Receita da M. Dias Branco alcança R$ 2,7 bilhões no segundo trimestre
Receita da M. Dias Branco alcança R$ 2,7 bilhões no segundo trimestre
Lucro líquido da companhia atingiu R$ 216,4 milhões, representando alta de 14% em relação ao mesmo período de 2024. O trigo, apesar de estável em dólar, foi impactado pelo câmbio
A M. Dias Branco, maior fabricante de massas e biscoitos do Brasil, divulgou os resultados do segundo trimestre de 2025. O lucro líquido alcançou R$ 216,4 milhões, representando alta de 14% em relação ao mesmo período de 2024. A receita líquida somou R$ 2,7 bilhões, 3,6% acima do registrado no ano anterior. “Os excelentes resultados são fruto da estratégia da companhia de crescer de forma sustentável, com rentabilidade”, afirma Gustavo Theodozio, vice-presidente de investimentos e controladoria.
Segundo o executivo, o desempenho reflete ações estratégicas implementadas nos últimos meses, como um plano comercial claro voltado ao crescimento com rentabilidade, aceleração das capacidades comerciais, reestruturação de despesas e custos, aumento da produtividade fabril e logística, além da consolidação de uma cultura ágil.
Na comparação com o segundo trimestre de 2024, houve alta de receita líquida em todos os grupos de categorias: Produtos Principais (massas, biscoitos e margarina) cresceram 3,3%; Moinhos de Trigo e Refino de Óleos Vegetais, 2,7%, impulsionados pelo novo time de food service; e Adjacências (bolos, snacks, misturas, torradas, produtos saudáveis, molhos e temperos) avançaram 10,8%, área em que a empresa vem ampliando oportunidades de mercado. No comparativo trimestre a trimestre, o volume de vendas recuou 9,8%.
“O mercado de biscoito como um todo caiu 3% no período”, explica Theodozio. Ele lembra que no 2T24 houve recomposição de estoques de clientes após a implantação do novo sistema de gestão “projeto SAP”, o que distorce a base de comparação. “Parte das vendas que seriam feitas no primeiro trimestre aconteceram no segundo, distorcendo a base de comparação”, reforça, destacando o aumento de receita mesmo diante da queda no volume.
De acordo com Fábio Cefaly, diretor de Novos Negócios e Relações com Investidores, a estabilização cambial começa a auxiliar no controle dos custos com matérias-primas, embora ainda não tenha impacto direto nos números divulgados. No trimestre, os custos subiram 7% em relação ao 2T24, pressionados pela alta do óleo de palma em dólar (+11,3% na média trimestral) e pela desvalorização do real. O trigo, apesar de estável em dólar, também foi impactado pelo câmbio.
“Fizemos o dever de casa. Olhando para frente, estamos bem construtivos. O último trimestre foi um sinal positivo do que ainda está por vir”, finaliza Cefaly.
Fonte: O Otimista em 09.08.2025








