Pequenas empresas terão crédito via “maquininha”

Pequenas empresas terão crédito via “maquininha”

Para minimizar os impactos provocados pela crise do coronavírus para os donos de micro e pequenas empresas e Micro Empreendedores Individuais (MEIs), o governo federal vai liberar R$ 10 bilhões em empréstimos para os pequenos negócios cuja venda de produtos seja feita através de máquinas de cartões de crédito e débito.

A medida provisória, que cria o Programa Emergencial de Acesso a Crédito (Peac-Maquininhas), foi sancionada há um mês e editada na última quarta-feira (23), pelo presidente Jair Bolsonaro. Na quinta-feira (25), a MP foi publicada no Diário Oficial da União.

A medida emergencial pretende trazer fôlego e mais uma opção de crédito às micro e pequenas empresas, que foram bastante afetadas com o fechamento dos estabelecimentos durante o isolamento social, com créditos de até R$ 50 mil. “Com a edição desta medida provisória, o governo federal mantém seus esforços para garantir a devida assistência aos microempreendedores individuais, às microempresas e às empresas de pequeno porte nesse momento de crises sanitária e econômica decorrentes da pandemia”, salientou o governo, em nota.

Condições
O Peac-Maquininhas prevê até R$ 50 mil em empréstimos para a pessoa jurídica. No entanto, o valor a ser liberado será o dobro da média mensal de recebíveis nas maquininhas de cartão de 1º de março de 2019 à 29 de fevereiro de 2020, não podendo ultrapassar R$ 50 mil.

As condições previstas para o empréstimo são: taxa de juros de até 6% ao ano sobre o valor do crédito, cobrada mensalmente e prazo de 36 meses para o pagamento, incluindo o prazo de carência de seis meses. O programa também estabelece ao micro e pequeno empresário ceder ao banco ou instituição financeira que fez o empréstimo 8% dos direitos creditórios sobre vendas futuras realizadas por meio do aparelho.

O lançamento da nova linha de crédito está previsto para ocorrer na primeira semana de outubro. Para o diretor de relações institucionais da Proteste, Henrique Lian, a medida é uma alternativa viável diante a atual dificuldade das micro e pequenas empresas em adquirirem crédito. “A atual dificuldade enfrentada pelas pequenas e micro empresas no levantamento de crédito, para fazer face à crise atual, não é um fato novo. O projeto oferece uma alternativa prática e viável, lançando mão dos recebíveis como garantia e utilizando o Fundo Garantidor de Crédito – instituição que visa garantir os depósitos dos clientes das instituições bancárias, em caso de insolvência – como lastro das operações”, explicou Henrique Lian.

Solicitações
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) será agente financeiro do Peac-Maquininhas. A nova opção de crédito estará disponível para microempresas ou empresas de pequeno porte, com volume faturado em vendas mensais liquidadas por arranjos de pagamentos, conforme as seguintes condições:

• Venda de bens ou prestação de serviços através de arranjos de pagamento com liquidação em sistema de compensação e liquidação autorizado pelo Banco Central;

• Não possuir operações de crédito ativas celebradas fora do âmbito do Peac-Maquininhas garantidas por recebíveis a constituir em arranjos de pagamento na data de contratação do empréstimo.

Os empresários poderão solicitar o crédito às instituições financeiras autorizadas a funcionar pelo Banco Central, inclusive sociedades de crédito direto. A medida prevê isenção de tarifas, encargos ou emolumentos para os contratantes.

Fonte: Jornal O Estado do Ceará 

Hub aéreo do Ceará é diferencial do Estado na atração de investimentos

Hub aéreo do Ceará é diferencial do Estado na atração de investimentos

O setor de transporte aéreo consolida-se como uma grande contribuição para a economia cearense, facilitando o fluxo de pessoas, bens e capital. Quando o Aeroporto Internacional de Fortaleza passou a ser operado pela iniciativa privada, em janeiro de 2018, e, menos de cinco meses depois, foi implementado o hub aéreo capitaneado pela GOL, Air France e KLM, os holofotes do mercado se acenderam sobre o turismo. Afinal, só a Fraport Brasil, responsável pelo terminal aeroportuário, injetou R$ 1 bilhão na economia cearense. Quantia aplicada nas obras de modernização e ampliação do aeroporto.

Ao mesmo tempo, essas três companhias áreas renderam mais de 17 mil voos para o Estado apenas no primeiro ano. Consolidava-se, dessa forma, um novo vetor econômico capaz de atrair mais investimentos e colocar o Ceará em um patamar diferenciado no Norte e Nordeste do país.

E nem poderia ser diferente. O transporte aéreo gera inúmeros benefícios aos consumidores e à economia em geral. Vai além de conexões rápidas entre cidades e países. Estabelece pontes que permitem o fluxo econômico de bens, serviços, pessoas e ideias. Principais fatores impulsionadores do crescimento econômico. “Tomando como exemplo os 20 anos de operação da companhia aérea TAP no Ceará, cerca de 1.980 empresas foram abertas por portugueses no Estado, como consequência da ligação entre Lisboa e Fortaleza. Esse é o maior demonstrativo do que o transporte aéreo faz e pode fazer.

Atrai empresas de pequeno a grande porte e nos mais variados setores”, corrobora o secretário de Turismo do Ceará, Arialdo Pinho.

Impactos vão além do turismo. Na sua avaliação, com o desenvolvimento da operação da Air France, KLM e GOL, responsáveis diretas pela implementação do hub aéreo do Ceará, e ainda com a chegada posterior da Air Europa e demais companhias aéreas que estão por vir, setores como o agronegócio, a indústria da aviação, energias renováveis, comércio e serviços em geral devem atrair, a reboque do turismo, cada vez mais investimentos estrangeiros diretos para o Estado.

“Com mais voos, as pessoas passam a conhecer o Ceará e, consequentemente, descobrem as oportunidades de negócios que temos”, enfatiza Pinho.

Nesse contexto, dados da Secretaria de Turismo do Ceará (Setur CE) apontam que, em 2019, a movimentação de passageiros nacionais e internacionais chegou a aproximadamente 5,89 milhões de pessoas. Ou seja, 20% a mais se comparado ao registrado em 2017, ano anterior à criação do Hub Aéreo do Ceará.

Olhando mais especificamente para a movimentação internacional de passageiros, o acréscimo foi de 125%, totalizando 467 mil pessoas.

Leia a matéria completa no site do Trends CE

Reunião da Liga de Arbitragem da UFC aconteceu hoje na FIEC em parceria com o Centro de Mediação e Arbitragem da CBPCE

Reunião da Liga de Arbitragem da UFC aconteceu hoje na FIEC em parceria com o Centro de Mediação e Arbitragem da CBPCE

Foi realizado nesta quarta feira (23/09) na sede da FIEC, a reunião da Liga de Arbitragem da UFC, em parceria com o Centro de Mediação e Arbitragem da CBPCE. O encontro contou com a participação de 5 integrantes do grupo e 3 avaliadores, incluindo os sócios da CBPCE, José Maria Zanocchi e Juliana Valente.

A reunião teve como objetivo a realização de treinamento preparatório para a XI Competição Brasileira de Arbitragem CAMARB que ocorrerá entre os dias 23 e 25 de outubro. Os participantes realizaram uma audiência sobre um caso fictício que simula um procedimento arbitral para solução da controvérsia.

Este evento tem por objetivos principais disseminar a arbitragem, estimular seu estudo e contribuir para a formação de profissionais mais qualificados para atuar em arbitragem no Brasil e no exterior. A Liga de Arbitragem é a única equipe inscrita representando o Estado do Ceará.

Fonte: CBPCE em 23/09/2020

Metrópole do Ceará Global 2020 ainda está disponível para visitação

Metrópole do Ceará Global 2020 ainda está disponível para visitação

Desembarque numa incrível experiência imersiva em Fortaleza: A Metrópole Virtual do CEARÁ GLOBAL ainda está disponível.

Não deixe de entrar e conhecer todos os estandes virtuais e conhecer o mundo que veio para o Ceará e o Ceará que está ganhando o mundo.

Para acessar, basta colocar o e-mail e celular previamente cadastrados, visite os prédios e conheça a programação do evento dentro de cada um deles.

Acesse já: http://bit.ly/metropoleCG

Fonte: CBPCE em 23/09/2020

Ibef-CE lança e-book sobre o compromisso em melhorar o conhecimento em Finanças e seus fundamentos

Ibef-CE lança e-book sobre o compromisso em melhorar o conhecimento em Finanças e seus fundamentos

O Ibef Ceará lançou nos últimos dias um e-book para ajudar quem está passando por tempos de crise neste momento desafiador.

Ocorre que muitas famílias estão sofrendo com a perda do emprego, ou por alguma redução na renda. Neste ebook, você vai apreciar uma série de dicas que vão te ajudar a enxergar além da crise e te motivar a tomar uma atitude diante das dificuldades.

Para acessar o ebook completo http://bit.ly/ibef-ce

Fortaleza ganha título de cidade criativa do Design

Fortaleza ganha título de cidade criativa do Design

A cidade de Fortaleza ganhou da UNESCO – Agência das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, o título de Cidade Criativa do Design. Por meio de um programa realizado pela UNESCO desde 2004, onde separam cidade por categorias como: Design, Literatura, Gastronomia, Artesanato, Cinema, Música e Media Arts.

A rede de metrópoles criativas, somam cerca de 290 cidades em mais de 70 países por todo o mundo. São 10 cidades brasileiras contempladas com diversos títulos. Fortaleza (Design), Curitiba (Design), Brasília (Design), Santos (Cinema), Florianópolis (Gastronomia), Belo Horizonte (Gastronomia), Belém (Gastronomia), Paraty (Gastronomia), Salvador (Música) e João Pessoa (Artesanato).

No Brasil, a grande quantidade de processos criativos vêm por meio das necessidades e condições de vida de uma grande parte dos que enfrentam a pobreza e a exclusão social. Dessa forma, gera-se inúmeros pequenos empreendedores, que utilizam de suas criatividades para fugir das difíceis realidades.

Diferente da indústria tradicional, a economia criativa depende de conteúdo cultural – sons, imagens, histórias, literatura – , que vêm conquistando mais espaço mundialmente. E para manter o merecido título de Cidade Criativa do Design, o Plano Fortaleza 2040 foi desenvolvido com o item “Economia Criativa” entre seus 33 tópicos de planejamento, com objetivo de manter e desenvolver ainda mais a indústria cultural.

Fonte: Vemtambém em 23/09/2020

Ceará lidera ranking de competitividade entre estados do Norte e Nordeste

Ceará lidera ranking de competitividade entre estados do Norte e Nordeste

O Ranking de Competitividade dos Estados 2020, divulgado, na última quinta-feira (17), pelo Centro de Liderança Política (CLP) coloca o Ceará na liderança dos estados das regiões Norte e Nordeste. Levando em consideração todos os entes da Federação, o estado está em décimo lugar.

O estudo analisa 10 pilares estratégicos, com base em 73 indicadores que medem o nível de eficiência da gestão pública nas 27 unidades federativas. O Ceará ficou com nota geral 49,5, numa escala que vai de 0 a 100. O estado ficou acima da média nacional que é de 47,5. O principal destaque ficou no quesito Solidez Fiscal, onde conquistou o quarto lugar. Na edição do ano passado, o Ceará ficou na sexta posição.

A titular da Secretaria da Fazenda do Ceará (Sefaz-CE), Fernanda Pacobahyba, atribui o desempenho à disciplina financeira do estado. “Nesse quesito solidez fiscal, nós conseguimos sair do sexto lugar, que obtivemos no ano passado, para o quarto lugar nacional e primeiro lugar do Nordeste. Isso nos deixa realmente muito felizes. O Estado do Ceará foi avaliado pelo seu índice de liquidez, de poupança corrente, de solvência fiscal, de resultado primário, mas, entre todos os indicadores desse pilar, destacamos a taxa de Investimento Público do Estado. Mais uma vez, o Ceará lidera os investimentos públicos nacionais em relação à sua Receita Corrente Líquida”, ressaltou.

O Ceará também conquistou bons resultados em Educação, Infraestrutura, Sustentabilidade Ambiental, Sustentabilidade Social, Eficiência na Máquina Pública e Inovação.

Acesse o site do ranking: http://www.rankingdecompetitividade.org.br/

Fonte: O Otimista em 18/09/2020

Exportações: Porto do Pecém retoma linha para Mediterrâneo

Exportações: Porto do Pecém retoma linha para Mediterrâneo

O Porto do Pecém retomou, ontem, a linha Mediterrâneo da MSC (Mediterranean Shipping Company), empresa especializada no transporte marítimo de contêineres. A rota atende, especialmente, a demanda crescente dos fruticultores que exportam parte da produção para países da Europa. De acordo com a MSC, esse é o único serviço com escala direta entre um porto do Nordeste brasileiro e a Itália.

A embarcação de bandeira panamenha, procedente do Porto do Rio de Janeiro, atracou no terminal portuário cearense no fim da madrugada de segunda-feira (21) para carregar contêineres de frutas da safra 2020/2021. Após seis horas de operação, no Pecém, o navio MSC Domitille zarpou em direção aos portos da Espanha e Itália.

“Esta nova escala da MSC tem por finalidade expandir a visibilidade e promover a exportação de nossas riquezas oferecendo um serviço dedicado aos principais portos do mediterrâneo no melhor tempo de trânsito do mercado, sendo o único serviço com escala na Itália. Inauguramos esta nova linha no ano passado e diante de uma aceitação positiva do nosso mercado estamos mantendo os investimentos no atendimento de mais uma safra através do porto do Pecém”, afirma Daniel Soares, gerente da MSC.

O navio MSC Domitille, responsável pelo reinício do serviço para o mediterrâneo, tem 299,18 metros de comprimento e capacidade de armazenar até 9.411 TEU´s (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés). Cada contêiner refrigerado pode conservar até 25 toneladas de frutas.

Recomeço
O presidente do Complexo do Pecém, Danilo Serpa, ressaltou que a continuidade dessa rota diante cenário atual na economia é motivo de satisfação. “Iniciamos esse serviço no ano passado e exatamente um ano depois estamos recomeçando a operação dessa segunda linha de conexão com a Europa. Assim, seguimos firmes com o objetivo de transformar o Pecém no portão de entrada e saída das cargas da região Nordeste”, pontua.

Rota
A linha faz parte do serviço WMED, operado desde o ano passado pela MSC. A rota conecta o Porto do Pecém a portos localizados no mar mediterrâneo através da seguinte rota: Espanha – Valência (9 dias) e Barcelona (11 dias). Itália – Genova (13 dias); Livorno (14 dias); e Gioia Tauro (16 dias).

Exportações
No ano passado, o Porto do Pecém transportou aproximadamente 11.578 TEU´s, o equivalente a 151.737 toneladas de frutas frescas a partir do Porto do Pecém. Além da linha para o mediterrâneo, seguem em operação regular duas linhas de navegação para norte da Europa e Estados Unidos. Entre os países que mais receberam frutas, em 2019, Estados Unidos lidera com 35%. Em seguida, Holanda (26%), Reino Unido (17%), Espanha (13%), Itália (5%), Alemanha (2%), e outros (2%).

Fonte: Jornal O Estado do Ceará em 22/09/2020

Área de condomínios logísticos salta 10% no CE e deve dobrar em dez anos

Área de condomínios logísticos salta 10% no CE e deve dobrar em dez anos

Com 204 mil m² no Estado, a área de empreendimentos de armazenagem para a indústria deve ganhar mais 360 mil m² nos próximos anos. Demanda tem crescido gradualmente com o fortalecimento do e-commerce

Utilizados para o armazenamento – seja da matéria prima ou do produto final – por vários segmentos do setor produtivo, os condomínios logísticos no Ceará estão ganhando mais espaço. Segundo maior da região Nordeste em área, esses empreendimentos somam 204 mil metros quadrados em todo o Estado, crescimento de 10,3% ou 21 mil metros quadrados (m²) ante os 183 mil metros observados no segundo trimestre de 2019, conforme levantamento da Colliers International, que presta serviço de inteligência imobiliária para a Associação Brasileira de Logística (Abralog). Em até dez anos, o número deve mais que dobrar, com o incremento de 360 mil m².

A avaliação é do diretor comercial da entidade, Abiner Oliveira. De acordo com ele, já nos próximos meses, a área de condomínios logísticos no Ceará deve receber um incremento de 20 mil metros quadrados. “O mercado do Ceará possui em projeto cerca de 360 mil m², que poderão ingressar no mercado ao longo dos próximos cinco a dez anos”, detalha Oliveira.

O avanço é impulsionado pela alta no consumo e tem uma participação importante do crescimento do e-commerce no primeiro semestre de 2020 com o isolamento social e consequente interrupção das atividades presenciais do varejo. “Quanto mais consumo, maior é a necessidade de armazenagem de produtos. Com a pandemia, o e-commerce está demandando muito espaço em galpões logísticos em todas as capitais, não é diferente em Fortaleza”, pontua o diretor comercial.

De acordo com a pesquisa da Colliers International, o mercado do Ceará apresenta uma taxa de vacância de 10% (relação entre a área disponível e a área total) e o preço pedido médio de R$ 14,95/m².

O levantamento mostra ainda que o Ceará ocupa a nona posição no ranking nacional quando se trata de condomínios logísticos. A liderança da lista é ocupada por São Paulo (9,72 milhões/m²); Rio de Janeiro (1,89 milhões/m²) e Pernambuco (1,02 milhões/m²) – este último líder do Nordeste e com uma área cinco vezes maior que a do Ceará.

Gargalos

Apesar do potencial para o fortalecimento do setor, o coordenador do Núcleo de Infraestrutura da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), Heitor Studart, destaca que o Ceará esbarra no gargalo da infraestrutura das rodovias, o que acaba deixando o Estado bem atrás do vizinho Pernambuco. “O Ceará ainda está iniciando, incipiente. O mercado é totalmente promissor e vem se desenvolvendo de forma agressiva. Não tenha dúvidas de que essa crise do coronavírus veio para acelerar esse crescimento”, diz.

“Ter uma malha rodoviária em bom estado é uma condição fundamental para o desenvolvimento da operação logística e nós infelizmente estamos em dívida com isso. Talvez a expansão em anos passados não tenha sido maior em função do estado do Anel Viário, que há 10 anos está sendo feito e tem atrasado esse crescimento”, lamenta Studart, lembrando ainda do atraso da ferrovia Transnordestina.

“Nós temos projetado oito polos intermodais ao longo da estrutura da Transnordestina, com entroncamento ligando às grandes rodovias. Esse entorno dos polos intermodais favorece grandemente o assentamento de condomínios logísticos, reforçando o desenvolvimento desses empreendimentos”, explica ainda Heitor Studart.

Atualmente, estão em operação no Estado quatro empresas desenvolvedoras de condomínios logísticos, com empreendimentos que se concentram em Fortaleza e Região Metropolitana. Studart avalia, porém, que há potencial para o desenvolvimento do setor em outras regiões, a exemplo do Chapada do Apodi, destacando o agronegócio nessa área, Cariri, Sobral e Quixadá.

Uma dessas empresas é a LOG, que opera no Ceará há quase cinco anos. A companhia opera na Capital com um condomínio logístico de aproximadamente 111 mil metros quadrados e se prepara para terminar a construção de mais 54 mil metros quadrados, investimento de R$ 80 milhões. O diretor comercial da empresa, Guilherme Trotta, avalia que o Ceará representa um importante mercado e que Fortaleza se destaca por figurar entre os grandes centros urbanos do País.

“Temos 100% de ocupação e muita procura por nossas áreas. Antes da pandemia, já tínhamos mapeado a necessidade do segundo empreendimento”, afirma Trotta. Com o crescimento do e-commerce, a certeza sobre o investimento se fortaleceu: durante a pandemia, houve alta de 40% nas locações dos galpões da LOG no Estado. Do total de clientes alocados nas instalações da LOG, 50% correspondem a empresas do e-commerce.

“O Ceará é um dos primeiros estados onde a gente começa a segunda leva de parques logísticos no País”, arremata o diretor comercial.

Fonte: Diário do Nordeste em 22/09/2020

Demanda por tecnologia: o crescimento de startups no Ceará em 2020

Demanda por tecnologia: o crescimento de startups no Ceará em 2020

Com o crescimento da demanda por serviços digitais, startups cearenses se desenvolveram durante o período de pandemia. Em um período no qual o acesso a tecnologias se expandiu com demandas tanto do público quanto de empresas, o segmento de startups, que por tradição já atua com o desenvolvimento de inovações, precisou se atualizar para dar conta de todas as solicitações.

No Ceará, estado que conta com 187 startups, de acordo com dados da Associação Brasileira de Startups (ABStartups), o contexto não foi diferente, com empresas ampliando e até surgindo em meio a pandemia do novo coronavírus. Sobre o ecossistema cearense do segmento, Delano Macêdo, conselheiro do Ninna Hub, equipamento para aceleração e incentivo de startups, define que o Estado está em processo de estruturação.

Em comparação com outros estados do Nordeste, como Bahia e Pernambuco, o Ceará demorou alguns anos para começar de fato a olhar o segmento com atenção, avalia Delano. Contudo, a presença de universidades e escolas técnicas no interior do Estado serão responsáveis por estimular ainda mais o surgimento de profissionais para o setor.

Entre as possibilidades de setores de atuação, o conselheiro destaca a saúde como um potencial, citando como exemplo a presença da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) no Distrito de Inovação em Saúde do Eusébio, além dos projetos para a região do Porangabussu, que também abrigará um Distrito. ”Há previsão de programas de startup em saúde para lá. Acho que logística é outra área (de destaque), considerando a posição equidistante do Estado no Nordeste.

Tem vários centros de distribuição de empresas grandes que estão se instalando no Ceará”.

Ainda sobre os principais setores no Ceará, Marília Diniz, analista do Sebrae-CE comenta que observa “muita força na área da educação, agronegócio, turismo e saúde. Iniciativas estão rodando bem em todos os setores, na área de energia solar está acontecendo, também tem o pessoal trabalhando com Inteligência Artificial (IA). Várias tecnologias de robotização, games”, elenca.

Em estudo intitulado “Mapeamento de Comunidades Emergentes Região Nordeste 2019”, a ABStartups informou que os segmentos de Educação (15%), Saúde e Bem estar (10,6%), Varejo/Atacado (10,6%), Comunicação e Marketing (6%) e Big Data (6%) são os líderes em atuação no Ceará.

O programa StartupCE, realizado pelo Sebrae-CE, é uma das estratégias para incentivar o ambiente no Estado, com a pré-aceleração de iniciativas selecionadas. Marília comenta que a expectativa para o quarto ciclo do projeto, que já beneficiou 70 startups, abra inscrições no mês de setembro. Ainda não há mais detalhes sobre a nova edição do programa. Marília também reforça que os padrões de averiguação de uma startup, com a hipótese, o problema, a validação da hipótese e teste, aproximam o setor do método científico.

Dessa forma, potenciais erros no desenvolvimento ou foco da empresa acabam sendo modificados mais rapidamente, evitando perdas expressivas de investimento.

Ninna Hub
Com foco em ser um espaço para incentivar startups de diferentes segmentos no Ceará, o Ninna Hub, lançado em dezembro de 2019, reúne seis empresas em sua sede. Por conta do período de pandemia, um novo edital para a chegada de novas startups foi adiado. “Íamos lançar edital antes da pandemia, mas veio o lockdown, não fazia sentido fazer se o prédio não estava vivo.

Agora, estamos reabrindo a ideia do edital”, conta Delano Macêdo, ainda sem definir a data oficial para a chegada de novas iniciativas. O espaço possui capacidade para até 20 startups. Atualmente, o Ninna conta com cinco mantenedores. Ou seja, empresas que pagam uma mensalidade fixa, com contrato de um ano, e têm acesso às startups inseridas dentro do hub para estudarem inovações que se apliquem a cada necessidade. De acordo com Delano Macêdo, três deles foram conquistados durante o período de pandemia. Para os próximos meses, o hub pretende angariar novos mantenedores, com o desenvolvimento de programas de inovação mais curtos, com duração de até dois meses.

Para além do contato com empresas privadas, o hub se aproxima da academia, com a presença de uma unidade Centro de Empreendedorismo (CEMP) da Universidade Federal do Ceará (UFC) nas instalações do Ninna.

Em contrapartida, o hub contará com um espaço dentro da sede do CEMP, localizado no Campus do Pici. A estratégia é uma forma de fazer com que os estudantes tenham mais facilidade de apresentarem seus projetos e incentivar o ambiente de inovação.

Chatbot Maker
A mudança de foco e escopo faz parte do processo de desenvolvimento de uma startup. No caso da Chatbot Maker, criada em 2017 pelos amigos Thiago Amarante, CEO e CTO da empresa, e Marlos Távora, COO, o objetivo se manteve o mesmo: auxiliar o atendimento e relacionamento de empresas com os clientes de forma automatizada. Com experiência adquirida em três startups anteriores, o aporte de um investidor anjo foi um dos primeiros passos para o surgimento da Chatbot Maker.

A tecnologia de chatbot permite, por meio de um aplicativo de mensagens, que as empresas tenham uma IA para responder às solicitações de forma automática, sem a necessidade de um operador humano no processo. “(Em 2017) Vendíamos um produto que as empresas ainda não entendiam o que podia fazer com ela. Whatsapp ainda engatinhava no Brasil a ponto das empresas entenderem que elas poderiam fazer atendimentos nesses canais”, conta Thiago. No último trimestre, a Chatbot Maker cresceu 500% em número de clientes, saindo de 23 para 150, com 1,5 milhão de usuários interagindo com os clientes.

Hoje, a empresa conta com 13 pessoas na equipe. “Nós começamos como um serviço de consultoria, depois fomos para um serviço de construção de chatbot, depois fomos para um modelo mais de serviço, com mistura de construção com consultoria e, por último, agora um produto mais caixinha”, detalha Thiago. O CEO se refere a Suri, uma IA já automatizada, disponível nos canais de atendimento dos clientes, como Whatsapp, Messenger (Facebook) e o próprio portal da empresa. Dessa forma, a implantação do sistema é mais rápida e menos onerosa para o cliente, que paga uma mensalidade pelo serviço. Para os próximos passos da empresa, Thiago explica que está sendo preparada a tese de investimento, pois uma rodada de investimentos é prevista para o próximo trimestre. Também há planos para o desenvolvimento de um ticket de valor mais baixo, voltado para empresas de menor porte, como forma de ampliar o escopo de atuação da startup.

Mercadapp
Durante o período da pandemia, com a necessidade da população de ficar em casa e reduzir aglomerações, o uso de aplicativos para realizar compras em supermercados foi um dos segmentos que se desenvolveu em 2020. Fundada em 2016, a startup Mercadapp já possuía expertise no setor, mas o crescimento da demanda de clientes representou um novo desafio para a empresa. Durante o mês de março, a média de crescimento de vendas pelo aplicativo foi de 400%. Somente neste ano, mais de 50 milhões de reais já foram movimentados na plataforma.

De acordo com o CEO Gabriel Gurgueira, a equipe cresceu durante o período de pandemia, passando de 16 para 41 pessoas. “Como a gente tem uma solução que ganha senso de urgência nesse momento, acabamos tendo um crescimento considerável, que ampliou as margens de crescimento que a gente vinha tendo a cada ano. Nosso desafio foi justamente crescer de forma saudável num escopo tão rápido e como conseguir atender toda a demanda que nos foi deslocada. E conseguimos fazer todos os movimentos adequados, crescer bem no período, estabelecer boas relações”, explica.

O CEO destaca que um dos diferenciais da Mercadapp é já possuir uma base com mais de 150 mil produtos pronta para os novos clientes, o que reduz a necessidade de realizar novos cadastros. “E a gente ‘pluga’ também a assessoria, que já está embutida na nossa solução completa. Além da tecnologia, tem um assessor que vai estudar o caso do lojista, os resultados, vai sentar com ele ao menos uma vez ao mês, traçar plano, metas, definir quais campanhas podem ser executadas, já entendendo quais campanhas trazem melhores resultados. Indica em um benchmarking como ele está performando em relação a supermercados que temos na nossa base de porte semelhante, isso sem ferir a confiabilidade de nada.

”Com presença em 150 supermercados em 20 estados brasileiros, a meta da empresa para o primeiro trimestre de 2021 é chegar a 200 clientes, com cobertura em todo o território nacional. “A gente observa que houve uma aceleração na maturidade da venda online no Brasil, que Covid infelizmente disparou. Nossa tarefa é ajudar isso da melhor forma, fazendo com que seja mais produtivo pro lojista”, comenta Gabriel.

Logaroo
Criada em maio de 2020, durante o período de pandemia, a startup Logaroo trabalha na perspectiva de ser uma nova atuante no segmento de delivery. Samuel Batista, diretor de tecnologia da empresa, explica que a experiência para entrar no setor veio com o segmento de dark kitchens (restaurantes com funcionamento exclusivo via delivery), no qual os desenvolvedores da Logaroo estavam inseridos desde 2018.“Nascemos dentro de uma operação de dark kitchens, o Delivery Mall. Então, nossa operação já era mais do que desejadas por estes primeiros clientes de nossa operação.

Como estes clientes também possuem outros negócios em outras localizações, nosso serviço acaba sendo bastante recomendado justamente por sanar uma dor que é bastante recorrente dentre os operadores de dark kitchens: a entrega dos pedidos”, comenta Samuel. Apesar do setor ter uma concorrência bem estabelecida, a startup já conseguiu resultados relevantes, com 60 mil entregas realizadas em 50 bairros de Fortaleza, movimentando mais de R$ 2,6 milhões.

“Nos diferenciamos dos grandes players que também oferecem a logística pelo fato de garantirmos a disponibilidade de agentes de entrega para atender a alta demanda nos mais diferentes horários, já que as operações de dark kitchens onde operamos já garantem aos entregadores uma grande oferta de entregas. Dessa forma, alcançamos uma eficiência logística que traz ótimas avaliações aos restaurantes atendidos.

”Nos próximos meses, a startup tem como foco ampliar a equipe operacional, além de viabilizar atuações em outros estados do nordeste.

Fonte: TrendsCE em 14/09/2020