Porto do Pecém realiza operação simultânea inédita

Porto do Pecém realiza operação simultânea inédita

O navio SFL DEE, com bandeira de Hong Kong, atracado no berço 6 do Terminal Portuário do Pecém, passou por uma operação diferente do habitual. A embarcação movimentou, simultaneamente, dois tipos de cargas nessa que já é considerada uma operação inédita.

Ao mesmo tempo foram descarregadas 21.600 toneladas de bobinas de aço, procedentes do Porto de Vitória, e embarcadas 28.700 toneladas de placas de aço, que seguirão para o Terminal Marítimo de Cubatão (SP). Na operação foram utilizados guindaste de bordo para descarga de bobinas e guindaste de terra (MHC) para embarque de placas.

Raio-X do Navio SFL DEE

Bandeira: Hong Kong
Ano de Construção: 2013
Comprimento total (LOA): 176,05 metros
Largura (Boca): 27,04 metros
Tonelagem Bruta: 31716 t

A operação, finalizada nesta sexta-feira (09), deixou uma marca positiva no histórico operacional do Porto do Pecém, por se tratar da primeira operação simultânea com exigência de maior rigor no planejamento e execução da movimentação das mercadorias com atenção ao sincronismo nos movimentos de carga e descarga.

“Nosso time operacional foi bastante exigido por conta da natureza da operação. Foi um desafio, a atenção teve que ser redobrada diante da simultaneidade na movimentação dessas cargas. O planejamento foi seguido e, com a disponibilidade de uma excelente infraestrutura de berço e prestadores de serviços qualificados conseguimos realizar essa operação, o que nos habilita a realizar outras similares”, pontua José Alcântara – Gerente de Operações do Complexo do Pecém.

Desembarque (Origem: Porto de Vitória/ES)
Bobinas de aço = 21.600 toneladas
Embarque (Destino: Terminal Marítimo Privativo de Cubatão/SP)
Placas de Aço = 28.700 toneladas

“Essa operação garantiu um grande diferencial competitivo para todos os envolvidos, uma vez que o porto conseguiu otimizar sua infraestrutura e ocupação de berços, fazendo uma maior movimentação de cargas e conseguindo ofertar aos seus clientes as programações antecipadas para que tais operações ocorressem de maneira menos onerosa para quem está efetivando o embarque e desembarque das mercadorias”, conclui Raul Viana – Gerente de Negócios Portuários do Complexo do Pecém.

Fonte: Informativo dos Portos

Portugal: Negócios Estrangeiros com 475 milhões, mais 12% que em 2020

Portugal: Negócios Estrangeiros com 475 milhões, mais 12% que em 2020

O Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) prevê gastar 475,7 milhões em 2021, mais 51,1 milhões de euros (12%) que a despesa orçamentada para este ano, segundo a proposta de Orçamento do Estado entregue segunda-feira no parlamento.

Segundo o relatório que acompanha a proposta de OE2021, mais de metade daquele montante (299,4 milhões de euros) é financiada pela receita de impostos, sendo o restante proveniente de transferências da administração pública (83,7 milhões), receitas próprias (60,6 milhões) e fundos europeus (32 milhões).

O aumento em relação a 2020, ano em que a despesa consolidada foi de 424,6 milhões, deve-se “sobretudo ao aumento nas despesas com pessoal”, que representam quase metade da despesa do MNE e crescem 11,2%, “e o aumento de aquisição de bens e serviços”, mais 98,3%, aumento que é contudo compensado, face a 2020, pela “diminuição das contribuições e quotizações para organizações internacionais e a diminuição das transferências efetuadas pelo Camões”.

Nas despesas com pessoal (220,5 milhões) destacam-se os serviços internos e externos do ministério (139,9 milhões), o Instituto Camões (36,4 milhões) e a AICEP – Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (28,3 milhões).

O aumento do montante para aquisições de bens e serviços, que passa de 58,2 milhões em 2020 para 115,4 milhões em 2021, é nomeadamente justificado pela organização da presidência portuguesa da União Europeia (29,8 milhões), da Conferência dos Oceanos (3 milhões) e da participação portuguesa na Expo Mundial do Dubai e promoção do Turismo de Portugal (9 milhões).

Para a presidência portuguesa da UE, que se exerce entre 01 de janeiro e 30 de junho de 2021, o MNE conta com uma verba total prevista de 41,375 milhões.

No capítulo das transferências correntes – 93,7 milhões, menos 27,2% que em 2020 -, a maior fatia (46,3 milhões) destina-se a contribuições e quotizações para organizações internacionais (contra 52,1 milhões em 2020), seguida do Instituto Camões, com 37,8 milhões, para o financiamento dos centros culturais e de cooperação no estrangeiro, transferências para as entidades com as quais o instituto tem protocolos de cooperação e para as organizações não governamentais para o desenvolvimento.

Entre as prioridades do MNE para 2021 estão a de “assegurar a Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia, promovendo as prioridades da Europa Social, Verde, Digital e Global”, “participar ativamente na construção europeia e na implementação das medidas destinadas à recuperação e reforço da resiliência das economias e sociedades europeias, defendendo os valores europeus e o Estado de Direito”, assim como “a convergência econômica e social, “a implementação do Pilar Europeu dos Direitos Sociais” e “o papel da Europa no Mundo”.

É ainda prioritário “intensificar a Cooperação para o Desenvolvimento”, com “foco principal na cooperação com os países africanos de língua portuguesa e Timor-Leste, mas alargando a sua geografia e parcerias e diversificando as modalidades de financiamento”.

“Continuar a apoiar a internacionalização da economia portuguesa, concretizando o Programa Internacionalizar 2030”, através do “fomento das exportações, de incentivos à promoção externa e de instrumentos de garantia de gestão de riscos à exportação, promoção do investimento no exterior e atração de investimento direto estrangeiro e da diáspora” é outra das prioridades previstas no documento.

Também o reforço da “ligação e a proteção das comunidades portuguesas no estrangeiro” figura entre as prioridades apontadas, com destaque para o acompanhamento das “comunidades portuguesas e lusodescendentes na Venezuela e na África do Sul e apoiar as pessoas e instituições mais severamente afetadas pelos efeitos da covid-19”.

O Governo compromete-se, ainda em relação às comunidades portuguesas, a “valorizar a importância estratégica da diáspora para a afirmação de Portugal no mundo”, a adaptar a organização diplomática e consular “às novas realidades da emigração portuguesa”, aumentando a “eficiência dos serviços prestados, colocando a tecnologia ao serviço da ação consular, através da implementação do Novo Modelo de Gestão Consular”.

Fonte: Mundo Lusíada

Indústria e comércio registram crescimento recorde em agosto

Indústria e comércio registram crescimento recorde em agosto

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, os setores apresentaram as maiores altas da série história para o mês de agosto, impulsionados pela demanda reprimida. Agronegócio também evolui

A demanda reprimida pela paralisação das atividades presenciais e a incerteza instaurada na economia em decorrência da pandemia de Covid têm contribuído para impulsionar os resultados do setor produtivo cearense nos meses pós-reabertura. Após registrarem resultados positivos em julho, a indústria e o varejo do Estado apresentaram crescimento de 5,7% e 9,5% em agosto, respectivamente.

Os dados representam os melhores resultados para o mês dentro da série histórica das pesquisas divulgadas ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Além da demanda reprimida que, sustentada consideravelmente pelo pagamento de recursos emergenciais à população, vem proporcionando uma visão menos nebulosa para a atividade econômica cearense neste fim de ano, o reforço das chuvas, mais generosamente distribuídas em 2020, parece arrematar as expectativas cada vez menos pessimistas. De acordo com o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), também divulgado ontem pelo IBGE, a estimativa é que a produção cearense de grãos cresça 42% neste ano em relação à safra obtida em 2019.

O diretor geral do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece), João Mário França, avalia que os números positivos estão fortemente sustentados em dois fatores: pagamento do auxílio emergencial, permitindo que as famílias mais pobres consumissem o básico e que a economia conseguisse se manter aquecida, e o Plano de Retomada Gradual das Atividades Econômicas do Governo do Estado.

“Há dois fatores que devem ser destacados: o plano gradual de retomada das atividades, iniciado em junho e que vem seguindo sem nenhum tipo de retrocesso, como ocorreu em outras cidades brasileiras; e outro aspecto muito importante é o auxílio emergencial, que conseguiu sustentar a demanda. Sem o recurso, não seria possível consumir o básico. E, à medida que o comércio vai vendendo, vai crescendo a demanda da indústria, então toda uma cadeia vai sendo alavancada”, detalha o diretor geral do Ipece.

Ele reforça que a paralisação das atividades ocorreu justamente em um momento no qual “não adiantaria manter o funcionamento presencial”.


“As pessoas estavam com medo de sair para comprar, então era preciso controlar primeiro a questão de saúde para que a economia, posteriormente, retomasse”, destaca João Mário França, acrescentando que as perspectivas para o fim do ano são positivas. “Acreditamos que em outubro nós veremos novamente números positivos”, completa.

Já a produção industrial cearense apresentou crescimento de 5,7% em agosto na comparação com o mês de julho, na série com ajuste sazonal. Ante igual período do ano anterior, houve alta de 5,3%. O economista do Observatório da Indústria da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), David Guimarães, avalia o resultado como fundamental para a continuidade da trajetória de recuperação da economia.

“O quadro da indústria geral é animador, configurando a reverberação de perspectivas de controle epidemiológico do Estado no aquecimento do consumo e da produção, em que a diminuição das incertezas sobre novos investimentos toma caráter central”, detalha. Setorialmente ele destaca a fabricação de produtos alimentícios e de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, que mantiveram uma trajetória de alta, com crescimentos expressivos de 36% e 26,3%, respectivamente, com relação a igual mês do ano anterior.

“Setores mais fortemente impactados pela pandemia, como ‘Têxteis’, ‘Couro e Calçados’ e ‘Máquinas, Aparelhos e Materiais Elétricos’, apesar de ainda distantes de recuperarem as perdas anteriores, apresentaram níveis superiores de funcionamento”, avalia o economista do Observatório da Indústria. Contudo, com o resultado de agosto, no ano, a produção industrial cearense ainda acumula queda de 14,8%. Nos últimos 12 meses, a retração é de 9%.

O crescimento de 9,5% observado no volume de vendas do varejo ampliado – que inclui as vendas de material de construção, veículos, motocicletas, partes e peças – em agosto considera a comparação com o mês imediatamente anterior na série com ajuste sazonal. Na comparação entre agosto deste ano com igual período de 2019, o resultado também foi positivo (8%). O reaquecimento ainda não é o suficiente para reverter, entretanto, a queda de 10,4% acumulada no ano e de 5,7% nos últimos 12 meses.

Material de construção

Assim como já havia ocorrido em julho, a venda de material de construção voltou a se destacar no mês passado. A categoria, após apresentar elevação de 23,6% no volume de vendas no sétimo mês de 2020, avançou 38,9% em agosto deste ano, considerando as comparações com iguais meses de 2019.

A diretora institucional da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Ceará (Fecomércio-CE), Cláudia Brilhante, pontua que a pandemia provocou mudanças no comportamento da população cearense. Com a paralisação das atividades e mais tempo em casa, cresceu a preocupação em relação ao ambiente doméstico, o que, na avaliação dela, alavancou as vendas de materiais de construção.

“Existe uma demanda reprimida. Com a pandemia, as pessoas passaram mais tempo em casa e foram percebendo que precisavam consertar, por exemplo, a parede da sala, algum outro cômodo. Isso ocasionou esse crescimento nas vendas de material de construção, assim como houve alta expressiva no segmento de decoração”, detalha Brilhante.

Agronegócio

Outro setor que aponta para um horizonte mais positivo no fim de 2020 é o agronegócio. De acordo com os dados divulgados pelo IBGE, a produção de 2020 deve chegar a 804,4 mil toneladas, crescimento de 42,4% ante a safra obtida em 2019 (564,6 mil toneladas) e alta de 73,8% na comparação com o primeiro prognóstico deste ano (462,6 mil t).

No caso das frutas, a produção esperada é de 1,02 milhão de toneladas, o que representa alta de 10% na comparação com a safra obtida em 2019 (928,5 mil toneladas). A supervisora estadual de Estatísticas Agropecuárias do IBGE no Ceará, Regina Dias, avalia que os resultados positivos estão ligados à distribuição de chuvas. No caso das frutas, Dias destaca que o crescimento na estimativa de produção está ligado ao crescimento da área de cultivo.

Fonte: Diário do Nordeste

CC3 Brazil, é a nova sócia da CBPCE

CC3 Brazil, é a nova sócia da CBPCE

A CC3 Brazil é dirigida por Carlos Augusto, que iniciou como sócio pessoa física da CBPCE e após um ano em Portugal Desenvolvendo parcerias com instituições portuguesas fez o upgrade para pessoa jurídica a fim de divulgar a CC3 Brazil.

A empresa trabalha na promoção e produção de eventos esportivos, treinamentos em desenvolvimento profissional e gerencial, serviços de organização de feiras, congressos e festas e atividade de condicionamento físico, também trabalha com consultoria em assuntos educacionais e intercâmbio de equipes esportivas, além de gestão de carreiras e muito mais.

Para saber mais sobre a CC3 Brazil acesse o site (www.cc3brazil.com.br)

Serviços:
CC3 Brazil
TELEFONE: (85) 99941-5045
E-MAIL: cc3brazil@gmail.com
ENDEREÇO: Av. Senador Virgílio Távora,999 – Loja 1 – Aldeota – Fortaleza
SITE: www.cc3brazil.com.br

 

 

Raul Santos Neto, diretor da CBPCE, explica sobre a cotação e valorização do ouro

Raul Santos Neto, diretor da CBPCE, explica sobre a cotação e valorização do ouro

Incertezas do mercado financeiro têm impulsionado valorização do metal. Apesar das altas, opção só é recomendada para investidores experientes e com conhecimento avançado para incluir nesta modalidade na carteira

Diante da baixa do dólar e da incerteza que paira no mercado financeiro, a cotação do ouro encerrou a sessão de ontem (5) com alta de 0,66%, a US$ 1.920,10 pela onça-troy, unidade equivalente a 31,1035 gramas. O resultado é o mais alto das últimas duas semanas.

O vice-presidente do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças do Ceará (Ibef-CE), Raul Santos, aponta que as incertezas são o motivo para as altas substanciais do metal nas últimas semanas e alerta para o risco de apostar no investimento dessa natureza.

“O ouro está muito valorizado, e não é para iniciantes ou pessoas de médio conhecimento. Ele chegou numa fase que está muito valorizado e, se as vacinas prometidas vierem, o ambiente de incerteza vai baixar e o ouro rapidamente vai voltar a se desvalorizar. Então, eu acho que teve um certo efeito manada. Muita gente começou a procurar, e o preço ainda pode subir mais um pouco, mas o risco é grande”, explica Santos.

Além dos títulos de ouro, o momento também é favorável para a venda de joias. A Ouro Minas, casa de câmbio que também realiza a transação, estava pagando R$ 220 por grama de ouro nessa segunda.

O vice-presidente do Ibef detalha que a compra do ouro é sempre baseada em expectativas, portanto, é importante buscar outras opções de investimento antes de alocar recursos nesta modalidade. “Primeiro, a pessoa precisa entender como funcionam os investimentos de renda fixa. Depois disso, pressupõe-se que já se tenha conhecido a poupança; em um segundo momento, os fundos multimercado, com maior volatilidade. E eu equipararia esse fluxo, não pelo grau de risco, mas por diversificação, ao próprio amadurecimento. Então, a pessoa vai chegar em um ponto que vai buscar diversificação e o ouro pode ser uma possibilidade”, aconselha Santos.

Perfil cearense

Apesar dos riscos, Santos considera o cearense um investidor mais ousado que a média nacional. Ainda assim, a parcela da população disposta a investir em títulos de ouro e que estaria apta a gerir uma aplicação desse tipo ainda é muito pequena, segundo ele.

“O que acontece é que as pessoas não possuem acesso e conhecimento dentro desse tipo de mercado. Mas eu digo que os jovens são mais adeptos às ações. O apetite de risco lá é muito maior. Eles se expõem muito a esse tipo de operação, mercado de futuros. Funciona muito com o mercado agrícola, por exemplo. O ouro é do mesmo jeito”, diz.

O vice-presidente do Ibef ainda orienta que, para os interessados, é importante buscar o máximo de conhecimento sobre o assunto e nunca concentrar os investimentos em um só ativo. “É entender que o ouro pode ser opção, mas nunca para se colocar 50%, 60%, 100% do dinheiro”, acrescenta.

Como investir

Santos detalha que, para investir em títulos de ouro, os interessados podem procurar corretoras, sempre verificando se a instituição possui inscrição na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Ainda é possível verificar nas plataformas de grandes bancos se eles possuem fundos de investimentos que aplicam em ouro.

Com alto índice de incertezas no mercado mundial, a cotação do ouro passou por uma forte valorização. Contudo, o vice-presidente do Ibef indica cuidado para entrar nesta modalidade de investimento.

Fonte: Diário do Nordeste em 06/10/2020

SM Consultoria, sócia da CBPCE participa de projeto vencedor de dessalinização de água

SM Consultoria, sócia da CBPCE participa de projeto vencedor de dessalinização de água

A Marquise ganhou a licitação internacional para construir e explorar a Planta de Dessalinização de Água Marinha na Região Metropolitana de Fortaleza do Governo do Estado. O equipamento ficará na Praia do Futuro. A disputa foi acirradíssima, mas a companhia cearense venceu a etapa que trata da proposta comercial.

Ao todo, serão R$ 3,2 bilhões distribuídos ao longo de 30 anos de contrato. A companhia integra o consórcio Águas de Fortaleza, junto com as empresas Abengoa Água S/A e PB Construções Ltda.

“É um projeto de grande envergadura. Tanto no sentido do pioneirismo, visto que será a maior do Brasil em extensão e em produção de água, como em relação à questão social – levar abastecimento de água para pessoas é promover saúde e dignidade, ainda mais para essa região que historicamente sofre com constantes secas”, disse Renan Carvalho, diretor da Marquise Infraestrutura.

A planta de dessalinização de água marinha será construída com o objetivo de diversificar a matriz hídrica do estado, de forma que o abastecimento da população não dependa apenas das chuvas. Assim, o macrossistema integrado da Região Metropolitana de Fortaleza contará com incremento de 12% na oferta de água, beneficiando cerca de 720 mil pessoas.

A obra, que tem o valor de R$118 milhões por ano, compreende a construção da usina, sistema de captação de água marinha, emissário e adutora, além da operação e manutenção da planta

O equipamento atenderá dois reservatórios da Cagece contemplando os seguintes bairros: Praia do Futuro, Caça e Pesca, Serviluz, Vicente Pinzon, Dunas, Aldeota, Varjota, Papicu e Cidade 2000.

Análise da proposta

Em nota, a Cagece declarou que o próximo passo será analisar a proposta comercial da Marquise. “A empresa ou consórcio vencedor somente será conhecido após a realização dessas duas etapas”, disse a companhia.

Fonte: Focus em 06/10/2020

Etermar Portugal, sócia da CBPCE, está a todo vapor na dragagem do canal de acesso e círculo de viragem da APDL em Portugal

Etermar Portugal, sócia da CBPCE, está a todo vapor na dragagem do canal de acesso e círculo de viragem da APDL em Portugal

A Etermar, sócia CBPCE, está a todo o vapor com os parceiros da Mota-Engil e da Boskalis na dragagem do canal de acesso e círculo de viragem da APDL em Viana do Castelo, Portugal!

A Etermar contribui para melhorar as infraestruturas de apoio à indústria naval portuguesa e ajuda as incríveis embarcações construídas pela West Sea – Viana Shipyard e Mystic Cruises a navegar em águas mais profundas e seguras.

Fonte: Etermar

Faturamento da indústria em agosto supera período pré-pandemia, diz CNI

Faturamento da indústria em agosto supera período pré-pandemia, diz CNI

Os níveis de emprego e de utilização de capacidade instalada também se mantiveram em alta no mês

O faturamento da indústria de transformação ultrapassou em agosto o patamar verificado no início do ano, antes da pandemia, informou nesta terça (6) a CNI (Confederação Nacional da Indústria). Os níveis de emprego e de utilização de capacidade instalada também se mantiveram em alta no mês.

Segundo a entidade, o faturamento real da indústria de transformação cresceu 2,3% entre julho e agosto. Na comparação com abril, considerado o pico da pandemia, a alta é de 37,8%. Para o gerente de análise econômica da CNI, Marcelo Azevedo, os dados confirmam recuperação em V da atividade industrial.

De acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a produção industrial cresce há quatro meses consecutivos, depois de atingir o pior desempenho da história em abril. Em agosto, a alta do indicador medido pelo instituto foi de 3,2%.

O Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) mostrou nesta terça que a demanda por bens industriais no país subiu 5,9% em agosto, com destaque para os bens de consumo duráveis (14,2%), como veículos (18,6%), um dos segmentos mais atingidos pela pandemia.

“Importante é que a alta da atividade [industrial] veio acompanhada pelo crescimento do emprego, o que sugere maior confiança do empresário”, disse, em nota, o gerente da CNI.

Consumo de bens industriais cresce 5,9% em agosto, diz Ipea
De acordo com a entidade, o nível de emprego na indústria cresceu 1,9% em agosto, a primeira alta do ano, se aproximando do patamar onde se encontrava antes da crise. O número de horas trabalhadas teve alta de 2,9% no mês.

O rendimento médio real do trabalhador da indústria cresceu 2,8% e ainda está distante do patamar pré-pandemia, já que muitas empresas aderiram a medidas de preservação do emprego, como a redução de jornada ou suspensão de contrato.

O nível de utilização da capacidade instalada chegou a 78,1%, 2,1 pontos percentuais superior ao verificado no mês anterior. Com a evolução, ficou apenas 0,8 ponto percentual do indicador de fevereiro de 2020, antes do início da pandemia.

Na comparação com o mesmo mês anterior, o faturamento da indústria evoluiu 3,6%, mas os outros indicadores permanecem negativos: o nível de emprego é 3,3% menor, o número de horas trabalhadas cai 3,3% e o rendimento médio real recua 2,2%.

Com a elevada demanda, alguns setores têm percebido dificuldades para encontrar matérias-primas, insumos ou mercadorias, com vem detectando o IBGE. A elevada procura e a taxa de câmbio pressionam a inflação de segmentos como a construção civil, por exemplo.

Fonte: Diário do Nordeste em 06/10/2020

Para este executivo, a África será a ponte digital entre o Brasil e a Ásia

Para este executivo, a África será a ponte digital entre o Brasil e a Ásia

Em entrevista à EXAME, Antonio Nunes, presidente da Angola Cables, diz que a empresa de cabos submarinos estuda levar conexão até a Ásia

O continente africano – e mais especificamente os países da região sul, como Angola e África do Sul – poderá se tornar em alguns anos uma espécie de ponte digital para o tráfego da internet entre os países da América do Sul e da Ásia, facilitando a conexão entre a China e o Brasil, por exemplo. Essa é a visão do executivo Antonio Nunes, presidente da Angola Cables, companhia responsável por instalar o primeiro cabo submarino de fibra óptica entre o Brasil e o continente africano.

Desde que foi inaugurado há dois anos, o Sistema de Cabos do Atlântico Sul (SACS, na sigla em inglês) permitiu um ganho significativo nas conexões entre o continente africano e o Brasil, reduzindo pela metade a latência — o tempo necessário para que um pacote de dados seja transmitido de um ponto a outro. O SACS tem ainda uma capacidade de transmissão de 42 terabits por segundo, permitindo uma conexão mais veloz para a troca de dados entre as duas regiões.

Em entrevista exclusiva à EXAME, Nunes afirmou que, depois de conectar Angola à América do Sul, aos Estados Unidos e à Europa com uma rede de cabos submarinos, a empresa está em negociações para estender uma nova conexão de fibra óptica até a Ásia. Dessa forma, o tráfego que hoje segue uma rota pelos Estados Unidos ou pela Europa poderia ter um novo trajeto alternativo passando pela África. “As ligações entre a América do Sul e a Ásia, usando a África como uma plataforma, e não a Europa ou os Estados Unidos, é algo que está nos planos e que pode vir a agregar muito valor com essa infraestrutura”, disse Nunes.

A Angola Cables foi formada em 2009 em um consórcio de cinco operadoras de telefonia angolanas, que se mobilizaram para ampliar a infraestrutura de telecomunicações do país numa época que a economia crescia a taxas acima de 10% ao ano, impulsionada pelos altos preços do petróleo.

À EXAME, Nunes falou também da importância das conexões de fibra óptica para a economia de Angola e da África e de como elas permitem que os países da região possam digitalizar os setores da economia, como a agricultura, e tenham acesso a serviços online, como atendimentos médicos. Nunes também vê a África como um novo polo de mão de obra para empresas de tecnologia, uma vez que o continente tem uma população numerosa, com cerca de 1,3 bilhão de habitantes, e com uma grande quantidade de jovens. “Os próximos programadores do mundo vão ser africanos”, disse ele. A seguir, os principais trechos da entrevista, feita de seu escritório, em Luanda, de onde ele falou por videoconferência:

O que mudou nas telecomunicações entre o Brasil e Angola desde que o cabo submarino entrou em operação?

O primeiro cabo que instalamos no Brasil é um cabo que vem de Miami, nos Estados Unidos, até Fortaleza e São Paulo, no Brasil. Esse cabo realmente foi revolucionário para as comunicações no Brasil, porque na época havia mais de dez anos que não se faziam investimentos em cabos submarinos no Brasil. Foi um projeto que revolucionou sem dúvida as comunicações no Brasil, reduzindo os custos. Depois a Angola Cables, quase dois anos atrás, concluiu também um projeto do cabo do SACS, que é o cabo que liga Fortaleza a Luanda. Esse cabo trouxe também para o Brasil uma maior conectividade internacional. Antes dele, o Brasil dependia totalmente das ligações com os Estados Unidos para se conectar a outros lugares, como a Europa. Hoje o Brasil tem ligações diretas para a África através desse cabo. E tem ligações indiretas para a Europa e para a Ásia sem passar pelos Estados Unidos. Isso foi realmente uma mudança de paradigma nas telecomunicações brasileiras.

O que levou a empresa a fazer esse investimento?

Houve um convênio feito entre o Brasil e Angola, que vem desde os anos 80, que estabeleceu a criação e uma ponte digital entre os dos países. A Angola Cables veio a materializar esse acordo depois da assinatura em 2012. Além disso, quando fizemos o estudo do mercado e da ligação entre Angola e África e com a América Latina, percebemos que havia muita demanda de tráfego de dados da África para os Estados Unidos. E por isso fizemos a complementariedade da infraestrutura, com a ligação entre Fortaleza e Miami. Com isso, nos tornamos um operador a nível do Atlântico. Temos infraestruturas da África para a Europa. Temos infraestrutura da África para a América do Sul. E infraestrutura da América do Sul para a América do Norte. Somos o único operador hoje que consegue oferecer uma ligação a completa no Atlântico. Ligando o Atlântico Norte ao Atlântico Sul.

Qual é a capacidade dos cabos e como está a utilização?

O cabo do SACS, que liga Angola ao Brasil, tem cerca de 42 terabits por segundo de capacidade. É claro que nem 10% dessa capacidade ainda é usada. É um projeto que está numa fase de maturidade. É um paradoxo, mas a internet fundamentalmente foi concebida numa concepção Norte-Norte e Norte-Sul. A internet hoje circula fundamentalmente no Hemisfério Norte. E depois, a Europa alimenta a África, e os Estados Unidos alimentam a América do Sul. O que nós estamos a fazer é algo extremamente inovador, que é uma ligação Sul-Sul.

Essa concepção tem mudado?

O que acontece hoje é que as empresas estão já acostumadas a comprar capacidade de transmissão pensando nessa ligação Norte-Sul. Nosso trabalho é agora apresentar a elas as vantagens estratégicas de utilizar as ligações de outra maneira. Porque nós hoje temos a mesma latência de conectividade entre o ponto mais ao sul da África que é a Cidade do Cabo, na África do Sul, e Londres, no Reino Unido. E da Cidade do Cabo a Miami. Nossa aposta é que as grandes plataformas de conteúdo mundiais, que são americanas, terão mais interesse em alocar o tráfego dos Estados Unidos para o Brasil, que já é um grande consumidor, e a partir do Brasil alimentar a África. Mas é uma questão de tradição. Agora temos que ir escavando para que a tradição mude. É questão de tempo.

Até agora qual foi o principal benefício da ligação?

O grande benefício é a diversificação. No início do ano, tivemos um problema na costa ocidental africana. Houve como se fosse um maremoto. E dois dos cabos alimentam a África Ocidental foram cortados. Portanto, todo nosso tráfego e o tráfego sul-africano foi escoado pelo novo cabo via Brasil. Isso já foi um grande benefício para as comunicações da África Subsaariana. Se não fosse isso, teríamos ficado isolados. Percebemos qual é a importância real de ter uma diversificação de rotas de transmissão.

Houve ganhos de eficiência também?

Sim. Passamos a ter rotas mais eficientes para os Estados Unidos e para o Brasil. Hoje toda a região que está ao sul da Nigéria tem um tráfego muito melhor passando por esse novo cabo. Em eficiência, latência e de quantidade de tráfego.

De quanto foi o ganho?

Entre Miami e Cidade do Cabo temos hoje 130 milissegundos de latência e tínhamos antes 280 ou 300 e poucos. Foi uma melhoria significativa.

Como isso se reflete na prática?

Dou um exemplo. Estamos a desenvolver, com uma empresa do Ceará, um projeto que se chama Respira Brasil. É um software que foi desenvolvido com a ajuda dos nossos engenheiros e foi colocado dentro do nosso data center em Fortaleza. No caso de um paciente que tenha covid-19 ou que vá fazer um teste de radiologia de covid-19, o software consegue interpretar se a pessoa está contaminada ou não através de machine learning. Agora é possível fazemos o mesmo teste, usando essa infraestrutura, com as pessoas em Angola. Um doente que vá em um hospital em Angola e que faz uma radiografia pode ter o resultado analisado praticamente em tempo real. Há também outro exemplo. Nós neste momento estamos a fomentar parcerias na agroindústria digital, o que faz com que por exemplo um pivô de irrigação que esteja instalado em uma fazenda em Angola possa ser controlado por uma pessoa no Brasil. Agora estamos entrando na era do 5G e da internet das coisas e vamos potencializar esses projetos ao maior nível possível.

A Angola Cables chegou a anunciar um investimento de 300 milhões de dólares no Brasil, com o projeto do cabo submarino e do data center em Fortaleza. Esse investimento já foi todo aplicado? Planejam alguma outra expansão?

Esse investimento já foi todo feito. Temos outras intenções de investir. No setor de telecomunicações, só é possível crescer se mantivermos o investimento. Nós temos feito isso. Estamos agora focando os esforços em outras cidades brasileiras para diversificar o tráfego. Abrimos uma operação no Rio de Janeiro, e estamos a ir para a região Sul.

Planejam expandir os cabos submarinos a outras regiões do mundo?

Agora estamos a desenvolver novas oportunidades para que o tráfego de dados Brasil possa também chegar à Ásia de uma forma mais eficiente. Por mais que haja uma disputa entre os Estados Unidos e a China, é inegável que a China é uma potência mundial. As ligações entre o Brasil e a China vão naturalmente ser capitalizadas. Tanto que os próprios chineses já construíram um cabo entre a África e o Brasil, que se chama SAIL. Ele só não está operacional, mas está construído. Eles estão à espera do momento certo. Eles são bem mais pacientes do que nós. Mas a tendência é esta. As ligações entre a América do Sul e a Ásia, usando a África como uma plataforma, e não a Europa ou os Estados Unidos, é algo que está nos planos e que pode vir a agregar muito valor com essa infraestrutura.

Durante a pandemia, houve uma explosão no uso de serviços digitais no mundo. Qual foi o impacto para a Angola Cables?

O tráfego de internet da Angola Cables no Brasil aumentou seis vezes desde dezembro até junho. Foi algo impressionante. No entanto, o aumento da receita não é proporcional. Não é só o aumento do tráfego que traz receitas de sustentabilidade da empresa. Por isso temos que olhar para outros fatores, olhar para outros produtos para criar maior valor e manter a sustentabilidade.

Para Angola, qual é a importância econômica dessas conexões de fibra óptica?

Na minha opinião, elas são vitais. Nós pudemos desenvolver setores econômicos que estão em falta no país. Por exemplo, na agricultura. Neste momento estão se a desenvolver em Angola grandes fazendas agrícolas, muitas delas por investidores brasileiros. Essas fazendas, como já estão a vir com o conhecimento tecnológico do Brasil, estão sendo desenvolvidas de uma forma digitalizada. Os tratores já são robotizados. A informação já é centralizada. Portanto, a digitalização desses setores econômicos irá trazer benefícios muito grandes a economias emergentes como as africanas. E isso ocorre em todas as áreas, incluindo na saúde. Já tivemos demanda de um dos hospitais centrais pediatras de Angola a nos pedir o suporte de hospitais no Brasil. Melhorarmos significativamente a qualidade de vida das pessoas através da infraestrutura digital.

E para a África de modo geral?

A África é o segundo continente mais populoso do mundo e é o lugar onde há a maior proporção de jovens no mundo. Por isso eu costumo dizer nos fóruns internacionais que os próximos programadores do mundo vão ser africanos. Porque é aqui que eles estão. Os jovens estão aqui. Temos a oportunidade de ensinar os novos programadores do futuro, que é tipo de mão de obra que o mundo vai precisar nas próximas duas décadas. Já não vamos precisar mais de tantos mecânicos, de tantos pedreiros. Vamos precisar de alguém que programe os carros, e que programe as casas. Porque depois as impressoras 3D vão construir tudo. É o futuro. Não temos hoje essa mão de obra, mas talvez daqui a 10 anos, daqui a 30 anos.

Fonte: Exame em 29/09/2020

Consulado Geral de Portugal em São Paulo abre concurso para Assistente Técnico

Consulado Geral de Portugal em São Paulo abre concurso para Assistente Técnico

Informa-se os interessados que se encontra aberto um concurso externo com vista ao preenchimento de uma vaga, na categoria e carreira de Assistente Técnico, para exercer funções no Consulado Geral de Portugal em São Paulo.

O prazo para a apresentação de candidaturas termina no dia 16 de outubro de 2020.

Os interessados deverão consultar o edital do concurso, o qual se encontra disponível no sítio de estilo do Consulado Geral de Portugal em São Paulo, bem como no sítio web do Consulado Geral (https://consuladoportugalsp.org.br) e na sua página de Facebook (https://www.facebook.com/consuladodeportugalsp).

Fonte: Mundo Lusíada em 06/10/2020