CBPCE e O Povo celebram os 52 anos da Revolução dos Cravos

CBPCE e O Povo celebram os 52 anos da Revolução dos Cravos

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Em parceria com o Jornal O Povo, a Câmara Brasil Portugal no Ceará-CBPCE realiza um Especial em homenagem ao 25 de Abril, data que marca a Revolução dos Cravos, um dos acontecimentos mais importantes da história contemporânea de Portugal.

A iniciativa reuniu artigos publicados nos dias 24, 25 e 26 de Abril, na editoria de Opinião do O Povo, com reflexões sobre o legado da Revolução dos Cravos e sua relevância para a Democracia, a Liberdade e o futuro político, social e econômico de Portugal.

Ocorrida em 25 de Abril de 1974, a Revolução dos Cravos pôs fim ao regime autoritário do Estado Novo e abriu caminho para a Redemocratização Portuguesa, tornando-se símbolo de Liberdade, Renovação e Participação Cidadã.

Com este Especial, a CBPCE reforça seu compromisso com a valorização da Cultura Portuguesa e com o fortalecimento dos Laços Históricos e Institucionais entre Brasil e Portugal.

Confira os artigos

Breves considreações sobre o 25 de abril em Portugal, por Rogério Lopes, Cônsul de Portugal em Fortaleza

O 25 de abril de 1974 rompeu, naquela madrugada de liberdade, a longa noite da ditadura que Portugal viveu. Fora do tempo e da história, o regime do Estado Novo calcou o povo português, condicionando-o a um fatídico destino de atraso, desigualdades e pobreza.

Esse destino não foi a Providência que deu, foi a ditadura que nos impôs. O movimento de capitães que fez romper a nossa aurora, constitui o grupo de bravos que gritou bem alto, que um povo pode estar muito tempo silenciado, mas que a sua alma não pode ser esmagada. E é a alma do nosso povo, que todos os anos comemoramos neste dia.

O 25 de abril representou um dos mais importantes momentos de coragem do nosso Povo, por isso este dia é seu. E por isso o invocamos. E por isso o celebramos. O 25 de abril não é de nenhuma força política, nem é de movimento algum. Se um grupo de jovens oficiais lançou o renascimento da nossa liberdade, rapidamente o povo assumiu como seu o que é seu: o seu destino! E esse grupo de oficiais em bom tempo prescindiu, deixou a democracia fluir. E muitas foram as vicissitudes do processo revolucionário até à estabilização democrática.

Clique no link e leia o artigo completo: https://cbpce.org.br/especial-revolucao-dos-cravos/

Quando a música ensaiou a liberdade, por Joel Rodrigues

Na madrugada de 25 de abril de 1974, uma canção percorreu o país, “Grândola, Vila Morena” tocou na Emissora Nacional, naquele instante suspenso entre a escuridão e a esperança. A música de Zeca Afonso, escolhida pelo Movimento das Forças Armadas, sussurrada nas tertúlias, cantada nos corredores das universidades, tornou-se o código que desencadeou um dos momentos mais luminosos da história contemporânea.

Cresci ouvindo histórias de homens e mulheres que, durante décadas, testaram os limites do silêncio obrigatório através da cultura. A geração de Adriano Correia de Oliveira, de José Mário Branco, de tanta gente que usava a arte como forma de dizer o indizível, ensinava a seu povo que a liberdade era não apenas um direito político, mas um direito de expressão, de pensamento, de imaginação.

Clique no link e leia o artigo completo: https://cbpce.org.br/quando-a-musica-ensaiou-a-liberdade-por-joel-rodrigues/

Revolução dos Cravos: 52 anos de um Portugal reconfigurado, por Fabíola Rocha

Em 25 de abril de 1974, Portugal acordou diferente. O movimento começou na madrugada, com militares ocupando pontos estratégicos de Lisboa. A população saiu às ruas em apoio, colocando cravos vermelhos nos canos das armas dos soldados, simbolizando o caráter pacífico da ação.A Revolução dos Cravos encerrou quase meio século de ditadura salazarista e marcou, sob o prisma jurídico, uma das mais profundas rupturas constitucionais do século XX europeu. A queda do Estado Novo instaurou, em seu lugar, o Estado de Direito Democrático, consolidado na Constituição da República Portuguesa de 1976 – texto que, até hoje, é referência no constitucionalismo progressista mundial.

O Movimento das Forças Armadas (MFA) adotou o lema “Democratizar, Descolonizar e Desenvolver”. O cravo tornou-se o símbolo principal da revolução quando o movimento começou. Portugal vivencia uma herança revolucionária sob novos horizontes entre a memória da libertação e os desafios do presente, inclusive em como 25 de Abril reverbera no ordenamento jurídico, ambiental e energético português com melhoria nos índices socioeconômicos e consolidação de um estado de bem-estar social.

Clique no link e leia o artigo completo: https://cbpce.org.br/revolucao-dos-cravos-52-anos-de-um-portugal-reconfigurado-por-fabiola-rocha/

António Zambujo apresenta “Oração ao Tempo” em Fortaleza

António Zambujo apresenta “Oração ao Tempo” em Fortaleza

Foto: Divulgação

Cantor português retorna ao Ceará no dia 13 de maio para show no Teatro RioMar Fortaleza, com apoio institucional da Câmara Brasil Portugal no Ceará

O cantor português António Zambujo se apresenta em Fortaleza no dia 13 de maio de 2026, às 21h, no Teatro RioMar Fortaleza, com o espetáculo “Oração ao Tempo”. A apresentação integra a turnê do novo álbum do artista e conta com o apoio institucional da Câmara Brasil Portugal no Ceará — CBPCE, reforçando os laços culturais entre Portugal, Ceará e Brasil.

Reconhecido como um dos principais nomes da música portuguesa contemporânea, António Zambujo chega à capital cearense com um show que marca uma nova etapa de sua carreira. O espetáculo apresenta ao público a proposta artística de “Oração ao Tempo”, álbum previsto para 2026 e que representa o 11º trabalho de estúdio do cantor.

De acordo com informações divulgadas sobre a turnê, o disco tem como um dos destaques a faixa-título, gravada em dueto com Caetano Veloso, autor da canção. A parceria reforça o diálogo musical que Zambujo vem construindo ao longo dos anos entre Portugal e Brasil, unindo referências do fado, da música popular portuguesa e da canção brasileira.

Além das novas composições, o repertório da apresentação deve incluir canções conhecidas da trajetória do artista, como “Pica do 7”, “Flagrante”, “Lambreta” e “Zorro”. Com mais de duas décadas de carreira, António Zambujo consolidou presença internacional e levou sua música a diferentes países, aproximando públicos por meio de uma sonoridade marcada pela delicadeza, identidade portuguesa e influências brasileiras.

A apresentação em Fortaleza conta com o apoio institucional da Câmara Brasil Portugal no Ceará-CBPCE, entidade que atua na promoção de iniciativas que fortalecem os vínculos culturais, empresariais e institucionais entre Ceará, Brasil e Portugal. A participação da Câmara no evento evidencia a importância da cultura como instrumento de aproximação e valorização das relações luso-brasileiras.

Dentro dessa agenda cultural, a CBPCE também promoverá um sorteio exclusivo de um par de ingressos entre seus associados. A ação reforça o compromisso da entidade em proporcionar experiências diferenciadas ao seu quadro associativo e ampliar o acesso a momentos que celebram a música portuguesa no Ceará.

Os ingressos para o show de António Zambujo em Fortaleza estão disponíveis no site oficial da Uhuu.com e também na bilheteria do Teatro RioMar Fortaleza.

Serviço:
António Zambujo – Oração Ao Tempo
Data: 13.05.2026
Local: Teatro Rio Mar Fortaleza
Ingressos: https://uhuu.com/evento/ce/fortaleza/antonio-zambujo-oracao-ao-tempo-15609?

Com informações divulgadas sobre o espetáculo

Fonte: CBPCE em 29.04.2026

“Esta newsletter realiza curadoria de conteúdos publicados por terceiros. Os resumos apresentados são elaborados pela equipe e direcionam o leitor às fontes originais, responsáveis pelo conteúdo integral e pelas imagens eventualmente associadas às matérias.”

Irineu Guimarães, socio da CBPCE, debate soluções para o Setor Imobiliario com Diretores do Santander Brasil

Irineu Guimarães, socio da CBPCE, debate soluções para o Setor Imobiliario com Diretores do Santander Brasil

Foto: Irineu Guimarães/Divulgação

Encontro com executivos do banco tratou de da modalidade obras a preço de custo, crédito imobiliário, ciclo estendido e operações estruturadas para pessoas jurídicas.

Irineu Guimarães, sócio e Diretor de Desenvolvimento Imobiliário da CBPCE, participou de uma reunião com executivos do Santander Brasil para discutir alternativas voltadas ao mercado imobiliário, com foco em obras a preço de custo, crédito imobiliário e operações estruturadas para pessoas jurídicas. O encontro ocorreu na terça-feira, 28 de abril, e reuniu representantes do banco e parceiros do setor.

Segundo informações divulgadas por Irineu Guimarães, a agenda contou com a participação do board da área imobiliária do Santander Brasil, incluindo o diretor da Rede Nordeste do Banco Santander, Paulo César Alves, e representantes da Diretoria de Crédito Imobiliário, liderada por Elisangela Perussi e Diretores do Sinduscon Ce, Patriolino Dias e Gama Filho.

Também participaram profissionais da área de riscos do banco, em uma discussão voltada à construção de soluções para uma modalidade que, segundo o grupo, ainda demanda mais governança, estruturação e atenção do mercado: as obras a preço de custo.

Durante a reunião, os participantes avaliaram caminhos para ampliar o suporte financeiro e operacional a esse tipo de empreendimento, além de aprofundar debates sobre ciclo estendido e operações estruturadas para pessoas jurídicas.

Irineu Guimarães, que é sócio da Câmara Brasil Portugal no Ceará-CBPCE por meio da empresa BLD Urbanismo, destacou ainda a expectativa de apresentar as soluções discutidas a associados de entidades como ADIT Brasil, Sinduscon-CE e CBPCE.

A aproximação entre instituições financeiras, entidades representativas e empresas do setor imobiliário reforça a importância de mecanismos mais eficientes para viabilizar projetos, aprimorar modelos de financiamento e ampliar a segurança nas operações do segmento.

Fonte: BLD Urbanismo em 29.04.2026

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A arte do “follow-up” sem ser inconveniente, por Josbertini Clementino

A arte do “follow-up” sem ser inconveniente, por Josbertini Clementino

Imagem gerada por IA.

O “follow-up” é o ato de retomar contato para obter uma resposta. E é o momento em que a reputação de um profissional de Relações Institucionais e Governamentais (RIG) é colocada à prova. Se feito com amadorismo, destrói meses de construção de relacionamento. Se feito com estratégia, consolida a sua posição como um parceiro necessário e estratégico.

E como bem sabemos, em RIG insistência não é sinônimo de influência. Muitas vezes, excesso de cobrança é só ansiedade travestida de estratégia. E há um erro recorrente em Relações Institucionais e Governamentais:

Tratar follow-up como tarefa operacional.
Não é mesmo… Follow-up é linguagem política, sinalização, leitura de timing. É acima de tudo gestão de percepção.

Uma das frases mais perigosas do repertório institucional é: “Só passando para lembrar…”

Porque, sejamos honestos, muitas pautas estratégicas não fracassam por ausência de argumento. Fracassam, sim, pelo manejo inadequado da continuidade.

Trago neste artigo 4 pontos de reflexão, a partir da minha experiência, sobre como fazer do follow-up uma ferramenta de construção e não de desgaste.

1. O Capital político: Por que ele é o seu limite?
O capital político funciona como uma conta bancária:

Cada vez que você pede algo, faz um saque.
Cada vez que entrega valor, faz um depósito.

O erro crasso de muitos profissionais de RIG é tentar fazer saques constantes em uma conta onde raramente depositam informação de qualidade.

Quando decide cobrar uma resposta de um Chefe de Gabinete ou de um Secretário de Estado (e eu já estive nas duas posições), você está solicitando uma fatia do recurso mais limitado daquela autoridade: o tempo e a atenção.

Se o seu contato for percebido como meramente reativo ou puramente interesseiro, você é classificado como “inconveniente”. A etiqueta em RIG não é sobre formalismos linguísticos, mas sobre o respeito ao processo decisório e ao fluxo de trabalho do outro.

2. O desafio do gabinete blindado
Nas altas esferas do poder, o Chefe de Gabinete, função que já exerci na Câmara dos Deputados, atua como um filtro deliberado. Sua função é proteger a agenda da autoridade contra ruídos e demandas sem fundamento técnico.

Para “furar” essa blindagem sem causar atrito, o profissional de RIG precisa entender uma verdade incômoda:

O silêncio do gabinete nem sempre é um “não”. Na maioria das vezes, é um sintoma de prioridades concorrentes.
Um erro capital, muito mais comum do que se imagina, é a insistência vazia, proferindo perguntas como: “Alguma novidade sobre o nosso pleito?'”

Sinceramente essa frase é o gatilho para o arquivamento mental da sua demanda. Não agrega valor e só gera trabalho para quem já está sobrecarregado.

Clique no link e acesse o artigo completo: https://www.linkedin.com/feed/update/urn:li:activity:7455194267800760320/

Por Josbertini Clementino
Sócio da CBPCE, Especialista em Relações Institucionais e Governamentais, Políticas Públicas, Gestão de Projetos e Stakeholders, Conselheiro de Administração IBGC, Regulatório l Advocacy, RIG, RelGov

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Turismo esportivo impulsiona economia do Ceará

Turismo esportivo impulsiona economia do Ceará

Foto: Thiara Montefusco/Gov. do Ceará

Segmento gerou R$ 1,38 bilhão em receita direta em 2025 e levou cerca de 350 mil visitantes ao estado, segundo dados da Secretaria do Turismo

O turismo esportivo no Ceará consolidou-se como um dos vetores de movimentação econômica do estado em 2025. De acordo com dados da Secretaria do Turismo do Ceará divulgados pelo Focus Poder, o segmento gerou R$ 1,38 bilhão em receita direta e atraiu aproximadamente 350 mil turistas motivados por práticas e eventos esportivos.

A atividade tem impacto direto em diferentes setores da economia cearense. O fluxo de visitantes movimenta a rede hoteleira, bares e restaurantes, transporte, comércio, entretenimento e serviços turísticos, ampliando a cadeia de negócios associada ao esporte e ao lazer.

Segundo as informações publicadas, no portal Focus Poder, cada turista que viajou ao Ceará por motivação esportiva registrou gasto médio de R$ 3.965,45 durante a permanência no estado. O número reforça o potencial do segmento para gerar receita, estimular o consumo local e fortalecer destinos turísticos que integram esporte, natureza e experiência.

Entre as modalidades com maior destaque estão as corridas de rua, o kitesurf, o windsurf e outros esportes ligados ao vento. O Ceará, especialmente por suas condições naturais e pela força de seus destinos litorâneos, tem se posicionado como referência para atletas, praticantes amadores e turistas interessados em atividades esportivas ao ar livre.

Fortaleza também aparece em evidência no cenário nacional. Conforme levantamento do aplicativo Strava citado na publicação, a capital cearense é a cidade brasileira com maior número de corredores de rua, dado que reforça a relevância da prática esportiva no cotidiano urbano e no fortalecimento do turismo esportivo no estado.

Com o crescimento da demanda por experiências associadas a saúde, bem-estar, natureza e competição, o turismo esportivo no Ceará passa a representar uma oportunidade estratégica para ampliar a permanência de visitantes, atrair eventos e gerar novos negócios em diferentes regiões do estado.

Fonte: Focus Poder em 27.04.2026

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Ivens Dias Branco Júnior recebe Troféu Carnaúba

Ivens Dias Branco Júnior recebe Troféu Carnaúba

Foto: Divulgação/M.Dias Branco

Presidente da M. Dias Branco foi homenageado pela Associação Comercial do Ceará durante solenidade que também celebrou os 160 anos da entidade

O presidente da M. Dias Branco, Ivens Dias Branco Júnior, recebeu o Troféu Carnaúba 2026, principal honraria concedida pela Associação Comercial do Ceará (ACC). A cerimônia foi realizada em 22 de abril, no Iate Clube de Fortaleza, reunindo empresários, lideranças institucionais, familiares e convidados em uma noite dedicada ao reconhecimento do empreendedorismo cearense.

Segundo comunicado da M. Dias Branco, a escolha do executivo foi aprovada por unanimidade pela diretoria da ACC. A homenagem reconhece sua trajetória empresarial, sua atuação à frente de uma das maiores companhias do setor alimentício do Brasil e sua contribuição para o fortalecimento da cadeia produtiva nacional, com forte ligação histórica com o Ceará.

À frente da M. Dias Branco desde 2014, Ivens Dias Branco Júnior tem liderado um ciclo de consolidação da companhia no mercado brasileiro de massas e biscoitos. De acordo com informações publicadas pela empresa, sua gestão tem sido marcada por expansão nacional, fortalecimento de marcas, investimentos em inovação, eficiência industrial e sustentabilidade.

A relação do executivo com o grupo começou ainda na juventude. Conforme informou a companhia, Ivens Júnior ingressou na empresa aos 16 anos e passou por diferentes áreas até assumir posições estratégicas, trajetória destacada durante a solenidade como exemplo de liderança construída com base em conhecimento técnico, valorização das pessoas e respeito ao legado familiar.

Criado em 1998, o Troféu Carnaúba é entregue a empresários e gestores que se destacam pela contribuição ao desenvolvimento econômico sustentável. A escultura da honraria foi concebida pelo artista plástico Sérvulo Esmeraldo e representa três carnaúbas sobre uma base sólida, em referência à resistência, à adaptação e à força do empreendedor cearense.

A homenagem também possui significado simbólico para a família Dias Branco. Ivens Dias Branco, que fundou o grupo ao lado de Manuel Dias Branco, esteve entre os primeiros agraciados com o Troféu Carnaúba, reforçando a continuidade de um legado empresarial que atravessa gerações.

A solenidade foi conduzida pelo presidente da ACC, João Guimarães, que ressaltou a importância histórica da Associação Comercial do Ceará para o desenvolvimento econômico do Estado. O evento também contou com a presença de lideranças como o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), Ricardo Cavalcante, além de empresários de diferentes setores e representantes da sociedade civil.

Em seu discurso de agradecimento, Ivens Dias Branco Júnior afirmou que recebia a homenagem não como uma conquista individual, mas como resultado de uma construção coletiva, compartilhada com familiares, gestores e colaboradores da M. Dias Branco em todo o Brasil. A mensagem reforçou valores como resiliência, compromisso e capacidade de adaptação.

A entrega do Troféu Carnaúba 2026 a Ivens Dias Branco Júnior destaca a relevância da M. Dias Branco no cenário econômico nacional e reafirma o papel do setor produtivo cearense na geração de desenvolvimento, inovação e oportunidades.

Fonte: M. Dias Branco, 24 de abril de 2026.

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Incentivo fiscal faz de Portugal centro de atração de talentos e inovação para startups brasileiras

Incentivo fiscal faz de Portugal centro de atração de talentos e inovação para startups brasileiras

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Para empresas que buscam estruturar sua internacionalização, Portugal passa a ser vista como uma porta de entrada para o mercado europeu, principalmente com o acordo Mercosul – União Europeia. O cenário se consolida ainda mais com o Incentivo Fiscal à Investigação Científica e Inovação (IFICI), aprovado em 2024 e que, junto ao acordo, surge como um instrumento que pode tornar mais eficiente a entrada de talentos qualificados e projetos com valor econômico real no país, sobretudo para áreas como tecnologia, engenharia, saúde, gestão especializada, finanças e consultoria técnica.

Conforme o advogado especialista em negócios internacionais, Bruno Albuquerque, na prática, o IFICI pode significar uma tributação mais competitiva para quem se torna residente fiscal em Portugal e exerce funções enquadráveis no regime.

“Em linhas gerais, o Incentivo Fiscal pode tornar a tributação mais leve por até 10 anos para empresas estrangeiras que estejam se fixando no país. Para rendimentos de trabalhos que se enquadrem nas categorias e condições previstas no regime, a taxa de imposto sobre pessoas regulares (IRS) pode ficar fixa em 20%. E, em alguns casos, rendimentos que venham do exterior também podem ficar isentos de imposto em Portugal, mas isso depende de cumprir requisitos específicos e de estar com toda a parte legal corretamente atendida”, explica.

Mais do que um benefício fiscal isolado, o IFICI vem sendo visto como ferramenta de atração de talentos, estruturação internacional e reforço de competitividade, sobretudo quando Portugal é pensado como base qualificada de operação e expansão europeia por empresas, startups e investidores.

startups brasileiras
Embora o benefício seja aplicado à pessoa física, na visão de Albuquerque, o papel da empresa costuma ser decisivo para viabilizar o enquadramento, porque a elegibilidade depende, com frequência, do tipo de atividade econômica exercida em Portugal e do posto de trabalho ocupado pelo fundador, administrador, executivo ou profissional qualificado que está se cadastrando.

Para empresas e startups brasileiras, isso abre uma possibilidade prática de combinar três dimensões numa mesma estratégia: presença societária ou operacional em Portugal, atração e fixação de profissionais com cargos qualificados e posicionamento europeu com substância econômica real. O objetivo deixa de ser “ter apenas uma estrutura em outro” país e passa a ser estabelecer um centro efetivo de decisão, inovação, coordenação regional e acesso regulatório ao mercado europeu.

Em muitos casos, segundo o especialista, o Incentivo Fiscal à Investigação Científica e Inovação pode ser uma das formas mais inteligentes de estruturar a entrada de uma empresa no mercado europeu. “O verdadeiro diferencial está em fazer uma análise séria de viabilidade, para perceber se o projeto, a empresa, o cargo e a atividade reúnem os requisitos necessários para transformar essa oportunidade numa estrutura sólida, segura e fiscalmente eficiente em Portugal”, afirma o especialista.

Clique no link e acesse a noticia completa: https://www.mundolusiada.com.br/incentivo-fiscal-faz-de-portugal-centro-de-atracao-de-talentos-e-inovacao-para-startups-brasileiras/

Fonte: Jornal Mundo Lusíada em 28.04.2026

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Revolução dos Cravos: 52 anos de um Portugal reconfigurado, por Fabíola Rocha

Revolução dos Cravos: 52 anos de um Portugal reconfigurado, por Fabíola Rocha

Em 25 de abril de 1974, Portugal acordou diferente. O movimento começou na madrugada, com militares ocupando pontos estratégicos de Lisboa. A população saiu às ruas em apoio, colocando cravos vermelhos nos canos das armas dos soldados, simbolizando o caráter pacífico da ação.A Revolução dos Cravos encerrou quase meio século de ditadura salazarista e marcou, sob o prisma jurídico, uma das mais profundas rupturas constitucionais do século XX europeu. A queda do Estado Novo instaurou, em seu lugar, o Estado de Direito Democrático, consolidado na Constituição da República Portuguesa de 1976 – texto que, até hoje, é referência no constitucionalismo progressista mundial.

O Movimento das Forças Armadas (MFA) adotou o lema “Democratizar, Descolonizar e Desenvolver”. O cravo tornou-se o símbolo principal da revolução quando o movimento começou. Portugal vivencia uma herança revolucionária sob novos horizontes entre a memória da libertação e os desafios do presente, inclusive em como 25 de Abril reverbera no ordenamento jurídico, ambiental e energético português com melhoria nos índices socioeconômicos e consolidação de um estado de bem-estar social.

A Revolução produziu avanços. A liberdade de expressão, o sufrágio universal, a autonomia dos trabalhadores, a descolonização (ainda que traumática) e o reconhecimento de direitos sociais fundamentais foram inscritos como cláusulas pétreas. O artigo 66º da Constituição Portuguesa é um dos mais avançados do mundo em tutela ambiental: reconhece o direito a um ambiente sadio como direito fundamental, impondo ao Estado o dever de proteção ativa.

Portugal, em 2026, colhe dessa herança normativa ao ser um dos países da União Europeia com maior integração entre metas climáticas, legislação energética e proteção constitucional do meio ambiente. Atualmente, Portugal é referência europeia em geração de energia renovável – eólica, solar e hídrica – alcançando, em 2024, meses inteiros de abastecimento 100% por fontes limpas.

Em 2026, Portugal ocupa posição singular na Europa. Politicamente, experimenta um novo cenário. Economicamente, a transição energética representa hoje a maior aposta estratégica do país: o Plano Nacional de Energia e Clima e os fundos europeus do NextGenerationEU financiam projetos de hidrogênio verde e digitalização que projetam Portugal como hub energético atlântico.

Do ponto de vista constitucional, o desafio é garantir que o espírito de 1976 não seja erodido por pressões mercadológicas ou pelo autoritarismo brando que assombra democracias ao redor do mundo. Cabe à geração atual honrá-la com a única arma que os juristas têm: a força normativa da Constituição e a vigília permanente sobre o Estado de Direito.

Fabíola Rocha
Sócia CBPCE

Quando a música ensaiou a liberdade, por Joel Rodrigues

Quando a música ensaiou a liberdade, por Joel Rodrigues

Na madrugada de 25 de abril de 1974, uma canção percorreu o país, “Grândola, Vila Morena” tocou na Emissora Nacional, naquele instante suspenso entre a escuridão e a esperança. A música de Zeca Afonso, escolhida pelo Movimento das Forças Armadas, sussurrada nas tertúlias, cantada nos corredores das universidades, tornou-se o código que desencadeou um dos momentos mais luminosos da história contemporânea.

Cresci ouvindo histórias de homens e mulheres que, durante décadas, testaram os limites do silêncio obrigatório através da cultura. A geração de Adriano Correia de Oliveira, de José Mário Branco, de tanta gente que usava a arte como forma de dizer o indizível, ensinava a seu povo que a liberdade era não apenas um direito político, mas um direito de expressão, de pensamento, de imaginação.

Na Universidade de Coimbra, que respirei como estudante a irreverência académica e na Tuna FAN-Farra Académica, compreendi a profundidade desta lição. Aqueles claustros não eram apenas espaços de aprendizagem académica; eram centros de incubação intelectual onde o inconformismo florescia. Os estudantes de Coimbra cantavam porque sabiam que cantar era pensar em voz alta num país onde pensar em voz alta era perigoso.

Nenhuma revolução é improvisada. Elas são construídas culturalmente, tijolo por tijolo, verso por verso, ao longo de anos. A música educa emocionalmente um povo; prepara-o, sem que ele o saiba completamente, para o momento em que será necessário ser corajoso.

Sou filho desta revolução. Vi Portugal emergir do silêncio para a democracia, testemunhei o país crescer através da adesão à então Comunidade Económica Europeia em 1986 sob a liderança de Mário Soares — um momento em que a ciência, a tecnologia e o conhecimento começaram a fluir de forma mais estruturada e com mais investimentos.

Observei a construção de infraestruturas, a consolidação económica, o fortalecimento do sistema de ensino e investigação, e a construção do Serviço Nacional de Saúde como promessas cumpridas de um país que havia escolhido a liberdade. Novas universidades, centros de investigação e uma nova geração de cientistas e engenheiros passaram a contribuir para este mundo cada vez mais digital e tecnológico.

Cinquenta anos depois, Portugal desenvolveu-se de forma notável como um país moderno e seguro para investir. Temos instituições democráticas robustas, uma economia mais diversificada e aberta, um sistema de saúde, educação e ciência que, apesar dos desafios, enraizou-se na vida de milhões. Possuímos uma vasta zona marítima inexplorada, potencial de comércio internacional e uma geração de cientistas, inovadores e líderes que herdaram aquilo que a revolução plantou: a liberdade de questionar, de criar, de imaginar futuros diferentes.

Joel Rodrigues
Sócio da CBPCE, Cientista e Consultor em Tecnologias Emergentes, Líder do Centro de Inteligência da Fecomércio-CE

joeljr@ieee.org

ESPECIAL REVOLUÇÃO DOS CRAVOS, Artigo de Rogério Lopes, Cônsul de Portugal em Fortaleza

Breves considerações sobre o 25 de abril em Portugal, por Rogério Lopes, Cônsul de Portugal em Fortaleza

O 25 de abril de 1974 rompeu, naquela madrugada de liberdade, a longa noite da ditadura que Portugal viveu. Fora do tempo e da história, o regime do Estado Novo calcou o povo português, condicionando-o a um fatídico destino de atraso, desigualdades e pobreza.

Esse destino não foi a Providência que deu, foi a ditadura que nos impôs. O movimento de capitães que fez romper a nossa aurora, constitui o grupo de bravos que gritou bem alto, que um povo pode estar muito tempo silenciado, mas que a sua alma não pode ser esmagada. E é a alma do nosso povo, que todos os anos comemoramos neste dia.

O 25 de abril representou um dos mais importantes momentos de coragem do nosso Povo, por isso este dia é seu. E por isso o invocamos. E por isso o celebramos. O 25 de abril não é de nenhuma força política, nem é de movimento algum. Se um grupo de jovens oficiais lançou o renascimento da nossa liberdade, rapidamente o povo assumiu como seu o que é seu: o seu destino! E esse grupo de oficiais em bom tempo prescindiu, deixou a democracia fluir. E muitas foram as vicissitudes do processo revolucionário até à estabilização democrática.

Foi o povo que nas ruas e nas eleições foi construindo o seu futuro. Futuro que se faz todos os dias, porque a democracia é um processo sempre carente de salvaguardas e aprofundamento. A defesa da democracia requer a mobilização permanente e cidadãos cada vez mais conscientes dos seus direitos.

Nenhuma noite é eterna!

Como disse Sophia de Mello Breyner Andresen, escritora e poetisa portuguesa:

“Esta é a madrugada que eu esperava
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo”.

No princípio foi o sonho. E a esperança ainda que misturada dos medos que meio século de cruel opressão fez pairar na cabeça de um povo pobre, oprimido, inculto e submisso. O povo saiu à rua e uma manhã bastou para que o que restava de um regime obsoleto e decrépito se convencesse estar ganha a causa da revolução.

Sim, foi o povo quem a agarrou escoltado na coragem e audácia dos militares que tomaram o poder enquanto o regime dormia. De cravo ao peito disse ao que vinha e ditou a regra de querer uma revolução sem sangue, de que deu sinal claro apondo cravos no cano das espingardas, e que depressa se transformou mundo fora na imagem da talvez única revolução pacífica até hoje levada a cabo à escala planetária.

O povo saiu à rua e acreditou que unido jamais seria vencido.

Aqui chegados é oportuno perguntar. Valeu a pena o 25 de Abril?

Sim, valeu a pena.

Celebrar abril é e será sempre resistir e sonhar de novo.

Por: Rogério Lopes Cônsul de Portugal em Fortaleza