Ceará atraiu mais de R$ 56 bilhões em investimentos no mês de setembro
Ceará atraiu mais de R$ 56 bilhões em investimentos no mês de setembro
Quem encabeça a lista são os projetos de geração de energia offshore (capaz de aproveitar a força dos ventos nos mares)
Mesmo com a retração do PIB e a economia local aos poucos se recuperando, o Ceará faz o dever de casa no que diz respeito à atração de investimentos. Em setembro foram aproximadamente R$ 56,8 bilhões na somatória de projetos captados. É o que revela o titular da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Trabalho (Sedet), Maia Júnior.
Quem encabeça a lista são os projetos de geração de energia offshore (capaz de aproveitar a força dos ventos nos mares). Com capacidade de produção estimada em 5,2 GW, são R$ 50 bilhões. “O Ceará está se posicionando na dianteira. Cada GW representa R$ 10 bilhões. Uma torre offshore é capaz de gerar 15 MW de energia. Já uma onshore (em terra) gera 4,2 MW. Conseguimos também uma fábrica de aerogeradores no valor de R$ 400 milhões”, pontua.
Maia também elenca a refinaria da Noix Energy, na Zona de Processamento de Exportação (ZPE), no Pecém. Os investimentos giram em R$ 4,2 bilhões. No rol entra a assinatura do memorando de entendimento da usina de Itataia, cujo investimento gira em R$ 2,2 bilhões.
“São segmentos econômicos estruturadores que só confirmam o pioneirismo do Estado”, reforça Maia.
Vulcabras em Horizonte
Após a Vulcabras fechar acordo com a Alpargatas para a aquisição da Mizuno do Brasil, Maia relata que o time da secretaria entrou em campo para atrair os investimentos para o Ceará.
“No mesmo dia do anúncio, entrei em contato com o Pedro (Grendene). Falei para o governador da situação e ele se prontificou a buscar o negócio”, destacou. Ainda relevou que a Vulcabras foi assediada por outros Estados.
“Eles ainda vão detalhar o projeto para poder formalizar o acesso às políticas de incentivo. Será praticamente uma nova fábrica, apesar de fazerem no mesmo complexo fabril”, complementou Maia sem destacar o montante a ser investido no novo empreendimento.
Fonte: Jornal Focus em 28.09.2020
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Iniciativa privada é responsável pela aplicação dos recursos no Estado, em parcerias com o governo estadual e com o federal, no caso da Usina de Itataia. Resultado aparecerá com geração de empregos e atração de novas indústrias
Considerado a prévia do PIB, Índice de Atividade Econômica do Banco Central aponta avanço de 4,75% da economia do Ceará em julho, superior à média do País no período, de 2,15%, e a do Nordeste, de 1,6%




Projeto, que está na fase de licenciamento ambiental, deve ter mina operando no final de 2023
Durante as quase quatro horas de evento virtual, o otimismo sobre a recuperação do setor turístico pautou painéis e palestras
Embarcação aporta hoje para levar carregamento à Europa. Produtores de melão estimam um crescimento de pelo menos 10% das exportações da fruta neste ano, puxado pela queda da produção no exterior e pela alta do dólar

Estado possui mais de 5.800 empresas constituídas com capital externo e, mesmo diante da pandemia, segue recebendo investimentos de fora
Para Rômulo Alexandre Soares, sócio da APSV Advogados e vice-presidente da Federação Brasileira de Câmaras de Comércio Exterior, o que aproximou o Estado de investidores europeus foram as ligações aéreas entre Fortaleza e importantes destinos da região, desenvolvidas ao longo dos anos. “Costumo dizer que navios transportam mercadorias e aviões transportam investimentos”, afirma.
Das novas empresas com capital estrangeiro que chegaram ao Ceará em 2020, 24 possuem sócios italianos, 21 têm aportes colombianos e 16 de investidores portugueses. Somadas, a mais de 5.800 empresas deste tipo existentes no Estado têm um capital social de R$ 31,22 bilhões, aponta o estudo da CBP-CE.
Além dos sul-coreanos, os portugueses também possuem uma participação significativa no investimento estrangeiro do Estado, com 22% do total, o que representa aportes de aproximadamente US$ 3 bilhões ao longo das duas últimas décadas. Alemanha (US$ 1,56 bi) completa o pódio dos destaques.
Capital do Estado, Fortaleza foi reconhecida pela Unesco, em 2019, como Cidade Criativa do Design
Criada há aproximadamente um ano, a Câmara Setorial da Economia Criativa da Agência de Desenvolvimento do Ceará (Adece) tem trabalhado para solidificar ações de fomento à economia criativa no Estado. Para Luis Carlos Sabadia, vice-presidente da entidade, o setor é, atualmente, o que o turismo foi na década de 1980: algo novo, promissor, mas que exigia infraestrutura, políticas públicas e engajamento do setor produtivo para se tornar mais dinâmico e sólido.
Segundo Sabadia, a própria criação da Câmara Setorial foi uma realização importante para o fortalecimento da economia criativa no Ceará. “Se temos uma agência de desenvolvimento, era fundamental termos esta representatividade para influenciar as políticas públicas”, afirma.
Segundo Davi Gomes, presidente do Instituto Iracema, organização sem fins lucrativos e que tem contrato com a Prefeitura de Fortaleza para o desenvolvimento do projeto de requalificação da Praia de Iracema, a ideia é que o Distrito Criativo transcenda a Praia de Iracema e englobe também o bairro Centro, criando uma grande área de fomento à economia criativa.
Comércio com o continente ainda é tímido, mas crescimento demográfico, países em ritmo de desenvolvimento e incentivos oferecidos podem gerar boas oportunidades.