Júlio Cesar Parente, sócio da CBPCE, palestrará em importante evento na Universidade de Lisboa

Júlio Cesar Parente, sócio da CBPCE, palestrará em importante evento na Universidade de Lisboa

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O sócio da Câmara Brasil Portugal no Ceará, Júlio Patrocínio, participará de uma importante palestra na Universidade de Lisboa nos dias 13 e 14 de abril. O evento contará com a presença de vários outros renomados advogados da área do Direito, que trarão as melhores práticas no Direito Internacional Privado Comparado.

O tema da palestra de Júlio Patrocínio será “Dinamismo do Direito Digital Internacional e Comparado”, uma área que tem crescido cada vez mais em importância nos dias atuais. Com sua vasta experiência e conhecimento na área, Júlio apresentará aos participantes da palestra informações relevantes sobre a dinâmica do direito digital em âmbito internacional e comparado.

Contatos:
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Fonte: CBPCE

AcquaVero: Como fazer um planejamento financeiro eficiente?

AcquaVero: Como fazer um planejamento financeiro eficiente?

Foto: divulgação

Confira a importância do planejamento financeiro para manter as finanças em ordem e alcançar objetivos.

Quando se trata de finanças pessoais, ter um planejamento eficiente é fundamental. E para ajudar nesse processo, a sócia da CBPCE, Acqua Vero, lista abaixo algumas dicas que podem ser muito úteis.

– Faça um levantamento de todas as suas receitas e despesas;
– Defina seus objetivos financeiros: pense em seus objetivos de curto, médio e longo prazo e estime os custos de cada um deles;
– Estabeleça um orçamento;
– Reserve uma parte do seu orçamento para investimentos;
– Crie uma reserva de emergência;
– Acompanhe regularmente seu orçamento.

O primeiro passo é fazer um levantamento de todas as receitas e despesas. É importante saber exatamente quanto dinheiro entra e quanto sai, para ter uma noção clara da sua situação financeira.

Em seguida, é preciso definir os seus objetivos financeiros, pensando tanto em curto, médio e longo prazo. Estimar os custos de cada um deles também é importante.

Com essas informações em mãos, o próximo passo é estabelecer um orçamento, para controlar as despesas e evitar gastos desnecessários. É importante também reservar uma parte desse orçamento para investimentos, que podem ajudar a aumentar o patrimônio e alcançar os objetivos financeiros.

Além disso, criar uma reserva de emergência é fundamental para estar preparado para imprevistos financeiros, como desemprego ou problemas de saúde.

Por fim, é essencial acompanhar regularmente o seu orçamento e fazer ajustes quando necessário, para manter as finanças em ordem e garantir que os objetivos financeiros sejam alcançados.

Com essas dicas simples, é possível criar um planejamento financeiro eficiente e alcançar a tão sonhada estabilidade financeira.

Quer saber mais? fale com a Acqua Vero

Contatos:
Endereço: Av. Desembargador Moreira, 2001 – andar 14 CEP: 60170-001
Telefone: (85) 4042-0577
E-mail: contato@acquavero.com.br
Site: www.acquavero.com.br

Fonte: CBPCE

Turismo e Governança, por Anya Ribeiro

Turismo e Governança, por Anya Ribeiro

Foto: divulgação

Anya Ribeiro, é especialista em turismo e sustentabilidade, e enfatizou a importância da cooperação entre diferentes setores e atores (públicos, privados e sociedade) no planejamento e gerenciamento do desenvolvimento de produtos e destinos turísticos.

Segundo ela, é fundamental considerar as potencialidades e oportunidades locais, regionais e estaduais, bem como as singularidades e unicidades dos territórios, a fim de garantir os amplos impactos positivos que aporta o turismo com sustentabilidade.

“Quando pensamos no turismo como um fenômeno que possibilita o desenvolvimento sustentável de um território, é preciso considerar as dinâmicas que envolvem a sua gestão – regionalização, interiorização, inclusão, descentralização, integração e participação social, sustentabilidade, inovação e competitividade.”

Anya ainda reforçou a importância da participação ativa das comunidades locais no processo de planejamento e gestão do turismo, a fim de garantir que seus “saberes e fazeres” e, necessidades, sejam atendidos adequadamente.

Para tanto, é fundamental a estruturação de governanças plurais, constituídas por gestores públicos, privados e das organizações sociais integrados à projetos, ações e processos do desenvolvimento, conectando diferentes setores, responsabilidades, demandas e recursos das cadeias das atividades dos produtos e destinos turísticos envolvidos.

Para Anya, é preciso propiciar conhecimento, educando para um turismo consciente e responsável, promovendo as economias circular e criativa, benefícios reais para as comunidades, fomento aos negócios empresariais e as institucionalidades públicas gestoras , como resultado do diversificados níveis de postos de trabalho e investimentos implantados com geração de receitas ( taxas e impostos municipais, estaduais e federais), contribuindo de forma assertiva para o desenvolvimento sustentável dos territórios turísticos.

Sobre Anya Ribeiro
Anya Ribeiro, ex-secretária do Turismo do Ceará e atualmente Anya preside a Associação Cearense do Turismo Rural.

Anya possui graduação em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal do Ceará e graduação em Administração de Empresas pela Universidade Estadual do Ceará. Possui MBA em Turismo, Planejamento, Gestão e Marketing pela Universidade Católica de Brasília. Atualmente é sócia/responsável técnica da ARC – Arquitetura e Consultoria Empresarial Ltda.

Contatos:
E-mail: arc.consultoriaempresarial@gmail.com

Fonte: CBPCE

Carga Projeto: entenda tudo sobre a operação para cargas especiais

Carga Projeto: entenda tudo sobre a operação para cargas especiais

Foto: divulgação

O que são consideradas cargas projeto?
Convencionalmente, são consideradas cargas projetos, qualquer carga que ultrapasse as dimensões, medidas e peso aceitos nos padrões ordinários de transporte, principalmente contêineres de 40 e 20 pés.

Mas, vamos perceber mais a frente que as cargas projeto não são uma exclusividade do modal marítimo, mesmo que sua grande maioria seja transportada neste modal de transporte.
Agora que entendemos o que são consideradas cargas especiais, vamos ver alguns exemplos e informações adicionais.

Alguns exemplos
Para ficar mais claro, imagine que para a implantação de uma usina eólica sejam necessários os transportes de equipamentos, torres e peças de dimensões maiores até que algumas aeronaves. Como fazer esse tipo de operação?
Aí que entra a expertise voltada para o transporte de cargas projeto.

Alguns outros exemplos são os embarques de reatores, turbinas, transformadores, geradores, guindastes, plataformas, usinas completas, pás eólicas e equipamentos de grande porte.

O que saber sobre o transporte
Já ficou claro que este tipo de bem, não pode ser encarado como uma carga comum, certo?
Por isso, é necessário entender que a definição do transporte é um dos maiores fatores críticos de sucesso para movimentação dos produtos oversize.
Por modal, vamos conhecer melhor as informações mais relevantes.

Marítimo
O transporte marítimo é normalmente o mais indicado para operações com cargas marítimas internacionais. O principal motivo é que este modal de transporte possui maior capacidade considerando o peso e dimensões das cargas movimentadas.
Mas engana-se quem pensa que isso é garantia de que a operação será realizada sem maiores dificuldades. Mesmo contando com grandes navios e maior espaço para transporte, o modal marítimo demanda maior planejamento e investimento (na maioria dos casos) para acontecer, por isso todo o planejamento e antecipação possível é essencial.

Navio porta contêiner
Este é o tipo de navio convencional para transporte de contêineres e que na operação de carga projeto, são transportados equipamentos especiais para este fim. Dentre os tipos de equipamentos (contêineres) especiais utilizados estão: o Flat Rack, Tanque, Plataforma e o Open Top.

Navio Breakbulk
É o navio que transporta carga superdimensionada e ou superdensa que pode ser mensurada em unidades (Ex: 01 cilindro, 03 pás eólicas, 12 vagões de trem).
Este tipo de navio é comumente utilizado para transporte de grandes quantidades de commodities agrícolas, por exemplo, como açúcar, soja e milho. Seu vagão e porão de cargas são abertos para alocação de produtos, possibilitando o transporte de cargas de diversas dimensões e pesos.

O cálculo do preço do frete breakbulk é comumente realizado considerando a tonelagem (peso em toneladas) das cargas.

Navio roll-on-roll-off
Também conhecidos como operação Ro-Ro, os transportes em navios deste tipo são caracterizados por movimentarem cargas que podem ser roladas na hora do embarque e do desembarque.
São navios em que sua carga entra e sai pelos seus próprios meios, através de rodas (como os automóveis, ônibus, caminhões, trailers, etc.) ou, até mesmo sobre outros veículos.

Como o nome roll-on roll-off (rolar para dentro/rolar para fora) sugere, em navios dessa categoria, é possível carregar quase tudo que puder subir a bordo rodando através das rampas de popa (parte traseira do navio), de meia nau (mais ou menos o meio do navio) e até mesmo, menos comumente encontrado, pela proa (parte da frente do navio).

Aéreo
O modal aéreo é comumente utilizado em situações em que a carga necessita de maior segurança garantida e rapidez no trânsito entre origem e destino. Para execução do transporte aéreo de cargas projetos, algumas aeronaves específicas são mais indicadas, a saber as dimensões e peso dos produtos em questão.

As aeronaves mais utilizadas são as conhecidas como PAX (passageiros) utilizadas para transporte de pessoas e que também possuem espaço no compartimento de cargas para transporte de mercadorias.
No caso de operações projeto, as aeronaves indicadas são conhecidas como CAO (cargueiras), utilizadas exclusivamente para transporte de bens

Duas das aeronaves utilizadas no transporte das cargas projeto são: o Antonov (An-225 Mriya) e o Beluga (Airbus A300-600ST).

Rodoviário
Independente do modal de transporte internacional que será utilizado, o transporte rodoviário é uma etapa da cadeia logística que sempre estará envolvida uma vez que é utilizada para movimentação da carga até o local de embarque e a partir do local de desembarque.

Os principais tipos de veículos utilizados em operações de movimentação de cargas projeto são os caminhões: truck, bitruck, cavalo mecânico com três eixos, cavalo mecânico traçado, bitrem, rodotrem.

Dicas e cuidados importantes
Agora que conhecemos mais sobre o funcionamento e particularidades de transporte, deixamos algumas dicas finais para sua operação projeto ser um sucesso.

Embalagem
A embalagem do produto a ser transportado é crucial para a prevenção de avarias e facilitar o manuseio da carga, então busque adequar a embalagem ideal para a movimentação da sua carga antes de tudo.

Manuseio
Cargas projeto exigem uma atenção para o manuseio, para embarque e desembarque, carga e descarga. Em muitos casos são utilizados guindastes, guinchos e profissionais com formação especial para que tudo ocorra dentro do planejado.

Planejamento de rota
Por conta das especificações de transporte e meio de transporte utilizado, é muito comum que alguns transbordos e escalas surjam como as principais opções de transporte.
Por isso, o planejamento prévio da rota irá permitir uma análise detalhada da operação para a tomada da melhor decisão possível.

Documentações
É comum serem exigidos laudos e certificados para a movimentação da carga projeto e, a ausência destes documentos podem gerar interrupções no fluxo logístico que, caso ocorram, gerarão grandes custos adicionais.

Experiência
Contar com uma equipe de profissionais que já tenham realizado operações com esta magnitude e que estão capacitados para a busca por melhores soluções e possíveis mudanças de rota se necessário é fator chave para eficiência do planejamento realizado.

Por isso na hora de escolher por um prestador de serviços que irá lhe auxiliar durante a operação, não deixe avaliar a experiência do mesmo e evite riscos com aventureiros.

Contatos:
Endereço: Av Des. Moreira, 2800 – sl 603 – Ed. Santo Amaro
Dionísio Torres – Fortaleza – CE
Telefone: +55 85 3215-4300
Site: https://www.ctifracht.com.br/

Fonte: CTI Fracht

Corrida de bilhões: Europa acelera e vê Ceará como solução em hidrogênio verde

Corrida de bilhões: Europa acelera e vê Ceará como solução em hidrogênio verde

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Em meio à guerra na Ucrânia e pressionados por metas climáticas de redução da emissão de poluentes, os países europeus entraram numa corrida contra o tempo.

As principais economias do continente usam fontes não renováveis para a produção de eletricidade (59% a partir de gás natural, carvão e energia nuclear) e, apesar do esforço de promover a transição energética, não encontram a solução por lá. Agora, olham além-mar a fonte energética que procuram, inclusive, no Ceará.

Isso porque consideram como ideal para ser substituto do petróleo o hidrogênio, elemento abundante no nosso planeta, e que pode ser extraído de formas poluentes e sustentáveis.

Só que para retirar da maneira mais ambiental é necessário abundância de energia elétrica proveniente de fontes renováveis, como eólica e solar. Neste ponto um seleto grupo de países se destaca, especialmente o Brasil, segundo fontes diversas do mercado.

Hoje, o País tem 83% da matriz elétrica baseada em fontes renováveis, de acordo com a Empresa de Pesquisa Energética (EPE). E, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) do Brasil, em fevereiro de 2021, apontou o hidrogênio verde como um dos temas prioritários para pesquisa e desenvolvimento.

Existe potencial de exportação de hidrogênio verde da ordem de 4 milhões de toneladas em 2050, o que pode representar 10% das exportações globais de hidrogênio neste horizonte, num mercado da ordem de US$ 600 bilhões anuais. Dentro dessa movimentação, milhões de dólares em negócios.

Além de aportes em plantas industriais (via empresas privadas, de capital misto ou estatais), países europeus semanalmente visitam estados brasileiros e oferecem apoio no desenvolvimento de estudos e troca de informações para a formação de indústria de hidrogênio verde no Brasil.

Alemanha, Holanda, França e Reino Unido aparecem como principais interessados, mas é correto dizer que há um movimento massivo dos países do bloco do Euro em torno do chamado “combustível do futuro”, substituto do petróleo.

Ao O POVO, a diretora de Comunicação da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha do Ceará (CCIBAC), Isabel Utz, destaca que a visão alemã sobre o potencial do Estado para ser fornecedor é real e já é revertido em apoios, sobretudo em projetos na área de educação e aprendizagem profissional (inclusive em convênio com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial – Senai) e pesquisa.

O potencial de geração de energias renováveis no Ceará tem no bojo 56 gigawatts (GW) de geração eólica offshore em análise nos órgãos ambientais, organização e saúde financeira com possibilidade de investimentos em infraestrutura logística, além da parceria entre Porto do Pecém e a Port of Rotterdam, também administradora do Porto de Roterdã.

Esse último ponto é de extrema relevância para a Alemanha. “O porto cearense é sócio da Port of Rotterdam que poderá se constituir num grande hub de energia da Europa e agrega toda sua expertise e tecnologia na administração e operações portuárias.”

A diretora da CCIBAC enfatiza que, apesar da tradição alemã de mineração de carvão, há o entendimento de que o hidrogênio verde representa uma mudança de perspectiva. Por isso os subsídios e leilões para estimular esse novo vetor energético.

“A consciência e o compromisso da Alemanha no combate aos efeitos indesejáveis das mudanças climáticas, levou o País a decidir pela aceleração da transição energética e adotar o hidrogênio verde como vetor energético livre de emissões de carbono”, complementa.

Os desafios são grandes. Apesar da guerra na Ucrânia mostrar a necessidade da menor dependência dos combustíveis fósseis é urgente e necessária, debates locais foram levantados internamente nos países europeus.

No entanto, de acordo com o estudo “Scaling-up” publicado pelo Hydrogen Council, em 2050, o hidrogênio representará 18% de toda a energia consumida mundialmente.

Isso deve resultar em redução anual de 6 bilhões de toneladas de emissões de CO2 e eliminando os principais poluentes do ar como o dióxido de enxofre (SO2), óxidos de nitrogênio (NOx) e materiais particulados.

Portanto, há o entendimento de que o processo de substituição dos combustíveis fósseis pelo H2V será gradual, desta forma, a mudança no perfil de empregos será lenta e não causará preocupações relativas à empregabilidade.

Hugo Figueirêdo, presidente da Companhia de Desenvolvimento do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp S/A), destaca que o interesse europeu faz com que todas as semanas mantenha contatos com representates daqueles países.

A parceria do Pecém com holandesa Port of Rotterdam também é estratégica, já que administra o porto europeu mais adiantado na construção de amôniodutos e gasodutos para hidrogênio, que a partir da Holanda atenderiam a demanda de toda a Europa.

“Hoje quem está puxando essa demanda é a Alemanha. O governo alemão está entrando com dinheiro, lançou o primeiro edital para compra de combustíveis provenientes de H2V. Depois vem outros países procurando desenvolver a cadeia deles e buscam ainda fontes de suprimentos”, afirma Hugo, que tem viagem marcada para o Reino Unido, onde irá visitar portos e centros de tecnologia em H2V.

Transição energética: O poder do hidrogênio verde desvendado em estudo
Um estudo do inédito, “Programa de Transição Energética”, feito em parceria entre o Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri), o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e o Centro de Economia Energética e Ambiental (Cenergia), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ), aponta que a matriz energética brasileira pode se tornar ainda mais renovável nos próximos anos. E o hidrogênio faz parte desse processo.

A aplicação indireta é um destaque, num processo em que o hidrogênio entra como insumo intermediário na produção de outros combustíveis, como querosene de aviação ou diesel, a partir de processo de reação química com captura de carbono.

Os dados ponderam que, apesar de aumento da demanda por energia na nossa economia, haverá queda da utilização de combustíveis fósseis e aumento de uso de biocombustíveis avançados. Com isso, 70% da matriz energética primária serão de fontes renováveis, como etanol e biodiesel.

Já a partir de 2040 serão introduzidos os biocombustíveis avançados, como o diesel verde, bioquerosene de aviação, gasolina verde e biocombustíveis para uso marítimo.

Ainda em 2023, a Alemanha sediará o primeiro leilão global de H2V, organizado pela H2Global, negociando os produtos derivados da produção do gás hidrogênio, como amônia verde, metanol verde e combustível de aviação sustentável baseado na eletricidade (e-SAF, na sigla em inglês).

E o Conselho de Administração da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), do Brasil, é quem deve certificar os possíveis vencedores.

Para garantir que o hidrogênio produzido seja realmente proveniente de fontes renováveis, o quesito certificação está em debate.

Esse é um item primordial, especialmente num momento em que o primeiro leilão para hidrogênio verde é preparado pela Alemanha, o que atrai atenção de diversas empresas, como a EDP, que possui planta no hub de hidrogênio do Pecém.

Talita Porto, vice-presidente do CCEE, afirma que o Brasil tem liderado as discussões internacionais sobre os padrões para certificação do hidrogênio.

Lideranças do Brasil, Austrália, Canadá, Espanha, Estados Unidos, Holanda, Israel, Itália e Reino Unido formam um grupo de trabalho para um certificado.

“A intenção é, até 2024, disponibilizar as diretrizes que serão usadas por empresas que estejam comercializando o hidrogênio e seus derivados em todos os continentes”, diz.

Além do Ceará: Os projetos em desenvolvimento no Brasil
Outros investimentos em produção de hidrogênio verde também podem ser mapeados em outros estados brasileiros. Estados como Rio Grande do Norte, Pernambuco, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo, além do Ceará, são os que se movimentam mais fortemente.

Germano Tremiliosi Filho, doutor em Ciência Química, professor e pesquisador do Instituto de Química de São Carlos da Universidade de São Paulo (IQSC-USP), entende que o Brasil tem grande potencial na produção de hidrogênio e pesquisas desenvolvidas no País têm condições de elevar essa indústria em nível internacional.

O pesquisador é vice-coordenador do projeto “Uso eficiente de etanol para produção de hidrogênio e eletricidade”, desenvolvido no âmbito do Research Centre for Greenhouse Gas Innovation (RCGI), centro de pesquisa financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e pela Shell.

Neste caso, a geração de hidrogênio ocorre a partir do etanol, por meio da reforma eletroquímica. Trabalha com a oxidação de álcoois e redução da água, consome 0,8 volts de energia.

Esse processo é diferente do caminho mais conhecido para a obtenção de hidrogênio, por eletrólise da água, que consome uma quantidade maior de energia, de praticamente 2 volts e é relativamente mais caro.

O professor destaca que essa seria uma alternativa a ser oferecida ao mercado e que interessa aos holandeses da Shell, mas que também já receberam contatos da Embaixada da Alemanha, que também busca contribuir com os estudos relacionados ao hidrogênio.

Ele, entretanto, afirma que as pesquisas sobre a produção de hidrogênio verde ainda são incipientes e se concentram nos bancos da academia, sendo ainda necessário um incentivo maior para iniciar sistemas em larga escala de produção.

Por isso, uma política abrangente é necessária. “Governos estrangeiros reconhecem que o Brasil tem um grande potencial de produzir hidrogênio verde. Então, é providencial que o governo incentive este vetor energético. Nosso país reconhece esta necessidade e iniciativas, ainda que sejam tímidas, estão sendo adotadas, como incentivo a pesquisa na área com financiamento por alguns órgãos de fomento”, pontua.

O Porto de Açu-RJ é outro exemplo, pois tem em seu planejamento estratégico a expansão do terminal multicargas (T-Mult) voltado à transição energética.

Neoenergia e Prumo (subsidiária da estadunidense EIG) assinaram memorando de entendimento para produção em parceria. Outra empresa que deve instalar planta industrial lá é a Shell Brasil.

Em Itaipu-PR, a Fundação Parque Tecnológico de Itaipu (PTI) já produz H2V há mais de dez anos, com operação de planta de produção para fins de pesquisa.

Pernambuco há outro exemplo relevante, com o Complexo Industrial Portuário de Suape, que assinou cinco memorandos de entendimento com empresas como Galp Energia, Casa dos Ventos/Nexway e Neoenergia.

Há ainda outros seis memorandos de entendimento a serem assinados por grupos empresariais interessados em estudos, produção, exploração e comercialização de H2V. São previstos mais de R$ 22 bilhões em investimentos.

As opções para substituir os combustíveis fósseis em toda cadeia industrial além do hidrogênio

Ao realizar um mapeamento dos projetos de investimentos no Brasil nos setores de energia, químico e combustíveis, é possível notar um movimento relacionado ao “verde”. A captura de carbono com uso de matérias primas de origem sustentável é o foco.

No Ceará, por exemplo, há a expectativa em torno da aquisição da CSP pela ArcelorMittal e a possibilidade de início de produção de aço verde.

Segundo o presidente da Cipp S/A, Hugo Figueirêdo, o píer 2 do porto cearense será reformulado para movimentação de amônia verde. Há ainda a perspectiva de que o investimento da Noxis Energy, de uma refinaria de petróleo no Pecém, prevê o desenvolvimento de uma planta de metanol verde a partir da oferta de H2V.

A ideia do CEO da Noxis, Gabriel Debellian, é atender as indústrias de biodiesel e plástico, além de mirar o potencial de desenvolvimento de soluções de combustíveis para o setor marítimo. Atualmente, o projeto da refinaria recebeu licença prévia e pode começar a construção neste ano, com perspectiva de começar a operação em 2026.

Já no Espírito Santo, a empresa canadense AmmPower está com projeto de instalação de uma planta industrial para produção de amônia verde, no Porto Central.

Outra iniciativa a ser destacada no País é a da indústria química Unigel em parceria com a empresa alemã thyssenkrupp, na Bahia. A ideia é a produção de hidrogênio verde e amônia verde, que serviriam de matéria prima para os produtos da industrial brasileira.

São três fases do projeto, totalizando US$ 1,5 bilhão em investimentos. A promessa da empresa é ser a primeira iniciativa do tipo em operação industrial no Brasil, já que as obras da planta já foram iniciadas. A produção deve fortalecer o portfólio de produtos sustentáveis da Unigel, de fertilizantes e acrílicos

Se Brasil não acabar com desmatamento ilegal, terá de pagar “multa ambiental” de trilhões de dólares

Se nas grandes potências europeias há uma corrida para descarbonizar suas matrizes de produção de energia elétrica ainda nesta década, no Brasil ainda se luta para iniciar o básico: eliminar o desmatamento ilegal.

E se o País pode ser considerado um líder no processo de transição energética, com a grande maioria de sua matriz produtora sendo limpa, o caminho para cumprir a promessa de ser neutro na geração de gases do efeito estufa até 2050 ainda é longo.

O estudo Programa de Transição Energética, da Cebri/ BID/ EPE/ Cenergia-Coppe/UFRJ, destaca que é fundamental eliminar o desmatamento ilegal como condição necessária para neutralidade em carbono, desenvolvendo em curto prazo novas dinâmicas no uso da terra.

A conclusão é clara: “Se até o fim desta década o país não conseguir eliminar o desmatamento ilegal, não há viabilidade técnica e realista para zerar os GEE até 2050, como prevê compromisso nacional no Acordo de Paris”.

De acordo com o relatório, eliminar o desmatamento ilegal significa evitar o lançamento na atmosfera de 21 bilhões de toneladas de gases de efeito estufa até 2050. Caso isso não aconteça, o Brasil terá que arcar com um custo de compensação de até US$ 3,4 trilhões para atingir os compromissos assumidos.

Outro ponto abordado no relatório dá conta da diversificação da matriz energética, expandindo opções como biomassa, eólica e solar.

O perfil de emissões no Brasil é completamente distinto do perfil global. No mundo, o setor energético representa 76% das emissões totais líquidas de gases de efeito estufa. Já no País, onde quase metade da matriz é renovável, esse setor representa apenas 31% das emissões líquidas, e 18% das emissões brutas.

As pesquisas em desenvolvimento no Ceará

Os projetos de pesquisas relacionados ao hidrogênio verde já existiam antes de 2021, quando foi viabilizado de forma mais assertiva as perspectivas de investimentos bilionários no Estado. Mas a partir das assinaturas de contratos e parcerias, mais iniciativas se desenvolveram.

Na UFC, existem pesquisas na área do hidrogênio nos departamentos de Engenharia Química, Engenharia Mecânica e Engenharia Elétrica, que vão desde a separação de gases, transporte, armazenamento, como a produção de hidrogênio a partir de outros materiais.

Há, inclusive, um estudo conduzido pela pesquisadora da UFC, Fernanda Lobo, em parceria com as universidades norte-americanas Princeton e Columbia e com o Laboratório Nacional de Energia Renovável dos Estados Unidos, que demonstrou ser viável a produção de hidrogênio a partir do esgoto.

Neste caso, mudam os insumos (ao invés de energia eólica e solar, é usada matéria orgânica do esgoto) e também a metodologia, que é realizada através de bioeletroquímica (recente no meio acadêmico, não empregada no Brasil). Por enquanto, os resultados ainda estão em níveis laboratoriais, mas abre um importante leque de possibilidades para esse mercado.

Análise: Faltam planos e metas para o Brasil

O governo brasileiro mantém em processo de consulta pública um processo fundamental para o desenvolvimento da cadeia do hidrogênio no País: O Plano de Trabalho Trienal do Programa Nacional do Hidrogênio (2023-2025).

Em artigo publicado no O POVO, consultor de Energia da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec) e liderança da Câmara Setorial de Energias Renováveis (CSEnergias-CE), Jurandir Picanço, destaca que pouco se avançou desde julho de 2021, quando foi lançado o Programa Nacional de Hidrogênio (PNH2), do Ministério de Minas e Energia (MME).

“Foram criadas cinco comissões temáticas e elaborado o “Plano de Trabalho” dessas comissões. Ou seja, o plano para fazer o plano”, opina.

Ainda segundo Picanço, enquanto o Brasil demora, mais de 30 países, como Chile, Espanha e Alemanha, já desenvolveram seus planos “com metas claras e bem definidas”.

“No presente Plano de Trabalho Trienal não existe uma visão de futuro definida, nem um posicionamento sobre o papel que o Brasil irá exercer no setor global do hidrogênio”, acrescenta.

Para desenvolver o potencial mapeado no Brasil, é necessário acelerar, primeiramente, a regulação, além de correr com investimentos em infraestrutura e pesquisa para ter condições de capitalizar com a atração de investimentos internacionais e parcerias. Segundo observa o fundador da H2B Energy, Sergio Marques, a experiência do Brasil com biocombustíveis joga a favor.

“O Brasil tem potencial para se destacar no mercado de hidrogênio verde, já que possui recursos naturais abundantes, como sol e vento, que podem ser usados para gerar eletricidade renovável e produzir H2V”, pontua.

No entanto, ainda falta a regulamentação do H2V, para estabelecer padrões e incentivos para sua produção. Sergio observa que nenhum país na América Latina (inclusive alguns “concorrentes” neste mercado de H2V, como Chile, Colômbia e Uruguai) possui regulamentação, o que abre a possibilidade do Brasil liderar esse processo.

“Sem uma regulamentação clara, o mercado pode ser prejudicado pela falta de confiança e investimentos”.

MME explica estratégia federal

Em visita ao Ceará, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, prometeu o marco regulatório para a cadeia produtiva do hidrogênio verde para este ano. Ao O POVO, o Ministério de Minas e Energia (MME) enviou as seguintes respostas:

OP – Em visita ao Ceará, o ministro Alexandre Silveira, disse que o marco regulatório para o hidrogênio verde deve ser implementado em 2023. Como estão os trâmites desse processo?

MME – Essas questões estão sendo pensadas e elaboradas dentro do Programa Nacional do Hidrogênio (PNH2), promovido pelo governo brasileiro, que visa a estruturar a governança dos stakeholders para o desenvolvimento de uma economia do hidrogênio de baixo carbono no Brasil. Todas as ações são pensadas a partir de seis eixos de ação: Fortalecimento das Bases Científico-Tecnológicas; Capacitação de Recursos Humanos; Planejamento Energético; Arcabouço Legal e Regulatório-Normativo; Abertura e Crescimento do Mercado e Competitividade e Cooperação Internacional.

Existem cinco Câmaras Temáticas no Programa, que, por meio do diálogo entre setor público, setor privado e academia, propuseram ações para temas específicos. Essas ações estão compiladas no Plano de Trabalho Trienal do 2023-2025 do PNH2, que se encontra disponível para recebimento de contribuições por meio da Consulta Pública MME 147/2022, cujo prazo vai até 28 de fevereiro.

As ações propostas para a área regulatória estão sendo discutidas no âmbito da Câmara Temática de Arcabouço Legal e Regulatório-Normativo do PNH2 e devem contribuir para o marco regulatório.

OP – De que forma o MME trabalha para a formação de uma indústria de hidrogênio verde no Brasil, a partir do potencial demonstrado por alguns estados, como o Ceará?

MME – O MME tem um compromisso de longa data com o incentivo ao desenvolvimento da economia de hidrogênio, que tem se pautado em uma abordagem de hidrogênio de baixo carbono. Nesse sentido, cabe destacar que o compromisso do governo brasileiro de construir uma economia de hidrogênio de baixo carbono inclui:

•20 anos de apoio à P&DI em hidrogênio de baixo carbono;
•Resolução do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), que define o hidrogênio como uma das áreas prioritárias para investimento público e público em P&DI energético, reforçando o apoio à P&DI;
•Pacto Energético Brasileiro sobre Hidrogênio estabelecido no Diálogo de Alto Nível da ONU sobre Energia;
•Programa Nacional do Hidrogênio (PNH2), mencionado anteriormente.

Além disso, existem políticas públicas para renováveis no Brasil, que contribuirão para impulsionar a economia do hidrogênio de baixo carbono. Políticas como isenções fiscais ou diferenciais de impostos para renováveis e/ou na Zona de Processamento de Exportação (ZPE) e infraestrutura, financiamento verde e fundos específicos para investimentos em renováveis e infraestrutura. Também há novos programas em discussão, como o Combustível para o Futuro (Célula a Combustível, Biocombustíveis Avançados, e-combustíveis etc.) e a precificação do carbono, que reforçarão programas já existentes, como o Rota 2030 e o RenovaBio.

OP – Algumas missões internacionais já visitaram o Brasil e tratam o H2V como prioridade. A principal visita foi a do chanceler alemão. De que forma o MME vê esse interesse internacional?

MME – A cooperação internacional é um dos eixos prioritários definidos pelo Programa Nacional do Hidrogênio (PNH2) e o Brasil também tem se engajado na cooperação internacional em hidrogênio de baixo carbono. Exemplos disso são as participações na Hydrogen Initiative do Clean Energy Ministerial (CEM), e também sob a “Parceria de Energia Brasil-Alemanha” (o “H2 Brazil” no “Programa de Parceria Power-to-X Alemão-Brasileiro”), o “Programa de Energia Brasil-Alemanha Programa” e o Programa de Energia do Reino Unido Brasil.

Mercado: Comprando a CSP, ArcelorMittal recebe investimento de 460 milhões de euros para aço verde

Em meio aos planos de descarbonização, as empresas também se movimentam em busca dos chamados “créditos verdes” e financiamentos. A ArcelorMittal, por exemplo, teve aprovado 460 milhões de euros de apoio da Comissão Europeia para descarbonizar a produção de aço com hidrogênio.

A ideia da empresa é usar esse financiamento para descarbonizar a operação de produção de aço em Gijón, Espanha. O auxílio vai servir para construir uma usina renovável de ferro reduzido direto (DRI) baseada em hidrogênio, proveniente do gás expelido da produção (resíduos e gases metalúrgicos).

Segundo a vice-presidente executiva responsável pela política de concorrência, Margrethe Vestager, os 460 milhões de euros permitem que a Espanha apoie o plano da ArcelorMittal de descarbonizar seus processos de produção de aço.

“(A medida) Contribuirá para o esverdeamento de um setor com uso intensivo de energia, em linha com nosso compromisso de transição para uma economia zero emissões de gases do efeito estufa”.

A planta deve começar a operar em 2025, produzindo 2,3 milhões de toneladas de DRI de baixo carbono anualmente. A operação deve evitar a liberação de 70,9 milhões de toneladas de CO², além de que a ArcelorMittal se comprometeu a compartilhar o conhecimento técnico obtido com o projeto com outras indústrias de aço.

Vale lembrar que o conselho antitruste brasileiro aprovou o negócio de compra da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP) pela ArcelorMittal. Portanto, a empresa europeia vai operar a planta localizada no Complexo do Pecém, onde também vão estar presentes os projetos de produção de hidrogênio verde no Ceará.

A ArcelorMittal já havia afirmado que irá promover em todas as suas operações a descarbonização dos processos, inserindo o aço verde na produção nos próximos anos.

HIDROGÊNIO ROSA
Um grupo de países liderado pela França busca introduzir no mercado europeu o hidrogênio “rosa”, que é quando o processo de eletrólise ocorre com uso de energia nuclear.

POLO H2V DO CEARÁ

O Ceará é uma região estratégica para a produção e exportação de hidrogênio para a Europa. E o desenvolvimento da oferta de energia proveniente de fontes renováveis se destaca. Há 10 anos, o Ceará tinha 21 parques eólicos, que somavam 27% da capacidade instalada da matriz energética do Estado. Atualmente são 98 usinas, que representam 48% da capacidade. Ainda há 26 fazendas solares, que representam 13% da matriz. Ou seja, somadas, as potências de geração eólica e solar, são mais de 70% da energia produzida pelo Ceará.

As 24 de empresas que possuem relação com o hub de Hidrogênio Verde do Pecém:

Pré-contrato assinado e investimentos

Fortescue: US$ 6 bilhões
EDP: US$ 3,8 bilhões
AES: US$ 2 bilhões

Memorandos de entendimentos assinados

Enegix Energy
QAIR
Neoenergia
Diferencial Energia
Eneva
H2Helium
Hytron
Engie
Transhydrogen Alliance
White Martins / Linde
Eren
Cactus Energia Verde
Casa dos Ventos
Stolthaven
H2 Green Power
Comerc / Nexway
Enel Brasil
HDF
ABB
Mitsui / Caetano Bus
Alupar
AS COMPOSIÇÕES

Tanto o processo de eletrólise da água quanto o de reforma eletroquímica do etanol são métodos para separação das moléculas de hidrogênio.

Composição do ETANOL: C2H5OH (CH3-CH2-OH)
Composição da ÁGUA: H2O (H-O-H)

O PROCESSO DE ELETRÓLISE DA ÁGUA: Realizado a partir de um eletrolisador, dispositivo também chamado de célula eletrolítica, o processo de eletrólise da água visa a decomposição da molécula de água (H2O) em seus componentes básicos: hidrogênio (H2) e oxigênio (O), por meio de eletricidade.

Neste processo, eletrodos (um lado positivo e outro negativo) são submersos em água e conectados a uma fonte de energia elétrica, como bateria ou gerador. Quando a eletricidade é aplicada aos eletrodos, os íons presentes na água começam a se mover em direção aos eletrodos opostos.

Dessa forma, a eletrólise da água separa a molécula de água em hidrogênio e oxigênio gasoso, que são coletados em diferentes compartimentos da célula eletrolítica.

A REFORMA ELETROQUÍMICA DO ETANOL: Neste processo, ocorre a decomposição do etanol (C2H5OH) em hidrogênio (H2) e dióxido de carbono (CO2) usando eletricidade por meio de uma célula eletrolítica especializada chamada célula de reforma direta de etanol (DERS, na sigla em inglês).

O DERS é um ânodo de platina, um cátodo de platina e um eletrodo de referência. O etanol é adicionado ao anodo, que é separado do cátodo por um eletrólito de membrana. Aí, quando uma corrente elétrica é aplicada aos eletrodos, o etanol é oxidado no ânodo, produzindo hidrogênio, dióxido de carbono e elétrons.

Os elétrons produzidos na reação de oxidação são conduzidos por um circuito externo para o cátodo, onde o hidrogênio é produzido a partir de redução de prótons (H+) presentes no eletrólito. Assim, a partir da reação no ânodo, o dióxido de carbono produzido é liberado de forma gasosa, enquanto o hidrogênio produzido é coletado.

Fonte: O Povo

CBPCE e RA Brasil realizam Webinar sobre investimento imobiliário hoteleiro em Portugal

CBPCE e RA Brasil realizam Webinar sobre investimento imobiliário hoteleiro em Portugal

Fonte: divulgação

No próximo dia 02 de março, a Câmara Brasil Portugal no Ceará, em parceria com a RA Brasil e com o apoio da Federação das Câmaras Portuguesas, realizará um Webinar com o tema “Visto Gold Portugal, Oportunidades para Investimento Imobiliário Hoteleiro. Saiba como investir em Portugal.”

O evento terá a participação de importantes nomes do mercado, como Mariana Monteiro Business Development, do Advogado Luís Teixeira e do presidente da Câmara Brasil Portugal no Ceará, Eugênio Vieira. Serão discutidos os benefícios do visto Gold para investimentos em imóveis hoteleiros em Portugal, além de dicas e orientações para quem deseja investir nesse mercado.

O Webinar terá início às 11 horas (horário do Brasil) e às 15 horas (horário de Portugal). A participação é gratuita e as inscrições podem ser feitas através do link www.bit.ly/webinarvistogold.

Não perca essa oportunidade única de conhecer mais sobre o mercado imobiliário hoteleiro em Portugal e as possibilidades de investimento através do visto Gold. Inscreva-se já e participe do evento!

Serviço:
Visto Gold Portugal, Oportunidades para Investimento Imobiliário Hoteleiro. Saiba como investir em Portugal
Data: 02 de março
Hora: 11h (Br) 15h (Pt)
Inscrições: www.bit.ly/webinarvistogold
Informações: secretariace@cbpce.org.br

Fonte: CBPCE

Embaixada de Portugal no Brasil, com o apoio do AICEP e da Federação das Câmaras promoverão evento em Brasília

Embaixada de Portugal no Brasil, com o apoio do AICEP e da Federação das Câmaras promoverão evento em Brasília

Foto: divulgação

A Embaixada de Portugal no Brasil, com o apoio da AICEP – Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal e da Federação das Câmaras Portuguesas de Comércio no Brasil, realizará evento envolvendo ambiência de negócios, com participação de empresas associadas as câmaras portuguesas por ocasião dos eventos comemorativos do Dia de Portugal em Junho.

A apresentação deste evento será realizada através de webinar, que acontecerá no dia 27 de fevereiro, e terá com público alvo , presidentes e associados das câmaras portuguesas.

Sobre o dia de Portugal Camões e das Comunidades

O Dia de Portugal, Camões e das Comunidades é uma data muito importante para a comunidade portuguesa no Brasil e no mundo, que celebra a cultura, a língua e as tradições portuguesas. É um momento de reafirmar a relação de amizade e cooperação entre Portugal e Brasil e destacar a importância da preservação e promoção da cultura e da história portuguesa no país.

Serviço:
Data: 27 de fevereiro (quinta-feira)
Hora: 12h
Local: Evento Online
Evento para convidados:
Informações: contato@fcpcb.com.br

Ananias Gomes é o novo sócio da CBPCE

Ananias Gomes é o novo sócio da CBPCE

Foto: arquivo pessoal

Ananias é Gerente Comercial – Sistema Verdes Mares de Comunicação, Mestrando em Administração pela Universidade Federal do Ceará – UFC, Especializações completas em Comunicação Social, Propaganda e Publicidade e Marketing pela Universidade de Fortaleza – UNIFOR e Gerência Geral pela Universidade Estadual do Ceará – UECE. Graduação completo em Administração de Empresas pela Universidade Estadual do Ceará – UECE.

Ananias tem um conhecimento sólido em planejamento, gestão e análise de carteira, gestão de resultados e análise de desempenho de veículos de comunicação diversos. Ele também tem experiência em liderança de equipes e trabalhou em diversos projetos de sucesso no Sistema Verdes Mares de Comunicação.

Contatos:
E-mail: ananiaso@hotmail.com
Fone: 85 9 9987-1780

Fonte: CBPCE

Jorge Rebelo construirá novo hotel e vai investir R$ 200 milhões no Cumbuco

Jorge Rebelo construirá novo hotel e vai investir R$ 200 milhões no Cumbuco

O empresário português Jorge Rebelo de Almeida, presidente do Grupo Vila Galé, deve investir cerca de R$ 200 milhões este ano no Ceará. No próximo dia 1º de junho serão iniciadas as obras de um novo hotel da classe Collection – que é de altíssimo padrão e será o primeiro do Brasil -, na Praia do Cumbuco. Terá Spa, três restaurantes, apartamentos maiores e mais sofisticados, para garantir todo o conforto e requinte aos seus futuros hóspedes.

Para a construção do hotel, que irá se chamar Vila Galé Collection Sunset – pois estará situado ao lado da Lagoa do Cauípe, de onde é possível apreciar uma dos mais belos por do sol no Ceará -, serão investidos quase R$ 80 milhões, entre obras civis e equipamentos. Ali serão construídos 130 apartamentos, amplas áreas de lazer e a inauguração está prevista para acontecer em setembro de 2024. E além do por do sol, o local para a construção do novo empreendimento do Grupo Vila Galé foi escolhido devido às obras de requalificação que estão sendo realizadas no entorno da lagoa.

“Esta gestão da Prefeitura de Caucaia, em dois anos, tem feito mais obras que as últimas três gestões juntas. É uma nova imagem do Cumbuco e os nossos projetos chegam para trazer a iniciativa privada para este novo momento de expansão econômica da região. Há muitos serviços que estão sendo realizados tanto por parte da Prefeitura de Caucaia quanto pelo Governo do Ceará, que vão proporcionar uma nova onde de desenvolvimento para aquela área do Litoral Oeste”, afirmou Jorge Rebelo.

Expansão

Tanto que possui outras áreas entre o Vila Galé Cumbuco e a Lagoa do Cauípe, que foram adquiridas aos poucos pelo grupo hoteleiro de Portugal, onde está sendo montando o Cumbuco Village, que será uma mini cidade. Próximo ao Vila Galé Cumbuco foi lançado um condomínio fechado com 134 lotes, que está praticamente 100% vendido. E no próximo mês de março a construção das primeiras casas deve ser iniciada, pois muitos projetos já estão aprovados e o grupo concluiu toda a parte de infraestrutura, inclusive de lazer.

O presidente do Grupo Vila Galé revelou, ainda, que cerca de R$ 120 milhões devem ser investidos na região do Cumbuco, nos próximos meses. “Ao lado do novo hotel que iremos construir, vamos fazer um condomínio fechado com lotes maiores, acima de 500m², que será chamado de Água Marinha, e talvez deveremos fechar parceria com alguma construtora no Ceará, pois nosso foco é mais centrado na hotelaria. E ainda este ano vamos lançar um grande condomínio, em parceria com a Diagonal, chamado Águas do Cauípe, que além da lagoa, terá também um grande lago artificial para ser usufruído pelos futuros moradores”, salientou.

Ele lembrou que vai haver uma obra da Prefeitura de Caucaia, que é a construção de uma ponte larga por cima do Rio Cauípe, próximo à lagoa onde os praticantes de kitesurf se concentram. “Isso possibilitará a ligação direta com o Porto do Pecém, portanto quem trabalhar na região do Complexo do Pecém, terá um rápido deslocamento até os nossos empreendimentos no Cumbuco, pois a distância via terrestre será encurtada, e muito. Pretendemos fazer, ainda, uma Escola Internacional de Ensino Médio, um supermercado e um pequeno mall, para atender aos moradores dos nossos condomínios”, informou o empresário.

Em São Luís

Está prevista a construção de um hotel da classe Collection no Centro Histórico de São Luís, sendo que já foram iniciadas as tratativas com o Governo do Maranhão. “Mas ainda precisamos tirar as licenças junto ao Ipham e à Prefeitura de São Luís. Portanto, ainda não há previsão para o início das obras. Serão 60 apartamentos com muito luxo e requinte, para bem receber nossos hóspedes”, completou Jorge Rebelo.

Paixão

Contando cum uma rede de 39 hotéis em Portugal e no Brasil – sendo que o último deles, o Vila Galé Alagoas, foi inaugurado em agosto do ano passado -, Jorge Rebelo já revelou que tem um amor especial pelo Ceará e por seu povo hospitaleiro. Tanto que possui outros empreendimentos de grande porte aqui. “Temos um hotel de cidade, na Praia do Futuro, com 300 apartamentos, cinco restaurantes e a Cervejaria Portuguesa, na nossa barraca de praia, em frente ao hotel. Um restaurante de buffet internacional, um italiano, um sushi, e outro com cardápio focado na culinária do Mediterrâneo”, explicou

E outros dois grandes empreendimentos situados no Litoral Oeste do Estado, comprovam essa paixão. “Temos um resort muito grande, o Vila Galé Cumbuco, com seis restaurantes hoje, 600 apartamentos e chalés, spa, muitas opções de lazer e amplos espaços para eventos e convenções. E ao seu lado temos o VG Sun que é um apart hotel com 354 unidades, que já está totalmente vendido. Mas continuaremos investindo na região, pois acreditamos nesse novo fluxo de desenvolvimento”, finalizou Jorge Rebelo.

Contatos:
Telefone: +55 85 3486-4400
Email: fortaleza.reservas@vilagale.com
Site: www.vilagale.com

Fonte: Portal BaladaIn

Travelex Confidence: a solução para ampliar seus negócios ao redor do mundo

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Foto: divulgação

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Fonte: CBPCE