do Poder Público e Sociedade Civil. Após essa apreciação e possível aprovação, assina-se o Termo de Compromisso (contrato entre as partes pública e privada, onde se prevê as condições de pagamento da outorga). Por fim, publica-se a decisão em Diário Oficial para posterior emissão do alvará de construção.

Os três prédios vão ter uma área total construída de aproximadamente 38.500 metros quadrados. Um dos prédios ocupará faixa de 2.392 m2 e terá área total construída de 15.257 m2. O segundo ocupará 2.348 m2 do terreno e abrigará 13.823 m2 de construção. O terceiro ocupará uma área de 1.379 m2 com previsão de 9.377 m2 de área construída.

O grupo Dom Pedro Hotels & Golf Collection construiu sua primeira unidade hoteleira há 50 anos na Ilha da Madeira. De lá para cá, formou-se uma coleção de oito hotéis e resorts, e seis campos de golfe. Entre eles, o Dom Pedro Laguna Beach Resort & Golf, no litoral do Ceará. Inaugurado em 2011 e integrado ao Eco-resort Aquiraz Riviera, o equipamento tem 200 metros de frente para o mar e o único campo de golfe profissional do Ceará.

Fonte: Focus em 26.02.20

Apesar de novo vírus, indústria e agronegócio podem se beneficiar

Apesar de novo vírus, indústria e agronegócio podem se beneficiar

Bolsa brasileira e câmbio reagem negativamente à confirmação do primeiro caso do novo coronavírus no Brasil, mas especialistas apontam que situação pode impulsionar o mercado interno e alguns setores da economia nacional

O novo coronavírus chegou ao Brasil, e a previsão de que a economia nacional pode ser afetada começa a ser discutida pelos analistas de mercado. Mas especialistas ouvidos pela reportagem ponderaram que as reações à nova doença nas bolsas asiáticas podem acabar representando uma janela de oportunidades ao agronegócio e à indústria cearense e nacional.

Com a redução da produção chinesa, as exportações brasileiras podem acabar aumentando para suprir o mercado do país asiático. Ainda assim, será preciso cautela para impedir que o vírus tenha efeito semelhante no País ao registrado na economia da China.

Após dois dias de fechamento e da confirmação do primeiro caso de contaminação no País, a Bolsa de Valores Brasileira (B3) despencou 7%. Outro fator de preocupação, o câmbio também apresentou uma flutuação desfavorável, com o dólar se valorizando 1,3% frente ao real. Mas para Lauro Chaves, conselheiro federal de economia e Ph.D em desenvolvimento regional pela Universidade de Barcelona, ainda é cedo para fazer uma avaliação precisa do impacto do novo coronavírus.

Contudo, a situação pode gerar boas oportunidades para o agronegócio e para a indústria cearense. Se a China mantiver níveis baixos de produção, explica Chaves, ela poderá buscar expandir as importações para suprir a ausência de produtos importantes. Entre os fatores para a escolha da origem desses itens estará, por exemplo, a análise sobre os pontos de contágio do vírus. Negociar com empresas de países onde o coronavírus ainda não gerou pontos de contágio pode evitar a reentrada da doença nas cidades chinesas.

“A produção agropecuária talvez consiga abrir novos mercados. Talvez, quem vai ganhar são o agronegócio ou a indústria brasileira que terão oportunidades com a redução do nível de atividades na China”, disse Chaves. “Muitas cidades lá estão em toque de recolher porque o risco de contaminação é muito alto, e o índice de mortalidade é muito severo. Quando há esse risco, as pessoas ficam em casa sem trabalhar”, completou.

Mercado local

Outra preocupação relacionada ao coronavírus é como o impacto da economia asiática pode se refletir nas atividades da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP), já que a empresa conta duas acionistas da Coreia do Sul – Posco Inc. E Dongkuk E&C. Desde o início do surto da nova doença, em janeiro, as bolsas internacionais têm registrado sucessivas quedas. E a situação não é diferente para as duas empresas coreanas que atuam no Ceará.

Entre os dias 2 de janeiro e 25 de fevereiro, as ações da Posco e da Dongkuk tiveram quedas de 14,41% e 18,55%, respectivamente. Apesar do baixo rendimento, Chaves projetou que as operações da CSP não devem ser tão impactadas. Os principais motivos para a análise são o fato de que o minério de ferro utilizado para a produção da siderúrgica vem da Vale, empresa brasileira, e que boa parte dos produtos gerados tem destinos muito variados, incluindo América do Norte, Europa e Ásia.

“Na CSP, não devemos ter muito impacto. A Vale fornece o minério, e temos vários locais para onde essas placas são enviadas, então esse não é o principal problema. O que nós temos que ver é o tamanho desse impacto no mercado chinês. Corre o risco da China zerar o crescimento e entrar em recessão e isso seria um problema”, disse Chaves.

Previsão

Já para o vice-presidente do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças do Ceará (Ibef), Raul Santos, o efeito do coronavírus no Brasil deve ser contornado no médio ou longo prazo. Segundo ele, a queda na Bolsa e a valorização do dólar são reflexos do primeiro baque sentido pelo mercado a partir da incerteza gerada pela chegada da nova doença. Contudo, considerando que o novo coronavírus não se desenvolve tão bem em regiões mais quentes e de clima tropical, a situação no País deverá ser controlada logo.

“No primeiro momento, o vírus preocupa, até porque, na pauta de exportações, o mercado brasileiro está muito mais ligado à China do que aos Estados Unidos e à Europa, atualmente. Como somos exportadores de commodities, já temos uma perspectiva não muito boa. Mas sobre o vírus, esse tipo não se desenvolve muito bem em regiões de climas tropicais, então devemos controlar a situação”, disse.

Santos ainda ponderou, no entanto, que o mercado brasileiro terá, talvez, de se voltar para dentro para conseguir contornar os impactos iniciais no mercado internacional pelas incertezas geradas pela epidemia de Covid-19.

O vice-presidente do Ibef argumentou que, além do agronegócio e da indústria, o turismo local pode acabar sendo impulsionado pelo medo dos brasileiros de viajar para fora. A movimentação mais conservadora pode gerar bons números para as empresas de turismo dentro do País, mas também deverá gerar reduções nas vendas de companhias aéreas internacionais, com menos brasileiros indo à Europa, por exemplo, e menos europeus vindo ao Brasil.

“A economia local não vai entrar em descontrole. Mas o Brasil vai ter de se voltar para dentro ou buscar outros mercados. A China importa soja, petróleo, então esse mercado de commodities pode ser impactado. Mas o turismo nacional pode ser que se beneficie, com as pessoas deixando de viajar para fora”, disse Raul.

O vice-presidente do Ibef ainda disse que, apesar do novo coronavírus, a principal agenda do País precisa ser a continuidade da agenda das reformas estruturais, como a administrativa e a tributária, e o controle das tensões entre os poderes Executivo e Legislativo, que podem ser problemas à administração pública.

Fonte: Diário do Nordeste em 27.02.20

Banco Central quer criação de fundo para projetos de tecnologia

Banco Central quer criação de fundo para projetos de tecnologia

Os recursos virão de valores pagos pelos bancos ao BC, para uso de sistemas tecnológicos. Só em 2019 as cifras arrecadadas chegaram a R$ 274,4 milhões

Enquanto o Ministério da Economia luta para extinguir 248 fundos públicos, em um esforço para eliminar o chamado “dinheiro carimbado” do orçamento, o Banco Central reivindica um fundo somente seu. No projeto de autonomia do BC, que tramita na Câmara, foi incorporado artigo que prevê a criação de fundo para custear “investimentos e projetos estratégicos” da autarquia.

Os recursos virão de valores pagos pelos bancos ao BC, para uso de sistemas tecnológicos. Só em 2019 as cifras arrecadadas chegaram a R$ 274,4 milhões, mas ainda não está definido quanto disso irá efetivamente para o fundo.

Enviado no ano passado pelo governo de Jair Bolsonaro ao Congresso, o Projeto de Lei Complementar n.º 112, que trata da autonomia do BC, foi incorporado a outra proposta que estava na Câmara desde 1989, de n.º 200, para facilitar a tramitação.

Um dos principais pontos do texto estabelece mandatos fixos de quatro anos para o presidente do BC e os oito dirigentes da autarquia. A relatoria da matéria ficou a cargo do deputado federal Celso Maldaner (MDB-SC).

A reportagem apurou que a inclusão do artigo foi um pedido do próprio BC. A intenção é “carimbar” o dinheiro para uso, principalmente, em projetos de tecnologia, uma das prioridades do atual presidente do BC, Roberto Campos Neto.

O artigo prevê que o BC vai administrar os recursos em conformidade com regulamentação a ser editada pelo próprio BC, a partir de diretrizes do Conselho Monetário Nacional (CMN). Não há clareza sobre como serão usados os recursos nem sobre quanto o fundo terá à disposição. Conforme o BC, a regulamentação a ser editada pelo CMN determinará qual porcentual do que é pago todo ano pelos bancos irá para o fundo.

A proposta prevê ainda que o BC prestará contas do uso do dinheiro apenas ao CMN – que é formado pelo presidente do BC, pelo ministro da Economia e pelo secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia.

A criação do fundo vai na contramão da Proposta de Emenda à Constituição n.º 187, que começou a tramitar em 2019 no Senado e conta com patrocínio do Ministério da Economia, e prevê a extinção de todos os 248 fundos infraconstitucionais (não previstos na Constituição), que concentram cerca de R$ 220 bilhões em recursos.

Em nota sobre o fundo proposto, o BC defendeu que, “conforme substitutivo do relator, o referido fundo será utilizado apenas para custear investimentos e projetos estratégicos do BC relacionados ao desenvolvimento técnico e tecnológico e à promoção da estabilidade do sistema financeiro”. O BC também ressaltou que a aplicação dos recursos será definida a partir das diretrizes do CMN. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: Diário do Nordeste em 25.02.20