André Lima, sócio e diretor da CBPCE explica como o SOLVIT pode destravar processos de residência parados em Portugal

André Lima, sócio e diretor da CBPCE explica como o SOLVIT pode destravar processos de residência parados em Portugal

O SOLVIT é um mecanismo oficial da União Europeia criado para ajudar cidadãos europeus e familiares de cidadãos da UE quando um Estado-Membro não aplica corretamente o direito europeu, o que inclui atrasos injustificados, ausência de resposta administrativa e entraves ilegais em processos de residência. Na prática, ele funciona como uma via extrajudicial: o cidadão apresenta a reclamação e o caso é analisado pelo centro SOLVIT do país de origem e do país onde o problema está a ocorrer, que passam a dialogar diretamente com as autoridades nacionais para corrigir a situação.

Para acessar, basta entrar no site oficial do SOLVIT da União Europeia, fazer login com conta EU Login, escolher Portugal como país onde o problema ocorre, descrever a situação de forma clara, anexar documentos que comprovem o vínculo familiar com o cidadão europeu e a tentativa frustrada de atendimento junto da AIMA. O prazo médio de análise é de até 10 semanas, e muitos casos conseguem avanço concreto quando ficam parados há meses na via administrativa tradicional.

Este instrumento é especialmente relevante para cônjuges e familiares de cidadãos portugueses ou europeus, porque o direito de residência decorre diretamente do direito da União e não de mera liberalidade do Estado. Se você está nessa situação, leia com atenção, guarde esta informação e partilhe com quem precisa. Informação certa, no momento certo, faz toda a diferença.

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Novos capítulos na gestão do APSV Advogados

Novos capítulos na gestão do APSV Advogados

O APSV Advogados inicia 2026 reforçando seu compromisso com a evolução contínua. A ampliação da atuação do escritório ao longo dos anos trouxe novas demandas, projetos e desafios, e a estrutura de gestão se renova para acompanhar esse movimento, sempre alinhada à dinâmica e aos valores da firma.

Como parte desse novo ciclo, Gabriela Romero passa a assumir a posição de CEO do APSV, liderando estrategicamente as áreas de gestão e operações do escritório.

Marcada por ciclos e alinhada aos valores do escritório, essa posição estratégica esteve, até 2025, sob a condução de Giuliano Fernandes e, ao longo da trajetória do APSV, também já foi exercida por Eugênio Vieira e Pedro Albuquerque, sócios fundadores. Em 2026, esse papel passa a ser exercido por Gabriela Romero, em sintonia com um movimento global de ampliação do protagonismo feminino nos espaços de decisão.

Com uma trajetória marcada por consistência e preparo técnico, Gabriela acumula mais de 20 anos de experiência nas áreas imobiliária e ambiental, assessorando clientes nos mais diversos segmentos de mercado. É Coordenadora do Impact – Programa de Sustentabilidade do APSV, responsável pelos compromissos assumidos junto ao Pacto Global desde 2021. Coordena os Departamentos ESG e PRO BONO, além de ser a sócia responsável pelo Comitê de Cultura e Canal de Ética.
Gabriela tornou-se sócia do APSV em 2023 e já integra o escritório desde a fundação, conhecendo profundamente sua operação e rotina. Esse histórico, aliado à sua formação técnica e à atuação próxima aos setores internos, a preparou para assumir o desafio da liderança executiva com segurança e visão de futuro.

“Aceitei me tornar CEO do APSV com muita alegria. Meu objetivo é fortalecer ainda mais nossa cultura organizacional e promover um ambiente de inovação e eficiência alinhado aos negócios de nossos clientes e parceiros. Além disso, sigo trabalhando junto aos demais sócios para promover um ambiente cada vez mais integrado e colaborativo. Acredito que gestão se constrói, acima de tudo, com pessoas. O APSV cresce de forma orgânica e nossa operação precisa acompanhar esse movimento com estratégia e planejamento” – afirma Gabriela.

O anúncio também marca a conclusão de um relevante ciclo de gestão do escritório. Giuliano Fernandes encerra sua atuação na liderança executiva e segue como sócio do APSV e coordenador do setor contencioso.
Sobre a transição, Giuliano comenta:

“O papel de CEO foi meu primeiro desafio quando ingressei como sócio. Virou uma missão mista de gerir e servir que se renovou por muito tempo. Mas recentetemente, percebi a importância de se trazer uma nova forma e visão de gestão e fico feliz que os demais sócios tenham acolhido meu pedido e escolhido a Gabriela, uma pessoa que tem vontade, liderança exemplar e todo o perfil para contribuir mais e mais. Sigo na gestão do contencioso do APSV, abraçando novas práticas, como atuações em arbitragem e em mediação, e novos projetos ante o pulsante crescimento econômico da nossa região.”

Para 2026, o APSV projeta expectativas de ainda mais integração entre gestão e estratégia jurídica, fortalecimento da cultura organizacional e aprimoramento da experiência dos clientes.

Em nome de todos os setores, registramos um agradecimento especial ao Giuliano Fernandes pela dedicação ao APSV durante seu período como CEO. Sua liderança foi fundamental para a organização atual do escritório e para a consolidação das bases que sustentam esse novo ciclo.

Esse momento foi também celebrado pelos fundadores do APSV. O sócio fundador Rômulo Alexandre Soares reforçou o significado dessa mudança com uma mensagem institucional:

“A escolha da Gabriela Romero para ser a nova CEO do APSV é uma decisão que me enche de orgulho. Construímos coletivamente o caminho para que essa transição acontecesse de forma alinhada aos valores do escritório, refletindo na prática nossa crença na liderança feminina e colaborativa.”

Fonte: APSV Advogados

Do semiárido cearense para o mundo, por Alana Matos

Do semiárido cearense para o mundo, por Alana Matos

O semiárido cearense tem se afirmado como protagonista no comércio internacional, demonstrando que a internacionalização de empresas não é uma exclusividade dos grandes centros urbanos. Dados recentes do relatório Ceará em Comex evidenciam que municípios do interior concentram parcela relevante das exportações do Estado.

Regiões como o Vale do Jaguaribe, a região Norte e o Sertão Central destacam-se na exportação de frutas frescas e processadas, castanha de caju, alimentos industrializados e produtos da indústria de transformação. Os municípios dessas regiões têm acessado mercados exigentes, o que demonstra a capacidade produtiva, adequação regulatória e competitividade internacional.

Além do agronegócio, o interior cearense avança na exportação de serviços. Empresas sediadas fora da capital atuam na prestação de serviços tecnológicos, desenvolvimento de software, soluções digitais e serviços especializados, beneficiando-se da conectividade e da economia digital para acessar clientes estrangeiros sem necessidade de estrutura física no exterior.

Esse cenário impõe uma reflexão estratégica: para permanecer e expandir sua presença internacional, as empresas do semiárido precisam investir continuamente em inovação, diferenciação de produtos, modernização de processos e expansão de mercados. A inovação deixa de ser uma opção e passa a ser condição indispensável para a competitividade global, sobretudo em um ambiente internacional marcado por rápidas transformações tecnológicas e regulatórias.

O relatório supracitado também evidencia a relevância da interiorização da infraestrutura logística e produtiva, que amplia o alcance dessas empresas e reduz custos de inserção internacional. Contudo, a expansão sustentável exige planejamento jurídico, segurança contratual e compreensão das regras do comércio internacional.

O Direito Internacional atua, nesse contexto, como instrumento de viabilização da inovação e da expansão de mercados. Ao estruturar juridicamente sua internacionalização, empresas do semiárido cearense fortalecem economias locais, geram valor e posicionam o interior do Ceará como território estratégico no cenário global.

Por Alana Matos
Representante da Câmara Brasil Portugal Ceará (CBPCE) na região norte (Sobral).

Gestora Solis capta quase R$ 1,4 bilhão para FIDCs em 2025

Gestora Solis capta quase R$ 1,4 bilhão para FIDCs em 2025

De acordo com a Solis, o principal destaque foi o Solis Pioneiro, o primeiro voltado a investidores de varejo

A gestora de fundos de investimento em direitos creditórios (FIDCs) Solis Investimentos encerrou 2025 com captações líquidas de R$ 1,39 bilhão, em linha com os resultados totais do segmento, que foi um dos destaques da indústria de fundos no ano passado. Segundo a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), a captação líquida dos FIDCs chegou a R$ 57,6 bilhões em 2025.

De acordo com a Solis, entre seus FIDCs, o principal destaque foi o Solis Pioneiro, o primeiro voltado a investidores de varejo, segundo a empresa, com captação líquida superior a R$ 500 milhões no ano e rentabilidade de 110,55% do CDI.

O fundo foi lançado em 2024 e, em 2025, o número de cotistas subiu de 2,25 mil para 11,18 mil. Na seara da rentabilidade, porém, se sobressaiu foi o Solis Capital Antares, com retorno de 114,96% do CDI. A gestora tem R$ 28 bilhões sob gestão.

“Nossos resultados de captação em 2025 refletem o amadurecimento do mercado de FIDCs e a consolidação da Solis como referência na área. O ambiente de juros altos não afetou nosso negócio negativamente; pelo contrário, ajudou com que mais empresas buscassem FIDCs como alternativa de funding em momento de crédito bancário restritivo, contribuindo para maior diversificação dos ativos-lastros”, disse Ricardo Binelli, sócio-diretor da Solis. A gestora Patria Investimentos comprou 51% da Solis em novembro de 2025.

FIDCs são usados como formas de financiamentos corporativos. Empresas que têm créditos a receber de clientes os colocam em fundos e captam recursos de maneira antecipada com investidores, que aplicam nesses papéis. Para 2026, uma possível queda da taxa Selic deve ajudara reduzir a inadimplência, o que é bom para o mercado de crédito e para os FIDCs, segundo a Solis.

“Aprendemos a trabalhar nesse nível de juros [altos]. A redução da Selic será vantajosa, mas não é um requisito para a continuidade dos bons resultados da nossa categoria, que se beneficia de baixa volatilidade e alta rentabilidade relativa para atrair o investidor”, afirmou Delano Macêdo, sócio-diretor da Solis responsável pela área de estruturação e originação de FIDCs.

Fonte: Einvestidor

Turismo e negócio: Fortaleza acelera 2026 e aposta em grandes eventos

Turismo e negócio: Fortaleza acelera 2026 e aposta em grandes eventos

Fortaleza inicia 2026 com um calendário estruturado de eventos corporativos, associativos, esportivos e culturais, consolidando o turismo de eventos como um dos principais vetores de desenvolvimento econômico da capital cearense. A agenda do primeiro semestre, organizada e apoiada institucionalmente pelo Visite Ceará – Fortaleza Convention & Visitors Bureau, reúne encontros de grande porte que movimentam a cadeia turística e fortalecem o posicionamento do destino no cenário nacional.

Entre os destaques do ano está o 42º Congresso da Associação da Indústria de Reuniões da América Latina (COCAL), programado para julho. De caráter internacional, o evento insere Fortaleza no circuito latino-americano de congressos e desempenha papel estratégico na atração de novas candidaturas e de eventos futuros para o destino.

O calendário inclui ainda encontros consolidados, como o Sana, realizado nos períodos de janeiro/fevereiro e julho, que tradicionalmente reúne milhares de visitantes. Integram a programação o Misericórdia Brasil e o PECNordeste, além de feiras e congressos setoriais nas áreas de saúde, educação, indústria e tecnologia, como Expomóvel Ceará, Tecnofrigorífico, EDU Summit e Congralap, ampliando a diversidade temática e o alcance da agenda.

No segmento esportivo e cultural, a capital recebe eventos de grande alcance, como a Maratona Internacional de Fortaleza, além dos festivais Fortal e Halleluya, que encerram a programação de julho. A diversidade de segmentos contribui para ampliar o perfil dos visitantes, estimular a ocupação hoteleira em diferentes períodos e gerar impacto econômico direto e indireto ao longo do semestre.

Segundo Clarisse Linhares, presidente do Visite Ceará, a agenda reflete um trabalho contínuo de planejamento e articulação institucional. A construção de um calendário com eventos de grande porte e expressivo volume de participantes, para ela, é resultado de uma atuação técnica e integrada, que envolve captação, apoio institucional e diálogo permanente com o trade turístico e o poder público. “Essa previsibilidade é essencial para gerar impacto econômico consistente e fortalecer a imagem de Fortaleza como destino de eventos”, afirma.

De acordo com a presidente, o foco institucional permanece na ampliação do fluxo turístico qualificado, na geração de negócios e no fortalecimento da economia local ao longo de todo o ano. “A concentração de eventos no primeiro semestre e a projeção de uma agenda estratégica até julho evidenciam a maturidade de Fortaleza no turismo de eventos”, destaca.

Fonte: Mercado & Eventos

UE/Mercosul: Assinado acordo que cria a maior zona de livre-comércio do mundo

UE/Mercosul: Assinado acordo que cria a maior zona de livre-comércio do mundo

Foto: Reprodução/ @vonderleyen

O acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul foi hoje assinado na capital do Paraguai, criando assim a maior zona de livre-comércio do mundo após 25 anos de negociação.

Perante a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e do presidente do Conselho Europeu, António Costa, o acordo foi assinado pelos responsáveis dos países do Mercosul (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai) e pelo comissário europeu de Comércio, Maroš Šefčovič.

O acordo permitirá eliminar tarifas para 91% das exportações da UE para o Mercosul e para 92% das vendas sul-americanas para a Europa, abrindo um mercado conjunto de mais de 700 milhões de consumidores e que, juntos, representam um Produto Interno Bruto (PIB) de aproximadamente 22 biliões de dólares (19 biliões de euros), segundo dados da Comissão Europeia.

A presidente da Comissão Europeia afirmou hoje que o acordo é uma declaração ao mundo da escolha do “comércio justo em vez de tarifas”. Ursula von der Leyen enfatizou: “Isto é muito mais do que um acordo comercial”.

A responsável europeia enalteceu ainda o facto de os líderes presentes estarem, neste momento, a fazer “história”, após mais de 25 anos de negociações que, finalmente, cria “a maior zona de comércio livre do mundo, um mercado partilhado de 700 milhões de pessoas”.

“Estamos a criar a maior zona de livre comércio do mundo, um mercado que representa quase 20% do PIB global”, sublinhou.

“Reflete uma escolha clara e deliberada: escolhemos o comércio justo em vez das tarifas; escolhemos uma parceria de longo prazo em vez do isolamento e, acima de tudo, queremos oferecer benefícios reais e tangíveis às nossas sociedades e empresas”, disse Von der Leyen.

“Este acordo eliminará tarifas e outras barreiras ao comércio, abrirá a contratação pública e proporcionará um quadro claro, baseado em normas, para incentivar o investimento e o intercâmbio comercial”, declarou perante centenas de convidados num auditório.

Por outro lado, sublinhou a importância geopolítica do acordo, numa altura em que os Estados Unidos iniciaram uma guerra tarifária contra o mundo e tornaram públicas as suas ambições expansionistas com a Gronelândia.

“Estamos a criar uma plataforma para trabalhar juntos numa ampla gama de questões globais, incluindo uma reforma das instituições internacionais (…). Uniremos forças como nunca antes”, afirmou Von der Leyen.

O Presidente paraguaio, Santiago Peña, é o anfitrião do encontro, que também conta com a presença da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e do presidente do Conselho Europeu, António Costa, além de outros quatro líderes latino-americanos: Javier Milei (Argentina), Yamandú Orsi (Uruguai), Rodrigo Paz (Bolívia) e José Raúl Mulino (Panamá).

O Presidente brasileiro, Lula da Silva, é o principal ausente.

Representando o Brasil, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, repetiu a declaração de Lula, para quem o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia é uma prova da força do mundo democrático e uma demonstração com o multilateralismo. “O acordo estabelece, de fato, uma parceria entre nossas regiões, com enorme potencial econômico para nossas sociedades e profundo sentido geopolítico para nossos países […] Ele propiciará ganhos tangíveis, mais empregos e investimentos, maior integração produtiva, acesso ampliado a bens e serviços de qualidade, inovação tecnológica e crescimento econômico com inclusão social […] diante de um mundo batido pela imprevisibilidade, protecionismo e pela coerção.”

O aguardado acordo demorou mais de 25 anos de negociações e cria a maior zona de livre-comércio do mundo, num momento de crescente protecionismo global.

António Costa, defendeu hoje que “enquanto uns levantam barreiras” a União Europeia e o Mercosul fazem “pontes” através do acordo comercial. “Enquanto uns levantam barreiras e outros violam as regras de concorrência leal, nós fazemos pontes e concordamos com as regras”, sublinhou o ex-primeiro-ministro português, em Assunção, capital do Paraguai, perante os representantes do bloco do Mercosul.

António Costa afirmou que a União Europeia acredita “no comércio justo como força geradora de prosperidade, emprego e estabilidade”.

Segundo António Costa, o acordo “vai ajudar ambos os blocos a navegar um entorno geopolítico cada vez mais turbulento”. Isto sem “renunciar” os valores dos dois blocos, sublinhou.

António Costa agradeceu ainda enorme trabalho dos negociadores ao longo destes mais de 25 anos.

Por outro lado, o Presidente do Paraguai, Santiago Peña, afirmou que a assinatura do acordo demonstra que o diálogo, a fraternidade e a integração são “o caminho” e que este é um passo que deixa para trás “as trevas do unilateralismo”.

“Sejam bem-vindos, então, a este berço da integração para testemunhar um acontecimento, sem dúvida, histórico: a assinatura de um acordo que mostra que o caminho do diálogo, da cooperação e da fraternidade é o único caminho”, disse Peña no seu discurso como anfitrião da cerimónia de assinatura, exercendo o seu país a presidência semestral do Mercosul, integrado pelo Paraguai, Argentina, Brasil e Uruguai.

Destacou ainda que, num cenário global marcado por “tensões”, a assinatura do acordo “envia um sinal claro a favor do comércio internacional como fator de cooperação e de crescimento”.

A cerimónia de assinatura do histórico acordo de livre-comércio entre a União Europeia (UE) e o Mercosul começou hoje no Grande Teatro José Asunción Flores, em Assunção, no mesmo local onde, em 1991, foi criado o Mercosul.

No Rio

Dia 16 no Brasil, presidente da Comissão Europeia enalteceu a assinatura do acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul afirmando que este deixa uma “mensagem poderosa” já que cria o “maior mercado do mundo”.

“O Acordo UE-Mercosul envia uma mensagem poderosa. Diz: bem-vindos ao maior mercado do mundo e à maior zona de comércio livre do planeta”, enfatizou Ursula von der Leyen, no Rio de Janeiro, ao lado do chefe de Estado do Brasil, Lula da Silva, um dos principais impulsionadores para que o acordo fosse finalmente concretizado mais de 25 anos depois.

Num encontro no Palácio do Itamaraty, no Rio de Janeiro, que não contou com a presença do presidente do Conselho Europeu, António Costa, devido ao cancelamento de um voo, a líder europeia sublinhou que o acordo assinado sábado representa “a força da amizade e da compreensão entre povos e regiões separados por oceanos” e que é desta forma que se cria “prosperidade real, uma prosperidade partilhada”.

Ursula von der Leyen agradeceu aos negociadores e líderes que durante 25 anos trabalharam para que o acordo chegasse a bom porto, mas assumiu que o líder político deste acordo tem um nome: Luiz Inácio Lula da Silva.

“A liderança política, o empenho pessoal e a paixão que demonstrou nas últimas semanas e meses, caro Lula, são verdadeiramente incomparáveis. Por isso, muito obrigada pela forma habilidosa como conduziu as negociações. E por ter concretizado este acordo histórico”, enalteceu a responsável europeia.

Quanto ao acordo, Ursula von der Leyen defendeu que este “multiplicará oportunidades como nunca antes”, através do “acesso mútuo a mercados estratégicos” com “regras claras e previsíveis”.

Para a União Europeia, o tratado abre as portas de um mercado historicamente protegido aos seus setores industriais mais competitivos, como a indústria automóvel e a maquinaria industrial, onde as atuais tarifas entre 35% e 14% desaparecerão progressivamente.

Outros setores que beneficiarão de forma especial serão o químico e o farmacêutico, bem como produtos agroalimentares protegidos por denominações de origem, como os vinhos e os queijos.

Após a assinatura, o texto será submetido à ratificação do Parlamento Europeu e dos congressos nacionais de cada país integrante do Mercosul. A entrada em vigor da parte comercial do acordo depende da aprovação legislativa, com previsão de implementação gradual ao longo dos próximos anos.

Fonte: Mundo Lusíada em 17.01.2026

Inscrições abertas para o II Encontro Nacional do Associativismo Luso-Brasileiro em Ouro Preto

Inscrições abertas para o II Encontro Nacional do Associativismo Luso-Brasileiro em Ouro Preto

Estão abertas as inscrições para o II Encontro Nacional do Associativismo Luso-Brasileiro, que será realizado entre os dias 25 e 27 de março de 2026, na cidade histórica de Ouro Preto (MG). O evento acontecerá no Hotel Vila Galé Ouro Preto Collection e deve reunir importantes lideranças do ecossistema luso-brasileiro.

A iniciativa congregará representantes de Associações de Comunidades Luso-Brasileiras, Consulados e Consulados Honorários, Câmaras Portuguesas de Comércio, Federação Portuguesa no Brasil, além de institutos, fundações, empresas, universidades e instituições públicas e privadas do Brasil e de Portugal.

Com o tema “Associativismo e Sustentabilidade (ESG)”, o encontro propõe um amplo debate sobre práticas sustentáveis, inovação e cooperação bilateral, reforçando o papel do associativismo como agente estratégico para o desenvolvimento econômico, social e institucional entre os dois países. A programação inclui painéis temáticos, grupos de trabalho, experiências culturais e momentos de integração entre os participantes.

Um dos principais resultados esperados do evento é a elaboração da Carta de Minas Gerais, documento que deverá consolidar diretrizes e compromissos para orientar a agenda da diáspora luso-brasileira nos próximos anos, fortalecendo a articulação entre organizações e ampliando oportunidades de parcerias estratégicas.

Após a inscrição, os participantes receberão por e-mail todas as informações detalhadas sobre a programação, opções de hospedagem e logística do evento.

Serviço
Evento: II Encontro Nacional do Associativismo Luso-Brasileiro
Data: 25, 26 e 27 de março de 2026
Local: Hotel Vila Galé Ouro Preto Collection – Ouro Preto (MG)
Inscrições: Via Sympla (Clique aqui)
Informações: encontroassociativo2026@camaraportuguesamg.com.br

Rômulo Alexandre lidera debate sobre economia do mar em evento na Capital

Rômulo Alexandre lidera debate sobre economia do mar em evento na Capital

O advogado Rômulo Alexandre, eleito em dezembro último presidente da Câmara Setorial da Economia Azul da Agência de Desenvolvimento Econômico do Ceará (Adece), promove nesta quinta-feira (15) o Blue Happy Hour, encontro que reunirá lideranças e especialistas para um debate estratégico sobre os rumos da economia do mar. O evento acontece a partir das 16 horas, no lounge da APSV Advogados, em Fortaleza, e terá como convidado especial Miguel Carvalho Marques.

A presença do especialista português ganha relevância diante do novo cenário internacional. “Como ele vai estar em Fortaleza este mês, convidei o Miguel Marques para participar de um debate estratégico. Recentemente houve o acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul, então, podermos conversar com ele sobre esse assunto é uma oportunidade muito relevante”, afirmou o presidente da Câmara Setorial da Economia Azul.

Segundo Rômulo, o encontro integra uma iniciativa mais ampla de fortalecimento do debate qualificado. “Montamos a plataforma Blue para debatermos os principais temas ligados à economia azul, pois muitas pessoas ainda não compreendem todo o seu alcance. Além da pesca, a economia do mar é muito transversal, pois engloba também a aquicultura, cabos submarinos de fibra óptica, energia eólica offshore, turismo. Muita gente não conhece todo esse potencial. Temos o caso da biotecnologia, como o cultivo de algas, que podem ser usadas em alimentos, cosméticos, fertilizantes, entre outros”, disse.

O Blue Happy Hour será direcionado prioritariamente aos integrantes da Câmara Setorial da Economia Azul da Adece, além de representantes de instituições ligadas ao setor, como a Capitania dos Portos do Ceará, o Iate Clube de Fortaleza, os portos cearenses, universidades e empresários convidados. “Será um momento de muito networking qualificado”, complementou Rômulo Alexandre. Um evento estratégico que conecta inovação, sustentabilidade e desenvolvimento econômico em um contexto cada vez mais globalizado.

Contatos:
Telefone: +55 85 3308 7300
E-mail: relacionamento@apsv.com.br
Site: www.apsv.com.br

Fonte: Portal In em 13.01.2026

Portugal 2030 prevê lançamento de 3,9 mil milhões de euros em avisos para 2026

Portugal 2030 prevê lançamento de 3,9 mil milhões de euros em avisos para 2026

Foi publicado o novo Plano Anual de Avisos do programa Portugal 2030, que estabelece o calendário indicativo de abertura de concursos para candidaturas a fundos europeus ao longo de 2026. De acordo com a TBMB Consultoria empresa sócia da Câmara Brasil-Portugal no Ceará (CBPCE), a iniciativa tem como principal objetivo reforçar a previsibilidade e o planeamento estratégico das entidades interessadas em aceder aos apoios comunitários.

Segundo o plano, está previsto o lançamento de cerca de 3,9 mil milhões de euros em concursos nos próximos 12 meses, com destaque para os avisos enquadrados na plataforma STEP – Strategic Technologies for Europe Platform. Estes concursos deverão ser abertos entre janeiro e abril de 2026 e concentram investimentos relevantes nas áreas de energia, digitalização e biotecnologia.

Entre os principais avisos previstos estão o STEP – Inovação Produtiva (Energia), com uma dotação de 400 milhões de euros, e o STEP – I&D&I Empresarial (Energia), que contará com 115 milhões de euros. Na vertente digital e biotecnológica, o STEP – Inovação Produtiva terá uma dotação de 401 milhões de euros, enquanto o STEP – I&D&I Empresarial (Digital e Biotecnologia) disponibilizará 210 milhões de euros.

No total, estes quatro avisos integrados no COMPETE 2030 representam 94% do investimento previsto, somando mais de 1,115 mil milhões de euros, o que evidencia a forte aposta europeia no reforço da inovação, da competitividade empresarial e do desenvolvimento tecnológico estratégico.

A TBMB Consultoria recomenda que empresas e instituições antecipem desde já o trabalho de preparação e estruturação dos seus projetos, incluindo definição de objetivos, plano de investimento, calendarização, equipa, maturidade tecnológica e evidências técnicas, de forma a responder com qualidade e agilidade quando os avisos forem oficialmente abertos.

Empresa sócia da CBPCE, a TBMB atua no apoio integral aos processos de candidatura a fundos europeus, acompanhando os seus clientes desde a análise de elegibilidade e enquadramento estratégico até à submissão e monitorização dos projetos, assegurando total conformidade com os requisitos legais e regulamentares do Portugal 2030.

Contatos:
Alexandre Jaleco
+351 918 014 057
geral@tbmb.pt
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Após 26 anos de negociação, Mercosul assina acordo com a Europa, por Benício Filho

Após 26 anos de negociação, Mercosul assina acordo com a Europa, por Benício Filho

O papel estratégico da Atlantic Hub na internacionalização de empresas brasileiras

Há momentos na história dos negócios em que o contexto muda mais rápido do que a maioria das empresas consegue perceber. O acordo entre Mercosul e União Europeia, após 26 anos de negociações, é exatamente um desses marcos. Ele não inaugura apenas uma nova fase comercial. Ele antecipa uma nova lógica de expansão, mais sofisticada, mais regulada e, ao mesmo tempo, mais aberta para quem sabe navegar nesse cenário.

E aqui surge uma pergunta inquietante: quem vai apenas comemorar o acordo e quem vai, de fato, transformá-lo em crescimento sustentável? É nesse ponto que a atuação da Atlantic Hub ganha protagonismo.

1. O acordo cria o caminho, mas não garante a travessia

O tratado cria um mercado integrado com mais de 700 milhões de consumidores, reduz tarifas, facilita fluxos e amplia o diálogo econômico. Mas ele não resolve, por si só, os desafios reais da internacionalização. Abrir portas não significa saber atravessá-las.

Empresas brasileiras continuam enfrentando questões concretas: estrutura jurídica, modelo societário, adaptação regulatória, posicionamento de marca, estratégia comercial local e compreensão cultural do mercado europeu. A Atlantic Hub nasce exatamente nesse espaço entre a oportunidade macro e a execução prática.

Internacionalizar não é exportar produtos. É exportar decisões bem pensadas.

2. Portugal como porta de entrada estratégica para a Europa

Dentro desse novo acordo, Portugal se consolida ainda mais como um hub natural de entrada para empresas brasileiras no mercado europeu. Idioma, proximidade cultural, estabilidade jurídica e posição geográfica transformam o país em um verdadeiro trampolim estratégico.

A Atlantic Hub atua diretamente nesse ponto de conexão. Não apenas ajudando empresas a “chegar”, mas a se estabelecer com lógica europeia, respeitando normas, hábitos de consumo, exigências fiscais e expectativas de mercado.

A pergunta que fica é simples e desconfortável: sua empresa quer estar na Europa como visitante ou como residente estratégico?

3. Do acordo comercial à estratégia de internacionalização

O acordo Mercosul e União Europeia reduz barreiras tarifárias, mas eleva o nível de exigência. Sustentabilidade, compliance, governança e rastreabilidade passam a ser critérios centrais. Isso exige preparação, não improviso.

A Atlantic Hub atua como uma ponte inteligente entre estratégia, operação e cultura de negócios. Estrutura planos de internacionalização que consideram o impacto do acordo, mas também o estágio real da empresa, seu fôlego financeiro, sua maturidade de gestão e seus objetivos de longo prazo. Internacionalizar não é sobre pressa. É sobre ritmo certo.

4. Empresas que pensam globalmente crescem diferente

O novo cenário favorece empresas que entendem que a Europa não é apenas um mercado consumidor, mas um espaço de inovação, parcerias estratégicas, acesso a capital e fortalecimento de marca global.

A Atlantic Hub trabalha com essa visão ampliada. Internacionalização não é apenas vender mais. É reposicionar a empresa no mundo, criar novas fontes de receita, diversificar riscos e ampliar horizontes estratégicos.

Aqui cabe outra provocação: sua empresa quer crescer apenas em faturamento ou também em relevância global?

5. O acordo acelera decisões que já deveriam estar no radar

Para muitas empresas, o acordo funciona como um alerta. O que antes parecia distante agora se torna urgente. A pergunta deixa de ser “se” e passa a ser “quando” e “como”.

A Atlantic Hub atua exatamente nesse momento de virada. Ajudando líderes a traduzirem o cenário geopolítico em decisões práticas, cronogramas possíveis e movimentos estruturados. Porque errar na internacionalização costuma ser caro, silencioso e difícil de corrigir.

Planejar bem não elimina riscos, mas evita erros evitáveis.

6. Internacionalização com método, não com improviso

Um dos maiores equívocos das empresas é acreditar que internacionalizar é um movimento isolado. Na prática, trata-se de um processo que envolve jurídico, fiscal, marketing, vendas, pessoas e governança.

O protagonismo da Atlantic Hub está justamente em oferecer uma abordagem integrada, conectando estratégia, execução e acompanhamento. Não se trata de um serviço pontual, mas de uma jornada estruturada, pensada para gerar consistência e longevidade.

Porque no mercado europeu, improviso custa caro e planejamento gera vantagem competitiva.

7. Um novo acordo exige uma nova mentalidade empresarial

O acordo Mercosul e União Europeia envia uma mensagem clara ao empresariado brasileiro: o mundo está mais aberto, mas também mais exigente. Quem se preparar agora colherá resultados nos próximos anos. Quem ignorar o sinal corre o risco de assistir outros ocuparem espaços estratégicos.

A Atlantic Hub se posiciona como parceira desse novo tempo. Um tempo em que internacionalizar deixa de ser um sonho distante e passa a ser uma decisão estratégica consciente, apoiada em dados, método e experiência real.

E fica a pergunta final, que talvez seja a mais importante de todas: Sua empresa está observando esse movimento ou já está se posicionando dentro dele?

O acordo foi assinado. O jogo mudou. A questão agora é simples, mas profunda: qual papel você quer desempenhar nesse novo tabuleiro global?

Contatos:
Site: https://atlantichub.com/
info@atlantichub.com
‪+351 910 297 331

Por Benício Filho
Empresário, conselheiro consultivo, associado a Mensa Brasil, escritor e pesquisador das áreas de mentoring, liderança, inovação e internacionalização.