Como incorporar hedge cambial à governança em meio a juros altos, por Travelex Câmbio

Como incorporar hedge cambial à governança em meio a juros altos, por Travelex Câmbio

Nos últimos dias, o dólar voltou a oscilar em resposta a anúncios do governo dos Estados Unidos sobre política fiscal, limite da dívida e sinais do Federal Reserve. Em janelas curtas, a volatilidade cambial pode apertar a margem de uma operação ou ampliar lucros além do previsto no plano original. É nesse contexto que o câmbio deixa de ser um ruído operacional da tesouraria e começa a ocupar um lugar na agenda da diretoria e do conselho.

O importante não é prever o próximo movimento da moeda, mas entender que a taxa de câmbio é uma variável a ser gerida. Ela impacta diretamente a margem, a geração de caixa e até como a empresa se comunica com investidores e credores. Em períodos de juros altos e o dólar em patamar elevado, a decisão de proteger ou não fluxos em moeda forte passa a ser lida como um indicativo de governança.

A discussão sai da cotação do dia e entra no terreno da disciplina: critérios claros, política definida e capacidade de operar a incerteza com consistência. A partir desse ponto, o hedge deixa de ser uma ação pontual e passa a sustentar o plano financeiro como um todo.

Por que hedge cambial se tornou assunto de governança
Em um cenário de juros altos e câmbio elevado, o custo de errar ou de adiar decisões aumenta. A empresa fica exposta à variação da moeda e, muitas vezes, só reage quando o mercado já entrou em estresse, com liquidez menor e condições menos favoráveis.

Pense em uma empresa importadora que traz, aproximadamente, US$ 3 milhões por mês. Uma variação de R$ 0,20 entre a taxa prevista e a taxa real ao longo do ano pode representar milhões de reais de impacto direto na margem. Em diversos setores, esse valor não é incorporado ao preço final, seja devido à concorrência, seja em razão de contratos com pouca flexibilidade. Quando o orçamento é construído com uma única taxa de câmbio, em vez de faixas e regras de proteção, a divergência deixa de ser uma questão estatística pontual e se torna um problema estrutural. Isso porque a execução do negócio começa a operar fora do intervalo que sustentava aquela margem.

Há também um componente interno pouco discutido: governança é, em parte, a capacidade de sustentar decisões. Em contextos de maior nível de cobrança, conselhos e comitês de auditoria costumam perguntar quais ferramentas estavam disponíveis e qual racional orientou as escolhas. Quando a resposta sugere que não havia critérios, e que o câmbio foi tratado caso a caso, a discussão passa a envolver reputação financeira e disciplina em gestão de risco.

Nesse cenário, o hedge não é mais uma aposta pontual, mas sim uma forma de sinalizar quais limites de risco cambial a empresa aceita, em que horizonte, e como essas escolhas se conectam ao plano de negócios.

Como converter câmbio em política em vez de aposta
O primeiro passo é visualizar o mapa de exposição. Em vez de se concentrar apenas na próxima fatura ou no contrato mais delicado do mês, a empresa deve consolidar as linhas importantes em moeda estrangeira. Compras recorrentes, receitas em moeda forte, débitos, dividendos, investimentos, contratos indexados ou cláusulas de reajuste estão todos no mesmo contexto.

A partir desse ponto, a lógica muda: a tesouraria passa a atuar por regra, e não por urgência. Isso implica definir faixas de câmbio que preservem a viabilidade do orçamento, mapear a partir de que ponto a margem começa a comprimir e estabelecer percentuais de cobertura por horizonte (curto, médio, longo).

Exemplo concreto de importação
Uma empresa que importa componentes de maneira previsível pode proteger parte do fluxo com NDF ou trava de câmbio em janelas trimestrais, sempre fundamentada no planejamento orçamentário anual e ao cronograma de pagamentos.

O ganho de maturidade aparece quando a tesouraria opera com faixas pré-estabelecidas e com o compromisso de proteger uma parcela do volume ao se aproximar de determinados níveis, com previsibilidade à margem.

Exemplo concreto de receitas em moeda forte
Uma empresa com receitas em dólar ou euro pode mesclar uma Conta Corrente em Moeda Estrangeira com uma estratégia de conversão e hedge. Enquanto uma parte do fluxo permanece na moeda original para cobrir custos ou dívidas no exterior, a outra parte é convertida com proteção, conforme as metas de caixa em reais e compromissos do período. Dessa forma, é possível definir quanto manter em cada moeda, por quanto tempo e com quais critérios de conversão.

Nesse desenho, os instrumentos — NDF, travas e contratos futuros — são escolhidos conforme objetivo e prazo. Afinal, o que torna o processo mais maduro não é o produto em si, mas o cumprimento de regras pré-estabelecidas, documentadas e alinhadas com o orçamento, aos covenants e ao apetite de risco em cada contratação.

Da política ao cotidiano da tesouraria
Uma política de hedge bem elaborada não se sustenta sem execução. É preciso definir alçadas, limites e responsabilidades: quem tem a autoridade para aprovar uma estrutura de proteção, quais são os parâmetros e as condições, qual é o prazo, como as decisões são documentadas, quem é a contraparte e qual é a cadência de revisão.

Em operações internacionais, o risco mais elevado geralmente não se encontra no gráfico cambial, mas na solidez da instituição que realiza a liquidação, nos padrões de compliance, na habilidade de manter linhas em períodos de estresse e na qualidade da documentação. Contratos transparentes, trilha de auditoria, processos de cadastro organizados e visão unificada de risco fazem parte da proteção tanto quanto o instrumento em si.

Cada ciclo de hedge, a cada trimestre, traz evidências sobre a eficácia das faixas, a adequação dos percentuais de cobertura e a compatibilidade entre o custo da proteção e o benefício proporcionado. Na prática, a decisão passa a ser recorrente, auditável e comparável ao longo do tempo.

Hedge cambial como indicador de maturidade financeira
Em um cenário no qual as taxas de juros continuam altas e o câmbio exige disciplina, o que passa a ser relevante é a capacidade de explicar de forma clara como a empresa lidou com o risco cambial.

Quando o hedge é incorporado ao orçamento, à governança e à seleção de contrapartes, o câmbio deixa de gerar surpresas e passa a ser administrado dentro de um conjunto de regras. Isso reduz ruídos, melhora a qualidade das conversas com credores e investidores e, ainda, proporciona à liderança mais tempo para debater estratégias, em vez de apenas resolver problemas urgentes.

Antecipar essa discussão, antes da próxima janela de volatilidade, costuma ser o que separa uma operação reativa de uma condução mais metódica. Nesse cenário, o Banco Travelex pode apoiar sua equipe financeira no mapeamento de exposições, na construção de cenários e na estruturação de instrumentos, desde o planejamento até a liquidação, em linha com o padrão de governança que sua empresa precisa sustentar perante a diretoria e o conselho.

Contatos:
Telefone: 85-3264-2465
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Fonte: Travelex Câmbio

 

Empresas têm até 31 de janeiro de 2026 para regularizar pendências e retornar ao Simples Nacional

Empresas têm até 31 de janeiro de 2026 para regularizar pendências e retornar ao Simples Nacional

Empresas que não regularizaram suas pendências tributárias foram excluídas do Simples Nacional e têm até o dia 31 de janeiro de 2026 para se regularizarem e solicitarem o retorno ao regime tributário. O prazo é considerado decisivo para micro e pequenas empresas, incluindo os Microempreendedores Individuais (MEIs), que dependem do regime para manter uma carga tributária mais equilibrada.

O Simples Nacional exerce impacto direto nos resultados financeiros desses negócios, reunindo impostos e reduzindo a burocracia. Por esse motivo, especialistas alertam que a regularização dentro do prazo é fundamental para evitar prejuízos operacionais e financeiros ao longo do ano.

Segundo informações da Receita Federal, enquanto o prazo de opção estiver vigente, o contribuinte poderá sanar as pendências que impedem o ingresso no regime. Os débitos podem ser quitados à vista, com possibilidade de compensação por meio de créditos tributários, ou parcelados em até cinco anos, com a incidência de juros e multas previstas em lei.

Caso o pedido de retorno seja aprovado, a empresa será readmitida no Simples Nacional com efeitos retroativos a 1º de janeiro, o que pode representar um alívio significativo na apuração dos tributos.

A Ricarte Urbano Contabilidade orienta que os empresários procurem apoio contábil especializado para analisar a situação fiscal, verificar pendências e realizar o processo de regularização de forma segura. Em caso de dúvidas, a empresa está à disposição para prestar esclarecimentos e suporte técnico.

Contatos:
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Telefones: +55 85 3458.2073 / 8830.0583 / 8156.3835 / 9622.4065
Site: ricarteurbano.com.br

Informações de Ricarte Urbano Contabilidade

Setor de rochas do CE mais que dobra exportações e aumenta destinos em 93%

Setor de rochas do CE mais que dobra exportações e aumenta destinos em 93%

Foto: Fco Fontelene

Números confirmam projeção noticiada em primeira mão pelo O POVO em dezembro passado, de o ano de 2025 representar o décimo seguido de expansão do setor

A exportação de rochas ornamentais no Ceará em 2025 fez com que o setor mais que dobrasse de tamanho e ampliasse em 93% o número de países para os quais envia as cargas, segundo atesta a publicação Setorial em Comex – Rochas Ornamentais, elaborada pelo Centro Internacional de Negócios da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (CIN/Fiec) com base em dados da plataforma Comex Stats.

O envio de minerais explorados em território cearense para fora do País somou US$ 108,83 milhões no ano passado, o que representou uma expansão de 145,6% sobre os US$ 48 milhões contabilizados um ano antes. A expectativa foi adiantada pelo O POVO em dezembro passado, quando se projetava o décimo ano seguido de crescimento do setor no Estado.

No cenário promissor confirmado, ainda corroboram para alcançar marcas históricas o número de destinos para os quais as rochas cearenses foram enviadas, que saltaram de 15 para 29, conforme os números observados ao término de dezembro.

“Foi um ano espetacular, mas não surgiu do nada. Essa é a evolução de um processo que, no caso da mineração, começa com as pesquisas, evolui para a caracterização tecnológica dos materiais, depois começa a fazer o trabalho comercial, participar de eventos, visitar clientes e aí se vê o crescimento”, observa Carlos Rubens Alencar, presidente do Sindicato da Indústria Mármores Granitos do Estado do Ceará (Simagran-CE).

Com pedras desejadas pelo mundo todo, o Estado tem se destacado em missões internacionais a partir da atividade empresarial. A última, da qual o presidente do Simagran participou e O POVO também trouxe em primeira mão, foi nos Emirados Árabes e teve como foco a formação de um hub para comercialização das rochas brasileiras no Oriente Médio.

Karina Frota, gerente do CIN e colunista do O POVO, concorda com o empresário e avalia que “os resultados confirmam um movimento consistente de fortalecimento da base exportadora do setor mineral cearense”. No comunicado publicado pela Fiec, ela diz que “o avanço está associado à combinação entre maior valor agregado, diversificação da pauta e ampliação dos mercados de destino, fatores que elevam a competitividade do Ceará no comércio internacional.”

Quartzitos em destaque
As elevações no montante exportado e nos destinos contaram ainda com a ampliação da pauta exportadora, que cresceu 25% em número de produtos – de 8 para 10, segundo comparativo entre 2024 e 2025 feito no estudo do CIN/Fiec. Mas o principal destaque foram os quartzitos.

Dos US$ 108 milhões em rochas ornamentais vendidas ao exterior, US$ 77,51 milhões corresponderam a este tipo de pedra, demonstrando o tamanho do interesse dos estrangeiros nos produtos extraídos do solo cearense. A cifra corresponde a um aumento de 178,1% sobre os US$ 27,87 milhões comercializados em 2024.

Na segunda colocação estiveram “outras pedras de cantaria”, com US$ 22,31 milhões. Em seguida, tiveram mais peso nas exportações do setor os granitos, que nas três categorias de itens embarcados, somaram US$ 8,23 milhões.

“E 2026 deverá ser um ano em que as exportações irão crescer mais, porque tem muitos materiais novos entrando no mercado que já passaram por essa fase do desenvolvimento. As pesquisas já avançaram. Já foram feitos os testes de mercado e as empresas estão começando a ter mais demanda”, projetou Carlos Rubens.

Quem tem interesse nas rochas cearenses?
Quando se observa os destinos para os quais as cargas partem do Porto do Pecém, não houve uma mudança drásticas nos principais interessados nas rochas ornamentais cearenses, de acordo com os números levantados pelo CIN/Fiec.

A Itália continua liderando o ranking de principais compradores e fechou 2025 como compradora de mais da metade (51%) da exportação de rochas cearenses. De janeiro a dezembro do ano passado, foram US$ 55,40 milhões desembolsados pelos italianos, o que representou uma alta de 119,6% sobre os US$ 25,23 milhões do ano anterior.

Mas quem mais aumentou o interesse pelas cargas cearenses foram os chineses, cujo aumento das compras foi quatro vezes maior (305,1%). No fim das contas, a China ampliou as compras de mineradores cearenses de US$ 6,14 milhões para US$ 24,90 milhões nos dois últimos anos.

Já os Estados Unidos, onde estão os principais parceiros comerciais dos cearenses, subiu as exportações de rochas em 24% em 2025, encerrando o período desembolsando um total de US$ 22,38 milhões. Turquia (US$ 1,74 milhão) e Índia (US$ 901,67 mil) fecham a lista dos cinco maiores importadores de rochas ornamentais do Ceará.

Fonte: Jornal O Povo em 14.01.2026

Missão Portugal 2026 fortalece internacionalização do agronegócio cearense e aproxima empresas do mercado europeu

Missão Portugal 2026 fortalece internacionalização do agronegócio cearense e aproxima empresas do mercado europeu

A Missão Técnica e Empresarial de Agronegócios e Logística Portugal 2026 consolida-se como uma iniciativa estratégica voltada à internacionalização das empresas cearenses do agronegócio, com foco na cooperação técnica, geração de negócios e transferência de tecnologia entre Brasil e Portugal. Idealizada pela Câmara Brasil Portugal no Ceará (CBPCE), a missão tem como objetivo conectar lideranças empresariais, técnicas e institucionais do Ceará a modelos de excelência do setor agroalimentar português, especialmente na região do Alentejo, referência europeia em inovação, sustentabilidade e eficiência produtiva.

Segundo a presidente da CBPCE, Patrícia Campos, a iniciativa busca ampliar o posicionamento do Ceará no cenário internacional. “Queremos que o Ceará seja reconhecido não apenas como produtor, mas como referência em inovação, sustentabilidade e cooperação internacional no agronegócio”, afirma. A missão pretende aproximar mercados, gerar conexões sólidas e abrir caminhos para novas parcerias comerciais e tecnológicas.

Entre os objetivos específicos estão a identificação de tecnologias aplicáveis ao semiárido nordestino, o fortalecimento de laços com cooperativas portuguesas, a prospecção de fornecedores de insumos e soluções inovadoras, além da promoção de boas práticas em rastreabilidade, sustentabilidade e cadeias curtas de produção. A agenda também contempla o estímulo à formação de joint ventures, parcerias acadêmicas e o fortalecimento da cooperação institucional e o planejamento de uma missão reversa.

Além do eixo produtivo e tecnológico, a Missão Portugal 2026 contará com uma programação dedicada à logística e infraestrutura, considerada fundamental para a competitividade do agronegócio no comércio internacional. Estão previstas visitas técnicas ao Polo Logístico Noites, referência em logística industrial integrada, ao Porto de Sines, um dos principais portos de águas profundas da Europa, à ZILS – Zona Industrial e Logística de Sines, e ao Porto de Lisboa, que permitirá uma visão comparativa entre modelos logísticos portuários.

A programação também inclui visitas a instituições acadêmicas, centros de pesquisa, cooperativas e grandes players do setor agroalimentar, como a Universidade de Évora, a cooperativa vinícola CARMIM, a Herdade do Esporão e a EDIA, gestora do empreendimento de fins múltiplos de Alqueva, responsável por uma profunda transformação econômica da região.

Voltada a empresários, produtores rurais, cooperativas, agroindústrias, universidades, centros de pesquisa, instituições de fomento, consultores técnicos e representantes governamentais, a missão contará com a participação de diversas instituições portuguesas e cearenses. Do lado brasileiro, destacam-se entidades como SDE, SEBRAE, FAEC, FIEC, ADECE e SINDIALIMENTOS, entre outras, reforçando o caráter institucional e multissetorial da iniciativa.

A Missão Portugal 2026 conta com o patrocínio do Grupo ABANCA e do SINDIALIMENTOS e tem o apoio da Secretaria do Desenvolvimento Econômico do Estado do Ceará (SDE), da AICEP – Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, da ADRAL – Agência de Desenvolvimento Regional do Alentejo e do Sistema FAEC – Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará, fortalecendo a cooperação bilateral e o ambiente institucional da iniciativa.

A CBPCE destaca que a programação da Missão Técnica e Empresarial de Agronegócios e Logística Portugal 2026 ainda está em fase de consolidação e permanece sujeita a alterações, de acordo com agendas institucionais e oportunidades estratégicas que possam surgir ao longo do processo de articulação internacional.

Como resultados esperados, estão o mapeamento de potenciais parceiros comerciais e técnicos, a formulação de termos de cooperação e planos tecnológicos adaptados à realidade do Ceará, o estímulo a trocas comerciais sustentáveis e a identificação de boas práticas replicáveis no estado. Também está previsto o planejamento de uma missão inversa, com a vinda de empresários portugueses ao Ceará, fortalecendo o intercâmbio bilateral e ampliando as oportunidades de investimento e cooperação.

A Missão Técnica e Empresarial de Agronegócios e Logística Portugal 2026 reafirma o agronegócio e logística como pontes entre territórios, inovação e prosperidade, posicionando o Ceará de forma estratégica no diálogo internacional sobre desenvolvimento sustentável e competitividade global.

Serviço:
Missão Técnica e Empresarial de Agronegócios e Logística Portugal 2026
Data: 03 a 08 de maio de 2026
Mais informações: https://news.cbpce.org.br/interesse-MTEA

André Lima, sócio e diretor da CBPCE explica como o SOLVIT pode destravar processos de residência parados em Portugal

André Lima, sócio e diretor da CBPCE explica como o SOLVIT pode destravar processos de residência parados em Portugal

O SOLVIT é um mecanismo oficial da União Europeia criado para ajudar cidadãos europeus e familiares de cidadãos da UE quando um Estado-Membro não aplica corretamente o direito europeu, o que inclui atrasos injustificados, ausência de resposta administrativa e entraves ilegais em processos de residência. Na prática, ele funciona como uma via extrajudicial: o cidadão apresenta a reclamação e o caso é analisado pelo centro SOLVIT do país de origem e do país onde o problema está a ocorrer, que passam a dialogar diretamente com as autoridades nacionais para corrigir a situação.

Para acessar, basta entrar no site oficial do SOLVIT da União Europeia, fazer login com conta EU Login, escolher Portugal como país onde o problema ocorre, descrever a situação de forma clara, anexar documentos que comprovem o vínculo familiar com o cidadão europeu e a tentativa frustrada de atendimento junto da AIMA. O prazo médio de análise é de até 10 semanas, e muitos casos conseguem avanço concreto quando ficam parados há meses na via administrativa tradicional.

Este instrumento é especialmente relevante para cônjuges e familiares de cidadãos portugueses ou europeus, porque o direito de residência decorre diretamente do direito da União e não de mera liberalidade do Estado. Se você está nessa situação, leia com atenção, guarde esta informação e partilhe com quem precisa. Informação certa, no momento certo, faz toda a diferença.

Contatos:
Telefones: ‪‪+351 211450618‬‬ / ‪‪+351 964709909‬‬
Email: andre@andrelimaadvogados.com
Site: ‪https://andrelimaadvogados.com/‬

Novos capítulos na gestão do APSV Advogados

Novos capítulos na gestão do APSV Advogados

O APSV Advogados inicia 2026 reforçando seu compromisso com a evolução contínua. A ampliação da atuação do escritório ao longo dos anos trouxe novas demandas, projetos e desafios, e a estrutura de gestão se renova para acompanhar esse movimento, sempre alinhada à dinâmica e aos valores da firma.

Como parte desse novo ciclo, Gabriela Romero passa a assumir a posição de CEO do APSV, liderando estrategicamente as áreas de gestão e operações do escritório.

Marcada por ciclos e alinhada aos valores do escritório, essa posição estratégica esteve, até 2025, sob a condução de Giuliano Fernandes e, ao longo da trajetória do APSV, também já foi exercida por Eugênio Vieira e Pedro Albuquerque, sócios fundadores. Em 2026, esse papel passa a ser exercido por Gabriela Romero, em sintonia com um movimento global de ampliação do protagonismo feminino nos espaços de decisão.

Com uma trajetória marcada por consistência e preparo técnico, Gabriela acumula mais de 20 anos de experiência nas áreas imobiliária e ambiental, assessorando clientes nos mais diversos segmentos de mercado. É Coordenadora do Impact – Programa de Sustentabilidade do APSV, responsável pelos compromissos assumidos junto ao Pacto Global desde 2021. Coordena os Departamentos ESG e PRO BONO, além de ser a sócia responsável pelo Comitê de Cultura e Canal de Ética.
Gabriela tornou-se sócia do APSV em 2023 e já integra o escritório desde a fundação, conhecendo profundamente sua operação e rotina. Esse histórico, aliado à sua formação técnica e à atuação próxima aos setores internos, a preparou para assumir o desafio da liderança executiva com segurança e visão de futuro.

“Aceitei me tornar CEO do APSV com muita alegria. Meu objetivo é fortalecer ainda mais nossa cultura organizacional e promover um ambiente de inovação e eficiência alinhado aos negócios de nossos clientes e parceiros. Além disso, sigo trabalhando junto aos demais sócios para promover um ambiente cada vez mais integrado e colaborativo. Acredito que gestão se constrói, acima de tudo, com pessoas. O APSV cresce de forma orgânica e nossa operação precisa acompanhar esse movimento com estratégia e planejamento” – afirma Gabriela.

O anúncio também marca a conclusão de um relevante ciclo de gestão do escritório. Giuliano Fernandes encerra sua atuação na liderança executiva e segue como sócio do APSV e coordenador do setor contencioso.
Sobre a transição, Giuliano comenta:

“O papel de CEO foi meu primeiro desafio quando ingressei como sócio. Virou uma missão mista de gerir e servir que se renovou por muito tempo. Mas recentetemente, percebi a importância de se trazer uma nova forma e visão de gestão e fico feliz que os demais sócios tenham acolhido meu pedido e escolhido a Gabriela, uma pessoa que tem vontade, liderança exemplar e todo o perfil para contribuir mais e mais. Sigo na gestão do contencioso do APSV, abraçando novas práticas, como atuações em arbitragem e em mediação, e novos projetos ante o pulsante crescimento econômico da nossa região.”

Para 2026, o APSV projeta expectativas de ainda mais integração entre gestão e estratégia jurídica, fortalecimento da cultura organizacional e aprimoramento da experiência dos clientes.

Em nome de todos os setores, registramos um agradecimento especial ao Giuliano Fernandes pela dedicação ao APSV durante seu período como CEO. Sua liderança foi fundamental para a organização atual do escritório e para a consolidação das bases que sustentam esse novo ciclo.

Esse momento foi também celebrado pelos fundadores do APSV. O sócio fundador Rômulo Alexandre Soares reforçou o significado dessa mudança com uma mensagem institucional:

“A escolha da Gabriela Romero para ser a nova CEO do APSV é uma decisão que me enche de orgulho. Construímos coletivamente o caminho para que essa transição acontecesse de forma alinhada aos valores do escritório, refletindo na prática nossa crença na liderança feminina e colaborativa.”

Fonte: APSV Advogados

Do semiárido cearense para o mundo, por Alana Matos

Do semiárido cearense para o mundo, por Alana Matos

O semiárido cearense tem se afirmado como protagonista no comércio internacional, demonstrando que a internacionalização de empresas não é uma exclusividade dos grandes centros urbanos. Dados recentes do relatório Ceará em Comex evidenciam que municípios do interior concentram parcela relevante das exportações do Estado.

Regiões como o Vale do Jaguaribe, a região Norte e o Sertão Central destacam-se na exportação de frutas frescas e processadas, castanha de caju, alimentos industrializados e produtos da indústria de transformação. Os municípios dessas regiões têm acessado mercados exigentes, o que demonstra a capacidade produtiva, adequação regulatória e competitividade internacional.

Além do agronegócio, o interior cearense avança na exportação de serviços. Empresas sediadas fora da capital atuam na prestação de serviços tecnológicos, desenvolvimento de software, soluções digitais e serviços especializados, beneficiando-se da conectividade e da economia digital para acessar clientes estrangeiros sem necessidade de estrutura física no exterior.

Esse cenário impõe uma reflexão estratégica: para permanecer e expandir sua presença internacional, as empresas do semiárido precisam investir continuamente em inovação, diferenciação de produtos, modernização de processos e expansão de mercados. A inovação deixa de ser uma opção e passa a ser condição indispensável para a competitividade global, sobretudo em um ambiente internacional marcado por rápidas transformações tecnológicas e regulatórias.

O relatório supracitado também evidencia a relevância da interiorização da infraestrutura logística e produtiva, que amplia o alcance dessas empresas e reduz custos de inserção internacional. Contudo, a expansão sustentável exige planejamento jurídico, segurança contratual e compreensão das regras do comércio internacional.

O Direito Internacional atua, nesse contexto, como instrumento de viabilização da inovação e da expansão de mercados. Ao estruturar juridicamente sua internacionalização, empresas do semiárido cearense fortalecem economias locais, geram valor e posicionam o interior do Ceará como território estratégico no cenário global.

Por Alana Matos
Representante da Câmara Brasil Portugal Ceará (CBPCE) na região norte (Sobral).

Gestora Solis capta quase R$ 1,4 bilhão para FIDCs em 2025

Gestora Solis capta quase R$ 1,4 bilhão para FIDCs em 2025

De acordo com a Solis, o principal destaque foi o Solis Pioneiro, o primeiro voltado a investidores de varejo

A gestora de fundos de investimento em direitos creditórios (FIDCs) Solis Investimentos encerrou 2025 com captações líquidas de R$ 1,39 bilhão, em linha com os resultados totais do segmento, que foi um dos destaques da indústria de fundos no ano passado. Segundo a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), a captação líquida dos FIDCs chegou a R$ 57,6 bilhões em 2025.

De acordo com a Solis, entre seus FIDCs, o principal destaque foi o Solis Pioneiro, o primeiro voltado a investidores de varejo, segundo a empresa, com captação líquida superior a R$ 500 milhões no ano e rentabilidade de 110,55% do CDI.

O fundo foi lançado em 2024 e, em 2025, o número de cotistas subiu de 2,25 mil para 11,18 mil. Na seara da rentabilidade, porém, se sobressaiu foi o Solis Capital Antares, com retorno de 114,96% do CDI. A gestora tem R$ 28 bilhões sob gestão.

“Nossos resultados de captação em 2025 refletem o amadurecimento do mercado de FIDCs e a consolidação da Solis como referência na área. O ambiente de juros altos não afetou nosso negócio negativamente; pelo contrário, ajudou com que mais empresas buscassem FIDCs como alternativa de funding em momento de crédito bancário restritivo, contribuindo para maior diversificação dos ativos-lastros”, disse Ricardo Binelli, sócio-diretor da Solis. A gestora Patria Investimentos comprou 51% da Solis em novembro de 2025.

FIDCs são usados como formas de financiamentos corporativos. Empresas que têm créditos a receber de clientes os colocam em fundos e captam recursos de maneira antecipada com investidores, que aplicam nesses papéis. Para 2026, uma possível queda da taxa Selic deve ajudara reduzir a inadimplência, o que é bom para o mercado de crédito e para os FIDCs, segundo a Solis.

“Aprendemos a trabalhar nesse nível de juros [altos]. A redução da Selic será vantajosa, mas não é um requisito para a continuidade dos bons resultados da nossa categoria, que se beneficia de baixa volatilidade e alta rentabilidade relativa para atrair o investidor”, afirmou Delano Macêdo, sócio-diretor da Solis responsável pela área de estruturação e originação de FIDCs.

Fonte: Einvestidor

Turismo e negócio: Fortaleza acelera 2026 e aposta em grandes eventos

Turismo e negócio: Fortaleza acelera 2026 e aposta em grandes eventos

Fortaleza inicia 2026 com um calendário estruturado de eventos corporativos, associativos, esportivos e culturais, consolidando o turismo de eventos como um dos principais vetores de desenvolvimento econômico da capital cearense. A agenda do primeiro semestre, organizada e apoiada institucionalmente pelo Visite Ceará – Fortaleza Convention & Visitors Bureau, reúne encontros de grande porte que movimentam a cadeia turística e fortalecem o posicionamento do destino no cenário nacional.

Entre os destaques do ano está o 42º Congresso da Associação da Indústria de Reuniões da América Latina (COCAL), programado para julho. De caráter internacional, o evento insere Fortaleza no circuito latino-americano de congressos e desempenha papel estratégico na atração de novas candidaturas e de eventos futuros para o destino.

O calendário inclui ainda encontros consolidados, como o Sana, realizado nos períodos de janeiro/fevereiro e julho, que tradicionalmente reúne milhares de visitantes. Integram a programação o Misericórdia Brasil e o PECNordeste, além de feiras e congressos setoriais nas áreas de saúde, educação, indústria e tecnologia, como Expomóvel Ceará, Tecnofrigorífico, EDU Summit e Congralap, ampliando a diversidade temática e o alcance da agenda.

No segmento esportivo e cultural, a capital recebe eventos de grande alcance, como a Maratona Internacional de Fortaleza, além dos festivais Fortal e Halleluya, que encerram a programação de julho. A diversidade de segmentos contribui para ampliar o perfil dos visitantes, estimular a ocupação hoteleira em diferentes períodos e gerar impacto econômico direto e indireto ao longo do semestre.

Segundo Clarisse Linhares, presidente do Visite Ceará, a agenda reflete um trabalho contínuo de planejamento e articulação institucional. A construção de um calendário com eventos de grande porte e expressivo volume de participantes, para ela, é resultado de uma atuação técnica e integrada, que envolve captação, apoio institucional e diálogo permanente com o trade turístico e o poder público. “Essa previsibilidade é essencial para gerar impacto econômico consistente e fortalecer a imagem de Fortaleza como destino de eventos”, afirma.

De acordo com a presidente, o foco institucional permanece na ampliação do fluxo turístico qualificado, na geração de negócios e no fortalecimento da economia local ao longo de todo o ano. “A concentração de eventos no primeiro semestre e a projeção de uma agenda estratégica até julho evidenciam a maturidade de Fortaleza no turismo de eventos”, destaca.

Fonte: Mercado & Eventos

UE/Mercosul: Assinado acordo que cria a maior zona de livre-comércio do mundo

UE/Mercosul: Assinado acordo que cria a maior zona de livre-comércio do mundo

Foto: Reprodução/ @vonderleyen

O acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul foi hoje assinado na capital do Paraguai, criando assim a maior zona de livre-comércio do mundo após 25 anos de negociação.

Perante a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e do presidente do Conselho Europeu, António Costa, o acordo foi assinado pelos responsáveis dos países do Mercosul (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai) e pelo comissário europeu de Comércio, Maroš Šefčovič.

O acordo permitirá eliminar tarifas para 91% das exportações da UE para o Mercosul e para 92% das vendas sul-americanas para a Europa, abrindo um mercado conjunto de mais de 700 milhões de consumidores e que, juntos, representam um Produto Interno Bruto (PIB) de aproximadamente 22 biliões de dólares (19 biliões de euros), segundo dados da Comissão Europeia.

A presidente da Comissão Europeia afirmou hoje que o acordo é uma declaração ao mundo da escolha do “comércio justo em vez de tarifas”. Ursula von der Leyen enfatizou: “Isto é muito mais do que um acordo comercial”.

A responsável europeia enalteceu ainda o facto de os líderes presentes estarem, neste momento, a fazer “história”, após mais de 25 anos de negociações que, finalmente, cria “a maior zona de comércio livre do mundo, um mercado partilhado de 700 milhões de pessoas”.

“Estamos a criar a maior zona de livre comércio do mundo, um mercado que representa quase 20% do PIB global”, sublinhou.

“Reflete uma escolha clara e deliberada: escolhemos o comércio justo em vez das tarifas; escolhemos uma parceria de longo prazo em vez do isolamento e, acima de tudo, queremos oferecer benefícios reais e tangíveis às nossas sociedades e empresas”, disse Von der Leyen.

“Este acordo eliminará tarifas e outras barreiras ao comércio, abrirá a contratação pública e proporcionará um quadro claro, baseado em normas, para incentivar o investimento e o intercâmbio comercial”, declarou perante centenas de convidados num auditório.

Por outro lado, sublinhou a importância geopolítica do acordo, numa altura em que os Estados Unidos iniciaram uma guerra tarifária contra o mundo e tornaram públicas as suas ambições expansionistas com a Gronelândia.

“Estamos a criar uma plataforma para trabalhar juntos numa ampla gama de questões globais, incluindo uma reforma das instituições internacionais (…). Uniremos forças como nunca antes”, afirmou Von der Leyen.

O Presidente paraguaio, Santiago Peña, é o anfitrião do encontro, que também conta com a presença da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e do presidente do Conselho Europeu, António Costa, além de outros quatro líderes latino-americanos: Javier Milei (Argentina), Yamandú Orsi (Uruguai), Rodrigo Paz (Bolívia) e José Raúl Mulino (Panamá).

O Presidente brasileiro, Lula da Silva, é o principal ausente.

Representando o Brasil, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, repetiu a declaração de Lula, para quem o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia é uma prova da força do mundo democrático e uma demonstração com o multilateralismo. “O acordo estabelece, de fato, uma parceria entre nossas regiões, com enorme potencial econômico para nossas sociedades e profundo sentido geopolítico para nossos países […] Ele propiciará ganhos tangíveis, mais empregos e investimentos, maior integração produtiva, acesso ampliado a bens e serviços de qualidade, inovação tecnológica e crescimento econômico com inclusão social […] diante de um mundo batido pela imprevisibilidade, protecionismo e pela coerção.”

O aguardado acordo demorou mais de 25 anos de negociações e cria a maior zona de livre-comércio do mundo, num momento de crescente protecionismo global.

António Costa, defendeu hoje que “enquanto uns levantam barreiras” a União Europeia e o Mercosul fazem “pontes” através do acordo comercial. “Enquanto uns levantam barreiras e outros violam as regras de concorrência leal, nós fazemos pontes e concordamos com as regras”, sublinhou o ex-primeiro-ministro português, em Assunção, capital do Paraguai, perante os representantes do bloco do Mercosul.

António Costa afirmou que a União Europeia acredita “no comércio justo como força geradora de prosperidade, emprego e estabilidade”.

Segundo António Costa, o acordo “vai ajudar ambos os blocos a navegar um entorno geopolítico cada vez mais turbulento”. Isto sem “renunciar” os valores dos dois blocos, sublinhou.

António Costa agradeceu ainda enorme trabalho dos negociadores ao longo destes mais de 25 anos.

Por outro lado, o Presidente do Paraguai, Santiago Peña, afirmou que a assinatura do acordo demonstra que o diálogo, a fraternidade e a integração são “o caminho” e que este é um passo que deixa para trás “as trevas do unilateralismo”.

“Sejam bem-vindos, então, a este berço da integração para testemunhar um acontecimento, sem dúvida, histórico: a assinatura de um acordo que mostra que o caminho do diálogo, da cooperação e da fraternidade é o único caminho”, disse Peña no seu discurso como anfitrião da cerimónia de assinatura, exercendo o seu país a presidência semestral do Mercosul, integrado pelo Paraguai, Argentina, Brasil e Uruguai.

Destacou ainda que, num cenário global marcado por “tensões”, a assinatura do acordo “envia um sinal claro a favor do comércio internacional como fator de cooperação e de crescimento”.

A cerimónia de assinatura do histórico acordo de livre-comércio entre a União Europeia (UE) e o Mercosul começou hoje no Grande Teatro José Asunción Flores, em Assunção, no mesmo local onde, em 1991, foi criado o Mercosul.

No Rio

Dia 16 no Brasil, presidente da Comissão Europeia enalteceu a assinatura do acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul afirmando que este deixa uma “mensagem poderosa” já que cria o “maior mercado do mundo”.

“O Acordo UE-Mercosul envia uma mensagem poderosa. Diz: bem-vindos ao maior mercado do mundo e à maior zona de comércio livre do planeta”, enfatizou Ursula von der Leyen, no Rio de Janeiro, ao lado do chefe de Estado do Brasil, Lula da Silva, um dos principais impulsionadores para que o acordo fosse finalmente concretizado mais de 25 anos depois.

Num encontro no Palácio do Itamaraty, no Rio de Janeiro, que não contou com a presença do presidente do Conselho Europeu, António Costa, devido ao cancelamento de um voo, a líder europeia sublinhou que o acordo assinado sábado representa “a força da amizade e da compreensão entre povos e regiões separados por oceanos” e que é desta forma que se cria “prosperidade real, uma prosperidade partilhada”.

Ursula von der Leyen agradeceu aos negociadores e líderes que durante 25 anos trabalharam para que o acordo chegasse a bom porto, mas assumiu que o líder político deste acordo tem um nome: Luiz Inácio Lula da Silva.

“A liderança política, o empenho pessoal e a paixão que demonstrou nas últimas semanas e meses, caro Lula, são verdadeiramente incomparáveis. Por isso, muito obrigada pela forma habilidosa como conduziu as negociações. E por ter concretizado este acordo histórico”, enalteceu a responsável europeia.

Quanto ao acordo, Ursula von der Leyen defendeu que este “multiplicará oportunidades como nunca antes”, através do “acesso mútuo a mercados estratégicos” com “regras claras e previsíveis”.

Para a União Europeia, o tratado abre as portas de um mercado historicamente protegido aos seus setores industriais mais competitivos, como a indústria automóvel e a maquinaria industrial, onde as atuais tarifas entre 35% e 14% desaparecerão progressivamente.

Outros setores que beneficiarão de forma especial serão o químico e o farmacêutico, bem como produtos agroalimentares protegidos por denominações de origem, como os vinhos e os queijos.

Após a assinatura, o texto será submetido à ratificação do Parlamento Europeu e dos congressos nacionais de cada país integrante do Mercosul. A entrada em vigor da parte comercial do acordo depende da aprovação legislativa, com previsão de implementação gradual ao longo dos próximos anos.

Fonte: Mundo Lusíada em 17.01.2026