Saneamento: Projeto de Lei garante regulação para quem investir no Ceará

Saneamento: Projeto de Lei garante regulação para quem investir no Ceará

Agência Reguladora do Estado do Ceará (Arce) dará mais segurança aos entes privados, que poderão investir no setor graças ao novo marco legal

Em tramitação da Assembleia Legislativa, o Projeto de Lei 38/20, de autoria do Governo do Estado, pode representar uma importante mudança na legislação para estimular investimentos nos serviços locais de saneamento básico. Isso porque a proposta garante a atuação da Agência Reguladora do Ceará (Arce) perante entes privados, que poderão investir no setor graças à aprovação do novo marco legal, que teve como relator o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE).

Já aprovado nas comissões necessárias, incluindo a Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR), o PL deve ser votado na próxima sessão plenária da Assembleia, que ocorre nesta quinta-feira, 20. Segundo o presidente da Arce, Hélio Winston Leitão, as adaptações para o ambiente local das mudanças relacionadas ao novo marco legal do saneamento básico serão importantes para que os investidores tenham mais segurança ao aportar recursos no Estado.

“Qualquer um, para desembolsar recursos e investir no serviço público, precisa ter a garantia de uma agência reguladora forte, para dar a segurança de que os prazos contratuais serão cumpridos e de que todo o regramento posto será respeitado”, afirma Hélio. Conforme diz, a Lei 14.394, que define a atuação da Arce nos serviços de saneamento, é um pouco “dúbia” no que se refere aos entes privados. Com o PL, a ideia é promover o aprimoramento desta legislação.

“No Ceará, há um ambiente propício para receber investimentos em saneamento básico, pois temos uma agência reguladora importante, com mais de 20 anos de existência e corpo técnico formado inteiramente por concursados, além de uma companhia de água e esgoto (Cagece) preparada em termos jurídicos, que vem trabalhando no aprimoramento de contratos antes mesmo do novo marco. Não tenho dúvidas de que receberemos grandes investimentos”, diz Hélio Winston.

Ainda de acordo com o presidente da Arce, além dos atrativos do Ceará, outro ponto que deve estimular investimentos em saneamento básico é a cobrança da tarifa, o que garante aos investidores um retorno mais rápido. “Quer garantia maior do estar respaldado por uma tarifa? Isso certamente será um estímulo para que exista grandes aportes no Brasil como um todo”, finaliza Hélio.

R$ 97 bilhões no Nordeste
Segundo estimativa da XP Investimentos, o Nordeste deve ser a segunda região do País que mais receberá investimentos em saneamento ao longo dos próximos anos, com a estimativa de R$ 97 bilhões, atrás apenas do Sudeste, que contará com R$ 158 bilhões. O Sul, com R$ 75 bilhões, aparece na terceira colocação.

Para Lauro Chaves Neto, consultor, professor da Universidade Estadual do Ceará (Uece) e conselheiro federal de Economia, a carência de infraestrutura sanitária registrada no Ceará e no Nordeste, de um modo geral, gera a necessidade de que o setor privado atue com investimentos para garantir o desenvolvimento regional.

Segundo ele, a Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) e os grandes centros urbanos do Interior, como o de Sobral e do “Crajubar” (Crato, Juazeiro do Norte e Barbalha), devem atrair investidores por conta da grande população e necessidade de aperfeiçoamento da rede local.

“Para a universalização do saneamento básico acontecer, é preciso um nível de investimento pesado e, para os próximos anos, a perspectiva de aporte público é pequena, pois os esforços para reduzir os impactos da crise estão exigindo muitos recursos do Governo. É preciso atrair investimentos privados”, diz Lauro.

Ao todo, de acordo com o Governo Federal, a estimativa é de aproximadamente R$ 700 bilhões sejam investidos em todo o Brasil até 2033, ano em que os contratos de saneamento devem cumprir metas de cobertura de 99% para o fornecimento de água potável e 90% para coleta e tratamento de esgoto.

Marco legal do saneamento
Aprovado no Senado Federal no último mês de junho, o novo marco legal do saneamento básico no Brasil prevê, entre outras medidas, o fim de novos Contratos de Programa, que só podem ser celebrados entre entidades estatais; a possibilidade de participação de empresas privadas nos contratos entre cidades e empresas de água e esgoto, que vão passar a ser de concessão; e a determinação de que, caso uma empresa de saneamento estatal seja privatizada, não será necessário o consentimento dos municípios titulares.

As mudanças, segundo especialistas, abrem um leque de possibilidades para a captação de investimentos, uma vez que empresas privadas poderão atuar no setor para reparar a carência estrutural de diversos municípios, incluindo capitais como Fortaleza. Para Helder Rebouças, especialista em cenários legislativos, consultor legislativo e ex-diretor-gera do Senado, a aprovação das novas regras tem por finalidade superar gargalos históricos no setor de saneamento básico.

“Devido à baixa capacidade de investimentos do Estado brasileiro, sobretudo diante dos efeitos fiscais da pandemia, a participação privada no setor tende a se ampliar. Nesse contexto, é bom dizer que, diante da esperada queda do PIB no Brasil (entre 6 e 10%), investimentos privados em saneamento podem desempenhar papel anticíclico no médio prazo”, pontua Helder Rebouças.

Conforme os dados mais recentes da Arce, em Fortaleza apenas 77,3% da população é atendida com água tratada, enquanto menos da metade (49,9%) conta com o esgotamento sanitário. Em outras grandes cidades do Interior cearense, como Juazeiro do Norte, a parcela da população com acesso ao esgotamento sanitário não passa de 24%, o que evidencia a carência existente.

Fonte: TrendsCE em 17.08.2020

Turismo no CE reage à reabertura e volta a crescer após quatro meses

Turismo no CE reage à reabertura e volta a crescer após quatro meses

Volume das atividades turísticas no Estado avançou 13,2% na passagem de maio a junho, segundo dados do IBGE. Expectativas de representantes do trade revelam otimismo cauteloso para os próximos meses

A volta ao trabalho após o fim do isolamento no Ceará já resulta em avanços na economia local, a partir do crescimento de 13,2% no volume das atividades turísticas e de 6,4% no de serviços prestados em junho no Estado. O avanço – no caso do turismo, o primeiro após quatro quedas – foi possível a partir da reabertura de estabelecimentos como barracas de praia, restaurantes e salões de beleza, entre outros serviços que, com a devida cautela, sinalizam uma retomada gradual à medida que mais negócios são liberados para reabrir as portas.

Para o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis no Ceará (ABIH-CE), Régis Medeiros, será uma retomada “degrau a degrau”. “A gente espera um mês de agosto melhor que julho e assim por diante. Gradualmente, os voos internacionais e nacionais vão sendo retomados”, aponta.

Ele explica que os resultados de junho ante maio estão associados ao fato de os estabelecimentos estarem fechados em maio.

“Fortaleza possui uma ocupação média de 57% ao ano. (Agora), temos hotéis com 6%, 7%, 8% de ocupação, então sabemos que é uma retomada degrau por degrau”, pondera. Para potencializar o processo, Medeiros explica que o setor hoteleiro espera poder trabalhar ações de divulgação. “Para que possamos buscar um equilíbrio, porque a normalidade nós só teremos com a vacina”.

O presidente da ABIH-CE também pontua que o turismo doméstico deve ser importante no reaquecimento e lembra que as viagens locais ajudam. “Nesse primeiro momento, o turismo regional vem sendo importante, mas para atingirmos o equilíbrio precisaremos dos turistas do Sudeste também. É um somatório”, pondera.

Com os gargalos impostos pela Covid às viagens mais distantes, as pousadas em cidades litorâneas no Estado puderam sentir, em junho, um certo alívio. A presidente da Associação dos Meios de Hospedagem e Turismo do Ceará (AMHT-CE), Vera Lúcia da Silva, explica que houve certo movimento em junho e em julho, sendo no mês passado de forma mais pulverizada por causa do número um pouco maior de pousadas abertas.

“O próprio fortalezense nos fins de semana já está procurando o litoral”, diz. “Estamos colocando as nossas fichas em setembro e outubro”, ressalta Vera, reforçando que a ocupação abaixo de 10% está muito aquém do que é necessário para que os negócios do setor consigam se manter.

É também com um olhar esperançoso que a presidente da Associação dos Empresários da Praia do Futuro (AEPFuturo), Fátima Queiroz, visualiza os próximos meses de 2020. Ela destaca, porém, que o cenário na Praia do Futuro já superou as expectativas das barracas. “Estamos otimistas. Percebo até que a movimentação, que antes era predominante aos domingos, está mais pulverizada entre os dias da semana”.

Ela frisa que a pulverização também ocorre entre as próprias barracas. “Como a capacidade está limitada a 50% do público, às vezes o consumidor acaba procurando uma outra barraca, menor. Isso é positivo para essas barracas menores. Também estamos percebendo que a abertura à noite começou a dar resposta com a nossa quinta-feira”, ressalta.

‘Melhora aquém’

Já o diretor da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes no Ceará (Abrasel-CE), Taiene Righetto, explica que não consegue mais ver uma recuperação do setor em 2020.

“Nós estamos faturando 40% na comparação com o que a gente faturava antes da pandemia. Aumentar esse número só vai ser possível quando ampliarmos o horário de funcionamento e aumentarmos a nossa capacidade”, destaca.

De acordo com ele, o fechamento definitivo dos bares e restaurantes já chega a 40%. “Hoje, temos 40% dos empreendimentos do setor que não vão reabrir. A devastação nos bares e restaurantes foi muito grande e não tem milagre”, pontua. O percentual de estabelecimentos que não conseguirá reabrir corresponde a cerca de 2 mil negócios.

O analista de Políticas Públicas do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece), Alexsandre Cavalcante, reforça que o crescimento no índice de atividades turísticas e no volume de serviços considera uma base de comparação muito baixa, caso do mês de maio.

“É natural que ocorram essas taxas de crescimento dentro do ano, considerando a baixa base de comparação”, avalia. Conforme a pesquisa do IBGE, na comparação com igual período de 2019, o índice de atividades turísticas em junho caiu 69,3%.

Ele também pontua que o setor é o mais importante na economia de todas as regiões do Ceará. Os serviços correspondem a 76% do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado.

“A previsão para os próximos meses é que essas pesquisas sigam apresentando crescimento por causa das bases baixas. Até o fim do ano, vamos conviver com esse crescimento, mas nas comparações com 2019 teremos as quedas pois nunca tivemos algo na nossa história que paralisasse toda a cadeia produtiva”, ressalta o analisa do Ipece.

Fonte: Diário do Nordeste em 13.08.2020

Está preparado para o Ceará Global 2020: O futuro em 360º?

Está preparado para o Ceará Global 2020: O futuro em 360º?

Você não pode perder o CEARÁ GLOBAL 2020 que este ano é online e será realizado nos dias 25, 26 e 27 de agosto. Você pode assistir de qualquer lugar do mundo o maior evento do Ceará sobre comércio exterior, atração de investimento estrangeiro e cooperação internacional.

Preparamos uma agenda imersiva (parte da programação é em 360º), gamificada e co-criada por especialistas cearenses e de outros lugares do Brasil e do mundo para debater o processo de internacionalização da nossa economia.

Passeie pelo mapa de Fortaleza, a maior metrópole de influência regional do norte-nordeste do Brasil e assista as palestras que vão ocorrer virtualmente nos principais hubs de negócio do estado (Fiec, Fecomércio, Sebrae, AECIPP, Porto de Fortaleza e Porto do Pecém). Visite os standes no Centro de Eventos e dê uma passada na praia do Cumbuco em Caucaia, para saber mais sobre os objetivos do desenvolvimento sustentável no Ceará. E tem muito mais…

Cumpra os desafios durante a programação do evento e concorra a uma passagem internacional.

As inscrições são gratuitas mas limitadas e podem ser feitas pelo
Sympla. Garanta já a sua vaga!

*Óculos VR vendidos separadamente.

Confira a programação: https://bit.ly/2DUCqCr

*mais informações referentes ao desafio no link de inscrição: https://bit.ly/30BPFRx

Serviço:
Ceará Global
Data: 25 a 27 de Agosto
Hora: 09:00H
Inscrições: https://bit.ly/30BPFRx

Fonte: Ceará Global em 12.08.2020

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Cearense M.Dias Branco registra receita líquida de 22,2% e bate recorde de R$ 1,8 bilhão

Cearense M.Dias Branco registra receita líquida de 22,2% e bate recorde de R$ 1,8 bilhão

Já o Ebitda atingiu R$ 225,6 milhões no segundo trimestre de 2020, com crescimento de 23,5% e aumento de margem. Empresa divulgou hoje, 7, os resultados financeiros do segundo semestre de 2020

A cearense M.Dias Branco registrou lucro líquido de 51,5% no segundo trimestre de 2020 em comparação ao mesmo período do ano passado. O montante saltou de R$ 100 milhões para R$ 152,4 milhões, conforme números apresentados hoje, 7, pela companhia.

A receita líquida saltou 22,2%, totalizando recorde de R$ 1,8 bilhão. “A continuidade do crescimento acelerado deve-se, sobretudo, à força de nossas 19 marcas, ao aprimoramento constante de nossa operação, à execução disciplinada e focada em resultados e ao conjunto de iniciativas que implantamos ao longo de 2019”, destaca a empresa em seu balanço.

Já o Ebitda atingiu R$ 225,6 milhões no segundo trimestre de 2020, com crescimento de 23,5% e aumento de margem. “O aumento da margem Ebitda deu-se pelo rígido controle das despesas e pela maior diluição dos custos fixos, compensando o aumento dos custos dos insumos cotados em dólar”, pontuou a empresa.

Outra boa notícia foi o aumento das vendas, que aumentou de R$ 450,4 milhões para R$ 536,1 milhões. O crescimento total registrado girou em 19%.

As vendas de massas também cresceram 37,4%, assim como a comercialização de biscoitos (44%). Destaque para o aumento dos volumes de Água e Sal/Cream Cracker e Maria/Maizena, que apresentaram crescimento de dois dígitos. Em relação às regiões, com exceção do Norte, todas apresentaram bons desempenhos com crescimento de volume de dois dígitos, com destaque para o Sudeste e Nordeste”, explica a companhia.

O relatório completo pode ser lido aqui: https://bit.ly/3knOXPs

Fonte: Focus em 07/08/2020

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Pecém: de um sonho a uma política de Estado

Pecém: de um sonho a uma política de Estado

O Complexo Industrial e Portuário do Pecém é um projeto que representa o melhor dos planos públicos estaduais de longo prazo dos últimos 30 anos, iniciado nos governos Fernando Henrique e Tasso e aprimorado nos governos federais e estaduais posteriores.

Apesar de o porto ter-se tornado a parte mais visível do complexo – certamente por ter sido a sua primeira grande obra – ele foi concebido para ser a principal infraestrutura de suporte que integrasse um complexo industrial liderado por duas indústrias de base: a refinaria e a siderúrgica, que precisariam de um terminal marítimo para trazer matéria prima e escoar a sua produção. O atual Secretário de Desenvolvimento Econômico e Trabalho, Maia Júnior, conhece bem esse sonho de todos os cearenses, pois o acompanha atento desde aquela época. Foi a falta inicial dessas duas indústrias que acabou tornando o porto o principal destaque do complexo e alterando, positivamente, o seu protagonismo.

“Se o Porto e a infraestrutura que deram identidade ao polígono do Complexo foram a grande contribuição pública para o Pecém aparecer no mapa, a siderúrgica que veio cerca de 10 anos depois foi a grande contribuição privada.”

Entretanto, mesmo nesse projeto, o apoio público federal e estadual foi determinante por conta do seu funcionamento dentro de uma Zona de Processamento se Exportações – ZPE, que não estava nos planos iniciais do complexo – mas foi fundamental para que a conta de investimento e produção vingassem face a simplificação e desoneração fiscal típicas dessas áreas voltadas para o mercado externo – e foi uma grande conquista nos governos Cid e Lula e posteriormente a sua ampliação nos governos Camilo e Dilma.

O desenvolvimento do mercado de geração de energia também foi relevante para aumentar o número de empresas na região que passou a abrigar um complexo de geração de energia liderados pela EDP e Eneva. As termoelétricas instaladas no Pecém, que também não estavam nos planos iniciais, compõem o elo forte industrial na região e, em conjunto com as fontes de energia renováveis em outras regiões do estado, tornaram o Ceará um importante gerador de energia na região Nordeste.

Por sua vez, o anel viário, que forma o corredor de desenvolvimento desde o Porto do Mucuripe até o Porto do Pecém (com as principais indústrias do estado no percurso, algumas delas instaladas no Distrito Industrial de Maracanaú) encerra a infraestrutura rodoviária vital do complexo e que está avançando, apesar de ainda não ter sido totalmente concluído.

“Dos planos originais, ainda falta assegurar que duas importantes decisões saiam do papel.”

Primeiro a refinaria e, associado a ela, o terminal de combustíveis claros (pelo menos esse, se a refinaria não for mais viável) que permita desenvolver essa indústria hoje sufocada no Mucuripe e vital para abastecer o mercado local, mas também para fazer do Ceará um entreposto regional de combustíveis e competir com Suape e Itaqui.

Também não foi concluída a ferrovia, essa, de longe, a mais importante infraestrutura ausente. O Porto do Pecém tem expandido suas operações e ampliado suas conexões com outros portos no mundo e procurado se posicionar como alternativa de escoamento de produção da hinterlândia. Entretanto, a ferrovia que conectará o Pecém a outros mercados produtores no Nordeste não consegue sair do papel, atrasa o desenvolvimento do Ceará e a consolidação da região metropolitana de Fortaleza, onde está incluído o Complexo do Pecém nos municípios de Caucaia e São Gonçalo do Amarante, como a maior área de influência regional do nordeste apontada pelo IBGE.

Hoje, 18 anos após ter sido inaugurado, passado pelas mãos de vários governos, o Pecém responde por mais de 50% das exportações e importações do Ceará e, ao atrair Rotterdam e ter adotado uma estrutura de governança única para todo o complexo, caminha para se tornar um dos mais competitivos polos econômicos da região Nordeste. É o sonho que uma política de estado fez realidade.

* Advogado, sócio da firma APSV Advogados e vice-presidente nordeste da Federação das Câmaras Brasileira de Câmaras de Comércio Exterior

Fonte: TrendsCE em 05.08.2020

Ceará Global debate negócios internacionais e atração de investimentos estrangeiros

Ceará Global debate negócios internacionais e atração de investimentos estrangeiros

O Ceará tem investido nas últimas décadas para garantir uma posição de destaque no processo de desenvolvimento econômico regional e nacional. Diferenciais como a localização estratégica, educação pública, equilíbrio fiscal, os investimentos em infraestrutura, e as recentes conquistas dos hubs (portuário, aéreo e tecnológico) têm ajudado a desenvolver o estado, através da abertura de novos negócios e da geração de mais empregos.

Atento a esta realidade, o Ceará Global, principal evento voltado para a internacionalização da economia do Ceará, chega à quarta edição entre os dias 25, 26 e 27 de agosto, com o tema O Futuro em 360º. Este ano, o evento ganha edição especial e, pela primeira vez, ocorre de forma online, por meio de plataformas de streaming. Através de transmissões virtuais, os participantes terão acesso a palestras, cases e workshops sobre os principais temas que envolvem o comércio exterior e o investimento estrangeiro no estado.

A presidente da Câmara Setorial de Comércio Exterior da Adece e coordenadora do Núcleo de Práticas em Comércio Exterior (Nupex) da Unifor, Mônica Luz, explica que o Ceará Global surgiu para dar visibilidade aos esforços do estado na elaboração de sua política de internacionalização. “O Ceará conta com uma localização geográfica estratégica e uma excelente infraestrutura portuária e aeroportuária, além de uma rede de fibra ótica que conecta o Brasil ao mundo, e toda essa ambiência traz otimismo e novas perspectivas econômicas”, reforça.

Diferencial
Este ano, o evento será totalmente online, possibilitando uma imersão total através de uma plataforma integrada, levando novidades e experiências para mostrar as conexões que existem entre o Ceará e o mundo. A expectativa dos organizadores é alcançar uma audiência superior a 10 mil participantes durante toda a programação. Segundo Rômulo Soares, um dos idealizadores do movimento Ceará Global em 2016, “a edição deste ano faz referência à necessidade de olharmos em 360º antes de escolher caminhos. Além disso, a idéia de levar o mapa da Região Metropolitana de Fortaleza para o mundo virtual será uma forma de mostrar como a cidade se tornou uma das mais importantes metrópoles de influência regional do Nordeste”.

Serviço:
Ceará Global 2020: o futuro 360º
Dias 25, 26 e 27 de agosto de 2020

Fonte: Jornal O Estado do Ceará em 29/07/20

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Fiec discute reforma tributária e linhas de créditos em fórum online

Fiec discute reforma tributária e linhas de créditos em fórum online

A Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC) realizou ontem (4/8) reunião virtual de diretoria. O presidente Ricardo Cavalcante compartilhou com a diretoria, presidentes de sindicatos, empresários e gestores do Sistema FIEC as últimas reuniões, assuntos abordados e realizações da FIEC, SESI, SENAI e IEL.

Participaram da reunião como convidados o gerente de Políticas Fiscal e Tributária da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Mário Sérgio Telles; e o superintendente do Banco do Brasil no Ceará, Kamillo Tononi.

Mário Sérgio Telles abordou os projetos de Reforma da Previdência em andamento no Congresso Nacional, em especial a PEC 45, com a qual a CNI mais está alinhada. De acordo com Telles, a proposta é substituir 5 tributos por apenas um: o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e cria o Imposto Seletivo para produtos específicos como cigarros e bebidas alcóolicas. De acordo com a proposta, a mudança deve acontecer gradualmente, em dez anos. A CNI defende, segundo Telles, a criação de um Fundo de Desenvolvimento Regional para que os recursos sejam aplicados localmente no fomento direto para desenvolvimento produtivo e infraestrutura. A CNI segue analisando as propostas e sugerindo melhorias.

O superintendente do Banco do Brasil no Ceará, Kamillo Tononi, participou da reunião para se apresentar aos empresários. Ele está no cargo desde julho. “O crédito tem sido a mola de retomada da economia. Pode haver a sensação de que o crédito não está chegando, mas realmente temos tido alta procura por crédito”, disse. O Banco do Brasil teve mais de R$15 bilhões em créditos prorrogados, sendo quase R$200 milhões no Ceará.

Em três dias, em todo o Brasil, por meio do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe), foram concedidos mais de R$5 bilhões em crédito. No Ceará, esse montante chegou a R$150 milhões. Tononi anunciou a prorrogação, por mais dois meses, das operações com o Banco do Brasil.

Pautas da reunião
Também foram pauta da reunião da diretoria a Campanha Compre do Ceará e o Fórum de Transformação Digital do Sistema FIEC, que teve início ontem (4/8), e foi transmitido pelo Youtube e Facebook do Sistema FIEC.

O líder da FIEC sugeriu que os empresários entrem no site da Campanha Compre do Ceará, façam download do material e usem nas indústrias e sindicatos. Sob o slogan “Movimente a Economia. Compre do Ceará, Compre da sua Gente”, a campanha pretende motivar consumidores e toda a sociedade para, no ato da compra, preferir produtos e serviços cearenses. O objetivo é apoiar as empresas locais, promover a abertura de novos negócios, manter e gerar empregos, fortalecendo a economia, por meio do consumo consciente, valorizando o que é produzido, vendido e transportado dentro do Ceará.

Fonte: Sistema FIEC em 04/08/20

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Novo berço de atracação começa a operar no Porto do Pecém

Novo berço de atracação começa a operar no Porto do Pecém

Na ocasião também foi realizada a primeira operação simultânea de dois berços; o feito representa elevação de 300m na capacidade operacional do terminal.

O berço 10, nova plataforma de atracação do Porto do Pecém, tem capacidade para receber navios de até 330 metros de comprimento, com calado de até 15,30 metros. O local está operando desde a tarde do último sábado, quando o navio Log-In Polaris desatracou, se tornando a primeira embarcação a utilizar as instalações do berço 10 – localizado no Terminal de Múltiplas Utilidades (TMUT).

A ocasião também marcou a primeira operação simultânea de dois berços do porto. Os berços 10 e 9, onde já estava atracado o navio Hayling Island.

“O resultado gerado pela atracação simultânea nos berços 9 e 10 enche nosso time de orgulho, uma grande emoção ver mais essa etapa do Porto do Pecém. Elevamos nossa capacidade operacional e agora podemos receber até 10 navios simultaneamente”, afirma o diretor executivo de operações do Complexo do Pecém, Waldir Sampaio
.
A operação simultânea nos dois berços foi realizada novamente no domingo, com a chegada do navio Maersk Karachi no berço 10. Em ambas as operações de movimentação de contêineres foram utilizados super guindastes operados pela APM Terminals.

Há apenas dois guindastes do tipo STS (Ship to Shore) em operação no Estado do Ceará. Cada um desses dois gigantes possui 87 metros de altura em relação ao solo, além de conseguirem içar até 100 toneladas no modo gancho e 65 toneladas no modo contêiner.

Esses guindastes são compatíveis para operar os maiores navios de contêineres em operação no mundo e estão hoje entre os maiores equipamentos desse tipo na América Latina.

“O novo berço 10 traz uma capacidade adicional de 300m, colocando Pecém dentro de um seleto grupo de Portos na América Latina que podem acomodar os navios New Panamax, com os 600m dos berços 9 e 10 combinados com calados até 15,3m. O novo berço também otimiza o nosso sistema de janelas de atracação, reduzindo o tempo de espera no fundeadouro”, pontua o diretor superintendente da APM Terminals Pecém, Daniel Rose.

O início das operações no berço 10 do Porto do Pecém veio logo após a ANTAQ publicar, na semana passada, o Termo de Liberação de Operação (TLO) que autoriza a operação na área ampliada do Terminal Portuário do Pecém.

Investimentos

A conclusão dessas obras finaliza a segunda fase de expansão do Porto do Pecém, que contemplou uma série de investimentos para elevar a capacidade operacional do terminal portuário.

Dentre eles estão principalmente: a ampliação e pavimentação do quebra-mar; a construção de três novos berços de atracação – 8, 9 e 10 – de navios; e a aquisição da Correia Transportadora de Minérios e do Descarregador de Minérios.

R$ 1,3 bi
Os investimentos atingiram R$ 1,3 bilhão e incluíram ainda outras obras e equipamentos, como os carregadores de placa e a construção do prédio do Corpo de Bombeiros.

Como parte da modernização do Terminal Portuário do Pecém também foram realizadas obras de ampliação do prédio administrativo; recuperação e modernização das torres de iluminação; construção da subestação de energia e pavimentação da área destinada às operações do scanner de cargas

Fonte: Diário do Nordeste em 03/08/20

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Novo berço de atracação começa a operar no Porto do Pecém

Novo berço de atracação começa a operar no Porto do Pecém

Na ocasião também foi realizada a primeira operação simultânea de dois berços; o feito representa elevação de 300m na capacidade operacional do terminal.

O berço 10, nova plataforma de atracação do Porto do Pecém, tem capacidade para receber navios de até 330 metros de comprimento, com calado de até 15,30 metros. O local está operando desde a tarde do último sábado, quando o navio Log-In Polaris desatracou, se tornando a primeira embarcação a utilizar as instalações do berço 10 – localizado no Terminal de Múltiplas Utilidades (TMUT).

A ocasião também marcou a primeira operação simultânea de dois berços do porto. Os berços 10 e 9, onde já estava atracado o navio Hayling Island.

“O resultado gerado pela atracação simultânea nos berços 9 e 10 enche nosso time de orgulho, uma grande emoção ver mais essa etapa do Porto do Pecém. Elevamos nossa capacidade operacional e agora podemos receber até 10 navios simultaneamente”, afirma o diretor executivo de operações do Complexo do Pecém, Waldir Sampaio.

A operação simultânea nos dois berços foi realizada novamente no domingo, com a chegada do navio Maersk Karachi no berço 10. Em ambas as operações de movimentação de contêineres foram utilizados super guindastes operados pela APM Terminals.

Há apenas dois guindastes do tipo STS (Ship to Shore) em operação no Estado do Ceará. Cada um desses dois gigantes possui 87 metros de altura em relação ao solo, além de conseguirem içar até 100 toneladas no modo gancho e 65 toneladas no modo contêiner.

Esses guindastes são compatíveis para operar os maiores navios de contêineres em operação no mundo e estão hoje entre os maiores equipamentos desse tipo na América Latina.

“O novo berço 10 traz uma capacidade adicional de 300m, colocando Pecém dentro de um seleto grupo de Portos na América Latina que podem acomodar os navios New Panamax, com os 600m dos berços 9 e 10 combinados com calados até 15,3m. O novo berço também otimiza o nosso sistema de janelas de atracação, reduzindo o tempo de espera no fundeadouro”, pontua o diretor superintendente da APM Terminals Pecém, Daniel Rose.
O início das operações no berço 10 do Porto do Pecém veio logo após a ANTAQ publicar, na semana passada, o Termo de Liberação de Operação (TLO) que autoriza a operação na área ampliada do Terminal Portuário do Pecém.

Investimentos

A conclusão dessas obras finaliza a segunda fase de expansão do Porto do Pecém, que contemplou uma série de investimentos para elevar a capacidade operacional do terminal portuário.

Dentre eles estão principalmente: a ampliação e pavimentação do quebra-mar; a construção de três novos berços de atracação – 8, 9 e 10 – de navios; e a aquisição da Correia Transportadora de Minérios e do Descarregador de Minérios.

Os investimentos atingiram R$ 1,3 bilhão e incluíram ainda outras obras e equipamentos, como os carregadores de placa e a construção do prédio do Corpo de Bombeiros.

Como parte da modernização do Terminal Portuário do Pecém também foram realizadas obras de ampliação do prédio administrativo; recuperação e modernização das torres de iluminação; construção da subestação de energia e pavimentação da área destinada às operações do scanner de cargas

Fonte: Diário do Nordeste em 03.08.20

Com um dos maiores índices de irradiação do País, Ceará lidera ranking de geração de energia solar

Com um dos maiores índices de irradiação do País, Ceará lidera ranking de geração de energia solar

Conforme Aneel e Absolar, o Estado figura em 1° lugar em geração distribuída e tem destaque em geração centralizada; 58 novas usinas devem operar nos próximos anos

As capacidades econômica e de investimentos do Ceará, quando se tratam de energias renováveis, não têm como motor somente uma costa de 573 quilômetros e ventos fortes. Aqui, como dizem os cearenses, há um sol para cada um. Ou, de uma forma mais técnica, o Estado possui um dos maiores índices de irradiação do Brasil. O uso de energia solar cresce de forma gradativa e, como combustível, vem impulsionando o desenvolvimento em todo o território.

O Ceará figura em 1° lugar do Nordeste quando o assunto é geração distribuída de energia solar fotovoltaica (97.5 MW) — aquela feita em pontos diversos, por meio de sistemas geradores que ficam próximos ou até na própria unidade consumidora, como casas e indústrias, e que são ligados por rede elétrica pública. O dado é de balanço mais recente da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar).

Opinião: Temos Vento, Sol, Ondas e Resíduos Sólidos

Segundo a Agência de Desenvolvimento do Ceará (Adece), com base em dados da Aneel, 9.224 unidades geradoras, com potência de geração de 116 MW, espalham-se por 178 dos 184 municípios cearenses.

O ranking de cidades brasileiras deste tipo de geração de energia também é positivo para o Estado: Fortaleza está entre os três maiores municípios com potencial de instalação (29.1 MW). Somente Rio de Janeiro (35.6 MW) e a cidade mineira de Uberlândia (29.6 MW) ficam acima.

O estado cearense, de acordo com o levantamento, também ocupa o 2° lugar no País em geração de energia centralizada (910,1 MW), ficando atrás apenas do Piauí (1.147,4 MW). Esta categoria de geração diz respeito às grandes usinas que produzem energia e a enviam aos consumidores por meio de linhas e redes de transmissão, chegando até eles via distribuidores locais.

Conforme Jurandir Picanço, presidente da Câmara Setorial de Energias Renováveis da Adece, o Estado está “muito bem nos dois segmentos de geração”.

“No caso da geração distribuída, em que depende do poder aquisitivo dos consumidores, apesar de o Ceará ser uma economia que fica abaixo da Bahia, de Pernambuco, nós somos líderes. Isso mostra que estamos adiante”, disse Picanço.

Segundo ele, a geração de energia solar nas duas categorias vai continuar em crescimento ao longo do tempo. “Porque houve uma redução do custo da produção dessa energia”, justificou ele, que também é consultor em energia da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec). “Além de ser uma questão de meio ambiente, é uma questão econômica, porque é uma das fontes de energias mais baratas que existem (ao lado da eólica)”, continuou.

De acordo com o presidente da Adece, Eduardo Neves, investimentos têm sido feitos para impulsionar os negócios do segmento e bancos comerciais têm oferecido empréstimos vantajosos ao empreendedor e às empresas especializadas nas vendas, instalação e manutenção de equipamentos de energia solar.

Neves ressalta, ainda, os benefícios do Fundo de Desenvolvimento Industrial (FDI) para importações de placas solares, conversores, condutores etc, e do Programa de Incentivos da Cadeia Produtiva Geradora de Energias Renováveis (PIER). “O Governo do Ceará quer aproveitar principalmente as oportunidades de geração em áreas com potenciais no Interior. São áreas degradadas e em processo de desertificação”, afirmou, comemorando a construção do Atlas Eólico e Solar, lançado no fim de 2019 pelo governo estadual. “Já era de conhecimento nosso o imenso potencial para a geração de energia fotovoltaica. No entanto, foi com a publicação do Atlas que conseguimos comprovar as vantagens de se investir em território cearense”.

Leandro Marins de Abreu, diretor de e-Industries da Enel X no Brasil, braço da multinacional Enel, destaca que o Ceará possui boa oferta de terra, fazendo com que “o payback [o retorno] de projetos sejam encurtados quando comparados com outras regiões do País”. Abreu ressalta que a companhia desenvolve ações de geração distribuída adaptadas para atender às necessidades dos “players” [atuantes relevantes no mercado] de vários segmentos. “Essas instalações dão suporte aos clientes em suas necessidades de eficiência energética e geração limpa de energia”, afirmou.

Os projetos desenvolvidos pela empresa se estruturam para vendas ao mercado de pessoas jurídicas, seja na forma de investimento por parte desses consumidores ou na forma de autoinvestimento, com a venda de prestação de serviços e locação de equipamentos para a geração de energia solar. “Estruturamos os projetos na forma de Full EPC [Engenharia, Compra e Construção], buscando todo o desenvolvimento das terras, licenças, execução do projeto executivo, até a instalação e comissionamento final e, posteriormente, ainda fazemos o O&M [Operação e Manutenção da planta solar]”, disse Abreu, reforçando a existência, também, de projetos para residências no portfólio da companhia.

Usinas solares

Ao todo, oito usinas solares estão em operação no Ceará desde 2011, quando foi instalado empreendimento em Tauá, no sertão dos Inhamuns. De lá para cá, sete outras usinas começaram a operar nos municípios de Aquiraz, na Região Metropolitana de Fortaleza, e em Quixeré, na região do Jaguaribe.

Outras 58 usinas estão previstas, de acordo com a Aneel, com construção ainda não iniciada. Entre elas estão projetos do grupo canadense Brookfield Energia Renovável. O negócio envolve parques pré-operacionais em Limoeiro do Norte, na região jaguaribana, que pertenciam ao grupo de engenharia e construção Steelcons. Os ativos envolvidos fazem parte do complexo Alex, que também tem unidades em Tabuleiro do Norte. Por contrato, as usinas precisam começar a produzir energia em janeiro de 2022. É o primeiro investimento da companhia nessa fonte de geração no Brasil, segundo nota enviada à agência Reuters em janeiro deste ano.

Além da Brookfield, a Sunco Energy Brasil, outra grande companhia do setor, possui empreendimentos em andamento em Mauriti e Milagres, ambas no sul cearense. Serão oito novas usinas que devem iniciar operações nos próximos anos, gerando mais empregos na região.

Legislação ambiental

Em setembro de 2018, o Conselho Estadual do Meio Ambiente (Coema) estabeleceu, por meio de decreto, normas, critérios e padrões visando à “utilização, preservação e conservação dos recursos naturais” em procedimentos de licenciamento ambiental relacionados a empreendimentos de geração de energia elétrica por fonte solar. O regulamento se baseou em resoluções de anos anteriores e considerou a necessidade “de revisão e simplificação dos procedimentos, critérios e parâmetros aplicados aos processos de licenciamento e autorização ambiental”.

As resoluções, de acordo com o titular da Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace), Carlos Alberto Mendes, estabeleceram procedimentos que deixaram mais claros os processos de licenciamento e ampliaram a segurança jurídica de empreendimentos. “Foram muitos e importantes, para a atração de investimentos no segmento das energias renováveis, os avanços da legislação. Hoje, nós temos uma legislação onde é definido o prazo de emissão das licenças, que pode ser de 45 dias, ou até de 60 dias”, explicou.

Mendes também destaca a exigência de estudo de impacto ambiental e respectivo relatório de impacto ambiental (Eia/Rima) apenas para empreendimentos de porte excepcional, aqueles “que têm capacidade de geração de energia, no caso da energia eólica, maior que 150 megawatts, e, no caso de energia solar, acima de 450 hectares de área da planta da usina”, explicou. Abaixo destas características, um relatório ambiental mais simples deve ser feito e analisado, dispensando a compensação ambiental e a realização de audiência pública antes de submeter o projeto ao Coema. Assim, “o processo corre mais rapidamente”.

Fonte: TrendsCE em 31.07.2020