CPLP assina acordo com OCDE para reforçar cooperação

CPLP assina acordo com OCDE para reforçar cooperação

A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) assinaram esta segunda-feira um memorando de entendimento para o reforço da cooperação em áreas que contribuam para a melhoria da governação.

“A colaboração entre a CPLP e a OCDE vai focar-se num conjunto de áreas incluindo, entre outras, o Governo Digital, a promoção dos Direitos da Mulher, o Emprego Público e Gestão, a inovação e a integridade no Setor Público”, divulgou a comunidade dos países de língua portuguesa, num texto que anuncia a assinatura do acordo.

Mas também nas áreas da “governação para os objetivos de desenvolvimento sustentáveis, as políticas de juventude, as dimensões da educação, ensino superior e ciência e tecnologia, o financiamento ao desenvolvimento, a agenda 2030 para o desenvolvimento sustentável, a cooperação humanitária e a capacitação para a cooperação para o desenvolvimento”, refere a mesma nota.

O memorando foi assinado, em Lisboa, pelo secretário-executivo da CPLP, o embaixador Francisco Ribeiro Telles, e pelo secretário-geral adjunto da OCDE, Jeffrey Schlagenhauf, em nome secretário-geral daquela organização.

Para o diplomata Francisco Ribeiro Telles a assinatura deste memorando de entendimento é “a formalização de uma parceria que vinha sendo estudada conjuntamente como forma de promover o estreitamento da cooperação entre ambas as organizações”.

E “remete-nos para assuntos da maior relevância no âmbito dos processos de desenvolvimento” dos estados-membros da organização como “a melhoria da governação pública, a consolidação das capacidades institucionais e o desenvolvimento social e econômico sustentável”, afirmou nas declarações proferidas na altura da assinatura do memorando e reproduzidas em vídeo no site da CPLP.

“Perspetivamos, assim que, com a assinatura deste memorando, possamos avançar para o desenvolvimento de ações num conjunto de áreas substantivas e altamente pertinentes para os modelos de governação pública à escala global”, concluiu Ribeiro Telles.

Para o secretário-geral adjunto da OCDE, Jeffrey Schlagenhauf, “o potencial de cooperação entre a OCDE e a CPLP é enorme”. E algumas das ações de cooperação já desenvolvidas em alguns dos estados-membros da organização demonstram que esta tem benefícios para os países e para o seu desenvolvimento.

Jeffrey Schlagenhauf considerou que o memorando é um primeiro paço de muito trabalho que as duas organizações têm pela frente.

Fonte: Mundo Lusíada em 02.03.20

Geração de energia limpa avança no Ceará; fotovoltaica cresce 1.362%

Geração de energia limpa avança no Ceará; fotovoltaica cresce 1.362%

Dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) apontam alta de 7% na geração de energia eólica

O potencial do Ceará na produção de energia limpa mostra seus resultados com os dados divulgados pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), que apontam crescimentos de 1.362% na geração de energia fotovoltaica e 7% na eólica. Em 2019, foram produzidos 825,29 Megawatts (MW) na matriz baseada nos ventos e 44,87 MW na solar.

De acordo com o presidente da Câmara Setorial de Energias Renováveis do Ceará e consultor da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), Jurandir Picanço, o amplo crescimento da produção de energia solar é esperado pelo desenvolvimento da geração fotovoltaica que aconteceu durante o ano passado. Ele lembra que, na maior parte de 2018, a base de comparação é bem pequena.

Além disso, o Ceará tem se destacado nos leilões de energia realizados pelo Governo Federal, principalmente em geração fotovoltaica. No Estado já existem projetos em desenvolvimento para matrizes renováveis a serem lançados nos próximos anos. Entre esses o de usina eólica offshore (no mar), que no próximo mês terá uma audiência pública promovida pelo (Ibama) e é o planejamento mais adiantado do País.

Mas o que preocupa o setor, tanto no caso do produção eólica offshore, quanto na geração distribuída (gerada pelo consumidor), é insegurança causada pela falta de legislação específica. “Essa é a garantia de que teremos”, ressalta Picanço.

O doutor em Engenharia Elétrica pela Universidade de Paderborn, na Alemanha, e professor do Departamento de Engenharia Elétrica da Universidade Federal do Ceará (UFC), Paulo Cesar Marques de Carvalho, analisa o resultado como positivo para o mercado de energia do Estado e ressalta que o aspecto principal para o crescimento fotovoltaico é porque está em evolução inicial. “No eólico o crescimento é menor por causa da operação”.

Ele explica que o mercado cearense é observado pelos investidores e pesquisadores por possuir grande potencial. O desenvolvimento de projetos deve começar a aparecer como novidade nos próximos anos. “Vemos os parques eólicos em terra indo para as chapadas, como na Ibiapaba, Araripe. E no fotovoltaico o crescimento do residencial.”

Para o gerente executivo Sindicato das Indústrias de Energia e de Serviços do Setor Elétrico do Estado do Ceará (Sindienergia-CE), Ribamar Carneiro, o mercado de energia tem se desenvolvido bem por, entre outros fatores, ter infraestrutura de escoamento. “O Estado tem feito um grande trabalho e há um conjunto de ações que tem atraído investimentos ao Ceará”.

“A partir do Atlas Eólico e Solar do Estado, a Fiec e o sindicato têm trabalhado na divulgação do mercado cearense e o potencial de geração de energia que o Ceará tem, não só nacional, mas internacionalmente”, afirma.

Porém, ante dados positivos, o mercado de energia no Ceará passou também por momento de insegurança com a notícia de que a Wobben desinstalará sua principal unidade de pás eólicas. A informação foi publicada na coluna da jornalista Neila Fontenele, no último dia 19. A empresa é uma das três do setor que estão ativas no Estado. Titular da Secretaria do Desenvolvimento Econômico e do Trabalho (Sedet), Maia Jr. tranquiliza quanto aos prejuízos na arrecadação e geração de emprego. “Temos que aguardar a definição final, porém, há um fluxo: saem umas (empresas) entram outras. O espaço, havendo mercado, não fica vazio”.

Fonte: Jornal O Povo em 22.02.20

Fetranslog é a nova sócia da CBPCE

Fetranslog é a nova sócia da CBPCE

A Federação das Empresas de Transporte de Cargas e Logística do Nordeste – FETRANSLOG, é uma entidade sindical de grau superior.

Suas principais atividades são representar e defender os interesses coletivos da categoria, que inclui questões judiciais e administrativas, impetrar mandado de segurança coletivo em defesa dos interesses dos seus membros, colaborar com o poder público, com o órgão técnico e consultivo, no estudo e solução de problemas que se relacionam com as atividades da categoria, criar serviços de consultoria técnica para seus filiados especialmente nas áreas de legislação estadual e federal além de assessorar os sindicatos filiados quanto a suas convenções e acordos coletivos de trabalho, organizar e coordenar eventos culturais, artísticos, recreativos, esportivos e outros que tratem dos interesses do transporte rodoviário de carga, instituir e participar de fundações ou entidades de serviço social e formação profissional dos trabalhadores em transportes.

Contatos:
85 3274-0101 | 85 9 9749-4118
www.fetranslog.org.br

Fonte: CBPCE em 27.02.20

Grupo português planeja construir complexo hoteleiro com três prédios na Praia de Iracema/Centro

Grupo português planeja construir complexo hoteleiro com três prédios na Praia de Iracema/Centro

Na esquina perpendicular ao inacabado Acquario, o conjunto com um hotel e dois apart-hotéis com mais de 20 andares está defronte ao mar, a poucos metros do Dragão do Mar e da Caixa Cultural Fortaleza (prédio histórico da antiga Alfândega).

Tramita na Prefeitura de Fortaleza um projeto para a construção de um grande complexo turístico do grupo português Dom Pedro Hotels & Golf Collection, proprietária do Eco-Resort Aquiraz Riviera. Batizado de Iracema, o complexo é composto de três prédios, sendo um hotel e dois apartamentos turísticos (apart-hotéis).

O empreendimento será localizado no terreno de 6.120 m2 onde funcionou a boate Alfândega, na esquina perpendicular à área do Acquario, cujas obras estão há anos paradas. Situado no lado esquerdo da avenida Almirante Tamandaré, tecnicamente a faixa de terreno não está localizada na Praia de Iracema, mas sim no Centro. Os fundos da área dão para a comunidade Poço da Draga e a frente para o Pavilhão Atlântico Fortaleza. O conjunto ficará a poucos metros do Dragão do Mar e da Caixa Cultural Fortaleza (prédio histórico da antiga Alfândega).

O empreendimento foi oficialmente anunciado no último dia 12 de fevereiro, em Lisboa, durante o evento de comemoração do aniversário de 50 anos do grupo Dom Pedro. O anúncio foi feito por Stefano Saviotti, o proprietário do grupo. Por se tratar de projeto especial, “o processo de licenciamento do complexo está na Comissão de Avaliação da Prefeitura de Fortaleza que vai calcular o valor da outorga da alteração de uso do solo”, disse ao Focus a secretária Águeda Muniz (Seuma).

Ou seja, os empreendedores terão que pagar ao município para uso do que os técnicos chamam de “solo criado”. Para se ter uma ideia, a outorga de construção do prédio residencial no terreno que abrigou o hotel Esplanada custou R$ 26 milhões de reais. O dinheiro foi usado em projetos de drenagem e urbanização de bairros da Regional 5.

Após feitos os cálculos, caso a empresa aceite a avaliação, o processo é encaminhado à Comissão de Avaliação do Plano Diretor, que aprecia o projeto em reunião pública do conselho composto por representantes do Poder Público e Sociedade Civil. Após essa apreciação e possível aprovação, assina-se o Termo de Compromisso (contrato entre as partes pública e privada, onde se prevê as condições de pagamento da outorga). Por fim, publica-se a decisão em Diário Oficial para posterior emissão do alvará de construção.

Os três prédios vão ter uma área total construída de aproximadamente 38.500 metros quadrados. Um dos prédios ocupará faixa de 2.392 m2 e terá área total construída de 15.257 m2. O segundo ocupará 2.348 m2 do terreno e abrigará 13.823 m2 de construção. O terceiro ocupará uma área de 1.379 m2 com previsão de 9.377 m2 de área construída.

O grupo Dom Pedro Hotels & Golf Collection construiu sua primeira unidade hoteleira há 50 anos na Ilha da Madeira. De lá para cá, formou-se uma coleção de oito hotéis e resorts, e seis campos de golfe. Entre eles, o Dom Pedro Laguna Beach Resort & Golf, no litoral do Ceará. Inaugurado em 2011 e integrado ao Eco-resort Aquiraz Riviera, o equipamento tem 200 metros de frente para o mar e o único campo de golfe profissional do Ceará.

Fonte: Focus em 26.02.20

Apesar de novo vírus, indústria e agronegócio podem se beneficiar

Apesar de novo vírus, indústria e agronegócio podem se beneficiar

Bolsa brasileira e câmbio reagem negativamente à confirmação do primeiro caso do novo coronavírus no Brasil, mas especialistas apontam que situação pode impulsionar o mercado interno e alguns setores da economia nacional

O novo coronavírus chegou ao Brasil, e a previsão de que a economia nacional pode ser afetada começa a ser discutida pelos analistas de mercado. Mas especialistas ouvidos pela reportagem ponderaram que as reações à nova doença nas bolsas asiáticas podem acabar representando uma janela de oportunidades ao agronegócio e à indústria cearense e nacional.

Com a redução da produção chinesa, as exportações brasileiras podem acabar aumentando para suprir o mercado do país asiático. Ainda assim, será preciso cautela para impedir que o vírus tenha efeito semelhante no País ao registrado na economia da China.

Após dois dias de fechamento e da confirmação do primeiro caso de contaminação no País, a Bolsa de Valores Brasileira (B3) despencou 7%. Outro fator de preocupação, o câmbio também apresentou uma flutuação desfavorável, com o dólar se valorizando 1,3% frente ao real. Mas para Lauro Chaves, conselheiro federal de economia e Ph.D em desenvolvimento regional pela Universidade de Barcelona, ainda é cedo para fazer uma avaliação precisa do impacto do novo coronavírus.

Contudo, a situação pode gerar boas oportunidades para o agronegócio e para a indústria cearense. Se a China mantiver níveis baixos de produção, explica Chaves, ela poderá buscar expandir as importações para suprir a ausência de produtos importantes. Entre os fatores para a escolha da origem desses itens estará, por exemplo, a análise sobre os pontos de contágio do vírus. Negociar com empresas de países onde o coronavírus ainda não gerou pontos de contágio pode evitar a reentrada da doença nas cidades chinesas.

“A produção agropecuária talvez consiga abrir novos mercados. Talvez, quem vai ganhar são o agronegócio ou a indústria brasileira que terão oportunidades com a redução do nível de atividades na China”, disse Chaves. “Muitas cidades lá estão em toque de recolher porque o risco de contaminação é muito alto, e o índice de mortalidade é muito severo. Quando há esse risco, as pessoas ficam em casa sem trabalhar”, completou.

Mercado local

Outra preocupação relacionada ao coronavírus é como o impacto da economia asiática pode se refletir nas atividades da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP), já que a empresa conta duas acionistas da Coreia do Sul – Posco Inc. E Dongkuk E&C. Desde o início do surto da nova doença, em janeiro, as bolsas internacionais têm registrado sucessivas quedas. E a situação não é diferente para as duas empresas coreanas que atuam no Ceará.

Entre os dias 2 de janeiro e 25 de fevereiro, as ações da Posco e da Dongkuk tiveram quedas de 14,41% e 18,55%, respectivamente. Apesar do baixo rendimento, Chaves projetou que as operações da CSP não devem ser tão impactadas. Os principais motivos para a análise são o fato de que o minério de ferro utilizado para a produção da siderúrgica vem da Vale, empresa brasileira, e que boa parte dos produtos gerados tem destinos muito variados, incluindo América do Norte, Europa e Ásia.

“Na CSP, não devemos ter muito impacto. A Vale fornece o minério, e temos vários locais para onde essas placas são enviadas, então esse não é o principal problema. O que nós temos que ver é o tamanho desse impacto no mercado chinês. Corre o risco da China zerar o crescimento e entrar em recessão e isso seria um problema”, disse Chaves.

Previsão

Já para o vice-presidente do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças do Ceará (Ibef), Raul Santos, o efeito do coronavírus no Brasil deve ser contornado no médio ou longo prazo. Segundo ele, a queda na Bolsa e a valorização do dólar são reflexos do primeiro baque sentido pelo mercado a partir da incerteza gerada pela chegada da nova doença. Contudo, considerando que o novo coronavírus não se desenvolve tão bem em regiões mais quentes e de clima tropical, a situação no País deverá ser controlada logo.

“No primeiro momento, o vírus preocupa, até porque, na pauta de exportações, o mercado brasileiro está muito mais ligado à China do que aos Estados Unidos e à Europa, atualmente. Como somos exportadores de commodities, já temos uma perspectiva não muito boa. Mas sobre o vírus, esse tipo não se desenvolve muito bem em regiões de climas tropicais, então devemos controlar a situação”, disse.

Santos ainda ponderou, no entanto, que o mercado brasileiro terá, talvez, de se voltar para dentro para conseguir contornar os impactos iniciais no mercado internacional pelas incertezas geradas pela epidemia de Covid-19.

O vice-presidente do Ibef argumentou que, além do agronegócio e da indústria, o turismo local pode acabar sendo impulsionado pelo medo dos brasileiros de viajar para fora. A movimentação mais conservadora pode gerar bons números para as empresas de turismo dentro do País, mas também deverá gerar reduções nas vendas de companhias aéreas internacionais, com menos brasileiros indo à Europa, por exemplo, e menos europeus vindo ao Brasil.

“A economia local não vai entrar em descontrole. Mas o Brasil vai ter de se voltar para dentro ou buscar outros mercados. A China importa soja, petróleo, então esse mercado de commodities pode ser impactado. Mas o turismo nacional pode ser que se beneficie, com as pessoas deixando de viajar para fora”, disse Raul.

O vice-presidente do Ibef ainda disse que, apesar do novo coronavírus, a principal agenda do País precisa ser a continuidade da agenda das reformas estruturais, como a administrativa e a tributária, e o controle das tensões entre os poderes Executivo e Legislativo, que podem ser problemas à administração pública.

Fonte: Diário do Nordeste em 27.02.20

Banco Central quer criação de fundo para projetos de tecnologia

Banco Central quer criação de fundo para projetos de tecnologia

Os recursos virão de valores pagos pelos bancos ao BC, para uso de sistemas tecnológicos. Só em 2019 as cifras arrecadadas chegaram a R$ 274,4 milhões

Enquanto o Ministério da Economia luta para extinguir 248 fundos públicos, em um esforço para eliminar o chamado “dinheiro carimbado” do orçamento, o Banco Central reivindica um fundo somente seu. No projeto de autonomia do BC, que tramita na Câmara, foi incorporado artigo que prevê a criação de fundo para custear “investimentos e projetos estratégicos” da autarquia.

Os recursos virão de valores pagos pelos bancos ao BC, para uso de sistemas tecnológicos. Só em 2019 as cifras arrecadadas chegaram a R$ 274,4 milhões, mas ainda não está definido quanto disso irá efetivamente para o fundo.

Enviado no ano passado pelo governo de Jair Bolsonaro ao Congresso, o Projeto de Lei Complementar n.º 112, que trata da autonomia do BC, foi incorporado a outra proposta que estava na Câmara desde 1989, de n.º 200, para facilitar a tramitação.

Um dos principais pontos do texto estabelece mandatos fixos de quatro anos para o presidente do BC e os oito dirigentes da autarquia. A relatoria da matéria ficou a cargo do deputado federal Celso Maldaner (MDB-SC).

A reportagem apurou que a inclusão do artigo foi um pedido do próprio BC. A intenção é “carimbar” o dinheiro para uso, principalmente, em projetos de tecnologia, uma das prioridades do atual presidente do BC, Roberto Campos Neto.

O artigo prevê que o BC vai administrar os recursos em conformidade com regulamentação a ser editada pelo próprio BC, a partir de diretrizes do Conselho Monetário Nacional (CMN). Não há clareza sobre como serão usados os recursos nem sobre quanto o fundo terá à disposição. Conforme o BC, a regulamentação a ser editada pelo CMN determinará qual porcentual do que é pago todo ano pelos bancos irá para o fundo.

A proposta prevê ainda que o BC prestará contas do uso do dinheiro apenas ao CMN – que é formado pelo presidente do BC, pelo ministro da Economia e pelo secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia.

A criação do fundo vai na contramão da Proposta de Emenda à Constituição n.º 187, que começou a tramitar em 2019 no Senado e conta com patrocínio do Ministério da Economia, e prevê a extinção de todos os 248 fundos infraconstitucionais (não previstos na Constituição), que concentram cerca de R$ 220 bilhões em recursos.

Em nota sobre o fundo proposto, o BC defendeu que, “conforme substitutivo do relator, o referido fundo será utilizado apenas para custear investimentos e projetos estratégicos do BC relacionados ao desenvolvimento técnico e tecnológico e à promoção da estabilidade do sistema financeiro”. O BC também ressaltou que a aplicação dos recursos será definida a partir das diretrizes do CMN. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: Diário do Nordeste em 25.02.20

Lufthansa e United Airlines se unem para comprar 45% da TAP

Lufthansa e United Airlines se unem para comprar 45% da TAP

Um dos atrativos da portuguesa é sua forte presença no Brasil, que tem Fortaleza como rota de destaque

A alemã Lufthansa e a norte-americana United Airlines se unirão para fazer uma oferta por 45% da portuguesa TAP. O percentual é referente à participação acionária do consórcio Atlantic Gateway, formado por David Neeleman e Humberto Pedrosa. O Governo português detém 50% da empresa e os funcionários, os outros 5%.

Para as empresas, a forte presença da TAP no Brasil, que tem Fortaleza com uma das principais rotas, é ponto forte do ativo. O avanço da ideia foi publicado nesta quarta-feira (26) pelo jornal alemão Sueddeutsche Zeitung e pela agência de notícias francesa Reuters.

Ambas as publicações, no entanto, informam que as negociações podem se arrastar. Um dos fatores a serem considerados pela Lufthansa e pela United é o prejuízo de 105 milhões apresentado pela TAP em 2019.

A portuguesa voa para mais de 85 destinos mundiais.

Fonte: O Otimista em 26.02.20

O porquê brasileiros ainda compram imóveis nos EUA e Portugal

O porquê brasileiros ainda compram imóveis nos EUA e Portugal

Os brasileiros têm assumido um papel importante no mercado imobiliário internacional, em especial em Portugal e nos Estados Unidos. Seja para investimento ou por comodidade, comprar um imóvel fora do Brasil tem se tornado uma realidade para muitos brasileiros.

De acordo com o levantamento da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP), os brasileiros já representam 19% do total de aquisições de imóveis em Portugal, se destacando nas compras de imóveis no Porto e em Lisboa.

Já nos Estados Unidos, onde as aquisições brasileiras de imóveis se concentram na Flórida, Califórnia e Nova York, chega a representar 3% do total nacional, o que representa em torno de 6.446 imóveis vendidos.

Mas qual o motivo que tem levado brasileiros a procurar por imóveis fora do país? O consultor e especialista no mercado imobiliário Rafael Scodelario responde: “Mesmo com o juros baixo e alta no crescimento da nossa economia, muitos brasileiros procuram investir em imóveis no exterior, principalmente nos EUA e Portugal. Na sua grande maioria, é porque sempre viajam para esses destinos e gostam desses lugares. No entanto os interesses vão além do turismo, com aqueles que procuram diversificar os seus investimentos”.

Imóveis para férias e temporada nos EUA

Em um ano, de 2018 a 2019, o volume de vendas nos Estados Unidos chegou a mais de 110 bilhões de dólares, com valor de investimento médio por casa de 220 mil dólares, a maioria destes imóveis em Miami e Orlando: “A Flórida está em primeiro lugar, com 22%, entre os estados norte-americanos que possuem, atualmente, maior oferta imobiliária para estrangeiros. Isto facilita para aqueles que pretendem investir em um imóvel de férias ou para aluguel de temporada na Disney”, revela Scodelario.

Brasileiros investem em imóveis em Portugal de olho no visto Gold

Já em Portugal muitos têm sido atraídos pela possibilidade do visto Gold a partir de um investimento em imóveis de 500 mil euros para cima. Rafael Scodelario aponta que, no entanto, houveram mudanças no Programa: “contudo, agora com as novas restrições, o visto Gold já não é mais válido para aquisições em grandes cidades como Porto e Lisboa, forçando a interiorização dos investimentos estrangeiros. Isto pode acabar a médio prazo tornando a possibilidade de compra de imóveis em Portugal menos atrativa, pois nem todos querem viver ou passar férias em casas mais afastadas dos centros urbanos. Portugal é um país centralizado, onde boa parte das infraestruturas de transporte servem aos grandes centros.”

Fonte: Mundo Lusíada em 22.02.20

Porto do Pecém tem movimentação de longo curso 109% maior em janeiro

Porto do Pecém tem movimentação de longo curso 109% maior em janeiro

Em todo o mês de janeiro foram movimentados 4025 TEUs (unidade equivalente a 1 contêiner de 20 pés) entre o Pecém e outros portos do mundo. O número é 109% maior em comparação ao mesmo mês do ano passado, quando 1923 TEUs passaram pelo terminal portuário cearense. “Esse crescimento de mais de 100% mostra o quanto o Pecém está sendo cada vez mais percebido no cenário internacional. A nossa localização equidistante e estratégica em relação aos portos norte-americanos e europeus é um diferencial para players de todos os tamanhos. Assim nossa participação global aumenta e o mercado reconhece”, diz Danilo Serpa, presidente do Complexo do Pecém.

De acordo com o gerente de Negócios Portuários do Complexo do Pecém, Raul Viana, o aumento na movimentação de contêineres nas rotas de longo curso é resultado também da nova linha, iniciada em setembro do ano passado, entre o Porto do Pecém e alguns portos espanhóis e italianos.

“Hoje, o Pecém está conectado semanalmente aos terminais de Valência e Barcelona, na Espanha, além dos portos de Gênova, Livorno e Gioia Tauro, na Itália. Estamos operando essa nova linha há apenas cinco meses, mas em pouco tempo já estamos colhendo resultados satisfatórios, principalmente por conta do serviço de exportação de frutas”, afirma Raul Viana.

Principais Produtos
Os principais produtos movimentados no Porto do Pecém são: enxofre; terras e pedras; gesso, cal e cimento; frutas, cascas de frutos cítricos e de melões; plásticos e suas obras; ferro fundido, ferro e aço; papel e cartão; obras de pasta de celulose e de papel; calçados, polainas e artefatos semelhantes; obras de ferro fundido, ferro ou aço; bebidas, líquidos alcoólicos e vinagres.

Este tema será debatido no 10º ENLP – Encontro de Negócios em Língua Portuguesa que acontece nos dias 29 e 30 de abril de 2020 na FIEC – Federação das Indústria do Estado do Ceará
Para mais informações acesse: www.cbpce.org.br/10enlp, Inscreva-se na rodada de negócios.

Fonte: Diário do Nordeste em 19.02.20

Grupo Dom Pedro completa 50 anos com projetos para o Brasil

Grupo Dom Pedro completa 50 anos com projetos para o Brasil

O grupo Dom Pedro Hotels & Golf Collection completou, no dia 12 de fevereiro, 50 anos de sua primeira unidade na Ilha da Madeira, com uma festa no tema “The Golden Party”.

Ao longo de 50 anos a estratégia do grupo hoteleiro foi consolidar o seu “core business”, na hotelaria, evoluindo também outros setores do turismo, como golfe e o imobiliário turístico de excelência.

Atualmente com oito hotéis e resorts, e seis campos de golfe localizados em locais estratégicos, o grupo segue em curso projetos para Portugal e para o Brasil; além da remodelação de todas as unidades existentes em Portugal, o grupo vai reforçar a sua presença em Vilamoura, Portugal, com o Dom Pedro Residences, sendo um complexo único de apartamentos de luxo situados na primeira linha de frente mar.

O segundo projeto em Vilamoura consiste num hotel dedicado aos golfistas situado no emblemático Dom Pedro Old Course.

Novos projetos estão também a avançar no Brasil, como o projeto Iracema, em Fortaleza, composto por um hotel e duas unidades de apartamentos turísticos, além de outros projetos turístico-imobiliários de luxo no Eco Resort Aquiraz Riviera.

Na sua atividade de golfe, o grupo possui um campo de 18 buracos no Eco Resort Aquiraz Riviera, no Ceará, e cinco campos em Vilamoura, que em conjunto com a recém inaugurada Academia de Golfe, em Vilamoura, assumi a liderança no setor e o reconhecimento mundial com um dos portfólios mais completos da Europa, com cerca de 200 mil voltas de golfe jogadas por ano.

Fonte: Mundo Lusíada em 13.02.20