Federação das Câmaras realiza terceira edição de projeto apresentando a região do Alentejo amanhã (27)

Federação das Câmaras realiza terceira edição de projeto apresentando a região do Alentejo amanhã (27)

“Portugal – Negócios e Investimentos” é uma iniciativa da Federação das Câmaras Portuguesas de Comércio no Brasil e tem como foco a ambiência econômica das regiões portuguesas e seus potenciais de conexões e geração de oportunidades de negócios.

O projeto, em sua terceira edição, é destinado aos representantes das Câmaras Portuguesas de Comércio no Brasil, seus associados e conta com o apoio da AICEP – Agência para o Investimento e Comércio de Portugal e convidados.

Nesta edição a apresentação será da região do Alentejo, através da ADRAL – Agência de Desenvolvimento Regional do Alentejo e Invest Alentejo, e acontece dia 27 de janeiro (quinta-feira) – 11h (Brasil) | 14h (Portugal).

Participam como convidados Daniel Janeiro – Coordenador do Departamento de Relações Externas da ADRAL – Agência de Desenvolvimento Regional do Alentejo, Luís Miguel Silva – Assessor Sistemas, Planeamento e Comunicação da Administração dos Portos de Sines e Algarve; e Rui Pereira – Chefe Gabinete de Apoio à Presidência e Vereação do Município de Sines.

O evento conta também com Embaixador de Portugal no Brasil, Luís Faro Ramos, e Presidente da Federação das Câmaras Portuguesas de Comércio no Brasil, Armando Abreu.

Acesse aqui a programação

SERVIÇO:
“Portugal – Negócios & Investimentos” – Evento Virtual
Promoção: Federação das Câmaras Portuguesas de Comércio do Brasil
Data: 27 de janeiro (quinta-feira)
Horário: 11h no Brasil (14h em Portugal)
Inscrições: https://bit.ly/CONVIDADOS-evento-ADRAL
Evento online

Observatório da Federação das Câmaras Portuguesas: Exportações brasileiras de pescados cresceram em 2021

Observatório da Federação das Câmaras Portuguesas: Exportações brasileiras de pescados cresceram em 2021

As exportações brasileiras de Pescados em 2021 cresceram +28,69% em comparação ao ano anterior, alcançando US$ 348,641 Milhões. Os principais tipos de pescados exportados foram lagostas e peixes congelados, com predominância da tilápia, além dos óleos e gorduras originários da piscicultura.

No Ceará, o setor cresceu +34% chegando a US$ 102 Milhões no mesmo período. Do estado saíram principalmente lagostas, atum, peixes congelados (predominância de pargo), camarões e preparações de pescados em conserva, como por exemplo de sardinhas e salmões.

O Ceará lidera o ranking dos estados brasileiros exportadores de Pescados. Pará é 2º (US$ 84 Mi); Rio Grande do Norte, 3º (US$ 45 Mi) e Bahia é o 4º (US$ 31 Mi).

Em se tratando de volume, o crescimento também é visível. As vendas brasileiras de Pescados para o resto do mundo chegaram a 45 milhões de quilogramas, 2 milhões a mais do que no ano anterior. As cearenses chegaram a 7,4 milhões, um crescimento de mais de 300 mil quilogramas em volume exportado.

Os principais destinos dos Pescados brasileiros são Estados Unidos (US$ 218 Mi), China (US$ 41,63 Mi) e Canadá (US$ 6,55 Mi).
Especificamente de Pescados cearenses, entram Estados Unidos (US$ 69,15 Mi), China (US$ 15,5 Mi) e Austrália (US$ 5,76 Milhões).

Conheça aqui (https://bit.ly/32c3rh6) BI produzido pela Federação das Câmaras Portuguesas de Comércio no Brasil em parceria com a Câmara Brasil Portugal no Ceará – CBPCE contendo detalhes das relações comerciais com Portugal, inclusive com dados do comércio exterior de todos os estados brasileiros onde há Câmaras luso-brasileiras.

O Observatório de Negócios Internacionais da Federação das Câmaras Portuguesas de Comércio no Brasil tem o apoio de APSV Advogados. Curta e compartilhe esta iniciativa com a sua rede no LinkedIn.

Fonte: FCPCB

Natércia Medina, sócia da CBPCE, recebeu o troféu Abav Valmir Torres, como agência de viagem de 2021

Natércia Medina, sócia da CBPCE, recebeu o troféu Abav Valmir Torres, como agência de viagem de 2021

Natércia Medina da Naja Turismo, representada por sua sócia Sibere Medina, recebeu o troféu Abav Valmir Torres, como agência de viagem de 2021.

“Sinto-me extremamente agraciada com essa homenagem, que estendo a todos os meus pares que fazem o turismo. Tal honra ser escolhida como representante de todos os agentes de viagens.

A nossa atividade é um constante desafio, que nos move e nos encoraja a seguir sempre em frente.
Compartilho o meu profundo sentimento de gratidão e orgulho por fazer parte dos sonhos de tantas pessoas.” completou Natércia Medina.

Fonte: Naja Turismo

Investimentos em hidrogênio verde somam R$110 bilhões no Brasil

Investimentos em hidrogênio verde somam R$110 bilhões no Brasil

Mais eficiente do que o petróleo e com zero emissões de CO2, o hidrogênio verde é a aposta do mundo na descarbonização.

Cerca de 1h de carro saindo de Fortaleza em direção ao norte, é possível encontrar um dos locais que, a despeito de ainda pouco badalado, promete se tornar um hub global na nova economia, o Porto do Pecém.

É por lá que ao menos 5 grandes empresas já se comprometeram a investir R$90 bilhões, ou 60% do PIB da economia cearense, para produzir “hidrogênio verde”.

O hidrogênio tem sido uma das apostas mais relevantes do mundo rumo à descarbonização em 2050. Segundo estimativas das Nações Unidas, o produto, fruto da separação da molécula de água (a famosa H2O), deve movimentar $2,5 trilhões por ano em 2 décadas.

A aposta possui uma razão bastante simples. O hidrogênio é por larga distância mais eficiente do que os combustíveis fósseis em geração de energia, além de mais barato.

Para isso, porém, é preciso mudar a própria maneira de produção do hidrogênio, que possui ao menos 3 definições: o cinza, produzido com combustíveis fósseis, o azul, produzido com captura de carbono, e o verde, produzido com energias renováveis.

O terceiro é ainda o mais caro, com custo de cerca de $5 por Kg, contra $1-3 do hidrogênio criado com uso de combustíveis fósseis. Em boa medida, os custos decorrem ainda de uma baixa escala de produção.

Mudar essa realidade é a aposta de inúmeras startups, e de gigantes de tecnologia, como a australiana Energix.

A empresa promete produzir 600 mil toneladas de hidrogênio verde em Pecém, com investimento de $5,4 bilhões, uma quantia significativa que deve levantar 3,3 Gw de energia solar e eólica (15% da capacidade brasileira hoje nas duas fontes), apenas para sustentar a usina.

O resultado equivale, em uma conta simples, a cerca de 2,55 bilhões de litros de gasolina, considerando que 1kg de hidrogênio produz o mesmo que 3,2 kg de gasolina (e 1kg de gasolina a 1,35l).

Na prática, com o kg do hidrogênio verde custando hoje por volta de R$27,5, temos o combustível que emite 0g de CO2 custando o mesmo que R$6,47 em gasolina.

A questão, claro, é que o hidrogênio ainda está no início de sua produção em escala global, e há quem aposte que ele possa custar até 5 vezes menos. Na prática, um combustível abundante que poderia substituir gasolina, diesel e carvão, os maiores vilões das emissões de CO2.

Essa tem sido uma aposta que une fundos de investimentos como o Breakthrough Ventures de Bill Gates a nomes como a CSN, a Companhia Siderúrgica Nacional, que aposta no hidrogênio verde para zerar suas emissões de carbono em aço e cimento (a produção de cimento é hoje responsável por ⅕ das emissões globais de CO2).

Um pouco mais ao sul, em Suape, há outro projeto também bilionário, o da francesa Qair, que prevê produzir outras 260 mil toneladas por ano.

Para colocar em perspectiva, o mundo produziu em 2019 cerca de 360 mil toneladas de hidrogênio verde e azul, e deve produzir em 2030 cerca de 7,3 milhões de toneladas.

Os projetos brasileiros equivalem a mais de 20% da expectativa de aumento na oferta, e ainda sim, é apenas uma fração do demandado.

Atualmente o mundo consome 72 milhões de toneladas de hidrogênio em processos químicos e siderúrgicos, praticamente todo vindo do hidrogênio cinza. Apenas nesse processo há uma emissão de 720 milhões de toneladas de CO2, o equivalente a Inglaterra e a Indonésia somadas.

Até o momento, porém, a expectativa é de que este hidrogênio produzido por aqui seja inteiramente exportado, daí a prevalência de hubs portuários próximos a europa.

A expectativa é de que a União Europeia deve investir cerca de 60 bilhões de euros em hidrogênio verde até 2030, com parte destes recursos indo para países parceiros que possam fornecer o combustível ao velho continente.

Isso ocorre, pois, para gerar 1Kg de hidrogênio verde, é preciso consumir ao menos 9 litros de água.

Ao todo, o Brasil possui ao menos $22 bilhões em investimentos já prometidos em 3 hubs, incluindo ainda o Porto de Açu no Rio de Janeiro.

Quando concluída, a planta da Energix deve gerar um boom na pauta exportadora cearense, podendo sozinha aumentar em 2 vezes o total exportado pelo estado.

Fonte: Blocktrends

EDP abre inscrições para o programa EDP Labelec Merit Award 2022

EDP abre inscrições para o programa EDP Labelec Merit Award 2022

Estão abertas as inscrições para o EDP Labelec Merit Award 2022, premiação que reconhecerá a melhor tese de mestrado ou doutorado sobre a área de energia. Para participar, é preciso inscrever o documento válido e realizado em uma universidade ou instituição de Ensino Superior de um dos países onde o Grupo EDP atua, incluindo o Brasil. Os temas avaliados serão:

Geração e integração de energias renováveis e descarbonização
Redes Inteligentes e distribuição de energia
Novas soluções de energia limpa
Tecnologias de Inovação e soluções digitais no setor

O trabalho pode ser redigido em inglês ou em português. Para a melhor tese de doutorado, o prêmio é de 20 mil Euros. Se a tese for de mestrado, o vencedor recebe 15 mil Euros.

Participe e inscreva-se até 31/03 através deste link 

Fonte: EDP Energias

Hotelaria de Portugal espera avanços na simplificação para contratar estrangeiros

Hotelaria de Portugal espera avanços na simplificação para contratar estrangeiros

A Associação da Hotelaria de Portugal (AHP) disse nesta quarta-feira esperar que o novo Governo avance na simplificação dos processos de contratação de trabalhadores estrangeiros, uma das soluções apontadas para responder à falta de mão de obra no setor.

A presidente executiva da AHP, Cristina Siza Vieira, considerou que uma interrupção no processo de simplificação legislativa, que está em discussão com o atual executivo, representaria “um atraso inexplicável e que prejudicaria a economia do país e das empresas”.

“Neste momento, a lei dos estrangeiros é altamente complexa”, referiu a dirigente da associação, acrescentando que nas reuniões com o Governo “foram apontados alguns pontos que estariam em alteração para se poder simplificar estes procedimentos”.

Para a AHP, a contratação no estrangeiro é uma das soluções para a escassez de trabalhadores na hotelaria e turismo e, nesse sentido, a associação realiza na quarta-feira uma sessão de esclarecimento sobre “vistos de trabalho subordinado”, que contará com a Direção-Geral dos Assuntos Consulares e das Comunidades Portuguesas (DGACCP).

A iniciativa realiza-se depois de a AHP ter reunido, no final do ano passado, com a Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas sobre o atual quadro legal da contratação de estrangeiros.

Nessas reuniões, foi também abordado o acordo de mobilidade com a CPLP – Comunidade dos Países de Língua Portuguesa que aguarda ratificação, um processo que ficou parado com a convocação das eleições legislativas antecipadas.

“Com a queda da Assembleia da República e as novas eleições, terá de se aguardar para a passagem dessas pastas para perceber como é que esse enquadramento será feito, designadamente a questão da ratificação do acordo com a CPLP”, afirmou Cristina Siza Vieira.

A presidente executiva da AHP referiu que desde 2019 que a associação tem alertado para a escassez de trabalhadores no setor, indicando que a pandemia de covid-19 veio depois agravar o problema.

Em 10 de novembro, o presidente da AHP, Raul Martins, disse em entrevista ao jornal Público que se está a tentar “criar fluxos de importação de mão de obra com países específicos, desde logo com os que formam a CPLP [Comunidade dos Países de Língua Portuguesa]” para colmatar a escassez de trabalhadores no setor, mas apontou constrangimentos.

Também, em 18 de outubro, o presidente do Vila Galé afirmou à Lusa que o grupo continuava a debater-se com a falta de recursos humanos na hotelaria, construção e agricultura, estando a prever contratar 300 jovens à procura do primeiro emprego e trazer 150 trabalhadores do Brasil, mas que para isso seria necessário trabalhar com os ministérios da Economia e Trabalho.

Em 24 de setembro, o ministro e Estado e Negócios Estrangeiros português, Augusto Santos Silva, disse, em Nova Iorque, que o acordo de mobilidade da CPLP, já ratificado por Cabo Verde e São Tomé e Príncipe, ia entrar em vigor “muito rapidamente”.

O acordo de mobilidade foi assinado em Luanda, em 17 de julho, na XIII Conferência de Chefes de Estado e de Governo da CPLP, na qual Angola assumiu a presidência da organização até 2023.

Fonte: Mundo Lusíada

Ricarte Urbano Contabilidade: INSS, Reajuste dos benefícios para quem recebe até um salário mínimo começou ontem

Ricarte Urbano Contabilidade: INSS, Reajuste dos benefícios para quem recebe até um salário mínimo começou ontem

Conforme previsto no calendário do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) , começaram ontem os pagamentos dos benefícios de aposentadorias e pensões com valores reajustados para quem recebe no máximo um salário mínimo.

O depósito terá um aumento de R$1.100 para R$1.212, acompanhando o reajuste de 10,18% previsto para o salário mínimo deste ano.

O valor, embora tenha subido, não reflete em ganhos reais e repõe apenas a inflação de 2021, trazendo um “empate” ao bolso do beneficiário.

O pagamento para a categoria será feito a partir de hoje (25) até o dia 7 de fevereiro. Aqueles que recebem quantias superiores a R$1.212 começam a receber no dia 1º de fevereiro.

A ordem do acerto segue a numeração do registro daquele benefício, que é composto por 10 números. O número que deve ser considerado para saber quando receberá o valor é o último antes do traço. Por exemplo,444.444.445-4,no seguinte caso, o número de recebimento será o número 5, desconsiderando o 4 final.

Fonte: Ricarte Urbano Contabilidade

Federação das Câmaras realizará a terceira edição do Projeto “Portugal – Negócios e Investimentos” com apresentação da região do Alentejo

Federação das Câmaras realizará a terceira edição do Projeto “Portugal – Negócios e Investimentos” com apresentação da região do Alentejo

O projeto, em sua terceira edição, é destinado aos representantes das Câmaras Portuguesas de Comércio no Brasil, seus associados e conta com o apoio da AICEP – Agência para o Investimento e Comércio de Portugal e convidados.

“Portugal – Negócios e Investimentos” é uma iniciativa da Federação das Câmaras Portuguesas de Comércio no Brasil e tem como foco a ambiência econômica das regiões portuguesas e seus potenciais de conexões e geração de oportunidades de negócios.

Nesta edição a apresentação será da região do Alentejo, através da ADRAL – Agência de Desenvolvimento Regional do Alentejo e Invest Alentejo.

CONVIDADOS:
> Daniel Janeiro – Coordenador do Departamento de Relações Externas da ADRAL – Agência de Desenvolvimento Regional do Alentejo

> Luís Miguel Silva – Assessor Sistemas, Planeamento e Comunicação da Administração dos Portos de Sines e Algarve

> Rui Pereira – Chefe Gabinete de Apoio à Presidência e Vereação do Município de Sines

PARTICIPAÇÃO:
> Luís Faro Ramos
Embaixador de Portugal no Brasil

> Armando Abreu
Presidente da Federação das Câmaras Portuguesas de Comércio no Brasil

MODERAÇÃO:
Mauro Costa – AD2M Engenharia de Comunicação

Acesse aqui a programação

SERVIÇO:
“Portugal – Negócios & Investimentos” – Evento Virtual
Promoção: Federação das Câmaras Portuguesas de Comércio do Brasil
Data: 27 de janeiro (quinta-feira)
Horário: 11h no Brasil (14h em Portugal)
Inscrições: https://bit.ly/CONVIDADOS-evento-ADRAL
Evento online

 

Logística: Desafios, por André Arruda diretor da Termaco Logística

Logística: Desafios, por André Arruda diretor da Termaco Logística

O ano de 2021, ainda conturbado pelos reflexos da pandemia, apresentou inúmeros desafios para o país nos mais diferentes âmbitos de atuação. Em contrapartida, o setor de transportes segue em crescimento. De acordo com o Radar CNT do transporte, divulgado pela Confederação Nacional do Transporte no último mês de dezembro, o PIB de transportes cresceu 1,2% em relação ao segundo trimestre de 2021 e aumentou 13,1% quando comparado ao mesmo trimestre do ano anterior.

Nos últimos dois anos, presenciamos a mudança de comportamento do consumidor. O novo cenário acarretou uma aceleração dos serviços, da tecnologia e do crescimento no setor de transporte de cargas e logística. As empresas precisaram se adaptar rapidamente com o fluxo dos mercados nacional e internacional para continuar oferecendo o mesmo padrão de qualidade aos clientes e parceiros, mesmo diante da interferência dos aumentos do frete e do combustível, por exemplo.

O setor de comércio eletrônico que já vinha em constante crescimento, tornou-se mais estratégico. Um relatório da EBIT aponta que o e-commerce no Brasil atingiu R$ 53,4 bilhões somente no primeiro semestre de 2021, um crescimento de 31% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Tal transformação impactou positiva e diretamente o setor logístico, que precisou atender a alta de manda no número de pedidos.

O transporte rodoviário de cargas é hoje o principal meio de abastecimento do comércio e da indústria brasileiros, sendo responsável por movimentar cerca de 65% de tudo aquilo que é produzido no País. Pera conseguir velocidade e minimizar erros, as empresas estão investindo em uma cadeia logística inteligente. Ter controle, rastreabilidade e visibilidade de es toque em todos os pontos da cadeia garante custos menores de carregamento de estoque, além de proporcionar uma experiência agradável para o cliente, cada vez mais exigente.

Por André Arruda diretor da Termaco Logística

Fonte: Diário do Nordeste

O Ceará sem fronteiras, por Rômulo Alexandre Soares

O Ceará sem fronteiras, por Rômulo Alexandre Soares

Já se passaram quase 30 anos desde que a criação da Organização Mundial do Comércio e do Mercosul sopraram novos ventos na economia do Ceará. Nesse período, as trocas comerciais do estado saltaram de pouco mais de US$ 900 milhões para US$ 6.5 bilhões. Mas a globalização não impactou apenas o comércio externo cearense. Também trouxe uma onda de investimentos estrangeiros que permitiu florescer novas indústrias, como as da energia e do turismo, duas atividades em que a presença de investidores estrangeiros não passa desapercebida. Neste contexto, a implantação de um hub aéreo foi decisiva, facilitando o acesso de empreendedores estrangeiros ao Ceará. Por isso, a importância de se retomar em 2022 as quase 50 frequências semanais ligando Fortaleza a outras metrópoles na Europa, África e Américas do Sul e do Norte.

Apesar da pandemia ter resistido em 2021, podemos celebrar alguns números do comércio exterior. Encerrado o ano, o Ceará despontou com o 1º lugar nacional na exportação de pescados, 2º em calçados, 3º em semiacabados de aço e em frutas e 4º em máquinas e aparelhos elétricos. Nesse contexto, o Complexo Industrial e Portuário do Pecém se destaca por representar uma fatia expressiva das trocas comerciais do estado com o mundo e ter elevado o Ceará à condição de terceiro mais importante exportador da região nordeste, superando Pernambuco. Apesar da concentração de transações associadas unicamente à Companhia Siderúrgica do Pecém, chamo a atenção para o fato de que pela primeira vez na história, mais de 400 empresas cearenses exportaram em 2021, quase 100 a mais do que em 2020. A expectativa é que o PEIEX e o NUPEX, exitosos programas de promoção da cultura exportadora conduzidos, respectivamente, pela FIEC e UNIFOR, façam crescer esse número e se chegue a mais de 500 empresas exportadoras cearenses em 2022.

pela primeira vez na história, mais de 400 empresas cearenses exportaram em 2021, quase 100 a mais do que em 2020.
Por sua vez, o estoque de investimentos estrangeiros no estado também é promissor. Conforme dados divulgados pela Câmara Brasil Portugal, não são só coreanos produzindo placas de aço no Ceará. Há franceses, ingleses, espanhóis e holandeses plantando e exportando produtos agrícolas; ingleses destilando cachaça, americanos produzindo embalagens e ceras, gregos na indústria de cimento, espanhóis turbinando o setor da pesca e portugueses liderando projetos turísticos e de energia. Em síntese, são mais de 8 mil empresários de 104 nacionalidades que abriram mais de 5.822 empresas no Ceará nas duas últimas décadas. Há empresas com capitais estrangeiros em Fortaleza, mas também em Caucaia, Aquiraz, Juazeiro do Norte e em outros 135 municípios. A expectativa é que em 2022 o mercado de hidrogênio verde e produção de energia offshore possam expandir consideravelmente a atração de poupança externa para o Ceará.

Além disso, espera-se que a poupança de pequenos investidores estrangeiros permaneça relevante, superando os quase R$ 58,4 milhões que o Ceará recebeu apenas no primeiro semestre de 2021. O Ceará é hoje o principal destino nacional de investimentos de pessoas físicas não residentes e o Câmbio deve se manter em 2022 como uma importante vantagem para estrangeiros investirem no Ceará.

(Artigo publicado no jornal OPovo em 14/01/2022)