Seu mapa de stakeholders pode está mentindo para você, por Josbertini Clementino

Seu mapa de stakeholders pode está mentindo para você, por Josbertini Clementino

Uma das primeiras ferramentas que aprendemos em Relações Institucionais e Governamentais (RIG) é o mapa de stakeholders.

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Ele chega até nós como um arcabouço metodológico que identificamos os atores, classificamos por poder e interesse, desenhamos matrizes, atribuímos prioridades e, ao final, temos a agradável sensação de que compreendemos o ambiente decisório. Aplanamos o caos em uma grade colorida e penduramos nossa estratégia nela.

Mas há um problema incômodo que trago neste artigo, pois em muitos casos, esse mapa pode está mentindo para você.
E não porque a metodologia em si seja errada. Claro que matrizes de poder e interesse, análises de influência e modelos de saliência têm seu valor didático. O problema é que eles frequentemente retratam apenas a estrutura formal de poder, enquanto as decisões reais são forjadas em uma teia muito mais fluida, opaca e humana, composta por relações de confiança, acesso à informação, reputação, conhecimento tácito e legitimidade social.

Quem assina uma decisão nem sempre é quem a constrói. Quem ocupa o cargo mais elevado nem sempre exerce a maior influência.
E quem sequer aparece no organograma, seja um assessor técnico, um consultor externo, um líder setorial ou um ex-servidor que mantém canais informais ativos, pode ser o vetor decisivo para o desfecho de uma pauta.

O “subsolo da decisão”
É comum encontrar mapas que destacam ministros, parlamentares, presidentes de agências reguladoras, secretários ou CEOs. Todos são, sem dúvida, stakeholders relevantes. O erro começa quando acreditamos que a influência termina neles.

Na prática, as decisões são configuradas nos bastidores:

Assessores diretos que redigem as minutas;
Consultores setoriais que fornecem os dados técnicos cruciais;
Entidades empresariais que sinalizam riscos econômicos;
Organizações da sociedade civil que pautam a opinião pública;
Investidores e clientes estratégicos que pressionam por resultados.

É nesse espaço invisível, que aqui titulo de “subsolo da decisão”, que grande parte da influência realmente acontece. Ignorá-lo não é apenas um erro de mapeamento, mas uma miopia estratégica que custa caro em momentos de votação, regulamentação ou gestão de crise.

A ilusão da fotografia estática
Outro equívoco recorrente é imaginar o mapa de stakeholders como um documento estático, uma fotografia para ser arquivada e consultada esporadicamente. Ledo engano….

Uma eleição, uma mudança regulatória, uma crise reputacional, uma fusão empresarial ou uma simples alteração na equipe de gabinete pode redesenhar completamente o ecossistema de influência em poucos dias. O ator principal de hoje pode se tornar irrelevante amanhã. Da mesma forma, aquele ator periférico, ignorado por todos, pode assumir o protagonismo em poucas semanas, seja por um acaso político, seja por sua habilidade pessoal de conectar redes que antes não se falavam.

O que realmente importa não é apenas quem possui autoridade formal, mas quem influencia percepções, reduz incertezas, produz conhecimento técnico, mobiliza coalizões e constrói pontes de confiança. O profissional de RIG precisa mapear não apenas o poder institucional, mas também o capital relacional, o capital cognitivo e o capital simbólico existentes ao redor desse poder.

A nova geração de inteligência contextual
Estamos entrando em um novo momento do mapeamento de stakeholders, que exige menos rigidez cartesiana e mais inteligência contextual. Não basta perguntar “quem decide?”. É preciso investigar, com humildade e curiosidade algumas questões:

Quem influencia quem decide?
Quem é ouvido antes da decisão, mesmo sem ter voto ou assinatura?
Quem produz as informações e análises que sustentam o argumento do decisor?
Quem possui legitimidade para alterar a percepção dos demais atores, mesmo sem cargo formal?
Quem conecta redes que aparentemente não se relacionam, atuando como o “nó estrutural” do sistema?
Em quem os decisores confiam pessoalmente quando precisam de um conselho não oficial?

Essas respostas raramente aparecem em um organograma ou em uma planilha de Excel. Surgem da observação contínua, da inteligência institucional bem calibrada, da análise de redes sociais, da escuta ativa e, sobretudo, da capacidade de compreender que a influência é um fenômeno social sofisticado e profundamente humano.

O verdadeiro diferencial em RIG
O melhor mapa de stakeholders não é aquele que identifica mais nomes ou preenche mais quadrantes. É aquele que revela como o poder realmente circula nos momentos críticos: quem ganha acesso, quem perde espaço, quem media conflitos, quem silencia e quem fala mais alto na intimidade institucional.

O mercado, a política e a sociedade mudam rápido demais para que nosso conhecimento seja definitivo. O que nos salva não é o mapa em si, mas a disposição de redesenhá-lo toda semana, de duvidar dele e de perguntar, incansavelmente: o que eu ainda não estou vendo?

Você está mapeando quem realmente influencia ou apenas quem assina o papel?

Por Josbertini Clementino
Especialista em Relações Institucionais e Governamentais
Sócio CBPCE

Carlos Augusto, diretor da CC3 Brazil, sócio da CBPCE recebe homenagem da FUCE

Carlos Augusto, diretor da CC3 Brazil, sócio da CBPCE recebe homenagem da FUCE

Carlos foi reconhecido por sua trajetória no esporte universitário e no voleibol cearense

Foto: divulgação

O empresário Carlos Augusto, sócio da Câmara Brasil Portugal no Ceará (CBPCE) e diretor da CC3 Brazil, recebeu uma homenagem da Federação Universitária Cearense (FUCE) em reconhecimento à sua trajetória no esporte universitário e à contribuição para o voleibol cearense.

A homenagem celebra profissionais e atletas que ajudaram a levar o nome do Ceará para além das fronteiras do Estado, fortalecendo a presença cearense em competições e iniciativas esportivas de alcance nacional e internacional.

Ao comentar o reconhecimento, Carlos Augusto destacou a emoção de ver sua história no esporte universitário ser lembrada em seu próprio estado.

“Ver nossa trajetória no esporte universitário ser reconhecida pelo meu estado é uma emoção serena e agradável”, afirmou.

Em sua trajetória, Carlos Augusto atuou como auxiliar técnico da Seleção Brasileira de Voleibol em Palma de Maiorca, experiência que marcou sua carreira e reforçou sua ligação com o esporte de alto rendimento.

Segundo ele, recordar esse período é também lembrar dos treinos intensos, dos desafios enfrentados dentro e fora das quadras e do compromisso de representar o Ceará e o Brasil em um evento internacional de grande relevância.

“Vestir a camisa do Brasil e levar a força do Ceará para o mundo foi uma das grandes experiências da minha vida”, declarou.

Carlos Augusto também agradeceu à FUCE pelo reconhecimento e ressaltou que a conquista representa todos aqueles que contribuíram para o desenvolvimento do esporte universitário e do voleibol cearense ao longo dos anos.

A homenagem reforça a importância de valorizar trajetórias que unem dedicação esportiva, representação institucional e contribuição para a projeção do Ceará em diferentes cenários.

Fonte: CC3 Brazil

“Esta newsletter realiza curadoria de conteúdos publicados por terceiros. Os resumos apresentados são elaborados pela equipe e direcionam o leitor às fontes originais, responsáveis pelo conteúdo integral e pelas imagens eventualmente associadas às matérias.”

Elisabeth Ramos, sócia CBPCE, apresenta iniciativa cultural que levará jovens violoncelistas cearenses à França

Elisabeth Ramos, sócia CBPCE, apresenta iniciativa cultural que levará jovens violoncelistas cearenses à França

A advogada internacional Elisabeth Ramos participou de uma reunião no Consulado Honorário da França, em Fortaleza, fazendo a apresentação do Instituto de Música Jacques Klein.

Foto: divulgação

A comitiva foi gentilmente recebida pela cônsul honorária Fernanda Jansen, que manifestou apoio institucional à iniciativa.

O encontro teve como destaque a trajetória das jovens violoncelistas Sara e Rute, bolsistas que representarão o Ceará no prestigiado Festival Violoncelles en Folie, realizado em Briançon, França.

A iniciativa também evidencia a atuação internacional dos membros da Câmara de Comércio Brasil–Portugal no Ceará, que seguem promovendo conexões estratégicas e apoiando projetos de elevado impacto social e cultural no âmbito do terceiro setor.

Por Elizabeth Ramos

Cientista afirma que planejamento espacial marinho é chave para países lusófonos

Cientista afirma que planejamento espacial marinho é chave para países lusófonos

O desconhecimento sobre o fundo do mar é um dos entraves para criar mecanismos de exploração sustentável. Esta é a opinião do pesquisador marinho Ronaldo Christofoletti, da Universidade federal de São Paulo, Unifesp.

Imagem gerada por IA

Ele coordenou um dos capítulos da Terceira Avaliação Global dos Oceanos, WOA-3, divulgada pelas Nações Unidas no 8 de junho, Dia Mundial dos Oceanos. O esforço de pesquisa por trás do relatório envolveu 580 pesquisadores do mundo inteiro.

Nesta entrevista à ONU News, Christofoletti conta que a humanidade só conhece aproximadamente 25% do fundo do mar. Para ele, é preciso mais investimento em pesquisas no oceano profundo, destacando que elas podem contribuir em muitas áreas.

“O relatório traz um outro dado positivo importante, que é a quantidade de produtos biotecnológicos ou de novos remédios que podem vir do oceano e o que está sendo descoberto de novos fármacos que podem ser cura para muitas das doenças que nós temos e não sabemos a cura ainda. Mas nós podemos explorar isso de forma sustentável. Quando a gente vai mais profundo no oceano, todo mundo tem ouvido falar muito da questão dos minerais raros ali, aqueles minerais que são necessários para muitas das questões tecnológicas. O fundo do oceano pode ser uma fonte desses minerais, mas nós temos que conhecer e explorar de forma sustentável desde o início, para que a gente não faça o que a gente já errou em outros ecossistemas, principalmente terrestres, das florestas, que é retirar tudo e depois sofrer um impacto maior”.

Oportunidade para nações de língua portuguesa
O cientista Ronaldo Christofoletti ressalta que os países de língua portuguesa têm muito a se beneficiar de investimentos em planejamento espacial marinho, devido a suas imensas áreas costeiras e marítimas. Todas as nações lusófonas têm saída para o mar.

“Vamos pegar nossos irmãos, todos os países que falam Língua portuguesa. Cabo Verde aqui do outro lado, ali na África, é uma ilha onde a maior parte é mar, a parte que a gente chama da Zona Econômica Exclusiva, que é aquilo que o país pode explorar e que é responsabilidade do país. Portugal tem, proporcionalmente, a maior área de Zona Econômica Exclusiva dentro da Europa. A gente tem Angola, Moçambique, a gente tem muitos das nossas regiões e o Brasil, com a nossa imensa costa, a gente tem que conhecer, planejar. É o planejamento espacial marinho, que está agora andando em muitas regiões, inclusive no Brasil. O relatório destaca essa importância de planejar o uso desse fundo do mar”.

Para Christofoletti, a ciência deve ser considerada uma grande aliada na criação de modelos sustentáveis de exploração, que possam beneficiar a todos.

Falando a bordo de uma embarcação no meio do Atlântico, onde participa de pesquisas em ambientes com mais 4 mil metros de profundidade, ele disse que essas áreas abrigam uma biodiversidade que ninguém conhece, mas ainda assim não atraem tanto interesse da sociedade.

“A gente conhece mais da superfície da Lua do que a gente conhece do fundo do mar. Nesse momento a gente vive um exemplo disso. Olha que passo importante nós tivemos há um mês, quando nós tivemos uma tripulação que foi até a lua e descobriu um lado novo da lua. E como aquilo foi importante para a humanidade, nós temos que continuar investindo nisso. Gente, olha que curioso a comoção e atenção que a sociedade deu para descobrir o lado novo da Lua não é a mesma que ocorre para descobrir o fundo do mar”.

A Terceira Avaliação Global dos Oceanos revelou tendências preocupantes sobre a saúde dos mares, como aumento de 50% na taxa de elevação do nível das águas salgadas, aquecimento elevado, níveis recordes de derretimento do gelo e piora da poluição.

Fonte: Mundo Lusíada em 29.06.2026

Anya Ribeiro destaca os 40 anos do Grupo Vila Galé

Anya Ribeiro destaca os 40 anos do Grupo Vila Galé

Vice-presidente de Turismo e Serviços da CBPCE participou da celebração em Sintra, Portugal, e relembrou sua ligação com a chegada da marca ao Brasil

Foto: divulgação

Anya Ribeiro, sócia e vice-presidente de Turismo e Serviços da Câmara Brasil-Portugal no Ceará (CBPCE), esteve entre os convidados da celebração pelos 40 anos do Grupo Vila Galé, realizada no último dia 27 de junho, no Vila Galé Sintra, em Portugal. O evento reuniu mais de 500 convidados e marcou a trajetória de expansão internacional do grupo hoteleiro, atualmente presente em Portugal, Brasil, Cuba e Espanha.

A comemoração celebrou as quatro décadas de atuação da rede portuguesa, fundada em 1986, no Algarve. Hoje, o Grupo Vila Galé conta com 52 hotéis, resultado de uma estratégia de crescimento sustentado baseada, segundo informações divulgadas pela empresa, no reinvestimento prudente.

A escolha de Sintra para sediar a festa teve valor simbólico para a rede. A cidade abriga o hotel Vila Galé Collection Sintra, considerado uma das unidades mais emblemáticas da marca e representativo da aposta do grupo nos segmentos de bem-estar, saúde e turismo de qualidade.

Durante a celebração, Anya Ribeiro destacou a importância do momento e relembrou sua relação com a expansão da marca em território brasileiro. “Bela e prestigiada festa de celebração dos quarenta anos do Grupo Vila Galé, do qual tive a honra e o prestígio de trazer o primeiro hotel no Brasil, o VG Praia do Futuro!!”, declarou.

A celebração dos 40 anos também foi marcada pelo reconhecimento aos profissionais que contribuíram para a consolidação da empresa. O presidente do Grupo Vila Galé agradeceu aos mais de cinco mil colaboradores que atuam em Portugal, Brasil, Cuba e Espanha, além daqueles que passaram pela organização ao longo dessas quatro décadas.

“As pessoas são e serão sempre fundamentais na vida das empresas e devem ser a nossa prioridade absoluta. As ideias e a vontade de criar e agir são tão ou mais importantes do que o capital”, afirmou.

Com presença internacional consolidada, o Grupo Vila Galé reforça, ao completar 40 anos, sua posição no setor hoteleiro e sua aposta em experiências associadas à cultura, ao lazer, ao bem-estar e ao turismo de qualidade. A participação de Anya Ribeiro na celebração também evidencia a conexão institucional entre Brasil e Portugal no setor de turismo e serviços.

Fonte: CBPCE em 01.07.2026

“Esta newsletter realiza curadoria de conteúdos publicados por terceiros. Os resumos apresentados são elaborados pela equipe e direcionam o leitor às fontes originais, responsáveis pelo conteúdo integral e pelas imagens eventualmente associadas às matérias.”

A economia invisível do conhecimento, por Clivânia Teixeira

A economia invisível do conhecimento, por Clivânia Teixeira

Imagem gerada por IA.

Vivemos em uma época em que a informação circula com velocidade inédita. Nunca foi tão fácil acessar conteúdos, opiniões, diagnósticos e orientações sobre praticamente qualquer assunto. Paradoxalmente, nunca foi tão difícil perceber o valor do conhecimento verdadeiramente qualificado.

Talvez isso ocorra porque grande parte dos serviços profissionais pertence ao universo do intangível. Não podem ser tocados, armazenados ou exibidos em uma vitrine. São construídos ao longo de anos de estudo, experiências, erros, acertos, observação e atualização permanente.

Por trás de uma orientação aparentemente simples, muitas vezes existem décadas de formação, repertório acumulado, capacidade analítica e visão estratégica. Existe também algo ainda mais raro: a capacidade de compreender contextos, interpretar cenários e identificar o caminho mais adequado para cada situação.

A informação, isoladamente, possui valor. Mas a capacidade de transformá-la em decisão, estratégia e resultado possui um valor muito maior.

Em diferentes áreas de atuação, o mercado vem sendo desafiado a refletir sobre como reconhecer e valorizar adequadamente o conhecimento especializado. Afinal, aquilo que parece simples na entrega costuma ser resultado de um longo percurso de aprendizagem, observação e experiência.

Compartilhar conhecimento continuará sendo uma das mais nobres formas de contribuição. Mas também é importante reconhecer que tempo, experiência, capacidade de análise e visão estratégica constituem ativos valiosos para profissionais, organizações e para a sociedade como um todo.

Quando deixamos de atribuir valor ao saber especializado, corremos o risco de banalizar justamente aquilo que sustenta a inovação, o desenvolvimento e a tomada de decisões de qualidade.

Em uma economia cada vez mais baseada em conhecimento, como distinguir informação, experiência e inteligência aplicada?

Estamos preparados para valorizar cada uma delas?

Por Clivânia Teixeira, Diretora Executiva CBPCE

 

Governança como proteção patrimonial, por Clara Cidrack, advogada APSV

Governança como proteção patrimonial, por Clara Cidrack, advogada APSV

Em ciclos de instabilidade econômica, a preservação do patrimônio deixa de ser apenas um objetivo financeiro e passa a ser uma estratégia de sobrevivência.

Foto: divulgação

Nesse contexto, a governança corporativa ganha protagonismo como instrumento capaz de organizar, proteger e dar previsibilidade aos negócios, mesmo diante de cenários adversos.

Empresas que adotam boas práticas de governança estruturam melhor seus processos decisórios, reduzem riscos e ampliam a transparência na gestão. Não se trata apenas de cumprir regras, como a definição de alçadas decisórias e auditorias periódicas. Esse conjunto de práticas cria um mecanismo institucional que protege o patrimônio contra decisões impulsivas, conflitos internos e até fraudes.

Em momentos de crise, a falta de organização e de critérios técnicos tende a expor fragilidades. Negócios sem governança definida enfrentam maior dificuldade para acessar crédito, atrair investidores e manter a confiança de parceiros. Por outro lado, empresas que contam com conselhos estruturados, políticas bem definidas e gestão orientada por dados conseguem responder com mais agilidade às mudanças do mercado e têm acesso facilitado a linhas de crédito específicas ou a rating de risco melhor avaliado.

A governança também atua na separação entre patrimônio pessoal e empresarial, um ponto sensível, sobretudo em empresas familiares. Essa distinção reduz riscos jurídicos e financeiros, além de garantir maior longevidade ao negócio. Ao estabelecer regras claras sobre sucessão, distribuição de resultados e responsabilidades, a empresa se torna menos vulnerável a disputas internas.

Outro aspecto relevante está na reputação. Em um ambiente econômico instável, a credibilidade se torna um ativo valioso. Empresas transparentes e bem estruturadas transmitem segurança ao mercado, o que pode ser determinante para a continuidade das operações.

Para além de uma tendência, a governança corporativa se consolida como uma necessidade estratégica. Em tempos de incerteza, proteger o patrimônio exige método, disciplina e visão de longo prazo. E é justamente nesse ponto que a governança deixa de ser diferencial e passa a ser indispensável.

Por Clara Cidrack é advogada societária no APSV Advogados

 

Atlantic Hub, sócia da CBPCE, promove encontro sobre Portugal

Atlantic Hub, sócia da CBPCE, promove encontro sobre Portugal

Evento em São Paulo discutirá sistema financeiro português, internacionalização e os principais cuidados para empresas brasileiras que desejam atuar em Portugal

Foto: divulgação

A Atlantic Hub, sócia da Câmara Brasil Portugal no Ceará (CBPCE), promove no dia 7 de julho, às 9h, um encontro presencial na sede da Abanca, em São Paulo, voltado a empresas brasileiras que avaliam ou já planejam sua expansão para Portugal. A iniciativa terá como foco os aspectos financeiros, bancários e estratégicos que precisam ser considerados por negócios em processo de internacionalização.

Segundo comunicado da organização, o evento foi estruturado para empresários e executivos que desejam compreender melhor como funciona o sistema financeiro português, quais exigências são feitas pelas instituições locais e como as empresas podem se posicionar de forma adequada desde o início da operação no país.

A programação contará com palestras estratégicas sobre oportunidades e desafios para empresas em Portugal, além de um panorama sobre o sistema financeiro português e pontos bancários relevantes para companhias em fase de chegada ao mercado lusitano.

A Abanca, instituição financeira com atuação no mercado ibérico, também sócia da CBPCE, receberá o encontro em sua sede em São Paulo. A programação também inclui a participação de um especialista para abordar o cenário financeiro enfrentado por empresas brasileiras que buscam estabelecer presença em Portugal.

Além do conteúdo técnico, o evento terá um café da manhã de relacionamento e momentos de networking entre empresários e executivos que vivem um momento semelhante de decisão sobre expansão internacional.

De acordo com as informações divulgadas, as vagas são limitadas e o perfil dos participantes será criterioso. A proposta é reunir empresas com interesse real em compreender os caminhos financeiros, institucionais e operacionais necessários para uma entrada mais estruturada no mercado português.

A realização do encontro pela Atlantic Hub, empresa sócia da CBPCE, reforça a importância da preparação estratégica para negócios brasileiros que desejam ampliar sua atuação internacionalmente. Em processos de expansão para Portugal, temas como abertura de conta, relacionamento bancário, documentação, planejamento financeiro e compreensão do ambiente regulatório podem influenciar diretamente a viabilidade e a velocidade da operação.

As inscrições estão disponíveis por meio do link divulgado pela organização: https://materiais.atlantichub.com/portugal-atlantichub-abanca

Fonte: Atlantic Hub 01.07.2026

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Ceará Conectado: Cariri alcança universalização após ativação em Porteiras

Ceará Conectado: Cariri alcança universalização após ativação em Porteiras

Programa saltou de 174 para 179 municípios atendidos e chega a 97,8% das cidades cearenses com o serviço em funcionamento

Foto: GECOM/Divulgação

O Ceará Conectado, programa que disponibiliza acesso gratuito à internet por Wi-Fi em praças e espaços públicos, conta atualmente com a região administrativa do Cariri universalizada após o início da operação de um ponto de acesso no município de Porteiras.

Com a ativação, a iniciativa passou de 174 para 179 municípios atendidos, o que representa 97,8% das cidades cearenses com o serviço em funcionamento.

A implementação do programa é realizada pela Empresa de Tecnologia da Informação do Ceará (Etice), que conduz a terceira e última etapa de expansão da iniciativa.

Leia a matéria completa no link: https://www.opovo.com.br/noticias/economia/2026/07/01/ceara-conectado-cariri-alcanca-universalizacao-apos-ativacao-em-porteiras.html

queria ver com você o que acha e se acha pertinente fazemos uma noticia, dando destaque, que além da CBPCE ter a representacao no cariri você dar uma breve “aspas” sobre sua visão, o que acha?

Fonte: O POVO em 01.07.2026

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Tecer Terminais debate logística do Nordeste

Tecer Terminais debate logística do Nordeste

Empresa participou de encontro estratégico sobre comércio exterior, Transnordestina e competitividade logística regional

Foto: divulgação

A Tecer Terminais participou do III Comitê Estratégico de Comércio Exterior, promovido pela Amcham Ceará, em um encontro voltado ao debate sobre logística, infraestrutura e competitividade do Nordeste. O evento reuniu líderes e especialistas para discutir temas estratégicos ligados ao comércio exterior e ao desenvolvimento regional.

Segundo comunicado da empresa, a programação contou com a palestra “Transnordestina: a ferrovia que vai redesenhar a logística do Nordeste”, conduzida por Alex Trevizan, diretor comercial da Transnordestina Logística.

Representando a Tecer Terminais, o diretor comercial Carlos Alberto Nunes participou das discussões sobre os avanços da Transnordestina e sua relevância para a integração logística com o Porto do Pecém.

O projeto ferroviário é considerado estratégico para ampliar a eficiência no transporte de cargas, fortalecer a conexão entre modais e criar novas oportunidades para o comércio exterior da região Nordeste.

A participação da Tecer no encontro reforça a atenção da empresa às iniciativas que contribuem para o fortalecimento da infraestrutura logística brasileira. A companhia acompanha de perto projetos capazes de impactar positivamente as cadeias de suprimentos e a competitividade dos negócios.

Com atuação voltada à conectividade logística, a Tecer Terminais destaca a importância de debates que aproximam empresas, entidades e especialistas em torno de soluções para o desenvolvimento econômico sustentável.

A presença no comitê também reforça o compromisso da empresa com a inovação, a eficiência operacional e o crescimento sustentável das operações ligadas ao comércio exterior.

Fonte: Tecer Terminais

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