CBPCE e O Povo celebram os 52 anos da Revolução dos Cravos
Em parceria com o Jornal O Povo, a Câmara Brasil Portugal no Ceará-CBPCE realiza um Especial em homenagem ao 25 de Abril, data que marca a Revolução dos Cravos, um dos acontecimentos mais importantes da história contemporânea de Portugal.
A iniciativa reuniu artigos publicados nos dias 24, 25 e 26 de Abril, na editoria de Opinião do O Povo, com reflexões sobre o legado da Revolução dos Cravos e sua relevância para a Democracia, a Liberdade e o futuro político, social e econômico de Portugal.
Ocorrida em 25 de Abril de 1974, a Revolução dos Cravos pôs fim ao regime autoritário do Estado Novo e abriu caminho para a Redemocratização Portuguesa, tornando-se símbolo de Liberdade, Renovação e Participação Cidadã.
Com este Especial, a CBPCE reforça seu compromisso com a valorização da Cultura Portuguesa e com o fortalecimento dos Laços Históricos e Institucionais entre Brasil e Portugal.
Confira os artigos
Breves considreações sobre o 25 de abril em Portugal, por Rogério Lopes, Cônsul de Portugal em Fortaleza
O 25 de abril de 1974 rompeu, naquela madrugada de liberdade, a longa noite da ditadura que Portugal viveu. Fora do tempo e da história, o regime do Estado Novo calcou o povo português, condicionando-o a um fatídico destino de atraso, desigualdades e pobreza.
Esse destino não foi a Providência que deu, foi a ditadura que nos impôs. O movimento de capitães que fez romper a nossa aurora, constitui o grupo de bravos que gritou bem alto, que um povo pode estar muito tempo silenciado, mas que a sua alma não pode ser esmagada. E é a alma do nosso povo, que todos os anos comemoramos neste dia.
O 25 de abril representou um dos mais importantes momentos de coragem do nosso Povo, por isso este dia é seu. E por isso o invocamos. E por isso o celebramos. O 25 de abril não é de nenhuma força política, nem é de movimento algum. Se um grupo de jovens oficiais lançou o renascimento da nossa liberdade, rapidamente o povo assumiu como seu o que é seu: o seu destino! E esse grupo de oficiais em bom tempo prescindiu, deixou a democracia fluir. E muitas foram as vicissitudes do processo revolucionário até à estabilização democrática.
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Quando a música ensaiou a liberdade, por Joel Rodrigues
Na madrugada de 25 de abril de 1974, uma canção percorreu o país, “Grândola, Vila Morena” tocou na Emissora Nacional, naquele instante suspenso entre a escuridão e a esperança. A música de Zeca Afonso, escolhida pelo Movimento das Forças Armadas, sussurrada nas tertúlias, cantada nos corredores das universidades, tornou-se o código que desencadeou um dos momentos mais luminosos da história contemporânea.
Cresci ouvindo histórias de homens e mulheres que, durante décadas, testaram os limites do silêncio obrigatório através da cultura. A geração de Adriano Correia de Oliveira, de José Mário Branco, de tanta gente que usava a arte como forma de dizer o indizível, ensinava a seu povo que a liberdade era não apenas um direito político, mas um direito de expressão, de pensamento, de imaginação.
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Revolução dos Cravos: 52 anos de um Portugal reconfigurado, por Fabíola Rocha
Em 25 de abril de 1974, Portugal acordou diferente. O movimento começou na madrugada, com militares ocupando pontos estratégicos de Lisboa. A população saiu às ruas em apoio, colocando cravos vermelhos nos canos das armas dos soldados, simbolizando o caráter pacífico da ação.A Revolução dos Cravos encerrou quase meio século de ditadura salazarista e marcou, sob o prisma jurídico, uma das mais profundas rupturas constitucionais do século XX europeu. A queda do Estado Novo instaurou, em seu lugar, o Estado de Direito Democrático, consolidado na Constituição da República Portuguesa de 1976 – texto que, até hoje, é referência no constitucionalismo progressista mundial.
O Movimento das Forças Armadas (MFA) adotou o lema “Democratizar, Descolonizar e Desenvolver”. O cravo tornou-se o símbolo principal da revolução quando o movimento começou. Portugal vivencia uma herança revolucionária sob novos horizontes entre a memória da libertação e os desafios do presente, inclusive em como 25 de Abril reverbera no ordenamento jurídico, ambiental e energético português com melhoria nos índices socioeconômicos e consolidação de um estado de bem-estar social.
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