Expolog 2025 amplia espaço dedicado ao agronegócio e fortalece debates sobre logística no setor

Expolog 2025 amplia espaço dedicado ao agronegócio e fortalece debates sobre logística no setor

A Expolog 2025, um dos maiores eventos de logística do Brasil, reforça sua conexão com o campo e com os desafios da economia verde ao ampliar sua programação voltada ao agronegócio. O evento será realizado nos dias 26 e 27 de novembro de 2025, no Centro de Eventos do Ceará, em Fortaleza, reunindo especialistas, empresários, gestores públicos e representantes da academia.

Entre os destaques da programação está o 6º Seminário Logística no Agronegócio, promovido pelo Instituto Future, que tem como foco discutir soluções inovadoras e sustentáveis para o escoamento da produção e o fortalecimento das cadeias produtivas do setor, especialmente no Nordeste.

Com o patrocínio do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e o apoio do Sebrae Ceará, da Secretaria do Desenvolvimento Econômico (SDE), da Adece e da Ematerce, o seminário busca aproximar o campo da inovação logística, explorando temas como tecnologia, infraestrutura, sustentabilidade e integração de modais.

A ampliação do espaço dedicado ao agro na Expolog 2025 reflete a crescente importância do segmento para o desenvolvimento econômico e logístico do país, consolidando o evento como um ponto de encontro estratégico para quem pensa o futuro da logística brasileira.

Serviço:
EXPOLOG 2025
Data: 26 e 27 de novembro
Local: Centro de Eventos do Ceará Pavilhão Leste
Inscrições: https://feiraexpolog.com.br/

Negócios em Portugal: o peso das emoções para empresários brasileiros, por Thiago Matsumoto da Atlantic Hub, sócia da CBPCE

Negócios em Portugal: o peso das emoções para empresários brasileiros, por Thiago Matsumoto da Atlantic Hub, sócia da CBPCE

“Negócios não são feitos apenas de planejamento, produto e mercado. São feitos de pessoas, emoções e, sobretudo, da habilidade de transformar desafios emocionais em vantagens competitivas”.

Empreender, por si só, é uma atividade que envolve riscos, incertezas e decisões constantes. Agora, imagine enfrentar esse desafio em outro país. Para muitos empresários brasileiros, empreender em Portugal representa acesso a novos mercados, estabilidade e oportunidades. No entanto, essa jornada traz um fator pouco discutido: o impacto das emoções nos negócios.

Portugal é um destino natural para empresários brasileiros que buscam internacionalização. A similaridade da língua e os laços culturais reduzem algumas barreiras iniciais, mas não eliminam os desafios. Como destacam Massote et al. (2010), a internacionalização ocorre em degraus, exigindo adaptação progressiva. Mesmo em mercados culturalmente próximos, entender o ritmo dos negócios, as dinâmicas de relacionamento e as sutilezas da comunicação é tão essencial quanto qualquer plano estratégico. Nesse caminho, muitos percebem que os desafios vão além da operação, exigindo também ajuste emocional e cultural.

Daniel Goleman (1995), referência mundial em inteligência emocional, já demonstrava que resultados empresariais não dependem apenas de conhecimento técnico ou planejamento estratégico. A capacidade de reconhecer e gerir emoções — próprias e alheias — é o que frequentemente diferencia quem prospera de quem fracassa. Especialmente em ambientes desafiadores, onde não basta apenas entender de negócios: é preciso entender de gente.

Este artigo discute exatamente isso. Mais do que processos e estratégias, ele revela como empresários brasileiros em Portugal lidam com os desafios emocionais que fazem parte, de forma invisível porém poderosa, da condução dos seus negócios.

O impacto das emoções ao empreender em Portugal: a experiência dos brasileiros

Sentimentos que não aparecem no plano de negócios, mas estão lá. Presentes na adaptação cultural, nas negociações, na burocracia e, sobretudo, na pressão silenciosa e constante de fazer dar certo.

Ao empreender em Portugal, empresários brasileiros lidam não apenas com desafios operacionais, mas também com fatores emocionais que impactam diretamente sua trajetória. Medo, ansiedade, insegurança e frustração surgem com frequência, especialmente nos primeiros anos, quando o desconhecimento do mercado e a necessidade de construir uma nova rede de relacionamentos intensificam esse cenário.

Eduardo Migliorelli, CEO da Atlantic Hub, lembra que, no início, o peso emocional estava presente em quase todas as decisões. “Eu percebi uma ansiedade muito grande nessa questão de querer entender a forma ideal de conhecer o mercado. Fiz muitos cafés, muitas reuniões com players locais, buscando compreender como trabalhar, como abordar, como gerar negócios aqui. Isso foi essencial para minha entrada em Portugal, mas, ao mesmo tempo, trouxe frustrações, principalmente quando esbarrava nas diferenças culturais, na forma de se comunicar, de se vestir e até na pontualidade, que é levada muito mais a sério aqui do que no Brasil. Isso, muitas vezes, pode gerar decisões tomadas na urgência emocional e não na lógica do negócio.”

Migliorelli reforça que compreender o funcionamento da cultura local, construir relações de confiança e adaptar-se às dinâmicas do mercado português são desafios emocionais tão relevantes quanto qualquer questão operacional. É um processo que exige não só preparo técnico, mas também inteligência emocional constante.

Como as Emoções Impactam as Decisões de Empresários Brasileiros?
No empreendedorismo, decidir faz parte da rotina. Mas, no contexto internacional, as decisões raramente são puramente racionais. As emoções, muitas vezes, assumem um papel central, influenciando a avaliação de riscos e acelerando ou retardando processos.

O medo costuma gerar excesso de cautela, enquanto a ansiedade leva a decisões apressadas, focadas mais em aliviar desconfortos emocionais do que em critérios objetivos. Esse padrão é recorrente entre empresários brasileiros que constroem negócios em Portugal, enfrentando um ambiente novo, uma cultura de negócios diferente e a pressão por resultados rápidos.

Essa pressão emocional aparece, especialmente, na expectativa de replicar o ritmo de trabalho e de crescimento do Brasil. “Existe uma cobrança muito grande que nós mesmos colocamos. A gente vem com aquela mentalidade de performar, de fazer acontecer rapidamente, e isso gera uma ansiedade enorme. Já me peguei, mais de uma vez, tomando decisões apressadas só para aliviar aquela angústia momentânea de achar que as coisas não estavam andando no ritmo certo”, relata Adriano Sforcini, fundador da Bauc, uma agência luso-brasileira de marketing e publicidade.

O relato de Sforcini evidencia como decisões são, muitas vezes, respostas emocionais a desconfortos internos, e não fruto de análises objetivas. Reconhecer que emoções como ansiedade e insegurança afetam diretamente a estratégia é essencial para uma gestão mais consciente e sustentável.

Estratégias para Controlar as Emoções e Ter Sucesso nos Negócios em Portugal

Se as emoções impactam diretamente decisões e resultados, compreender como elas influenciam o comportamento empreendedor torna-se uma competência estratégica, especialmente no contexto internacional.

De acordo com Baron (2008), o afeto, ou seja, o estado emocional, exerce influência direta na forma como os empreendedores percebem e interpretam oportunidades, avaliam riscos e tomam decisões. Emoções positivas ampliam a visão, favorecem a criatividade, facilitam conexões e aumentam a disposição para enfrentar desafios. Por outro lado, emoções negativas, como ansiedade, insegurança ou frustração, tendem a restringir o pensamento, gerar aversão ao risco e conduzir a decisões precipitadas.

Essa percepção se reflete claramente nas experiências de empresários brasileiros em Portugal. Muitos, ao chegarem, sentem a necessidade de ajustar expectativas e compreender que o ritmo dos negócios é diferente do que estavam acostumados no Brasil. Tanto Eduardo Migliorelli quanto Adriano Sforcini destacam que aprenderam, na prática, que tentar replicar a velocidade e a dinâmica brasileira gera ansiedade, frustração e, muitas vezes, decisões tomadas no impulso.

Ambos reforçam que aceitar o tempo natural do mercado português, investir na construção de relações e desenvolver autoconhecimento foram fundamentais para lidar melhor com os desafios emocionais. Mais do que uma habilidade pessoal, gerenciar o impacto das emoções tornou-se um diferencial estratégico para conduzir os negócios de forma mais consciente e sustentável.

O sucesso também é uma construção emocional

Nenhuma estratégia se sustenta sem equilíbrio emocional. Ao empreender em Portugal, muitos empresários brasileiros descobrem que, além de compreender o mercado, adaptar-se à cultura local e estruturar modelos de negócio, é fundamental aprender a gerir as próprias emoções.

O impacto emocional não é periférico. Ele está no centro da construção dos negócios em Portugal, influenciando decisões, relações e a capacidade de enfrentar riscos e incertezas. Ansiedade, medo e insegurança não são apenas desafios pessoais, mas variáveis estratégicas, que moldam a forma como oportunidades são percebidas e como os resultados se constroem.

Mais do que atravessar fronteiras geográficas, empreender no exterior é atravessar fronteiras emocionais. E, na prática, o sucesso de quem escolhe Portugal como destino empresarial também se mede pela capacidade de desenvolver autoconhecimento, resiliência e inteligência emocional. Negócios não são feitos apenas de planejamento, produto e mercado. São feitos de pessoas, emoções e, sobretudo, da habilidade de transformar desafios emocionais em vantagens competitivas no longo prazo.

*Thiago Yokoyama Matsumoto é mestrando da Universidade Uninove no Brasil, CMO e Co-Founder da Atlantic Hub, em Portugal.

Contatos:
Site: https://atlantichub.com/
info@atlantichub.com
‪+351 910 297 331

Presidente da AICEP destaca papel das empresas portuguesas na mobilidade do futuro

Presidente da AICEP destaca papel das empresas portuguesas na mobilidade do futuro

A Presidente da AICEP, Madalena Oliveira e Silva, participou no 12º Encontro Internacional da Indústria Automóvel, promovido pela AFIA – Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel, que reuniu cerca de 250 participantes, em Vila Nova de Gaia.

Sob o tema “Thinking Beyond the Transition”, o evento proporcionou um amplo debate sobre os desafios e oportunidades da indústria automóvel e da mobilidade, num contexto global de transformação tecnológica, energética e regulatória.

“Portugal tem demonstrado uma enorme capacidade de adaptação e inovação no setor automóvel. A AICEP continuará a apoiar as empresas portuguesas neste percurso de transformação, ajudando-as a afirmar-se nas cadeias de valor globais da mobilidade do futuro”, destacou a Presidente da AICEP.

Na sessão também participou o Secretário de Estado da Economia e Coesão Territorial, João Rui Ferreira, reforçando o compromisso do Estado português com a competitividade, inovação e internacionalização de um setor estratégico para a economia nacional, bem como o Administrador da AICEP, Paulo Rios de Oliveira.

Fonte: AICEP

Portugal e Brasil reforçam cooperação científica em mar profundo

Portugal e Brasil reforçam cooperação científica em mar profundo

Portugal e Brasil reforçaram a cooperação científica na investigação do mar profundo, com missões científicas conjuntas no Atlântico, informou hoje o Ministério da Agricultura e Mar.

O acordo entre os dois países, segundo um comunicado do Ministério, foi assinado entre a Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental (EMEPC), tutelada pelo Ministério da Agricultura e Mar, e a Marinha do Brasil – Diretoria de Hidrografia e Navegação (DHN).

As duas entidades vão colaborar em missões com o ROV Luso, “um dos mais avançados sistemas de exploração científica” do oceano ao serviço de Portugal.

O fortalecimento da cooperação acontece no âmbito da extensão das respetivas plataformas continentais além das 200 milhas náuticas, indica o Ministério no comunicado.

“O acordo estabelece uma base sólida para o desenvolvimento conjunto de atividades de mapeamento geológico e recolha de amostras no mar profundo, com recurso ao veículo operado remotamente ROV Luso”, explica o Governo.

As duas entidades vão partilhar informação técnico-científica, metodologias de aquisição e tratamento de dados geofísicos e geológicos, além de formação e colaboração em campanhas oceanográficas.

A parceria insere-se no quadro da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (CNUDM) e “concretiza compromissos” assumidos na XIII Cimeira Luso-Brasileira realizada em 2023.

“O conhecimento do mar profundo é essencial para a afirmação dos direitos de soberania e para a sustentabilidade dos oceanos, duas prioridades para Portugal, plasmadas no Programa do Governo”, diz citado no comunicado o ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes.

Fonte: Mundo Lusíada em 11.11.2025

Almoço de Negócios da CBPCE marca lançamento oficial da 20ª EXPOLOG

Almoço de Negócios da CBPCE marca lançamento oficial da 20ª EXPOLOG

O lançamento oficial da 20ª edição da Expolog – Feira Internacional de Logística foi o grande destaque do Almoço de Negócios promovido pela Câmara Brasil-Portugal no Ceará (CBPCE), realizado na última quarta-feira (5), no Hotel Sonata de Iracema. O evento reuniu mais de 100 participantes, entre lideranças empresariais, representantes do setor logístico e autoridades, abrindo oficialmente o calendário de comemorações pelos 20 anos da Expolog, que acontecerá nos dias 26 e 27 de novembro, no Centro de Eventos do Ceará.

O convidado especial da tarde, Domingos Filho, secretário do Desenvolvimento Econômico do Estado, conduziu uma conversa sobre “Logística e Desenvolvimento Econômico”, destacando o papel estratégico do Ceará como um dos principais hubs logísticos do país e ressaltando o potencial de crescimento do Estado em setores como comércio exterior, portos e infraestrutura.

Conduzido por Patrícia Campos, presidente da CBPCE, e Enid Câmara, idealizadora da Expolog e CEO da Prática Eventos, o encontro teve como marca o networking qualificado e o diálogo produtivo entre o poder público, o setor empresarial e a imprensa. O momento também reforçou a importância da parceria entre a CBPCE e a Expolog na promoção de negócios, inovação e desenvolvimento econômico sustentável.

“A CBPCE tem como missão conectar oportunidades e promover o fortalecimento das relações empresariais entre o Brasil e Portugal. Ver a Expolog alcançar sua 20ª edição é motivo de orgulho, pois representa não apenas um evento, mas um marco para o setor logístico e para o Ceará”, destacou Patrícia Campos, presidente da CBPCE.

A tarde foi marcada por boas conversas, troca de experiências e a reafirmação do protagonismo do Ceará no cenário logístico nacional.

Confira as fotos: https://news.cbpce.org.br/lancamento-expolog

 

 

 

CBPCE marca presença na inauguração do Vila Galé Collection Amazônia em Belém

CBPCE marca presença na inauguração do Vila Galé Collection Amazônia em Belém

A Câmara Brasil Portugal no Ceará (CBPCE) esteve presente na inauguração oficial do Vila Galé Collection Amazônia, novo empreendimento da rede portuguesa em Belém (PA), realizada no último dia 31 de outubro. O hotel é o 13º da marca no Brasil e o primeiro localizado na região Norte, consolidando a expansão da Vila Galé pelo país.

Representando a CBPCE, participaram da cerimônia a presidente Patricia Campos, a vice-presidente de Turismo e Serviços, Anya Ribeiro, o diretor Comercial e de Novos Negócios, Benedito Simões, e o diretor de Economia do Mar, Rômulo Alexandre.

O evento contou ainda com a presença do presidente e fundador da rede Vila Galé, Dr. Jorge Rebelo de Almeida, e do administrador Gonçalo Rebelo de Almeida, além de autoridades e convidados ilustres, como o governador do Pará, Helder Barbalho, o ministro do Turismo, Celso Sabino, o chefe da Casa Civil, Rui Costa, e o presidente da Câmara Portuguesa do Pará, Reginaldo Ferreira.

A inauguração do Vila Galé Collection Amazônia simboliza o fortalecimento das relações entre Brasil e Portugal, destacando o potencial do setor turístico e empresarial em promover desenvolvimento, parcerias e novas oportunidades de negócios entre os dois países.

Rômulo Alexandre Soares, diretor de Economia do Mar da CBPCE, destacou a relevância da expansão da Vila Galé para a economia cearense:

“Não tem como não celebrar a expansão da rede no Brasil. As inaugurações de um Vila Galé têm uma conexão enorme com o Ceará. Não apenas porque foi aqui que, há 25 anos, o Vila Galé começou as suas atividades no Brasil, dois anos depois de a TAP passar a voar para o Estado, mas porque, ainda hoje, a construção de um Vila Galé no país movimenta a economia cearense. Todos os móveis do hotel são made in Ceará, produzidos pela Móveis Osterno. Além dos móveis, as cozinhas industriais e os sistemas de ar-condicionado (Tempo Frio) também contam com envolvimento de empresas cearenses. A engenharia, por sua vez, inclui a participação da Normatel, responsável pelas instalações elétricas e hidráulicas do hotel de Belém. Fiz aqui meus cálculos e estimo que mais de 25% do valor da obra engaje empresas cearenses. O crescimento do Vila Galé é bom para o turismo, é bom para o Ceará.”

Acesse o site do hotel e confira mais informações: https://www.vilagale.com/br/hoteis/para/collection-amazonia

Fonte: CBPCE em 04.11.2025

Revista “Forbes Lab” destaca o Ceará e as relações comerciais com Portugal

Revista “Forbes Lab” destaca o Ceará e as relações comerciais com Portugal

A Revista Forbes Lab, edição de outubro, destacou o Ceará e as relações comerciais com Portugal, através da Câmara Portuguesa local.

A publicação citou o investimento português no Ceará, pontuando que em 2001 nascia, a Câmara Brasil Portugal no Ceará, “hoje referência na promoção de negócios bilaterais”, e logo o Ceará já figurava entre os estados com o maior número de subsidiárias portuguesas no Brasil, reflexo também de políticas pró-ativas do governo na atração de investimentos externos”.

Sobre conexões internacionais e relação com Portugal, a publicação diz que a internacionalização consta das listas de “prioridades transversais” de políticas públicas do Ceará, citando que a Secretaria de Relações Internacionais Roseane Medeiros, explicou que os investidores portugueses podem tirar “todo o” potencial do estado: “hoje o Ceará é o grande hub de conexões aéreas e marítimas, e um nó de obra que conecta as Américas à Europa.

A publicação também pontua que a Dra. Roseane frisou a importância da Câmara Brasil Portugal no Ceará, uma das “principais vozes” do empresariado e das entidades promotoras de negócios das áreas —através do apoio a feiras, missões empresariais, fóruns e eventos bilaterais, e na cooperação em setores como energia, tecnologia e inovação; e o desporto”, reforça a revista.

A Forbes Lab também destaca que o Ceará apresenta bom supravit de energia renovável e forte atuação em energias limpas, um novo marco para continuar a sua “rota de produção verde” em busca de sustentabilidade gerando energia que embarcar juntos numa onda de crescimento. Portugal com sua afinidade cultural e linguística, é um dos grandes parceiros”, conforme conclusão do presidente da ADECE: Danilo Serpa.

Clique aqui e acesse o conteúdo da revista

Fonte: Mundo Lusíada em 05.11.2025

Nova era da inovação no Nordeste, por Diego Pinheiro, sócio CBPCE

Nova era da inovação no Nordeste, por Diego Pinheiro, sócio CBPCE

A ZPE Ceará abre caminho para um ciclo inédito de inovação no Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP), com potencial para transformar Caucaia e São Gonçalo do Amarante em polos de tecnologia e impulsionar um boom imobiliário em seu entorno.

Com a recente regulamentação que permite a instalação de empresas prestadoras de serviços nas Zonas de Processamento de Exportação (ZPEs), a ZPE Ceará se destaca como uma das regiões mais promissoras do país para investimentos estratégicos. A publicação da Resolução CZPE/MDIC nº 95/2025, no Diário Oficial da União, marca o início de uma nova fase para o CIPP, integrando tecnologia, sustentabilidade e logística com oportunidades para o setor de serviços — e impactos diretos no mercado imobiliário local.

Criadas para impulsionar a cultura exportadora, promover o desenvolvimento regional e atrair investimentos, as ZPEs funcionam como zonas de livre comércio com o exterior, oferecendo vantagens como a suspensão de tributos federais sobre bens de capital e serviços destinados à exportação. A grande novidade de 2025 foi a inclusão oficial de prestadores de serviços entre as atividades permitidas, abrindo espaço para empresas de tecnologia, engenharia, consultoria e infraestrutura digital.

Com mais de 6.100 hectares distribuídos entre os municípios de Caucaia e São Gonçalo do Amarante, a ZPE Ceará — primeira a operar no Brasil — está estruturada em quatro setores. Os Setores I e II já abrigam gigantes como ArcelorMittal, White Martins e empresas líderes em hidrogênio verde, como Fortescue, AES Brasil e Qair. O Setor III, ainda inativo, desponta como o próximo destino para negócios voltados à inovação e aos serviços de suporte à indústria.

Visão estratégica

Para Diego Carvalho Pinheiro, especialista em inteligência imobiliária e ex-secretário de Planejamento Urbano e Ambiental de Caucaia, o novo marco regulatório transforma o perfil da ZPE e amplia seu alcance para além da indústria pesada.

“Estamos diante de uma mudança de paradigma. A entrada dos serviços na ZPE projeta a região para um futuro de alta complexidade produtiva, exigindo respostas rápidas de empreendedores e do poder público em infraestrutura urbana, logística e habitação”, avalia.

Segundo ele, o movimento deverá valorizar rapidamente o entorno da ZPE, especialmente em áreas voltadas ao setor terciário, como comércio, educação, saúde, hospedagem e serviços financeiros.
“A tendência é que surja uma nova centralidade urbana em torno do CIPP, com impactos significativos no mercado imobiliário. É um cenário que exige planejamento, mas também representa uma grande janela de oportunidade para quem busca investir com visão de longo prazo”, destaca Diego.

Entre os projetos já licenciados em Caucaia até 2024, destacam-se o Parque de Tancagem, que deve ampliar a competitividade da cadeia de combustíveis no estado, e a instalação de um grande data center da CDV DC I S/A, voltado ao armazenamento e processamento de dados em escala global. Ambos os empreendimentos reforçam a infraestrutura tecnológica e logística do CIPP, que já conta com o Porto do Pecém — o terceiro maior do Nordeste — e acesso a rotas marítimas internacionais e de cabotagem.

Nesse contexto, o Programa BR do Mar, sancionado em 2022 e regulamentado em julho deste ano, promete transformar a logística nacional e ampliar a cabotagem, modalidade que já representa 11% da movimentação marítima no Brasil. Para trajetos acima de mil quilômetros, o transporte por navio se mostra mais eficiente e competitivo do que o modal terrestre, com redução estimada de até 15% no custo do frete por dia de viagem. Além disso, a cabotagem é mais segura, reduzindo as cargas e emissões de gases poluentes à atmosfera, com pegada ambiental significativamente menor, diminuindo toneladas de emissões anuais de CO₂ em comparação ao transporte rodoviário.

No Ceará, a estratégia é consolidar os portos de Fortaleza e Pecém. Enquanto o primeiro já planeja modernizações e dragagens, reforçando píeres de petróleo, novos sistemas de segurança e descarbonização, o segundo se destaca como HUB regional de contêineres, redistribuindo cargas para diferentes regiões do país. Do Porto do Pecém devem sair produtos como fertilizantes, cimentos, aço e derivados, mas também cargas de produtos cerâmicos, castanha de caju, frutas, sal, calçados e automóveis, consolidando o protagonismo do estado no comércio nacional e internacional.

Além disso, o avanço das obras da ferrovia Transnordestina, com paradas previstas em Caucaia, e as tratativas para a criação da Ferrovia Bioceânica, ligando o Atlântico ao Pacífico em parceria com a China, posicionam o Ceará como um eixo estratégico no novo mapa logístico do Brasil.

“Há um esforço visível em transformar o CIPP em um polo multimodal com capacidade para absorver uma nova geração de negócios. Isso passa não só por infraestrutura de ponta, mas também por compromissos ambientais, como o reuso da água da Região Metropolitana de Fortaleza, e por iniciativas sociais junto às comunidades do entorno”, pontua Diego Pinheiro.

Ordenamento urbano e pacto federativo
Com base em sua experiência na administração pública, Diego ressalta que o sucesso desse novo ciclo econômico depende do alinhamento entre os entes federativos e da escuta ativa às demandas da população local. Ele menciona como exemplo positivo o projeto Pacto Pelo Pecém, liderado pela Assembleia Legislativa do Ceará, que propõe um modelo de desenvolvimento integrado e socialmente responsável.

“A revisão dos Planos Diretores de Caucaia e São Gonçalo do Amarante deve considerar esse novo contexto. O desenvolvimento urbano precisa acompanhar o ritmo da expansão econômica, com políticas habitacionais e de regularização fundiária que garantam qualidade de vida à população.

Não podemos permitir que o crescimento aconteça à custa da exclusão”, defende. Com a regulamentação em vigor, empreendedores interessados deverão submeter ao Conselho Nacional das ZPEs seus projetos de operação e planos de negócios voltados à exportação de serviços, conforme as diretrizes da Resolução CZPE/ME nº 29/2021.

Para Diego Pinheiro, o momento é de decisão estratégica. “Quem chegar primeiro terá acesso às melhores localizações, aos incentivos e ao protagonismo na construção de um novo polo de inovação no Nordeste”. A ZPE Ceará, agora com vocação ampliada, consolida-se como símbolo de uma nova matriz de desenvolvimento: conectada, sustentável, inteligente e preparada para o futuro.

Por Diego Pinheiro, sócio CBPCE
E-mail: adv.diego@gmail.com

Sérgio Melo, sócio da CBPCE, participa de debate sobre conjuntura econômica em ano de eleição na FIEC

Sérgio Melo, sócio da CBPCE, participa de debate sobre conjuntura econômica em ano de eleição na FIEC

A Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC) e a Academia Cearense de Economia promoveram, na última segunda-feira (3), um debate com o tema “Conjuntura econômica em ano de eleição”, reunindo economistas, empresários e lideranças do setor produtivo para discutir os rumos do país diante do novo ciclo eleitoral.

O evento contou com a presença do economista Luís Paulo Rosenberg, presidente da Rosenberg Partners, que apresentou uma análise detalhada sobre as tendências econômicas e políticas que podem influenciar o cenário nacional em 2026.

Representando a Academia Cearense de Economia, o presidente Sérgio Melo, que também é sócio da Câmara Brasil Portugal no Ceará (CBPCE), destacou a importância de compreender os riscos e oportunidades de um contexto global em transformação, ressaltando que o diálogo sobre diferentes visões de desenvolvimento é fundamental para orientar decisões estratégicas no ambiente empresarial e institucional.

O encontro reforçou o compromisso das entidades envolvidas em promover debates qualificados sobre os desafios e perspectivas da economia brasileira, estimulando a troca de ideias e o fortalecimento da integração entre os diversos setores produtivos do Ceará.

CONTATO:
Endereço: Av. Santos Dumont, 3060 – Sala 616 – Aldeota,
Fortaleza – CE, 60150-161
Telefone: (85) 3486-2000

 

Nexti, sócia da CBPCE participa do CearáRH 2025 com palestra sobre o futuro do RH digital

Nexti, sócia da CBPCE participa do CearáRH 2025 com palestra sobre o futuro do RH digital

A edição 2025 do CearáRH, realizada nos dias 30 e 31 de outubro, reuniu os principais nomes e empresas que impulsionam o setor de gestão de pessoas no Brasil. Entre os destaques do evento, esteve a Nexti, empresa associada à Câmara Brasil Portugal no Ceará (CBPCE), que marcou presença como expositora e referência nacional em tecnologia voltada para o RH.

Durante o encontro, a Nexti apresentou soluções que vêm transformando a operação de grandes corporações, reforçando seu papel de liderança no movimento de digitalização e eficiência dos processos de gestão de pessoas.

Um dos momentos mais marcantes do evento foi a palestra do CEO da empresa, Marcelo Gomes, que lotou o auditório com uma apresentação inspiradora sobre inovação, eficiência operacional e o futuro do RH digital. Sua fala destacou o papel estratégico da tecnologia na evolução dos processos de gestão de pessoas e na construção de ambientes corporativos mais ágeis e conectados.

A presença da Nexti no CearáRH reforça o compromisso da empresa com a transformação digital do setor e consolida sua posição como protagonista da nova era da gestão de pessoas no Brasil.

“Estar presente em um evento dessa magnitude é reafirmar nosso propósito de conectar tecnologia, pessoas e performance. É dessa união que nasce o futuro do RH”, destacou Marcelo Gomes.

Contatos:
📍 São José, SC
📞 (48) 3112-6790
📧 contato@nexti.com
🌐 https://nexti.com/

Com informações da Nexti