Projeto H2’Fraternité da Qair Brasil é aprovado por unanimidade pelo COEMA

Projeto H2’Fraternité da Qair Brasil é aprovado por unanimidade pelo COEMA

Foto: divulgação

O projeto H2’Fraternité da Qair Brasil, sócia da CBPCE, foi aprovado de forma unânime pelo Conselho Estadual de Meio Ambiente (COEMA) na 318ª reunião ordinária, realizada no dia 1º de agosto.

Para a Geo Soluções Ambientais também sócia da CBPCE, essa aprovação é motivo de grande orgulho e reforça o trabalho na área de hidrogênio verde no Ceará. Estando à frente do processo de licenciamento ambiental, a Geo Soluções Ambientais realizou todos os estudos necessários para garantir o êxito e a aprovação do projeto.

A Geo Soluções Ambientais continua comprometida em promover projetos que façam a diferença para um futuro mais sustentável.

Fonte: CBPCE em 07.08.2024

Ricarte Urbano: De vendedora de frutas a mentora de jovens. Conheça a empreendedora que fatura R$ 700 mil/anual

Ricarte Urbano: De vendedora de frutas a mentora de jovens. Conheça a empreendedora que fatura R$ 700 mil/anual

Foto: divulgação

Ricarte Urbano deixou interior do Ceará para trabalhar com tributação de grandes empresas

Ricarte Urbano é uma empreendedora por paixão. Depois de inúmeras experiências no controle tributário de grandes empresas, ela decidiu seguir seu tino empreendedor ao abrir seu próprio escritório de contabilidade — uma tentativa audaciosa, já que não tinha qualquer experiência, apenas o interesse pela área.

“Quando lembro da minha trajetória, percebo como fui ambiciosa, e como isso fez a diferença desde o início”, conta Ricarte.

Segunda filha de uma família de oito irmãos (sendo sete mulheres), Ricarte nasceu em Mombaça, região rural do Ceará. Com uma infância humilde, mas muito apoio familiar, ela desde cedo auxiliava nas finanças da família vendendo frutas de porta em porta.

“Minha vida sempre foi rodeada de escassez de bens materiais, mas ali nascia um espírito empreendedor e muito desejo por autonomia”, diz.

A mesma escassez se refletia na questão educacional: foi apenas aos nove anos de idade, por exemplo, que ela descobriu seu nome completo.

“Lembro até hoje da minha mãe emocionada me dizendo que jamais imaginou que eu precisaria um dia ler e escrever meu nome completo. Por isso sempre adotei um apelido para mim, e não fazia ideia de como me chamava”, diz.

Filha de uma dona de casa e pai vigilante, ela conta que logo precisou deixar o pequeno distrito de Mombaça em busca de oportunidades formais de trabalho e, com isso, mais independência.

O primeiro emprego veio aos 17 anos, como vendedora em uma loja de artesanato. Ao mesmo tempo, entrou para a vida acadêmica ao cursar assistência social, sendo a primeira da família a ingressar no ensino superior.

“Sabia que aquele era o único caminho para subir na vida. Não existia outra alternativa a não ser a educação. Além disso, queria ser um bom exemplo para todas as minhas irmãs mais novas”, lembra.

Na mesma época, Ricarte recebeu um convite para trabalhar em uma indústria têxtil, marcando o início do que seria uma longa jornada com inúmeras passagens por grandes empresas.

“Uma porta ali se abriu. Entrei como cortadora de ponta de calças jeans, na linha de produção de uma fábrica de calças jeans, e saí como supervisora de tributos”, conta.

A explicação para isso, segundo ela, está na disposição que sempre teve em aprender novas habilidades e migrar de áreas na empresa, aproveitando cada oportunidade.

Paixão pela contabilidade
A afinidade com o universo das finanças levou Ricarte a abandonar o curso de assistência social para seguir o caminho das ciências contábeis, o que a permitiu seguir nessa área também em sua vida profissional — ainda em grandes empresas.

Anos depois, um acidente de carro a fez reavaliar seu curso de vida. Motivada a recomeçar, decidiu seguir o caminho do empreendedorismo e abrir seu próprio escritório de contabilidade.

Assim, em 2012, nasceu a Ricarte Urbano Escritórios, resultado de uma sociedade com sua irmã — que logo se prontificou a empreender ao lado de Ricarte. “Eu sequer tinha pisado em um escritório de contabilidade na vida até o momento. Foi um sonho e uma coragem que surgiu sem explicação”, brinca.

Os primeiros clientes vieram apenas um mês depois da abertura do negócio. No início, o escritório atendia principalmente empresas de informática, mas ampliou seus escopo nos anos seguintes, junto com a carteira de clientes — formada, em sua maioria, por micro e pequenas empresas.

Entre altos e baixos, Ricarte destaca o difícil período da pandemia como um ponto de virada em sua jornada empreendedora. Naquele ano, muitos clientes, especialmente salões de beleza e comércios, precisaram fechar as portas, o que levou a uma queda brusca no faturamento do escritório de contabilidade.

A solução, para além de estender os setores atendidos, foi recorrer a um crédito emergencial junto ao fundo de impacto social Estímulo. Recuperada do baque, a empresa hoje fatura R$ 700 mil.

“Abrir um CNPJ é como ver nascer um filho. E para mim é um como o outro: precisa ser cuidado, gerenciado e sempre buscar o sucesso”, brinca.

“Empreender foi a melhor decisão da minha vida. Espero que minha história mostre para outras mulheres que é possível empreender e sair da zona de conforto, basta duas coisas essenciais: paixão pelo ofício e paixão por pessoas”, afirma Ricarte.

Atualmente, ela concilia a gestão da empresa de contabilidade ao trabalho voluntário como mentora de jovens empreendedoras, orientando empreendedoras a alcançarem sucesso financeiro em seus negócios. “Acho que é o meu dever retribuir isso à sociedade”, diz.

Conhecimento é algo que tem que ser repassado. À medida que aprendemos, temos que compartilhar. Isso é algo que amo”, conta.

Fonte: CNN em 04.08.2024

Business Moove 2024 – Missão Empresarial em Coimbra Portugal

Business Moove 2024 – Missão Empresarial em Coimbra Portugal

Foto: divulgação

O Business Moove Coimbra 2024 será uma missão empresarial a Coimbra, Portugal, de 18 a 22 de novembro de 2024.

Esta iniciativa reunirá até 500 empresários portugueses, brasileiros, chilenos, argentinos, paraguaios e uruguaios, destacando oportunidades e promovendo conexões comerciais entre Portugal e a América do Sul.

Durante esta missão, serão realizadas rodadas de negócios com empresários e representantes portugueses, além de visitas técnicas a empresas locais.

Local: Convento São Francisco – Coimbra, Portugal
Data: 18 a 22 de novembro

A Missão Inclui:
Participação no evento
Coquetel de boas-vindas
Rodadas de negócios
Visitas às cidades e empresas locais
Descontos em hotéis parceiros

Benefícios:
Promoção da empresa e suas oportunidades aos participantes e representantes de governo

Networking com representantes, investidores, compradores, empresas e fornecedores estrangeiros e locais. Fortalecimento dos laços comerciais entre a empresa e o mercado Português.

Não perca essa oportunidade única de expandir seus negócios e fortalecer laços comerciais internacionais!

Serviço
Missão – Coimbra – Portugal
Data: 18 a 22 de novembro de 2024
Email: contato@fcpcb.com.br
Apresentação: https://bit.ly/apresentacao-coimbra

Fonte: FCPCB em 07.08.2024

Raul Santos promoveu na última terça-feira(06) reunião da Diretoria Geral da CBPCE

Raul Santos promoveu na última terça-feira(06) reunião da Diretoria Geral da CBPCE

Foto: divulgação

O encontro aconteceu na sede do Grupo Cidade de Comunicação, ocasião que contou a presença e apresentações de Miguel Dias Filho (presidente do Grupo) e Edson Ferreira (Diretor Executivo).

Foram apresentadas ações realizadas e futuras da instituição e na ocasião o Grupo Cidade foi anunciado como um dos sócios parceiros da CBPCE, fato que foi bastante enaltecido por Miguel Dias, também cidadão português.

Participaram da reunião os diretores: Raul Santos (Presidente), Anya Ribeiro (Turismo), Benedito Simões (Compliance), Clivânia Teixeira (Diretora Executiva), Décio Simões (Inovação e tecnologia), Denise Melo (Educação e cultura), Igo Apolinário (Novos negócios), Irineu Guimarães (Desenvolvimento Imobiliário), José Carlos Escobar (Conselheiro tesoureiro), José Wahnon (Eventos), Patrícia Campos (Conselheira jurídica), Ricarte Urbano (Conselheira Fiscal) e Erica Arruda (Investimentos).

Acesse as fotos da reunião clicando aqui

Fonte: CBPCE em 07.08.2024

O futuro!!! A baixa densidade é o seu luxo. Por Ana Correia, Presidente na Câmara do Comércio da Região das Beiras

O futuro!!! A baixa densidade é o seu luxo. Por Ana Correia, Presidente na Câmara do Comércio da Região das Beiras

Foto: divulgação

No mundo atual, olhamos com esperança e expectativa para um futuro melhor, mais próspero e sustentável. A ideia de um futuro luxuoso muitas vezes está associada a elementos materiais, como riqueza e ostentação. Mas o verdadeiro luxo do futuro reside em algo muito mais valioso: viver em regiões de baixa densidade populacional com a inerente qualidade de vida.

Para uma região, a baixa densidade populacional pode ser um fator de desenvolvimento, ainda que pareça um paradoxo. É que se tor- na um destino apetecível para as famílias. Mas como convencer as pessoas a deixarem as grandes cidades e a deslocarem-se para as regiões de baixa densidade, como as Beiras? E o que pode ser feito para mostrar o potencial dessas regiões aos jovens? Esta é uma escolha pessoal. Cada indivíduo, cada família, tem as suas próprias motivações e necessidades. No entanto, é possível destacar alguns aspetos que tornam essas regiões atrativas.

Um dos principais pontos é, repito, a qualidade de vida. Em regiões com baixa densidade populacional, as pessoas podem desfrutar de mais espaço, ter mais mobilidade, mais tempo para lazer, ar puro, tranquilidade e contacto com a natureza. Além disso, esses locais geralmente oferecem um custo de vida mais baixo, o que pode ser atrativo para muitos. Os incentivos dados têm um papel preponderante nas empresas, sendo estes incentivos muitas vezes determinantes para que as empresas se desloquem. Para divulgar o potencial das Beiras e atrair pessoas, é necessário investir em estratégias de comunicação e ‘marketing’. É importante mostrar os atrativos da região, como paisagens deslumbrantes, património histórico e cultural, oportunidades de negócios e qualidade de vida.

O turismo pode desempenhar um papel importante nesse sentido, promovendo os encantos das Beiras e despertando o interesse das pessoas em conhecer e viver na região.

Quanto aos jovens, é fundamental mostrar as oportunidades que as Beiras podem oferecer em termos de estudo, trabalho e empreendedorismo. É necessário investir na criação de centros de formação profissional e universidades, que ofereçam cursos nas áreas de maior demanda e potencial da região. Além disso, é importante incentivar o empreendedorismo e a criação de empresas locais. Os jovens têm um espírito inovador e estão cada vez mais interessados em construir carreiras com propósito. É necessário promover a cultura empreendedora, oferecer apoio e incentivos para que eles possam desenvolver os seus negócios nas Beiras, fortalecendo a economia local e gerando empregos.

Enquanto presidente da Câmara de Comércio da Região das Beiras, tenho desenvolvido ações e projetos que promovem o desenvolvimento económico e social da região. Estas ações estão a incluir parcerias com instituições de ensino, entidades governamentais, associações empresariais e outras organizações, visando atrair investimentos, divulgando as potencialidades da região e criando condições favoráveis para os negócios.

A Câmara de Comércio da Região das Beiras, tem no seu Plano de Atividades algumas ações que vão ser implementadas. Por exemplo, a criação de um programa de divulgação das Beiras, com ações de ‘marketing’ e comunicação para mostrar as vantagens de se viver e investir na região.

A criação de Workshops, seminários, fóruns, eventos, feiras e encontros empresariais que possam atrair investidores e empresários interessados em conhecer mais sobre as oportunidades das Beiras e para isso a CCR Beiras está a trabalhar. Estas ações abrangem vários sectores e está no nosso horizonte, porque as Beiras são mesmo Regiões de Oportunidades. Para poderem participar ativamente, fica o convite para serem associados da Câmara de Comércio da Região das Beiras.

Sem dúvida que a CCRB tem desempenhado um papel vital no impulsionamento do comércio e desenvolvimento económico na região ao longo destes quatro anos e reconhecemos a importância de estabelecer parcerias estratégicas com empresas inovadoras.

A nossa dinâmica também passa por uma série de iniciativas e ações internacionais que visam promover as empresas associadas e proporcionar oportunidades de visibilidade em mercados globais. Ao associarem-se à CCRB, terão os benefícios de uma estrutura dedicada à promoção empresarial, oportunidades de networking e ações que visam expandir a visibilidade da vossa marca a nível internacional. Acreditamos que a vossa participação seria uma mais-valia para a nossa câmara, e vice-versa.

Além disso, destacamos que a presença das empresas como associados na CCRB poderá ser uma excelente oportunidade para se destacar em eventos internacionais, trocar experiências com outros membros e fortalecer as relações comerciais na Região das Beiras e além-fronteiras.

Neste presente e no futuro, a Câmara de Comércio da Região das Beiras vai continuar a desempenhar um papel fundamental na promoção e desenvolvimento da região. É necessário estar atentos às demandas da sociedade, ouvir as necessidades das empresas e trabalhar de forma colaborativa para impulsionar o potencial das Beiras como um destino atrativo para se viver, trabalhar e investir. Com ações estratégicas e o envolvimento de todos os sectores da sociedade, é possível construir um futuro promissor para as Beiras.

Nesse contexto, a Câmara de Comércio da Região das Beiras desempenha um papel crucial. Como presidente desta organização, estou empenhada em impulsionar iniciativas que promovam estas regiões de baixa densidade populacional e todos os benefícios que ela proporciona. Isso pode ser feito através do estímulo ao desenvolvimento sustentável, à preservação do meio ambiente e à diversificação económica.

Outro aspeto importante é a diversificação económica. Uma região com baixa densidade não pode depender apenas de um único sector para garantir o seu desenvolvimento. É necessário fomentar a criação de novas oportunidades de negócios, fortalecendo sectores como agricultura, turismo, tecnologia e indústria criativa, por exemplo. A equipa da Câmara de Comércio está a identificar essas potencialidades e está simultaneamente à procura de parcerias que impulsionem o crescimento desses sectores, contribuindo para a geração de emprego e aumento da economia.

Outro papel importante é o de promover a sustentabilidade. A baixa densidade populacional oferece ainda a oportunidade de preservar o meio ambiente de forma mais efetiva. É crucial que a Câmara de Comércio da Região das Beiras assim como toda a sua direção, trabalhem em conjunto com as autoridades locais e organizações ambientais para implementar políticas e projetos que garantam a proteção de áreas naturais e a promoção de práticas sustentáveis, daí existir um protocolo com o BMV Global e a CCRB ter o selo “Eu Preservo”.

Em suma, o futuro luxuoso está intimamente relacionado às regiões com menos população e mais área natural. É necessário estimular a diversificação económica, preservar o meio ambiente e garantir que as gerações futuras possam desfrutar de uma região próspera e sustentável. O futuro está nas nossas mãos, e é através de ações conscientes e responsáveis que iremos construir um amanhã melhor para todos.

Por Ana Correia
Presidente na Câmara do Comércio da Região das Beiras

Negócios entre Ceará e Portugal crescem e tendência é aumentar a cada ano

Negócios entre Ceará e Portugal crescem e tendência é aumentar a cada ano

Foto: Shutterstock

Depois de amargar alguns desalinhamentos com governos anteriores, os negócios entre Brasil e Portugal agora navegam em mares tranquilos, inclusive com o restabelecimento de acordos bilaterais. O comércio entre os dois países tem crescido em percentuais expressivos e a tendência é de que aumente a cada ano. O Ceará tem participado ativamente do processo e os investimentos no estado recaem no setor de turismo, com excelentes perspectivas para as energias renováveis.

O ponto de vista é de Raul Santos, presidente da Câmara Brasil Portugal do Ceará (CBPCE) e vice-presidente da Federação das Câmaras Portuguesas no Brasil, explicando que o desalinhamento ocorreu por conta de questões ideológicas nos governos de Temer e Bolsonaro. Em 2023, depois de seis anos de intervalo, as cúpulas anuais entre Brasil e Portugal foram retomadas, com desdobramento em 13 instrumentos de parceria entre as duas nações.

Durante o encontro foram fechados acordos bilaterais contemplando as áreas de educação, proteção de testemunhas, promoção e defesa dos direitos de pessoas com deficiência, energia, geologia e minas, cooperação espacial, produção audiovisual, turismo, comunicação e saúde. “Os negócios internacionais entre os dois países nos últimos anos tem crescido. Em percentuais bem expressivos” – frisa.

O Ceará é o 14º no ranking dos estados exportadores do Brasil em 2024 (janeiro a abril) em relação a 2023, com uma participação de 3% (US$ 6,7 milhões) do total exportado pelo Brasil (US$ 820,4 milhões). Já com relação as importações, o Ceará ocupa, em 2024, o 13º lugar, com participação de 1% (US$ 4,5 milhões) em relação aos US$ 435,7 milhões do Brasil no período de janeiro a abril de 2024. Os dados são do Centro Internacional de Negócios do Ceará (CIN/CE) da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec).

“O que mais o Brasil exporta para Portugal são produtos alimentares, veículos, materiais de transporte e produtos metalmecânicos. O português olha para ao Brasil atualmente muito interessado na parte do agronegócio, nas questões envolvendo energias renováveis e no turismo. Esses são os principais segmentos de oportunidades. Já o Brasil em relação a Portugal tem interesse na parte de tecnologia, agro e logística, pois Portugal serve como ponto de apoio para o restante da Europa, e também nas energias renováveis.” Raul Santos, presidente da CBPCE

Ele observa que existem desafios que necessitam ser superados por empresas brasileiras que querem investir, fazer negócios com Portugal. “Primeiramente, é dimensionar o tamanho do investimento, porque ou a empresa somente vai olhar o mercado português, que é pequeno, de dez milhões de habitante, ou ela vai estar de olho na Europa, que é um mercado consumidor de mais de 500 milhões de habitantes”.

O presidente da CBPCE defende a necessidade de um planejamento de investimento muito bem feito, inclusive na definição de linhas de crédito mais linhas adequadas. Atualmente – informa – Portugal tem linhas de desenvolvimento de longo prazo pra determinados projetos, observando, claro, as zonas de investimentos, ou seja, aquelas que tem mais aptidão para receberem mais recursos, como, por exemplo, a região do Alentejo, muita conhecida pela produção de vinhos e pelo turismo, mas que também oferece uma série de oportunidades em outros segmentos.

Outra questão levantada por Raul Santos diz respeito aos desafios enfrentados pelas empresas portuguesas que querem investir no Brasil, sobretudo ligados a questão da instabilidade financeira, decorrentes de constantes mudanças de regras tributárias e formas de comercialização. “Enfim, isso traz um pouco de insegurança, bem como as questões que envolvem contratos. O nosso mercado brasileiro é muito desafiador para os portugueses porque é um país quase equivalente à metade da Europa, em termos populacionais. Outro ponto é a logística, que é algo muito complicado, complexa até. Mas é possível perceber que o português, hoje, está bem interessado em investir no Brasil”.

Câmara Brasil Portugal: ligando pontas de relacionamento
Raul Santos afirma que a Câmara Brasil Portugal exerce, no cenário das negociações, papel de facilitador, justamente por ter uma gama de informações, já que possui network diferenciado, tendo condições de auxiliar no processo de internacionalização de empresas. É bem verdade que a Câmara pactua de uma forma mais intelectual no processo, ligando pontas de relacionamentos estratégicos – frisa, acrescentando que, inclusive, a Câmara tem intensificado a base de associados, verificando os setores e tentando trazer alguns segmentos onde não temos uma representatividade tão forte, como o setor de saúde.

Especificamente em relação ao território de Portugal – informa – a Câmara tem tentado abranger mais regiões, pois normalmente o brasileiro, quando olha para Portugal, centra muito em Lisboa e Porto e as circunvizinhanças. Em parceria com as agências de desenvolvimento português, a Câmara tem buscado outras regiões, como o Alentejo e região do Rio Douro, que tem procurado investimentos. “Estamos tentando sair um pouco da linha do óbvio e vendo onde existem novas oportunidades para que o empresário consiga ter maior efetividade no seu negócio, no seu investimento”.

Investimentos no Ceará chamam atenção, sobretudo no setor turístico
O que chama mais atenção de investimentos portugueses no Ceará é que a maioria está ligado ao setor turístico, o que pode ser constatado com, por exemplo, o Vila Galé, o hotel Dom Pedro e o Luzeiros, isso sem contar com uma série de outros investimentos em pousadas e hotéis de pequenos portes ao longo do litoral cearense. Temos também a parte de energias renováveis, mas o setor principal, mais representativo, é do turismo. Aliás, os investimentos no turismo por parte de empresários portugueses também ocorrem em outros estados do Nordeste.

No entanto, o Presidente da CBPCE acredita que os investimentos ainda são baixos, pois existe espaço para crescer muito, principalmente em dois segmentos: turismo e em energias renováveis. A região do Porto de Pecém é muita parecida com uma região em Portugal, que fica em torno do Porto de Sines e tem grande potencial. Outro investimento importante diz respeito a logística, aqui fazendo menção da TAP, que é “a companhia estrangeira que mais faz ligações entre o Brasil e o exterior. No Nordeste mantém voos para várias capitais brasileiras initerruptamente e vem sinalizando com a possibilidade de ampliar os números de voos”.

“No Ceará já houve uma ampliação de voos. Agora, é necessário crescer também na marítima, com rotas entre os portos portugueses e os brasileiros, sobretudo no Nordeste. Para finalizar, os cabos de fibra ótica, da parte de comunicação, de tecnologia, onde os mais modernos estão no Ceará a saem com direção a África, Europa e América do Norte. Neste setor existe espaço também para empresário português e europeu de forma geral investirem no estado no setor de tecnologia e de dados.” Raul Santos, presidente da CBPCE

Ceará e Portugal querem ampliar parcerias na área de energias renováveis
As parcerias entre Portugal e Ceará, principalmente em áreas estratégicas como o desenvolvimento de energias renováveis, por meio do Hub do Hidrogênio Verde, além de outras frentes de cooperação, foram os principais assuntos abordados no encontro do governador do Ceará, Elmano de Freitas, no Palácio da Abolição, com o embaixador de Portugal no Brasil, Luís Faro Ramos, ano passado.

Na ocasião, o governador Elmano de Freitas destacou a longa, forte e próspera parceria entre Ceará e Portugal durante o encontro, além dos investimentos que o Governo do Ceará vem realizando na área de energias renováveis, por meio do desenvolvimento de projetos ligados ao hidrogênio verde (H2V), e também o marco da produção da primeira molécula de H2V no estado, pela empresa portuguesa EDP em sua planta no Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP).

O embaixador Luís Faro Ramos ressaltou que o Ceará sempre foi inovador na produção de energias renováveis e agora avança ainda mais. “É uma grande satisfação para nós, portugueses, fazer parte deste projeto ousado e pioneiro de produção de Hidrogênio Verde e também termos uma empresa nacional, como a EDP, participando e desenvolvendo essa tecnologia no Ceará”, destacou o embaixador. O embaixador estava acompanhado de executivos da EDP Brasil – o CEO, João Marques da Cruz, e o diretor de Comunicação, Marketing e Stakeholders, Nuno Rebelo -, e do presidente da CBPCE, Raul Santos.

Balança comercial entre Ceará e Portugal cresce em 2024
O levantamento Relações Comerciais Portugal, realizado pelo Centro Internacional de Negócios do Ceará (CIN/CE) da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), revela que, até abril de 2024, os resultados no comércio bilateral entre Ceará e Portugal consolidam o país europeu como importante parceiro comercial. No acumulado deste ano, setores e produtos tradicionais mantiveram e impulsionaram seus desempenhos, “contribuindo, assim, para uma corrente de comércio de US$ 23,5 milhões, com vantagem para o estado brasileiro”.

O estudo mostra que as exportações cearenses se mantiveram constantes, registrando alta de 3% no acumulado do ano e totalizando US$ 6,7 milhões. No ranking dos setores que mais exportaram para o país, todos os segmentos registraram crescimento. Um ótimo destaque foi o setor de frutas, que, mantendo seu histórico de desempenho positivo, aumentou suas vendas em 40% nos meses de janeiro a abril de 2024, totalizando US$ 368 mil. Seguindo a tendência nacional, o setor de combustíveis liderou as vendas para o país, representando 66% do total exportado.

No que diz respeito às importações de produtos portugueses, foi observado um acentuado aumento de 166% no acumulado de 2024, em comparação com o mesmo período do ano anterior. Esse incremento – conforme o documento do Cin/Fiec – se deu pelo impulsionamento nas aquisições de setores tradicionais, além do advento de novos produtos. O setor de máquinas e aparelhos elétricos, líder da pauta importadora, obteve um crescimento de 163% no ano.

Da mesma forma – observa o estudo –, houve um aumento significativo nas importações de produtos do setor de gorduras e óleos animais ou vegetais, totalizando US$ 1,8 milhão, um aumento expressivo de 199% em relação ao mesmo período de 2023, com o azeite de oliva extravirgem destacando-se como o principal produto importado desse setor.

A economia portuguesa registrou um crescimento de 0,7% no primeiro trimestre de 2024 em relação ao quarto trimestre de 2023, de acordo com dados preliminares divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Na comparação anual, o PIB português expandiu-se em 1,4% entre janeiro e março deste ano, conforme informado pelo INE. Esses números indicam uma recuperação gradual da economia portuguesa, embora moderada, após os impactos da pandemia.

O documento afirma que a análise econômica enfatiza a importância da diversificação das exportações brasileiras para o mercado português como uma estratégia crucial para impulsionar o desenvolvimento econômico bilateral. Com a demanda crescente por produtos sofisticados e sustentáveis em Portugal, há uma oportunidade significativa para o Brasil expandir sua presença nesse mercado. No entanto, atualmente, as exportações brasileiras para Portugal permanecem centradas em commodities, destacando a necessidade de explorar mais esse mercado com produtos de maior valor agregado.

A abertura de um escritório da APEX-BRASIL em Lisboa e o apoio financeiro do BNDES às empresas brasileiras são passos positivos nesse sentido. Para fortalecer ainda mais as relações econômicas entre Brasil e Portugal, é fundamental adotar uma abordagem colaborativa e estratégica, visando maximizar as oportunidades comerciais mútuas e promover um crescimento econômico sustentável para ambos os países – conclui o levantamento.

Fonte: Trends CE e 10.07.2024

Excelente notícia para os participantes da Missão Web Summit 2024

Excelente notícia para os participantes da Missão Web Summit 2024

Foto: divulgação

A Federação das Câmaras Portuguesas, a Atlantic Hub e a No Gap, realizadoras da Missão Web Summit 2024, informam que já concluíram as tratativas com o Web Summit, e a partir de hoje 17/07/24 já estão disponíveis para aquisição em condição especial, os tickets de acesso ao maior evento de tecnologia do mundo.

O que é o Web Summit?
É reconhecida como a “principal conferência de tecnologia do mundo”, e em um momento de grande incerteza para muitos setores e, na verdade, para o próprio mundo, o Web Summit reunirá formuladores de políticas, chefes de estado e fundadores e CEOs de empresas de tecnologia e startups de rápido crescimento para fazer uma pergunta simples: Para onde vamos agora?” Para essa edição o tema principal é “Where the future goes to be born”

Os participantes da Missão Web Summit 2024 poderão adquirir o ticket de acesso ao evento com 20% de desconto em relação ao preço oficial do site do evento. Condição válida por tempo limitado.

Desconto especial para o Web Summit 2024
A participação na Missão garante um desconto especial para o ingresso do Web Summit 2024, que ocorrerá de 10 a 15 de novembro, em Lisboa.

Clique no link (https://bit.ly/mws-lis-ccepara comprar os pacotes da Missão Web Summit 2024.

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Acesse este link: (https://bit.ly/pacote-mws24)

Missão Web Summit 2024 Lisboa:
– Data: 10 a 15 de novembro
– Site oficial: http://www.missaowebsummit.com.br
– Programa da Missão: https://bit.ly/programa-mws24
– Informações: secretariace@cbpce.org.br

Fonte: CBPCE em 17.07.2024

Corretora PrevSaúde é a nova sócia CBPCE

Corretora PrevSaúde é a nova sócia CBPCE

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A PrevSaúde, corretora especializada em benefícios médicos e odontológicos, acaba de se tornar a nova sócia da CBPCE. A empresa é liderada por Humberto Carneiro, executivo com mais de 30 anos de experiência no setor de saúde. Humberto atuou em grandes empresas como Hapvida, Amil e OdontoSystem. Ele é responsável pelas alianças estratégicas, relacionamento com o mercado, governo e entidades de classe.

A PrevSaúde destaca-se por oferecer treinamentos personalizados, recrutamento contínuo para equipes, treinamentos sobre produtos e sistemas, além de fornecer informações detalhadas sobre regras, campanhas e condições gerais. A empresa busca construir uma relação transparente e próxima com seus clientes, compreendendo suas necessidades e oferecendo soluções sob medida.

Para mais informações, entre em contato:
Telefone: (85) 99135-7878
E-mail: humbertohcj1111@yahoo.com.br

Fonte: PrevSaúde em 17.07.2024

Construindo parcerias estratégicas entre setor público e privado: Lições e desafios, por Josbertini Clementino

Construindo parcerias estratégicas entre setor público e privado: Lições e desafios, por Josbertini Clementino

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A colaboração entre o setor público e o setor privado é fundamental para o desenvolvimento sustentável e a inovação. Construir parcerias estratégicas não é uma tarefa simples e exige atenção a diversos fatores críticos.

Para uma parceria seja bem-sucedida é fundamental que os objetivos do setor público e privado estejam alinhados. Ambos devem compartilhar uma visão comum sobre os resultados desejados e trabalhar juntos para alcançar metas específicas, requerendo uma comunicação clara e uma compreensão mútua das expectativas e limitações de cada parte. A transparência é a base de qualquer parceria sólida, devendo tanto o setor público quanto o privado estarem abertos sobre suas capacidades, recursos e desafios.

Um planejamento detalhado é indispensável para antecipar riscos e definir responsabilidades. No entanto, a flexibilidade é igualmente importante, pois permite que as parcerias se adaptem a mudanças no ambiente econômico ou regulatório.

A capacidade de ajustar estratégias conforme necessário é uma característica das parcerias bem-sucedidas. A inclusão das partes interessadas, como a comunidade local, ONGs e outros grupos relevantes, pode enriquecer o processo de tomada de decisão e garantir que as necessidades e preocupações de todos sejam consideradas. O envolvimento ativo das partes interessadas aumenta a legitimidade e a aceitação dos projetos.

Estabelecer mecanismos de monitoramento e avaliação é imprescindível para medir o progresso e corrigir desvios. Indicadores de desempenho claros e relatórios periódicos ajudam a garantir que a parceria esteja no caminho certo e permita ajustes tempestivos.
Por outro lado, a complexidade burocrática e a rigidez das regulamentações podem ser obstáculos. Simplificar processos e criar um ambiente regulatório favorável é essencial para facilitar a colaboração. O setor público e o privado operam em ambientes culturais e organizacionais distintos. Superar essas diferenças exige um esforço contínuo para entender e respeitar as práticas e valores de cada setor.

O financiamento de projetos em parcerias pode ser desafiador, especialmente em tempos de restrições orçamentárias. Identificar fontes de financiamento sustentáveis e compartilhar riscos de maneira equitativa é importante para a viabilidade dos projetos. Nem todas as instituições possuem a capacidade técnica e gerencial necessária para implementar parcerias complexas. Investir em capacitação e desenvolvimento institucional pode ajudar a superar essa barreira.

A resistência à mudança é uma barreira comum em qualquer processo de inovação. É importante promover uma cultura de colaboração e inovação, onde as mudanças sejam vistas como oportunidades de crescimento e melhoria.

Embora existam lições valiosas a serem aprendidas e desafios significativos a serem superados, o potencial de parcerias entre setor público e o privado é imenso. Com alinhamento de objetivos, transparência, planejamento adequado e uma abordagem flexível, essas parcerias podem gerar benefícios substanciais para a sociedade como um todo.

A chave para o sucesso reside na construção de uma base sólida de confiança e cooperação mútua, garantindo que todos os envolvidos estejam comprometidos com um objetivo comum de progresso e inovação.

Por Josbertini Clementino
Sócio pessoa física CBPCE | Especialista em Relações Governamentais | Relações Institucionais | Políticas Públicas | Assuntos Governamentais | Mentor | Gestão de Projetos | Gestão Executiva | Terceiro Setor | Membro Open Mind Brazil.

Arrais e Rocha Sá Advogados: Soluções ágeis e eficazes em mediação e arbitragem

Arrais e Rocha Sá Advogados: Soluções ágeis e eficazes em mediação e arbitragem

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Cível, Consumidor, Trabalhista, Societário, Penal Empresarial, Tributário e Licitações e Contratos Públicos

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Fonte: Arrais e Rocha Sá em 16.07.2024