Oportunidades de investimentos com as concessões no Ceará
Oportunidades de investimentos com as concessões no Ceará
Em meados da década de 1990 o governo federal foi alçado a convecção e privatização de infraestruturas e empresas públicas. Aquela época instaurou-se em novembro de 1993 pela então Comissão Diretora do Programa Nacional de Desestatização e ratificado posteriormente pelo Conselho Nacional de Desestatização.
No que tange a energia, telecomunicações, rodovias e ferrovias, tiveram sequência de leilões de contratos de duração média de 30 anos, havendo a rodada final dos leilões do plano no ano de 1998. Os estados seguiram a linha federal na primeira década no novo século, com o governo federal concedendo mais atividades, destaque para os aeroportos e geração de energias renováveis nos últimos anos (particular interesse para o Ceará para energia solar e eólica).
Foi um longo período de aprendizado e agora inicia-se a rodada de renovação e renegociação dos contratos da década de 1990: Energia, transportes e telecomunicações. Alguns já foram efetivados. Estes contratos revistos estabelecem condições de reestruturação dos mercados, notoriamente os regionais, podendo ser oportunidades de entrada de players externos na composição do novo contrato ou na inserção na abertura do mercado a competição após 30 anos de observação do Estado quanto ao amadurecimento do mercado. Isso é notório com o mercado de 5G e TV a Cabo e de energias renováveis.
O Ceará, no caso de telecomunicações, possui tecnologias em desenvolvimento regional e potencial de servir de modelo para escalonar experiências de cabeamento em outros Estados. Além disso, é uma entrada de grandes conexões no Brasil em decorrência de investimentos do Hub de Cabos de Angola, portanto possuindo uma alocação inicial favorável a crescimento acelerado em curto prazo, o que gera retorno mais rápido a investidores.
O mercado de energia cearense é expoente em geração de energias renováveis, com a possibilidade de uso de energia solar, mas com a ressalva que as linhas de transmissão e distribuição agora podem estar no páreo para disputa.
Isto faz o investimento mais atrativo ao investidor que poderá garantir a verticalização do seu negócio e potencializar ganhos da geração com distribuição e transmissão, ou então para a possibilidade de parceria na consecução de projetos de geração que exigem conexões hoje não disponíveis, mas negociáveis para implementação nas negociações em ocorrência pela ANEEL.
Por fim, salta aos olhos de qualquer investidor a oportunidade ferroviária com a Ferrovia Transnordestina. Esta tem trechos concluídos para conexão entre dois grandes portos (Pecém e Suape) e o potencial de integração com a Ferrovia Norte-Sul e Carajás, constituindo uma possibilidade de transporte misto de minério e agronegócio da região entre Maranhão-Piauí e Bahia.
A Transnordestina foi a última conclusão do ciclo de concessões da década de 1990 (em 1998). Tem uma obra parada em bitola larga que finalizada faria a composição de integração Centro-Oeste com o Norte-Nordeste para grandes transportes de carga. Eis uma grande oportunidade. As renegociações de contrato estão ocorrendo com cinco anos de antecedência, então, até 2023 espera-se uma disputa acirrada por esta possibilidade real de investimento com retornos de no mínimo 30 anos.
Investidores que tenham a perspectiva em um Estado olhem bem para o Ceará: Energia, Telecomunicações e Transportes são mercados tradicionais brasileiro e com crescimento garantido e estável. Além disso, o novo marco do saneamento e as Parcerias Público-Privadas estaduais indicam que a dinâmica do mercado é muito salutar a investidores interessados em crescimento acelerado.
* Pesquisador em Economia dos Transportes e professor da Universidade Federal do Ceará (UFC)
Fonte: Trends CE em 21.07.20





O governo brasileiro decidiu incluir diversos equipamentos de energia solar em uma lista de bens de capital cujos impostos de importação estão zerados até o final de 2021, de acordo com publicações no Diário Oficial da União desta segunda-feira.
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O Presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, saudou o “histórico resultado” da reunião do Conselho Europeu, considerando que é excelente para Portugal e que a União Europeia deu “prova da sua força”.
Ceará conta com uma das maiores comunidades do Nordeste e o apoio de entidades como o Sebrae, o que pode ajudar na captação de investimentos
Membro do Rapadura Valley, Mário Alves, que também é sócio e consultor da Indigital.lab, diz que, atualmente, a comunidade conta com mais de 70 startups cadastradas e mais de 200 empreendedores. Segundo ele, o Ceará certamente possui muito mais gente atuando no ecossistema da inovação, mas que ainda não foi identificada. “É difícil mapear com efetividade, pois a atividade é muito dinâmica, mas temos nos organizado ao longo dos últimos anos e buscado o contato com todas as pessoas ativas. Acredito que temos mais de mil”, opina.
Além de educação, outras áreas que se destacam entre as startups cearenses são: saúde e bem estar, com 10,6% de participação; varejo e atacado, também com 10,6%; e os segmentos de comunicação e marketing, big data (análise de dados) e direito, ambos com 6% de participação. “São formas de pensar diferente, que podem oferecer grandes ganhos às empresas. Ter esse conhecimento de processos e de ferramentas é essencial”, destaca Mário Alves.
Ainda de acordo com a analista do Sebrae-CE, o que pode contar a favor das startups no atual cenário de retomada da economia é a agilidade, uma das características mais marcantes dessas iniciativas. “As startups mudam, agem e aprendem rápido. Elas ‘erram barato’, o que é fundamental num cenário onde é preciso gastar pouco e criar ações com rapidez”, opina Marilia. Para ela, esse modelo de atuação tem muito a oferecer à sociedade e a potenciais investidores. “Creio que elas podem se destacar muito neste momento de reajuste”, completa.
Após quatro dias e quatro noites de negociações, líderes dos 27 países da União Europeia chegaram na madrugada desta terça (21) a um consenso sobre o orçamento comum dos próximos sete anos (MFF) e o programa de reconstrução da economia pós-coronavírus.
Diante da crise econômica desencadeada pela pandemia da Covid-19, é natural que, por algum tempo, os grandes investimentos públicos fiquem restritos por questões orçamentárias. Neste cenário, as Parcerias Público-Privadas (PPPs) despontam como alternativa para garantir a continuidade do desenvolvimento regional, sem que haja desequilíbrio financeiro. No Ceará, este tipo de parceria tem ganhado espaço e tende a ser ainda mais estimulado pelo Governo, que trabalha em projetos viáveis e atrativos, sem abrir mão do interesse coletivo.


Expectativa do presidente da Fiec é que projeto perdure no mercado local
O evento deste ano acontece em formato especial, pela internet. Nos dias 25, 26 e 27 de agosto os participantes terão diferentes canais temáticos para acompanhar a programação que se desenvolverá sobre um mapa virtual da Região Metropolitana de Fortaleza e dos prédios e locais mais importantes para os negócios internacionais do Ceará
Os números das transações internacionais do Ceará no primeiro semestre de 2020 disponibilizados pelo Ministério da Economia trazem detalhes importantes, para além da esperada redução das transações internacionais durante o período da COVID-19.
Mas há algumas mudanças que precisam ser salientadas. Por exemplo, as fatias detidas pelos principais parceiros comerciais do Ceará mudaram um pouco este ano em comparação aos anos anteriores. Os EUA continuam sendo responsáveis por cerca de 1/3 das trocas internacionais cearenses. Mas a China, que representava 10% no ano passado, saltou para 16%, aumentando a sua participação na fatia do bolo, permanecendo o segundo principal parceiro comercial do estado.
Definitivamente, os produtos semiacabados de ferro ou aço são a principal fonte de divisas externas. Em menos de 4 anos a Companhia Siderúrgica do Pecém tornou o Ceará o segundo maior exportador brasileiro desse item da pauta de exportação, deixando no estado atrás apenas do Rio de Janeiro.