SZX Group é a nova sócia mantenedora da CBPCE!

SZX Group é a nova sócia mantenedora da CBPCE!

Especialista em soluções integradas para comércio exterior e logística internacional, a SZX Group reforça sua presença no mercado ao se tornar sócia mantenedora da Câmara Brasil Portugal no Ceará, ampliando oportunidades de negócios e oferecendo excelência em serviços globais.

Sua metodologia “end-to-end” abrange todas as etapas do processo internacional – do planejamento à execução – com serviços que incluem:

  • Operações de importação e exportação indireta
  • Soluções financeiras internacionais e proteção cambial
  • Consultoria em comércio exterior e assessoria aduaneira
  • Desenvolvimento de sistemas e inteligência de dados aplicada à gestão internacional

Com sede em Fortaleza (CE), a SZX Group atua como parceira estratégica para empresas que buscam expandir seus negócios com segurança, agilidade e sustentabilidade.

Serviço:
📍 R. Silva Jatahy, 982 – 1º andar, Meireles, Fortaleza – CE, 60165-070
🌐 www.szxgroup.com
📧 board@szxgroup.com
📱 Instagram: @szxgroup

M. Dias Branco, sócia CBPCE, quer fábrica no exterior para melhorar receita em dólar e diminuir custo em trigo

M. Dias Branco, sócia CBPCE, quer fábrica no exterior para melhorar receita em dólar e diminuir custo em trigo

Empresa está de olho no aumento do preço do trigo nas flutuações cambiais

A M. Dias Branco está colocando em prática plano de internacionalização da marca. A empresa está de olho na ampliação de sua receita em dólar e na diminuição de custo com o trigo. A principal arma para atingir esses dois objetivos é adquiri plantas fora do Brasil. As informações são do site Infomoney.

Uma das razões para a M. Dias Branco pensar nessa tática é o fato do Brasil não ser autossuficiente em trigo. Dessa forma, é preciso importar parte importante do insumo, sobretudo da Argentina. Ucrânia e Rússia, dois produtores de destaque em trigo estão em guerra e isso piorou a situação para os produtores que precisam do grão.

Outra razão para o passo internacional é que a companhia entende que o mercado brasileiro está consolidado, não restando tanta margem para crescimento interno. “O terceiro pilar de crescimento da M. Dias é a internacionalização da companhia. Por dois motivos. Primeiro porque nós já temos um terço do mercado brasileiro. Em algumas regiões, a gente chega a ter 90% de marketshare. Em algum momento a gente vai ter dificuldade de acessar novos mercados aqui no Brasil”, disse Gustavo Theodozio, CFO da empresa.

Fonte: O Otimista em 16.08.2022

Observatório de Negócios Internacionais FCPCB: O Ceará exportou US$ 2,73 Bilhões em 2021

Observatório de Negócios Internacionais FCPCB: O Ceará exportou US$ 2,73 Bilhões em 2021

Um crescimento de +32,30% nas vendas para o exterior em relação a 2020. O estado é o 14º maior exportador brasileiro, sendo o 1º lugar do país em Pescados (102 Mi), 2º em Calçados (225 Mi), 3º em Frutas (US$ 170 Mi), 4º em Semimanufaturados de Ferro e Aço (US$ 1,6 Bi) e 4º também em Máquinas e Aparelhos Elétricos (US$ 183 Mi).

Os principais produtos exportados em 2021 foram Semimanufaturados de Ferro e Aço (US$ 1,64 Bi), Calçados (US$ 225,52 Mi), Motores, Geradores e Transformadores Elétricos (US$ 187,66 Mi) e Castanhas de Caju (US$ 187,35).

Especificamente para Portugal, o valor em exportações alcançou US$ 6,44 Milhões, 13,53% menor do que em 2020. Destaque para Combustíveis, Óleos e Ceras Minerais (US$ 3,2 Mi), Frutas (US$ 1 Mi) e Calçados (US$ 718.510 mil). Houve aumento de vendas nos setores de Móveis e Mobiliário Médico-Cirúrgico (+83,27%), Gorduras e Óleos Animais e Vegetais (+55,87%), Plásticos (+27,45%) e Madeira, Carvão Vegetal e Obras de Madeira (+99,93%).

Em sentido inverso, as importações cearenses de produtos portugueses chegaram a US$ 4,72 Milhões, 58,06% menores do que em 2020. Destaque para Gorduras e Óleos Animais e Vegetais (US$ 2,1 Mi), Plásticos (US$ 963.612 mil) e Máquinas e Aparelhos Elétricos (US$ 367.554 mil).

Conheça aqui (https://bit.ly/32c3rh6) BI produzido pela Federação das Câmaras Portuguesas de Comércio no Brasil em parceria com a Câmara Brasil Portugal no Ceará – CBPCE contendo detalhes das relações comerciais com Portugal, inclusive com dados do comércio exterior de todos os estados brasileiros onde há Câmaras luso-brasileiras.

O Observatório de Negócios Internacionais da Federação das Câmaras Portuguesas de Comércio no Brasil tem o apoio de APSV Advogados. Curta e compartilhe esta iniciativa com a sua rede no LinkedIn.

Fonte: Observatório de Negócios Internacionais FCPCB

Movimentação de contêineres cresce 8,7% no Porto do Pecém em 2021

Movimentação de contêineres cresce 8,7% no Porto do Pecém em 2021

Ao longo do ano passado, um total de 410.557 TEU’s (244.811 unidades) passaram pelo porto cearense, o que representa um crescimento de 8,7% em relação a 2020, quando foram movimentados 377.726 TEU’s (228.362 unidades)

O terminal portuário do Pecém conseguiu, pela primeira vez na sua história, superar o patamar de 400 mil TEU’s em sua movimentação anual de contêineres. Ao longo de 2021, um total de 410.557 TEU’s (244.811 unidades) passaram pelo porto cearense, o que representa um crescimento de 8,7% em relação a 2020, quando foram movimentados 377.726 TEU’s (228.362 unidades).

Somente no mês de novembro de 2021, foram movimentados 40.239 TEU’s no Porto do Pecém – o melhor resultado obtido num único mês ao longo do ano passado. De acordo com o diretor de operações do Complexo do Pecém, Waldir Sampaio, a movimentação acumulada superior a 400 mil TEU’s é motivo de orgulho e consequência de um grande trabalho que envolve muitos profissionais.

“Superar a barreira dos 400 mil TEU’s era um grande objetivo de todo o nosso time, então é motivo de muito orgulho termos alcançado esse resultado em 2021. Trata-se da maior quantidade de contêineres já registrada em um único ano desde que o Porto do Pecém foi inaugurado, o que nos motiva, ainda mais, a seguir trabalhando para alcançar novos recordes neste 2022, ano em que o nosso terminal portuário completa 20 anos de história”, diz.

A cabotagem (movimentação entre o Pecém e outros portos brasileiros) respondeu por 344.332 TEU’s, crescimento de 5% em relação ao mesmo período de 2020. No longo curso (movimentação entre o Pecém e outros portos do mundo), o crescimento foi de 33%, de 49.640 TEU’s, em 2020, para 66.225 TEU’s, em 2021.

Volume em toneladas

As mercadorias transportadas em contêineres somaram o volume de 5.389.230 toneladas (t) no ano passado, o segundo tipo de carga mais movimentada no Porto do Pecém em 2021 – atrás apenas do granel sólido, com 9.827.740 t. A carga conteinerizada foi, assim, a segunda carga mais relevante na composição do índice de natureza da carga em toneladas, com 24% de participação.

Na comparação com 2020, a movimentação de cargas conteinerizadas, em toneladas, apresentou um crescimento de 11,8% no acumulado do ano passado.

Principais cargas conteinerizadas
Cereais
Sal
Enxofre
Terras e pedras
Gesso
Cal
Cimento
Frutas
Alumínio
Plásticos

Fonte: O Otimista

Observatório de Negócios Internacionais FCPCB: O Ceará exportou US$ 2,46 Bilhões entre Janeiro e Novembro de 2021

Observatório de Negócios Internacionais FCPCB: O Ceará exportou US$ 2,46 Bilhões entre Janeiro e Novembro de 2021

O Ceará exportou US$ 2,46 Bilhões para o mundo entre Janeiro e Novembro de 2021, um aumento de +24,79% em comparação ao mesmo período do ano passado.

Os principais produtos foram Ferro Fundido e Aço (US$ 1,46 Bi), Calçados (US$ 198,84 Mi), Aparelhos e Materiais Elétricos e suas partes (US$ 182,43 Mi) e Frutas (US$ 166,44 Mi).

O estado é atualmente o 14º maior exportador do Brasil, sendo 1º lugar em Pescados (US$ 89,07 Mi), 2º lugar em Calçados (US$ 198,77 Mi), 2º em Frutas (US$ 153,48 Mi), 2º em Preparações Hortículas (US$ 56,68 Mi) e 4º em Aparelhos e Materiais Elétricos e suas partes (US$ 182,43 Mi), entre outras colocações interessantes.

Num panorama luso-brasileiro, o total em exportações do estado para Portugal chegou a US$ 5,69 milhões. Destaque para os setores de Combustíveis e Óleos Minerais (US$ 2,74 Mi), Frutas (US$ 927,02 mil) e Calçados (US$ 718,51 mil), com aumento de vendas também nos setores de Móveis e Mobiliário Médico-Cirúrgico (+83,27%), Gorduras e Óleos Animais e Vegetais (+43,08%) e Plásticos (+27,45%).

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Observatório de Negócios Internacionais da FCPCB: O Brasil exportou US$ 14,18 Bilhões em Carnes e miudezas comestíveis em 2021

Observatório de Negócios Internacionais da FCPCB: O Brasil exportou US$ 14,18 Bilhões em Carnes e miudezas comestíveis em 2021

Liderando as vendas nacionais estão Santa Catarina (US$ 2,34 Bi), Paraná (US$ 2,33 Bi), Rio Grande do Sul (US$ 1,6 Bi) e Mato Grosso (US$ 1,5 Bi).

Especificamente para Portugal, o valor em exportações chegou a US$ 3,83 Milhões. Mato Grosso (US$ 1,7 Mi), Paraná (US$ 573 Mil) e Mato Grosso do Sul (US$ 514 Mil) são os principais exportadores de Carne e miudezas para o mercado lusitano.

Destaque para o aumento em vendas dos estados do Mato Grosso (+19,54%), Mato Grosso do Sul (+46,87%), São Paulo (+43,30%) e Rio de Janeiro (+91,86%) na relação Brasil-Portugal.

Em sentido inverso, o Brasil importou US$ 414,21 Mil em Carnes e miudezas comestíveis portuguesas. São Paulo (US$ 411,61 Mil) é o maior estado comprador.

Conheça aqui (https://bityli.com/P02ER) BI produzido pela Federação das Câmaras Portuguesas de Comércio no Brasil em parceria com a Câmara Brasil Portugal no Ceará – CBPCE contendo detalhes das relações comerciais com Portugal, inclusive com dados do comércio exterior de todos os estados brasileiros onde há Câmaras luso-brasileiras.

O Observatório de Negócios Internacionais da Federação das Câmaras Portuguesas de Comércio no Brasil tem o apoio de APSV Advogados, empresa sócia da CBPCE.

Fonte: FCPCB

Exportações portuguesas aumentam 16,6% e importações sobem 21,9% em agosto

Exportações portuguesas aumentam 16,6% e importações sobem 21,9% em agosto

As exportações portuguesas de bens aumentaram 16,6% e as importações subiram 21,9% em agosto deste ano face ao mesmo mês de 2020, divulgou o Instituto Nacional de Estatística (INE).

Em julho de 2021, as variações homólogas nominais das exportações e importações tinham sido de 11,4% e 21,2%, respectivamente, sendo que, face a agosto de 2019, verificaram-se subidas de 14,1% e 12,3%, pela mesma ordem.

Excluindo combustíveis e lubrificantes, as exportações e as importações aumentaram 12,8% e 16,0%, respetivamente (+8,3% e +15,0%, pela mesma ordem, em julho de 2021). Em comparação com agosto de 2019, registaram-se acréscimos de 11,5% nas exportações e de 7,6% nas importações.

Relativamente ao mês anterior, em agosto de 2021 as exportações e as importações diminuíram 22,1% e 13,9%, respetivamente (+8,9% e +5,7%, pela mesma ordem, em julho de 2021).

Segundo o INE, este decréscimo “estará em parte relacionado com o facto de o mês de agosto ser por norma um mês de paragem para férias de algumas empresas”.

Considerando o trimestre terminado em agosto de 2021, as exportações de bens aumentaram 16,2% e as importações cresceram 24,4% em relação ao mesmo período de 2020 (+26,4% e +33,9%, pela mesma ordem, no trimestre terminado em julho de 2021).

Já comparando com o trimestre terminado em agosto de 2019, as exportações e as importações aumentaram 8,2% e 3,2%, respetivamente.

Em agosto, o défice da balança comercial de bens aumentou 479 milhões de euros face ao mês homólogo de 2020 (subiu 131 milhões de euros em relação a agosto de 2019), atingindo 1.754 milhões de euros.

Excluindo combustíveis e lubrificantes, o défice atingiu 1.242 milhões de euros, mais 267 milhões de euros face a agosto de 2020 (comparando com agosto de 2019, o défice diminuiu 44 milhões de euros).

De acordo com as Estatísticas do Comércio Internacional do INE, em agosto destacam-se os acréscimos nas exportações e importações de ‘fornecimentos industriais’ (+37,8% e +45,0%, respetivamente; +26,1% e +36,4% face a agosto de 2019).

Nas exportações, e “com exceção do ‘material de transporte’ (-22,5%; -17,3% face a 2019), todas as grandes categorias econômicas apresentaram acréscimos, salientando-se o aumento de ‘fornecimentos industriais’ (+37,8%; +26,1% face a 2019), sobretudo de ‘produtos transformados’, principalmente para Espanha”, refere.

No período acumulado de janeiro a agosto de 2021, face ao mesmo período de 2019, verificou-se um aumento de 4,1% nas exportações (+21,5% face ao mesmo período de 2020), sendo de salientar o acréscimo de ‘fornecimentos industriais’ (+7,6%; +26,1% em relação a 2020). Em sentido contrário, destaca-se o decréscimo, face a 2019, do ‘material de transporte’ (-9,8%; +20,6% face a 2020).

Já nas importações, salientam-se, em agosto de 2021 face a igual mês de 2020, os aumentos de ‘fornecimentos industriais’ (+45,0%; +36,4% face a 2019), sobretudo ‘produtos transformados’, e de ‘combustíveis e lubrificantes’ (+78,7%; +54,1% em relação a 2019), ambos provenientes principalmente de Espanha e o decréscimo do ‘material de transporte’ (-16,8%; -32,6% em relação a 2019).

No acumulado de janeiro a agosto de 2021, em termos homólogos, as importações diminuíram 2,8% (+18,1% face a 2020), salientando-se o decréscimo de ‘material de transporte’ (-32,5%; +8,6% em relação a 2020). Destaca-se também o aumento, face a 2019, nos ‘fornecimentos industriais’ (+14,4%; +32,1% em relação a 2020).

Em agosto deste ano, tendo em conta os principais países parceiros em 2020, o INE salienta nas exportações e nas importações os aumentos nas transações com Espanha (+19,7% e +22,1%, respetivamente), “principalmente de ‘fornecimentos industriais’ em ambos os fluxos e também de ‘combustíveis e lubrificantes’ nas importações”.

Em relação a agosto de 2019, as variações nas transações com Espanha foram de +23,6% e +13,5%, pela mesma ordem.

O instituto estatístico diz ser “de destacar também o aumento das exportações para os EUA (+77,8%; +59,7% face a agosto de 2019), maioritariamente de ‘combustíveis e lubrificantes’ e de ‘fornecimentos industriais’”.

Fonte: Mundo Lusíada

Portugal e Costa Rica são os dois principais destinos internacionais dos móveis fabricados no Ceará

Portugal e Costa Rica são os dois principais destinos internacionais dos móveis fabricados no Ceará

Em 2019, as exportações quase dobraram em relação a 2018. Em 2020, cresceram 79,38% e, em 2021, tiveram um incremento de 84,55%.

As exportações cearenses de móveis para Portugal movimentaram, entre janeiro e agosto deste ano, um total de U$ 271.214,00, cerca de 40% do total das exportações moveleiras do estado. O principal polo moveleiro do Ceará é no município de Marco.

Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo são os principais exportadores de móveis do Brasil. Estados Unidos, Chile e Reino Unido são os principais mercados compradores.

Conheça aqui (https://bityli.com/P02ER) BI produzido pela Federação das Câmaras Portuguesas de Comércio no Brasil em parceria com a CBPCE contendo detalhes das relações comerciais com Portugal, inclusive com dados do comércio exterior de todos os estados brasileiros onde há Câmaras luso-brasileiras.

O Observatório de Negócios Internacionais da Federação das Câmaras Portuguesas de Comércio no Brasil tem o apoio de APSV Advogados.

Fonte: Federação das Câmaras Portuguesas de Comércio no Brasil


Exportações do Ceará avançam 3,7% e somam US$ 832,3 milhões de janeiro a maio

Exportações do Ceará avançam 3,7% e somam US$ 832,3 milhões de janeiro a maio

Só em maio, foram US$ 177,3 milhões comercializados, alta de 45%. Reaquecimento da economia mundial e aumento da demanda por commodities, principalmente no mercado asiático, estão ajudando a impulsionar as exportações cearenses

O reaquecimento da economia mundial neste ano e o aumento da demanda por commodities, principalmente no mercado asiático, estão ajudando a impulsionar as exportações cearenses e, consequentemente, a elevar a balança comercial do Estado. De acordo com dados do Centro Internacional de Negócios (CIN), da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec) – elaborado com informações da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia –, nos primeiros cinco meses deste ano, o Ceará exportou um total de US$ 832,3 milhões, o que equivale a um aumento de 3,7% na comparação com igual período do ano passado. Somente em maio, foram US$ 177,3 milhões comercializados, montante 45% superior ao mesmo mês de 2020.

Com relação às importações, o Ceará alcançou US$ 1,28 bilhão no acumulado do ano (20,6% a mais que o observado em igual período de 2020), resultando em um saldo negativo de US$ 448 milhões na balança comercial. No entanto, há plenas perspectivas de recuperação, considerando a ampliação dos mercados com os quais o Estado tem comercializado produtos e matérias-primas: no total, o Ceará exportou 1.068 variedades de produtos, avanço de 9%.

De janeiro a maio deste ano, o Brasil obteve o total de US$ 108,63 bilhões em exportações, crescimento de 30,6% em relação aos cinco primeiros meses de 2020.

“O crescimento das exportações cearenses vem em alinhamento com o crescimento das exportações no Brasil, ou seja, de recuperação de demanda, principalmente do cenário externo, de commodities, e das grandes participações de crescimento dessa exportação. O crescimento e a recuperação mundial, principalmente na China, vêm demandando crescentes exportações do Ceará”, observa o economista Ricardo Coimbra, presidente do Conselho Regional de Economia do Ceará (Corecon-CE).

Produtos

Nesse cenário, ganham destaque dois dos itens que mais contribuíram para a pauta de exportações cearenses: as placas de aço e as pás para geradores de energia eólica. O item “ferro fundido, ferro e aço” resultou em US$ 426,8 milhões para o Estado, alta de 0,6% ante igual período do ano passado. Já o setor “máquinas, aparelhos e materiais elétricos e suas partes” representou US$ 70,9 milhões para a economia cearense. Juntos, esses dois itens equivalem a 59,7% do total exportado pelo Estado no acumulado de 2021.

“Atualmente, o Ceará tem duas grandes empresas que estão se destacando nas exportações: a Companhia Siderúrgica do Pecém e a Aeris Energy. Esse crescimento do comércio exterior em relação ao ano passado está relacionado com o aumento das vendas de placas de ferro para outros países, e também das pás de energia eólica, que ganhou impulso com o trabalho da Aeris. A companhia, inclusive, tem ampliando de forma constante a sua produção e comercialização dos seus produtos”, analisa Ricardo Coimbra.

“É um tipo de comercialização que o Ceará não tinha e passou a ter. E, além disso, o preço desses itens é muito elevado, principalmente demandado pelo mercado asiático, o que contribui para o incremento dos valores comercializados”, reforça.

Municípios

De acordo com os dados do CIN, 56 municípios cearenses realizaram operações de exportação em 2021; por outro lado, 58 fizeram operações de importação, superando o número de 2020. Entre as cidades, São Gonçalo do Amarante (onde está o Porto do Pecém) lidera em exportações, com US$ 422,8 milhões (49,4% do total), seguida por Fortaleza (US$ 82,9 milhões), Caucaia (US$ 75,4 milhões), Sobral (US$ 51,6 milhões) e Maracanaú (US$ 45,2 milhões).

No ranking nacional das exportações – liderado pelo Estado de São Paulo –, o Ceará ocupa a 15ª posição, com uma participação de 0,8% do total nacional e aumento de 3,7% na comparação com igual período do ano passado. “O Estado vem crescendo fortemente ao longo dos últimos anos na participação nas exportações nacionais. Temos um déficit na nossa balança comercial, com o volume de importação maior do que o das exportações. E é provável que, nos próximos anos, com a ampliação da comercialização de produtos com maior valor agregado, tenhamos um equilíbrio maior entre os valores exportados e importados, favorecendo a balança comercial do Brasil como um todo”, projeta.

Vendas do setor calçadista crescem 10,6% e sinalizam recuperação
Entre os itens exportados pelo Ceará neste ano, um dos que teve maior aumento, em relação a igual período de 2020, foi o de “calçados, polainas e artefatos semelhantes e suas partes”, que resultou em US$ 86,7 milhões comercializados, uma ampliação de 10,6%. Segundo analistas, trata-se de um bom sinal de recuperação do setor, que tem importantes fabricantes no Estado, após anos de perdas para outros polos do país e do mundo.

“O setor calçadista está voltando a mostrar o seu peso. Em um passado bem recente, era o principal produto exportado pelo Estado e, neste ano, está mantendo a participação em um patamar bem significativo. Isso demonstra também a força que a economia do Ceará possui na sua diversificação. Pois, além de matérias-primas, também comercializa importantes produtos processados, como os calçados”.

Também figuram com destaque na pauta de exportações cearenses as frutas, com US$ 67,5 milhões comercializados (alta de 6,3%) e gorduras e óleos vegetais, com US$ 27,2 milhões (6,3% de crescimento). Considerando os itens individuais, o que mais obteve crescimento foi o de fios e tecidos de algodão, que alcançou uma alta de 187,2% na comparação com o mesmo período de 2020, com um total de US$ 18,9 milhões exportados.

O principal destino das exportações cearenses foi os Estados Unidos (US$ 492,7 milhões, ou 59,2% do total), seguido por Coreia do Sul (US$ 41,6 milhões), Canadá (US$ 40,4 milhões) e Argentina (US$ 25,8 milhões). Até o mês de maio, 122 países de todo o mundo compraram produtos e matérias-primas do Ceará.

Fonte: O Otimista

Exportações da M. Dias Branco avançam 112,6% no primeiro trimestre

Exportações da M. Dias Branco avançam 112,6% no primeiro trimestre

A receita líquida das vendas para o exterior cresceram 112,6% no período, totalizando R$ 42 milhões. Com câmbio favorável, a companhia pretende ampliar a participação nos mercados da América Latina e dos Estados Unidos.

Mesmo com os resultados ainda pressionados no mercado brasileiro, as exportações da M. Dias Branco, líder nacional em massas e biscoitos, seguiram em ritmo acelerado no primeiro trimestre deste ano. A receita líquida das vendas para o exterior cresceram 112,6% no período, totalizando R$ 42 milhões. No mesmo período de 2020, as exportações totalizaram R$ 20 milhões.

Segundo informou o diretor de Relações com Investidores e Novos Negócios da M. Dias Branco, Fábio Cefaly, durante a teleconferência realizada nesta segunda-feira, 10, a ideia da companhia é aproveitar o câmbio favorável para ampliar a participação na América Latina e nos Estados Unidos.

A M. Dias Branco fechou o primeiro trimestre deste ano com 65 clientes internacionais, distribuídos em 30 países. No primeiro trimestre de 2020, a companhia tinha 56 clientes internacionais, em 23 países.

Desempenho em março
Considerando apenas o mês de março, houve um crescimento de 39,3% no volume dos produtos produzidos ante fevereiro (141,4 mil toneladas), e de 40,3% na receita líquida (R$ 612,1 milhões).

Já na comparação com março de 2020, o preço médio dos produtos vendidos pela companhia tiveram um aumento de 26,4%, passando de R$ 3,4, o quilo, para R$ 4,3, o quilo. Hoje, a empresa detém 32,6% do mercado nacional de massas e biscoitos.

Parceria com a Ambev
Para realizar uma distribuição de seus produtos com maior capilaridade, a M. Dias Branco anunciou uma parceria com a Ambev, para vendas através por meio do marketplace da cervejaria.

Avaliação de analistas
No mercado doméstico, a companhia sinalizou que continuará com foco de expansão nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, considerada a área de ataque.

“Acreditamos que a competição continua acirrada, com a receita da companhia mais pressionada na ‘Zona de Ataque’ (Sul, Sudeste e Centro-Oeste)”, comentaram os analistas Isabella Simonato e Guilherme Palhares, do Bank of America. “Esperamos que os volumes permaneçam pressionados e bem voláteis ao longo do ano”, disseram em relatório divulgado nesta segunda.

Fonte: Focus.jor